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Crianças
menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas
pelo SUS com
a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo,
causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A estratégia nacional
será lançada neste sábado (20), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre
Padilha. Novidade na rede pública, a vacina passou a integrar o Calendário
Nacional de Vacinação — esse é o quarto imunobiológico incorporado
para crianças durante a atual gestão. Na rede privada, pode custar mais de R$
500.
O
diferencial da vacina é a ampliação da proteção contra sorotipos que mais
causam doença pneumocócica invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A,
oferecendo cobertura mais abrangente que as formulações anteriores. Também
protege contra otite média, que pode causar perda auditiva e evoluir para
infecções mais graves. Desde maio, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570
mil doses para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do
ano, a previsão é de distribuição de mais de 6,1 milhões de doses.
Ao
acompanhar o início da estratégia nacional de vacinação, o ministro da saúde,
Alexandre Padilha, destacou a importância da ampliação da proteção oferecida
pelo imunizante: “Estou muito feliz de a gente poder transformar essa vacinação
em realidade. Eu pude ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já
sendo protegidas com essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos
dessa bactéria, que é o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do
que a que a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e
contra meningite.”
Segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa
de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025,
foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos, com
taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616
casos e 188 mortes no mesmo período.
Além
de reduzir casos e mortes, a vacinação em larga escala vai ajudar a reduzir os
custos do SUS com internações, UTIs, reabilitação e tratamento de sequelas.
Padilha também ressaltou os avanços recentes da vacinação no país e o papel dos
profissionais do SUS na recuperação das coberturas vacinais: “O Brasil voltou a
ser campeão mundial da vacinação no país e isso se deve, também, ao esforço dos
agentes comunitários de saúde, dos profissionais de saúde, dos enfermeiros e
enfermeiras, auxiliares de enfermagem, vacinadores e vacinadoras. Em 2019
perdemos o título de País livre do Sarampo e recuperamos esse título agora em
2024. E todos os profissionais de saúde do SUS nos ajudaram a chegar em 2025
com a maior cobertura vacinal dos últimos 9 anos no Brasil”.
Quem
pode receber a nova vacina?
A
vacina Pneumo 20 é destinada às crianças menores de 5 anos que ainda não
completaram o esquema vacinal recomendado. Até agora, as vacinas ofertadas são
a Pneumo 10, Pneumo 13 e a polissacarídica 23.
Com
a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde inicia uma transição gradual
para substituição dos imunizantes, ampliando a proteção contra mais sorotipos
da bactéria pneumococo com potencial de prevenção de casos graves.
Além
das crianças, a vacina também será destinada a povos indígenas com mais de 5
anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou
mais que estejam acamados ou institucionalizados e pessoas com condições
clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em
Situações Especiais (RIE).
Durante
a transição, o esquema vacinal infantil será de uma dose da Pneumo 20 aos 2
meses, uma dose da vacina Pneumo 10 aos 4 meses de idade e um reforço da Pneumo
20 aos 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o
reforço. As vacinas 13 e 23 seguem em uso em estratégias específicas até o fim
dos estoques.
Após
o esgotamento dos estoques da vacina Pneumo 10, o esquema passará a ser
exclusivamente com a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado
pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, no
aplicativo Meu SUS Digital.
Fonte _ Saúde.gov
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O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) assinou nesta sexta-feira (19) um decreto que prevê o bloqueio de recursos
financeiros das casas de apostas ilegais, que operam sem autorização do Ministério da
Fazenda.
O
governo considera clandestinos os sites de apostas que não passaram pelo
processo de licenciamento da Fazenda. Essas empresas não aderem a regras de boa
conduta na publicidade, por exemplo, e atuam sem pagar uma taxa de R$ 30
milhões ao governo ou coletar impostos. Tampouco respeitam o sistema de
autoexclusão, que impede o acesso das pessoas inscritas às bets regulares.
