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domingo, 10 de maio de 2026

Dia das Mães

 


As comemorações do Dia das Mães variam de país para país, mas são poucos os lugares no mundo onde a data não é celebrada.

Nas Américas, o dia geralmente é comemorado em maio —no segundo domingo do mês— embora alguns países, como México, Guatemala e El Salvador, celebrem alguns dias antes.

Independentemente da data, essa celebração tradicional se tornou um dos períodos mais importantes do ano para os negócios, principalmente aqueles que vendem cartões, flores, chocolates e outros itens para presente.

Muitos filhos, netos, irmãos e parceiros conhecem bem a data, mas poucos sabem a história por trás da origem do costume de comemorar o amor materno em uma data específica.

Campanha em homenagem a uma mãe

A tradição vem dos gregos, que no início da primavera homenageavam Reia, a mãe de todos os deuses, com rituais e oferendas.

Mas o reconhecimento oficial desse costume começou no século 20, nos Estados Unidos, graças à insistência de uma mulher que nunca foi mãe, mas decidiu homenagear a sua.

Em 1905, Anna Jarvis iniciou uma campanha pelo que chamou de "Dia das Mães", após a morte de sua mãe, Ann Reeves Jarvis.


Três anos depois, ela organizou uma homenagem para a mãe, mesmo que a data não fosse um feriado oficial, e tornou-se uma ativista da causa.

Sua luta para que o dia fosse oficialmente reconhecido durou anos. A motivação de Jarvis veio de uma oração que sua mãe lhe mostrou certa vez.

"Espero e rezo para que alguém, um dia, reconheça um dia em memória das mães, para celebrar o serviço incomparável que elas prestam à humanidade em todas as áreas da vida", dizia a oração.

A inspiração também veio do trabalho que a própria Ann Reeves realizou durante a Guerra Civil Americana.

Em 1850, no estado da Virgínia Ocidental, ela criou uma espécie de grupo de trabalho com mulheres para cuidar dos soldados e trabalhar por melhorias na saúde pública. Ela chamou esses dias de trabalho de "Dia das Mães".

Anna Jarvis começou sua campanha para reservar um dia especial para as mães enviando cartas todos os anos para congressistas, governadores, celebridades e outras pessoas importantes.

Alguns políticos zombaram de seus esforços, dizendo que, se o Dia das Mães fosse oficializado, eles também teriam que instituir o "Dia da Sogra".

Em 1911, no entanto, todos os estados da União reconheceram o feriado e, três anos depois, foi oficialmente adotado que o segundo domingo de maio seria comemorado com um feriado em homenagem às mães.

O desejo de Jarvis havia sido atendido e ela finalmente podia se orgulhar de ter sido a "mãe" do Dia das Mães.

No entanto, pouco depois, ele percebeu que havia "criado um monstro". A data comemorativa tornou-se um excelente pretexto para os comerciantes, que aproveitaram a oportunidade para estimular a compra de presentes.

Atividade comercial

A data tornou-se o tema principal das campanhas publicitárias no início de maio e ganhou considerável apoio nas indústrias de flores e cartões.

A história por trás do Dia das Mães — a luta de Jarvis para homenagear o trabalho de sua própria mãe e de outras mulheres — era o roteiro perfeito para impulsionar ainda mais as vendas.

No entanto, a mulher mais responsável pela data comemorativa não gostou da direção comercial que ela havia tomado, então decidiu boicotá-la.

A ativista que outrora lutara pela criação do dia agora se mobilizava para eliminá-lo.

"Jarvis considerava o Dia das Mães sua 'propriedade intelectual e legal', não parte do domínio público", escreveu Katharine Lane Antolini, autora de 'A Comemoração da Maternidade: Anna Jarvis e a Luta pelo Controle do Dia das Mães'.

"Ela aspirava que este dia fosse um 'dia sagrado' que homenageasse a mãe que colocava as necessidades de seus filhos acima das suas próprias", acrescentou Antolini.

"Ela nunca quis que o Dia das Mães se tornasse um dia para presentes caros, como aconteceu com alguns outros feriados no início do século 20."

