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domingo, 14 de junho de 2026

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Alemanha x Curação | 1ª Rodada | Fase de Grupos

 


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sábado, 13 de junho de 2026

Golpes bancários dobram desde a chegada da IA generativa

 


Os casos de estelionato na Justiça de São Paulo vêm crescendo ano após ano e mais do que dobraram desde que as plataformas de inteligência artificial generativa começaram a ser disponibilizadas, no fim de 2022. O dado consta de um levantamento feito pela plataforma Jusbrasil a pedido da Folha.

O crime de estelionato engloba as fraudes cometidas via Pix, que a Polícia Federal costuma classificar como "cangaço digital". No total das decisões dadas pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) sobre estelionato em 2025, os números saltaram de 1.073 para 2.270, um aumento em linha com o avanço no registro de boletins de ocorrência por fraudes bancárias.

Embora não seja possível estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre a IA e o aumento dos crimes na internet, empresas renomadas de cibersegurança, como Kaspersky e Crowdstrike, dizem detectar sinais claros do uso da tecnologia nas ações criminosas.

Entre os indícios estão o aumento da frequência de campanhas fraudulentas (a IA permite criar conteúdos em massa), o sumiço de erros ortográficos em mensagens (ela melhora os erros humanos), a atuação de quadrilhas do exterior no mercado brasileiro (deixa a tradução mais simples), o uso de deepfakes (os vídeos e áudios que simulam uma pessoa) e códigos de programação cada vez mais sofisticados.

Essa descrição coincide com processos consultados pela reportagem. Quadrilhas usaram IA para tentar burlar o reconhecimento facial de aplicativos, produzir anúncios falsos, clonar vozes e até roubar a identidade de famosos no chamado "golpe do amor", quando o criminoso simula um relacionamento afetivo para extorquir dinheiro da vítima.

A Jusbrasil indica que, ao avaliar as decisões proferidas em 2026 em processos iniciados entre 2016 e este ano, é possível indicar que houve aumento no número de processos que ainda movimentam decisões sobre o tema.

As informações na maioria das ações judiciais, no entanto, são precárias. Entre as 8.338 decisões expedidas pelo TJ-SP em 2026 cujo tema central era estelionato, 3.786 não identificavam se a fraude ocorreu de forma presencial ou virtual. Nas restantes, 3.621 foram por meios eletrônicos, e 931, pessoalmente.

O uso de IA tampouco é considerado relevante na Justiça e aparece em apenas cinco casos, o que contrasta com estatísticas de referência. Levantamento da Crowdstrike mostra que o uso de IA em golpes pelo mundo avançou 89% e é parte de quase 70% das ações criminosas.

Os dados evidenciam duas realidades, segundo o delegado da Polícia Civil do Piauí Alessandro Barreto. Ele afirma que as vítimas preferem buscar a responsabilização jurídica dos bancos para reaver os valores a procurar as autoridades policiais para solucionar o caso. "A pessoa consegue o ressarcimento e considera que resolveu o problema."

Ainda segundo Barreto, embora as polícias Civis e Federal tenham multiplicado as operações contra o crime na internet nos últimos anos, uma parcela pequena das ocorrências se desdobra em investigações, sobretudo devido à dificuldade de obter informações. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as polícias no país solucionam apenas 2% dos casos de estelionato.

O primeiro passo para mudar o cenário, diz o delegado, seria um boletim de ocorrência bem embasado e mais detalhado, com número de telefone ou email usado no golpe, dados da conta e da chave Pix e imagens, sempre que possível. "A fraude é uma epidemia, e melhorar o registro e a confecção dos boletins são os primeiros passos para enfrentá-la", afirma.

Em uma tentativa de coibir os crimes virtuais, o governo sancionou lei no início de maio aumentando as penas para estelionato e furto mediante fraude na internet. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, contudo, diz que não dispõe de dados precisos sobre se os crimes ocorreram no ambiente digital ou físico, repetindo a lacuna vista nos tribunais. Tampouco há dados centralizados sobre o uso de IA nas fraudes.

O governo federal concentra as notificações sobre golpes bancários por meio da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias, um acordo de cooperação entre o ministério e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Na metodologia do projeto, os técnicos apontam que Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal não informam, no boletim de ocorrência, se o crime ocorreu em ambiente virtual.

