Imuniza SUS

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Esporotricose humana entra na lista de notificação compulsória no Brasil

 


A esporotricose humana entrou na lista de notificação compulsória do Ministério da Saúde. A medida vigora desde o dia 23 de janeiro.

Conhecida no passado como "doença do jardineiro", a infecção é causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes no solo, em plantas, madeira e matéria orgânica em decomposição, o que explica o nome popular. Ela também pode ser transmitida por pets, como os gatos. Esse meio de transmissão é hoje o principal no Brasil.

A regra ocorre após pequenos surtos urbanos da doença no país. Em 2023, um alerta da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) classificou a transmissão como descontrolada. Segundo o Ministério da Saúde, a obrigatoriedade de notificação auxilia no rastreamento da doença para o controle das infecções e no planejamento de ações conjuntas entre a saúde e o controle de zoonoses.

Em humanos, a doença costuma se manifestar como um nódulo ou ferida na pele, que pode evoluir ao longo dos vasos linfáticos e formar uma sequência de lesões. Elas não têm uma forma específica e exigem biópsia para um diagnóstico preciso, segundo a dermatologista Christiana Blattner, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Na maioria dos casos, a infecção fica restrita à pele e ao tecido subcutâneo, camada imediatamente abaixo da superfície do corpo. A doença, contudo, pode se tornar mais grave em pessoas com a imunidade comprometida, atingindo outros órgãos, como pulmões, ossos, articulações e até o sistema nervoso central. Essa forma ocorre principalmente em pacientes com HIVcâncer, uso prolongado de corticoides ou transplantados, e pode causar infecções graves e dores intensas.

"É bem raro, mas, se ocorrer, o problema pode se agravar. Daí a necessidade do diagnóstico precoce", explica a médica.

Já nos animais, especialmente nos gatos, a doença tende a ser mais agressiva, com múltiplas feridas abertas, secreção abundante e maior capacidade de transmissão. A médica destaca que os animais, assim como os humanos, são vítimas da infecção, e não responsáveis. Assim, devem receber os mesmos critérios de precaução dispensados às pessoas.

"O fungo está na terra, nas plantas; o gato não é o hospedeiro vilão, mas sim vítima", explica Christiana. Pela facilidade de contato com o fungo, há risco de infecção em ambientes de lazer, como parques e praias, mas é possível se prevenir sem pânico.

"Usar calçado, luvas e blusas de manga comprida ao manusear plantas e árvores, por exemplo, é uma forma de evitar o contato com o fungo", diz a médica. A infecção, ela destaca, ocorre quando há um trauma na pele, como um arranhão em espinhos, ou uma mordida do pet.

"É bom lembrar que jardineiros e profissionais que trabalham com animais devem usar equipamentos de proteção para evitar os riscos. Trata-se de uma doença que não mata, mas causa lesões importantes", explica Juvencio Furtado, infectologista do Hospital Heliópolis.

Para Furtado, a notificação compulsória auxilia no controle de focos. "Com a notificação, verificam-se os locais de infecção, entende-se como as pessoas adquiriram a doença e se existem animais infectados. Com isso, é possível orientar a prevenção a partir do perfil dos infectados."

"A notificação também revela a quantidade de casos no Brasil, faz barulho, dá visibilidade à doença e ajuda na conscientização", diz Christiana.

O tratamento para a esporotricose é feito com antifúngicos, principalmente o itraconazol, por períodos que podem variar de semanas a meses, dependendo da gravidade e da resposta do paciente. Tanto em humanos quanto em animais, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e reduzir a disseminação da doença.

Fonte _ Folha/SP

Nipah, gripe k, aviária: as doenças no radar de infectologistas em 2026

 


A recente confirmação de dois casos do vírus Nipah na Índia acendeu um alerta em diversos países. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), todas as 190 pessoas que tiveram contato direto com os infectados foram testadas e liberadas, mas a possibilidade de uma contaminação em massa assustou a comunidade internacional.

Essa não é a primeira vez que o Nipah chama atenção. Desde 2001, Índia e Bangladesh relatam surtos em frequência quase anual. Segundo a infectologista Priscilla Sawada, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, o risco pandêmico desse vírus é baixo. "Trata-se de uma doença zoonótica, cuja principal fonte de infecção são os morcegos frutíferos do gênero 'Pteropus', espécies que não existem no Brasil, estando restritas a Ásia, Oceania e parte do leste da África", explica.

A alta letalidade desse agente infeccioso —entre 40% e 75%— limita sua capacidade de disseminação sustentada. O contágio pode ocorrer com o consumo de frutas que foram contaminadas por animais doentes ou a partir do contato muito próximo com pessoas e animais infectados.

