segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Pesquisa da USP busca voluntárias para saber como as mulheres vivenciam o parto no Brasil
Um
estudo do Consórcio Internacional The Birth Experience Study (IC-BESt), sediado
na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com apoio da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), quer compreender como as
mulheres vivenciam o parto no Brasil, tanto nos serviços públicos quanto nos
privados, e comparar essas experiências com as recomendações atuais da
Organização Mundial da Saúde (OMS). Para participar da pesquisa, o questionário
está disponível neste link.
Independentemente
de quando foi o parto, a pesquisa quer ouvir a experiência de mulheres que
deram à luz no Brasil. O objetivo é contribuir para melhorar a
assistência ao pré-natal, parto e pós-parto no país. O estudo global sobre
atenção obstétrica, nascimento e saúde materna é liderado no Brasil pela
professora Simone Diniz e equipe, todos da FSP, e é orientado pelos princípios
da justiça reprodutiva e da interseccionalidade, usando métodos quantitativos e
qualitativos, com utilização da plataforma Qualtrics.
No
componente quantitativo, será realizado um questionário on-line, com
participação de mulheres de todo o Brasil, para conhecer experiências positivas
e negativas relacionadas ao parto. Grupos organizados de usuárias participaram
da adaptação das escalas utilizadas na pesquisa e colaboram na interpretação
dos resultados brasileiros.
No
componente quantitativo, serão analisados os relatos das participantes em maior
profundidade, explorando temas relevantes para a realidade brasileira, como as
diferenças entre os setores público e privado e as experiências de grupos
específicos, incluindo mulheres pretas, pardas e indígenas, mulheres acima do
peso, mulheres com complicações clínicas e homens trans, que contarão com um
questionário específico.
Os
resultados permitirão comparar a experiência do parto no Brasil com a de outros
15 países participantes do IC-BESt, contribuindo para a produção de
conhecimento internacional e para o aprimoramento da assistência ao parto. A
participação é voluntária, confidencial e pode fazer a diferença para melhorar
a experiência do parto de futuras gerações de mulheres e famílias no Brasil.
Por
que a pesquisa é importante?
Nas
últimas décadas, o Brasil alcançou importantes avanços na saúde materna. Hoje,
praticamente todos os partos acontecem com a presença de profissionais de
saúde. Ainda assim, persistem desafios como o uso frequente de intervenções
desnecessárias durante o parto natural. Essas intervenções podem comprometer a
experiência das mulheres, aumentar o risco de complicações e contribuir para as
elevadas taxas de cesariana.
Por
outro lado, a experiência do parto, conceito ligado à forma como cada mulher
vivencia e interpreta os acontecimentos, vem recebendo mais atenção da pesquisa
científica. Mais do que uma experiência, refere-se aos sentimentos e aos
cuidados recebidos durante o trabalho de parto e o nascimento.
O
parto envolve aspectos físicos, emocionais, psicológicos e sociais e, como
experiência única, é fortemente influenciada pela qualidade da assistência.
Para algumas mulheres, o parto é um momento transformador e positivo; para
outras, pode se tornar uma experiência negativa ou até traumática.
Estudos
internacionais mostram que entre um terço e metade das mulheres descrevem o
parto como uma experiência positiva. Por outro lado, entre um quinto e quase
metade relatam experiências negativas ou traumáticas. Essas vivências têm
impacto importante na saúde e no bem-estar das mulheres, dos bebês e de suas
famílias.
Como
participar da pesquisa
A
participação consiste em responder a um questionário, abordando temas como o
acesso ao sistema de saúde, a relação com os profissionais, as intervenções
durante o parto, a assistência ao pós-parto e à saúde mental. A pesquisa busca
dar voz às mulheres, promover práticas humanizadas e fortalecer políticas
públicas voltadas ao parto e aos direitos reprodutivos. Os resultados da
pesquisa serão divulgados nas redes sociais, onde as participantes podem
acompanhar o estudo.
O
nome e identidade das participantes não serão revelados em nenhum momento. As
informações obtidas serão analisadas com total sigilo. A participação não
envolve despesas e, em geral, as pessoas ficam mais aliviadas em compartilhar
suas experiências. Porém, o conteúdo do questionário pode abordar questões
delicadas que podem causar desconforto ou trazer lembranças difíceis. Se este
for o seu caso, entre em contato com as redes de apoio indicadas no decorrer do
questionário.
