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domingo, 28 de junho de 2026

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | África do Sul x Canadá | Fase 16 avos | Fase Final

 


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24hs de SPA | GTWC 2026 [live grande premio]

 


AO VIVO, 24 HORAS DE SPA 2026

Acompanhe ao vivo no GRANDE PRÊMIO a edição 2026 das 24 Horas de Spa, uma das corridas mais importantes, desafiadoras e tradicionais do automobilismo mundial.

Durante 24 horas, os melhores pilotos, equipes e fabricantes do planeta enfrentam o lendário circuito de Spa-Francorchamps em uma prova marcada por velocidade, estratégia, tráfego intenso, mudanças climáticas e batalhas emocionantes até a bandeirada final.

Ferrari, Porsche, BMW, Mercedes-AMG, Lamborghini, McLaren, Aston Martin e outras marcas disputam a vitória em uma das joias da Tríplice Coroa informal do endurance GT.

O GRANDE PRÊMIO, a casa do endurance no Brasil, transmite ao vivo a corrida completa com imagens, narração e comentários em português.

Data: 27 de junho de 2026

Horário: 10h30, GMT-3

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 Grande Prêmio


Moto GP

 Grande Prêmio da Holanda, válido pela 10ª etapa da temporada, realizado no tradicional TT Circuit Assen


Hora de relaxar e curtir com os fãs antes da grande corrida 😎 #DutchGP 🇳🇱

A corrida principal da categoria rainha está prevista para começar às 05h00 (horário de Brasília).

A programação completa do dia inclui:

  • 03h40 - Warm Up MotoGP
  • 05h00 - Corrida Principal MotoGP
  • 06h15 - Pódio e coletiva

Você pode acompanhar as transmissões oficiais no Brasil pelos canais ESPN ou através da plataforma de streaming por assinatura

 MotoGP

Jornais - informações na madrugada

 

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sábado, 27 de junho de 2026

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Jordânia x Argentina e Argélia x Áustria | 3ª e última Rodada Grupo J | Fase de Grupos

 




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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Colômbia x Portugal e RD Congo x Uzbequistão | 3ª e última Rodada do Grupo K | Fase de Grupos

 



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Festival de Parintins 2026 | 2ª Noite | A Crítica

 


Acompanhe todos os detalhes da passagem de som dos bois Garantido e Caprichoso do segundo dia de apresentações do festival de Parintins 2026.

Obs: Está será uma única live para os dois bois, fique ligado!

 Portal A Crítica

Obesidade custa até R$ 44,6 bilhões por ano aos cofres públicos do Brasil, diz estudo

 


A prevalência do sobrepeso ou obesidade pode ter um custo equivalente a R$ 41,7 bilhões e R$ 44,6 bilhões por ano aos cofres públicos brasileiros, o equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, aponta análise conduzida pelo Instituto Cordial, realizador do Painel Brasileiro da Obesidade.

O valor pode ultrapassar R$ 60,5 bilhões até 2033, de acordo com o levantamento, financiado pela Novo Nordisk, farmacêutica que produz as canetas Ozempic e Wegovy.

Para chegar aos números, os pesquisadores adaptaram ao contexto brasileiro um modelo fiscal internacional desenvolvido pela consultoria GMAS (Global Market Access Solutions), cruzando dados de saúde, mercado de trabalho e arrecadação tributária.

A análise cruzou microdados da última edição da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), de 2019, com variáveis de gênero, idade e mortalidade para medir o peso da obesidade em três frentes: custos no sistema de saúde, reflexos na renda e empregabilidade no mercado de trabalho e o impacto fiscal nas contas do governo.

Para chegar aos valores finais, os pesquisadores aplicaram modelos de regressão estatística que compararam os indicadores reais de 2024 com um cenário hipotético de "prevalência zero" da enfermidade.

O maior bloco trata dos custos de saúde associados à doença e suas comorbidades, que alcançam R$ 29,56 bilhões anuais.

Em seguida, vem a perda de arrecadação tributária, estimada em R$ 9,94 bilhões —dos quais R$ 7,35 bilhões são em impostos diretos, e R$ 2,59 bilhões em indiretos.

Gastos com invalidez somam R$ 6,05 bilhões por ano, considerando que mais de 240 mil aposentadorias no Brasil estão associadas às condições.

