Imuniza SUS

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Rádio CBN

 


Passe a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.

Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.

São João 2026

 


Ao vivo diretamente do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

Shows do dia 04 de junho:

- Mikael Santos;

- Samya Maia;

- Dorgival Dantas;

- A Vontade.

Solenidade de Corpus Christi 2026 - Diocese de Cruzeiro do Sul

 


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Rádio CBN Madrugada

 


Passe a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.

Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.

São João 2026

 


Ao vivo diretamente do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

Shows do dia 03 de junho:

- Brasas do Forró;

- Limão com Mel;

- Dominguinho;

- Solange Almeida.

InfoGripe: número de casos de SRAG mantém crescimento no país

 


Divulgada nesta quarta-feira (3/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz sinaliza aumento, em todo o território nacional, do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este cenário é causado principalmente pelo crescimento do número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), e em algumas regiões do país, também pela influenza A e pelo rinovírus.

A análise destaca que todas as unidades da Federação estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo que 18 delas também têm indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 21: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. A análise é referente à Semana Epidemiológica 21, de 24 a 30 de maio.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, o estudo aponta que a incidência tem impactado mais as crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é maior na população a partir de 65 anos de idade. “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus respiratórios que causam SRAG, como VSR, influenza e Covid-19, é a vacinação. Portanto, é essencial que a população de maior risco e elegível para receber essas vacinas esteja em dia com a vacinação. Vale lembrar que a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes para que elas produzam e transmitam anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de vida”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.


Estados e capitais

O InfoGripe mostra que os casos de SRAG por VSR continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Norte (Acre, Amapá, Pará e Roraima), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

“Mesmo com tendência de estabilização ou queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos no Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Paraíba”, observa a pesquisadora.

Segundo a atualização, as hospitalizações por influenza A estão em queda ou se estabilizaram em níveis baixos de incidência em boa parte do país. No entanto, continuam aumentando em toda a Região Sul, em alguns estados do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e Norte (Roraima e Acre), além do Rio Grande do Norte.

O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro) e Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além de Goiás. Os casos de SRAG por doença causada pela Covid-19 estão em baixa na maior parte do país, mas continuam crescendo no Ceará, Maranhão e Pará.

A atualização verificou que 15 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 21. As capitais são Aracaju (Sergipe), Belém (Pará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Boa Vista (Roraima), Brasília (Distrito Federal), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Goiânia (Goiás), João Pessoa (Paraíba), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Luís (Maranhão).

Casos e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 21,9% de influenza A, 5,1% de influenza B, 48,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 24,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos e no mesmo recorte temporal foi de 49% de influenza A, 8,2% de influenza B, 16,6% de VSR, 16,9% de rinovírus e 9% Sars-CoV-2 (Covid -19).

Em 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial.

Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 25% de influenza A, 2,9% de influenza B, 31,6% de vírus sincicial respiratório, 33,1% de rinovírus e 6% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e ao menos 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência SRAG a causada pelo coronavírus de 2019 continua baixa em todas as faixas etárias.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz

Acre recebe novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

 


Acre será contemplado com sete combos cirúrgicos dentro das ações do Novo PAC Saúde, em uma entrega nacional que teve nova etapa de contratos assinada nesta quarta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o Ministério da Saúde prevê a aquisição de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos. Ao todo, serão entregues 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos, destinados a 185 municípios em todos os estados do país, com investimento de R$ 546 milhões. No estado, o investimento total é superior a R$ 10 milhões.

Em todo o país, os combos viabilizam a realização de 428 mil cirurgias eletivas por ano e contribuem para a redução das filas e do tempo de espera por procedimentos especializados, além de promover a modernização tecnológica da rede pública de saúde.  