O
tempo estimado para completar o questionário é de 60 a 90 minutos, dependendo
da extensão das suas respostas. Você tem a liberdade de interromper o
preenchimento a qualquer momento, sem quaisquer prejuízos. Caso deseje fazer
uma pausa, é possível salvar e retomar de onde você parou por até sete dias.
A
pesquisa traz questões com alternativas (apenas marcar uma ou mais opções), e
outras que são abertas. Nas perguntas abertas, você pode digitar sua resposta,
ou usar a função ditado (digitação por voz) no seu celular ou no computador. O
preenchimento do questionário não serve como canal de denúncia, mas os
organizadores podem dar informações sobre como e onde fazê-lo, se for o
caso.
Para
participar da pesquisa, acesse o questionário clicando aqui.
Fonte _ Agencia SP
Dengue: 3 milhões de adolescentes estão com vacinação incompleta
Mais
de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a
dengue ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema
vacinal.
Como
a vacina é aplicada em duas doses, a proteção completa só é adquirida após a
segunda, que deve ser tomada três meses depois da primeira.
Os
dados foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações
(PNI), Eder Gatti, em uma palestra na 28ª Jornada Nacional da Sociedade
Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro, na semana passada.
Gatti
mostrou que mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas em todo o
país, sendo 7,6 milhões como primeira dose, e 4,2 milhões como segunda.
Além
disso, quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram
aplicadas. O diretor do PNI lembrou que, no verão, os casos de dengue
costumam subir no Brasil, o que pode ocorrer de forma mais intensa nesta
temporada, por causa do El Niño.
"Vacinar
adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso
da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal [em que a
incidência da doença é mais baixa], para que a pessoa entre na sazonalidade
protegida", complementou.
Apesar
de a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, ter uma
capacidade de produção que não atende a toda a população brasileira, o
fornecimento para o público-alvo está garantido, afirmou Gatti.
Além
das vacinas entregues em 2024 e 2025, o Brasil tem um contrato vigente que
prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano, e outras 9 milhões em 2027.
Disponível
em todo o país
A
vacinação contra a dengue no Brasil foi iniciada nos municípios mais afetados
pela doença, avançando progressivamente, e já é feita em todo o país. O
público-alvo são as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Eder
explicou essa decisão durante a palestra. Quando a vacina foi incorporada pelo
Sistema Único de Saúde, os dados que comprovavam sua segurança eram mais
robustos para a faixa etária de 4 a 16 anos. Dentro desse universo, as chances
de adoecer com gravidade são maiores entre 10 e 14 anos.
"Olhando
para o que o mundo e o Brasil produziram de conhecimento nos últimos anos, nós
já temos mais dados de segurança e continuamos olhando para isso com muita
atenção. A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, até
um desejo, mas a gente precisa ter cuidado com as questões operacionais,
orçamentárias e de segurança".
Vacina
do Butantan
O
diretor do PNI também esclareceu que a aplicação da vacina produzida pelo
Butantan continua suspensa, após a identificação de três casos de dengue grave
adquiridos após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.
Ainda
não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência
temporal foi considerada um sinal de segurança pelo Ministério da Saúde, que decidiu suspender a vacinação em junho.
"Isso
não cancela a vacina, mas nós temos a necessidade de avaliar com estudos
complementares se, de fato, o sinal de segurança representa algo que
compromete", acrescentou Gatti.
O
diretor do PNI classificou a vacina do Butantan como "uma grande
esperança para o país".
"É
uma tecnologia nacional, e a nossa ideia era vacinar de 40 a 60 milhões de
pessoas por ano, o que significa que, em três anos, nós conseguiríamos chegar a
toda a população elegível do país. Mas, antes, precisamos sanar todas as
lacunas geradas a partir desse sinal de segurança", explicou o diretor do
PNI.
Fonte _ Agencia Brasil
Anvisa suspende e recolhe dispositivos médicos irregulares
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 23 de outubro
de 2026, a suspensão e o recolhimento de diferentes dispositivos médicos após
identificar irregularidades sanitárias. As medidas, publicadas no Diário
Oficial da União (DOU), atingem testes diagnósticos, materiais utilizados em
procedimentos médicos e dispositivos de acesso vascular.