Não há vacina ou tratamento específico para a doença, o que a torna mais preocupante. A enfermidade causa febre, infecções respiratórias agudas e inflamações no cérebro. Além disso, um a cada cinco infectados pode ter sequelas neurológicas de longo prazo, segundo a OMS.

De olho no cenário global

Apesar das preocupações com o Nipah, ele não é a única doença em que os infectologistas estão de olho para evitar surtos ou pandemias. Em 2026, o cenário global promete ser marcado tanto pela circulação antecipada de vírus respiratórios humanos, como a variante do Influenza A conhecida como gripe K, quanto pela presença cada vez mais constante de vírus da gripe aviária, como os subtipos H5N1 e H5N5. No Brasil, a atenção também se volta à expansão de arboviroses e ao avanço da sífilis.

No final de 2025, autoridades de saúde alertaram para o aumento de casos na Europa e nos Estados Unidos da gripe K, cujos primeiros casos foram confirmados no Brasil em meados de dezembro. Mas não se trata de uma nova doença: o agente causador é o vírus da gripe comum, mais especificamente a variante H3N2 do subclado K, que deu o "apelido" à doença. A mudança de subclado indica uma mutação sutil na estrutura viral, o que pode ter potencializado levemente a capacidade de transmissão da gripe, segundo análises preliminares.

"Os vírus Influenza têm uma capacidade de sofrer mutações naturais regularmente. O que colocou esse subclado em destaque foi sua circulação de forma precoce e muito acelerada no Hemisfério Norte, antes do pico do inverno", analisa a infectologista Maria Daniela Bergamasco, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Einstein Hospital Israelita.

Apesar de isso reforçar a importância de medidas preventivas, como a vacinação, não é preciso gerar alarde. "Essa não é uma variante especialmente mais agressiva, ela causa apenas sintomas comuns da síndrome gripal de Influenza A H3N2", esclarece Bergamasco. A Influenza A costuma provocar febre alta, tosse e congestão nasal. Ela tende a ser mais grave entre grupos de risco, como idosos, crianças menores de 5 anos, pessoas transplantadas e com doenças pulmonares crônicas.

Quanto à prevenção, medidas universais de higiene que se tornaram populares durante a pandemia de Covid-19 continuam válidas para evitar infecções respiratórias, incluindo o uso de máscara, especialmente em quem tem sintomas, e a higiene constante das mãos.

"A vacinação segue como ferramenta central de prevenção. Embora o imunizante atual não seja adaptado para este subclado específico, ele oferece uma proteção relevante. Além disso, é uma doença para a qual temos muitos tratamentos disponíveis", afirma a infectologista. "Pacientes devem buscar atendimento médico diante de sintomas para a realização de testes virais que permitam acompanhar a situação epidemiológica e fazer o tratamento."

Gripe aviária no radar

Outras infecções virais respiratórias estão em permanente observação. Nos últimos dois anos, as formas de gripe aviária H5N1 e H5N5 causaram surtos em aves selvagens por todo o mundo. Foram registrados casos em diversas espécies de mamíferos, inclusive humanos que tiveram contato direto com animais contaminados.

A boa notícia é que não há registro de contaminação entre pessoas. "O risco de transmissão entre humanos permanece baixo", assegura Maria Daniela Bergamasco. Ainda assim, o agente infeccioso merece atenção constante. "Como outros vírus influenza, essas variantes acumulam mutações ao longo do tempo. O maior risco atual é de fato associado à gripe K, mas os influenzas aviários demandam vigilância contínua", frisa a médica do Einstein.

Arboviroses em expansão

Outro grupo de doenças com crescimento recente são as arboviroses, doenças virais transmitidas por mosquitos. Embora velhas conhecidas como a dengue e a febre amarela ainda sejam responsáveis pelos quadros mais graves, há novas enfermidades ganhando protagonismo, como a febre oropouche.

Desde 2023, carregada pelo mosquito maruim, a doença saiu da regão amazônica, onde era endêmica, e se espalhou pelo país. Em 2024, o Ministério da Saúde registrou duas mortes pela condição. "Ela não tem uma vacina, então a prevenção envolve evitar a exposição à picada do maruim, com uso de repelentes e controle de sua reprodução, que ocorre nos mesmos contextos da arbovirose mais conhecida, a dengue", detalha Bergamasco.

Falando em dengue, o imunizante anunciado no final de 2025 pelo Instituto Butantan, em São Paulo, promete começar a mudar o cenário da doença a partir deste ano, ao lado da vacina Qdenga, aplicada desde 2024. Contudo, até que a vacinação chegue à maioria da população, evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti ainda é a melhor forma de diminuir os casos de dengue, cujo pico ocorre logo no começo do ano.