Do total destinado ao estado do Acre, há combos de cirurgia geral e oftalmológica que já estão em uso e promovem mais agilidade e segurança em procedimentos de média e alta complexidade. Foram beneficiadas instituições de saúde dos municípios de Brasiléia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

Alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, a distribuição de mais de 1.700 equipamentos garante a estruturação de novas salas cirúrgicas em todo o país. A ação reforça a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o acesso à saúde, especialmente em regiões historicamente menos assistidas, aumentar a eficiência da rede hospitalar do SUS e fortalecer a indústria nacional.  A iniciativa fortalece ainda mais o desempenho do programa, responsável por 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025 (42% a mais do que em 2022), além de 1,6 bilhão de consultas com especialistas (+30%) e 1,3 bilhão de exames (+22%).

Os combos destinados à cirurgia geral são compostos por seis equipamentos cada e foram estruturados para ampliar a realização de procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras cirurgias de baixa e média complexidade. Já os combos oftalmológicos reúnem cinco equipamentos cada, voltados à qualificação e expansão da oferta de cirurgias especializadas, especialmente procedimentos de maior complexidade, como as cirurgias de catarata.

Nos 185 municípios beneficiados, em todas as unidades da federação, os equipamentos serão destinados a hospitais públicos e filantrópicos, com foco na descentralização da oferta de serviços especializados e a redução das desigualdades regionais no acesso à saúde. Em algumas regiões historicamente mais carentes de serviços especializados, o impacto será ainda maior. Na Região Norte, por exemplo, a ampliação potencial da capacidade de cirurgias oftalmológicas chega a 134%.

Além de ampliar o acesso à saúde, a compra centralizada dos combos cirúrgicos gerou economia superior a R$ 281 milhões para os cofres públicos, o equivalente a uma redução de 37,9% em relação ao valor estimado. Na aquisição dos equipamentos, o Ministério priorizou produtos fabricados no Brasil, em linha com o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

As remessas começaram em fevereiro deste ano, e seguem até o fim de junho. A doação inclui entrega, instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses, o que assegura condições para utilização imediata dos equipamentos.

Fonte _ Saúde.gov

Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças

 


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da vacinação com a pneumo 20 para crianças de até 5 anos. O imunizante, novidade no SUS, protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a gestão — na rede privada, o custo chega a mais de R$ 500.

“Já tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas unidades básicas de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro também afirmou que o país seguirá fortalecendo a vacinação e a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, além de combater o negacionismo e os movimentos antivacina.

A distribuição das primeiras 514 mil doses já começou. A vacinação será iniciada à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos municípios. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano.

O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população, ampliando o acesso a uma tecnologia avançada, reduzindo desigualdades no acesso à proteção contra doenças graves. A medida reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a ampliação da cobertura vacinal no país.

Novo esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores

O SUS oferece as vacinas conjugadas pneumo10 e pneumo13 (com proteção mais robusta e duradoura), e também a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a incorporação da pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o potencial de prevenção de casos graves.

A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Durante o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.

Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.

Histórico de resultados

Desde a introdução da pneumo 10 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas na incidência da doença pneumocócica invasiva causada por sorotipos vacinais: entre 55% e 60% em crianças menores de 2 anos e queda superior a 65% nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Entre adultos com 60 anos ou mais, a redução variou de 20% a 30%.

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde recuperou todas as coberturas vacinais infantis, revertendo a tendência de queda observada até 2022. A vacinação contra doenças pneumocócicas acompanhou esse avanço, com a cobertura do esquema básico passando de 90,01% em 2023 para 93,22% em 2024 e 93,45% em 2025. Em 2026, a cobertura parcial acumulada até o momento já alcança 86,33%, mantendo a trajetória de proteção da população infantil.

A vacinação permanece a estratégia mais eficaz para reduzir a ocorrência das formas graves das doenças pneumocócicas invasivas e suas consequências mais severas, como hospitalização, sequelas e óbito.

