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terça-feira, 31 de março de 2026

Governo sanciona ampliação da licença-paternidade; veja o que muda e os próximos passos

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia gradualmente a licença-paternidade no Brasil, passando dos atuais cinco dias para até 20 dias a partir de 2029.

O benefício será concedido aos pais em casos de nascimento, adoção ou obtenção de guarda de criança ou adolescente.

A ampliação da licença-paternidade era discutida no Congresso Nacional há mais de uma década. A Constituição de 1988 já prevê o direito, mas determinou que uma lei específica deveria regulamentar a duração do benefício.

A proposta institui o salário-paternidade como benefício previdenciário e promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e nas normas da seguridade social, com o objetivo de aproximar a proteção à paternidade das garantias já asseguradas à maternidade.

“O projeto também prevê situações em que a licença-paternidade será equiparada à licença-maternidade, como nos casos em que não houver registro da mãe na certidão de nascimento ou quando a adoção ou a guarda for concedida exclusivamente ao pai”, afirma Rodrigo Marques, gestor de relações trabalhistas do PG Advogados.

Para a Coalizão Licença-Paternidade (CoPai), a aprovação do projeto que amplia a licença-paternidade representa um avanço histórico e um primeiro passo para incentivar uma divisão mais equilibrada do cuidado com os filhos.

Segundo a entidade, a medida pode trazer benefícios como melhora no desenvolvimento infantil, apoio à recuperação das mães e impactos positivos no mercado de trabalho, além de ajudar a reduzir desigualdades de gênero. Entenda abaixo o que diz a nova lei:

1.  O que muda com a nova lei?

2.  Em que situações o benefício pode ser negado?

3.  Em quais casos o benefício pode ser estendido?

4.  Como fica em casais homoafetivos?

5.  O trabalhador terá estabilidade?

6.  Quem terá direito?

7.  Como fica o Programa Empresa Cidadã?

 

O que muda com a nova lei?

Trabalhadores tinham direito a cinco dias corridos de licença-paternidade, pagos pela empresa.

Além disso, empresas que participam do Programa Empresa Cidadã podem conceder mais 15 dias de licença aos funcionários e, em troca, recebem deduções no Imposto de Renda.

Pela nova regra, a duração da licença-paternidade passará a ser:

  • 10 dias, a partir de 1º de janeiro de 2027;
  • 15 dias, a partir de 1º de janeiro de 2028;
  • 20 dias, a partir de 1º de janeiro de 2029.

A proposta também prevê que a Previdência Social passará a arcar com o custo do afastamento. Na prática, a empresa continuará pagando o salário normalmente e depois será reembolsada pelo INSS.

O texto garante que o empregado receberá a remuneração integral ou o valor equivalente à média dos últimos seis meses.

O trabalhador também poderá emendar a licença às férias. No entanto, o período não poderá ser dividido.

 

Em que situações o benefício pode ser negado?

Pela nova lei, o benefício poderá ser negado ou suspenso em casos de violência doméstica ou familiaralém de situações de abandono material — quando o pai deixa de prestar assistência financeira à criança.

O salário-paternidade também poderá ser suspenso caso o trabalhador não se afaste efetivamente de suas atividades durante o período da licença.

 

Em quais casos o benefício pode ser estendido?

A lei prevê algumas situações em que o período de licença poderá ser ampliado:

1.  Falecimento da mãe: O pai ou companheiro passa a ter direito ao período da licença-maternidade, que varia de 120 a 180 dias.

2.  Criança com deficiência: Caso o recém-nascido — ou a criança ou adolescente adotado — tenha deficiência, a licença-paternidade será ampliada em um terço. Na prática, isso pode representar cerca de 13, 20 ou aproximadamente 27 dias, dependendo da fase de implementação da nova regra.

3.  Adoção ou guarda unilateral: Quando o pai adota sozinho a criança ou obtém a guarda sem a participação da mãe ou de um companheiro, ele também terá direito ao período equivalente ao da licença-maternidade.

4.  Parto antecipado: A licença-paternidade também será estendida e garantida nesses casos, independente do motivo para atencipação do parto.

5.  Internação da mãe ou do recém-nascido: O início da licença poderá ser adiado e passará a contar apenas após a alta hospitalar da mãe ou da criança.

6.  Ausência do nome da mãe no registro civil: Se no registro de nascimento não constar o nome da mãe, o pai terá direito a uma licença equivalente à licença-maternidade de 120 dias, além da estabilidade no emprego prevista nesses casos.

 

Como fica em casais homoafetivos?