Dentro do sistema público de saúde, os custos diretos associados à obesidade já ultrapassam R$ 1,89 bilhão ao ano. Do total, R$ 911,6 milhões correspondem a internações hospitalares e R$ 983,8 milhões, a gastos com medicamentos.

Luís Fernando Villaça Meyer, diretor de operações do Instituto Cordial, diz que esse valor, na verdade, chega a R$ 29,56 bilhões se forem avaliadas outras doenças associadas à obesidade, como hipertensão, diabetes e dislipidemias, e os custos associados a elas.

Pesquisas avaliadas pelos autores apontam que, em 2022, o Brasil gastou US$ 654 milhões (cerca de R$ 3,4 bilhões) com doenças crônicas não transmissíveis associadas a sobrepeso e obesidade no SUS (Sistema Único de Saúde), com destaque para doenças cardiovasculares, respiratórias e neoplasias.

Cada ponto adicional no IMC (Índice de Massa Corporal) médio da população representa um custo extra de R$ 387,3 milhões ao sistema público de saúde por ano, afirma o estudo.

Outro dado levantado é a disparidade do impacto entre homens e mulheres no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, mulheres com obesidade recebem salários entre 4% e 9% menores do que mulheres sem a condição. A diferença pode chegar a 15%.

A análise dos microdados da PNS de 2019 mostrou que a participação de mulheres na força de trabalho cai progressivamente conforme o IMC aumenta, mas o padrão não se repete entre homens com a mesma intensidade.

"O impacto cultural no corpo das mulheres é muito pior. Isso no mercado de trabalho se reflete em salários mais baixos também, cargos piores, e isso acaba impactando na massa salarial das pessoas", afirma Meyer, complementando que isso também afeta a arrecadação tributária.

Para os homens, parte dos modelos analisados mostra que a obesidade não apresenta efeito estatisticamente significativo sobre salários, enquanto em outros, está associada a melhores resultados.

Para Meyer, não necessariamente a obesidade em homens está associada ao sucesso na carreira, mas talvez homens em posições de liderança apresentam maior índice de obesidade.

O estudo conclui que investir em prevenção e tratamento é uma estratégia fiscal, além de sanitária. Segundo os autores, pequenas reduções na prevalência da doença têm efeito imediato nas contas públicas: cada 1% de queda nos índices de obesidade gera uma economia de R$ 444,6 milhões por ano.

Para que esse cenário seja alcançado, Meyer reforça a necessidade do investimento em políticas públicas. "A obesidade já está sendo entendida como doença e tem que ser lidada no contexto da saúde pública. Então, sua resposta vai no caminho de o que a gente tem que fazer na saúde pública."

Segundo ele, o caminho passa pela atualização das linhas de cuidado nacionais, envolvendo equipes multiprofissionais e a capacitação desses profissionais para o acolhimento da pessoa com obesidade. "A palavra de ordem agora é implementação de política pública", afirma.

O tratamento da obesidade tem ganhado maior atenção com a popularização dos medicamentos análogos ao GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. No Brasil, os medicamentos autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento da obesidade são: Saxenda e Olire (liraglutida), Wegovy e Poviztra (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida), Povitztra (semaglutida).

No último mês, a Novo Nordisk fez uma nova submissão à Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) para incorporar o medicamento Wegovy no sistema público de saúde brasileiro. A proposta da farmacêutica é atender pacientes com obesidade que já sofreram infarto.

Na submissão feita em 2025, abrangendo um público mais amplo, a comissão negou o pedido ao apontar impacto de até R$ 8 bilhões aos cofres públicos. Por isso, a empresa diz ampliar o desconto para 59%, estimando que 38.598 pacientes poderão receber o tratamento, ao custo de R$ 500 milhões a R$ 650 milhões por ano.

"A proposta considera dados clínicos robustos, incluindo evidências de redução de eventos cardiovasculares, e foi estruturada para apoiar uma avaliação de custo-efetividade no contexto do SUS", afirma o vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil, Leonardo Bia.

Fonte _ Folha/SP

Casos de bronquiolite em bebês caem após chegada de vacina para gestantes no SUS

 


Os casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causados pelo VSR (vírus sincicial respiratório) caíram entre bebês de até seis meses depois que o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a oferecer a vacina contra o VSR para gestantes, em dezembro do ano passado. O vírus é a principal causa de bronquiolite e de internações por doenças respiratórias em bebês.

