Passe
a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.
Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.
Passe
a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.
Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.
Ao
vivo diretamente do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.
Shows
do dia 04 de junho:
- Mikael Santos;
- Samya Maia;
- Dorgival Dantas;
- A Vontade.
Passe
a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.
Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.
Ao
vivo diretamente do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.
Shows
do dia 03 de junho:
- Brasas
do Forró;
- Limão
com Mel;
- Dominguinho;
- Solange Almeida.
Divulgada
nesta quarta-feira (3/6), a
nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz sinaliza aumento, em
todo o território nacional, do número de casos de Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG). Este cenário é causado principalmente pelo
crescimento do número de hospitalizações pelo vírus sincicial
respiratório (VSR), e em algumas regiões do país, também pela influenza
A e pelo rinovírus.
A
análise destaca que todas as unidades da Federação estão com incidência de SRAG
em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo que 18
delas também têm indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas
seis semanas) até a Semana Epidemiológica 21: Acre,
Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná,
Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima,
Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. A análise é referente à Semana
Epidemiológica 21, de 24 a 30 de maio.
Em relação aos casos de SRAG por influenza A, o estudo aponta que a incidência tem impactado mais as crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é maior na população a partir de 65 anos de idade. “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus respiratórios que causam SRAG, como VSR, influenza e Covid-19, é a vacinação. Portanto, é essencial que a população de maior risco e elegível para receber essas vacinas esteja em dia com a vacinação. Vale lembrar que a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes para que elas produzam e transmitam anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de vida”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.
Estados
e capitais
O
InfoGripe mostra que os casos de SRAG por VSR continuam aumentando na maioria
dos estados das regiões Norte (Acre, Amapá, Pará e
Roraima), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte
e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
“Mesmo
com tendência de estabilização ou queda, os casos de SRAG por VSR continuam
altos no Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Paraíba”,
observa a pesquisadora.
Segundo
a atualização, as hospitalizações por influenza A estão em queda ou se
estabilizaram em níveis baixos de incidência em boa parte do país. No entanto,
continuam aumentando em toda a Região Sul, em alguns estados do Sudeste (São
Paulo e Minas Gerais) e Norte (Roraima e Acre),
além do Rio Grande do Norte.
O
rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, especialmente entre
crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (Alagoas, Ceará,
Paraíba, Piauí e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro) e Sul (Santa
Catarina e Rio Grande do Sul), além de Goiás. Os casos de SRAG por doença
causada pela Covid-19 estão em baixa na maior parte do país, mas continuam
crescendo no Ceará, Maranhão e Pará.
A
atualização verificou que 15 das 27 capitais apresentam nível de atividade de
SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de
longo prazo até a Semana Epidemiológica 21. As capitais são Aracaju (Sergipe),
Belém (Pará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Boa Vista (Roraima), Brasília
(Distrito Federal), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Curitiba (Paraná),
Florianópolis (Santa Catarina), Goiânia (Goiás), João Pessoa (Paraíba), Macapá
(Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre), Rio
de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Luís (Maranhão).
Casos
e óbitos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 21,9% de influenza A, 5,1% de influenza B, 48,5% de vírus sincicial
respiratório (VSR), 24,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).
Entre
os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos e no mesmo
recorte temporal foi de 49% de influenza A, 8,2% de influenza B, 16,6% de VSR,
16,9% de rinovírus e 9% Sars-CoV-2 (Covid -19).
Em
2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com
resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%)
negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial.
Entre
os casos positivos do ano corrente, observou-se 25% de influenza A, 2,9% de
influenza B, 31,6% de vírus sincicial respiratório, 33,1% de rinovírus e 6%
Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo
37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e ao menos 6.934 (9%) aguardando
resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão
sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de
notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
Incidência
e mortalidade
A
incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas
epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos
das faixas etárias analisadas.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre
os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.
Em
relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior
impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior
impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência SRAG a causada
pelo coronavírus de 2019 continua baixa em todas as faixas etárias.
O
Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao
monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às
vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações,
preparações e resposta a eventos em saúde pública.
Fonte _ FioCruz
Acre será contemplado
com sete combos cirúrgicos dentro das ações do Novo PAC Saúde, em
uma entrega nacional que teve nova etapa de contratos assinada nesta
quarta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o
Ministério da Saúde prevê a aquisição de 150 novos combos cirúrgicos
e 20 tomógrafos. Ao todo, serão entregues 300 combos cirúrgicos e
40 tomógrafos, destinados a 185 municípios em todos os estados do país, com
investimento de R$ 546 milhões. No estado, o investimento total é superior a R$
10 milhões.
