sábado, 10 de outubro de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 




Anvisa libera testes em humanos de vacina brasileira contra malária

 


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina contra a malária vivax, causada pelo Plasmodium vivax. O imunizante é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Segundo o Ministério da Saúde, trata-se da primeira vacina do mundo contra essa espécie do parasita, responsável pela maioria dos casos no Brasil —em 2025, foram 118.037 registros.

A fase 1 vai avaliar a segurança do imunizante e a capacidade de estimular resposta imunológica em 48 voluntários de 18 a 59 anos, sem infecção prévia, acompanhados por 360 dias. A pasta prevê investimento de R$ 12 milhões para as três fases de ensaios clínicos.

As duas vacinas disponíveis hoje contra a malária foram criadas para proteger contra o P. falciparum, predominante na África. O P. vivax prevalece nas Américas e na Ásia.

O projeto foi apresentado neste sábado (10) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em visita ao CTVacinas, que integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas). O ministério prevê, ainda, investir R$ 161,5 milhões em projetos de imunizantes e testes inovadores liderados pela unidade ou em parceria.

"O início do estudo clínico desta vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença", disse Padilha.

Além da vacina contra a malária, o centro trabalha em outros projetos, como no desenvolvimento de vacina terapêutica para doença de Chagas, vacina para Mpox, vacina nasal contra a Covid-19 e testes rápidos de diagnóstico.

Fonte _ Folha/SP


Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

 


Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.


Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Fonte _ Saúde.gov

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

InfoGripe alerta para a importância da vacinação contra Covid-19 e VSR



Divulgado nesta quinta-feira (8/10), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que, no cenário nacional, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de oscilação ou estabilização nas últimas seis semanas e de crescimento na tendência de curto prazo nas últimas três semanas. Em relação aos casos de SRAG por vírus respiratório, observa-se que o rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. No entanto, os novos casos semanais de SRAG por Covid-19 ainda estão baixos no país.

Segundo os pesquisadores do InfoGripe, “apesar da baixa de casos de SRAG na maior parte do país, é importante que a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a Covid-19. No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o VSR”, ressaltam. Em nível nacional, observa-se um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos e estabilização dos casos nas demais faixas etárias.

“Os casos de SRAG por rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. Contudo, os novos casos semanais de SRAG por Covid-19 ainda estão baixos. As ocorrências de SRAG por VSR e influenza B estão em queda e as hospitalizações por influenza A estão estáveis em níveis baixos de incidência”, informam os pesquisadores.


Estados e capitais

Em nível regional, observa-se que 3 das 27 unidades federativas - Alagoas, Roraima e Sergipe - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas com indícios de crescimento nas últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 39.

Segundo a atualização, o aumento de SRAG nesses estados ocorre principalmente em crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe esse incremento está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para determinar o vírus responsável.

O estudo aponta ainda que cinco unidades também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Cinco das 27 capitais - Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória - apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG nas últimas seis semanas, até a Semana 39.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 2,7% de influenza A, 6,5% de influenza B, 15,8% de vírus sincicial respiratório, 52,5% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 10,9% de influenza A, 14,7% de influenza B, 15,5% de vírus sincicial respiratório, 37,2% de rinovírus e 9,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Os casos notificados de SRAG sinalizam estabilização ou oscilação nas últimas 6 semanas e crescimento na tendência de curto prazo nas últimas três semanas.

No ano epidemiológico 2026 já foram notificados 161.053 casos de SRAG, sendo 86.534 (53,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) negativos e cerca de 7.270 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 16,2% de influenza A, 5,5% de influenza B, 40% de vírus sincicial respiratório, 32,5% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Os casos de SRAG por metapneumovírus têm aumentado em diversos estados das regiões Sul (Paraná e Santa Catarina), Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo), Nordeste (Alagoas, Bahia, Paraíba. Pernambuco e Sergipe) e no Mato Grosso do Sul. Os casos de SRAG por rinovírus têm aumentado no Acre, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos graves no Acre, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e em São Paulo, porém ainda em níveis baixos de incidência.

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média - nas últimas oito semanas epidemiológicas - mantém o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o VSR, rinovírus e influenza A. O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Ministério da Saúde apresenta campanha com orientações sobre acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS

 


Ministério da Saúde divulgou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado, que reúne orientações sobre como buscar consultas, exames e cirurgias pelo SUS. O conteúdo apresenta o caminho para o atendimento especializado, desde a busca por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento para os serviços disponíveis, por meio do Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025. 