"O verão é uma época propícia para a reprodução dos mosquitos, por isso é essencial estar de olho neles. Todas as arboviroses podem ser muito preocupantes, mas a dengue é uma das mais frequentes a levar a casos graves. É fundamental não descuidarmos da prevenção neste ano, já que os casos têm quebrado recordes sucessivos nos últimos verões", alerta a infectologista.

Sífilis volta a ameaçar

Não são apenas enfermidades virais que merecem acompanhamento. Uma doença bacteriana, a sífilis, tem crescido de maneira expressiva no Brasil e no mundo. Ela integra o grupo das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e quebrou recordes de casos nos últimos anos. Em 2024, foram 256 mil registros, segundo o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, e dados preliminares indicam que em 2025 podem ter sido mais.

O avanço da IST ocorre por múltiplos fatores, como não usar preservativo e a falta de testagem. Não há indícios de resistência bacteriana ao tratamento com benzetacil, que segue disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). "A chave está mesmo na conscientização", afirma Bergamasco. Além disso, estratégias adicionais de prevenção combinada estão em avaliação, como a DoxiPEP, uma profilaxia pós-exposição para infecções bacterianas, mas que ainda depende de dados para definição de uso amplo.

Fonte _ Folha/SP

Vacina contra chikungunya do Butantan começa a ser distribuída em Mirassol (SP); entenda como vai funcionar a estratégia piloto

 


Nesta segunda (2/2), o município de Mirassol, na região noroeste do estado de São Paulo, será o primeiro do Brasil a proteger sua população com a vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. Em 2025, a doença viral, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, atingiu 129 mil pessoas e causou pelo menos 120 mortes no Brasil, de acordo com o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.

A iniciativa, que faz parte de um projeto piloto, vai envolver outros 9 municípios de Minas Gerais, Sergipe e Ceará. A seleção dos municípios se deu a partir de um estudo epidemiológico, que utilizou um modelo matemático para predizer as regiões com maior risco de apresentar surtos de chikungunya entre 2025 e 2027.


A vacinação em regiões endêmicas (onde o vírus circula) é essencial para avaliar a efetividade de um imunizante – ou seja, o quanto ele é capaz de reduzir as infecções. Para isso, o Instituto Butantan irá monitorar os casos positivos e negativos de chikungunya nos municípios participantes da estratégia e comparar os dados entre vacinados e não vacinados. O Instituto também irá conduzir estudos pós-comercialização a fim de monitorar a segurança da vacina a longo prazo. Após a vacinação, as equipes dos postos de saúde estarão disponíveis para orientar as pessoas interessadas em participar dos ensaios clínicos.

Sobre a vacina

A vacina do Butantan contra a chikungunya é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a doença. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, ela teve sua segurança e capacidade de gerar anticorpos comprovadas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.

Por ser desenvolvido com tecnologia de vírus atenuado, o imunizante não é indicado para pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, pessoas que tenham mais de uma condição médica crônica ou mal controlada (comorbidades) e mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Entre as principais reações adversas que podem ocorrer após a aplicação da vacina estão dor de cabeça, enjoo, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, febre e reações no local da injeção (sensibilidade, dor, vermelhidão, endurecimento, inchaço).

Sobre a chikungunya

A chikungunya costuma causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele. Em casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e gerar problemas neurológicos. O principal impacto da doença é que a dor nas articulações pode se tornar crônica e durar de meses a anos. Sem um antiviral específico disponível, o tratamento é feito com antitérmicos e analgésicos, além de repouso e hidratação. 

O maior impacto da chikungunya ocorre quando ela evolui para a fase crônica, que pode atingir até metade dos pacientes. Nesses casos, a dor nas articulações pode perdurar por meses ou anos, prejudicando a qualidade de vida e impedindo atividades laborais. Um estudo da Universidade George Washington, dos Estados Unidos, avaliou 500 pacientes e mostrou que uma em cada oito pessoas diagnosticadas com a arbovirose apresentou dor articular persistente por três anos após a infecção. 


Em outra pesquisa, cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte compararam um grupo de pacientes com chikungunya crônica e um grupo de pessoas saudáveis, e observaram diferenças significativas na saúde física e mental. Os indivíduos afetados pela forma crônica da doença tiveram um risco 13 vezes maior de desenvolver depressão, além de 76 vezes mais chance de ter problemas de locomoção.