Em
todo o país, os combos viabilizam a realização de 428 mil cirurgias eletivas
por ano e contribuem para a redução das filas e do tempo de espera por
procedimentos especializados, além de promover a modernização tecnológica da
rede pública de saúde.
Do
total destinado ao estado do Acre, há combos de cirurgia
geral e oftalmológica que já estão em uso e promovem mais
agilidade e segurança em procedimentos de média e alta complexidade. Foram
beneficiadas instituições de saúde dos municípios de Brasiléia, Cruzeiro
do Sul e Rio Branco.
Alinhada
ao programa Agora Tem Especialistas, a distribuição de mais de 1.700
equipamentos garante a estruturação de novas salas cirúrgicas em todo o país. A
ação reforça a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o acesso à saúde,
especialmente em regiões historicamente menos assistidas, aumentar a eficiência
da rede hospitalar do SUS e fortalecer a indústria nacional. A iniciativa
fortalece ainda mais o desempenho do programa, responsável por 14,9 milhões de
cirurgias eletivas em 2025 (42% a mais do que em 2022), além de 1,6 bilhão de
consultas com especialistas (+30%) e 1,3 bilhão de exames (+22%).
Os
combos destinados à cirurgia geral são compostos por seis equipamentos cada e
foram estruturados para ampliar a realização de procedimentos como vasectomias,
laqueaduras e outras cirurgias de baixa e média complexidade. Já os combos
oftalmológicos reúnem cinco equipamentos cada, voltados à qualificação e
expansão da oferta de cirurgias especializadas, especialmente procedimentos de
maior complexidade, como as cirurgias de catarata.
Nos
185 municípios beneficiados, em todas as unidades da federação, os equipamentos
serão destinados a hospitais públicos e filantrópicos, com foco na
descentralização da oferta de serviços especializados e a redução das
desigualdades regionais no acesso à saúde. Em algumas regiões historicamente
mais carentes de serviços especializados, o impacto será ainda maior. Na Região
Norte, por exemplo, a ampliação potencial da capacidade de cirurgias
oftalmológicas chega a 134%.
Além
de ampliar o acesso à saúde, a compra centralizada dos combos cirúrgicos gerou
economia superior a R$ 281 milhões para os cofres públicos, o equivalente a uma
redução de 37,9% em relação ao valor estimado. Na aquisição dos equipamentos, o
Ministério priorizou produtos fabricados no Brasil, em linha com o
desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
As
remessas começaram em fevereiro deste ano, e seguem até o fim de junho. A
doação inclui entrega, instalação, treinamento das equipes e garantia estendida
de 36 meses, o que assegura condições para utilização imediata dos
equipamentos.
Fonte _ Saúde.gov
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da
vacinação com a pneumo 20 para crianças de até 5 anos. O imunizante, novidade
no SUS, protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus
pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e
óbitos. Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a
gestão — na rede privada, o custo chega a mais de R$ 500.
“Já
tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica
e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a
partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas
unidades básicas de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O
ministro também afirmou que o país seguirá fortalecendo a vacinação e a
confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, além de combater o
negacionismo e os movimentos antivacina.
A
distribuição das primeiras 514 mil doses já começou. A vacinação será iniciada
à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos
municípios. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1
milhões de doses ainda este ano.
O
diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas
aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A
e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também
atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção
generalizada quer pode levar à morte.
Segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de
mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram
registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil,
o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores
de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.
Além
de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação
em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com
internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de
sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS
registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela
bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente
em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina
em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede
privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a
incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população,
ampliando o acesso a uma tecnologia avançada, reduzindo desigualdades no acesso
à proteção contra doenças graves. A medida reforça o compromisso do Ministério
da Saúde com o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a
ampliação da cobertura vacinal no país.
Novo
esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores
O
SUS oferece as vacinas conjugadas pneumo10 e pneumo13 (com proteção mais
robusta e duradoura), e também a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura
contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão
alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício
comprovada para as políticas de saúde pública.
Com
a incorporação da pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição
gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a
proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o
potencial de prevenção de casos graves.
A
pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:
Durante
o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o
seguinte modelo: uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da pneumo
10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o
intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13
e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos
estoques.