A ação é voltada a pessoas que precisam de avaliação, acompanhamento, exames ou procedimentos especializados. As informações ajudam a identificar quando buscar atendimento e explicam as etapas do cuidado na rede pública, incluindo consultas, exames, acompanhamento e procedimentos. 

Entre os sinais que merecem atenção estão mal-estar, dor de cabeça persistente e vista embaçada. Quem apresenta sintomas ou precisa realizar exames preventivos deve procurar uma UBS ou acessar os serviços disponíveis pelo Meu SUS Digital.


Na UBS, o paciente é avaliado e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município faz o encaminhamento para o serviço adequado. Conforme a necessidade, o cuidado pode incluir consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar um diagnóstico, acompanhamento ou cirurgia. Quem tiver indicação de procedimento cirúrgico pode acompanhar pelo Meu SUS Digital a posição na fila e a confirmação da cirurgia. 

Na oncologia, a rede especializada oferece serviços de investigação, diagnóstico e tratamento, incluindo unidades habilitadas para assistência de alta complexidade e radioterapia. 

Como funciona o acesso 

Na UBS, o paciente passa por avaliação e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município encaminha o cidadão para o serviço especializado adequado. 

O atendimento pode envolver diferentes etapas, conforme a necessidade de cada pessoa, como consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar o diagnóstico, acompanhamento ou procedimento cirúrgico. 

Quem tiver indicação de cirurgia também pode acompanhar pelo Meu SUS Digital informações sobre sua posição na fila e a confirmação do procedimento. 

Pacientes que residem a mais de 50 km de um centro de tratamento têm à disposição transporte de ida e volta, com acompanhante, em vans, micro-ônibus e ambulâncias para casos mais delicados. São 3,3 mil veículos destinados a todos os estados do país. 

Telessaúde e Carretas da Saúde 

Entre os serviços disponíveis está a Telessaúde, que permite a realização de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte do cuidado seja feita a distância, conectando pacientes e profissionais para investigação e acompanhamento de diferentes condições de saúde. 

Os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da federação, com atendimentos em 62 especialidades, incluindo diagnóstico remoto em tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia. Ao todo, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados desde o início de 2025. A estrutura terá o reforço de 7 mil kits de equipamentos para teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios. 

A população também pode ser encaminhada para atendimento nas Carretas da Saúde do Agora Tem Especialistas, unidades móveis que oferecem serviços especializados em diferentes regiões do país. As carretas de exames de imagem realizam, por exemplo, tomografias e ultrassonografias. As unidades de oftalmologia oferecem avaliações, exames para doenças dos olhos e cirurgias de catarata. Já as voltadas à saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas. 

As unidades móveis atendem regiões onde há menor oferta de serviços especializados. Até o final do ano, serão 150 carretas circulando por todas as regiões do país, com novas especialidades disponíveis, como cardiologia e saúde bucal. As carretas realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos, com 458 mil pessoas atendidas em 4.249 municípios brasileiros, 76,2% do total de cidades do país. 

Atendimento em hospitais privados e filantrópicos  

Outra opção de atendimento especializado pelo SUS é o encaminhamento de pacientes para hospitais privados e filantrópicos que participam do Agora Tem Especialistas. A indicação e o encaminhamento são feitos pela regulação estadual ou municipal, e o atendimento é gratuito para o paciente. 

Os hospitais que aderiram ao programa podem receber créditos financeiros, que são trocados por abatimento de impostos federais. Atualmente, 312 instituições em 21 estados atendem pacientes em especialidades como cardiologia, oftalmologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. Ao todo, estão previstos cerca de 793 mil procedimentos. 

Fonte _ Saúde.gov

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Brasil intensifica ações contra o sarampo diante de surto nos EUA e avanço da doença nas Américas

 


Com o avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas, o Ministério da Saúde reforça o alerta para o risco de o vírus chegar ao Brasil. Os EUA registram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida, e a maioria tem até 19 anos. Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). 

No Brasil, o cenário é outro: as ações de vacinação e vigilância permitem identificar e responder rapidamente aos casos. Em 2026, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Para conter a transmissão, as equipes de saúde fazem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões, a vacinação foi intensificada em espaços públicos e de grande circulação. 

