quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - ANATEN/ACRE

A abertura do IV Congresso Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - CONATEN, na noite de quinta-feira (26/11), em Salvador, destacou a necessidade de união dos profissionais para  fazer avançar políticas que beneficiem a Enfermagem e a Saúde Coletiva. Com mais de 500 inscritos, o congresso organizado pela ANATEN com patrocínio do COFEN é o maior evento dos profissionais de Saúde de nível médio.
“O objetivo deste congresso é proporcionar um momento de discussão não apenas em aspectos científicos, mas sociais e políticos. Por isto a importância desta mesa completa, com representantes das associações, sindicatos e dos Conselhos de Enfermagem”, afirmou o presidente da ANATEN, Tonny Costa. A mesa teve participação da ANATEN, do COFEN, COREN/BA,  MuNEAN, Sintefem, Sindate-BA,  SEEB.
Presente na mesa de abertura, a deputada enfermeira Rejane (PC do B – RJ) destacou o papel do presidente do COFEN, Manoel Neri, na organização da Enfermagem brasileira, buscando a união das categorias e das organizações profissionais para fazer avançar os temas que afetam a Enfermagem e a Saúde Coletiva.
“Quem alimenta lutas fratricidas pode servir ao próprio ego, mas nunca à Enfermagem. Não sejamos adversários de nós mesmos. Nossos adversários são outros, são aqueles que impedem avanços e promovem retrocessos nos direitos conquistados pelos trabalhadores, pelas mulheres, pelos negros, pelos indígenas. Quem acompanha a tramitação dos projetos de lei que estabelecem o Piso Salarial, a Jornada de Trabalho, sabe como vota a bancada BBB (da Bala, da Bíblia e do Boi), colocando o lucro empresarial acima dos interesses dos trabalhadores e do povo brasileiro”, afirmou o presidente do COFEN, Manoel Neri, sob aplausos.
A deputada enfermeira Rejane ressaltou os graves problemas na Saúde brasileira, o subfinanciamento e a entregue do SUS às organizações sociais, que atuam como empresas, intensificando a exploração dos profissionais. “A pesquisa Perfil da Enfermagem (COFEN/Fiocruz) mostra quem somos. Somos uma profissão majoritariamente de mulheres, negras e exploradas com salários aviltantes e difíceis condições de trabalho. É sob esta perspectiva que devemos nos organizar politicamente”, disse a deputada.
A abertura destacou, ainda, a necessidade de combater a banalização da formação em Enfermagem, com cursos de má qualidade, inclusive por Educação à Distância. Em agosto deste ano, o COFEN propôs projeto de lei que proíbe a formação por EaD em Enfermagem, apresentado na Câmara dos Deputados por Orlando Silva (PC do B – SP), e projeto de lei dispondo sobre condições dignas de descanso para profissionais de Enfermagem, apresentado pelo senador Valdir Raupp (PMDB – RR).
Representatividade do Nível Médio – Melhorar a interlocução com o nível médio é um dos objetivos da atual gestão do COFEN (2015-2017), que, em sua primeira plenária, criou a Comissão Nacional de Técnicos e Auxiliares de Enfermagem – CONATENF. Com função consultiva e propositiva, a comissão atua como representante dos profissionais de nível médio junto ao COFEN. Os integrantes da CONATENF participarão de mesa redonda.

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