Segundo Wellington
Lima e Silva, ministro
da Justiça, entre 41% e 51% das bets em funcionamento no país são
ilegais, o que corresponde a 25,2 milhões de brasileiros apostando nessas
plataformas. "O crime organizado tem estímulos para migrar para este setor
e é fundamental que o governo e os órgãos de Estado atuem duramente nessa
perspectiva. E é esse esforço que fazemos aqui", afirmou.
Conforme
pesquisa Datafolha feita em maio, a parcela dos brasileiros com 18
anos ou mais que dizem apostar em bet ou em cassinos online atualmente está em
7%, o que equivale a 11,5 milhões de pessoas.
O
decreto contempla as instituições financeiras que receberam ou registraram
movimentação de recursos advindos das bets irregulares.
"A
partir de agora, com decreto do presidente, um novo documento que será apurado
pela Secretaria de Prêmios e Apostas vai ser enviado às instituições
financeiras, com ciência do Banco Central. Uma vez que receber isso, a
obrigação legal passa a valer, e a instituição financeira terá que bloquear
todas essas contas", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Com
isso, o ministério passa a identificar os responsáveis pelas plataformas e a
bloquear os recursos ligados às bets ilegais. De acordo com Durigan, há cerca
de 300 operadores por trás dos quase 50 mil sites derrubados, que utilizaram 37
instituições financeiras para fazer os pagamentos. O bloqueio precisará ser
confirmado em até 48 horas após a notificação enviada pelo Ministério da
Fazenda. O governo ainda não tem uma estimativa do potencial arrecadatório da
medida.
Durigan
afirmou que as 37 instituições financeiras são reincidentes e têm proximidade
com outras investigações que ocorrem na Polícia Federal.
No
caso dos perfis de redes sociais que divulgam as bets, a pasta tem feito
comunicações com influenciadores e personalidades que anunciam as plataformas
ilegais. Cerca de 800 perfis já foram derrubados.
De
acordo com o governo, os mecanismos se assemelham aos já utilizados na asfixia
financeira ao crime organizado e se tornaram possíveis com a aprovação da Lei
Antifacção, que endureceu punições para integrantes desses grupos.
Caso
haja alguma contestação, as instituições envolvidas poderão apontar razões para
que o bloqueio seja revisto. Se não houver nenhuma manifestação nesse sentido,
a AGU (Advocacia-Geral
da União) irá ajuizar uma ação para haver expropriação dos recursos, que
passarão ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
Além
do congelamento dos recursos, uma portaria publicada nesta quinta-feira (18) no
Diário Oficial da União também regulamentou a responsabilidade solidária de
instituições de pagamento que permitirem transações com bets ilegais, sem
autorização do governo para atuar. Pessoas físicas e jurídicas que divulgarem
essas casas de apostas também serão responsabilizadas.
Segundo
a portaria, a Secretaria de Prêmios e Apostas e a Receita Federal fixarão um
prazo de 24 horas para que as instituições adotem medidas restritivas que
impeçam novas transações.
As
medidas foram em geral bem recebidas entre as associações de bets e do mercado
financeiro. A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) afirmou que as
mudanças representam um avanço na proteção do mercado regulado. Segundo a
entidade, as ações são resultado da cooperação entre a Secretaria de Prêmios e
Apostas, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e representantes do
setor e ajudam a combater um mercado que expõe consumidores a riscos, sonega
impostos e gera concorrência desleal.
O
IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) disse que as ações fortalecem a
arrecadação pública, aumentam a segurança dos apostadores e protegem as
empresas que atuam dentro da legislação.
A Zetta,
associação que representa fintechs como Nubank e
Mercado Pago, diz que as medidas ajudam a consolidar um ambiente
mais seguro, transparente e alinhado às melhores práticas regulatórias, além de
ampliar a proteção dos consumidores.
A
Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que objetivo é impedir que
instituições financeiras abram ou mantenham relacionamento com empresas de
apostas irregulares. De acordo com a instituição, a nova regulamentação traz
segurança jurídica para práticas que o setor bancário já vinha adotando.