As
decisões envolvem irregularidades constatadas em inspeções realizadas em
fabricantes e resultado insatisfatório em análise laboratorial. As restrições
variam conforme o dispositivo e incluem suspensão de comercialização,
distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso.
Teste
diagnóstico para rotavírus tem uso suspenso
O
teste rápido Rota-Strip, utilizado para detectar antígenos do rotavírus, teve a
comercialização, importação, divulgação e utilização suspensas.
A
decisão abrange os testes fabricados a partir de 9 de fevereiro de 2026 pela
Coris Bioconcept. Segundo a Anvisa, uma inspeção realizada no fabricante, por
solicitação da Nanosens Ltda., identificou fabricação em desacordo com as
normas vigentes.
Inspeção
sanitária leva ao recolhimento de três dispositivos
Uma
inspeção realizada entre 2 e 5 de fevereiro de 2026 na empresa Precision
Concepts Costa Rica S.A., também identificada como Biomerics Alajuela,
constatou descumprimento de exigências sanitárias.
A
Anvisa determinou o recolhimento de três dispositivos fabricados a partir de 5
de fevereiro de 2026: Estilete de Ablação Endovenosa para Radiofrequência
CLOSURERFS Covidien, Cavix Cervical Cage e Kit Cânula CORUS Spinal System-X.
A
fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização desses
materiais também estão suspensas.
Cateter
BD Angioccath apresenta resultado insatisfatório
A
agência também determinou o recolhimento do dispositivo BD Angioccath,
produzido pela Becton Dickinson Indústrias Cirúrgicas Ltda.
A
medida ocorreu após laudo da Fundação Ezequiel Dias (Funed) apresentar
resultado insatisfatório no ensaio de verificação de superfície.
Com
isso, a venda, distribuição e utilização do dispositivo estão suspensas. A nota
da Anvisa não informa ocorrência de eventos adversos em pacientes nem
especifica os lotes do BD Angioccath afetados.
Fonte _ Portal Afya
Anvisa proíbe venda de picolé com melatonina e suplemento de proteína
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta segunda (26),
recolher e proibir a comercialização de dois produtos alimentícios, um picolé e
um suplemento, por conterem ingredientes que não passaram por avaliação de
segurança.
O Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0.,
fabricado pela empresa ABB Gelateria Ltda, está proibido porque ingredientes do
produto, a melatonina e o inositol, foram autorizados apenas para uso em
suplementos alimentares e em composto líquido pronto para consumo
(inositol).
A
Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto Body Strong Proetein, sabor cacau, da marca Equaliv.
fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica.
O
suplemento alimentar contém peptistrong, que é uma proteína de fava
hidrolisada, ingrediente que não passou, segundo a Anvisa, por avaliação de
segurança para uso em alimentos.
Na
decisão, a Anvisa explica que houve publicidade irregular com a veiculação de
alegações terapêuticas de "prevenção de sarcopenia" e "suporte
nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas
emagrecedora (GLP-1)".
Como
não houve ausência de regularização sanitária, a Anvisa suspendeu também a
fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso do produto.
Fonte _ Agencia Brasil
domingo, 25 de outubro de 2026
Vacinação global contra sarampo caiu após Covid, com aumento de casos e mortalidade em 2023
De
2020 a 2023, a cobertura vacinal de crianças de até cinco anos contra o sarampo em
todo o mundo caiu, o que provocou um aumento
na incidência de casos e mortes pela doença, segundo pesquisa.
A
análise publicada pelo Global Burden of Diseases (Carga Global da Doença),
estudo epidemiológico mais abrangente no mundo, mostra que a incidência
de sarampo em crianças
de até cinco anos no mundo caiu de 52,2 milhões de casos, em 1990, para
11,1 milhões, em 2019 (ou uma redução de aproximadamente 79%). Porém, o número
saltou para 15,6 milhões em 2023, um aumento de 40%.
Em
relação à mortalidade,
em 1990 a taxa era de 148 mortes por cem mil crianças de até 5 anos e chegou a
15,3 mortes a cada cem mil em 2019 —registrando uma redução histórica de 90%. O
sarampo, então a quarta causa de morte em crianças dessa faixa etária, passou
ao 7º lugar, no final de 2019.