Antolini, professora de estudos de gênero em uma universidade na Virgínia Ocidental, mora a cerca de 45 minutos de Grafton, onde fica a igreja que Jarvis e sua mãe frequentavam, hoje o Santuário Internacional do Dia das Mães.

De acordo com a pesquisa de Antolini, Anna Jarvis criticava os comerciantes que "se aproveitavam" do evento, chamando-os de "violadores de direitos autorais, vândalos comerciais e aproveitadores descarados".

Ela chegou a protestar contra floriculturas, que aumentaram seus preços em maio, e ameaçou processar muitas empresas que lucraram com a celebração.

Ela também criticou a enorme indústria de cartões impressos que surgiu em torno da data, argumentando que a maneira de demonstrar apreço e homenagear as mães deveria ser por meio de cartas pessoais, escritas à mão.

Antolini escreve que algumas organizações tentaram alinhar o significado do feriado com a mudança na percepção da maternidade no século XX, combinando o aspecto doméstico com o impacto das mães na comunidade.

Mas Jarvis também rejeitou essa interpretação.

Antes de morrer em 1948, consumida por dívidas e depressão, Jarvis confessou a um jornalista: "Lamento profundamente ter criado o Dia das Mães."

A data no Brasil

No Brasil, o Dia das Mães foi oficializado em 1932, com um decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas (1882-1954).


"O segundo domingo de maio é consagrado às mães, em comemoração aos sentimentos e virtudes que o amor materno concorre para despertar e desenvolver no coração humano, contribuindo para seu aperfeiçoamento no sentido da bondade e da solidariedade humana", diz a determinação.

Mas a consolidação da data veio mesmo na época do regime militar de 1964 a 1985.

"Copiava-se tudo dos Estados Unidos e houve, durante a ditadura, uma valorização enorme da família e das mães, em particular", diz a historiadora Mary Del Priore, autora de História das Mulheres no Brasil.

"A maternidade bem vivida, a mulher dedicada aos filhos era um perfil exaltado em concurso, valorizado e que ganhava capas de revista", lembra.

Quanto dinheiro o Dia das Mães gera?

Assim como em muitos aspectos comerciais, os Estados Unidos lideram o consumo de bens e serviços relacionados ao Dia das Mães.

Outros países ao redor do mundo não apenas seguiram o exemplo na celebração deste feriado, como também incorporaram fortemente sua importância econômica.

Só nos EUA, as vendas do Dia das Mães representam mais de US$ 23 bilhões.

De acordo com sites especializados, os bens e serviços comprados neste dia não são apenas de filhos para mães. Os consumidores compram para todas as mulheres em suas vidas: filhas, irmãs, avós, madrinhas e outras parentes e amigas.

No Brasil, o Dia das Mães é a segunda data mais importante do varejo nacional.

A expectativa é que em 2026 a celebração movimente quase R$ 38 bilhões nos setores de comércio e serviços no país, levando cerca de 127 milhões de consumidores às compras, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

A pesquisa indica que os produtos campeões de venda devem estar na categoria moda, seguidos por produtos de beleza, chocolates e flores, e experiências, como almoçar fora ou viajar.

O levantamento revela ainda que os consumidores pretendem gastar em média R$ 294 com as compras e que as principais presenteadas serão mães, seguidas de esposas e sogras.

Porque, como dizem as campanhas, o amor de mãe não tem preço.

Com reportagem adicional de Edison Veiga, de Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil

Este texto foi publicado originalmente aqui.

Fonte _ Folha/SP

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Fiocruz obtém patente para tratamento contra malária resistente

 


A Fiocruz obteve a patente de um método de tratamento considerado promissor contra a malária, sobretudo nos casos resistentes aos medicamentos tradicionais. A concessão foi feita pelo escritório norte-americano United States Patent and Trademark Office (USPTO) e pesquisadores da Fiocruz Minas são os responsáveis pela inovação. O método utiliza o composto DAQ, que apresentou ação contra cepas resistentes do Plasmodium falciparum, parasita responsável pelas formas mais graves da doença.

“A recente aprovação da patente do método de tratamento contra parasitos da malária é um marco importante, pois além de ter baixo custo, essa molécula possui mecanismo único de superar a resistência desenvolvida pelo P. falciparum, parasito causador da malária humana letal caso não seja tratada adequadamente”, afirma a pesquisadora Antoniana Krettli, coordenadora do estudo.