As administrações estaduais afirmam que não contabilizam os dados de crimes virtuais por falta de previsão na portaria que regula as estatísticas policiais.

Com acesso aos mesmos dados do ministério, a Polícia Federal também não tem estatísticas consolidadas sobre os crimes digitais no país. Ao abordar o problema publicamente, servidores da PF utilizam relatórios produzidos por entidades especializadas, geralmente com recorte global.

Além disso, a PF também recebe informações dos bancos. De acordo com a Febraban, cada instituição adota políticas próprias e individualizadas para o envio de dados sobre fraudes e golpes. "Compartilham, por exemplo, estratégias e métodos de criminosos, com o objetivo de capacitar os agentes e oficiais no combate a estes crimes."

Uma condenação em Goiás ilustra o cenário. Após denúncia do C6 Bank, a Polícia Civil goiana prendeu um homem que usou inteligência artificial e documentos vazados na internet para tentar acessar 259 contas no banco, em 709 tentativas.

Segundo o C6 Bank, o criminoso não teve sucesso na invasão e foi detectado rapidamente. "As ferramentas do banco barraram as ações fraudulentas, impedindo o acesso a contas e a realização de qualquer movimentação financeira. Como reconhecido pela própria decisão judicial, a consumação dos golpes foi frustrada exclusivamente em razão da intervenção do setor antifraude do Banco C6", disse a instituição em nota.

Para Ricardo Vieira, presidente da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), embora não exista uma capitulação jurídica clara para indicar o uso de IA no crime, as instituições sabem quais práticas estão mais vinculadas à tecnologia.

Em meio ao apagão de dados, os processos dos tribunais fornecem pistas sobre o ecossistema do crime. O WhatsApp é a plataforma mais citada nos golpes, com 1.300 menções, seguido por problemas com internet banking (752), ligações telefônicas (405), sites falsos (270) e comércio eletrônico (146). Procurada, a Meta, dona do WhatsApp, não comentou.

Os autos indicam ainda as estratégias mais comuns. Os golpes de falsa venda lideram, com 416 casos —incluindo compradores que pagaram a golpistas e fraudadores que induziram o vendedor a enviar o produto sem fazer o pagamento. As falsas centrais de atendimento, nas quais o estelionatário se passa por um funcionário do banco, aparecem em segundo lugar.

Principais golpes identificados na Justiça

MÃO FANTASMA

O golpeOs criminosos induzem a vítima a instalar aplicativos ou vírus que garantem aos invasores o controle remoto do smartphone.

Caso real: Uma idosa foi induzida, durante negociações para a reforma de sua casa, a instalar um aplicativo e fornecer senhas. O golpista se passou por um dos construtores contratados. Com o controle do aparelho, os fraudadores contrataram três empréstimos e transferiram R$ 45,4 mil via Pix

Decisão: O banco da vítima foi obrigado a pagar R$ 44,7 mil por danos materiais e R$ 5.000 de indenização por danos morais.

GOLPE DO FALSO COMPRADOR

O golpe: Criminosos induzem vendedores na internet a enviar produtos simulando comprovantes de pagamentos que nunca foram feitos. É o caso mais frequente no levantamento.

Caso real: A autora anunciou móveis por R$ 5.000 em uma plataforma de vendas. A negociação começou no chat do site e migrou para o WhatsApp. Após receber e-mails falsos que simulavam a identidade visual da plataforma, a vendedora entregou os bens a um homem que se apresentou como responsável pelo frete.

Decisão: O juiz classificou o caso como estelionato e isentou a plataforma de vendas de responsabilidade, sob o argumento de que a fraude ocorreu fora do ambiente do site.

GOLPE DA FALSA VENDA

O golpe: O comprador paga por um bem anunciado por um preço atraente, mas o falso comerciante desaparece após receber o dinheiro.

Caso real: Durante a negociação de um veículo de R$ 70 mil, um fraudador replicou o anúncio com preço inferior, omitindo dados e impedindo o contato direto entre o comprador e o verdadeiro dono. Pelo WhatsApp, o golpista convenceu o comprador a depositar R$ 40 mil na conta de um terceiro e enviou um comprovante falso ao vendedor, que liberou o carro.