Na
quinta (18), ocorreu
a Operação Canto da Sorte, contra sites de apostas clandestinos
que atuavam sob licença irregular emitida pela Prefeitura de Bodó, cidade de
2.363 habitantes no Rio Grande do Norte.
Ao
longo de dez meses, a LotSeridó, loteria criada pelo município de Bodó,
licenciou 37 sites e arrecadou R$ 8,3 milhões em taxas, segundo o MP. O volume
indica uma receita declarada de R$ 415 milhões para as casas de apostas
investigadas.
"Fomos
ao STF exigindo cumprimento da lei para que município não tivesse essa
competência e, ao mesmo tempo, os estados tivessem uma competência limitada. A
operação vem com a inteligência do Ministério Público e de autoridades
estaduais e é a primeira de outras que virão nessa esteira", disse
Durigan.
Ainda
de acordo com o ministro, 700 mil pessoas utilizaram o botão de autoexclusão
das casas de aposta disponível no site do gov.br.
VEJA
PROPOSTAS ANUNCIADAS PARA ASFIXIAR BETS ILEGAIS
COMO
SERÁ O PROCESSO DE BLOQUEIO
Fonte _ Folha/SP
A
plataforma de envio do Defesa Civil Alerta foi tirada do ar às 1h30 da
madrugada deste sábado (20/6), após ter sofrido uma invasão e disparado um
alerta para diversas regiões do país, ordenado remotamente por alguém alheio ao
Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
A
mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra
“misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um
ataque hacker.
A
Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do
Desenvolvimento Regional acionará a Polícia Federal e tomará as providências
para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições
de segurança forem restabelecidas.
Fonte_ instagram Defesa Civil
Moradores
de Rio Branco, capital do Acre, foram surpreendidos
na noite desta sexta-feira, 19, com um alerta extremo sonoro emitido nos
celulares, tendo como remetente, supostamente, o órgão Defesa Civil.
Na
mensagem, aparecia apenas a palavra “misantropia”. Pouco depois, o
tenente-coronel Cláudio Falcão, da Defesa Civil Municipal, informou que o
alerta emitido não partiu da capital acreana e que, aparentemente, pode se
tratar de uma “violação do sistema”.
Mais
cedo, moradores de outras cidades brasileiras, como Curitiba, Rio
de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal,
também passaram pela mesma situação. O alerta gerou surpresa e confusão, uma
vez que o termo não tem relação com fenômenos climáticos ou situações de
emergência.
A
Defesa Civil em Rio Branco reforçou que assim que tomou conhecimento do
ocorrido, a equipe técnica iniciou os procedimentos de verificação junto aos
órgãos responsáveis pelo sistema de envio de alertas. As informações
preliminares apontam para uma possível falha operacional ou acesso indevido à
plataforma, circunstância que está sendo devidamente apurada pelas autoridades
competentes.
Segundo
o dicionário Michaelis, o termo misantropia significa aversão ou rejeição à
humanidade, podendo também se referir a isolamento social, melancolia ou
profunda tristeza.
NOTA
OFICIAL
A
Defesa Civil Municipal de Rio Branco esclarece que o alerta enviado à população
nesta data não corresponde a qualquer situação de emergência, desastre natural
ou risco iminente registrada no município.
Assim
que tomou conhecimento do ocorrido, a equipe técnica iniciou os procedimentos
de verificação junto aos órgãos responsáveis pelo sistema de envio de alertas.
As informações preliminares apontam para uma possível falha operacional ou
acesso indevido à plataforma, circunstância que está sendo devidamente apurada
pelas autoridades competentes.
Reiteramos
que não há, neste momento, qualquer ocorrência que justifique medidas
extraordinárias por parte da população. Todos os serviços de monitoramento e
acompanhamento permanecem funcionando normalmente.