Já
em 2023, o número voltou a subir, chegando a 18,4 mortes por cem mil, um
aumento de 20%. No período que compreende os anos de 2020 a 2023, o sarampo foi
a sexta causa de morte em crianças com menos de cinco anos, com 118 mil mortes
registradas (eram 105 mil em 2019, ou um aumento de 12%).
O
estudo foi publicado na última quarta-feira (21) na revista especializada Nature
Medicine.
Dentre
as regiões analisadas que mais registraram aumento da incidência de casos e
mortes por sarampo entre 2019 e 2023 estão a África
Subsaariana (+57,3% de casos e +13,5% de mortes), o Sudeste Asiático (aumento
de 39,5% de casos e 27,2% de mortes) e o Norte da África (subida de 37,4% no
número de casos e 54% no de mortes).
A
cobertura da vacina contra o sarampo, cujo esquema
vacinal inclui duas doses —uma aos doze meses de idade e um reforço aos
15 meses— aumentou progressivamente de 1990 a 2019, mas o crescimento estagnou
a partir de 2020. A cobertura da D1 (primeira dose) era de 67,2% em 1990,
passando para 83,5% em 2019 e depois apresentando uma queda para 81% em 2023.
Para
a D2, a cobertura vacinal passou de 14,4%, em 1990, para 68,4%, em 2019, e
71,4%, em 2023 —que os autores reconhecem ser uma pequena melhora, mas ainda
ocorre em ritmo lento. Mais ainda, chamam a atenção para o número
de crianças zero-dose, número de crianças que não receberam a vacina na
idade indicada, que subiu de 19,3 milhões, em 2019, para 22,2 milhões em 2023.
Países
de alta renda, especialmente do continente europeu, tiveram, nos últimos anos,
a maior carga da doença em mais de 25 anos, com mais de 127 mil casos
registrados em países como Polônia, França, Alemanha e Itália.
No
estudo, os cientistas atribuem a estagnação
da cobertura a diversos fatores, incluindo fragilidades do sistema de saúde, dificuldades
no acesso a imunizantes e também a disruptura dos serviços de vacinação
durante a pandemia
da Covid.
Isso
pode refletir, em parte, o desmantelamento de políticas públicas de imunização,
o enfraquecimento da confiança
da população em imunizantes e a dificuldade para adesão ao programa
de vacinação em locais em conflito ou com outras emergências
sanitárias.
Para
garantir a imunidade de rebanho, a OMS (Organização
Mundial da Saúde) prevê uma cobertura de 95% ou mais para as duas doses da
vacina contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos. Estudo do Unicef
(Fundo das Nações Unidas para a Infância) apontou que, em todo o mundo, 48
milhões de crianças deixaram de ser vacinadas no período da pandemia.
Além
disso, alguns países, como os Estados
Unidos, viram um aumento substantivo do número de estados que aceitam
algum tipo de licença médica para negar a obrigatoriedade da vacina, passando
de 3,6% (em todo o território americano) para mais de 5% em 2023 —há hoje 17
estados onde algum tipo de desobrigação
da vacina é aceito.
O
caso do Brasil é particular, pois o país recebeu
a certificação de eliminação do sarampo pela Opas-OMS em 2016, mas a
perdeu em 2019, com aumento de casos registrados da doença. O país registrou,
de 2020 a 2022, quatro das principais vacinas do calendário infantil (BCG,
pólio, DTP e tetraviral) abaixo da meta. Estes indicadores começaram a crescer
em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), e
chegaram a uma cobertura
preconizada em 15 dos 16 imunizantes infantis no final de 2024.
Em
2024, com a recuperação das taxas de cobertura vacinal e sem registros de casos
autóctones desde 2022, o país
voltou a receber a certificação de eliminação do sarampo.
Casos
de sarampo registrados
neste ano em São Paulo, porém, preocupam especialistas.