Mesmo com os casos importados, atualmente, o país continua livre da circulação endêmica do sarampo.  Em 2019, em um cenário de baixas coberturas vacinais, o país registrou mais de 20 mil casos e, após mais de 12 meses de transmissão, perdeu a certificação de eliminação do vírus. Em novembro de 2024, a OPAS recertificou o Brasil como livre da circulação endêmica do sarampo, após a interrupção da transmissão sustentada. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 43 casos, sem óbitos.

Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas do calendário infantil aumentou e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef. Em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil, 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. 

A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS. Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. Manter as coberturas altas e a vigilância ativa é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no país. 

Ações de vacinação e vigilância contra o sarampo

Neste ano, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. A vacinação, oferecida gratuitamente pelo SUS, é a principal forma de prevenir a reintrodução do sarampo no país. 

Em São Paulo, a vacinação contra o sarampo foi reforçada na capital, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia também inclui a chamada dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Essa dose é adicional às doses de rotina, previstas aos 12 e 15 meses. 

Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, o Ministério da Saúde intensificou a resposta após a confirmação de casos importados. As ações incluem vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais na região. 

Crianças sem nenhuma dose de vacina 

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças brasileiras consideradas zero-dose, que não receberam nenhuma dose da vacina DTP, passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, queda de cerca de 86% em relação a 2023. Em 2024, o Brasil deixou a lista dos 20 países com maior número de crianças não imunizadas do mundo, segundo a OMS e o Unicef. Ainda há cerca de 50 mil crianças sem nenhuma dose, o que mantém a necessidade de buscar quem ainda não foi vacinado.

Fonte _ Saúde.gov

domingo, 4 de outubro de 2026

Número de mulheres que desconhecem prevenção do câncer de mama cresce, diz pesquisa

 


A parcela de mulheres brasileiras que afirma não conhecer formas de prevenção ao câncer de mama aumentou de 25% para 29% desde 2024, segundo pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center com a agência de dados Nexus.

O levantamento ouviu 1.038 mulheres, dentro de uma amostra total de 2.015 pessoas em todo o país. O grupo que afirma conhecer os métodos permaneceu praticamente estável, passando de 59% em 2024 para 58% neste ano. Já a parcela que dizia conhecer "mais ou menos" caiu de 16% para 11%.

A pesquisa mostra também uma diferença no comportamento de acordo com o nível de informação. Entre as mulheres que afirmam conhecer as formas de prevenção, 80% já fizeram autoexame das mamas por toque e 65% já fizeram mamografia. Entre as que dizem não conhecer os métodos, os índices são de 30% e 35%, respectivamente.

A distância aparece também entre as mulheres que nunca fizeram nenhum dos dois procedimentos. Elas representam 12% entre as que conhecem as formas de prevenção e 55% entre as que dizem não conhecê-las.

Os dados também apontam diferenças associadas à renda. O percentual de mulheres que já fizeram autoexame varia de 51%, entre aquelas com renda familiar de até um salário mínimo, a 88%, entre as que vivem em famílias com renda superior a cinco salários. O conhecimento sobre prevenção passa de 49% para 79% nos mesmos grupos.

A diferença também aparece conforme o tipo de atendimento de saúde. Entre as mulheres que usam o SUS, 56% dizem conhecer as formas de prevenção, enquanto o índice chega a 69% entre as atendidas pela rede privada.

"A prevenção passa por hábitos de vida, como manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar álcool e tabaco. Já o diagnóstico precoce depende do autoconhecimento do corpo e da mamografia de rotina a partir dos 40 anos", afirma Fabiana Makdissi, líder do Centro de Referência em Tumores da Mama do A.C.Camargo.

Segundo levantamento do próprio hospital feito em 2025 com base no Registro Hospitalar de Câncer, a sobrevida global em cinco anos chega a 96% entre pacientes diagnosticadas no estádio I da doença.

Fonte _ Folha/SP

sábado, 3 de outubro de 2026

PrEP injetável contra HIV deve ser incorporado ao SUS ainda neste ano, mas com acesso limitado

 


A PrEP (profilaxia pré-exposição) injetável contra o HIV deve ser incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde) ainda neste ano, mas a oferta inicial do medicamento deverá ser limitada em quantidade, abrangência geográfica e público atendido.