A
Defesa Civil orienta os cidadãos a desconsiderarem o alerta recebido e a
acompanharem informações exclusivamente por meio dos canais oficiais da
Prefeitura de Rio Branco e da Defesa Civil Municipal.
Novas
informações serão divulgadas oportunamente, conforme o avanço das apurações.
Rio
Branco, 19 de junho 2026
DEFESA
CIVIL MUNICIPAL DE RIO BRANCO
Fonte _ AC24hs
O
CBN Madrugada está no ar.
Passe
a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.
A
apresentação é de Klauson Dutra.
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à Estados Unidos x Autrália AO
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Neste
19 de junho, Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme, o Ministério da Saúde reforça a
importância do cuidado integral e da atuação coordenada da Rede de Atenção à
Saúde. Ao investir no diagnóstico precoce, no acompanhamento contínuo e na
ampliação do acesso à assistência especializada, o Sistema Único de Saúde
(SUS) fortalece o direito à saúde e contribui para que mais
pessoas vivam com qualidade, autonomia e cidadania.
“Falar
sobre Doença Falciforme é falar sobre equidade, acesso e cuidado integral.
Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico e a inserção da pessoa na linha de
cuidado do SUS, maiores são as possibilidades de minimizar complicações e
assegurar uma vida com mais saúde e autonomia. A conscientização da sociedade e
dos profissionais de saúde é essencial para fortalecer essa rede de atenção e
qualificar o cuidado das pessoas”, destaca o diretor do Departamento de Atenção
Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello.
A
Doença Falciforme é uma condição genética hereditária que altera o formato das
hemácias, as células responsáveis por transportar oxigênio pelo corpo. Em vez
de arredondadas, essas células assumem formato semelhante ao de uma foice, o
que dificulta a circulação sanguínea e pode provocar crises dolorosas,
infecções, anemia, lesões em órgãos e outras complicações que exigem
acompanhamento especializado ao longo de toda a vida.
Embora
seja mais frequente entre pessoas negras e afrodescendentes, a Doença
Falciforme está presente em todas as regiões do Brasil e pode afetar pessoas de
diferentes origens étnicas. Por isso, ampliar a conscientização e combater a
desinformação são estratégias fundamentais para garantir diagnóstico oportuno,
acesso ao tratamento e redução das desigualdades em saúde.
No
Brasil, estima-se o registro de cerca de 1.000 novos casos anuais em
recém-nascidos com Doença Falciforme. A condição integra o grupo das
hemoglobinopatias e representa um importante desafio para a saúde pública,
exigindo ações permanentes de vigilância, assistência e educação em saúde.
Diagnóstico
precoce transforma trajetórias
Um passo fundamental na identificação da doença é a realização do Teste do Pezinho, feito nos primeiros dias de vida (preferencialmente a partir de 48 horas após o nascimento até o 5º dia de vida do recém-nascido) por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O exame permite detectar de forma precoce a Doença Falciforme e encaminhar a criança para acompanhamento especializado ainda nos primeiros meses de vida, reduzindo riscos e melhorando os desfechos clínicos.
Quando
o diagnóstico acontece em tempo oportuno, é possível iniciar medidas
preventivas importantes, como vacinação ampliada, acompanhamento regular na
Rede de Atenção à Saúde, monitoramento clínico e acesso a medicamentos que
ajudam a evitar complicações.
Entre
essas medidas estão a profilaxia com Fenoximetilpenicilina para crianças de 0 a
5 anos, a atualização do calendário vacinal, o acompanhamento multiprofissional
e a realização de exames periódicos para identificação precoce de alterações
clínicas e prevenção de eventos graves, como o acidente vascular cerebral
(AVC).
Linha
de cuidado estruturada no SUS
No
SUS, as pessoas com Doença Falciforme contam com uma rede de cuidado
estruturada que acompanha diferentes momentos da vida, desde a Atenção Primária até
os serviços especializados e hospitalares de alta complexidade.