Com
novo registro na capital paulista, São Paulo chega a 41 casos de sarampo
Estado
de Nova York declara emergência por sarampo
EUA
registra recorde de casos de sarampo em 35 anos
Pensilvânia
confirma quinta morte por sarampo em pior surto dos EUA
Nos
EUA, surto de sarampo em comunidades amish faz famílias repensarem vacinação
Estudo
aponta cinco estratégias para reduzir hesitação vacinal
"O
sarampo, quando a cobertura vacinal cai muito abaixo dos 95% [preconizados], é
muito difícil controlar" afirma a epidemiologista Denise Garrett,
vice-presidente do Sabin Vaccine. "Uma pessoa infectada pode infectar
outras 15 pessoas, por isso é importante que a gente olhe a situação com muita
preocupação."
Também
em 2024, o presidente Donald Trump
escolheu como seu secretário
na área de saúde Robert F. Kennedy Jr., conhecido por suas posições
publicamente contrárias às vacinas. Assim como o presidente Trump, ele
já associou as vacinas
contra sarampo ao autismo, o que não tem respaldo científico.
Os
Estados Unidos estão no momento enfrentando um dos piores
surtos de sarampo das últimas décadas, com 4.588 casos e cinco mortes
confirmadas.
Segundo
Garrett, é muito mais fácil perder a confiança nas vacinas do que recuperá-la.
"Qualquer governo que enfraqueça os programas de imunização ou legitime a
desinformação sobre vacinas estará aumentando o risco de surtos e colocando em
perigo conquistas de saúde pública
que levaram décadas para serem alcançadas."
O
mesmo tipo de campanha foi divulgada, durante o início da pandemia, pelo então
presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL). O
ex-presidente disse publicamente não confiar nas vacinas.
Um
estudo do SoU_Ciência (Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência), da
Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), de 2023, apontou que a rejeição
à vacinação entre os eleitores de Bolsonaro chega a 27,2% contra 2,2%
dos que declaram apoio a Lula.
A
desconfiança na vacinação está também nos discursos do candidato à Presidência
da República, Flávio
Bolsonaro (PL), filho primogênito de Jair. Ele já questionou a
vacinação e disse que "a vacina [da Covid-19] não foi testada como as
outras sempre foram", uma alegação falsa, já que os estudos
das vacinas contra a Covid passaram por todos os ritos necessários. O
candidato do PL também afirmou, durante a CPI da Covid, que "não iria
tomar a vacina" por "recomendação médica".
Em
entrevistas posteriores, já cotado para a candidatura à presidência, Flávio
disse que se vacinou, em uma tentativa de se distanciar
de posicionamentos antivacina.
O projeto
Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como
objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.
Fonte _ Folha/SP
Eleições 2026 I Cobertura do segundo turno das eleições para Governo do Acre e Presidência
O
ac24horas promove mais uma supercobertura das Eleições 2026.
Mais
de 158 milhões de eleitoras e eleitores voltam às urnas para o 2º turno.
Brasileiras
e brasileiros escolhem presidente e vice-presidente da República.
Em
cinco estados e no Distrito Federal, também há votação para governadora ou
governador.
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
InfoGripe: três estados têm incidência de SRAG em nível de alerta ou risco, com sinal de crescimento
Divulgada
nesta quinta-feira (22/10), a
nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que o número de
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal
de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilização
ou oscilação na tendência de curto prazo (últimas três semanas). No entanto,
segundo os pesquisadores, 3 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam
incidência de SRAG em nível de alerta ou risco (últimas duas semanas) com sinal
de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana
Epidemiológica (SE) 41: Goiás, Mato Grosso e Sergipe. A análise é
referente à SE 41, período de 11 a 17 de outubro.
Em
Sergipe, o aumento de SRAG tem sido impulsionado pelo metapneumovírus, enquanto
em Goiás está associado principalmente ao rinovírus. Em ambos os estados, o
aumento ocorre especialmente entre crianças pequenas. Em Mato Grosso, o aumento
de SRAG tem sido impulsionado principalmente pela Covid-19. Além disso, três UF
também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco,
porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Mato Grosso do Sul,
Roraima e Santa Catarina.
Segundo os pesquisadores do InfoGripe, “apesar de o número de casos de SRAG por Covid-19 estar em níveis baixos na maior parte do país, é importante que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão com as doses de reforço da vacina em dia. Lembrando que idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses. Os demais grupos de risco devem tomar a dose de reforço uma vez ao ano”.