Decisão: A Justiça julgou o pedido parcialmente procedente. O negócio foi rescindido, o veículo retornou ao vendedor, mas este foi condenado a ressarcir metade do valor pago pelo comprador ao estelionatário (R$ 20 mil).

FALSO FUNCIONÁRIO E FALSA CENTRAL

O golpe: O criminoso liga para a vítima fingindo ser funcionário ou gerente do banco para relatar uma falsa urgência na conta. Versões modernas usam IA para imitar vozes de atendentes e usam ferramentas de mascaramento de chamadas (spoofing).

Caso real: Uma cliente recebeu a ligação de um suposto funcionário do banco orientando sua filha a fazer ajustes no aplicativo. A instrução resultou na contratação de um empréstimo e na transferência do valor via Pix para terceiros. Em outro caso correlato, a vítima clicou em um link enviado por mensagem após receber o telefonema, gerando prejuízo de R$ 14,1 mil.

Decisão: No caso da contratação do empréstimo, o magistrado considerou o pedido improcedente e liberou o banco da indenização. No segundo caso, a Justiça reconheceu a responsabilidade civil e determinou o dever de indenizar apenas por parte da instituição de pagamento que recebeu o valor, afastando a culpa do banco de origem.

GOLPE DO AMOR

O golpe: Criminosos seduzem as vítimas em redes sociais com perfis e fotos falsas para pedir dinheiro. Softwares de IA conseguem reproduzir voz e aparência de pessoas públicas para aplicar a fraude.

Caso real: A vítima conheceu o réu nas redes sociais e perdeu cerca de R$ 136 mil. Após estabelecer o vínculo afetivo, o golpista convenceu a mulher a abrir uma empresa com ele e contrair financiamentos de veículos e empréstimos utilizando assinaturas falsas.

Decisão: A Justiça condenou o réu pelo crime de estelionato continuado, com imposição de pena de prisão e fixação de indenização para reparar os danos causados.

TROCA DE CHIP (SIM SWAP)

O golpe: Os criminosos assumem o controle da linha telefônica da vítima transferindo o número para um novo chip (SIM card) com a ajuda de dados vazados ou funcionários corrompidos de operadoras. Com o número clonado, redefinem senhas de emails e bancos.

Caso realUm usuário teve a linha transferida sem autorização. A falha permitiu que fraudadores acessassem suas contas de email e sua carteira na corretora de criptoativos, realizando transferências indevidas do exterior.

Decisão: O pedido foi julgado procedente, e a operadora de telefonia foi condenada a pagar R$ 44,7 mil por danos materiais e R$ 5.000 por danos morais devido à falha de segurança na custódia da linha.

Saiba como se proteger de fraudes e contestar transações: Orientações do Procon-SP para compras online:

  • Pesquise exaustivamente a reputação da loja ou do vendedor antes de fechar o negócio;
  • Desconfie de ofertas com preços excessivamente abaixo da média do mercado;
  • Verifique dados como o CNPJ, o endereço físico e os canais oficiais de atendimento;
  • Guarde prints de anúncios, comprovantes de pagamento e históricos de conversas;
  • Confira prazos de entrega, políticas de troca e as condições descritas nas letras miúdas.

Recomendações técnicas de segurança digital:

  • Ignore a urgência: Desconfie de sites com contadores regressivos ou pressões para fechar a compra imediatamente;
  • Cheque o CNPJ: Veja se o CNPJ exibido na página condiz com a atividade de varejo (evite empresas registradas como consultorias ou construção civil comercializando eletrônicos, por exemplo);
  • Idade do site: Utilize serviços gratuitos de WHOIS para checar a data de criação do domínio na internet. Páginas criadas há menos de 30 dias têm altíssimo risco de fraude;
  • Diversifique o pagamento: Evite sites que aceitem exclusivamente Pix. Plataformas idôneas oferecem cartão de crédito, que permite a contestação da despesa (chargeback).