Segundo dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), foram registrados 14.677 casos nessa faixa etária até a 20ª semana epidemiológica (23 de maio), o menor número desde 2023. A queda é de 16,6% ante o mesmo período de 2025, quando houve 17.604 registros.

Aplicada na gestante a partir da 28ª semana de gravidez, a vacina protege o bebê por meio da transferência de anticorpos pela placenta, do nascimento até os seis meses de vida, intervalo em que os recém-nascidos correm maior risco de formas graves da doença.

A queda de casos graves aparece só nessa faixa etária. Entre crianças mais velhas, fora do alcance da proteção materna, os casos subiram até 23 de maio, na comparação com o mesmo período de 2025, e atingiram o maior patamar da série. Na faixa de 6 a 12 meses, passaram de 9.967 para 11.161 (alta de 12%); entre 1 e 2 anos, de 10.103 para 11.466 (13,5%); e entre 2 e 4 anos, de 8.597 para 10.121 (17,7%).

Esse contraste sustenta a relação entre a vacina e a queda de casos de bronquiolite entre bebês de até 6 meses, segundo Tatiana Portella, pesquisadora do InfoGripe.

"Como essa tendência de redução das hospitalizações no grupo vacinado não foi observada no grupo não vacinado, é muito provável que essa diminuição seja decorrência da vacina", afirma.

Os bebês de até seis meses costumam concentrar o maior volume de casos graves. Como as faixas mais velhas tiveram alta neste ano, seria de esperar aumento também entre os recém-nascidos.

O pediatra Eduardo Jorge Lima, presidente do Departamento de Imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), afirma que os dados que mostram redução de casos de SRAG por VSR em bebês de até seis meses são consistentes com o que se espera da estratégia, mas alerta que ainda não permitem concluir relação de causa e efeito.

"Os dados são bastante interessantes porque mostram uma redução justamente na faixa etária que esperamos proteger com a vacinação materna. Esse achado é biologicamente plausível e compatível com o mecanismo de ação da vacina", afirma. "Mas é importante diferenciar associação de causalidade."

Segundo ele, são necessários estudos de efetividade mais amplos para confirmar o impacto da estratégia. Esses estudos, segundo Portella, estão sendo conduzidos pela Fiocruz, mas ainda sem data para divulgação.

Para as crianças que não são alcançadas pela vacina materna, as alternativas são limitadas. Não há vacina contra o VSR voltada a crianças mais velhas.

O que o SUS oferece a parte desse público é o nirsevimabe, anticorpo de ação imediata contra o vírus. Lima afirma que as duas estratégias, com a vacina para a gestante, são complementares e ampliam a proteção dos bebês contra uma das principais causas de internação no primeiro ano de vida.

Ele é voltado para recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias, e para crianças de até 23 meses com comorbidades como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

Diferentemente da vacina, que estimula o organismo a produzir a própria resposta ao longo do tempo, o nirsevimabe é um anticorpo pronto, que age logo após a aplicação.

O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por 40% dos registros de pneumonia em crianças menores de dois anos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2025, o país registrou 120.176 casos de Srag por vírus respiratórios; desses, 43.946 (36,6%) foram causados pelo VSR, e 36.218 hospitalizações ocorreram em menores de dois anos.

Fonte _ Folha/SP

Desastres hidrológicos expõem desigualdades em saúde no Brasil

 


Enchentes, inundações e enxurradas já atingiram milhares de pessoas no Brasil, deixando perdas materiais, danos à infraestrutura e mortes. Um estudo que analisou desastres hidrológicos registrados no país entre 2000 e 2023, a partir de índices inéditos, mostra que as perdas humanas e os prejuízos à infraestrutura de saúde não se distribuem de forma uniforme no país, e seus impactos atingem com mais intensidade a Região Norte.

O estudo, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), se debruçou em avaliar os prejuízos imediatos causados por desastres hidrológicos no Brasil, tendo como foco as perdas humanas e danos à infraestrutura de saúde. Realizada em parceria com pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Federal do Alagoas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e da London School of Hygiene and Tropical Medicine, a pesquisa desenvolveu três indicadores para medir esses impactos.