A previsão é de que o Apretude, nome comercial do cabotegravir, desenvolvido pela GSK/Viiv, não esteja disponível imediatamente em todo o país nem para todas as pessoas que poderiam se beneficiar da prevenção.

A quantidade inicial deve ser pequena, disponibilizada apenas em algumas cidades e para pessoas que apresentam dificuldades de adesão ao comprimido diário, segundo um servidor ligado ao Ministério da Saúde. A farmacêutica já se prepara para atender à demanda da rede pública, porque a incorporação deve acontecer, disse uma pessoa ligada à GSK.

Tanto a pasta quanto a farmacêutica não confirmaram a informação e não deram um prazo específico sobre quando o remédio deve chegar ao sistema público de saúde.

O cabotegravir recebeu recomendação preliminar favorável da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) no início de agosto e acaba de passar por uma consulta pública. Se incorporado, o remédio será o primeiro de longa duração para prevenção ao HIV disponível no SUS.

A GSK afirma que a avaliação do medicamento pela Conitec é um "passo importante para a prevenção do HIV no país". "Os termos do acordo para a disponibilização de cabotegravir estão sendo finalizados e tão logo seja concretizado, a GSK disponibilizará os detalhes", diz a farmacêutica em nota.

O Ministério da Saúde diz, em nota, que estuda oferecer o cabotegravir de longa duração no SUS como alternativa para pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso diário da PrEP. "No momento, a incorporação do medicamento é analisada pela Conitec."

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A indicação aprovada pela Anvisa é ampla, mas o pedido apresentado pela GSK à Conitec previa inicialmente homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero de 15 a 30 anos, com pelo menos 35 kg.

Durante a avaliação, a Conitec ampliou a população considerada para pessoas sexualmente ativas, a partir de 15 anos, em contextos de maior vulnerabilidade ao HIV, como pessoas em situação de vulnerabilidade que, por razões sociais ou dificuldades de acesso aos serviços, não estejam utilizando a profilaxia em comprimidos.

Os critérios definitivos de elegibilidade e prioridade ainda não foram definidos e dependerão da conclusão do processo de incorporação e das regras de implementação. A apresentação avaliada para o SUS contém 600 mg do medicamento em 3 mL.

O medicamento é um antirretroviral inibidor da integrase, enzima produzida pelo retrovírus do HIV. Ele impede que o vírus se instale nas células do corpo e se multiplique. A aplicação é a cada dois meses, diferentemente dos comprimidos diários oferecidos pelo SUS hoje em dia.

O remédio foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2023 e está disponível para venda em farmácias e aplicação em clínicas médicas por R$ 4.000 a dose, mas não na rede pública.

Em julho, o governo anunciou um acordo de compra do cabotegravir. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a expectativa do governo era de que o medicamento estivesse disponível "no braço" de pacientes brasileiros ainda neste ano.

Segundo Padilha, o país registrou em 2024 a maior redução na taxa de mortalidade por Aids de sua história, com o número de mortes ficando pela primeira vez abaixo de 10 mil.

Ele atribuiu o resultado à ampliação de 150% na oferta de medicamentos de PrEP pelo SUS e ao aumento de 100% nos exames de testagem rápida nos últimos três anos —o que, segundo ele, permitiu identificar novas infecções e iniciar o tratamento mais rapidamente.

Hoje, 22% das pessoas diagnosticadas com HIV no Brasil começam o tratamento no mesmo dia da confirmação, e mais da metade inicia em até 30 dias.

Existem diversas estratégias de prevenção disponíveis no SUS, como camisinha, PrEP oral de uso diário e a PEP (profilaxia pós-exposição) —a PrEP, como o próprio nome já diz, é indicada para prevenir e proteger contra uma infecção de HIV, enquanto a PEP deve ser tomada em até 72 horas após uma relação desprotegida para impedir que a infecção ocorra.

Antes de iniciar a PrEP oral e injetável, porém, é necessário confirmar que a pessoa não tem HIV.

A principal diferença da PrEP injetável de longa duração em relação à PrEP oral está na forma de administração. Enquanto a de uso diário disponível no SUS é feita principalmente com comprimidos, o cabotegravir é aplicado no músculo.