Entre
as ações disponíveis estão o acompanhamento clínico contínuo, a oferta de
medicamentos essenciais, a prevenção de infecções, o aconselhamento genético e,
em situações específicas, o transplante de medula óssea, atualmente a única
alternativa terapêutica com potencial curativo.
O
SUS disponibiliza ainda medicamentos como a hidroxiureia, a partir de 9 meses
de idade, considerada um dos principais avanços terapêuticos para a Doença
Falciforme, capaz de reduzir crises dolorosas, internações e outras
complicações associadas à doença.
Outra
importante estratégia é a realização do exame Doppler Transcraniano em crianças
de 2 a 16 anos de idade, que permite identificar precocemente o risco de
acidente vascular cerebral e adotar medidas preventivas oportunas, contribuindo
para a redução da morbimortalidade.
O
cuidado também inclui orientação às famílias, estímulo ao autocuidado e apoio
para que crianças, adolescentes e adultos possam desenvolver suas atividades
cotidianas com mais segurança, autonomia e qualidade de vida.
Saiba mais sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal
Fonte _ Saúde.gov
Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 11.527, de 9 de junho de 2026, que institui a Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente (PNQSP). A iniciativa estabelece diretrizes para promover um cuidado seguro, de qualidade, equitativo e centrado nas pessoas em todos os serviços que integram o Sistema Único de Saúde (SUS).
A
nova política representa um marco para a saúde pública brasileira ao consolidar
uma visão ampliada da qualidade do cuidado e da segurança do paciente, com foco
em qualificar toda a jornada do usuário na Rede
de Atenção à Saúde, desde o primeiro atendimento até o acompanhamento
contínuo do tratamento.
Para
o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência
(DAHUD), Fernando Figueira, a política consolida uma mudança importante
na forma de pensar e organizar o cuidado em saúde.
“A
qualidade e a segurança do paciente não são responsabilidades de um único
profissional ou serviço. Elas precisam estar presentes em toda a trajetória
assistencial. Esta política fortalece uma cultura de cuidado baseada no
respeito às pessoas, na prevenção de riscos e na busca permanente por melhores
resultados em saúde. É um avanço importante para que cada cidadão se sinta
acolhido, protegido e seguro ao utilizar o SUS”, destaca Fernando Figueira.
A
implementação da PNQSP ocorrerá de forma progressiva e pactuada entre União,
estados e municípios, respeitando as diferentes realidades dos territórios
brasileiros. O objetivo é consolidar uma cultura permanente de melhoria da
qualidade, capaz de gerar resultados mais seguros, eficientes e humanizados
para toda a população.
Cuidado
seguro em toda a rede
A
PNQSP reconhece que a segurança do paciente deve estar presente em todos os
serviços de saúde, desde a Atenção Primária à Saúde até
os hospitais de alta complexidade, passando pelos ambulatórios especializados,
serviços de urgência e emergência, atenção domiciliar, atenção materno-infantil
e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.
Isso
significa promover práticas que contribuam para um cuidado mais seguro, como a
identificação correta dos pacientes, a prevenção de infecções relacionadas à
assistência, a segurança no uso de medicamentos, a redução de riscos em
procedimentos e cirurgias e a melhoria da comunicação entre profissionais de
saúde.
Também
garante que as informações acompanhem o paciente ao longo do tratamento e que
as transições entre os diferentes serviços ocorram de forma coordenada,
contribuindo para o acesso oportuno e melhores resultados em saúde.
Além
disso, prevê o fortalecimento dos Núcleos de Segurança
do Paciente, estruturas responsáveis por promover ações de prevenção,
monitoramento e melhoria contínua da qualidade nos serviços de saúde. Além
disso, estabelece estratégias para qualificação permanente dos profissionais,
incentivo à inovação, uso de tecnologias digitais e monitoramento de
indicadores capazes de orientar decisões e aprimorar o cuidado.
Para
a coordenadora-geral de Atenção Hospitalar, Luisa Frazão, a política reforça um
compromisso permanente com o fortalecimento do Cuidado Centrado na Pessoa.