A malária segue como um grave problema de saúde pública global, com milhões de casos anuais. Embora a DAQ não seja uma molécula inédita, uma vez que sua atividade antimalárica já havia sido descrita na década de 1960, o diferencial do estudo foi revisitar o composto à luz de abordagens contemporâneas. “Essa molécula já tinha sido descrita como promissora, mas acabou sendo deixada de lado. O nosso grupo retomou esse estudo e mostrou um mecanismo único de superar mecanismos de resistência desenvolvidos pelo parasito, ao identificar uma característica estrutural decisiva: a presença de uma ligação tripla na cadeia química”, explica o pesquisador colaborador da Fiocruz Minas, Wilian Cortopassi. 

Assim como a cloroquina, o DAQ interfere em um processo essencial para a sobrevivência do parasito. Durante a digestão da hemoglobina, o microrganismo produz uma substância tóxica que normalmente é neutralizada. O composto bloqueia esse mecanismo, levando à morte do parasito. Estudos indicam que o DAQ é eficaz contra cepas sensíveis e resistentes do Plasmodium falciparum, com ação rápida nas fases iniciais da infecção.

A pesquisadora Anna Caroline Aguiar ressalta que o composto também demonstrou atividade contra o Plasmodium vivax, espécie responsável pela maioria dos casos de malária no Brasil, reforçando o potencial da molécula em contextos epidemiológicos relevantes para o país. “Nós vimos que a molécula funcionou tanto para falciparum quanto para vivax, o que é extremamente relevante”, afirma a pesquisadora, que participou de uma série de experimentos durante o mestrado e doutorado, realizados sob orientação de Antoniana Krettli.

Outro aspecto relevante é o baixo custo da molécula, uma característica especialmente importante, considerando que a malária afeta majoritariamente países de baixa e média renda. “Esse fator amplia o potencial de aplicação da tecnologia em contextos de maior vulnerabilidade”, ressalta Cortopassi.

Os estudos contaram com a colaboração de instituições como a University of California San Francisco (UCSF), por meio do programa Catalyst Awards, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). As pesquisas seguem em andamento, com novos estudos conduzidos em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Próximos passos

Apesar dos resultados promissores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda exige uma série de etapas. Será necessário avançar nos estudos de toxicidade, definir a dose mais segura e eficaz e desenvolver a formulação adequada. Segundo a equipe, apenas a fase pré-clínica já demanda investimentos significativos.

Nesse cenário, a proteção intelectual se torna estratégica para viabilizar o avanço da tecnologia. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), Ana Paula Granato, a patente representa um diferencial competitivo e um passo importante na prospecção de parcerias com a indústria farmacêutica. “É, sem dúvida, um reconhecimento importante, pois demonstra a ineditismo e o potencial da tecnologia”, afirma. Concedida em março deste ano, a patente tem validade até 05 de setembro de 2041.

Antoniana Krettli destaca o papel estratégico da Fiocruz nesse processo. “A instituição tem forte atuação na Amazônia, com diagnóstico e acompanhamento de pacientes, além de experiência em testes clínicos. Isso facilita parcerias e o avanço de novos medicamentos”, afirma.

Para os pesquisadores, o estudo também acende um alerta. Embora ainda existam tratamentos eficazes, o parasito continua evoluindo, o que reforça a necessidade de desenvolver novas alternativas desde já, evitando um cenário de escassez terapêutica nos próximos anos.

Fonte _ FioCruz

Produtos Ypê suspensos pela Anvisa

 


A determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o recolhimento de produtos da marca Ypê, nesta quinta-feira (7), após ser constatado o risco de contaminação, levantou dúvidas entre consumidores sobre o que fazer com os itens em casa, como solicitar reembolso e quais são os direitos garantidos pela legislação brasileira.

A medida atinge apenas lotes específicos com final "1" e inclui a suspensão de fabricação, comercialização, distribuição e uso do lava-louças (detergente), sabão líquido para roupas e desinfetante, depois da identificação de falhas em processos de controle de qualidade e risco sanitário potencial.