O Supremo Tribunal Federal já decidiu, em casos específicos, pela concessão de licença-maternidade em casais homoafetivos. No entanto, a aplicação das regras para casais formados por dois homens ainda depende de análise caso a caso.

De acordo com a nova lei, um dos integrantes do casal poderá receber a equiparação à licença e ao salário-maternidade.

O texto também estabelece que, em casos de adoção por casais homoafetivos, uma pessoa poderá usufruir do período referente à licença-maternidade, enquanto a outra terá direito ao período vinculado à licença-paternidade.


A ampliação da licença-paternidade para 20 dias representa um avanço, mas ainda é uma mudança tímida. O Brasil continua adotando um modelo que concentra o cuidado com o recém-nascido quase exclusivamente na mulher e ainda não avançou para uma política efetiva de licença parental compartilhada, além de não contemplar plenamente as novas configurações familiares.

— Ana Gabriela Burlamaqui, sócia do A. C Burlamaqui Advogados.

 

O trabalhador terá estabilidade?

Assim como ocorre com as trabalhadoras grávidas, o projeto cria uma proteção contra demissão sem justa causa.

A proposta proíbe a demissão arbitrária durante o período da licença e também por até 30 dias após o retorno ao trabalho.

Caso o trabalhador seja dispensado nesse período, poderá ter direito à reintegração ao emprego ou a uma indenização equivalente ao dobro da remuneração referente ao período de estabilidade.

 

Quem terá direito?

Outra mudança amplia o número de trabalhadores que poderão acessar o benefício. Atualmente, o direito está concentrado principalmente em trabalhadores com carteira assinada.

Com a nova regra, passam a ter direito:

  • trabalhadores com carteira assinada;
  • autônomos;
  • empregados domésticos;
  • microempreendedores individuais (MEIs);
  • demais segurados do INSS.

 

Como fica o Programa Empresa Cidadã?

Empresas participantes do Programa Empresa Cidadã poderão continuar ampliando a licença-paternidade em 15 dias adicionais em troca de deduções no Imposto de Renda.

Com a nova lei, porém, esses 15 dias passarão a ser somados aos 20 dias previstos na legislação, e não mais aos cinco dias atualmente garantidos.

Fonte _ G1

segunda-feira, 30 de março de 2026

O que o estresse faz com a sua pele e como lidar com isso

 


Mudou de casa e as espinhas apareceram de repente? Ou passou por um término de relação e o eczema piorou? Pode não ser coincidência.

Há muito tempo se suspeita que o estresse afeta a pele. Mas, nas últimas décadas, pesquisas vêm aprofundando a compreensão de como funciona essa conexão entre mente e pele —o que tem ajudado tanto no tratamento de doenças dermatológicas quanto na saúde da pele de forma geral.

O estresse pode ter uma série de efeitos: desde agravar crises de acne até provocar ressecamento e sensibilidade, aumentar o risco de infecções e piorar —ou até desencadear— condições como eczema, psoríase e urticária.

"A sua pele é impactada tanto por estresses físicos quanto emocionais", explica a dermatologista Alia Ahmed, especialista em psicodermatologia, uma área emergente que considera mente e pele de forma integrada.

Ela conta que avalia não apenas os sintomas físicos dos pacientes, mas também o bem-estar psicológico —perguntando sobre humor, ansiedade, episódios de choro, padrões de sono, alimentação e prática de exercícios.

"Dermatologistas muitas vezes se sentem como detetives", diz. Isso porque o estado da pele —o maior órgão do corpo— pode ser um importante indicador da saúde geral de uma pessoa.

Como o estresse afeta a pele?

Cérebro e pele se desenvolvem a partir do mesmo grupo de células nas fases iniciais do embrião - e permanecem intimamente conectados.

Quando nos sentimos estressados, o cérebro desencadeia uma série de reações que liberam hormônios como cortisol e adrenalina na corrente sanguínea.

Em pequenas doses, essa resposta —conhecida como reação "de luta ou fuga"— pode nos deixar mais alertas e ajudar a dar conta das tarefas do dia a dia.

Mas, quando prolongada, ela pode aumentar a inflamação no organismo, agravando doenças inflamatórias da pele.

Além disso, esses hormônios podem enfraquecer a barreira cutânea —a camada externa que protege a pele. Isso facilita a perda de hidratação e permite a entrada de irritantes e alérgenos, como pólen e fragrâncias, o que pode levar ao ressecamento e à sensibilidade, explica Ahmed.