Um deles é o Índice de Perdas Humanas (Human Loss Index - HLI), composto por informações sobre mortes, feridos, enfermos, desabrigados, desalojados e desaparecidos. Há ainda o Índice de Perdas na Infraestrutura de Saúde (Health Infrastructure Loss Index - HII), que considera a quantidade de unidades de saúde danificadas ou destruídas, o valor monetário dos danos materiais às instalações de saúde pública e prejuízos associados à assistência médica, à saúde pública e ao atendimento médico de emergência. E o Índice Geral de Severidade (General Severity Index - GSI), que combina os dois anteriores.

A partir de dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), os pesquisadores analisaram a frequência, intensidade e distribuição desses eventos ao longo do tempo e do território brasileiro. Embora muitas vezes tratados como “naturais”, esses desastres resultam da combinação entre mudanças climáticas, vulnerabilidades socioeconômicas, ação humana e ausência ou inadequação de políticas públicas, atingindo com maior intensidade populações já vulnerabilizadas e regiões com menor capacidade de resposta.

De acordo com a pesquisadora líder do estudo, Gisele Paixão Pereira, as perdas humanas apresentam maior distribuição no território brasileiro, mas no que tange a infraestrutura de saúde, a análise indicou uma maior concentração dos impactos na Região Norte. “Do ponto de vista territorial, os municípios da região amazônica, especialmente Japurá e Atalaia do Norte, registraram os maiores índices combinados de perdas. Esses resultados refletem vulnerabilidades associadas ao isolamento geográfico, à fragilidade da infraestrutura local e às desigualdades socioeconômicas”, explica.

Ainda segundo a pesquisadora, o impacto dos desastres hidrológicos na Região Norte também está associado à presença de populações indígenas, que costumam ser mais vulnerabilizadas historicamente aos impactos dos eventos climáticos extremos. O mesmo ocorre com populações ribeirinhas e moradores de municípios isolados.

“No Norte, os impactos são agravados pela fragilidade das unidades de saúde, marcada por deficiências estruturais, ausência de protocolos de emergência e escassez de recursos humanos e materiais, o que frequentemente leva à interrupção dos serviços durante eventos extremos”, pontua.

Os territórios refletidos nos impactos

Em nível nacional, os resultados sugerem que a ocorrência de desastres afetou principalmente áreas residenciais, em vez de instalações de saúde pública. E, ao longo dos anos, as perdas humanas variaram menos, com alguns picos em 2006, 2011, 2015 e 2019. Já os danos à infraestrutura de saúde, ocorreram com menor frequência, com valores máximos em 2012, 2019 e 2023. Nesses casos, a capacidade de atendimento em momentos críticos foi comprometida.

Os municípios pequenos, isolados e socialmente vulnerabilizados são os que mais sofreram com os impactos de desastres hidrológicos no Brasil, locais onde as unidades de saúde operam com fragilidades estruturais, escassez de profissionais e limitações de recursos. Os maiores níveis de severidade foram identificados em municípios do Amazonas, com destaque para Japurá, que registrou o maior Índice Geral de Severidade, seguido por Careiro da Várzea e Atalaia do Norte, todos no estado do Amazonas.

Além deles, os autores identificaram municípios severamente afetados em diferentes regiões do país. No Nordeste, inundações têm se tornado uma ameaça crescente, agravada por vulnerabilidades sociais e deficiências estruturais. No Sul e Sudeste, a maior renda média não elimina fragilidades na infraestrutura urbana e na gestão de riscos. Esse resultado evidencia que os impactos dos desastres hidrológicos não se restringem à Amazônia, alcançando também regiões com perfis socioeconômicos e capacidades institucionais distintas.

“Os desastres hidrológicos no Brasil são fortemente influenciados por desigualdades sociais, planejamento urbano deficiente e políticas preventivas frágeis. As perdas humanas e de infraestrutura de saúde afetam desproporcionalmente as populações vulnerabilizadas, agravando as desigualdades pré-existentes”, observa Gisele.