São duas doses iniciais, com intervalo de um mês, seguidas por uma aplicação a cada dois meses, explica o infectologista Vinicius Borges, idealizador do perfil @doutormaravilha. Ele acompanha o assunto há 12 anos e cria conteúdos sobre o tema para cerca de 250 mil seguidores.

Para Borges, a mudança pode ampliar as possibilidades de prevenção justamente para pessoas que têm dificuldade de manter uma medicação diária. Há pacientes que esquecem os comprimidos, enfrentam dificuldades para manter uma rotina de tratamento ou não querem guardar um frasco de PrEP em casa por causa do estigma relacionado ao HIV.

"Aí essa injeção a cada dois meses é bem mais simples. Quanto mais opções a gente oferece, maior a chance de se encaixar na vida das pessoas", afirma Borges.

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais da metade dos usuários (55%) descontinuaram o uso da PrEP oral, com taxas ainda maiores entre os mais jovens —68% para menores de 18 anos.

O infectologista também diz que o cabotegravir pode ser uma alternativa para pessoas que não se adaptaram à PrEP oral por questões relacionadas à função renal. Segundo ele, o medicamento injetável não apresenta a mesma preocupação renal associada à PrEP oral.

Para Borges, o efeito adverso mais comum é uma reação no local da aplicação, como dor, sensibilidade, inchaço ou formação de um nódulo. Esses eventos tendem a ser leves ou moderados e desaparecem com o tempo. Também podem ocorrer dor de cabeça e mal-estar.

Na avaliação do infectologista, a incorporação também exigirá estrutura para aplicação das doses, testagem adequada, profissionais capacitados e acompanhamento dos pacientes.

"A população está vivendo cada vez mais e mantendo uma vida sexual ativa por mais tempo. A PrEP injetável pode ser uma solução para essas pessoas. Mas a injeção sozinha não resolve tudo. A prevenção envolve um conjunto de medidas de saúde sexual que acompanham o usuário", diz.

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

Fonte _ Folha/SP

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto após ações do Ministério da Saúde e da Anvisa

 


As chamadas canetas emagrecedoras deixaram de ser exclusivas de quem pode pagar mais. Em menos de um ano, o preço desses medicamentos caiu cerca de 70% nas farmácias, e o Ministério da Saúde agora trabalha para ampliar o acesso por meio da incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o Ministério da Saúde, diferentes medidas desde 2025 viabilizaram uma maior oferta, o que abre a perspectiva de incorporação das canetas emagrecedoras ao SUS. “Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A queda de preços veio com multiplicação de produtos disponíveis no mercado. A partir de um chamamento realizado pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa, ainda no ano passado, para estimular a entrada de novos fabricantes, 16 novos produtos foram registrados apenas em 2026, incluindo genéricos e similares. E pelo menos quatro deles são produzidos no Brasil. Segundo dados do mercado, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês.

Queda nos preços

A ampliação da concorrência, a possibilidade de produção nacional e a multiplicação de apresentações disponíveis criaram condições para uma nova etapa, agora em escala pública. “Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço. Estamos projetando que, a um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano, a gente consegue trazer esses produtos e incorporar no SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A partir dos resultados, o Ministério apresentou esta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela incorporação de novas tecnologias no SUS.

"Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, destaca Padilha.

Diretriz internacional

A iniciativa está alinhada às recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 – as canetas emagrecedoras – no tratamento da obesidade. A entidade destaca a importância dessas terapias dentro de estratégias mais amplas de cuidado, associadas a alimentação saudável, atividade física e outras medidas de saúde pública, além da necessidade de ampliar o acesso e reduzir os preços.

“No final do ano passado, lançamos a nova portaria da Academia da Saúde, que prevê chegar a quase 2 mil unidades, com novo investimento não só para compra de equipamento, mas para a contratação de nutricionista, educador físico, fisioterapeuta. O Ministério colocou esses recursos, os municípios aderiram, a gente criou um outro ambiente no SUS para esse enfrentamento”, destaca Padilha.

As atividades da Academia da Saúde cresceram de 331,6 mil, em 2022, para 492,1 mil em 2025, um salto de 48,5%. A política prevê 582 novos estabelecimentos credenciados em 448 municípios de todas as regiões do país, com investimentos de R$ 80,7 milhões. Integrada à Atenção Primária, a Academia da Saúde oferece atividades físicas e outras ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e produção do cuidado nos territórios.