Fonte _ Saúde.gov

terça-feira, 2 de junho de 2026

Mais da metade das equipes de saúde alcançam resultados “bom” e “ótimo” na atenção primária do SUS

 


Ministério da Saúde disponibilizou publicamente os resultados de avaliação de mais de 100 mil equipes da atenção primária nos seguintes componentes do cofinanciamento federal: vínculo e acompanhamento territorial; e qualidade. No terceiro quadrimestre de 2025, mais da metade das equipes avaliadas alcançaram os resultados “bom” e “ótimo”. A consulta pode ser feita por qualquer cidadã ou cidadão até o nível municipal.

A nova funcionalidade amplia a transparência e fortalece o acompanhamento das ações e serviços ofertados à população. Até então, os dados do Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) estavam disponíveis apenas para perfis previamente cadastrados. Agora, o acesso público dispensa login.

“A disponibilização pública desses dados reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a transparência e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS). Ao ampliar o acesso à informação, promovemos maior controle social e apoiamos a qualificação contínua das equipes em todo o País”, destaca Audrey Fischer, diretora do Departamento de Estratégias, Acreditação e Componentes da Atenção Primária à Saúde.

Mais de 100 mil equipes avaliadas

Ao todo, 102.917 equipes foram avaliadas no componente qualidade, entre elas equipes de Saúde da Família (eSF), de Atenção Primária (eAP), de Saúde Bucal (eSB) e equipes Multiprofissionais (eMulti). Entre elas, 11.757 equipes alcançaram a classificação “ótima”, 66.319 foram classificadas como “boas”, 3.350 como “regulares” e 21.491 como “suficientes”.

Já no componente vínculo e acompanhamento territorial, 60.820 equipes foram classificadas: 24.089 obtiveram desempenho “ótimo”, 9.840 “bom”, 17.564 “regular” e 9.327 “suficiente”. Em breve, também serão disponibilizados os resultados das equipes de Consultório na Rua (eCR), de Atenção Primária Prisional e equipes (eAPP) e de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR).

Como acessar os dados?

1.     Acesse o e-Gestor APS;

2.     No menu, clique em “Relatório APS” e, em seguida, em “Siaps”;

3.     Selecione "Relatório Cofinanciamento da APS – Avaliação";

4.     Escolha o componente, o período (até três quadrimestres por ano), o estado e o município desejados e clique em “aplicar filtros”;

5.     Vá em "Gerar e Baixar relatório" para obter os dados em formato de planilha.

Gestão da APS

As equipes avaliadas atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais estabelecimentos da atenção primária. A disponibilização pública dos dados também fortalece o uso estratégico da informação na gestão da APS. Os relatórios consolidados do sistema permitem análises sobre a qualidade da assistência em saúde na atenção primária, subsidiando o planejamento e a qualificação dos serviços de saúde em todo o País. A iniciativa contribui para uma gestão baseada em evidências, com maior capacidade de resposta às necessidades locais.

Confira os resultados pelo e-Gestor APS

Fonte _ Saúde.gov

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Tecnologia e vínculo: calculadora de idade corrigida para bebês prematuros passa a integrar sistema de informações da Atenção Primária à Saúde

 


Ministério da Saúde anunciou a inclusão de uma calculadora de idade corrigida e das Curvas Internacionais de Crescimento para Crianças Nascidas Pré-termo no prontuário eletrônico da Atenção Primária à Saúde (APS), o PEC e-SUS APS. O sistema passa a disponibilizar uma funcionalidade para a realização do cálculo automático. A ferramenta já está disponível para os 4.318 municípios os quais utilizam o sistema, o que representa aproximadamente 80% dos municípios brasileiros.

A iniciativa significa um avanço importante para a continuidade do cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS) ao apoiar as equipes na aplicação do Método Canguru e no acompanhamento adequado do desenvolvimento de crianças prematuras. Por meio desse método e dos dados gerados é possível fortalecer o vínculo entre bebês, suas famílias e equipes de saúde.