Fonte _ Butantan

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Grammy 2026

 


Maior premiação da música dos Estados Unidos, o Grammy 2026 acontecerá neste domingo (1º), em Los Angeles.

g1 reúne abaixo as principais informações sobre o evento, os artistas indicados e as previsões de especialistas.

Quais cantores farão shows no Grammy 2026?

Entre os principais shows já confirmados desta edição, estão:

  • Lady Gaga
  • Bruno Mars
  • Justin Bieber
  • Addison Rae
  • KATSEYE
  • Lola Young
  • Olivia Dean
  • Clipse & Pharrell Williams
  • Sabrina Carpenter
  • Sombr
  • The Marías

Qual a previsão de especialistas sobre quem vai ganhar o Grammy 2026?

A disputa pelo maior prêmio, de Álbum do Ano, tem fortes concorrentes, incluindo Sabrina Carpenter, Justin Bieber e o novato Leon Thomas. Mas a maior parte dos especialistas prevê que a disputa fica entre Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick Lamar. E vai ser acirrado.

Pela lógica, Kendrick aparece como favorito lógico por liderar as indicações com “GNX”. Mas o fato de ele já ter sido um dos grandes vencedores de 2025 pode pesar contra.

Já Lady Gaga, a segunda mais indicada desta edição, nunca ganhou nas categorias principais e retornou com força no disco “Mayhem" — para alguns votantes, pode ser a oportunidade de reconhecê-la tardiamente pelo corpo de sua carreira. Ela é a principal aposta.

Mas se tem alguém que pode desbancar Gaga, é Bad Bunny. Ele fez história ao concorrer nas três categorias principais cantando em espanhol, com um álbum que bate de frente com o momento político americano. Mas a Recording Academy não costuma valorizar artistas que não cantam em inglês – resta saber se ele conseguirá quebrar esse padrão e convencer os votantes.

Nas categorias de Gravação e Música do Ano, o k-pop pode levar seu primeiro Grammy com “APT.”, de Rosé e Bruno Mars ou “Golden”, do filme "Guerreiras do K-Pop", respectivamente. Mas “Abracadabra”, de Lady Gaga, e “Luther”, de Kendrick Lamar e SZA também são grandes concorrentes.

O Brasil tem chances no Grammy 2026?

Desta vez, não tem Anitta. Os grandes nomes brasileiros para ficar de olho são Caetano Veloso e Maria Bethânia, que foram indicados à categoria de Melhor Álbum de Música Global pelo disco "Caetano e Bethânia Ao Vivo". E eles têm chances, sim, de levar.

Onde assistir à cerimônia do Grammy 2026?

No Brasil, a cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal pago TNT e pela plataforma de streaming Max, a partir das 21h15 (horário de Brasília).

O comediante sul-africano Trevor Noah retorna como apresentador do Grammy, mantendo seu posto desde 2021.

Quem são os indicados ao Grammy 2026?

Veja abaixo os indicados nas principais categorias (e a lista completa aqui):

Álbum do Ano

  • Debi Tirar Más Fotos - Bad Bunny
  • Swag - Justin Bieber
  • Man's Best Friend - Sabrina Carpenter
  • Let God Sort 'Em Out - Clipse, Pusha T, Malice
  • Mayhem - Lady Gaga
  • GNX - Kendrick Lamar
  • Mutt - Leon Thomas
  • Chromakopia - Tyler, The Creator

Gravação do Ano

  • DtMF - Bad Bunny
  • Manchild - Sabrina Carpenter
  • Anxiety - Doechii
  • Wildflower - Billie Eilish
  • Abracadabra - Lady Gaga
  • Luther - Kendrick Lamar e SZA
  • The Subway - Chappell Roan
  • Apt. - Rosé, Bruno Mars

Música do Ano

  • Golden - HUNTR/X: EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami (KPop Demon Hunters)
  • Luther - Kendrick Lamar, SZA
  • Manchild - Sabrina Carpenter
  • Wildflower - Billie Eilish
  • Dtmf - Bad Bunny
  • Abracadabra - Lady Gaga
  • Anxiety - Doechii
  • Apt. - Rosé, Bruno Mars

Artista Revelação

  • Olivia Dean
  • Katseye
  • The Marias
  • Addison Rae
  • sombr
  • Leon Thomas
  • Alex Warren
  • Lola Young

Fonte _ G1

Santa Missa 4º Domingo do Tempo Comum | Catedral N. Sª da Glória | Cruzeiro do Sul/Acre

 


Carretas de saúde do Agora Tem Especialistas já levaram atendimento especializado para 100 municípios de todo o Brasil

 


Em pouco mais de três meses, as carretas do Agora Tem Especialistas levaram atendimento especializado em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem a 100 municípios de todos os estados. A iniciativa amplia a assistência no SUS, reduz o tempo de espera e já zerou filas por serviços especializados em pelo menos 15 cidades, incluindo diagnósticos de câncer de mama, exames ginecológicos, cirurgias de catarata e exames de imagem. 