A Química Amparo, fabricante dos produtos da marca Ypê, negou que os itens recolhidos pela Anvisa ofereçam riscos aos consumidores e afirmou que vai recorrer da decisão (veja o posicionamento completo da empresa clicando AQUI).

Diante do cenário, especialistas em direito do consumidor ouvidos pelo g1 explicam que situações de recolhimento, também chamadas de "recall", acionam uma série de obrigações para a empresa e garantias para o consumidor, como pontuou Luiz Orsatti, diretor executivo do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP).

"Quando um produto tem comercialização suspensa por órgão regulador, como a Anvisa, os fornecedores devem recolher imediatamente os produtos identificados. Além disso, o consumidor pode buscar junto ao estabelecimento a substituição daquele produto, bem como a restituição do valor pago ou outras medidas possíveis, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor".

👉 Nesta reportagem, o g1 conversa com os advogados Ana Carolina Rôvere, Gustavo Galhardo e Thiago Bernardo da Silva para explicar o que o consumidor deve fazer com os produtos e quais os direitos previstos.

1.  Tenho produtos em casa, devo interromper o uso?

2.  Devo descartar? Preciso devolver?

3.  Troca, reembolso ou substituição: qual o meu direito?

4.  Não consigo falar com o SAC, o que fazer?

5.  Quais as obrigações da empresa?

6.  Quando procurar o Procon?

7.  Quais são os produtos afetados?

8.  Como identificar lotes proibidos?

 

1. Tenho produtos em casa, devo interromper o uso?

Sim, deve. Quando há alerta de risco à saúde, como possibilidade de contaminação microbiológica, a primeira orientação é clara: parar de usar o produto imediatamente, conforme recomendado pela Resolução 1.834/2026 da Anvisa.

Os especialistas dizem que a medida vale mesmo que o produto não apresente alteração visível.

 

2. Devo descartar? Preciso devolver?

Outro ponto que gera insegurança é o destino dos produtos já adquiridos. Por enquanto, o ideal é guardá-lo. A Anvisa orientou que os consumidores entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para informações sobre o procedimento de recolhimento, o chamado "recall".

"O que que é o recall? É o recolhimento do produto, um procedimento obrigatório previsto pelo Código de Defesa do Consumidor. Sempre que tem essa detecção de risco, o fabricante precisa retirar do mercado e do consumidor. O consumidor tem o direito de requerer a substituição do produto ou pedir uma restituição imediata", explica a advogada Ana Carolina Rôvere.

Até a publicação desta reportagem, nem a Anvisa, nem a Ypê, haviam dado novas informações sobre o que fazer com os produtos. Até que haja orientação específica da empresa ou do órgão regulador, os especialistas recomendam manter o produto separado e fora de uso, sem fazer o descarte.

Resumindo:

  • o consumidor deve seguir a orientação oficial da empresa e da Anvisa;
  • o produto não deve ser descartado de qualquer forma sem orientação;
  • em muitos casos, a devolução é exigida para reembolso, mas pode haver exceções

 

3. Troca ou reembolso: qual o meu direito?

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), quando um produto apresenta risco ou defeito, o consumidor tem direito à reparação adequada. No caso de recolhimento determinado por autoridade sanitária, isso inclui:

  • substituição do produto igual, mas em perfeitas condições;
  • restituição integral do valor pago.

"A Ypê não tem direito nenhum de escolher como vai reembolsar. É o consumidor que decide se quer substituição, restituição ou outra solução. O consumidor pode sair com um produto novo ou pedir a restituição da quantia paga, atualizada monetariamente e não pode ter prejuízo", destaca o advogado Guilherme Galhardo.

O advogado Thiago Bernardo da Silva explica que a empresa é que deve informar como será o procedimento de troca ou devolução, que não deve gerar custos extras ao consumidor, mas que, usualmente "o comprador não precisa esperar retirada em casa. Normalmente a troca ocorre em pontos de venda".

 

4. Não consigo falar com o SAC, o que fazer?

A empresa é responsável por disponibilizar canais de atendimento eficientes, sem custo para o consumidor, incluindo SAC e eventuais canais digitais ou presenciais. Caso o atendimento seja insuficiente ou ineficaz, o consumidor pode registrar reclamação no Procon.