Ao mesmo tempo, o estresse reduz os peptídeos antimicrobianos —pequenas moléculas que normalmente eliminam germes— na pele, tornando as infecções mais prováveis.

Há também evidências de que ele pode piorar a acne, inclusive ao estimular a produção de uma substância oleosa chamada sebo, que pode obstruir os poros e favorecer o surgimento de espinhas.

E, como destaca a médica Alia Ahmed, o estresse também pode prejudicar o sono - o que compromete a capacidade de regeneração da pele.

Ciclos viciosos

Os sinais de estresse também fazem com que células da pele liberem substâncias como a histamina, que provocam coceira —alimentando o chamado ciclo coceira-ato de coçar.

"Você sente coceira, se coça, causa mais danos à pele e isso faz com que a coceira aumente ainda mais", explica Alia Ahmed. "E aí você começa a se irritar consigo mesmo: por que não consigo parar de me coçar? Isso eleva ainda mais o nível de estresse - que, por sua vez, intensifica a coceira."

A própria experiência de ter um problema de pele também pode agravar o quadro, acrescenta ela, citando o exemplo de condições como o eczema: "Você se coça, isso afeta sua qualidade de vida, você se sente mal porque as pessoas comentam —e fica ainda mais estressado. E aí todo o problema se retroalimenta, criando um ciclo vicioso."

Reduzir o estresse ajuda?

"O estresse pode se tornar prejudicial quando começamos a sentir que não conseguimos controlá-lo", explica Rajita Sinha, professora de psiquiatria, neurociência e estudos da criança na Universidade Yale.

Nesse ponto, podem surgir sinais físicos, como dores de cabeça ou problemas no estômago, além de sintomas como lapsos de memória, irritabilidade ou dificuldade para dormir.

Ela recomenda adotar medidas como buscar apoio e praticar mais atividade física. Há evidências de que o exercício regular pode reduzir os níveis basais de cortisol —e que atividades mais intensas podem ajudar a conter picos de cortisol relacionados ao estresse.

A professora também sugere a prática de meditação mindfulness. Quando feita de forma regular, estudos indicam que ela pode fortalecer o córtex pré-frontal —região do cérebro responsável por funções mais complexas, como o raciocínio— aumentando sua espessura e melhorando sua conexão com outras áreas cerebrais.

Terapias baseadas em mindfulness também têm mostrado resultados promissores na melhora da qualidade de vida e dos sintomas físicos em algumas doenças de pele. Em um estudo com pacientes com psoríase, por exemplo, aqueles que receberam esse tipo de terapia, além do tratamento convencional, apresentaram melhores resultados do que os que não receberam.

Será que estou mesmo lidando com o estresse?

A médica Alia Ahmed diz que recomenda que seus pacientes testem diferentes estratégias para lidar com o estresse, a fim de descobrir quais funcionam melhor para cada um.

As opções vão desde exercícios de relaxamento feitos na cama antes de dormir até meditação em movimento, para pessoas mais ativas, ou técnicas de "aterramento", que ajudam a "trazer você de volta ao momento presente", especialmente para quem se distrai com facilidade ou fica preso em pensamentos repetitivos.

Mas, segundo ela, relaxar de verdade pode ser mais difícil do que parece.

"Vejo muitas pessoas de alto desempenho no consultório", afirma —incluindo aquelas com rotinas exigentes no trabalho ou em casa, como cuidar dos filhos ou de pais idosos.

Embora algumas digam que vão à academia ou fazem caminhadas diárias para relaxar, Ahmed observa que, ao investigar melhor, muitas continuam pensando nas tarefas que ainda precisam cumprir. "A sua mente também precisa ter espaço para descansar durante essas atividades", ressalta.

O panorama geral

Além de reduzir o estresse, a médica Alia Ahmed afirma que a pele precisa de "um pouco de tudo" - incluindo cuidados adequados com a pele e eventuais tratamentos médicos, além de uma boa alimentação, sono e estilo de vida.

Ela ressalta que isso deve ser mantido ao longo do tempo para que haja uma melhora consistente na saúde da pele —o que pode, inclusive, ajudar o paciente a identificar outros fatores que desencadeiam seus problemas dermatológicos.

Segundo Ahmed, a abordagem holística da psicodermatologia também pode trazer benefícios mais amplos: "Não só vejo melhora nas condições de pele dos meus pacientes, como também ouço deles que estão se sentindo melhor mentalmente."