Como acionar o MED (Mecanismo Especial de Devolução) do Pix:

Ao notar que foi vítima de um golpe, o usuário deve acionar imediatamente o seu banco. Pelas regras do Banco Central, a instituição deve guiar o cliente pelas seguintes etapas:

Seleção da transação: O aplicativo deve direcionar o usuário para o extrato para apontar a transferência exata do golpe;

Tipificação do crime: O cliente deve assinalar o tipo de fraude sofrida no menu, baseado nas opções padrão do Banco Central:

1.  Fui enganado por um golpista e realizei uma transação voluntária;

2.  Outra pessoa transferiu recursos da minha conta sem acesso à minha senha;

3.  Fui ameaçado ou tive minha liberdade restringida para fazer a transação (sequestro-relâmpago);

4.  Um fraudador usou minha senha sem autorização.

Relato descritivo: Caso selecione "outro tipo de golpe", o cliente dispõe de um campo de texto de até 2.000 caracteres para detalhar o ocorrido. O envio de boletins de ocorrência e capturas de tela acelera a análise. Se considerada procedente, os recursos são bloqueados na conta de destino e devolvidos em até 11 dias.

Fonte _ Folha/SP

CNN informações na madrugada

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Austrália x Turquia | 1ª Rodada | Fase de Grupos


 

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Copa do Mundo testa a saúde do coração do torcedor

 




Nelson Rodrigues dizia que o futebol brasileiro cuidava da integridade das canelas, mas se esquecia do emocional do jogador. A ciência concorda com o cronista tricolor e acrescenta: também merece atenção o coração de quem assiste a uma partida.

Com o início da Copa do Mundo, a medicina reforça: na arquibancada ou no sofá, o estresse emocional intenso pode causar sérios danos e até levar à morte.

A atriz e jornalista Angelita Campelo, 45, sabe bem disso. Após uma partida decisiva que definia o futuro do Fluminense na Série A do Brasileirão, em 2024, contra o Palmeiras, o nervosismo levou a carioca direto para a emergência com a pressão arterial elevadíssima. "Não tive um infarto porque Deus não quis", relata.

Torcedora da seleção da Espanha, apontada como uma das favoritas ao título do Mundial deste ano, ela diz estar preparada para fortes emoções: "Acho que a final vai ser entre Espanha e Argentina. Se for, já sei que vou sofrer."

Presidente do Conselho Diretor do InCor (HCFMUSP), o cardiologisa Roberto Kalil Filho afirma que doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, com um óbito a cada 90 segundos.

O sofrimento do torcedor brasileiro agrava o quadro: uma pesquisa da USP de 2013 apontou aumento de 16% nos infartos em dias de jogos do Brasil. Na Alemanha, outro estudo, de 2006, mostrou que emergências cardíacas mais que dobraram durante a Copa do Mundo.

Isso acontece porque, durante situações de estresse emocional intenso, como ansiedade e raiva, alguns vasos podem se estreitar temporariamente, reduzindo a quantidade de sangue que chega ao coração.

Diego Garcia, diretor médico da Amil, acrescenta que disputas de pênaltis geram alta adrenalina. "O coração não responde apenas ao esforço físico, mas também às emoções", diz.

No Brasil, o cenário piora com jogos noturnos, somando a privação de sono à tensão. Ricardo Casalino, cardiologista do Grupo Amil, alerta que a combinação pode elevar a pressão arterial.

"É um cenário propício para eventos cardiovasculares", afirma, lembrando que esses jogos também costumam ser um convite ao consumo de álcool.

Kalil afirma que um episódio isolado de ficar acordado até mais tarde dificilmente provocará problemas em pessoas saudáveis, mas faz um alerta quanto aos excessos.

"A preocupação existe quando a privação de sono se soma a estresse intenso, excesso de álcool, tabagismo ou doenças cardiovasculares preexistentes."

Pacientes hipertensos e com outros fatores de risco para doenças cardíacas —como colesterol elevado, obesidade e diabetes— devem ter atenção redobrada e seguir o tratamento com rigidez. A recomendação de evitar o consumo abusivo de sal, bebida alcoólica e cigarro vale para todos.

Se houver dor no peito, a regra de ouro é não esperar o apito final e buscar atendimento médico imediato, diz Casalino. Falta de ar, suor excessivo e náusea também são sinais de perigo.

Ignorar esses alertas pode ser fatal. A jornalista Danielle Muller, 41, conta que seu tio sempre assistia aos jogos do Flamengo bem nervoso. Na final da Taça Guanabara de 2007, teve um infarto fulminante.

