Criado para levar as informações aos profissionais da enfermagem do Vale do Juruá. Tem o objetivo de fortalecer a Classe da Enfermagem no contexto social, econômico e político.
Recebe
a cientista e pesquisadora Tatiana Sampaio. Líder da pesquisa sobre a
polilaminina, a cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), detalha a descoberta da molécula que se tornou esperança para
reverter paralisias por lesão na medula.
A
descoberta da bióloga é resultado de 30 anos de pesquisa sobre a polilaminina,
versão recriada em laboratório da laminina, proteína produzida naturalmente
pelo corpo e que ajuda os neurônios a se conectarem.
Segundo
dados do Ministério da Saúde, entre 2024 e 2025 Sabará
contabilizou 590 casos de chikungunya; Congonhas registrou 73
casos; Maracanaú teve 18 casos; e Simão Dias, 30
casos
Nesta
segunda (23/2), os municípios de Sabará (MG), Congonhas
(MG), Maracanaú (CE) e Simão
Dias (SE) começam a vacinar sua população contra a
chikungunya. A iniciativa faz parte de uma estratégia piloto realizada com o
apoio do Ministério da Saúde e que utiliza o imunizante produzido pelo
Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A
campanha é gratuita e a vacinação é realizada nos postos de saúde municipais.
Poderão
se vacinar pessoas de 18 a 59 anos que sejam moradoras das cidades
participantes da estratégia e que atendam aos seguintes critérios: não ser
gestante e/ou lactante; não possuir imunodeficiências ou imunossupressão; não
estar fazendo quimioterapia ou radioterapia, nem ter feito transplante; não
possuir comorbidades mal controladas, ou mais de uma comorbidade, entre outros.
As
principais reações adversas que podem ocorrer após a aplicação da vacina são
dor de cabeça, enjoo, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, febre e
reações no local da injeção (sensibilidade, dor, vermelhidão, endurecimento,
inchaço).
Durante
e após a estratégia, o Instituto Butantan vai monitorar os casos positivos e
negativos de chikungunya que ocorrerem nos municípios participantes, a fim de
avaliar a efetividade do imunizante no mundo real. Também serão realizados
estudos com o objetivo de monitorar a segurança da vacina a longo prazo.
Essa
é a segunda etapa da estratégia vacinal, que foi iniciada em Mirassol (SP), em
2/2. Além dos cinco municípios já divulgados, o piloto incluirá outras cinco
cidades de Sergipe, Ceará e Minas Gerais. Os territórios envolvidos foram
selecionados a partir de um estudo epidemiológico, que utilizou um modelo
matemático para predizer as regiões com maior risco de apresentar surtos de
chikungunya entre 2025 e 2027.
Sobre
a chikungunya e a vacina do Butantan
A
chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes
aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika. Ela pode ser assintomática, ou
causar reações como febre alta (39-40°C), dor intensa e inchaço nas
articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. A dor crônica nas
articulações é sua principal sequela, e pode perdurar por meses ou anos. Em
pessoas que possuem outras comorbidades, como hipertensão, diabetes, doenças do
coração ou do rim, a chikungunya pode gerar quadros clínicos mais graves,
descompensando as enfermidades pré-existentes e podendo levar a óbito.
A
vacina do Butantan é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a
doença. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em
abril de 2025, ela teve sua segurança e capacidade de gerar anticorpos
comprovadas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil
voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos
neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá,
Reino Unido e Europa.
A carreta
de saúde do programa do governo federal Agora Tem Especialistas chega,
nesta sexta-feira (20), ao município de Tarauacá, no Acre.
Essa unidade móvel oferta para os pacientes do SUSatendimentos
para prevenção de câncer de mama e do
colo do útero, essenciais para garantir o tratamento de doenças graves
no tempo certo. Antes, a unidade móvel prestou atendimento para a população de
Brasiléia.
Além
do município acreano, outras seis cidades brasileiras recebem as carretas de
saúde nesta sexta: São João de Meriti e Campo Grande (RJ), Mossoró (RN), Caxias
do Sul (RS), São José (SC) e Bom Jesus (PI). Ao todo, 47 unidades móveis de
saúde especializada do governo federal estão em todo o país e no DF,
posicionadas em regiões de difícil acesso, alta demanda por assistência
especializada ou cidades-polo, referência para atendimento de outros municípios
da região. Desde outubro de 2025, quando começaram a ampliar a oferta de
atendimento, as unidades móveis já reduziram o tempo de espera em mais de 100
regiões de saúde.
“O
principal objetivo do programa Agora Tem Especialistas é fortalecer serviços
que já existem no território, porém em quantidade reduzida; e ainda, ofertar
atendimentos que não existem. Esse aumento da oferta, possibilitado pela
carreta, impacta diretamente na redução do tempo de espera para consultas e
exames especializados, voltados à saúde da mulher. Tudo isso trazendo esse
serviço pertinho da usuária do SUS”, explica o superintendente do Ministério da
Saúde no Acre, Pedro Oliveira.
As
pacientes da rede pública de Tarauacá, previamente agendadas e encaminhadas
pela secretaria de saúde local, podem fazer consultas especializadas,
mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para
diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de útero. Uma equipe
multiprofissional, composta por médico, técnico de enfermagem e enfermeiro, já
está pronta para receber a população.
Carretas
desafogam atendimento local e zeram filas em 15 municípios
Até
o final deste ano, um total de 150 unidades móveis estará em funcionamento no
país. Das 47 atualmente disponíveis, 33 são de saúde da mulher, nove de exames
de imagem e cinco especializadas em oftalmologia. Todas estão estruturadas com
equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais e atuam para desafogar a
demanda reprimida. Quinze municípios, inclusive, já zeraram a fila por
atendimento.
É o
que aconteceu em Ceilândia (DF), Garanhuns (PE), Urucânia (RJ), Brasiléia
(AC), Tauá (CE), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel
(PB), Parnamirim (RN) e em Canoinhas (SC), em que todos que precisavam fazer
diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos receberam o atendimento. O
mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO) para aqueles que
esperavam por cirurgia de catarata.
Com
mais de 1,2 mil procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas
oftalmológicas do programa, 1 mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades
móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e
ultrassom ocular.
Já
em Santana do Ipanema (AL), todos os pacientes do município e de outros 13 da
região que precisavam de tomografia se submeteram ao procedimento, garantindo
maior agilidade para descobrir condições graves de saúde ou descartar
hipóteses, contribuindo para levar o paciente para o diagnóstico correto. O
mesmo ocorreu em Crato (CE) e Paracambi (RJ), que também receberam carretas
especializadas em exames de imagem.
Mais
acesso e cuidado especializado
Para
desafogar a demanda por atendimento especializado nos estados e municípios, o
Agora Tem Especialistas tem em andamento várias ações, com a mobilização da
estrutura de saúde da rede pública e privada. Para aumentar a oferta de
atendimento do SUS e reduzir o tempo de espera, oferece, além das carretas,
mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas, provimento de
mais médicos especialistas, atendimento aos pacientes da rede pública em
hospitais privados, entre outros.
Bióloga
da UFRJ, Tatiana de Coekho Sampaio lidera pesquisa mundialmente
promissora na regeneração da medula espinhal
A
cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio é uma
bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio
de Janeiro(UFRJ) cujo trabalho inovador em biologia
regenerativa e celular tem despertado atenção no Brasil e no mundo por seu
potencial de transformar o tratamento de lesões da medula espinhal —
e, segundo veículos nacionais, poderá até mesmo colocar um nome brasileiro
na corrida por um Prêmio
Nobel de Medicina.
Com
formação acadêmica sólida em biologia e
décadas de pesquisa dedicadas ao estudo da matriz extracelular — a rede de
proteínas e moléculas que fornece suporte estrutural às células — Tatiana se
especializou no papel das lamininas, proteínas fundamentais para a organização
dos tecidos e a comunicação celular. Desde os anos 2000, ela coordena o
Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências
Biomédicas da UFRJ, onde orienta estudantes de diversas etapas da formação
científica e lidera colaborações nacionais e internacionais.
Estudo
revolucionário
O
foco mais divulgado de sua pesquisa é o desenvolvimento da polilaminina,
uma forma polimerizada da proteína laminina que age como um verdadeiro “andaime
biológico” ao ser aplicada diretamente em áreas lesionadas da medula espinhal.
Essa substância cria um ambiente favorável para que os axônios — fibras
nervosas responsáveis pela transmissão de impulsos entre o cérebro e
o corpo — possam reconectar-se após danos severos, um processo que até
agora a medicina considerava praticamente impossível em casos de paraplegia e
tetraplegia profunda.
Segundo
relatos divulgados pela imprensa brasileira, 16 pacientes receberam
autorização judicial para uso experimental da polilaminina, e pelo menos
cinco deles apresentaram recuperação parcial de movimentos, um resultado
considerado por especialistas um avanço enorme diante de décadas de pesquisa.
O
trabalho de Tatiana ainda está em fases iniciais de ensaios
clínicos, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
para estudos exploratórios de segurança e eficácia em humanos, passo
fundamental para validar a tecnologia antes de permitir seu uso terapêutico em
larga escala.
A
repercussão desse avanço é grande: nas redes sociais e na mídia
especializada, Tatiana tem sido apontada como uma das
cientistas brasileiras com chances de ser reconhecida com um Prêmio Nobel, caso
sua pesquisa se consolide e prove impacto clínico significativo para milhões de
pacientes com lesões medulares no mundo — um feito que colocaria o Brasil em
evidência na fronteira da medicina regenerativa.
Para
além da polilaminina, a carreira de Tatiana Coelho de Sampaio é
marcada por artigos científicos revisados por pares, participação em eventos
acadêmicos e contribuições à compreensão dos mecanismos que regem a regeneração
neural e a organização tecidual.
Uma
trajetória que se inicia com o manejo empírico de serpentes em uma fazenda, até
alcançar escala industrial de ponta para a fabricação de mais de 600 mil
frascos a cada ano
No
Especial 125 anos do Instituto Butantan, viaje pela História e pelas histórias
que fazem dessa instituição centenária uma referência global em pesquisa,
produção e educação científica.
Em
23 de fevereiro de 1901, por meio da assinatura do Decreto nº 878-A pelo então presidente do estado
de SãoPaulo Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919), foi
oficializada a criação do Instituto Serumtherapico – atual Instituto
Butantan. Sob a liderança do médico sanitarista Vital Brazil(1865-1950),
primeiro diretor da instituição, um quadro enxuto de funcionários (um ajudante,
um administrador, um escriturário, dois auxiliares, um cocheiro e alguns poucos
“camaradas”) dedicava-se a uma nobre missão: garantir a produção do soro
antipestoso, utilizado para o tratamento da peste bubônica que havia chegado ao
país poucos anos antes. O primeiro lote do medicamento foi entregue pouco
depois da criação do Instituto, em 11 de junho de 1901.
Naquele
mesmo ano, também foram fabricados os primeiros frascos do produto que se
mantém até hoje como um dos carros-chefe do Butantan: os soros
antiofídicos. Na época, os acidentes com serpentes eram frequentes,
principalmente nas zonas rurais – registros do período apontam quase 2.000 óbitos
apenas no estado de São Paulo, entre 1902 e 1915. Empenhado em reduzir tais
números, Vital Brazil demonstrou que a eficácia do tratamento dos
quadros de envenenamento dependia da especificidade antigênica –
ou seja, o soro aplicado deveria ser específico contra o veneno do gênero
responsável pela picada.
Mais
de um século depois, a lógica que sustenta a chamada soroterapia permanece
essencialmente a mesma: a utilização de anticorpos produzidos a partir da
imunização de cavalos para neutralizar toxinas específicas. O que mudou foi
todo o resto. Se no início os soros do Butantan eram preparados em condições
quase artesanais, entre baias e cocheiras, hoje o Instituto é reconhecido como
um dos principais produtores de imunobiológicos do mundo. Uma saga construída
pouco a pouco, década após década, marcada por ajustes técnicos, crises
sanitárias, avanços científicos e decisões institucionais que consolidaram a
produção de soros no Brasil.
Sangria
de equino para retirada de plasma realizada no final da década de 1930 (Centro
de Memória/Instituto Butantan)
Os
antivenenos na era de Vital Brazil
Nas
primeiras décadas do século XX, o processo de fabricação de soros no Butantan
era predominantemente artesanal, realizado em instalações rudimentares e com a
ajuda de equipamentos bastante simplórios. A extração de veneno das serpentes
era a primeira etapa do processo e, por incrível que pareça, a ação acontecia a
céu aberto.
A
tarefa ficava a cargo de técnicos pouco paramentados – que, no máximo, calçavam
botas pouco mais robustas. Enquanto um devia conter o animal, o outro
massageava as glândulas de veneno. “Era comum que os funcionários
fossem picados. Por conta disso, muitos apresentavam sequelas físicas, como
dedos tortos”, lembra o pesquisador científico e diretor do Laboratório de
Herpetologia do Instituto Butantan, Sávio Stefanini Sant’Anna.
Após
a coleta, o veneno seguia para outro ambiente, onde passava por um processo de
secagem até se transformar em algo parecido com pequenos cristais. Na etapa de
imunização dos cavalos, esses cristais eram diluídos e injetados em doses
crescentes com o objetivo de estimular a produção de anticorpos.
Coleta
de plasma hiperimune de cavalo em becker (Centro de Memória/Instituto Butantan)
Concluída
essa fase, os equinos eram encaminhados para a sangria, que acontecia em baias
abertas, exatamente onde hoje se localiza o auditório do famoso Museu Biológico. Cerca de seis litros de sangue eram
retirados pela veia jugular do animal e coletados em frascos de vidro apenas
cobertos por panos, constantemente manuseados por técnicos sem a devida
paramentação.
De
volta ao laboratório, o sangue era deixado em repouso por 48 horas para separar
as hemácias (parte sólida) do plasma (parte líquida). Depois, o plasma passava
por um filtro de vela, capaz apenas de reter partículas maiores de impureza.
Por fim, funcionárias enchiam ampolas de vidro com o soro, e realizavam o
fechamento dos frascos com o auxílio de uma chama. A fim de atestar a eficácia,
pombos recebiam doses de veneno e, posteriormente, do soro fabricado.
Um
registro audiovisual raro de 1926, recuperado pela Cinemateca
Brasileira, ajuda a compreender, em detalhes, como funcionava esse
processo. Confira:
Defesa
contra o ofidismo: um pacto com os brasileiros
Já
naquela época, os soros antiofídicos do Butantan mostraram-se decisivos para a
saúde pública. “Não podemos deixar de valorizar todos esses processos
estabelecidos pelo Vital Brazil no início do século. Além de ter salvado muita
gente, foi isso que deu a base para que pudéssemos estar aqui. Hoje, somos
também o mais importante produtor da América Latina de antitoxinas diftérica,
tetânica e botulínica, além da imunoglobulina equina antirrábica”, afirma a
diretora técnica de produção de soros hiperimunes do Instituto Butantan, Fan
Hui Wen.
O
êxito do produto trouxe um desafio logístico: para sustentar o fornecimento da
principal matéria-prima dos soros – ou seja, os venenos – era preciso assegurar
a chegada de serpentes ao Butantan. Foi então que Vital Brazil estruturou o
programa Defesa contra o Ofidismo, que estabeleceu um pacto inédito
entre entidade científica e sociedade. A estratégia procurava incentivar a
população, sobretudo os moradores do interior, a capturar serpentes e enviá-las
ao Instituto. Em troca, recebiam soros. Segundo registros da época, quatro a seis serpentes
podiam ser trocadas por uma ampola de soro, seis serpentes por uma agulha de 10
cm³ e oito serpentes por uma seringa de 20 cm³.
Pombo
recebe injeção endovenosa para verificação do soro antes do consumo humano
(Centro de Memória/Instituto Butantan)
A
logística desse programa apoiava-se na amplitude da malha ferroviária da época.
O Instituto firmou parcerias com diversas estradas de ferro, a fim de garantir
o transporte gratuito das serpentes. Os animais viajavam em caixas de madeira
desenvolvidas especialmente para esse fim. Para facilitar a captura, os
“fornecedores” cadastrados também recebiam um laço para o correto manuseio do
animal. Diariamente, um caminhão do Butantan percorria as estações terminais
das ferrovias paulistas na cidade de São Paulo, recolhendo as caixas que
chegavam de trem cheias e redistribuindo as vazias para o interior.
O
arranjo acabou se consolidando como uma inovadora rede de comunicação
científica. Ao chegar na instituição, todas as serpentes eram devidamente
identificadas. Posteriormente, os remetentes recebiam uma carta de
agradecimento com informações da espécie enviada, assim como as ampolas de
soro. Em contrapartida, também era solicitado a eles o envio ao Butantan de
dados relacionados a possíveis acidentes ofídicos em que os pacientes fossem
tratados com o produto.
Dessa
forma, Vital Brazil manteve intensa correspondência com médicos e
farmacêuticos, recebendo informações valiosas sobre os efeitos dos venenos em
indivíduos picados por diferentes tipos de serpentes, e registrando a evolução
do tratamento com a utilização do soro. “Foi um sistema embrionário de
vigilância epidemiológica, que permitiu dimensionar o problema de saúde,
conhecer o espectro clínico dos envenenamentos, acompanhar os resultados
terapêuticos e ajustar práticas produtivas”, observa Fan Hui Wen.
Vital
Brazil no antigo "cobril" do Instituto Butantan (Centro de
Memória/Instituto Butantan)
Manutenção
das serpentes: uma demanda urgente
O
recebimento massivo de serpentes, impulsionado pelo programa de permutas
estabelecido por Vital Brazil, gerou nova demanda: a necessidade de uma
infraestrutura adequada para a manutenção dos animais.
Nos
primeiros anos de existência do Instituto, os espécimes que chegavam eram
mantidos em “cobris” – tipo de fosso de alvenaria protegido por tampas. Embora
existisse uma separação simplificada entre espécies, as serpentes não recebiam
nenhum tipo de profilaxia antes de integrarem o plantel. Não havia protocolos
de alimentação, controle ambiental, quarentena ou acompanhamento veterinário, o
que comprometia a saúde dos animais e favorecia a mortalidade elevada. Naquele
tempo, a expectativa de vida de uma serpente que chegasse ao Butantan não
passava dos 15 dias.
Técnicos
do Instituto realizam extração de veneno de uma serpente ao ar livre no
Serpentário (Centro de Memória/Instituto Butantan)
Em
1914, o Instituto deu um importante passo ao inaugurar seu serpentário – existente até os dias de hoje. Com
cerca de 500 metros quadrados, o espaço foi concebido para cumprir dupla
função: concentrar a manutenção de serpentes e contribuir para a divulgação
científica. Instalado em área aberta, o ambiente reunia abrigos similares a
iglus que ajudavam os animais a se protegerem do sol e da chuva, além de
espaços destinados a demonstrações públicas de manejo e extração de
veneno.
Apesar
do projeto elaborado, o novo serpentário não resolveu antigos problemas. A taxa
de mortalidade anual dos animais seguia acima dos 90% e a sobrevida não
ultrapassava os 30 dias. Com o passar dos anos, uma realidade tornou-se cada
vez mais clara: a expansão da soroterapia no Butantan dependia menos da
quantidade de animais recebidos e mais da capacidade de mantê-los vivos.
Interior
do laboratório onde ocorria o processo de filtração de soros (Centro de
Memória/Instituto Butantan)
Primeiras
melhorias no processo produtivo
A
construção do chamado “Prédio Novo”, na década de 1940, trouxe mudanças
importantes no processamento dos soros ao ampliar e organizar laboratórios
dedicados à produção. Esse ambiente mais adequado permitiu o refinamento de
etapas que, até então, seguiam praticamente as mesmas do início do século.
Imagens
da década de 1950 mostram que a produção passou a realizar o isolamento da
chamada “massa proteica” – fração do plasma em que se concentram os anticorpos
–, por meio de um filtro prensa, capaz de extrair a parte líquida
excedente. A massa resultante era submetida a um procedimento de
purificação que utilizava sacos de papel celofane para remover impurezas e
concentrar as proteínas. Confira:
A
implementação de um biotério
Em
1963, sob a coordenação do veterinário Hélio Emerson Belluomini (1923-2014), as
serpentes utilizadas no processo de extração de venenos foram transferidas para
ambientes internos. Os novos espaços ocuparam antigas baias desativadas e
permitiram avanços inéditos. Acondicionados em grupos menores, os animais
passaram a receber cuidados individualizados, e as salas ganharam controle de
temperatura, luminosidade e umidade.
Técnica
manipula serpente nas primeiras instalações do biotério de serpentes, no
Laboratório de Herpetologia (Centro de Memória/Instituto Butantan)
O
impacto foi imediato: a sobrevida das serpentes saltou para cerca de 2 meses,
ampliando o número de extrações por indivíduo e, consequentemente, a quantidade
de veneno disponível para a produção de soros. Nos anos seguintes, outro avanço
importante foi a introdução do uso de gás carbônico (CO2) para anestesia
temporária das serpentes durante o processo de extração de veneno, tornando o
procedimento mais seguro para os técnicos e menos estressante para os
animais.
Nessa
mesma época, ocorreu também a transferência da cavalaria de imunização e
sangria para a Fazenda São Joaquim, localizada no município de Araçariguama
(SP) – a propriedade foi adquirida pelo governo do estado na década de 1940 e
repassada ao Instituto como compensação pela área cedida para a criação da
Cidade Universitária, vinculada à Universidade de São Paulo (USP). A mudança
foi motivada para melhorar o bem-estar dos animais, que passaram a ser mantidos
em regime de vida livre.
Máquina
de envase e fechamento de ampolas por chamas em antigo laboratório de produção
de soros (Centro de Memória/Instituto Butantan)
A
grande crise nacional e a revolução na produção
Dezesseis
tipos de soros eram produzidos pelo Butantan no início da década de 1980:
antibotrópico, para acidentes com jararaca; anticrotálico, para envenenamento
por cascavel; antiofídico (polivalente), para quando não se sabia se a picada
foi de jararaca ou cascavel; antielapídico, para quadros de envenenamento por
coral-verdadeira; antilaquético, para acidentes com surucucu-pico-de-jaca;
antibotrópico-laquético, para quando não se sabia se o envenenamento foi
causado por jararaca ou surucucu-pico-de-jaca; antiaracnídico (polivalente),
usado tanto no envenenamento por escorpião, como nas picadas por aranha-marrom;
antiescorpiônico; antiloxoscélico, para envenenamento causado por
aranha-marrom; antidiftérico; antitetânico (veterinário); antigangrenoso; antirrábico;
antibotulínico “A”; antibotulínico “B” e antibotulínico “AB”.
Embora
o Instituto tivesse atingido picos de produção nas décadas de 1960 e 1970,
superando o volume de 350 mil ampolas no acumulado entre 1960 e 1965, a
escassez de recursos direcionados para manutenção e modernização do processo
passaram a impactar a fabricação dos imunobiológicos.
A
criação do Programa Nacional de Imunização (PNI), em 1973, e do Instituto
Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), na década seguinte, também
provocou efeitos significativos na saúde pública brasileira. Inspeções
realizadas pelo órgão de controle mostraram que diversos lotes de produtos
fabricados por laboratórios nacionais e estrangeiros estavam
contaminados.
Com
o aumento das exigências, a multinacional Syntex do Brasil, até então detentora
de quase 80% do mercado nacional de soros, decidiu, em 1983, encerrar a linha
de fabricação de produtos biológicos. Foi um golpe que atingiu em cheio a
população, deflagrando um grave problema de desabastecimento de soros em vários
estados do país. A escassez dos imunobiológicos teve consequências imediatas e
se refletiu no aumento de mortes.
O
processo de extração de veneno de serpente nos dias de hoje (Comunicação
Butantan)
A
situação repercutiu ainda mais após o óbito de uma criança no Distrito Federal,
em 1986. Diante do cenário calamitoso, o Ministério da Saúde impulsionou o
Programa Nacional de Autossuficiência em Imunobiológicos (PASNI), criado no ano
anterior, destinando recursos para a modernização e reestruturação das plantas
de produção nacional de imunobiológicos.
No
Instituto Butantan, a resposta veio com o Plano para Intensificação e Aprimoramento da Produção de Soros
Antipeçonhentos, que estabeleceu metas de expansão, padronização de
processos e fortalecimento do controle de qualidade. “A reação foi
rápida porque a instituição contava com profissionais extremamente capacitados.
O professor Isaias Raw [(1927-2022)] já era uma liderança
científica importante da USP e veio para o Butantan justo nessa época. Ele foi
o grande artífice da reconstrução da nossa produção dos soros”, reforça Fan
Hui Wen.
“O
primeiro desafio era repensar a produção do soro que não poderia ser importado.
Podia-se comprar vacina, mas não se podia comprar soro contra venenos de
serpentes brasileiras. Teríamos que inovar na tecnologia”
(Entrevista com Isaias Raw sobre o Centro de Biotecnologia do Instituto
Butantan, 2007)
O
médico e pesquisador, que atuou como diretor do Instituto Butantan entre 1991 e
1997, e como diretor da Fundação Butantan entre 2005 e 2009, se inspirou na
indústria de produção do leite para desenhar e implementar um sistema de processamento de plasma fechado e automatizado.
A nova estrutura também permitiu a incorporação de tecnologias mais
sofisticadas de purificação, como a centrifugação industrial e a digestão
enzimática controlada. O objetivo era obter produtos eficazes, garantir a
esterilidade e reduzir o potencial de reações adversas.
Ampolas
de soro antibotrópico do Instituto Butantan produzidas em 2025 (Comunicação
Butantan)
“Propus
que aprendêssemos com a indústria do leite. Quando alguém manipula o leite, ele
talha; então, se não se podia pôr a mão no leite, tampouco no soro”
(Entrevista com Isaias Raw sobre o Centro de
Biotecnologia do Instituto Butantan, 2007)
O
plano do Butantan também incluiu a modernização do biotério de serpentes, que
passou por nova reforma no ano de 1987. “Quando a demanda do Ministério
chegou, o diretor do biotério na época já estava com o projeto de melhoria na
gaveta”, brinca Sávio Sant’Anna. “Foi um novo momento de virada,
com a implementação de um processo de quarentena e a desvermifugação das
serpentes que chegavam ao plantel”, completa a pesquisadora científica do
Laboratório de Herpetologia, Kathleen Grego Fernandes. Os ajustes contribuíram
para que a sobrevida dos animais saltasse de dois meses para quase um ano.
A
cultura de inovação não se restringiu à modernização de processos, mas incluiu
também a diversificação de produtos. Em 1994, o Instituto desenvolveu o soro
antilonômico, destinado ao tratamento de acidentes com lagartas do
gênero Lonomia, que vinham causando quadros graves de saúde no Sul
do Brasil. A integração do imunobiológico ao portfólio do Butantan exemplifica
uma de suas principais características: a capacidade de oferecer soluções para
problemas de saúde pública ignorados pela indústria tradicional.
Imagem
interna da atual plata de Processamento de Plasmas Hiperimunes (Comunicação
Butantan)
A
era moderna: consolidação industrial e últimas inovações
Entre
2013 e 2016, a produção passou por um novo desafio: a necessidade de se adequar
às Boas Práticas de Fabricação (BPF) que passaram a ser exigidas pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foi necessário realizar uma série de
mudanças que envolveu a modernização de sistemas, a validação de processos e a
implementação de “células” de Garantia da Qualidade em todas as áreas fabris,
incluindo a planta de Processamento de Plasmas Hiperimunes (PPH)
– anos antes, o setor havia se consolidado como o “coração” da produção ao
reunir as etapas de processamento e purificação dos 12 tipos de soros
concentrados, posteriormente encaminhados para formulação, envase e
acondicionamento.
Em
2016, o Butantan foi o primeiro produtor nacional a obter a certificação BPF da
Anvisa para a fabricação de insumos farmacêuticos ativos de imunoglobulinas
heterólogas.
Os
avanços também se aprofundaram no manejo animal. O Laboratório de
Herpetologia, responsável por abrigar as serpentes envolvidas na extração
de veneno, incorporou exames rotineiros de ultrassonografia para monitorar as
fêmeas em fase de reprodução e diagnosticar possíveis patologias em serpentes
idosas. Recentemente, foram instaladas quatro unidades de terapia intensiva
para aprimorar ainda mais o cuidado dos animais. Hoje, cerca de 60% do plantel
utilizado na fabricação de soros já nasceu em ambiente controlado. As
constantes melhorias fizeram com que a expectativa de vida das
serpentes saltasse para uma média de 10 anos.
Os
cavalos que contribuem com a produção de soros na Fazenda São Joaquim
(Comunicação Butantan)
O
conceito de área produtiva também foi incorporado ao Biotério de
Artrópodes, inaugurado em 2016, que abriga ambientes totalmente
climatizados e setores separados para criação de escorpiões e aranhas
destinados à extração de venenos para a produção dos soros antiescorpiônico e
antiaracnídico, além de baratas e grilos utilizados nos protocolos de
alimentação dos animais.
Já
no setor de Obtenção de Plasmas Hiperimunes (OPH), localizado
na Fazenda São Joaquim, em 2018 foi implementada a coleta automatizada de
plasma, que substituiu a sangria dos cavalos. Neste sistema, denominado
plasmaférese, o sangue retirado é misturado a um anticoagulante e separado por
centrifugação. O plasma obtido é transferido para bolsas estéreis, enquanto as
hemácias são “devolvidas” ao animal. O processo aumentou o bem-estar dos
equinos, garantindo uma condição corporal adequada e a melhoria do estado de
saúde dos animais, além de um plasma de qualidade superior e sem
contaminação.
Como
resultado da expansão, estima-se uma capacidade de produção de 1,2 milhão de
frascos de soros por ano. Já com a nova área de envase, a previsão anual será
de 5,2 milhões de frascos na forma líquida e 7,1 milhões de doses na forma
liofilizada, tanto de soros como de vacinas, garantindo assim que os produtos
do Butantan continuem chegando a todos aqueles que os necessitam.
Uma
descoberta 100% brasileira está fazendo o impossível acontecer! 🇧🇷🧬
Cientistas
da UFRJ, liderados pela pesquisadora Tatiana Sampaio, desenvolveram uma
substância chamada Polilaminina, que está revolucionando o tratamento de lesões
na medula espinhal.
O
que torna essa descoberta tão curiosa? Confira:
🔹 Vem da Placenta: A substância é
criada a partir de proteínas extraídas da placenta humana, um tecido rico em
fatores de regeneração que normalmente seria descartado.
🔹 “Mapa” Biológico: No corpo, ela
funciona como um “andaime” ou trilha, orientando os neurônios rompidos a se
reconectarem e voltarem a transmitir impulsos elétricos.
🔹 Resultados Reais: O caso mais
famoso é o de Bruno Drummond. Após um acidente que o deixou tetraplégico, ele
recebeu a polilaminina e, contrariando todos os diagnósticos, recuperou os
movimentos e voltou a andar!.
🔹 Ciência de Ponta: Foram 25 anos de
pesquisa dentro da universidade pública para chegar a esse resultado.
Atualmente,
o tratamento está em fase de testes clínicos autorizados pela Anvisa para
garantir que, em breve, possa chegar ao SUS e ajudar milhares de pessoas.
A
ciência brasileira é gigante! 🚀
O
que você achou dessa descoberta? Comenta aqui embaixo e compartilha essa dose
de esperança! 👇
No
carnaval de 2026, o Ministério da Saúde reforça a
importância do uso de preservativos e outros métodos de
prevenção durante todo o ano. Com o mote “Carnaval com
prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu
lado”, a campanha é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos,
chamando a atenção, especialmente, de jovens e jovens adultos.
Foram
distribuídos 138 milhões de preservativos, nos últimos três
meses, aos estados para reforçar o estoque durante o carnaval,
incluindo as duas novas versões que entraram no SUS em 2025:
texturizada (TEX) e ultrafina (SENSI). A novidade busca
aumentar a adesão ao uso de preservativos, método efetivo na prevenção contra o
HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis
(ISTs), além de evitar gestações não planejadas.
Esse
é o primeiro carnaval com a oferta dos novos modelos de
camisinha. “Isso aqui é muito importante: 60% da população não
usa preservativos nas relações sexuais. Tudo o que a gente puder
colocar disponível no SUS para incentivar as pessoas a usarem, nós faremos,
porque previne doenças e protege a nossa população”, destacou o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A
campanha também reforça toda a oferta de proteção às doenças sexualmente
transmissíveis no SUS e que a prevenção pode ocorrer de forma combinada: além
do uso de preservativos, por meio da vacinação contra hepatites, da
testagem rápida, do uso da Prep –
Profilaxia Pré-Exposição e da PEP – Profilaxia Pós-Exposição,
entre outras.
Do
total de preservativos distribuído para reforçar os estoques e
atender a demanda do carnaval, cerca de 132 milhões são externos, texturizados
e ultrafinos, e 3,8 milhões são preservativos internos de látex ou
nitrílica.
Brasil
segue tendência mundial de queda no uso de preservativos
A
diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do
preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências
da população. Essa ação responde a desafios identificados nos últimos anos: a
queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens.
A
última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo
IBGE com pessoas com 18 anos ou mais de idade, mostrou que nos 12 meses
anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as
relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes e 59% dos
entrevistados, nenhuma vez.
A
queda segue tendência mundial. Em 2024, a Organização Mundial de Saúde divulgou
relatório realizado em diversos países europeu, apontou a redução do uso
de preservativos no público jovem.
No
SUS tem prevenção combinada
A
campanha reforça que a prevenção deve acontecer de forma integrada e
permanente, organizada em três momentos fundamentais: Antes da folia, o foco
está na preparação, com o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que prepara o
organismo para enfrentar possível contato com o
HIV; a vacinação contra hepatite A, hepatite B eHPV, além da testagem para HIV, sífilis,
hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Durante o Carnaval, a campanha incentiva o uso dos preservativos externos SENSI
e TEX, preservativos internos e gel lubrificante. Depois da folia, o cuidado
segue com aProfilaxia Pós-Exposição (PEP), que pode ser
utilizada em até 72 horas após uma situação de risco, além da realização de
autoteste de HIV.
“As
Unidades Básicas de Saúde estão abastecidas com preservativos internos e
externos, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais e autoteste de HIV,
vacinas e profilaxias pré e pós exposição. Essas opções, quando
combinadas, protegem ainda mais você e a festa fica mais segura”, informou
Padilha.
Identidade cultural
A campanha “Carnaval
com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu
lado” é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, com objetivo de
fortalecer identidade cultural do Carnaval brasileiro. Símbolo de alegria,
diversidade e representatividade, a artista dá voz à mensagem de prevenção e
amplia o alcance da ação em todo o país, ajudando a romper barreiras regionais
e a transformar a prevenção combinada em um movimento vibrante e
acessível.
Brasil
elimina transmissão vertical do HIV e alcança menor taxa de mortalidade
Brasil
apresentou queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, registrando 9,1 mil mortes
no último ano. Pela primeira vez em três décadas, o número ficou abaixo de dez
mil óbitos. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério
da Saúde em dezembro de 2025 e refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e
terapias capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível. Essa
combinação também levou à eliminação da transmissão vertical da doença, quando
ocorre da mãe para o bebê.
A
eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública ocorreu
devido à taxa abaixo de 2%. A incidência da infecção em crianças ficou abaixo
de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O Brasil também atingiu mais de 95% de
cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes
que vivem com o vírus. Isso significa que o país interrompeu, de forma
sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação,
atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha
com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cuide-se
Para
curtir o Carnaval de forma tranquila, lembre-se dessas dicas:
Beba água
para se hidratar
Use protetor
solar
Se for viajar
para área de mata, vacine-se contra Febre Amarela
Previna-se
contra HIV, hepatites B e C, sífilis e outras ISTs