“A
Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente amplia a compreensão de
que qualidade e segurança não são atributos de um serviço isolado, mas de toda
a Rede de Atenção à Saúde. Nosso desafio é garantir que cada pessoa receba um
cuidado seguro, coordenado e resolutivo, independentemente do local onde acessa
o SUS. Para isso, fortalecemos a participação dos pacientes, a gestão de
riscos, o uso de evidências e a integração entre os serviços de saúde”, destaca
Luisa Frazão.
Qualidade
e acesso lado a lado
A
instituição da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente dialoga
diretamente com os esforços do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da
população aos serviços especializados por meio do Programa
Agora Tem Especialistas.
O
programa tem promovido a ampliação da oferta de consultas, exames, cirurgias e
tratamentos especializados em todo o país, reduzindo o tempo de espera e
fortalecendo a capacidade de atendimento do SUS. Nesse cenário, a nova política
surge como uma ferramenta estratégica para assegurar que a expansão do acesso
aconteça acompanhada de qualidade, segurança e coordenação do cuidado.
Fonte _ Saúde.gov
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) determinou o recolhimento do lote
2519879 do antibiótico injetável Polycid, da União
Química Farmacêutica Nacional, após a empresa notificar a agência sobre a
presença de um pedaço de vidro dentro do frasco-ampola. A resolução foi
publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18).
A
União Química afirma que iniciou o recolhimento voluntário após identificar um
problema de qualidade em um frasco do lote do Polycid, antibiótico injetável de
uso hospitalar à base de polimixina B.
A
empresa diz que nenhum caso de uso indevido ou efeito adverso relacionado ao
medicamento foi registrado até o momento.
A
reportagem também questionou a União Química sobre o alcance da distribuição do
lote, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
Outro
antibiótico também foi alvo de medida preventiva pela agência. O fosfato de
clindamicina, da Hypofarma —indicado para infecções graves na pele, no trato
respiratório, nos ossos e nas articulações—, deve ter o lote 24101854
recolhido.
A
agência identificou problemas de qualidade no produto: a solução apresentava
coloração amarelada e partículas estranhas dentro do frasco lacrado.
A
Hypofarma disse que está cumprindo os protocolos regulatórios exigidos e que
segue em alinhamento com a Anvisa. A empresa afirmou ainda manter colaboração
total com os órgãos competentes.
A
Anvisa também determinou o recolhimento do lote 2513588 do soro fisiológico
injetável fabricado pela Equipex Indústria Farmacêutica Ltda. A resolução não
cita o motivo da decisão.
A Folha tentou
contato telefônico com a Equipex e não foi atendida na manhã desta quinta.
Fonte _ Folha/SP
A
vacina que protege contra o HPV, responsável
pelo câncer de colo do útero, reduziu a quase zero o risco de morrer da
doença antes dos 30 anos na Inglaterra,
segundo estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista The Lancet.
Os
resultados vêm de uma análise de dados nacionais de saúde da Inglaterra. Entre
2020 e 2024, nenhuma mulher na Inglaterra entre 20 e 24 anos morreu de câncer
de colo do útero. É a primeira vez que não se registra nenhuma morte nessa
faixa etária.
Entre
2015 e 2019, também houve uma redução de 80% nas mortes por esse câncer entre
mulheres jovens de 20 a 24 anos.
A vacina
foi introduzida para meninas em 2008 e para meninos em 2019 na
Inglaterra. Conforme o estudo, as jovens vacinadas aos 12 ou 13 anos apresentam
um risco praticamente nulo de morrer de câncer de colo do útero antes dos 30
anos.
Feita
pelo Cancer Research UK e pela Queen Mary University of London, a pesquisa
mostra que foram evitadas ao todo 200 mortes desde a introdução da vacinação contra
o HPV, cujas cepas de alto risco causam praticamente todos os casos de câncer
de colo do útero.