"Ele tinha 66 anos, pressão alta e obesidade. Histórico familiar de problemas no coração. Tomava remédios, mas, infelizmente, não com a regularidade que deveria", conta. "Ele já era vulnerável, e o futebol era um gatilho que a gente nunca levou a sério o suficiente", lamenta.

Fonte _ Folha/SP

Acre recebe R$ 10,7 milhões do Ministério da Saúde para novas obras e equipamentos do SUS

 


O Ministério da Saúde libera, nesta sexta-feira (12), R$ 10,7 milhões para fortalecer a infraestrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) no Acre. Os recursos contemplam novas obras autorizadas por meio do Pix da Saúde, equipamentos para ampliar a realização de cirurgias e exames especializados e o ressarcimento de valores gastos em unidade de atendimento concluída no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. 

Os investimentos no Acre integram a mobilização nacional de entregas na saúde do Governo do Brasil. Ao todo, foram liberados R$ 577,2 milhões por meio do Pix da Saúde para acelerar a expansão da infraestrutura do SUS em todos os estados brasileiros. 

"O governo do presidente Lula retomou o investimento na saúde pública brasileira. Estamos tirando obras do papel, concluindo empreendimentos que estavam parados e levando equipamentos de alta tecnologia para todas as regiões do país. Cada obra inaugurada representa um compromisso que saiu do papel e virou atendimento para a população. Quando entregamos unidades de saúde e novos equipamentos para os hospitais, estamos ampliando o acesso da população a atendimento de qualidade, estamos reduzindo desigualdades e fortalecendo a capacidade do SUS de cuidar das pessoas perto de onde elas vivem”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Do total destinado para a população acreana, R$ 4,5 milhões serão para o início de duas novas obras do Novo PAC Saúde no estado. Os investimentos contemplam uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), ambos no município de Porto Acre

Com as novas autorizações, o Acre passa a contabilizar 13 obras da saúde com ordens de serviço emitidas desde o início do Novo PAC, reforçando os investimentos voltados à ampliação do acesso da população aos serviços públicos de saúde. 

Além das obras, o estado receberá quatro novos equipamentos estratégicos para ampliar a capacidade de atendimento especializado do SUS. Serão entregues três combos de cirurgia geral, destinados aos municípios de Brasiléia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco, e um combo de cirurgia oftalmológica para a capital acreana. O investimento total nessa etapa é de R$ 6,1 milhões. 

Os equipamentos integram a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a oferta de cirurgias eletivas, reduzir filas de espera e fortalecer o diagnóstico precoce de doenças. Os combos cirúrgicos incluem equipamentos de alta tecnologia capazes de estruturar novas salas cirúrgicas ou modernizar estruturas já existentes. Já os equipamentos oftalmológicos contribuirão para ampliar a capacidade de realização de procedimentos especializados, especialmente cirurgias de catarata. 

O Acre também será contemplado com o ressarcimento de uma obra concluída no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. O município de Assis Brasil receberá recursos referentes à regularização de uma Unidade Básica de Saúde finalizada e colocada em funcionamento. 

SUS fortalecido em todo o país 

As entregas do Acre integram uma grande mobilização nacional de entregas do Novo PAC, que tem como objetivo ampliar e qualificar a infraestrutura do SUS em todo o país, reduzindo desigualdades regionais e fortalecendo a capacidade de atendimento da rede pública de saúde. 

Ao todo, nesta sexta-feira (12), foram liberados R$ 577,2 milhões por meio do Pix da Saúde para acelerar a expansão da infraestrutura do SUS em todo o país. Os recursos serão destinados a 393 empreendimentos por meio do Novo PAC Saúde, com foco na ampliação da capacidade de atendimento da rede pública e na redução dos vazios assistenciais, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. 

A iniciativa garante o repasse imediato de recursos federais para estados e municípios após a assinatura da Ordem de Serviço, o que simplifica o início das obras e agiliza a execução dos investimentos. Desse aporte, R$ 552,6 milhões serão destinados ao início de 204 obras do Novo PAC Saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros Especializados em Reabilitação (CER) e uma Oficina Ortopédica. Outros R$ 24,6 milhões serão repassados para o ressarcimento de 189 obras concluídas no âmbito do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. 