Diante do aumento da frequência e intensidade dos eventos extremos associados às mudanças climáticas, Gisele e os demais autores defendem estratégias integradas que combinem adaptação climática, redução da pobreza e das desigualdades sociais e regionais, bem como o fortalecimento da infraestrutura pública urbana e de saúde. Ela também destaca que as iniciativas internacionais, como o acordo global adotado pelas Nações Unidas, o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), frisam a importância da redução da mortalidade, quantidade de pessoas afetadas e perdas econômicas nas consequências de desastres. Para isso, Gisele destaca a importância de haver monitoramento e relatos dos impactos de eventos extremos. Uma das maneiras de realizar isso é tendo os índices desenvolvidos como ferramenta.

“A construção desses indicadores pode funcionar como uma ferramenta estratégica para a governança do risco de desastres, apoiando gestores na identificação de áreas mais vulneráveis, na priorização de investimentos preventivos e no planejamento de ações de resposta, recuperação e reconstrução”, enfatiza Gisele. Os resultados do estudo apontam que cidades mais preparadas e menos vulnerabilizadas socialmente tendem a sofrer menos perdas diante de eventos climáticos extremos.

Fonte _ FioCruz

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Panamá x Inglaterra e Croácia x Gana | 3ª e última Rodada Grupo L | Fase de Grupos

 



Assista à Panamá x Inglaterra e Croácia x Gana AO VIVO E COM IMAGENS, pela 3ª e última rodada da Fase de Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026™ na CazéTV!

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Tirando o Delay da transmissão do jogo no YouTube na TV

Vacina da gripe: entenda como acontece a vigilância do vírus influenza e a escolha das cepas que compõem o imunizante

 


Todos os anos, meses antes da vacinação contra a gripe começar, cientistas de diferentes partes do mundo se deparam com uma pergunta crucial: quais versões do vírus influenza terão maior probabilidade de circular nas temporadas seguintes de influenza nos hemisférios Norte e Sul? A resposta é construída com o auxílio de uma extensa rede global de vigilância que monitora continuamente a evolução do vírus e orienta a composição das próximas vacinas que serão produzidas – caso da versão trivalente fabricada pelo Instituto Butantan e disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Trata-se de um esforço contínuo coordenado pela Organização Mundial da Saúde [OMS], que envolve centenas de laboratórios distribuídos por mais de 130 países”, afirma a especialista em vírus respiratórios e pós-doutoranda do Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS) do Instituto Butantan Isabela Carvalho Brcko.

Esse trabalho de vigilância permite transformar dados coletados em diferentes partes do globo na composição de milhões de doses capazes de proteger a população contra o Influenza, vírus em constante transformação. Segundo dados da OMS, cerca de um bilhão de casos de gripe sazonal ainda ocorrem todos os anos no mundo, dos quais três a cinco milhões podem evoluir para quadros mais graves.
 

Nem todo vírus da gripe é igual

O vírus influenza possui uma série de peculiaridades, a começar pela sua variedade. Hoje, existem três tipos do agente infeccioso conhecidos pela comunidade científica e que circulam entre os humanos: o Influenza A, B e C – porém, apenas os dois primeiros podem provocar epidemias sazonais. 

A chamada gripe “A”, por exemplo, é classificada em subtipos de acordo com a combinação de duas proteínas encontradas em sua superfície: a hemaglutinina (HA), que está associada ao reconhecimento e à infecção das células do trato respiratório; e a neuraminidase (NA), responsável pela liberação de partículas virais no organismo.

Até o momento, já foram descritos 18 subtipos de hemaglutinina e 11 de neuraminidase. As combinações que circulam amplamente entre a população humana são influenza A(H1N1) e A(H3N2); por conta disso, ambos os subtipos precisam ser contemplados na formulação da vacina da gripe.

Embora também possua hemaglutinina e neuraminidase, o vírus influenza “B” é subdividido de acordo com suas duas linhagens conhecidas: Victoria e Yamagata. Porém, desde 2020, não há registros de circulação dessa última linhagem. A hipótese dos cientistas é que o subtipo possa ter sido extinto devido às restrições sanitárias e sociais impostas pela pandemia de Covid-19. Sendo assim, a OMS vem recomendando apenas a inclusão da cepa Victoria na composição do imunizante trivalente. 