"Sabemos
que a vacina
contra o HPV é extremamente eficaz para conter o câncer de colo do
útero antes que se desenvolva e, pela primeira vez, esses resultados mostram
que ela salva vidas", disse Michelle Mitchell, diretora-geral do Cancer
Research UK.
Na
ausência de vacinação, teriam sido registradas 23 mortes entre 2020 e 2024
nessa população de 20 a 24 anos, imunizada em aproximadamente 90% aos 12 e 13
anos, o que alimenta a esperança de conseguir a eliminação progressiva desse
tipo de câncer na Inglaterra.
O
HPV é um vírus que pode ser transmitido durante relações sexuais e que
geralmente não provoca sintomas.
A
detecção precoce continua indispensável para todas as mulheres, já que a vacina
previne cerca de 90% das infecções que causam câncer, entre outras doenças.
O
câncer de colo do útero provoca cerca de 685 mortes por ano na Inglaterra,
segundo o NHS, o serviço público de saúde.
Fonte _ Folha/SP
Divulgado
nesta quinta-feira (18/6), o
novo Boletim InfoGripe da Fiocruz destaca que o número de casos de
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que já apresentava
crescimento em todo o país nas últimas semanas, voltou a aumentar na população
de jovens, adultos e idosos. Este cenário é impulsionado pelo aumento das
hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) nas
crianças pequenas e das hospitalizações pelos vírus da influenza A
e B na população de jovens, adultos e idosos.
Em
nível nacional, observa-se desaceleração do crescimento do número de casos de
SRAG nas crianças até 4 anos e queda dos casos graves nas crianças e
adolescentes de 5 a 14 anos. Referente à Semana Epidemiológica 23,
a atualização abrange o período de 7 a 13 de junho.
A
pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação
Científica da Fiocruz, reforça que o importante é que a vacina contra a
influenza protege contra os vírus da influenza A e B. Por isso, afirma
Portella, é fundamental que as pessoas dos grupos de maior risco, como
crianças, idosos e pessoas com comorbidades, estejam vacinadas. A cientista
enfatiza ainda que também é essencial que gestantes, a partir da 28ª semana de
gestação, se vacinem contra o vírus sincicial respiratório para proteger seus
bebês contra o vírus.
Além disso, diante do leve aumento da Covid-19 em alguns estados, Portella orienta que é importante que a população de risco, como idosos e imunocomprometidos, esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra a Covid-19. “No mais, recomendamos alguns cuidados adicionais, como usar máscaras em locais fechados e com maior aglomeração de pessoas e dentro de unidades de saúde; fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado; ou, quando o isolamento não for possível, sair de casa usando uma boa máscara para evitar transmitir o vírus para outras pessoas”.
Estados
e capitais
A
análise mostra que 14 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG
em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de
crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 23:
Acre, Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa
Catarina e São Paulo.
Além
disso, 9 unidades também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta,
risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo
prazo: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso,
Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Os
casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam aumentando na
maioria dos estados das regiões Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio
Grande do Norte) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e em alguns
estados do Norte (Amapá e Roraima) e Sudeste (Rio de Janeiro e
São Paulo). Em toda a Região Centro-Oeste, além dos estados do Acre,
Pará, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais, os casos de SRAG por
VSR continuam altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou
queda.
Na
atualização observa-se que 11 das 27 capitais apresentam nível de atividade de
SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de
crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a
semana 23: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS),
Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Rio
Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).
Além
disso, 12 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta,
risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo
prazo: Aracaju (SE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Goiânia (GO), João Pessoa
(PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (NA), Rio De Janeiro (RJ),
Salvador (BA) e São Paulo (SP).
A
tendência de queda dos casos de SRAG na capital de São Paulo é puxada pela
diminuição dos casos de SRAG nas crianças pequenas, associados ao VSR. Contudo,
os casos de SRAG nos jovens, adultos e idosos continuam aumentando na capital
paulista, provavelmente relacionado ao aumento das hospitalizações por
influenza.