Fonte _ Saúde.gov

InfoGripe: SRAG aumenta em crianças no Rio de Janeiro e Sergipe

 


Divulgado nesta quinta-feira (1º/10), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz alerta para o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças nos estados do Rio de Janeiro e Sergipe. A análise apontou que, em relação às ocorrências de SRAG, apenas o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 (Covid-19) apresentam tendência de aumento no país. O estudo indicou ainda que há indícios de incremento dos casos graves de Covid-19 no Acre e em São Paulo, porém em níveis ainda baixos de incidência. A atualização é referente à Semana Epidemiológica (SE) 38, período de 20 a 26 de setembro.

Nas regiões Sul (Paraná e Santa Catarina), Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) e Nordeste (Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe), a atualização verificou incremento das ocorrências de SRAG por metapneumovírus. Outros cinco estados (Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina) também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco e alto risco, mas sem sinal de crescimento a longo prazo.

“Os registros semanais de SRAG por Covid-19 ainda se encontram em um nível baixo. Já os casos de SRAG por influenza B estão aumentando nos estados da Bahia e Mato Grosso, e mostram sinais de interrupção de crescimento no Rio Grande do Sul”, informa a pesquisadora do Boletim InfoGripe, realizado pelo Programa de Computação Cientifica (Procc/Fiocruz), Tatiana Portella.


Estados e capitais

Segundo o Boletim, duas das 27 unidades federativas brasileiras (Rio de Janeiro e Sergipe) apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento até a SE 38. O aumento de SRAG nesses estados ocorre especialmente nas crianças de até 4 anos e está associado ao metapneumovírus e ao rinovírus.

Três das 27 capitais indicam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento de SRAG nas últimas 6 semanas até a SE 38: Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre) e Rio de Janeiro (Rio de Janeiro).

Situação nacional

Em 2026, já foram notificados 157.908 casos de SRAG, sendo 85.087 (53,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 56.799 (36%) negativos, e cerca de 7.090 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos no ano, 40,4% foram por vírus sincicial respiratório (SR); 32,1% por rinovírus; 16,4% por influenza A; 5,5% por influenza B; e 3,8% por Sars-CoV-2 (Covid-19).

O cenário atual aponta que os casos de SRAG apresentam queda nas últimas seis semanas e de crescimento nas últimas três semanas. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 52,4% para rinovírus; 18,1% para VSR; 6,7% para influenza B; 4% para Sars-CoV-2 (Covid-19); e 3,2% de influenza A.

Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi 34,7% para rinovírus; 22,3% para VSR; 13,2% para influenza A; 13,2% para Influenza B; e 9,1% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão". 

Fonte _ FioCruz

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Jack Reacher: conheça os livros do personagem da série

 


Uma das séries mais populares do Prime Video é Reacher, que conta a história de um ex-militar do exército dos Estados Unidos, Jack Reacher (Alan Ritchson), em suas missões perigosas. A trama é adaptada dos livros de Lee Child, pseudônimo usado por James Dover Grant. 

Antes mesmo da série, o personagem já foi interpretado por Tom Cruise em dois filmes: Jack Reacher - O Último Tiro, de 2012, e Jack Reacher: Never Go Back, de 2016. Os livros que inspiraram as produções para o cinema e televisão fazem parte de uma série extensa escrita por Lee Child, cada um com uma aventura mais perigosa que a outra.

Se você gosta das séries e filmes de Jack Reacher, ou ficou curioso para conhecer melhor sua história, o Minha Série listou todos os livros já publicados sobre o personagem. Nem todos foram lançados no Brasil, portanto não tiveram seus títulos traduzidos.

Confira a lista completa!

Dinheiro Sujo (1997)

O primeiro livro de Jack Reacher, Dinheiro Sujo, foi lançado em 1997, dando início à história do personagem. Tudo começa quando ele descobre que seu irmão, Joe, foi assassinado por investigar um esquema criminoso.

Dinheiro Sujo foi a inspiração para a primeira temporada da série do Prime Video.

Link do Livro

Destino: Inferno (1998)

Em Destino: Inferno, Jack Reacher está passeando por Chicago quando conhece Holly Johnson, uma mulher que aparenta estar precisando de ajuda. Quando ele se aproxima, então, percebe que ela está apontando uma arma em sua barriga e, juntos, passam a enfrentar um verdadeiro "inferno".