“Com essas ferramentas no prontuário eletrônico PEC e-SUS APS profissionais conseguem reduzir erros e cuidar das crianças com mais precisão e segurança, além de fortalecer o acompanhamento da saúde dos bebês prematuros desde os primeiros meses de vida. Precisamos de todas as equipes envolvidas nesse cuidado, que é multiprofissional. Com o Método Canguru e as novas funcionalidades, conseguiremos qualificar ainda mais o cuidado neonatal”, explica a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Integral, Karina Correa Wengerkievicz.

A nova funcionalidade de idade corrigida foi desenvolvida para possibilitar uma avaliação mais precisa do crescimento e desenvolvimento de bebês prematuros a partir de um ajuste na idade cronológica da criança, considerando o número de semanas de prematuridade ao nascimento. Nesse sentido, se um bebê nasceu dois meses antes do previsto, quando ele completar quatro meses de vida, seu desenvolvimento será avaliado como o de um bebê de dois meses. Dessa maneira, a ferramenta evita comparações inadequadas e avaliações erradas que podem comprometer a saúde do recém-nascido. As curvas de crescimento do prematuro também ajudam a acompanhar peso, altura e perímetro encefálico usando referências específicas para crianças prematuras, qualificando o cuidado prestado.

 Atenção neonatal

Além da incorporação da calculadora de idade corrigida e das curvas de crescimento, o Ministério da Saúde também reforça duas novas iniciativas voltadas à qualificação da atenção neonatal. As medidas fortalecem práticas reconhecidas pelo impacto positivo na saúde e no desenvolvimento dos recém-nascidos.

Uma delas amplia as recomendações para o contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o nascimento, inclusive em situações como cesarianas, prematuridade e internação neonatal. A orientação reforça a importância da chamada Hora de Ouro — período considerado fundamental para a adaptação do recém-nascido à vida extrauterina — e incentiva a adoção dessa prática como rotina nos serviços de saúde por seus benefícios para o vínculo afetivo, o aleitamento materno, a estabilidade fisiológica e a humanização da assistência.

Outra medida fortalece a organização do transporte neonatal de alto risco, com foco na segurança e na qualidade do cuidado durante remoções e transferências de recém-nascidos em situação crítica. As orientações abrangem equipes, equipamentos, protocolos assistenciais e organização dos fluxos de atendimento, contribuindo para a redução de complicações e para o fortalecimento das redes de atenção neonatal em todo o País.

As iniciativas dialogam diretamente com os princípios do Método Canguru ao promoverem cuidado centrado no bebê e na família, atenção baseada em evidências científicas e integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde.

“Quando falamos em atenção neonatal, estamos falando de uma linha de cuidado que começa no nascimento e segue por toda a trajetória da criança na rede de saúde. Fortalecer o contato pele a pele, qualificar o transporte neonatal e ampliar ferramentas para o acompanhamento dos prematuros são ações complementares que ajudam a garantir mais segurança, vínculo e qualidade de vida para os recém-nascidos e suas famílias”, destaca o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHUD), Fernando Figueira.

Os anúncios foram feitos nesta sexta-feira (29) durante evento em alusão ao Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru, celebrado em 15 de maio.

Em 2026, a data destaca o tema “No aconchego nasce a força” com intuito de reforçar a potência do vínculo, do acolhimento e da participação da família como elementos fundamentais para o desenvolvimento, a recuperação e a sobrevivência dos bebês.

Pais de Liz, Raquel Rodrigues Silva Moreira e Paulo Henrique Alves Moreira, contaram a experiência da família com o Método Canguru. "Fomos muito bem acolhidos. O Método Canguru tem uma importância absurda na nossa vida, foi essencial. A humanização da equipe fez toda a diferença durante o nosso processo e mudou nossa visão sobre o atendimento em saúde", contou Raquel.

O evento também reforçou o convite institucional para o Congresso Mundial do Método Canguru, que ocorrerá em Brasília, em novembro. A realização do congresso no País representa reconhecimento internacional da trajetória brasileira na implementação do Método Canguru e constitui uma oportunidade estratégica para a troca global de experiências.