Em Mauá (SP), onde celebrou o marco de 100 cidades a receberem as carretas do governo federal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais uma rodada de deslocamento. A partir desta sexta-feira (30), o município paulista e outras 31 cidades de 20 estados começam os atendimentos nas carretas do governo federal com pacientes agendados e encaminhados pelos gestores de saúde locais. 

“O Agora Tem Especialistas nasceu para levar atendimento especializado para onde antes faltava, para encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto do povo. Já fizemos isso em 100 municípios por onde as carretas de saúde passaram, garantindo mais saúde, mais diagnósticos, mais tratamento. Hoje, ela chega aqui em Mauá e em outras cidades do Brasil, porque o nosso objetivo é continuar ampliando o acesso ao SUS onde ele é mais necessário”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

Hoje, na cidade paulista, o ministro lançou o início dos atendimentos na carreta de exames de imagem que vai beneficiar não apenas os mauaenses, mas, também, as pessoas que vivem nos municípios do entorno: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Na unidade móvel do governo federal, os pacientes encaminhados pelos gestores de saúde locais poderão ser submetidos a tomografias e ultrassonografias, essenciais para a descoberta precoce de doenças e para definição de condutas médicas. 

Com as novas carretas que hoje entram em operação, já são 47 unidades móveis cuidando dos brasileiros que vivem em locais de difícil acesso, com alta demanda por assistência especializada e cidades-polo. Elas contam com equipe multiprofissional e estão totalmente estruturadas com insumos e equipamentos. 

Filas zeradas e novos destinos

Até o final do ano, 150 carretas do Agora Tem Especialistas devem reforçar ainda mais o atendimento para a rede pública, reduzindo o tempo de espera e zerando filas, como aconteceu no período em que estiveram em Brasiléia (AC), Santana do Ipanema (AL), Tauá (CE), Crato (CE), Ceilândia (DF), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Garanhuns (PE), Paracambi (RJ), Urucânia (MG), Parnamirim (RN), Ariquemes (RO), Canoinhas (SC) e Ribeirão Preto (SP). Nesse município paulista, o programa devolveu a visão para mais de 1 mil pessoas que fizeram cirurgia de catarata. 

Nesta nova rodada de deslocamento, as unidades móveis do governo federal chegam a estes municípios: Tarauacá (AC), Guarapari (ES), Tartarugalzinho (AP), Ribeira do Pombal (BA), Barreiras (BA), Acopiara (CE), Quixadá (CE), Porangatu (GO), Caxias (MA), Coxim (MS), Acará (PA), Mamanguape (PB), Sapé (PB), Telêmaco Borba (PR), Sepetiba (RJ), Cacoal (RO), Itabaiana (SE), Guaraí (TO), Mazagão (AP), Cruz das Almas (BA), Mauriti (CE), Inhumas (GO), Camanducaia (MG), Cajazeiras (PB), Mafra (SC), Mauá (SP), Serra Talhada (PE), Santa Cruz (RN), Salinas (MG), Eunápolis (BA), Várzea Grande (MT) e Porto Velho (RO). 

Todas as unidades móveis ofertam consultas especializadas. Além disso, as de saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de útero; e as oftalmológicas, avaliações de bebês, crianças e adultos, ultrassons e cirurgias de catarata. Já as de exames de imagem contribuem para o diagnóstico precoce de doenças e decisões de condutas médicas, a partir da oferta de tomografias e ultrassonografias. 

Mais UPAS, policlínicas e maternidades

Também em Mauá (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou três portarias que autorizam o repasse de mais de R$ 13 milhões para auxiliar na construção de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no município. Os recursos possibilitarão à população mauaense uma estrutura moderna, acolhedora e eficaz para o atendimento em saúde. Os valores serão repassados ao Fundo Municipal de Saúde, responsável pela gestão dos recursos e pela prestação de contas ao Ministério da Saúde sobre o andamento das obras. 

Em Guarulhos (SP), o ministro anunciou outra medida do Agora Tem Especialistas: a construção de uma policlínica no município com recursos do Novo PAC, garantidos pela pasta. São R$ 30 milhões de investimento federal na unidade: R$ 17 milhões para as obras e R$ 13 milhões para a aquisição de equipamentos. 