Um vírus em constante transformação

Outra característica relevante do vírus influenza é sua rápida capacidade de sofrer mutações – uma estratégia biológica e evolutiva que assegura a “sobrevivência” do microrganismo. “Geralmente, essas transformações se acumulam na região do epítopo, a ‘cabeça’ da hemaglutinina. A área é responsável por reconhecer e se fixar nas células saudáveis do hospedeiro”, explica Isabela Brcko.

Com o passar do tempo, essas mutações vão se acumulando até que o vírus acabe “escapando” da resposta imunológica do organismo, dando origem a uma nova variante do vírus. É justamente por conta dessa variação antigênica que uma pessoa pode se infectar várias vezes com os vírus influenza ao longo da vida, o que gera a necessidade de revisões constantes da vacina da gripe.

“Nem todos os vírus da gripe mudam no mesmo ritmo. O subtipo A(H3N2), por exemplo, possui uma velocidade de mutação maior que o A(H1N1). Já o Influenza B é ainda mais lento”, observa a pós-doutoranda do CeVIVAS.

O chamado rearranjo antigênico também é uma possibilidade. A situação envolve um processo de mutação muito mais brusco, como a troca completa de um ou mais segmentos do genoma viral. “São mudanças que podem impactar diretamente a infectividade, que é a capacidade de dispersão do vírus, fazendo com que ele se replique rapidamente; ou a virulência, provocando uma doença com sintomas mais fortes – ou seja, com maior gravidade”, completa a especialista.


O Brasil na vigilância global do influenza

Desde o final da década de 1940, a vigilância do vírus da gripe é realizada pela OMS. O objetivo é recomendar atualizações anuais na composição dos imunizantes capazes de atuar no combate à doença, aplicados nos hemisférios Sul e Norte, além de identificar precocemente mutações alarmantes, agilizando a adoção de estratégias que ajudem a conter a disseminação e o impacto do vírus no mundo.

Atualmente, esse trabalho é encabeçado pelo Sistema Global de Vigilância e Resposta à Gripe (GISRS, na sigla em inglês), uma rede que compreende cerca de centenas de laboratórios espalhados por mais de 130 países. O Brasil contribui com um grupo nacional de vigilância constituído por 27 Laboratórios Estaduais Centrais de Saúde Pública (Lacens), além de outros três laboratórios de referência para influenza credenciados junto à OMS. São eles: a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro (RJ); o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP); e o Instituto Evandro Chagas, em Ananindeua (PA).

Isabela Brcko explica que o monitoramento do vírus influenza já começa no próprio posto de saúde. Batizadas de “sentinelas”, essas unidades têm a responsabilidade de coletar amostras de pacientes que apresentam Síndrome Gripal (SG) – infecção respiratória com potencial de disseminação – e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – infecção severa que causa dificuldade respiratória – de forma contínua e padronizada, de acordo com normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. 

Parte dessas amostras são encaminhadas aos Lacens, que vão fazer um primeiro trabalho de identificação e caracterização dos vírus influenza que estão circulando no país. Depois, todos os meses cada Lacen é responsável por remeter cerca de dez amostras virais ao seu respectivo centro de referência. Esses três grandes laboratórios, por sua vez, são responsáveis por conduzir análises complementares, como caracterizações antigênicas e genéticas, além de testes de resistência viral.

Após essa etapa, os laboratórios da Fiocruz, Adolfo Lutz e Evandro Chagas compartilham uma série de informações e materiais, como isolados virais, amostras clínicas e dados complementares, com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), localizado na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos.

Referência na vigilância do vírus influenza nas Américas, o CDC conduz avaliações ainda mais avançadas do que aquelas já realizadas nos centros locais. “Um deles é o chamado teste de titulação, que vai apontar se as vacinas que estão sendo aplicadas naquela temporada possuem um grau alto, médio ou baixo de proteção em relação ao subtipo examinado”, esclarece a especialista do CeVivas.

Concluída as análises, o CDC consolida os principais dados científicos encaminhados pelos diversos países que integram a região das Américas e os compartilha com a OMS.


Vigilância que orienta a proteção da população

De posse das informações enviadas pelos centros de referência das Américas, Reino Unido, Austrália e Japão, os especialistas da OMS realizam uma análise profunda dos dados compartilhados, a fim de construir uma visão global dos vírus que estão “em alta” em diferentes partes do planeta, e sobre como eles podem estar evoluindo.