Estados
e capitais
Em
nível nacional, observa-se um aumento dos casos de SRAG por metapneumovírus,
além de um leve crescimento dos casos graves por rinovírus e Covid-19. No
entanto, os casos graves por Covid-19 permanecem em níveis baixos no país.
Os
casos de SRAG por metapneumovírus estão aumentando principalmente nos estados
do Centro-Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa
Catarina) e Nordeste (Bahia, Pernambuco e Sergipe). Em relação à Covid-19, há
sinais de aumento dos casos graves em Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.
No entanto, nesses dois últimos estados, a incidência de SRAG por Covid-19
permanece em níveis muito baixos.
De
acordo com o InfoGripe, 5 das 27 capitais apresentam nível de atividade
de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de
crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a
Semana 41: Aracaju (SE), Cuiabá (MT), João Pessoa (PB), Palmas (TO) e Rio de
Janeiro (RJ).
O
aumento de SRAG em Aracaju e Cuiabá ocorre especialmente entre crianças
pequenas, enquanto, em Palmas, concentra-se nas crianças e adolescentes de 5 a
14 anos. Em João Pessoa, o aumento é observado principalmente na faixa etária
de 50 a 64 anos. Na capital do Rio de Janeiro, ocorre entre crianças menores de
2 anos, adolescentes e adultos de 15 a 64 anos.
Além
disso, quatro capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de
alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de
longo prazo: Belém (PA), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Rio Branco
(AC).
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 3,4% de influenza A, 5,3% de influenza B, 12% de vírus sincicial
respiratório (VSR), 53,7% de rinovírus e 5,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre
os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 6,9% de influenza A, 9,8% de influenza B, 8,8% de vírus
sincicial respiratório, 38,2% de rinovírus e 23,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 166.131 casos de SRAG, sendo
88.981 (53,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 60.426 (36,4%) negativos, e ao menos 7.416 (4,5%) aguardando
resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão
sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de
notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado. Dentre os
casos positivos do ano corrente, observou-se 15,8% de influenza A, 5,5% de
influenza B, 39,4% de vírus sincicial respiratório, 33% de rinovírus, e 3,8% de
Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
A
incidência e mortalidade semanal média1, nas últimas oito semanas
epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das
faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais
elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com
a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior
entre os idosos, tendo como principal causa o rinovírus, VSR, influenza A e
Covid-19.
O
rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças
pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas
etárias.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham
as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é
permitida a divulgação de “conteúdo meramente informativo ou de serviço ao
cidadão”.
Fonte _ FioCruz
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Ministério da Saúde inicia oferta no SUS de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia em todas as regiões do país
O Ministério
da Saúde começa a ofertar, a partir dessa semana, nove novos medicamentos para
tratamento de câncer no SUS. São produtos de alta tecnologia, que impactam na
sobrevida e qualidade de vida dos pacientes com câncer de mama, próstata,
pulmão e linfomas, entre outros. A expectativa é chegar a 23 novos fármacos
oncológicos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas na rede pública
de saúde. Esta é a maior inclusão tecnológica para o cuidado do câncer já
realizada e atenderá 100% da demanda por esses produtos.
Muitos
desses medicamentos eram aguardados há mais de dez anos: estavam incorporados
ao SUS, mas sem a efetiva oferta nos serviços. A mudança veio com o Agora Tem
Especialistas, iniciativa lançada em 2025 pelo Ministério da Saúde que visa
consolidar a maior rede pública de cuidado do câncer para reduzir o tempo de
espera por diagnóstico e tratamento no SUS. Em relação à oferta de
medicamentos, foi instituída a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco)
que definiu como cada tecnologia chegaria à população.
“Estamos
ampliando e qualificando a rede de câncer em todo o país com o que tem de mais
moderno e avançado. É uma transformação que coloca os pacientes no centro do
cuidado, garantindo mais acesso a exames, diagnósticos precisos e tratamentos
adequados, no tempo certo. Também estamos fortalecendo as condições de trabalho
dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública
cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, afirma o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
Para
viabilizar a oferta dos 23 novos medicamentos, o Ministério da Saúde assumiu a
compra e negociação direta de 10 fármacos, articulou a realização de uma ata de
preço para aquisição com menor preço pelos estados de outros nove e, para os
outros quatro, ampliou os repasses para garantir o custeio nos serviços
oncológicos do SUS. O impacto será R$ 4 bilhões por ano.