Mais sobre o Método Canguru

É uma estratégia de atenção humanizada ao recém-nascido prematuro e/ou de baixo peso, baseada no contato pele a pele entre o bebê e sua família, promovendo vínculo afetivo, estabilidade clínica e participação ativa da família no cuidado, além da continuidade da atenção após a alta hospitalar.


O Método Canguru integra a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), contribui para a atenção neonatal segura e humanizada, para a integralidade do cuidado, para a redução da morbimortalidade neonatal e para o desenvolvimento infantil saudável. Ele também dialoga com estratégias nacionais de qualificação da atenção materna, neonatal e infantil, incluindo a Rede Alyne e a Estratégia QualiNEO (qualificação da assistência ao recém-nascido de risco). O aperfeiçoamento do Método Canguru fortalece a integração entre maternidade, atenção especializada, atenção primária e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.

Conheça a campanha de Doação de Leite Humano

Fonte _ Saúde.gov

Copa do Mundo 2026

 


Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo de futebol masculino vai ser disputada em três países: MéxicoCanadá e Estados Unidos. A 23ª edição da competição, que acontece de 11 de junho a 19 de julho, será a primeira com 48 seleções, um aumento considerável em relação ao modelo adotado de 1998 a 2022, com 32 aspirantes ao troféu.


A mudança no formato vai permitir a presença de nações de diminuta tradição no futebol, com quatro estreantes: Jordânia, Uzbequistão, Cabo Verde e Curaçao. O número de participantes também traz outras novidades, como aumento nos confrontos mata-matas e recorde de duração, somando 39 dias, e de partidas, com 104 jogos.


Confira abaixo as respostas para algumas das principais dúvidas sobre o torneio.


Onde será a Copa do Mundo?

A Copa do Mundo de 2026 será disputada em três países: México, Canadá e Estados Unidos. Será a primeira vez que uma edição do evento acontecerá em mais de um país ao mesmo tempo.

Por que a Copa 2026 vai ser em três países?

O principal motivo que levou a criação da coalizão United 2026, formada por Canadá, Estados Unidos e México, foi o aumento no número de países participantes da Copa do Mundo de 2026, passando de 32 para 48 seleções.

Com a mudança, pensando em infraestrutura e logística, tornou-se necessário mais cidades-sede para acomodar as delegações. Assim, os três países anunciaram candidatura conjunta, modelo aprovado pelo Conselho da Fifa em outubro de 2016, aproveitando a vasta infraestrutura existente, legado de edições anteriores, como México (1970 e 1986) e EUA (1994).

Quais são os países que vão para a Copa 2026?

Canadá, Estados Unidos, México, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Cabo Verde, Qatar, Colômbia, Costa do Marfim, Croácia, Curaçao, Egito, Equador, Escócia, Espanha, França, Gana, Haiti, Holanda, Inglaterra, Iraque, Japão, Jordânia, Marrocos, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Portugal, República Democrática do Congo, República da Coreia, Irã, Senegal, Suécia, Suíça, República Tcheca, Tunísia, Turquia, Uruguai e Uzbequistão.

Quais os dias e horários dos primeiros jogos do Brasil?

A seleção brasileira vai estrear na Copa contra o Marrocos no dia 13 de junho, sábado, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium. Depois, a equipe de Carlo Ancelotti vai encarar o Haiti, no dia 19 de junho, uma sexta-feira, às 21h30, no Lincoln Financial Field.

O terceiro jogo pelo Grupo C será contra a Escócia, em 24 de junho, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Se a seleção brasileira avançar, as partidas da próxima fase acontecem a partir de 29 de junho.

Quanto tempo a Copa de 2026 vai durar?

A Copa do Mundo 2026 terá a maior duração da história da competição de futebol masculino. No total, serão 39 dias de competição, somando 104 jogos no total.

Quando é o último jogo da Copa do Mundo?

A final acontece no dia 19 de julho, um domingo, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, perto de Nova Jersey e de Nova York.