Uma das principais dúvidas neste tipo de situação é o que fazer quando o SAC não atende ou apresenta demora. Nesses casos, o consumidor pode:

  • registrar reclamação no Procon do seu estado;
  • utilizar plataformas como o consumidor.gov.br;
  • guardar comprovantes de tentativa de contato.

Na quinta-feira (7), consumidores relataram dificuldades para contatar o SAC. A advogada Ana Rovêre diz que isso é normal, no início, devido à repercussão da notícia e por isso o consumidor deve ter calma. "Como estourou ontem, tá muito recente ainda na mídia, então, de fato, os canais de atendimento devem estar muito abarrotados", diz.

Apesar disso, ela orienta que o cliente tente registrar todas as suas tentativas de contato. "Se o consumidor tentou entrar em contato com o SAC, não teve retorno ou teve um retorno insatisfatório, a primeira coisa que ele vai ter que fazer é registrar toda essa tentativa, anotar números de protocolo, tirar print de tentativa de conversa, guardar os e-mails que foram trocados".

A Ypê informou, posteriormente, que a estrutura de atendimento foi ampliada.

 

5. Empresa tem obrigação de ser clara

Os advogados informam que a empresa tem a obrigação de informar:

  • quais produtos e lotes estão afetados;
  • riscos envolvidos;
  • o que fazer com o produto;
  • como será feito o reembolso ou troca.

A falta de informação clara pode ser considerada descumprimento do dever de informação previsto no CDC.

"A gente está falando do direito à segurança, à proteção da saúde. O consumidor tem o direito básico de não ser exposto a produtos que apresentem risco à saúde ou à segurança [...] Quando é feito um recall, é preciso que a informação seja clara e ampla sobre todos os riscos, os lotes afetados e o procedimento para devolução ou troca", explica o advogado Guilherme Galhardo.

“A empresa responde independentemente de culpa. O consumidor comprova que comprou o produto e teve um dano, e isso já pode gerar o dever de indenizar porque houve a determinação da Anvisa”.

 

6. Quando procurar o Procon?

A Anvisa e os órgãos de vigilância sanitária estaduais atuam no monitoramento do recolhimento e podem aplicar sanções em caso de descumprimento. Já o Procon pode atuar quando há:

  • falha no atendimento ao consumidor;
  • dificuldade de reembolso ou troca;
  • ausência de informação adequada;
  • ou descumprimento de direitos previstos no CDC.

 

7. Quais são os produtos afetados Lava-louças

  • Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê
  • Lava-louças Ypê
  • Lava-louças Ypê Clear Care
  • Lava-louças Ypê Toque Suave
  • Lava-louças Concentrado Ypê Green
  • Lava-louças Ypê Clear
  • Lava-louças Ypê Green

Lava-roupas

  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava-roupas Líquido
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava-roupas Líquido Ypê Express
  • Lava-roupas Líquido Ypê Power Act
  • Lava-roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava-roupas Tixan Maciez
  • Lava-roupas Tixan Primavera
  • Lava-roupas Tixan Power Act

Desinfetantes

  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de Uso Geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ypê

 

8. Como identificar lotes proibidos?


É possível encontrar a informação gravada na embalagem, debaixo do rótulo — como no caso de detergentes —, na base ou próximo à tampa. Geralmente, o número do lote vem acompanhado das datas de fabricação e de validade, e é indicado com a escrita "Lote:" ou "L:" antes.

🔎 O que significa o risco de contaminação microbiológica? É a presença indesejada de microrganismos patogênicos (bactérias, fungos e vírus) que produzem toxinas e podem causar doenças ou irritações.

Se o último numeral do código for o 1, o produto pertence ao lote com risco de contaminação e deve ser recolhido, conforme orientação da Anvisa. A recomendação é entrar em contato com o SAC da empresa para obter informações sobre o procedimento de recolhimento.

Risco sanitário

A determinação da Anvisa, publicada na Resolução 1.834/2026, ocorreu após uma inspeção na fábrica que constatou "descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo".