Novos
medicamentos têm 13 indicações de câncer, com impacto na qualidade de vida
Os
nove novos medicamentos são para 13 indicações diferentes para tratamento de
câncer, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas. A disponibilização
tem início em 20 centros de tratamento, localizados em todas as regiões do
Brasil. A expectativa é expandir para todos os demais centros do país até o fim
do ano. O impacto anual só na aquisição desses produtos será de R$ 155,4
milhões por ano.
A
lista inclui medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado
para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede
privada. Com a oferta no SUS, o acesso será ampliado para todos os pacientes
que precisam desse tratamento. Outro medicamento que passa a ser ofertado
para uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, opção para pacientes
com câncer renal metastático. Já o trastuzumabe, utilizado no SUS para o
tratamento do câncer de mama, tem seu uso ampliado para pacientes com câncer de
estômago.
Esses
nove tratamentos atuam de formas diferentes, de acordo com o tipo de tumor, o
estágio da doença e o perfil de cada paciente. Entre os principais benefícios
estão o aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. Há ainda indicações
para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o
objetivo de evitar que a doença volte.
As
unidades de saúde que participam desta etapa de implementação estão localizadas
em 17 estados contemplando toda as regiões do país: SP, PR, BA, CE, PE, PI, PA,
AM, RJ, PB, DF, MG, GO, RO, RS, TO, SE. Os pacientes serão atendidos por
equipes capacitadas e com familiarização ao novo sistema, que está mais digital
e integrado e com os fluxos de solicitação, registro e controle dos tratamentos
mais modernos.
Saiba
quais são os novos medicamentos
- trastuzumabe — câncer de
estômago ou junção esofagogástrica;
- abemaciclibe — câncer de
mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +) ou avançado/metastático;
- acetato de
lanreotida
— tumores neuroendócrinos;
- pazopanibe — câncer de
rim de células claras metastático;
- rituximabe — leucemia
linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso;
- abiraterona — câncer de
próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e
sensível à hormonioterapia e metastático
- gefitinibe — câncer de
pulmão não pequenas células em primeira linha
- TSH
recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide
com indicação de iodo radioativo
- sunitinibe — câncer de
rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após
falha ao imatinibe
SUS
distribui exame para início do rastreamento do câncer de intestino
O
SUS, agora, passará a indicar o rastreamento de câncer de intestino. Uma mudança
fundamental para o diagnóstico precoce da doença. O Ministério da Saúde começa
a distribuir para os estados 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para o
rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades
Básicas de Saúde (UBS), com início em novembro em capitais e municípios com
mais de 500 mil habitantes.
O
FIT será utilizado como exame de triagem para identificar quais pessoas
precisarão realizar colonoscopia para confirmação do diagnóstico. A estratégia
é voltada a homens e mulheres assintomáticos, entre 50 e 75 anos. De realização
simples e semelhante a um teste de gravidez, o método detecta pequenas
quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de
pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer colorretal. O exame tem precisão de
até 92%.
Entre
as vantagens do FIT estão a praticidade, a rapidez do resultado e o menor
custo. O método também permite direcionar a realização de colonoscopias para
quem apresenta indicação, evitando procedimentos invasivos e desconfortáveis
desnecessários em pessoas com resultado negativo.
Diferentemente
do rastreamento do câncer colorretal, que será iniciado, o rastreamento do
câncer do colo do útero já está em implementação no SUS, por meio do teste
DNA-HPV. Como complemento, o Ministério da Saúde financiará a citologia reflexa
em meio líquido, que utiliza a mesma coleta para avaliar amostras com sinais de
alerta. O investimento anual será de R$ 2,7 milhões para mais de 131 mil
testes.
Com
investimento de R$ 46 milhões por ano, o Ministério da Saúde passa a custear as
cirurgias videotorácicas oncológicas, que contemplam principalmente o câncer de
pulmão. A técnica utiliza pequenas incisões, câmera e instrumentos específicos
e é minimamente invasiva. As melhorias para os pacientes incluem a redução do
tempo de internação e as complicações pós-operatórias.
Ministério
da Saúde garante reajuste do valor dos procedimentos para diagnósticos mais
rápidos e precisos
Com
a Nova Tabela Agora Tem Especialistas, o Ministério da Saúde está enterrando de
vez a antiga tabela SUS e garantindo pagamentos três a quatro vezes maiores aos
serviços de saúde. No caso da assistência oncológica, parte desses reajustes
estão sendo realizados agora tanto para ampliar o acesso dos pacientes aos
tratamentos quanto para acelerar o resultado dos exames, garantindo diagnóstico
precoce.
Um
dos reajustes realizados é o do recurso anual destinado à iodoterapia para o
tratamento do câncer de tireoide, que passa por ampliação de 246%. O
aumento é de R$ 5,2 milhões para R$ 18 milhões por ano e financia seis tipos de
procedimentos. A atualização busca corrigir defasagens, considerando custos
como a aquisição do iodo-131, o transporte do radiofármaco, a equipe
assistencial, a proteção radiológica, os insumos, a manutenção da estrutura e o
gerenciamento de rejeitos.
Para
os medicamentos aplicados na veia, o repasse por procedimento passará a ser
quatro vezes maior. Já para os medicamentos orais, o valor dobrará. A medida
atende a uma demanda antiga dos serviços de saúde habilitados em oncologia,
relacionada à necessidade de adequar os valores pagos às condições para a
oferta do tratamento no SUS.
Os
valores dos procedimentos de anatomia patológica no SUS também passam por
atualização para fortalecer os serviços de diagnóstico e ampliar a capacidade
de atendimento da rede pública. Dentre os procedimentos estão biópsias e peças
cirúrgicas. A iniciativa fortalece os Centros Regionais de Patologia Digital e
Telepatologia (CERPAT), que apoiam a análise de biópsias. Dos oito centros
previstos, três já foram inaugurados, em Manaus (AM), Teresina (PI) e
Diamantina (MG), e cinco estão em obras. Os serviços poderão receber até R$ 30
mil mensais de incentivo, conforme os critérios estabelecidos.
A
estratégia inclui ainda o Super Centro Brasil para o Diagnóstico de Câncer, em
parceria com o A.C. Camargo Câncer Center que é o maior hospital exclusivo de
câncer do Brasil e agora recebe as lâminas de biópsias de diferentes estados do
país para acelerar os resultados. Em alguns estados, demoravam seis a sete
meses para um resultado e, com essa parceria, reduziu para oito dias.
A
medida prevê ainda o reajuste dos valores de exames e testes diagnósticos para
diferentes tipos de câncer, além da inclusão de novos procedimentos no
SUS. São contemplados, por exemplo, sequenciamento genético e teste de
biologia molecular. A iniciativa considera a complexidade e o custo de cada
exame e conta com investimento anual de R$ 14,5 milhões.
Grupo
de trabalho para o câncer infantojuvenil de retinoblastoma
O
Ministério da Saúde criará um grupo de trabalho para elaborar a primeira linha
de cuidado do câncer infantojuvenil no Brasil voltada ao retinoblastoma, tumor
que afeta a retina. A iniciativa é inédita e tem como objetivo estabelecer uma
referência para organizar a assistência a crianças e adolescentes com esse tipo
de câncer no SUS, com foco no diagnóstico precoce, na definição dos fluxos de
atendimento e no encaminhamento oportuno para serviços especializados.
O
principal sinal de alerta para a doença é um reflexo branco na pupila, que pode
estar associado ou não ao estrabismo. As crianças com menos de 5 anos são as
mais atingidas. O diagnóstico precoce é determinante para o prognóstico. Quando
identificada rapidamente e tratada em serviço especializado, a sobrevida global
supera 90%, com possibilidade de preservação do globo ocular e da visão.
Programa
Nacional de Apoio à Atenção Oncológica
O
incentivo fiscal do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon)
será prorrogado até 2031. O edital, que é destinado para instituições privadas
sem fins lucrativos está com inscrições abertas até 26 de outubro.
O
Pronon apoia projetos de prevenção e combate ao câncer, incluindo ações de
diagnóstico, tratamento, reabilitação e pesquisa. Em oito anos, mais de 2500
entidades foram habilitadas e mais de 1470 projetos aprovados.
Fonte _ Saúde.gov