Como a Copa do Mundo funciona?

As 48 seleções são divididas em grupos de quatro. Os times se enfrentam uma vez dentro do grupo, e os dois mais bem classificados passam para a próxima fase. Também continuam na disputa os oito melhores terceiros colocados. Assim, 32 equipes vão se classificar para o mata-mata, que começa já nas 16-avos de final. A partir daí, é eliminatória em jogo único. Se empatar, vai para a prorrogação e pênaltis.

Quais são os países que o Brasil nunca venceu?

A seleção brasileira nunca venceu três países em jogos da Copa do Mundo: Portugal, Noruega e Hungria. Este último, no entanto, não vai disputar o torneio neste ano. Até a Copa do Mundo do Qatar, a seleção da Suíça também integrava a lista dos algozes já enfrentados e nunca vencidos pelos brasileiros. A equipe brasileira venceu os suíços por 1 a 0 em 28 de novembro de 2022.

Onde assistir à Copa do Mundo 2026?

A Copa do Mundo terá transmissão multiplataforma. A CazéTV, liderada por Casimiro Miguel, fará a transmissão de todos os 104 jogos no YouTube, enquanto a Globo deve exibir 52 partidas, incluindo jogos exclusivos da TV aberta e exibições em pacote que inclui o canal por assinatura SporTV e a plataforma online GE TV. Já o SBT, em parceria com a N Sports, vai cobrir 32 jogos.

Quem ganhou a última Copa do Mundo?

Argentina foi a campeã da Copa do Mundo de 2022 após vencer a França na final, em disputa de pênaltis, no Qatar.

Veja a tabela da Copa do Mundo 2026

Clique aqui e acesse a tabela para saber todos os dias e horários das partidas do Mundial.

Quais são os campeões da Copa do Mundo?

  • Brasil - 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
  • Alemanha - 4 títulos (1954, 1974, 1990 e 2014)
  • Itália - 4 títulos (1934, 1938, 1982 e 2006)
  • Argentina - 3 títulos (1978, 1986 e 2022)
  • França - 2 títulos (1998 e 2018)
  • Uruguai - 2 títulos (1930 e 1950)
  • Espanha - 1 título (2010)
  • Inglaterra - 1 título (1966)

Fonte _ Folha/SP

sexta-feira, 29 de maio de 2026

ANS define teto de 5,11% para reajuste de planos de saúde individuais/familiares

 


Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, em reunião de Diretoria Colegiada realizada nesta sexta-feira (29/5), o índice máximo de 5,11% para o reajuste anual dos planos de saúde de assistência médica individuais/familiares.

O percentual é o menor já definido pela ANS, com exceção de 2021, quando houve reajuste negativo em razão da redução do uso dos serviços de saúde durante o período de isolamento social da Covid-19, o que levou à diminuição dos custos das operadoras.

O índice de 5,11% se aplica a cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil (dados de março de 2026), e é válido para os contratos regulamentados – firmados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.

“Esse é o reajuste mais baixo já definido pela ANS, o que traz alívio para o cidadão que se esforça para manter um plano de saúde para sua família. Nosso objetivo é sempre buscar o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a capacidade de pagamento dos beneficiários”, afirma o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.

O percentual foi calculado pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos, apreciado pelo Ministério da Fazenda e aprovado em reunião de Diretoria Colegiada da Agência. A decisão segue agora para publicação no Diário Oficial da União.

A aplicação do reajuste anual só pode ser feita pela operadora no mês de aniversário do contrato (data de contratação do plano). Para os contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar em julho ou, no máximo em agosto, retroagindo até o mês de aniversário.

“O resultado é reflexo de uma metodologia baseada no comportamento do setor, considerando tanto o aumento dos custos assistenciais quanto a frequência de utilização dos serviços. A fórmula evita aumentos excessivos para o consumidor e, ao mesmo tempo, garante que os planos continuem oferecendo atendimento de qualidade e de forma sustentável”, destaca a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Lenise Secchin.