Link do Livro

Alerta Final (1999)

No livro Alerta Final, Jack Reacher está vivendo uma vida solitária no sul da Flórida. Seu trabalho é cavar piscinas e cuidar da segurança de uma casa de strip-tease. Mas a calmaria acaba quando um investigador que busca pelo protagonista é assassinado por dois desconhecidos.

Link do Livro

Caçada às Cegas (2000)

A história de Caçada às Cegas, o quarto livro de Jack Reacher, tem como cenário o assassinato da sargento Amy Callan e da Tenente Caroline Cook. É claro que o protagonista se torna o principal suspeito do crime, pois as conhecia.

Link do Livro

Miragem em Chamas (2001)

Vivendo no Texas, no livro Miragem em Chamas o ex-militar Jack Reacher pega carona com Carmen, uma mulher que tem uma filha e está com o marido abusivo preso. Os dois se envolvem e logo o protagonista está amarrado a novos perigos.

Link do Livro

Serviço Secreto (2002)

Vagando entre as cidades dos Estados Unidos, Jack Reacher recebe uma proposta de trabalho perigosa: assassinar o vice-presidente do país. O protagonista é o escolhido para a tarefa de testar a segurança nacional por ser um ex-policial experiente.

Link do Livro

Acerto de Contas (2003)

Em Acerto de Contas, livro lançado em 2003, Jack Reacher reencontra um homem de seu passado que foi dado como morto há 10 anos. Agora, Jack percebe que a justiça não foi feita e se disfarça para se infiltrar, e precisa usar a inteligência para sair vivo dessa.

A história deste livro será adaptada para a terceira temporada da série do Prime Video.

Link do Livro

O Inimigo (2004)

No livro O Inimigo, acompanhamos uma história que começa na Carolina do Norte, em um hotel, quando um general é encontrado morto. A fatalidade aconteceu devido a um suposto ataque cardíaco que aconteceu enquanto ele estava com uma garota de programa.

Então, Jack Reacher é contratado para abafar o caso e não deixar o nome do general ser manchado no exército dos Estados Unidos. Mas tudo muda quando Reacher descobre que uma maleta do homem está perdida.

Link do Livro

O Último Tiro (2005)

Em O Último Tiro, cinco pessoas são assassinadas a tiros por um perito em uma cidade pacata. Sem nenhum motivo aparente para o crime, o acusado logo é preso, mas se diz inocente. Agora, cabe a Jack Reacher tentar solucionar o caso.

Link do Livro

Por Bem ou por Mal (2006)

Por Bem ou Por Mal acontece em Nova York, quando Jack Reacher persegue o carro de um homem que transporta um milhão de dólares na bagagem, e também um criminoso. Durante a investigação, o ex-militar se encontra no meio de algo mais perigoso do que parece.

Link do Livro

Bad Luck and Trouble (2007)

Em Bad Luck or Trouble, Reacher recebe o depósito de um valor em sua conta bancária, vindo de origem anônima. Não demora para que o protagonista perceba que o número é um código que apenas oito ex-membros de sua equipe saberiam usar. Qual será o mistério que eles escondem?

O livro foi adaptado para a segunda temporada de Reacher.

Link do Livro

Nothing to Lose (2008)

O livro Nothing to Lose acontece em Hope, no estado do Colorado, quando Jack Reacher se depara com um visitante nada bem-vindo. Então, ele começa a investigar o paradeiro dessa pessoa misteriosa e o motivo dos habitantes da cidade não serem receptivos com visitantes.

Link do Livro

Gone Tomorrow (2009)

Em Gone Tomorrow, Reacher fica incomodado com os passageiros de uma viagem que faz de metrô. Logo, ele relembra de sua lista de homens-bomba e percebe que o local pode estar em perigo. O caso, no entanto, é cheio de camadas e Jack tem um grande mistério para resolver.

Link do Livro

61 Hours (2010)

O livro 61 Horas acontece na Dakota do Sul, quando um ônibus de turismo sofre uma batida durante uma tempestade de neve severa. Jack Reacher estava dentro do veículo e, mais uma vez, se vê em novos perigos.

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Worth Dying For (2010)

Worth Dying For acontece em uma cidade rural do Nebraska, mais precisamente em um bar de hotel, quando um médico bêbado se recusa a atender uma vítima de violência doméstica. Jack Reacher se envolve na história obrigando o médico a atender a mulher, enquanto ele mesmo quebra o nariz do acusado. 