“O Ministério da Saúde, junto com o governo federal, está fazendo o maior investimento da história em infraestrutura do SUS: são R$ 31,5 bilhões pelo Novo PAC para construir unidades, ampliar a oferta especializada, equipar serviços e garantir mais atendimentos. O impacto dessa policlínica aqui, de Guarulhos, vai ser enorme, porque, ao atender as regiões do entorno, mais de um milhão de pessoas serão beneficiadas”, destacou Padilha nesta sexta-feira (30), durante a cerimônia que autorizou o início das obras. 

A nova policlínica viabilizará a ampliação da oferta de serviços em especialidades médicas, o fortalecimento da continuidade do cuidado em todas as faixas etárias, além de contribuir para reduzir complicações de doenças crônicas, diminuir hospitalizações e a fila de espera por consultas e exames especializados no município e região. 

Com recursos do Novo PAC Saúde, além de Guarulhos, hoje outras obras também tiveram autorização para começarem: uma policlínica em Nova Iguaçu (RJ) e uma maternidade em Águas Lindas de Goiás (GO). Na quarta-feira (28), o mesmo aconteceu em Japeri (RJ), que ganhará uma maternidade; e na segunda-feira (2), será em Várzea Grande (MT). Para a construção dessas três maternidades e duas policlínicas, o investimento total chega a R$ 369 milhões do Novo PAC Saúde. 

Outras assinaturas para construção de novos estabelecimentos de saúde estão previstas para a próxima semana.

Fonte _  


sábado, 31 de janeiro de 2026

FILME - Ameaça Terrorista

 


Ameaça Terrorista mostra o investigador Henry Harold 'H' Humphries (Samuel L. Jackson) e a agente do FBI Helen (Carrie-Anne Moss) tentam descobrir a localização de três bombas atômicas.

Eles prendem o suspeito terrorista, convertido ao islamismo, Steven Arthur Younger (Michael Sheen) e conduzem um interrogatório para fazer com que Younger revele as coordenadas das bombas antes que seja tarde demais.

Com praticidade no dia a dia e risco de golpes, idosos vivem relação de amor e ódio com celular

 


Bandido. É esse o apelido que Joana, de 90 anos, deu para o seu aparelho celular. O crime? Roubar a sua paciência. Ela adora tirar fotos com o smartphone, mas passa um sufoco para achar o aplicativo da câmera e entender como funciona, isso sem falar de todos os outros aplicativos. "Me ajuda a mexer no meu bandido! Me dá uma aula para eu entender esse bandido", vive dizendo.

Joana e seu malvado favorito retratam uma típica relação de amor e ódio que boa parte dos idosos vive com os smartphones. Com o celular disseminado na sociedade, as pessoas mais velhas desenvolveram uma vida digital ativa.

Dos internautas de 75 anos ou mais no Brasil, 94% utilizam a internet todos os dias ou quase todos os dias. E 76% a acessam somente pelo celular (pesquisa TIC Domicílios, em estudo que compila dados de 2023 e 2024). Nessa mesma faixa etária de internautas, 87% mandam mensagens instantâneas, 76% conversam por chamada de voz ou vídeo e 37% usam redes sociais.

Mesmo que encantados com as possibilidades do aparelho, os mais velhos costumam ter dificuldades para utilizá-lo, muitas vezes agravadas por problemas de visão, de audição, pelo tremor das mãos que atrapalha a digitação e pela queda da cognição.

"Para a Joana [nome fictício], o celular é um fardo. Ela se sente refém do aparelho. Quando recebe uma ligação e não consegue atender, fica ansiosa para saber quem ligou, se era algo importante, se precisa retornar", conta Isabela de Paula Jesus, assistente de atendimento aos idosos do Residencial Israelita Albert Einstein, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), onde Joana mora –são 115 residentes, entre os pagantes e os atendidos gratuitamente.

Isabela lembra que o filho de Joana um dia resolveu presenteá-la com um iPhone 15, na época o de última geração. O aparelho dela era bem mais antigo, do modelo que ainda tinha um botão na tela. Joana passou a perguntar o tempo todo "Cadê o botão?!", e o jeito foi desfazer a troca.

Nos últimos anos, o auxílio para lidar com os "bandidos" se tornou protagonista na assistência aos idosos no residencial, a maioria nonagenária. Eles precisam de ajuda para fazer compras, acessar o banco e passar pix, para usar as redes sociais e os serviços plataforma do Governo Federal (Gov.br), entre outras coisas.

Há também um estado de alerta permanente para evitar que caiam em golpes digitais e, quando isso acaba acontecendo, tentar reparar os danos. "Tem um senhor que pede ajuda para todo mundo para usar o celular. Mesmo quando sai, na rua, pede para quem nem conhece. Então já caiu em golpe", conta Isabela.