Histórico dos percentuais de planos de saúde individuais/familiares


Metodologia considera uso dos planos e custos do setor

Para definir o percentual de 2026, a ANS utilizou a metodologia aplicada desde 2019, que leva em conta:

  • a frequência de utilização dos serviços de saúde
  • a variação das despesas assistenciais dos planos individuais/familiares.

O cálculo combina:

  • IVDA (Índice de Valor das Despesas Assistenciais) – peso de 80%
  • IPCA (inflação oficial), excluindo o subitem “Plano de Saúde” – peso de 20%

O IVDA reflete a variação das despesas com atendimento aos beneficiários de planos de saúde, enquanto o IPCA incide sobre custos de natureza não assistenciais, como despesas administrativas. Na fórmula, o IVDA tem peso de 80% e o IPCA de 20%. A fórmula do IVDA tem três componentes: a Variação das Despesas Assistenciais (VDA), a Variação da Receita por Faixa Etária (VFE) e o Fator de Ganhos de Eficiência (FGE).

A VDA é calculada com base nos dados das demonstrações contábeis e quantidade de beneficiários enviados pelas operadoras à ANS periodicamente. As bases utilizadas no cálculo são públicas, conferindo, assim, maior transparência e previsibilidade.

A VFE deduz a parcela da variação de despesas das operadoras que já é recomposta pela variação das mensalidades por mudança de faixa etária. Já o FGE é um índice de eficiência apurado a partir da variação das despesas assistenciais, transferindo para os consumidores ganhos de eficiência do setor e evitando um modelo de repasse automático da variação de custos. 

Despesas assistenciais em 2025 e 2024 – Base de cálculo do reajuste

O valor final do plano de saúde é impactado por fatores como a inflação, o aumento ou queda da frequência de uso do plano de saúde e os custos dos serviços médicos e dos insumos, como produtos e equipamentos médicos.


As despesas assistenciais per capita nos planos individuais regulamentados tiveram crescimento de 8,32% em 2025 comparado a 2024. Essa variação observada nos custos assistenciais reflete o aumento dos preços dos serviços e insumos de saúde, bem como aumento no padrão de consumo de serviços de saúde associado a fatores como mudanças no perfil etário dos consumidores e incorporações no rol de procedimentos da saúde suplementar.

Diferença entre índice de inflação e índice de reajuste de planos de saúde

Os índices de inflação medem a variação de preços de produtos e serviços. Já os índices de reajuste de planos de saúde são “índices de valor”, pois medem a variação combinada não somente de preços, mas também de quantidades consumidas. Dessa forma, o percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde.


Informações no boleto

A partir do anúncio do teto máximo de reajuste, os beneficiários de planos individuais/familiares devem ficar atentos aos seus boletos de pagamento e observar se o percentual aplicado é igual ou inferior ao definido pela ANS (5,11%) e se a cobrança com o índice de reajuste está sendo feita a partir do mês de aniversário do contrato, que é o mês em que o contrato foi firmado.

Entenda como o reajuste é aplicado

O índice de reajuste autorizado pela ANS pode ser aplicado somente a partir do mês de aniversário de cada contrato. Para os contratos com data de aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar, em julho ou, no máximo, em agosto, retroagindo até o mês de aniversário do contrato. Confira no exemplo abaixo:


Perguntas e respostas sobre o reajuste 2026.

Saiba mais sobre o reajuste de planos individuais ou familiares

Portabilidade de carências

Os consumidores têm o poder de escolha. Caso entendam que seu plano de saúde não está lhes atendendo adequadamente, podem optar pela portabilidade de carências para outra operadora. Para saber as opções disponíveis no mercado para contratação ou troca via portabilidade de carências, o interessado pode fazer comparações ao consultar o Buscador de Planos de Saúde - Guia ANS, no portal da Agência.

Para saber os requisitos para a realização da portabilidade de carências, confira aqui.