Essa
estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o
esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a
Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no
aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em
tempo real, o histórico de vacinação.
Histórico
de resultados
Desde
a introdução da pneumo 10 no Programa
Nacional de Imunizações (PNI), em 2010, o Brasil registrou reduções
expressivas na incidência da doença pneumocócica invasiva causada por sorotipos
vacinais: entre 55% e 60% em crianças menores de 2 anos e queda superior a 65%
nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Entre adultos com
60 anos ou mais, a redução variou de 20% a 30%.
Nos
últimos três anos, o Ministério da Saúde recuperou todas as coberturas vacinais
infantis, revertendo a tendência de queda observada até 2022. A vacinação
contra doenças pneumocócicas acompanhou esse avanço, com a cobertura do esquema
básico passando de 90,01% em 2023 para 93,22% em 2024 e 93,45% em 2025. Em
2026, a cobertura parcial acumulada até o momento já alcança 86,33%, mantendo a
trajetória de proteção da população infantil.
A
vacinação permanece a estratégia mais eficaz para reduzir a ocorrência das
formas graves das doenças pneumocócicas invasivas e suas consequências mais
severas, como hospitalização, sequelas e óbito.
Fonte _ Saúde.gov
Ministério da
Saúde disponibilizou publicamente os resultados de avaliação de mais de 100 mil
equipes da atenção primária nos seguintes componentes do cofinanciamento
federal: vínculo e acompanhamento territorial; e qualidade. No terceiro
quadrimestre de 2025, mais da metade das equipes avaliadas alcançaram os
resultados “bom” e “ótimo”. A consulta pode ser feita por qualquer cidadã ou
cidadão até o nível municipal.
A nova
funcionalidade amplia a transparência e fortalece o acompanhamento das ações e
serviços ofertados à população. Até então, os dados do Sistema de
Informação para a Atenção Primária à Saúde (Siaps) estavam
disponíveis apenas para perfis previamente cadastrados. Agora, o acesso público
dispensa login.
“A
disponibilização pública desses dados reforça o compromisso do Ministério da
Saúde com a transparência e o fortalecimento da Atenção
Primária à Saúde (APS). Ao ampliar o acesso à informação, promovemos
maior controle social e apoiamos a qualificação contínua das equipes em todo o
País”, destaca Audrey Fischer, diretora do Departamento de Estratégias,
Acreditação e Componentes da Atenção Primária à Saúde.
Mais de 100 mil
equipes avaliadas
Ao todo, 102.917
equipes foram avaliadas no componente qualidade, entre elas equipes de Saúde da
Família (eSF), de Atenção Primária (eAP), de Saúde Bucal (eSB) e equipes
Multiprofissionais (eMulti). Entre elas, 11.757 equipes alcançaram a
classificação “ótima”, 66.319 foram classificadas como “boas”, 3.350 como
“regulares” e 21.491 como “suficientes”.
Já no componente
vínculo e acompanhamento territorial, 60.820 equipes foram classificadas:
24.089 obtiveram desempenho “ótimo”, 9.840 “bom”, 17.564 “regular” e 9.327
“suficiente”. Em breve, também serão disponibilizados os resultados das equipes
de Consultório na Rua (eCR), de Atenção Primária Prisional e equipes (eAPP) e
de Saúde da Família Ribeirinha (eSFR).
Como acessar os
dados?
1.
Acesse
o e-Gestor APS;
2.
No
menu, clique em “Relatório APS” e, em seguida, em “Siaps”;
3.
Selecione
"Relatório Cofinanciamento da APS – Avaliação";
4.
Escolha
o componente, o período (até três quadrimestres por ano), o estado e o
município desejados e clique em “aplicar filtros”;
5.
Vá
em "Gerar e Baixar relatório" para obter os dados em formato de
planilha.
Gestão da APS
As equipes
avaliadas atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais estabelecimentos
da atenção primária. A disponibilização pública dos dados também fortalece
o uso estratégico da informação na gestão da APS. Os relatórios consolidados do
sistema permitem análises sobre a qualidade da assistência em saúde na atenção
primária, subsidiando o planejamento e a qualificação dos serviços de saúde em
todo o País. A iniciativa contribui para uma gestão baseada em evidências, com
maior capacidade de resposta às necessidades locais.