"A maioria é de um tempo em que não existia nem telefone fixo em casa, nem televisão, então a dificuldade com o celular é grande", comenta a assistente social Maria Laura Barreto, responsável pelo atendimento aos idosos no residencial.

Mas eles se esforçam para driblar o bandido. Aos 100 anos, Frida Braunstein Taranto resolveu aprender a pedir carro de aplicativo sozinha pelo seu celular. Ela costuma sair para fazer compras ou para se encontrar com um grupo de amigas.

"Antes disso, meus netos vinham me buscar para me levar para fazer as coisas", conta. "Mas nem sempre eles podiam, aí começaram a pedir Uber para mim. Até que um dia eu falei: ‘Não quero ser dependente para nada, principalmente para o lazer, para quando não estou indo para uma visita médica'."

Ela conta que a filha, de 69, e o filho, de 73, ficaram preocupados. "Acharam que eu ia me enrolar. Mas fui a uma loja comprar um celular novo e pedi para a vendedora me cadastrar no Uber. Na primeira vez que saí, mandei mensagem para a família: ‘Gente, adivinha, estou com as minhas amigas, vim sozinha de Uber."

Ela tem um perfil no Instagram, @vovofrida, feito pela neta, com posts inspirados. "Minha neta é empolgada de me mostrar na internet", diz, orgulhosa.

Não é uma tarefa fácil dar conta do celular, ela admite. Com problema de visão, está usando uma lupa para conseguir ler –o aumento das letras pelo celular não tem sido suficiente. "O fato de eu não estar enxergando bem me deixa chateada, ainda mais agora que a gente depende do celular para tudo", diz.

E, como a maioria das pessoas, anda com o smartphone para cima e para baixo. "O celular é tudo para mim, não largo. Ele fica no meu Cadillac e vai aonde vou [Cadillac é o apelido do andador, que tem uma cesta em que guarda o aparelho]. Sou muito requisitada pelo celular, a família, as amigas. Ficam me chamando."

O psiquiatra Rodrigo Machado, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), diz que o celular pode ser positivo para os idosos, desde que o uso seja moderado, sem substituir atividades e conexões presenciais.

Esse equilíbrio reduz a chance de vício nos smartphones, que recentemente se tornou mais comum entre os idosos, com sérios prejuízos à saúde física e mental no envelhecimento. "Se bem utilizado, o smartphone pode ser uma ferramenta de acessibilidade para o idoso. Pode ajudar, por exemplo, com auxiliar de voz, e, agora, com a IA, se tornar um facilitador para atividades do cotidiano."

Com um tablet, Isabel Cristina Jachimowicz, 62, consegue seguir trabalhando apesar das sequelas físicas deixadas por um AVC, que comprometeu significativamente sua mobilidade e a fala. A tela do tablet, maior do que a do celular, favorece a sua digitação. Ela atua como corretora de seguros e, pelo tablet, troca mensagens com os clientes, faz compras e conversa com os filhos. Também usa o ChatGPT, principalmente para saber mais sobre os remédios prescritos pelos seus médicos. "Sei que ele falha, mas dou uma conferida."

A psicóloga especializada em gerontologia Jeane Silva, que atua em projetos sociais para idosos na zona leste de São Paulo, observa que, ultimamente, a maior parte dos que moram nas ILPI’s (Instituições de Longa Permanência para Idosos) têm celular. Ela diz que o smartphone "dá a sensação de fazer parte", especialmente para aqueles sem mobilidade ou com mobilidade reduzida.

"Conheci uma senhora acamada, de 75 anos, que usa para se comunicar com outras pessoas", conta. "Também fui visitar uma casa de três irmãs idosas, de 86, 91 e 100 anos. Elas não conseguiam sair porque estavam com mobilidade reduzida. Qual é o contato delas com o mundo? O celular", diz. Quando bem utilizado, com moderação, ele "acaba propiciando a participação social do idoso".

As assistentes sociais do residencial do Einstein dizem que as ligações de vídeo tanto podem tranquilizar os idosos como gerar ansiedade. "Podem dar uma sensação de proximidade com familiares que estão distantes, mas também deixá-los muito ansiosos, depende da situação", diz Maria Laura.

Tem dia que o celular é mocinho, tem dia que é bandido.

Fonte _ Folha/SP

Cinema em Casa

 

Em A Empregada, uma jovem começa a trabalhar na casa de um casal muito rico, mas tanto ela quanto os patrões escondem segredos sombrios.



Avatar: Fogo e Cinzas

Diante de novas ameaças, humanas e de uma misteriosa tribo Na'vi, a família de Jake Sully e Neytiri deve lutar pelo futuro de Pandora.