Fonte _ Folha/SP

Variante BA.3.2 da Covid já chegou a 23 países e se espalha pelos EUA

 


Identificada pela primeira vez em novembro de 2024 na África, a variante BA.3.2 da Covid-19 chegou a 23 países até fevereiro deste ano e agora se espalha rapidamente pelos Estados Unidos. Detectada em pacientes e em sistemas de esgoto de 29 estados americanos, a cepa, apelidada de Cicada, preocupa especialistas por ser diferente de outras variantes que já circularam, o que pode reduzir a eficácia das vacinas disponíveis.

Kyle B. Enfield, professor de medicina na Universidade de Virgínia (EUA), diz a seguir o que é preciso saber:

Como pneumologista e intensivista, atendo muitos pacientes com alto risco de Covid-19 grave devido a doenças pulmonares crônicas, além de pessoas que vivem com Covid longa. A pergunta mais frequente é: quanto precisamos nos preocupar com as novas variantes do vírus?

Até o momento, não há indícios de que a BA.3.2 seja mais perigosa ou cause doença mais grave do que as variantes que circularam no inverno de 2025 e 2026 nos EUA. Por ser significativamente diferente delas, porém, a vacina atual contra a Covid-19 pode não ser tão eficaz.

De onde veio a variante BA.3.2?

A BA.3.2 descende da variante ômicron, que surgiu no final de 2021.

Em comparação com as cepas predominantes do Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid-19, a BA.3.2 carrega de 70 a 75 alterações genéticas na proteína spike, estrutura que permite a entrada do vírus nas células. É também essa parte que as vacinas usam para induzir o sistema imunológico a reconhecer o patógeno.

Pesquisadores identificaram a BA.3.2 pela primeira vez em novembro de 2024, na África. A variante iniciou sua disseminação global em 2025 e havia chegado a 23 países até fevereiro de 2026. O primeiro caso nos EUA foi detectado em um viajante que chegou ao país em junho de 2025. Desde então, foi encontrada em pacientes e em sistemas de esgoto de 29 estados.

O monitoramento de águas residuais é um dos métodos mais precoces para detectar mudanças de cepas, embora o número de estados que enviam dados ao CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças). dos EUA, tenha diminuído desde 2022, após o auge da pandemia.

O que torna a variante BA.3.2 diferente?

Todos os vírus sofrem mutações ao longo do tempo, e o que causa a Covid-19 faz isso especialmente rápido. A cada replicação dentro de uma célula, seu material genético pode sofrer alterações. A maioria dessas mudanças desaparece, mas algumas conferem vantagem ao vírus, facilitando sua disseminação.

Essas alterações dificultam o reconhecimento pelo sistema imunológico.

É como reencontrar pessoas 25 anos após o fim da escola: mudanças na aparência não impedem o reconhecimento, mas podem torná-lo mais lento. Se o contato fosse frequente ao longo do tempo, a identificação seria imediata. Da mesma forma, mudanças no material genético do vírus afetam a eficácia das vacinas, que "treinam" o sistema imunológico com base nas versões mais comuns em circulação.

As vacinas atuais contra a Covid-19 foram desenvolvidas para proteger contra cepas da linhagem JN.1, predominantes nos EUA desde janeiro de 2024. A BA.3.2, no entanto, difere o suficiente dessas cepas para reduzir a capacidade de reconhecimento inicial pelo organismo.

Isso não significa que a vacinação deva ser evitada. Um amplo conjunto de evidências mostra que as vacinas reduzem hospitalizações e mortes por Covid-19. Quando há menor correspondência com a variante em circulação, a resposta imune pode ser mais lenta.

Quais riscos a variante BA.3.2 representa?

Como o sistema imunológico pode ter mais dificuldade para reconhecer a BA.3.2, a variante tende a se disseminar com mais facilidade, o que pode levar a aumento de casos.

Apesar da rápida propagação, não há indicação de que esta seja mais perigosa ou cause quadros mais graves do que variantes que circularam nos últimos anos.

Ainda assim, a proteção continua importante, sobretudo para pessoas com condições crônicas, mais suscetíveis a formas graves da doença.

Embora a incidência de Covid longa tenha diminuído desde o início da pandemia, ela ainda ocorre em cerca de 3 a cada 100 casos.

Como se proteger da variante BA.3.2 da Covid

Medidas básicas ajudam a reduzir o risco de infecção e transmissão:

  • Lavar as mãos após usar o banheiro, antes de preparar alimentos ou comer e após contato com pessoas doentes
  • Ficar em casa ao apresentar sintomas, tanto para recuperação quanto para evitar transmissão; pessoas próximas podem ter condições que aumentam o risco de formas graves
  • Priorizar ambientes abertos e reduzir o tempo de permanência em locais fechados e cheios
  • Em caso de maior risco individual, buscar orientação de um médico

Este texto foi publicado originalmente no The Conversation. Clique aqui para ler

Fonte _ Folha/SP

Fiocruz atua na definição da formulação da vacina contra influenza

 


Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. E a Fiocruz desempenha um importante papel na formulação do imunizante.

Mas por que tomar a vacina todo ano?  

Com subtipos capazes de infectar células humanas e/ou animais, o vírus influenza se multiplica fazendo cópias de si mesmo dentro do organismo. Durante esse processo podem ocorrer falhas. Em vez de cópias perfeitas, pequenos erros acontecem e modificam características do vírus, incluindo proteínas de superfície, responsáveis pela "aparência" do vírus para o sistema imunológico. É o que chamamos de mutações. Enquanto umas preocupam pouco, outras requerem muito cuidado e atenção redobrada.

É aí que entram cientistas espalhados pelo mundo, muitos deles do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Como "detetives", eles se dedicam a investigar vírus influenza que podem estar "disfarçados" e em livre circulação.

No âmbito do IOC, as atividades são conduzidas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais, referência nacional na análise de vírus respiratórios. O setor é responsável por identificar, caracterizar geneticamente e monitorar a circulação de diferentes variantes do influenza no país.

À frente do laboratório, que também atua como referência brasileira junto à rede internacional de vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS), está a pesquisadora Marilda Siqueira. Ela e sua equipe monitoram quais "versões" do vírus estão circulando no país.

“Em um grande esforço conjunto com o Ministério da Saúde, o Instituto Evandro Chagas e o Instituto Adolfo Lutz, nós produzimos relatórios que subsidiam recomendações da OMS sobre a composição da vacina para os hemisférios Norte e Sul, a partir de análises virológicas e genômicas de centenas de amostras. No Brasil, essas diretrizes orientam o Ministério na definição da estratégia de imunização e na encomenda das doses”, explica Siqueira.  

Ao conectar pesquisa laboratorial, vigilância epidemiológica e cooperação global, o IOC consolida sua posição como um dos principais pilares da resposta brasileira às doenças respiratórias. Esta é a base essencial para a atualização anual da vacina e para a resposta oportuna a cenários epidemiológicos em constante transformação.

A mobilização liderada pelo Ministério da Saúde em favor da campanha nacional de vacinação contra a influenza prioriza grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Fonte _ FioCruz

domingo, 29 de março de 2026

Milhões de pessoas são portadoras da bactéria causadora da tuberculose sem saber

 


Todo dia 24 de março se comemora o Dia Mundial da Tuberculose. No entanto, é uma data que passa quase despercebida, talvez porque muitos a vejam como uma doença do passado. Algo distante, associado a outra época, a romances ou a contextos muito específicos.

Mas a realidade é muito menos confortável: a tuberculose continua sendo uma das principais causas de morte por infecção no mundo. E, surpreendentemente, coexiste silenciosamente com muitos de nós.

Uma bactéria que vive em milhões de pessoas

Estima-se que uma em cada quatro pessoas no planeta tenha em seu organismo a bactéria causadora da tuberculose. Sim, uma em cada quatro. Na maioria dos casos, esse microrganismo (Mycobacterium tuberculosis) permanece "adormecido". Não causa sintomas, não é facilmente detectada e não gera doença. É o que se conhece como infecção latente.

Mas a tranquilidade aparente dessa situação é enganosa. Em determinadas circunstâncias —por exemplo, quando o sistema imune fica enfraquecido—, a bactéria pode se ativar e provocar uma doença que afeta principalmente os pulmões, mas que também pode comprometer outros órgãos.

Isso significa que a tuberculose não é apenas um problema para quem adoece: é uma infecção amplamente disseminada, uma espécie de "reserva silenciosa" global que pode se reativar a qualquer momento.

Problema global, e profundamente desigual

Em 2021, foram registrados cerca de 9,4 milhões de novos casos de tuberculose e ocorreram 1,35 milhão de mortes causadas por essa doença no mundo. São números impressionantes, mas que, por si sós, não contam toda a história. O mais importante é como eles se distribuem.

A tuberculose não afeta a todos da mesma forma. Em muitos países de renda alta, a incidência da doença tem diminuído de forma sustentada nas últimas décadas. É pouco frequente, é geralmente diagnosticada precocemente e o tratamento está disponível.

Por outro lado, em regiões da África, Ásia e América Latina, continua sendo uma realidade cotidiana. Nesses locais, fatores como superlotação, pobreza, desnutrição ou acesso limitado aos serviços de saúde favorecem a transmissão e a progressão da doença.

Em outras palavras, a tuberculose não é apenas uma infecção: é também um reflexo das desigualdades globais.

Avanços reais, mas muito lentos

Seria injusto dizer que não houve progresso: houve, e é importante reconhecê-lo. Desde os anos 90, a incidência e a mortalidade por tuberculose diminuíram globalmente. A expansão dos programas de controle, o acesso a tratamentos eficazes e o fortalecimento dos sistemas de vigilância contribuíram para esses avanços. O ritmo de melhoria, no entanto, não é suficiente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu metas ambiciosas na estratégia "End TB", com objetivos intermediários para 2020. Entre eles, reduzir a incidência em 20% e a mortalidade em 35% em relação a 2015. Mas o mundo não atingiu essas metas. Entre 2015 e 2020, a incidência global de tuberculose diminuiu apenas 6,3% e a mortalidade, 11,9%. Estamos avançando, mas muito mais lentamente do que o necessário.

Se mantivermos esse ritmo, será muito difícil atingir as metas estabelecidas para 2035.

Nem todos avançam no mesmo ritmo

Além disso, o progresso tem sido desigual. Alguns países alcançaram avanços notáveis, graças a estratégias inovadoras como a busca ativa de casos, o uso de tecnologias mais rápidas de diagnóstico ou programas de apoio social para garantir que os pacientes concluam o tratamento. Mas esses avanços notáveis continuam sendo a exceção, não a regra.

Também há diferenças entre as populações. Por exemplo, dados mostram que os avanços têm sido mais rápidos em crianças, mas lentos em idosos, que correm maior risco de morrer de tuberculose.

Isso é relevante porque a população mundial está envelhecendo rapidamente e porque, se não forem adotadas estratégias de controle, esse grupo poderá se tornar um foco crescente da doença.

Fatores que continuam a impulsionar a doença

Parte do desafio reside no fato de que a tuberculose não depende apenas da bactéria, mas também de fatores que aumentam o risco de desenvolvê-la. Entre eles destacam-se o tabagismo, o consumo de álcool e o diabetes. De fato, estimativas recentes sugerem que uma proporção significativa das mortes por tuberculose poderia ser evitada se esses fatores fossem reduzidos. Isso reforça a ideia de que a doença não pode ser abordada de forma isolada: requer uma abordagem integral que combine intervenções médicas, sociais e de saúde pública.

A este cenário soma-se um problema ainda mais preocupante: a tuberculose resistente aos antibióticos. O tratamento padrão é longo e complexo, e exige adesão estrita. Quando esses tratamentos não são concluídos adequadamente, ou quando os sistemas de saúde não garantem o acesso contínuo aos medicamentos, podem surgir cepas resistentes.

Essas formas de tuberculose são muito mais difíceis de tratar: exigem terapias mais prolongadas, mais caras e com mais efeitos adversos. E o mais preocupante é que já estão presentes em várias regiões do mundo.

O desafio de implementar o conhecimento de forma equitativa

Além dos números, a tuberculose nos fala de algo mais profundo: fala de desigualdade, de sistemas de saúde que nem sempre chegam àqueles que mais precisam, de condições de vida que facilitam a transmissão de doenças que podemos prevenir. Mas também nos fala de oportunidades.

A tuberculose pode ser prevenida. É diagnosticável e tratável. Sabemos o que funciona e como reduzir seu impacto. O problema não é a falta de conhecimento, é a falta de implementação equitativa desse conhecimento.

Reduzir seu impacto na América Latina, especialmente nas populações mais vulneráveis da região, exige uma resposta global coordenada, equitativa e ambiciosa. As doenças que acreditamos estarem distantes costumam ser as que mais nos surpreendem quando reaparecem.

Este texto foi publicado no The Conversation. Clique aqui para ler a versão original

Fonte _ Folha/SP

quinta-feira, 26 de março de 2026

Ministério da Saúde inclui teste rápido de dengue na tabela do SUS

 


Ministério da Saúde publicou nesta quinta-feira (26) uma portaria sobre a incorporação do teste rápido de dengue à tabela oficial de procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde). O exame detecta um antígeno do vírus da dengue no sangue, soro ou plasma e é usado para auxiliar no diagnóstico da doença.

A pasta afirma que desde 2024 realiza a aquisição e distribuição dos insumos aos estados.

O teste rápido de dengue NS1 detecta uma proteína produzida pelo vírus durante a fase aguda da infecção e é indicado para uso nos primeiros cinco dias após o início dos sintomas, quando o vírus está em replicação ativa no organismo.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a proteína NS1 está presente nos quatro sorotipos da dengue. Um resultado positivo confirma a infecção aguda, mas um resultado negativo não exclui o diagnóstico. O diagnóstico mais rápido da dengue facilita o início do tratamento adequado.

Embora a dengue tenha desacelerado em relação aos anos anteriores, a doença provocou a morte de 28 pessoas no Brasil em 2026 (até 10 de março), segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.

Há outros métodos disponíveis para o diagnósico da dengue autorizados pela Anvisa. Os testes de sorologia detectam anticorpos produzidos pelo sistema imunológico e são recomendados a partir do sexto dia de sintomas. São úteis para identificar se o paciente já teve contato com o vírus no passado, mas têm limitações para distinguir os quatro sorotipos da doença.

Já o RT-PCR é uma técnica molecular capaz de identificar o material genético do vírus e diferenciar os sorotipos, com alta sensibilidade mesmo nos estágios iniciais da infecção —embora possa ter dificuldades quando a carga viral é baixa.

Fonte _  Folha/SP

quarta-feira, 25 de março de 2026

Santa Luzia (MG), Sete Lagoas (MG) e Lagarto (SE) iniciam vacinação contra a chikungunya

 


A partir desta quarta (25/3), toda a população de 18 a 59 anos dos municípios de Santa Luzia e Sete Lagoas, em Minas Gerais, e Lagarto, em Sergipe, já pode se dirigir aos postos de saúde para receber gratuitamente a vacina contra a chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A campanha faz parte da estratégia piloto de vacinação contra a chikungunya, realizada em parceria com o Ministério da Saúde em municípios que registram grande incidência da doença.

Somados, Santa Luzia, Sete Lagoas e Lagarto registraram cerca de 22,3 mil casos de chikungunya entre 2024 e 2025, conforme dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. Em Sete Lagoas, também houve 19 mortes no mesmo período. Já em relação ao país todo, somente em 2025 foram registrados 129.123 casos e 121 óbitos causados pela doença.

A seleção das regiões participantes da estratégia piloto se deu a partir de um estudo epidemiológico, que utilizou um modelo matemático para predizer as regiões com maior risco de apresentar surtos de chikungunya entre 2025 e 2027. Além dos três municípios que iniciam agora a vacinação, já começaram a imunizar suas populações Mirassol (SP), Sabará (MG), Congonhas (MG), Simão Dias (SE) e Barra dos Coqueiros (SE).

Podem se vacinar homens e mulheres residentes de Santa Luzia, Sete Lagoas e Lagarto, que tenham entre 18 e 59 anos, e não possuam nenhuma das seguintes contraindicações: ser gestante e/ou lactante; ter reação alérgica a qualquer um dos componentes da vacina; fazer uso de medicamentos imunossupressores; ter imunodeficiência congênita; estar em tratamento com quimioterapia ou radioterapia; ser transplantado de órgão sólido ou de medula óssea há menos de 2 anos; ter alguma doença autoimune; ter uma condição médica mal controlada ou duas ou mais condições médicas crônicas (comorbidades).

A vacina contra a chikungunya do Butantan e da Valneva foi a primeira do mundo a ser aprovada contra a doença. Ela foi avaliada nos Estados Unidos em 4 mil voluntários de 18 a 65 anos, tendo apresentado um bom perfil de segurança e alta imunogenicidade: 98,9% dos participantes do ensaio clínico produziram anticorpos neutralizantes, com níveis que se mantiveram robustos por ao menos seis meses. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet em junho de 2023. 

O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, e também tem uso autorizado no Canadá, Reino Unido e Europa. Pessoas imunodeprimidas (vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos); vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos; usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos e portadoras de Papilomatose Respiratória Aguda/PRR a partir de 2 anos de idade precisam tomar três doses da vacina contra o HPV, segundo a nota técnica nº 16/2025, do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.


Sobre a chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika. Ela pode ser assintomática, ou causar reações como febre alta (39-40°C), dor intensa e inchaço nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. A dor crônica nas articulações é sua principal sequela, e pode perdurar por meses ou anos. Em pessoas que possuem outras comorbidades, como hipertensão, diabetes, doenças do coração ou do rim, a chikungunya pode gerar quadros clínicos mais graves, descompensando as enfermidades pré-existentes e podendo levar a óbito.

Fonte _ Butantan

terça-feira, 24 de março de 2026

Santo Rosário

 


Telessaúde Acre

Dia Mundial de Combate à Tuberculose: SIM, podemos acabar com a tuberculose

Dia Mundial de Combate à Tuberculose - 24 de Março

 


O Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado em 24 de março. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1982, em referência ao centenário da descoberta do bacilo causador da doença, anunciada pelo cientista Robert Koch em 24 de março de 1882.

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria (bacilo) Mycobacterium tuberculosis. Embora atinja principalmente os pulmões, também pode afetar outros órgãos, como ossos, rins e meninges.

A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas eliminadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. A forma pulmonar é a mais comum e a principal responsável pela disseminação da doença.

Mesmo com avanços no diagnóstico e no tratamento, a tuberculose ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 70 mil novos casos são registrados todos os anos no país, com aproximadamente 4,6 mil mortes associadas à doença.

Quais são os sintomas da tuberculose? 

Os sintomas mais comuns da tuberculose incluem:

- Tosse com ou sem secreção (catarro) por mais de quatro semanas;

- Cansaço excessivo;

- Baixa, geralmente no período da tarde;

- Suor noturno; 

- Falta de apetite;

- Palidez;

- Perda de peso;

- Fraqueza.

Cura e acompanhamento

A tuberculose tem cura, e o cuidado é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para alcançar a recuperação completa, é essencial seguir corretamente as orientações de saúde até o fim. O processo dura, em média, de seis meses a um ano e envolve o uso contínuo de antibióticos. Mesmo com a melhora dos sintomas nas primeiras semanas, a interrupção antes do prazo pode trazer consequências.

Um dos principais desafios no controle da doença é a baixa adesão ao tratamento. Quando o uso dos medicamentos é interrompido, há risco de surgimento da tuberculose multirresistente, forma mais grave que não responde aos remédios mais comuns e tem avançado em todo o mundo.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de cura, além de reduzir a transmissão e evitar complicações.

Prevenção

A principal forma de proteção na infância é a vacina BCG, que previne as formas mais graves da tuberculose. Além disso, é fundamental identificar os casos precocemente, garantir o acompanhamento adequado das pessoas infectadas e manter ambientes ventilados e arejados.

A tuberculose está diretamente ligada às desigualdades sociais, o que reforça a urgência de ampliar o acesso aos serviços de saúde e promover melhores condições de vida, especialmente para as populações mais vulneráveis.

Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose

No Brasil, além do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado em 24 de março, ocorre, entre os dias 24 e 31 de março, a Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose. A iniciativa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico oportuno e da continuidade do cuidado.


Qualificação profissional no enfrentamento da doença

Fortalecer o cuidado à população também passa pela qualificação dos profissionais de saúde. 
Na UNA-SUS, estão disponíveis dois cursos online, gratuitos e autoinstrucionais sobre a temática da tuberculose. As formações apoiam profissionais e equipes de saúde no enfrentamento da doença, com matrículas abertas até o dia 8 de junho de 2026:

Introdução ao Diagnóstico Laboratorial de Tuberculose e Outras Micobacterioses 

Público-alvo: 
Profissionais de saúde e demais interessados no tema.

Carga horária:  30 horas

O curso tem como objetivo qualificar profissionais de saúde que atuam, ou desejam atuar, em laboratórios públicos ou privados, no diagnóstico laboratorial de tuberculose e de outras micobactérias não tuberculosas. Durante a formação, os participantes vão compreender as bases conceituais e práticas do funcionamento da rede de laboratórios voltados para o diagnóstico dessas doenças. Acesse aqui.

 

Manejo da Coinfecção Tuberculose-HIV 

Público-alvo:

Profissionais de saúde de nível superior, especialmente aqueles que já atuam em serviços que prescrevem ou indicam antirretrovirais para pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA).

Carga horária:  60 horas

O curso tem como objetivo fornecer subsídios para que os profissionais de saúde atendam de forma integral e qualificada pessoas coinfectadas por tuberculose e HIV. Para isso, aborda aspectos clínicos, etiológicos e psicossociais da associação entre as doenças, além de apresentar os procedimentos operacionais e as rotinas necessárias para a organização dos serviços que atendem esse público.

O conteúdo inclui o manejo clínico da coinfecção, com foco especial no diagnóstico de tuberculose em pessoas vivendo com HIV, estratégias de apoio psicossocial e orientações sobre a organização dos serviços de saúde. Uma unidade adicional apresenta casos clínicos interativos que simulam situações reais, reforçando o aprendizado prático. Acesse aqui.

Fonte _ UNA-SUS