Segundo a agência, as falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle comprometem as Boas Práticas de Fabricação e indicam a possibilidade de contaminação por microrganismos.

A Anvisa orienta os consumidores que tenham em casa os produtos dos lotes especificados a suspenderem o uso imediatamente.

Fonte _ G1

quinta-feira, 7 de maio de 2026

InfoGripe: alta de casos de SRAG reflete período de maior circulação do VSR e influenza A

 


Divulgada nesta quinta-feira (7/5), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que, no cenário nacional, o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de aumento. A alta de SRAG é causada pelo período sazonal de maior circulação dos vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR). Com exceção do Paraná e de São Paulo, sinalizam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento nas últimas semanas, os estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os casos de SRAG por Covid-19 estão com indícios de aumento no Ceará e Maranhão. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 17, período de 26 de abril a 2 de maio.

Já era esperado observar um aumento no número de casos tanto de influenza A quanto de VSR nesta época do ano, devido a sazonalidade dos vírus, cujo pico costuma ocorrer em meados de maio. No entanto, como o início do período sazonal da influenza A começou um pouco mais cedo neste ano, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, já é possível observar uma queda antecipada dos casos confirmados pelo vírus em muitos estados dessas regiões.

Ainda assim, a influenza A permanece em níveis elevados em diversos estados, o que reforça a importância da vacinação, “especialmente entre os grupos de maior risco, para prevenir casos graves e óbitos”, afirma a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.

O aumento de SRAG na maioria das capitais ocorre nas crianças menores de 2 anos. Porém, os pesquisadores do InfoGripe chamam atenção que em Maceió, Palmas e Campo Grande também há crescimento de casos de SRAG na população idosa.

“Quanto aos casos de SRAG associados ao rinovírus já apresentam sinal de interrupção do crescimento ou queda na maior parte do país, mas continuam aumentando no Amazonas, Pará, Mato Grosso e Santa Catarina”, informa Portella.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 28,9% de influenza A, 3,7% de influenza B, 38% de vírus sincicial respiratório, 26,8% de rinovírus e 3,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 49,2% de influenza A, 4,3% de influenza B, 7,8% de vírus sincicial respiratório, 19,5% de rinovírus e 14,1% de Sars-CoV-2.


Estados e capitais

A análise aponta também que as ocorrências de SRAG associadas à influenza A continuam aumentando em toda a região Sul (PR, SC e RS), em alguns estados do Norte (AC, RO e RR) e do Sudeste (SP e ES), além de Alagoas.  Por outro lado, já apresentam tendência de queda em boa parte do Nordeste (BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE), em alguns estados do Norte (AM, AP e PA) e em Mato Grosso.  O estudo constatou também que uma parte significativa do Centro-Oeste (GO, DF e MS), além de Minas Gerais e Tocantins, estão com sinal de interrupção do crescimento.

O InfoGripe alerta também que os registros de SRAG por VSR, que afetam especialmente crianças menores de 2 anos, continuam aumentando em estados de todas as regiões do país (AP, BA, CE, DF, ES, MA, MG, MS, PA, PB, PE, PR, RJ, RN, RS, SC e SP). “Porém, já apresentam indícios de queda no Acre, Goiás, Roraima e Rondônia, além de estabilidade ou oscilação em Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins”, observa a pesquisadora.

O Boletim observa que 18 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 17. É o caso de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Joao Pessoa (PB), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio De Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).

Dados epidemiológicos

Em 2026, já foram notificados 51.794 casos de SRAG, sendo 23.213 (44,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 19.441 (37,5%) negativos e cerca de 5.333 (10,3%) aguardando resultado laboratorial. Em relação aos casos positivos do ano corrente, 26,4% foram de influenza A, 2,1% de influenza B, 23,2% de vírus sincicial respiratório, 37,4% de rinovírus e 8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 28,9% de influenza A, 3,7% de influenza B, 38% de vírus sincicial respiratório, 26,8% de rinovírus e 3,1% de Sars-CoV-2.

Incidência e mortalidade

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Por outro lado, a mortalidade é maior entre os idosos, liderada pela influenza A e Covid-19. Quanto aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade continua impactou mais a população a partir de 65 anos de idade.

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que o aumento dos casos de SRAG em crianças menores de dois anos tem sido impulsionado pelo VSR. Já o sinal de estabilização dos casos de SRAG em crianças a partir dos 5 anos, adolescentes, adultos e idosos reflete a desaceleração do crescimento das hospitalizações por influenza A no país, embora o cenário seja heterogêneo entre os estados.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Países-sede da Copa vivem surto de sarampo e elevam risco de reintrodução do vírus no Brasil

 


Os países-sede da Copa do Mundo de 2026 exibem altos números de contaminação por sarampo, o que preocupa entidades médicas brasileiras e o Ministério da Saúde, sob o risco de importação de casos para o Brasil.

A pouco mais de um mês do Mundial, o México soma 9.207 casos e é o epicentro da doença no continente. Esse número foi contabilizado até a primeira quinzena de abril, ou seja, o contingente hoje pode ser maior.

Em todo o ano passado, o país registrou 6.152 casos. A situação é alarmante se comparada com 2024, quando foram registradas apenas sete infecções pela doença.

Embora registrem menos casos, Canadá e Estados Unidos não diferem da situação mexicana. O primeiro fechou 2025 com 5.062 casos e perdeu o status de país livre do sarampo. Neste ano, contabiliza 871.

Nos EUA, país cujo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., desacredita a vacinação, foram 2.144 casos em 2025, e 1.730 neste ano.


Para efeito de comparação, o Brasil, hoje considerado um país livre da doença, somou 38 casos no ano passado. Neste ano, são três confirmações.

Diante desse cenário nos países-sede, há possibilidade de que novos casos surjam no Brasil após o torneio. Trazidos de fora, eles podem iniciar uma epidemia local. O sarampo tem transmissão respiratória de pessoa para pessoa. Suas partículas virais conseguem se manter em aerossol e suspensão por horas.

Segundo a pediatra Flávia Bravo, diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e especialista em medicina do viajante, o Brasil tem lacunas que podem possibilitar a reintrodução do vírus.

"A gente recuperou a cobertura vacinal, que vinha em queda, mas esses cálculos são feitos com crianças. Há algum grau de pessoas adultas sem o esquema vacinal completo, e são majoritariamente essas pessoas que vão à Copa", explica.

Segundo a especialista, a questão é complexa porque, em eventos como a Copa, pessoas de todas as regiões do Brasil viajam.

"Graças à nossa vigilância, a gente vem de anos com casos apenas importados. Porém, se várias pessoas retornam ao país com o vírus incubado e se distribuem para diferentes regiões, isso torna muito mais difícil a identificação pela vigilância, e pode resultar em surtos locais, que são o começo das epidemias", afirma.

A estratégia de segurança mais eficiente, explica Bravo, é a vacinação. Para ela, os movimentos contrários aos imunizantes, conhecidos como antivax, são os principais responsáveis pelo retorno volumoso de circulação do vírus.

O patologista Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do Richet Medicina e membro da SBPC (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica), cita outras razões para o ressurgimento do sarampo nas Américas.

"Devido à pandemia de Covid, muitos calendários vacinais ficaram desorganizados e pessoas deixaram de completar o esquema, com 2 doses. Houve também maior hesitação e alguns nichos de baixa cobertura permaneceram", diz.

Torres Filho lembra que espaços de aglomeração, como aeroportos, propiciam a circulação do vírus. "A transmissão pode acontecer por meio de pessoas que ainda não apresentam sintomas típicos, por isso sinais de febre associadas a manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e histórico de viagem ou contato com caso suspeito devem servir de ponto de alerta."

Ministério da Saúde publicou no fim de abril uma nota técnica alertando para o risco de reintrodução do sarampo no país. "O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco seja alto", diz trecho do texto.

Segundo a pasta, o percentual de vacinação contra o sarampo está em 92%, para a 1ª dose, e 78%, para a 2ª dose. A OMS (Organização Mundial de Saúde) preconiza 95%.

Casos importados de sarampo exigem grande mobilização das autoridades de saúde para mapear possíveis contaminados, testá-los e imunizá-los. Uma importação em larga escala torna esse trabalho ainda mais delicado.

A publicação do Ministério da Saúde também cita uma convocação da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para que os países intensifiquem suas ações de imunização.

As coberturas vacinais não foram suficientes para evitar o aumento acelerado da doença, segundo a organização. Em 2025, foram confirmados 14.767 casos em 13 países, quase 32 vezes mais do que em 2024.

Em 2026, até 5 de abril, mais de 15,3 mil casos de sarampo já haviam sido registrados. O montante é superior a 2025.

Fonte _ Folha/SP

Posso tomar a vacina da dengue do Instituto Butantan mesmo se já tive dengue?

 


Quem já teve a doença pode contrair outros sorotipos do vírus da dengue e por isso deve tomar a Butantan-DV para ficar completamente protegido

A vacina tetravalente contra dengue de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan, a Butantan-DV, é indicada mesmo para quem já contraiu dengue

Isso porque existem quatro tipos de vírus da dengue (DENV-1, DENV- 2, DENV- 3 e DENV4) e uma pessoa pode adoecer até quatro vezes, já que fica imune apenas ao vírus que contraiu inicialmente. Assim, mesmo quem já teve dengue deve se vacinar, com intuito de prevenir uma nova infecção pelos outros sorotipos para o qual o corpo ainda não desenvolveu proteção. 

“A pessoa que já teve a doença pode ter de novo, e a vacina protege contra os diferentes tipos do vírus. Por isso, ela continua sendo recomendada para quem teve dengue. Porém, a pessoa só deve receber o imunizante seis meses depois de ter tido a doença”, ressalta a gerente de farmacovigilância do Butantan e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mayra Moura.

A Butantan-DV somente é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica grave a qualquer um dos componentes da vacina; pessoas com algum tipo de imunossupressão ou alteração da imunidade, ou seja, por doença ou pelo uso de medicamentos; gestantes ou mulheres em período de amamentação.

A Butantan-DV foi aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser usada em pessoas de 12 a 59 anos, de acordo com a indicação feita na bula do imunizante. 

A vacina contra dengue foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, e começou a ser aplicada em janeiro de 2026 em pessoas de 15 a 59 anos em um projeto piloto realizado em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Ceará. Em fevereiro, o Ministério da Saúde começou a vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde em todo o país.

O Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a dengue, utilizando as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente de infecção prévia. 

Saiba mais sobre a Butantan-DV

Os resultados do ensaio clínico de fase 3 da Butantan-DV revelaram uma eficácia de 80,5% contra casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme (desfecho combinado) ao longo de cinco anos. O estudo, publicado na prestigiada revista científica Nature Medicine, acompanhou quase 17 mil pessoas no Brasil e confirmou que a proteção se mantém sólida em longo prazo. 

No que diz respeito à eficácia geral para prevenir a dengue sintomática (causada por qualquer sorotipo), o imunizante atingiu a marca de 65% durante os cinco anos de monitoramento.

Além da alta proteção contra quadros severos, o estudo demonstrou que a Butantan-DV protegeu contra hospitalizações por dengue, já que não houve nenhum registro de internação no grupo vacinado, contra oito casos no grupo placebo.


O imunizante utiliza vírus vivos, mas "enfraquecidos" (atenuados) em laboratório, para que não causem a doença enquanto são capazes de estimular uma resposta imune. As cepas utilizadas são baseadas em uma tecnologia originalmente desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Saiba mais sobre a doença

A dengue é uma arbovirose [doença transmitida por artrópodes, como mosquitos e carrapatos], que tem como vetor a fêmea do mosquito Aedes aegypti

Os primeiros sintomas da dengue são febre alta, dores no corpo e atrás dos olhos, vermelhidão na pele e fadiga. Nessa fase, a doença é classificada como dengue clássica ou dengue sem sinais de alerta, e pode ser controlada com hidratação intensa e certas medicações até seu desaparecimento, em alguns dias.

Em uma minoria, outros sintomas mais específicos podem surgir, como dores abdominais, vômitos intensos, desidratação, falta de apetite e sangramentos nas mucosas. Essa é a fase da dengue com sinais de alerta, nome dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por indicar uma gravidade do quadro clínico. Nesse momento, é importante ter acompanhamento médico.

Fonte _ Butantan