Zootopia 2

Os parceiros Judy e Nick embarcam numa missão sinuosa para desvendar um mistério ligado a um novo cidadão da cidade, a cobra Gary De'Snake.



Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada

Bob Esponja segue o misterioso navio fantasma Holandês Voador para provar que já é um cara grandinho com coragem suficiente para embarcar numa aventura pelas profundezas marítimas.



Davi - Nasce um Rei

Um jovem pastor chamado Davi enfrenta gigantes e, da sua devoção e coragem, torna-se um rei.



Justiça Artificial

Um detetive é colocado no banco dos réus acusado de um crime violento: matar sua esposa. No julgamento, então, o detetive tem apenas 90 minutos para provar sua inocência para uma inteligência artificial avançada que ele, no passado, defendeu.



O Agente Secreto

O Agente Secreto se passa no Brasil de 1977 onde Marcelo (Wagner Moura), um homem de 40 anos que trabalha como professor especializado em tecnologia, sai da movimentada São Paulo e vai para Recife. Ele tenta fugir do seu passado violento e misterioso.



Marty Supreme

De malandro apostador com uma vida difícil à astro de tênis de mesa, Marty Reisman alcança a grandeza no esporte de raquete.



Anaconda

Um grupo de amigos em crise de meia-idade decide refazer o filme favorito de sua juventude e viaja para uma floresta tropical. O que começa como uma aventura nostálgica logo se torna um pesadelo. Enfrentando desastres naturais, criminosos perigosos e cobras gigantes, eles percebem que a realidade é muito mais assustadora do que a ficção. Entre ação e suspense, Anaconda resgata a essência da franquia de 1997, trazendo novos desafios e explorando os limites da amizade e da sobrevivência.



Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Essa é a história ficcional da vida doméstica de um dos cânones da literatura ocidental. Ao lado de sua esposa Agnes Shakespeare, William Shakespeare perde seu filho de 11 anos, um menino chamado Hamnet, para uma das pragas que assolou a Inglaterra no século 16.



Apocalypto

Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila, que foi interrompida devido à uma invasão. Os governantes de um império maia em declínio acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família.




Caminhos do Crime se passa na ensolarada Los Angeles e acompanha um ladrão de joias perpicaz e esquivo (Chris Hemsworth) cujos roubos arriscados na famosa e icônica rodovia 101 da cidade deixa a polícia perplexa.

Um dia, ele planeja o crime mais ambicioso da sua vida, vislumbrando ser o último trabalho. Surge, então, uma corretora de seguros desacreditada no próprio ofício que, enquanto enfrenta seus próprios obstáculos e encruzilhadas, passa a colaborar com o bandido.

Nada, porém, é tão simples quanto parece e um detetive obstinado acredita ter encontrado um padrão na série de assaltos, fechando o cerco e elevando ainda mais os riscos. À medida que o grande e multimilionário roubo se aproxima, o trio é forçado a confrontar as ameaças e os custos das escolhas que fizeram.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Amazonas confirma três casos da 'doença da urina preta' após consumo de pacu

 


Três casos de síndrome de Haff, conhecida como "doença da urina preta", foram confirmados no Amazonas pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) do estado. A enfermidade é causada pelo consumo de pescados contaminados por toxinas e gera dores intensas no corpo e escurecimento da urina.

Todos foram registrados em Itacoatiara, município a 270 km de Manaus, que já teve surtos da doença em 2021 e 2023. Dois casos ocorreram em junho e um em dezembro, mas foram divulgados em boletim da fundação que monitora casos suspeitos na quinta-feira (29). Dois pacientes eram da mesma família.

Os três, que moram em zona urbana, afirmaram que consumiram pacu frito ou assado em casa. Eles apresentaram urina escura, fraqueza muscular e dores intensas nos músculos. Os sintomas começaram cerca de nove horas após a refeição, segundo a FVS.

Exames indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L, de acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas.

"Mesmo com o número reduzido de casos, a Doença de Haff exige atenção permanente, pois está associada ao pescado, um alimento amplamente consumido pela população amazonense. A vigilância ativa é norteadora para proteger a saúde da população e orientar medidas de prevenção", afirma em nota Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS.

A enfermidade é uma rabdomiólise, um tipo de síndrome que gera a destruição de fibras que compõem os músculos. Suas proteínas passam a circular na corrente sanguínea, o que sobrecarrega os rins e gera o escurecimento da urina. Quando associada ao consumo de pescados, é denominada doença de Haff. Não há tratamento específico.

Fonte _ Folha/SP