Em caso de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a ANS por meio dos seguintes canais de atendimento:

Fonte _ Saúde.gov

quinta-feira, 28 de maio de 2026

InfoGripe: número de casos de SRAG continua aumentando em todas as faixas etárias

 


Divulgado nesta quinta-feira (28/5), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua aumentando - em nível nacional - em todas as faixas etárias. A alta de SRAG está associada ao crescimento do número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza A. O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, principalmente entre crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (Alagoas, Paraíba e Sergipe) e do Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro), além de Amazonas e Santa Catarina. Os casos de SRAG por Covid-19 segue em baixa na maior parte do país, mas mostram sinais de início ou manutenção do crescimento no Ceará, Maranhão e Pará. A análise é referente à Semana Epidemiológica 20, período de 17 a 23 de maio. 

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária sinalizam que o aumento do número de casos de SRAG em crianças de até 4 anos tem sido impulsionado principalmente pelo VSR. O aumento de SRAG nas crianças e adolescentes de 5 a 14 anos está associado principalmente ao rinovírus e, nos jovens, adultos e idosos, à influenza A. 

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, alerta que, diante deste período de alta circulação de diversos vírus respiratórios, é essencial que as pessoas elegíveis se vacinem contra a influenza e o VSR. Portella alerta que as vacinas contra esses vírus reduzem as chances de desenvolvimento das formas graves da doença e de óbito.

“A vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades, gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, avisa.

Além disso, a pesquisadora recomenda a adoção de medidas de etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir e espirrar, evitar compartilhar utensílios de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas de gripe ou resfriado.


Estados e capitais

Boletim mostra que todas as unidades da Federação - com exceção de Rondônia - estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas). E 20 delas também estão com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 20: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Os vírus que mais têm contribuído para a alta de SRAG na maioria dos estados são o VSR e, em algumas regiões, influenza A e rinovírus. 

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentado em todos os estados das regiões Sudeste e Sul, em boa parte da região Nordeste (AL, BA, CE, PB, RN e SE) e alguns estados do norte (PA e AP), além do Mato Grosso do Sul, mas já mostra tendência de interrupção de crescimento ou queda em quase todo o Centro-Oeste (DF, GO e MT), além de alguns estados do norte (AC e AM) e Nordeste (PE e MA). Mesmo sem tendência de aumento, os casos de SRAG por VSR continuam altos no MT, GO e DF.

As hospitalizações por influenza A se mantêm em crescimento em toda a região Sul, e em alguns estados do Sudeste (SP e ES) e Norte (RR e TO). Contudo, mesmo com sinal de interrupção do crescimento ou queda, as hospitalizações por influenza A continuam altas em Minas Gerais e Paraíba. 

O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, especialmente de crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (AL, PB e SE), Sudeste (MG e RJ) e no Amazonas e Santa Catarina.  Os casos de SRAG por Covid-19 estão em baixa na maior parte do país, mas mostram sinais de início ou manutenção do crescimento no Ceará, Maranhão e Pará. 

De acordo com a atualização, 15 das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 20: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

Dados epidemiológicos

Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 22,4% de influenza A, 4,7% de influenza B, 47,6% de vírus sincicial respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 51,2% de influenza A, 7,2% de influenza B, 13,4% de vírus sincicial respiratório, 17,2% de rinovírus e 9,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 70.211 casos de SRAG, sendo 33.245 (47,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 25.790 (36,7%) negativos, e ao menos 6.309 (9%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 25,4% de influenza A, 2,6% de influenza B, 29,7% de vírus sincicial respiratório, 33,9% de rinovírus e 6,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 22,4% de influenza A, 4,7% de influenza B, 47,6% de vírus sincicial respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Por outro lado, a mortalidade é maior entre os idosos e liderada pela influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade afeta mais a população a partir de 65 anos de idade. A incidência de SRAG por Covid-19 segue em baixa em todas as faixas etárias.

Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz