sábado, 11 de julho de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 



Técnicos de Enfermagem são convidados a participar de pesquisa sobre manejo das emoções

 


Técnicos de Enfermagem de todo o país podem participar de uma pesquisa que busca compreender como esses profissionais lidam com as emoções despertadas no ambiente de trabalho e de que forma essas experiências influenciam a saúde mental.

O estudo “Manejo das Emoções no Trabalho do Técnico de Enfermagem” é desenvolvido pelo psicólogo Wiverson de Oliveira, mestrando em Psicologia pela Universidade Salgado de Oliveira (Centro Universo Goiânia).

A proposta é compreender como as interações dos técnicos de Enfermagem com pacientes e colegas de trabalho, bem como as emoções despertadas nessas relações, repercutem na saúde mental desses profissionais, que atuam diariamente em contextos de elevada exigência emocional.

A participação é voluntária, anônima e realizada exclusivamente de forma online. O questionário reúne perguntas sobre o perfil sociodemográfico dos participantes e sobre as emoções vivenciadas no ambiente de trabalho, com tempo estimado de aproximadamente 15 minutos para preenchimento. Os pesquisadores informam que todas as respostas serão tratadas de forma sigilosa e sem identificação dos participantes.

Segundo o pesquisador, a colaboração dos técnicos de Enfermagem é fundamental para ampliar o conhecimento sobre os fatores emocionais presentes na prática profissional e contribuir para o desenvolvimento de estudos e estratégias voltados à promoção da saúde mental da categoria.

Os interessados em participar podem responder ao questionário por meio do link: https://forms.gle/ex55n4C2Fq9bimwZ7.

Fonte _ Cofen

Maior apreensão de canetas emagrecedoras encontra 5.850 produtos em van na Ponte da Amizade

 


A Receita Federal registrou, nesta sexta-feira (10), a maior apreensão de canetas emagrecedoras já feita na aduana internacional da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR).

Uma van com placas do Paraguai, conduzida por um motorista paraguaio e com quatro passageiros, três deles brasileiros, foi flagrada no final da tarde com 5.850 canetas e ampolas de medicamentos para emagrecimento quando tentava cruzar a ponte, na fronteira entre os dois países.

As canetas emagrecedoras estavam escondidas no capô do veículo, em condições totalmente inadequadas de transporte e próximas a fontes de calor. A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, precisa ser mantida em refrigeração para ter eficácia.

Segundo a Receita Federal, os servidores do órgão abordaram a van e, aparentemente, todos os passageiros transportavam mercadorias compatíveis com a cota de viajante, de US$ 500 (R$ 2.555, ao câmbio desta sexta).

Quando, porém, os agentes de repressão ao contrabando pediram ao motorista para abrir o capô do veículo, ele teria simulado atender a ordem e fugiu em direção ao Paraguai.

O compartimento foi, então, aberto e os servidores que atuam na alfândega encontraram as 5.850 ampolas de medicamentos para emagrecimento ocultas sob o capô. Além da tirzepatida, havia também retatrutida, medicamento ainda em caráter experimental e que oficialmente não existe no mercado em nenhum país do mundo —mas já é encontrado em várias marcas no Paraguai.

Até então, a maior apreensão já registrada na região da tríplice fronteira tinha ocorrido em 29 de abril de 2024, quando 4.598 canetas emagrecedoras foram encontradas numa fiscalização na BR-277, rodovia que liga a fronteira à capital do Paraná, Curitiba.

Com isso, as apreensões neste ano já somam 115.647 canetas e ampolas, ante as 7.479 de 2025, o que representa um crescimento de 1.446,3% em comparação com o ano passado.

No último dia 3, um casal e uma criança já tinham sido flagrados com 2.707 canetas e ampolas de tirzepatida de 15 mg e retatrutida e, também nesta sexta, um fundo falso no filtro de ar de uma moto do Paraguai abrigava 52 caixas de ampolas de TG, uma das marcas do "Mounjaro paraguaio".

A apreensão na van somou cerca de R$ 735 mil em medicamentos, conforme a Receita Federal, que apontou uma série de problemas. O primeiro é a irregularidade na importação, já que a entrada no Brasil de todas as marcas de tirzepatida provenientes do Paraguai é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

As canetas emagrecedoras paraguaias, porém, se espalharam pelo país devido ao preço, à facilidade de compra e à fiscalização deficiente na fronteira.

O tratamento mensal de Mounjaro de 15 mg (com quatro canetas, para aplicações semanais) custa a partir de R$ 3.499 no Brasil. Para quem compra nas farmácias de Ciudad del Este, no entanto, a versão paraguaia do medicamento custa em média R$ 430, sem a necessidade de apresentação de receita médica.

Além do ingresso ilegal do produto no país, a Receita afirmou que as canetas eram transportadas em condições incompatíveis com as recomendações da fabricante, que exigem armazenamento refrigerado. Sem isso, qualidade, eficácia e segurança ficam comprometidos.

Os passageiros foram ouvidos e liberados, enquanto as unidades de tirzepatida e o veículo foram encaminhados à alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para apreensão (da van) e armazenamento para posterior destruição (das canetas).

Fabricante do Mounjaro, a farmacêutica Eli Lilly afirma que o medicamento que produz exige controle de temperatura em toda a cadeia, com condições rigorosas de armazenamento, transporte e manuseio.

"Quando produtos que alegam conter tirzepatida circulam fora dos canais autorizados e da cadeia de distribuição regulada, não há garantia de que esses requisitos foram cumpridos. Isso expõe os pacientes ao risco de receber um produto contaminado ou ineficaz", diz a empresa.

As canetas emagrecedoras são medicamentos agonistas de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.

Entidades médicas apontam riscos à saúde com o uso de medicamentos que não têm aval da Anvisa. Há duas apresentações do medicamento no Paraguai: em canetas e em ampolas, que ocupam menos espaço e por isso têm a preferência de pequenos e grandes contrabandistas para ingresso no Brasil.

Fonte _ Folha/SP

'Uma refeição nas férias me deixou com 38 parasitas no cérebro'

 


Lowri Denman percebeu que algo estava errado quando encontrou, horrorizada, uma solitária com um metro de comprimento quando foi ao banheiro. parasita "tinha aparência totalmente nojenta, como uma fita crepe com pequenas cristas", descreve ela, que tem 42 anos e mora no País de Gales.

Aquele foi o primeiro sintoma de neurocisticercose. A doença deixou a mulher com 38 parasitas no cérebro, causando dores de cabeça intensas, convulsões e psicose. No Reino Unido, pouquíssimas pessoas recebem o diagnóstico da infecção cerebral, causada pelas larvas da tênia do porco.

Denman entrou para este grupo e passou anos lutando até recuperar sua saúde. Agora, ela quer transformar sua provação em algo positivo, ampliando o conhecimento sobre esta condição.

Viagem à Índia

Em 2007, Denman saiu em uma viagem de três meses pela Índia. Foi lá que ela provavelmente contraiu a infecção, segundo seu médico, Brendan Healy, especialista em doenças infecciosas e microbiologia. Denman havia decidido evitar comer carne durante a viagem, para se precaver contra possíveis intoxicações alimentares. Mas Healy acredita que ela tenha inadvertidamente comido carne de porco contendo ovos microscópicos de tênia.

Foi apenas três anos depois, em 2010, que a mulher descobriu a tênia. Ela foi ao médico, mas os exames de fezes mostraram resultados satisfatórios. Ela também se sentia bem, de forma que seguiu com a vida normalmente. Um ano depois, começou a sentir dores de cabeça terríveis, e em 2011 sofreu sua primeira convulsão. "Eu realmente comecei a ter dificuldades para encontrar certas palavras", relembra. "De repente, eu estava em uma ambulância e me perguntava: 'Como isso aconteceu? Por quê?'."

Denman passou por uma internação hospitalar, um exame de ressonância magnética e uma tomografia computadorizada, até que foi chamada para ouvir os resultados.

"O médico fez com que eu me sentasse e disse que havia encontrado 38 parasitas no meu cérebro'", relembra ela. "Minha mãe e eu ficamos com o queixo caído. 'O que diabos significa isso?'."

Inicialmente, elas pensaram que fosse toxoplasmose, uma infecção transmitida pelo contato com fezes de gato infectadas. Mas a mãe de Denman perguntou se a convulsão poderia estar relacionada à tênia que ela havia descoberto um ano antes. Novas investigações a levaram a finalmente receber o diagnóstico de neurocisticercose. "Naquele momento, tínhamos muitas perguntas porque simplesmente não sabíamos o que aconteceria com a minha saúde", ela conta.

Como a doença é contraída

A tênia do porco tem o nome científico Taenia solium. Ela é encontrada em todo o mundo, mas as infecções são mais comuns em partes da América Latina, sul e sudeste da Ásia e na África subsaariana. A falta de saneamento básico ajuda o parasita a se reproduzir. Ele é mais comum em regiões onde as pessoas vivem em contato com porcos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que até 8,3 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de neurocisticercose, com ou sem sintomas. Ela pode ser evitada, mas é uma das principais causas de epilepsia em regiões onde a doença é comum. É possível contrair a tênia comendo carne de porco crua ou mal cozida, mas isso não causa diretamente a neurocisticercose.

Uma pessoa portadora do parasita pode eliminar os ovos microscópicos nas fezes. Mas, se ela não lavar bem as mãos depois de usar o banheiro, poderá contaminar água ou alimentos com os ovos, que serão engolidos por outra pessoa. Dentro do corpo, os ovos se transformam em larvas, que podem formar cistos em diversos órgãos, incluindo os músculos, o coração e os olhos. Este processo é conhecido como cisticercose.

Quando os cistos se desenvolvem no cérebro ou na medula espinhal, surge a neurocisticercose, que é a forma mais grave da doença. Denman ficou internada por duas semanas no hospital. Ela recebeu medicamentos antiparasitários e esteroides, e o tratamento pareceu funcionar por algum tempo.

Ela teve boa saúde por vários anos, até um dia em que desmaiou no trabalho. Foram então feitos novos exames de imagens que mostraram enormes inchaços em seu cérebro, em volta dos parasitas. Após o desmaio, ela passou a sofrer de confusão, dormência e formigamento no corpo. Ela acabou deixando seu emprego e mudando-se para a casa de seu pai.

Denman recebeu esteroides que alteraram sua aparência e, com a vida mais limitada, começou a sentir desânimo, até que sua saúde mental entrou em colapso. "Começou a surgir essa paranoia e psicose", relembra ela. "Veio uma forte ansiedade, com ataques de pânico." Denman passou seis semanas em um hospital neuropsiquiátrico. "Fiquei fora de controle. Minha família estava enlouquecendo com a escalada da situação."

Para recuperar a saúde, ela precisou percorrer um longo caminho, até conseguir voltar a trabalhar em 2022. Brenan Healy conta que Denman foi uma paciente única em sua carreira. O caso foi discutido por muitos especialistas importantes do Reino Unido e dos Estados Unidos.

"Haverá muitos especialistas em doenças infecciosas pelo país que nunca irão observar um caso como este, de tão raro que é", afirma ele. Após anos de cuidados médicos, os parasitas finalmente calcificaram no cérebro de Denman. "Não precisei de cirurgia para retirá-los fisicamente", ela conta.

Healy explica que Denman recebeu tratamento para "matar todos os ovos e, felizmente, eles agora parecem ter saído pelo outro lado". Sua última convulsão ocorreu em 2017, mas ela continuará sendo medicada contra a epilepsia pelo resto da vida.

Denman conta que ficou determinada a criar algo positivo com a sua provação. "O que quero, agora, é progredir na vida e difundir o conhecimento sobre esta doença", afirma ela. "Estou feliz por estar viva, saudável e novamente em boa forma. E nunca me esqueço de valorizar isso."

Fonte _ Folha/SP

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Argentina x Suíça | Quartas de Final

 


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Programa Vacinação nas Escolas

 


Prefeitura de Cruzeiro do Sul institui Programa de Vacinação nas Escolas Públicas para fortalecer a imunização de crianças e adolescentes

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul instituiu o Programa de Vacinação nas Escolas Públicas do município, iniciativa que amplia as estratégias de imunização e reforça a proteção de crianças e adolescentes. O decreto, assinado pelo prefeito Zequinha Lima e publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, 10, estabelece a realização de ações de vacinação no ambiente escolar em parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Educação.

O programa será direcionado, prioritariamente, aos estudantes da educação infantil e do ensino fundamental das escolas públicas e das instituições de ensino que recebem recursos públicos. De acordo com o planejamento da Secretaria Municipal de Saúde, as ações também poderão contemplar alunos do ensino médio, ensino superior e demais integrantes da comunidade escolar, conforme a disponibilidade de imunizantes e as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

As atividades serão coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação Municipal de Imunização, das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e do Programa Saúde na Escola, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A previsão é que as ações ocorram, preferencialmente, uma vez por ano, podendo ser ampliadas durante campanhas específicas ou em situações que exijam busca ativa para atualização da cobertura vacinal.

O decreto também define que as unidades de ensino deverão informar pais e responsáveis, com antecedência mínima de cinco dias, sobre a realização das ações. Para estudantes menores de 18 anos, será necessária autorização do responsável e o envio da caderneta de vacinação para avaliação da equipe de saúde. Caso o documento não esteja disponível, o atendimento será realizado normalmente, com consulta aos sistemas oficiais de imunização e emissão de um novo cartão, quando necessário.

Outra medida prevista é o envio, pelas escolas, no início de cada ano letivo, de uma versão digitalizada ou fotografada da carteira de vacinação dos estudantes para a Unidade Básica de Saúde de referência. A iniciativa permitirá que as equipes acompanhem a situação vacinal dos alunos e promovam a atualização das doses em atraso de forma mais eficiente.

O secretário municipal de Saúde, Rafael Gomes, destacou que o programa representa um importante avanço na prevenção de doenças e no fortalecimento da saúde pública.

“Com essa integração entre Saúde e Educação, conseguimos facilitar o acesso às vacinas e ampliar a cobertura vacinal entre nossas crianças e adolescentes. O ambiente escolar é um espaço estratégico para promover a prevenção, garantindo mais proteção aos estudantes e contribuindo para a saúde de toda a comunidade.”

Fonte _ Cruzeiro do Sul


O Programa Saúde na Escola do Ministério da Saúde e Ministério da Educação está levando vacinação para mais de 30 milhões de estudantes em todo o país.

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Noruega x Inglaterra | Quartas de Final

 


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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Jornais - informações na madrugada

 






Anvisa reforça importância de testes específicos para as canetas paraguaias

 


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou, nesta segunda (6), a importância da realização de testes específicos para avaliar a segurança e a eficácia das canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai antes de esses produtos serem comercializados no Brasil.

A nota "Canetas do Paraguai NÃO demonstraram equivalência com medicamentos registrados no Brasil" afirma que "é falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil".

Publicada na Folha no último sábado (5), a reportagem "Canetas emagrecedoras do Paraguai têm princípio ativo equivalente ao do Mounjaro, mostra análise da Unicamp" afirma que os medicamentos paraguaios vendidos como versões de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) contêm, de fato, a substância, conforme revelou o resultado apresentado pela Universidade de Campinas.

O estudo da Unicamp analisou a presença, a concentração e a estrutura molecular do princípio ativo das amostras dos medicamentos Tirzedral, TG, Lipoless, Tirzec e Gluconex, produzidas pelos laboratórios paraguaios Catedral, Indufar, Eticos, Quimfa e Lasca, respectivamente.

A análise não avaliou a presença de impurezas e contaminantes, nem a eficácia e segurança dos medicamentos.

Nesta terça-feira (7), a assessoria de comunicação da Anvisa afirmou à Folha que a nota não foi publicada em resposta à reportagem, mas em razão da circulação, nas redes sociais, de informações e interpretações equivocadas sobre os resultados da análise.

A Anvisa afirma que identificar a presença da tirzepatida em uma amostra laboratorial não significa que o medicamento seja equivalente ao produto registrado no Brasil. Há uma diferença entre comprovar a identidade do princípio ativo e demonstrar a equivalência de um medicamento como um todo.

Segundo a Anvisa, o CIATox não é um centro credenciado para estudos de bioequivalência nem integra a Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde. A agência diz ainda que fabricantes paraguaios também não passaram por inspeções essenciais exigidas para emitir o registro sanitário brasileiro.

"As empresas fabricantes dos produtos analisados pela Unicamp não foram avaliadas na linha de produção, o que afeta diretamente a qualidade do produto final. E não foram avaliadas pela Anvisa quanto à certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF), etapa essencial para assegurar a qualidade da fabricação de medicamentos", afirmou a agência.

Durante o Fórum de Saúde promovido pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), na segunda-feira, o diretor-adjunto da Anvisa, Diogo Penha Soares, disse que a avaliação regulatória considera um conjunto muito mais amplo de critérios do que a simples identificação da molécula.

Soares também disse que a Anvisa mantém diálogo permanente com a Dinavisa, autoridade sanitária do Paraguai. Segundo ele, as duas agências discutem ações de convergência regulatória e um memorando de entendimento para ampliar a cooperação técnica. Apesar disso, Soares afirmou que a Anvisa não possui competência para fiscalizar fabricantes em território paraguaio nem reconhece automaticamente os registros concedidos pelo país vizinho.

Todas as canetas analisadas pela Folha possuem registro sanitário vigente na Dinavisa, mas não na Anvisa. Até o momento, não houve pedidos de registro dos laboratórios paraguaios para fins de regularização no país, segundo a agência.

Segundo a legislação brasileira, o registro depende de solicitação do próprio fabricante, acompanhada de um dossiê técnico com informações detalhadas sobre qualidade, segurança e eficácia.

Enquanto a agência brasileira exige um dossiê estruturado segundo o padrão internacional CTD (Documento Técnico Comum), a autoridade sanitária paraguaia trabalha com uma versão mais enxuta da documentação e aceita, para medicamentos novos, apenas resumos dos estudos de eficácia e segurança, sem exigir os relatórios clínicos completos.

Representantes da indústria farmacêutica também divulgaram nota após a publicação da reportagem. Segundo as entidades, a preocupação não é com a competência dos pesquisadores da Unicamp nem com o trabalho jornalístico, mas com interpretações que extrapolem o alcance da análise laboratorial.

"A aprovação de um medicamento pela Anvisa não se resume à confirmação do princípio ativo. Envolve a avaliação da qualidade farmacêutica, da segurança, da eficácia, da equivalência terapêutica e da conformidade documental, além da inspeção das fábricas e do controle contínuo de cada lote. Nenhum desses produtos passou por esse crivo", diz a nota pública.

Fonte _ Fonte/SP

Anvisa inclui Ozivy, caneta brasileira de semaglutida sintética, na lista de referência para genéricos

 


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) incluiu o Ozivy, primeiro remédio brasileiro com semaglutida, na Lista de Medicamentos de Referência (LMR). A medida foi publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União.

Com isso, o Ozivy passa a ser considerado parâmetro de eficácia, segurança e qualidade para outros medicamentos à base de semaglutida sintética, genéricos ou similares, em desenvolvimento no país.

Fabricado pela farmacêutica EMS, o Ozivy foi aprovado pela Anvisa para tratamento de diabetes tipo 2. A indicação para obesidade e sobrepeso é off-label (fora da bula).

Ozivy é vendido por preços que variam de R$ 452 a R$ 498, conforme anúncio feito pela farmacêutica em junho, quando o medicamento começou a ser comercializado no país.

O concorrente Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, custa de R$ 975 —pelo programa Preço NovoDia (e-commerce) nas versões de 0,25 mg e 0,5 mg— a R$ 999 na dosagem de 1 mg.

Um dos critérios para indicação como medicamento de referência é que o produto contenha princípios ativos sintéticos e semissintéticos registrados como medicamento novo ou inovador. É o caso do Ozivy, um medicamento à base de semaglutida sintética.

O Ozempic não integra a Lista de Medicamentos de Referência porque é um medicamento biológico, categoria para a qual a legislação brasileira não prevê genéricos.

Os medicamentos biológicos são feitos a partir de organismos vivos (fermentação, manipulação genética), resultando em moléculas grandes e difíceis de replicar de forma idêntica. Já os sintéticos são feitos por síntese química em laboratório e geram moléculas menores e mais estáveis, que podem ser copiadas de forma idêntica entre fabricantes.

O Ozivy foi o primeiro medicamento produzido pela indústria farmacêutica brasileira com semaglutida a receber registro da Anvisa. O produto também foi o primeiro com esse princípio ativo aprovado pela agência reguladora após o fim da patente da semaglutida no Brasil, em março.

Um segundo medicamento nacional com semaglutida, o Semavy, da Hypera Pharma, ainda aguarda registro sanitário da Anvisa e análise de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

Fonte _ Folha/SP

Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro

 


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira (10) a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, usado no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

A Eli Lilly, farmacêutica que detém registro do Mounjaro, relatou à agência ter encontrado no mercado unidades com características diferentes do produto original, um indício de falsificação.`Os lotes falsificados, fabricados por empresa não identificada, são:

  • Mounjaro 10 mg: lote 855044
  • Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257, D854901

Segundo a Anvisa, entre as irregularidades identificadas estão números de série que não constam nos sistemas da empresa; lotes não reconhecidos; utilização de número serial incompatível com o lote informado; dispositivo incompatível com o produto original; e erro de grafia na rotulagem, que constava "soluction" em vez de "solution".

A medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos considerados falsos.

Fonte _ Folha/SP

Por que perdemos o apetite conforme envelhecemos? Hormônios, paladar e solidão podem explicar

 


Quando você era mais jovem, tinha muito apetite. Agora, na casa dos 60 anos, fica satisfeito mais rápido e não consegue comer como antes. O que está acontecendo?

É comum as pessoas comerem menos à medida que envelhecem, diz Roger A. Fielding, professor de nutrição na Friedman School of Nutrition Science and Policy da Tufts University. Em uma análise de quase 60 estudos, por exemplo, pesquisadores descobriram que pessoas com 60 anos ou mais consumiam de 16% a 20% menos calorias do que adultos mais jovens.

A grande questão é por quê, diz Barbara Rolls, professora de ciências nutricionais na Penn State. Vários fatores, incluindo a idade da pessoa, podem influenciar o apetite e o quanto ela se sente saciada após comer, então é difícil saber o que pode estar afetando cada um.

Aqui estão alguns possíveis culpados a considerar, segundo especialistas, e o que você pode fazer a respeito.

Os sinais de fome diminuem

Mudanças hormonais que ocorrem com o envelhecimento podem influenciar o quanto você quer comer, afirma Margaret Manus, internista do Houston Methodist Hospital.

Algumas pesquisas limitadas mostraram, por exemplo, que adultos mais velhos produzem menos grelina — um hormônio que faz você sentir fome — do que pessoas mais jovens. Se isso acontece, ou se você continua produzindo a mesma quantidade de grelina, mas seu corpo não responde a ela tão fortemente quanto antes, você pode sentir menos vontade de comer, diz Manus.

Outras pesquisas mostraram que as pessoas produzem mais de dois outros hormônios — leptina e colecistocinina, que causam sensação de saciedade — à medida que envelhecem. Como resultado, diz Manus, elas comem menos.

Também há evidências limitadas sugerindo que o estômago esvazia mais lentamente conforme as pessoas envelhecem, afirma Rolls. Essa mudança pode atrasar o momento em que a pessoa sente fome novamente após seu último lanche ou refeição.

E as pessoas tendem a perder massa muscular com a idade, diz Fielding. O músculo queima mais calorias do que a gordura, então pessoas com menos músculo precisarão comer menos, afirma.

A comida se torna menos atraente

Nossos sentidos de olfato e paladar podem diminuir com o tempo, diz Rolls. Em um estudo de 2022 que envolveu 60 participantes, pesquisadores descobriram que entre aqueles com mais de 50 anos, pouco mais da metade tinha problemas com a sensibilidade do paladar e 70% não conseguiam sentir cheiros muito bem.

Se a comida não tem bom gosto ou cheiro, você tende a querer menos dela, afirma Rolls. Em um estudo envolvendo 359 adultos mais velhos na Holanda, pesquisadores descobriram que aqueles que disseram não conseguir sentir bem o gosto tinham menos apetite do que aqueles que relataram sentir o gosto normalmente.

Adultos mais velhos também costumam comer sozinhos, o que pode resultar em comerem menos. Vários estudos mostraram que as pessoas comem mais quando jantam com outras, especialmente com amigos e entes queridos, diz Rolls. Essa tendência pode estar enraizada no fato de que as pessoas passam mais tempo comendo quando estão com outras pessoas — e quanto mais tempo ficam sentadas, mais comem.

Como recuperar o apetite

Se seu apetite diminuiu e você quer recuperá-lo, Manus recomenda exercícios regulares. Quando você queima calorias, seu corpo quer repô-las com comida.

O treinamento com pesos pode ser especialmente útil, diz Manus, porque constrói músculos, o que aumentará ainda mais seu apetite. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças recomendam que adultos com 65 anos ou mais façam exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. Manus recomenda exercícios que envolvam muitas repetições com pesos leves (entre 1 e 5 quilos, por exemplo) ou faixas de resistência.

Se você está comendo menos e está preocupado em desenvolver uma deficiência nutricional, Fielding recomenda seguir uma dieta equilibrada que priorize alimentos ricos em nutrientes, como frutas, vegetais, leguminosas, grãos integrais e fontes magras de proteína. Aqueles que não têm fome para três refeições completas por dia podem ter mais êxito fazendo quatro ou cinco refeições menores ao longo do dia, diz Manus. Calculadoras online práticas podem ajudar a estimar suas necessidades calóricas.

Considere também jantar com amigos e entes queridos, diz Rolls. E tente experimentar ervas e temperos para compensar qualquer perda de olfato e paladar.

Fonte _ Folha/SP

El Niño pode aumentar casos de dengue, doenças respiratórias e problemas de saúde mental, afirma Opas

 

Ar poluído na região central da cidade de São Paulo durante onda de calor e queimadas em setembro de 2024, quando havia influência do El Niño - Danilo Verpa - 12.set.24/Folhapress

A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) publicou um relatório que alerta para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a saúde da população nas Américas em 2026 e no início de 2027.

Segundo o documento, a combinação de secas, enchentes, ondas de calor e incêndios florestais pode aumentar o risco de doenças infecciosas, agravar doenças crônicas, ampliar problemas de saúde mental e pressionar os sistemas de saúde da região.

Publicado no último dia 7, o relatório diz que a intensidade dos impactos dependerá das condições climáticas locais, da vulnerabilidade das populações e da capacidade de resposta de cada país.

Entre as principais preocupações estão as doenças transmissíveis. O documento aponta que alterações na temperatura e no regime de chuvas podem favorecer a disseminação de doenças transmitidas pela água, como cólera, além de ampliar a circulação de vetores responsáveis por enfermidades como denguezikachikungunya, malária, febre amarela e oropouche.

O relatório também chama atenção para o impacto das ondas de calor e dos incêndios florestais na saúde. Segundo a análise, temperaturas elevadas aumentam o risco de estresse térmico, desidratação e exaustão por calor, podendo também agravar doenças cardiovasculares e respiratórias.

A fumaça de queimadas e a piora da qualidade do ar podem elevar casos de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras condições respiratórias, especialmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Quanto à saúde mental, a Opas afirma que perdas econômicas, deslocamentos populacionais, interrupção de serviços e incertezas provocadas por eventos climáticos extremos podem aumentar a demanda por apoio psicossocial. O documento também identifica maior risco de violência de gênero em cenários de deslocamento, superlotação de abrigos e interrupção de serviços públicos.

A análise destaca, ainda, efeitos indiretos como aumento da insegurança alimentar, perdas de safras e maior risco de desnutrição, sobretudo entre crianças menores de 5 anos, gestantes e populações em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o documento, tanto secas como enchentes podem comprometer a produção de alimentos, o abastecimento de água e o acesso aos serviços de saúde.

Outro ponto de atenção é a infraestrutura de saúde. A Opas avaliou a vulnerabilidade de 756 hospitais de emergência localizados em áreas potencialmente expostas a inundações costeiras por eventual elevação do nível do mar. Além dos danos físicos às unidades, o relatório cita o risco de interrupções no fornecimento de medicamentos, insumos e outros recursos necessários para manter o atendimento à população.

Para reduzir os impactos, a Opas recomenda que governos fortaleçam a vigilância epidemiológica para doenças sensíveis ao clima, integrem informações meteorológicas e sanitárias para antecipar riscos e ampliem o monitoramento nutricional de grupos vulneráveis.

Também recomenda investimentos em abastecimento de água potável e saneamento, além da adoção de alternativas como telessaúde e equipes móveis para evitar interrupções no atendimento de pacientes com doenças crônicas.

Segundo a Opas, a comunicação de riscos com as comunidades e a coordenação entre diferentes setores também são fundamentais para reduzir os efeitos do El Niño sobre a saúde pública.

Fonte _ Folha/SP

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Espanha x Bélgica | Quartas de Final

 


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Santo Rosário

 


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