O Novo PAC Saúde já destinou R$ 34,7 bilhões para obras, equipamentos e veículos em todo o país. Entre as ações previstas estão a construção de 2.605 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 336 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 100 policlínicas, além da entrega de 4.643 ambulâncias do SAMU 192 e 922 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs).

Fonte _ Saúde.gov

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Haiti x Escócia | 1ª Rodada | Fase de Grupos

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Brasil x Marrocos | 1ª Rodada | Fase de Grupos

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Catar x Suíça | 1ª Rodada | Fase de Grupos

 


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Copa Zona na madrugada

 

Allan Stag comanda a LIVE DA MADRUGADA, comentando tudo que rolou ao longo do dia de Copa do Mundo, com convidados especiais, dinâmicas e surpresas!

Aqui você revive de um jeito diferente os principais acontecimentos da Copa e também conhece todos os detalhes que ninguém viu...

É todo dia de Copa, após a transmissão do último jogo!

#LiveDaMadrugadaNaCazéTV

Rádio CBN - informações na madrugada

 


CBN Madrugada está no ar.

Passe a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.

A apresentação é de Klauson Dutra.

Participe, use a hashtag: #NoArNaCBN.

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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Estados Unidos x Paraguai | 1ª Rodada | Fase de Grupos

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Canadá x Bósnia e Herzegovina | 1ª Rrodada | Fase de Grupos

 


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'Vacina do Butantan contra dengue seria aprovada em qualquer lugar do mundo', diz ex-diretor da Anvisa

 


O médico sanitarista Gonzalo Vecina, que foi o primeiro presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), disse que a vacina do Instituto Butantan contra a dengue que foi suspensa esta semana seria, na sua visão, "aprovada em qualquer lugar do mundo".

Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan e que estava sendo aplicada em profissionais de saúde e em moradores de alguns municípios brasileiros após 42 casos de reações severas —incluindo duas mortes suspeitas possivelmente ligadas ao imunizante e ainda sob investigação.

Vacina fez parte do conselho da Fundação Butantan na época em que a vacina contra a dengue entrou em fase de pesquisa clínica, na década passada.

"Dos quase 16 mil pacientes, algo em torno de 11 mil receberam a vacina e 5 mil receberam o placebo", disse Vecina à BBC News Brasil.

"Desses que tomaram a vacina, nós tivemos zero internação. Nenhum teve internação e os efeitos colaterais apresentados eram os esperados de uma vacina tranquila. É um pouquinho de dor, uma coceirinha, nada além dessas condições bem tranquilas."

"Acredito que essa vacina seria aprovada em qualquer lugar do mundo, com uma dose única, o que é uma grande vantagem frente à vacina da Takeda [Qdenga], que foi aprovada também com nenhuma contraindicação."

A vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda, segue sendo oferecida no SUS a jovens entre 10 e 14 anos. Cerca de 8 milhões de doses desse imunizante já foram aplicadas no Brasil desde 2024.

Ele destaca a grande diferença entre a amostragem da pesquisa do Butantan —de 16 mil pessoas— e o número de pessoas que recebem a vacina agora.

"No mundo real, são 500 mil pessoas. É óbvio que com o aumento tão exponencial da amostra, eu posso ver coisas que eu não veria em uma amostra menor, apesar de ser uma amostra estatisticamente determinada."

Vecina ressalta que os casos relatados de reações graves são incomuns, e que é importante investigar o que aconteceu com a vacina do Butantan.

"É óbvio que é inaceitável que uma vacina, nos tempos atuais, para uma doença que tenha a letalidade da dengue —que não é uma letalidade exagerada— tenha mortes. É inaceitável que tenha mortes numa vacina dessa", disse.

Ele acredita que a investigação deve durar entre 15 e 30 dias.

"É a busca de uma agulha no palheiro. O palheiro não é muito grande, o que ajuda, são só 42 pessoas, mas a investigação é complexa, você tem que entender o que esses 42 pacientes têm para justificar terem tido eventos adversos graves e mortes."

Por que a vacina contra a dengue foi suspensa?

O Ministério da Saúde já havia vacinado 500 mil pessoas entre profissionais de saúde do país —e posteriormente vacinou parte da população nos municípios de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) e na região de Araguaína, no Tocantins.

No entanto, houve registro de 42 casos de reações raras e inesperadas, que segundo o governo correspondem a 0,008% do total. Essas reações não haviam sido identificadas em estudos clínicos e não estão previstas na bula da vacina.

Conforme a bula da vacina, os efeitos adversos esperados em parte dos vacinados são: dor de cabeça, dores no corpo, dor nos olhos, manchas na pele, cansaço extremo, coceira, enjoo, sensibilidade à luz e calafrios.

Entre os sintomas relatados nos 42 casos identificados, houve reações inesperadas: dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

Três casos foram considerados graves —e dois deles resultaram em mortes. O ministério diz que nenhuma das mortes aconteceu nas três cidades e na região onde a vacinação foi ampliada para a população.

"Não se pode afirmar que os óbitos foram causados pela vacina, mas considerou-se um sinal de alerta que justifica uma investigação aprofundada. Serão verificadas possíveis comorbidades, fatores de risco e outras situações que possam ter contribuído para os óbitos", disse o ministério, em nota.

O governo disse que não há sinais de falhas no armazenamento, transporte ou aplicação das doses, mas que essas hipóteses também serão investigadas.

As vacinas contra a dengue que já estão nos postos de saúde não serão descartadas ou destruídas. Segundo o ministério, elas devem permanecer armazenadas na rede de frio até que a investigação seja concluída.

Ainda não há data para uma decisão sobre se a vacinação será retomada. Essa decisão depende das investigações em andamento. O governo não divulgou um prazo.

A Anvisa terá um painel de especialistas para aprofundar a investigação epidemiológica sobre a vacina. Segundo o diretor do Butantan, Esper Kallás, esse processo será fundamental para decidir sobre a retomada da vacinação.

"A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no enfrentamento da dengue e nós temos que basear essa retomada em dados muito rigorosos, muito criteriosos na metodologia científica. O Butantan não está fazendo torcidas, ele está respeitando a evidência dos dados e continuamos a fazer isso para respeitar a história de dedicação ao desenvolvimento de novos produtos usando esses preceitos científicos fundamentais", destacou.

O que é a vacina contra a dengue do Butantan?

A vacina do Butantan contra a dengue começou a ser disponibilizada em dezembro do ano passado, após aprovação da Anvisa.

Antes disso, a Qdenga havia sido incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) pelo Ministério da Saúde de forma gratuita. Ela segue em uso.

Segundo o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan trabalhou no desenvolvimento da sua vacina por aproximadamente 20 anos, e licenciou sua tecnologia ao Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Foram realizados estudos clínicos de fase 1, 2 e 3, conforme os protocolos vigentes. Mais de 11 mil voluntários foram vacinados e acompanhados por cinco anos.

A vacina apresentou eficácia geral de 65% contra a doença e eficácia de 80,5% para casos mais graves.

Segundo o ministério, "a vacina não deixa de ser segura quando um sinal é detectado. Trata-se de um alerta que precisa ser investigado com mais profundidade."

A dengue é considerada a maior endemia do país. Até 30 de maio, o Brasil teve redução de 97% nas mortes por dengue e de 94% nos casos prováveis, na comparação com 2024, segundo dados do governo.

"As vacinas continuam sendo armas fundamentais nesse enfrentamento, e vão ajudar a alcançar resultados ainda melhores", disse o ministério.

"Segundo a OMS, vacinas salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, cerca de 3 milhões por ano. No Brasil, as vacinas ajudaram a erradicar poliomielite (paralisia infantil) e a rubéola e, no caso do sarampo, o país está livre da doença."

O diretor do Butantan também ressaltou a importância da vacinação no enfrentamento de doenças transmissíveis

A vacinação é uma das principais medidas de enfrentamento de doenças transmissíveis e que mais salvaram vidas ao longo da história.

"Nós temos um ganho de qualidade de vida, de expectativa de vida, que vem sendo disponível para os brasileiros através da imunização infantil, dos adolescentes, adultos e de pessoas de mais idade", destacou.

Este texto foi publicado originalmente aqui.

Fonte _ Folha/SP