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 19,1% de influenza A, 7,1% de influenza B, 51,4% de vírus sincicial
respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 43,7% de influenza A, 10,5% de influenza B, 16,9% de vírus
sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 7,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 89.725 casos de SRAG, sendo
44.485 (49,6%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 31.637 (35,3%) negativos e ao menos 7.740 (8,6%) aguardando
resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão
sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes, por conta do fluxo de
notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
Entre
os casos positivos do ano corrente, observou-se 23,6% de influenza A, 3,5% de
influenza B, 35% de vírus sincicial respiratório, 31,8% de rinovírus e 5,4% de
Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a
prevalência entre os casos positivos foi de 19,1% de influenza A, 7,1% de
influenza B, 51,4% de vírus sincicial respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,2%
de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
A
incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas
epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos
das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças
pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre
os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A.
Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado
maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior
impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência de SRAG por
Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.
Referente
aos óbitos de SRAG em 2026, foram registrados 3.842 óbitos de SRAG, sendo 1.772
(46,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório,
1.679 (43,7%) negativos e ao menos 82 (2,1%) aguardando resultado laboratorial.
Dentre os óbitos positivos do ano corrente, observou-se 41,7% de influenza A,
5,8% de influenza B, 9,6% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e
20,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a
prevalência entre os óbitos positivos foi de 43,7% de influenza A, 10,5% de
influenza B, 16,9% de vírus sincicial respiratório, 20,4% de rinovírus e 7,2%
de Sars-CoV-2 (Covid-19).
O Boletim
InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao
monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às
vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações,
preparações e resposta a eventos em saúde pública.
Fonte _ FioCruz
Ministério
da Saúde vem intensificando o uso de tecnologias digitais para aproximar
o Sistema
Único de Saúde (SUS) da população. A estratégia, apresentada no
projeto “Serviço na Ponta”, aposta no envio de mensagens personalizadas por
canais como WhatsApp, caixa postal do Gov.br e do aplicativo Meu SUS Digital, com o objetivo de ampliar o acesso às
políticas públicas e facilitar a interação do cidadão com serviços públicos.
A
iniciativa funciona como um serviço de comunicação ativa, que combina envio de
alertas, lembretes e informações relevantes sobre direitos e programas e
políticas do SUS. Entre as modalidades em operação atualmente estão mensagens
proativas, como avisos de vacinação, campanhas, ações e serviços de saúde, e o
uso de agentes de inteligência artificial para responder dúvidas em tempo real
com informações oficiais do Ministério da Saúde.
Além
de informar, ela busca fortalecer o relacionamento entre a população e o SUS,
promovendo maior sensação de pertencimento e valorização dos serviços públicos
de saúde. Esta estratégia de comunicação foi apresentada na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de
fevereiro de 2026 no intuito de fortalecer a agenda junto aos territórios em
parceria com os gestores estaduais e municipais.
Os
resultados iniciais indicam alto alcance e engajamento. Atualmente, as ações já
alcançaram cerca de 100 milhões de comunicações, incluindo campanhas de
vacinação, prevenção à dengue e arboviroses, informações sobre o Programa
Farmácia Popular, assistência farmacêutica, serviços voltados à saúde das
caminhoneiras e caminhoneiros, saúde da mulher e o programa Agora Tem Especialistas.
Outro
destaque é o uso de chatbots temáticos, que neste momento atendem demandas
específicas de alguns programas e políticas do Ministério da Saúde. Essas
ferramentas permitem ao cidadão esclarecer suas dúvidas e consultar rapidamente
informações sobre elegibilidade, prazos e serviços disponíveis.
A
estratégia também já foi aplicada em campanhas de grande alcance. Na
mobilização contra a influenza no ano de 2026, foram disparadas cerca de 10
milhões de mensagens direcionadas ao público prioritário para a vacinação,
reforçando o papel da comunicação digital como instrumento das políticas
públicas de saúde.
Fonte _ Saúde.gov