Agora, o protagonista se vê no meio de um caso perigoso de uma rede de contrabando em que o marido da vítima é envolvido.

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The Affair (2011)

O livro The Affair acontece no passado, no Mississippi, quando Jack Reacher ainda estava no exército. Na história, ele se envolve no caso do assassinato da namorada de um dos soldados, que teve uma morte violenta.  O protagonista, então, coneça uma investigação cheia de riscos.

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A Wanted Man (2012)

Na história do livro A Wanted Man, Jack Reacher tenta chegar ao estado da Virgínia e pega carona com um grupo de dois homens e uma mulher. Enquanto isso, a polícia descobre que um homem foi esfaqueado em um posto de gasolina, e Reacher suspeita que a mulher do veículo foi sequestrada.

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Never Go Back (2013)

Never Go Back se passa depois do livro 61 Horas, quando Reacher desembarca em seu destino na Virgínia. Chegando em sua antiga unidade, descobre que a nova comandante foi presa, e Jack também é levado em custódia para o julgamento de dois crimes que ele supostamente cometeu quando ainda servia o exército.

O livro foi adaptado no filme de ação de de 2016, Jack Reacher: Never Go Back, com Tom Cruise como o protagonista.

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Uma Questão Pessoal (2014)

Em Uma Questão Pessoal, livro publicado em 2014, Reacher precisa descobrir quem atirou contra o presidente da França em uma tentativa de assassinato à distância.

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Make Me (2015)

Make Me, livro de 2015, traz Jack Reacher ajudando uma mulher chamada Michelle Chang a encontrar um colega que desapareceu. A história acontece em uma cidade agrária fictícia chamada Mother's Rest.

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Night School (2016)

 Night School acontece no passado, no início de 1996, quando Reacher ainda está no exército. O protagonista é escalado em uma tarefa secreta e se aventura em uma missão internacional que envolve uma quantia milionária de dinheiro.

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The Midnight Line (2017)

 The Midnight Line se passa depois do livro Make Me, quando Michelle Chang se separa do protagonista. Agora, a aventura de Jack Reacher tem como cenário a investigação do tráfico ilegal de opiáceos.

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Past Tense (2018)

Em Past Tense, Jack Reacher viaja para visitar o local em que seu pai nasceu, mas acaba fazendo um desvio em Laconia, cidade de Nova Hampshire. Durante a visita, ele acaba descobrindo o passado perigoso de seu patriarca.

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Blue Moon (2019)

Em Blue Moon, lançado em 2019, Jack desce de um ônibus para ajudar uma vítima, mas se vê no meio de uma briga entre duas gangues rivais.

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The Sentinel (2020)

No livro The Sentinel, Jack Reacher mais uma vez pega uma carona, dessa vez ara Pleasantville. Lá, ele acaba se envolvendo com um sequestro.

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Better Off Dead (2021)

Rumo à cidade de São Francisco, na Califórnia, Jack Reacher vê um carro destruído perto de uma cidade que faz fronteira com o Arizona. Ao prestar ajuda, descobre que uma ocupante está procurando pelo irmão gêmeo, um criminoso violento.

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No Plan B (2022)

Lançado em 2022, o livro No Plan B traz Jack Reacher presenciando uma mulher se jogando na frente de um ônibus em um aparente suicídio. No entanto, o protagonista conseguiu ver que ela foi empurrada por um ladrão, o que seria apenas um detalhe de uma conspiração secreta.

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The Secret (2023)

The Secret volta ao passado, em 1992, quando ex-cientistas do governo dos EUA estão morrendo de forma misteriosa. Então, líderes do departamento de defesa montam uma agência de segurança para investigar o caso, que inclui Jack Reacher.

Link do Livro

In Too Deep (2024)

O livro In Too Deep coloca Jack Reacher em apuros mais uma vez, acordando amarrado no escuro em uma cama e sem nenhum de seus objetos pessoais. Além disso, o personagem também está sem memória.

O lançamento do próximo livro da saga acontece em 29 de outubro de 2024.

Link do Livro

A série Reacher está disponível em quatro temporadas no Prime Video, e os filmes podem ser assistidos na Netflix, Star+ e Globoplay. E você, já leu algum livro de Jack Reacher? Qual o seu preferido?

Fonte _ Estadão