“O critério de seleção das novas cepas envolve uma matemática complexa, em que é preciso considerar os tipos de vírus que estão circulando com maior frequência globalmente, além daqueles que, embora circulem menos, podem ‘escapar’ das vacinas em uso”, observa Isabela Brcko.

Esse escape vacinal (ou mismatch) ao qual à especialista se refere pode acabar reduzindo a eficácia do imunizante, uma vez que o organismo que recebeu a vacina foi “treinado” para combater um alvo ligeiramente diferente da ameaça real.

Por fim, o resultado dessa difícil equação é anunciado pela OMS duas vezes ao ano, cerca de seis meses antes do início da campanha de imunização, justamente para que os produtores tenham tempo hábil para fabricar a vacina atualizada antes da temporada de inverno – período em que a circulação do vírus influenza aumenta.

Em fevereiro de cada ano, o foco do anúncio da OMS é o imunizante usado no hemisfério Norte; já em setembro, acontece a indicação das cepas que deverão compor as vacinas a serem utilizadas no Sul global.

Para a campanha de 2026 do hemisfério Sul, por exemplo, foram contempladas as seguintes cepas:

A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09;

A/Singapura/GP20238/2024 (H3N2); e

B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria), sendo que as duas primeiras mudaram em relação ao ano anterior.

 

Já para a campanha de 2026/2027 do hemisfério Norte, foram indicadas as cepas A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09; A/Darwin/1454/2025 (H3N2); e B/Tóquio/EIS13-175/2025 (linhagem B/Victoria). Todas as três cepas foram alteradas em relação às vacinas da última campanha na região.

Responsável pela produção anual de mais de 80 milhões de doses da vacina contra a gripe, o trabalho no Instituto Butantan começa imediatamente após os anúncios da OMS, uma vez que a instituição fabrica as formulações de ambos os hemisférios. 

Como é feita a vacina da gripe? PARTE 1: da chegada da cepa à multiplicação do vírus


Importância da vacinação e o papel do CeVivas

A vacinação anual contra a gripe continua sendo a principal estratégia para reduzir casos graves, hospitalizações e mortes associadas ao vírus influenza. Desde março de 2026, o imunizante trivalente produzido pelo Instituto Butantan já está disponível nas salas de vacinação das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país. 

Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins recebem a vacina da gripe com a composição do hemisfério Norte. Por conta de particularidades do clima da região Norte, a campanha de imunização contra a gripe acontece no final do ano.

Apesar de ter como público principal crianças, gestantes, puérperas e idosos, em alguns estados – como São PauloGoiás e Ceará – o produto está liberado para toda a população a partir dos 6 meses de vida, sem limite máximo de idade. A medida foi adotada para combater o avanço do vírus no país frente à baixa cobertura vacinal. De acordo com dados do Ministério da Saúde, pouco mais de 40% dos grupos prioritários receberam o imunizante neste ano de 2026.

“Além de contribuir para o controle da doença, a vacinação diminui a ‘população’ do vírus influenza. Isso é importante, pois impacta diretamente no surgimento de possíveis novas mutações do vírus”, observa Isabela Brcko.

O Instituto Butantan também tem desempenhado papel estratégico na vigilância genômica dos vírus influenza circulantes no Brasil por meio do trabalho realizado pelo CeVivas. Iniciado em 2022, o projeto atua de forma complementar à rede oficial da OMS, gerando mais dados sobre os vírus influenza no país, e auxiliando na caracterização do que está efetivamente circulando em território nacional.

Outro foco do CeVivas é o desenvolvimento de pesquisas que buscam compreender como as diferentes regiões do Brasil se conectam na disseminação do vírus. Estudos do centro identificaram que a região Sudeste possui importância central na dispersão do influenza para o restante do Brasil, e que o país atua como “exportador” do vírus para outros países da América do Sul. O mapeamento dessas rotas pode contribuir com possíveis medidas de saúde pública.

Além do vírus influenza, o CeVivas atua no entendimento da evolução e ecologia dos vírus da dengue e do SARS-CoV-2.

Referências

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia para a Rede Laboratorial de Vigilância de Influenza no Brasil
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia de Vigilância Integrada de Covid-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Influenza (seasonal)

Fonte _ Butantan