Confira os resultados
pelo e-Gestor APS
Fonte _ Saúde.gov
Ministério
da Saúde anunciou a inclusão de uma calculadora de idade corrigida e das Curvas
Internacionais de Crescimento para Crianças Nascidas Pré-termo no prontuário
eletrônico da Atenção Primária à Saúde (APS), o PEC
e-SUS APS. O sistema passa a disponibilizar uma funcionalidade para a
realização do cálculo automático. A ferramenta já está disponível para os 4.318
municípios os quais utilizam o sistema, o que representa aproximadamente 80%
dos municípios brasileiros.
A
iniciativa significa um avanço importante para a continuidade do cuidado
no Sistema Único de Saúde
(SUS) ao apoiar as equipes na aplicação do Método
Canguru e no acompanhamento adequado do desenvolvimento de
crianças prematuras. Por meio desse método e dos dados gerados é possível
fortalecer o vínculo entre bebês, suas famílias e equipes de saúde.
“Com
essas ferramentas no prontuário eletrônico PEC e-SUS APS profissionais
conseguem reduzir erros e cuidar das crianças com mais precisão e segurança,
além de fortalecer o acompanhamento da saúde dos bebês prematuros desde os
primeiros meses de vida. Precisamos de todas as equipes envolvidas nesse
cuidado, que é multiprofissional. Com o Método Canguru e as novas
funcionalidades, conseguiremos qualificar ainda mais o cuidado neonatal”,
explica a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Integral, Karina Correa
Wengerkievicz.
A
nova funcionalidade de idade corrigida foi desenvolvida para possibilitar uma
avaliação mais precisa do crescimento e desenvolvimento de bebês prematuros a
partir de um ajuste na idade cronológica da criança, considerando o número de
semanas de prematuridade ao nascimento. Nesse sentido, se um bebê nasceu dois
meses antes do previsto, quando ele completar quatro meses de vida, seu
desenvolvimento será avaliado como o de um bebê de dois meses. Dessa maneira, a
ferramenta evita comparações inadequadas e avaliações erradas que podem
comprometer a saúde do recém-nascido. As curvas de crescimento do prematuro
também ajudam a acompanhar peso, altura e perímetro encefálico usando
referências específicas para crianças prematuras, qualificando o cuidado
prestado.
Atenção
neonatal
Além
da incorporação da calculadora de idade corrigida e das curvas de crescimento,
o Ministério da Saúde também reforça duas novas iniciativas voltadas à
qualificação da atenção neonatal. As medidas fortalecem práticas reconhecidas
pelo impacto positivo na saúde e no desenvolvimento dos recém-nascidos.
Uma
delas amplia
as recomendações para o contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o
nascimento, inclusive em situações como cesarianas, prematuridade e
internação neonatal. A orientação reforça a importância da chamada Hora de Ouro
— período considerado fundamental para a adaptação do recém-nascido à vida
extrauterina — e incentiva a adoção dessa prática como rotina nos serviços de
saúde por seus benefícios para o vínculo afetivo, o aleitamento materno, a
estabilidade fisiológica e a humanização da assistência.
Outra
medida fortalece
a organização do transporte neonatal de alto risco, com foco na
segurança e na qualidade do cuidado durante remoções e transferências de
recém-nascidos em situação crítica. As orientações abrangem equipes,
equipamentos, protocolos assistenciais e organização dos fluxos de atendimento,
contribuindo para a redução de complicações e para o fortalecimento das redes
de atenção neonatal em todo o País.
As
iniciativas dialogam diretamente com os princípios do Método Canguru ao
promoverem cuidado centrado no bebê e na família, atenção baseada em evidências
científicas e integração entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde.
“Quando
falamos em atenção neonatal, estamos falando de uma linha de cuidado que começa
no nascimento e segue por toda a trajetória da criança na rede de saúde.
Fortalecer o contato pele a pele, qualificar o transporte neonatal e ampliar
ferramentas para o acompanhamento dos prematuros são ações complementares que
ajudam a garantir mais segurança, vínculo e qualidade de vida para os
recém-nascidos e suas famílias”, destaca o diretor do Departamento de Atenção
Hospitalar, Domiciliar e de Urgência (DAHUD), Fernando Figueira.
Os
anúncios foram feitos nesta sexta-feira (29) durante evento em alusão ao Dia
Internacional de Sensibilização do Método Canguru, celebrado em 15 de
maio.
Em
2026, a data destaca o tema “No aconchego nasce a força” com intuito de
reforçar a potência do vínculo, do acolhimento e da participação da família
como elementos fundamentais para o desenvolvimento, a recuperação e a
sobrevivência dos bebês.
Pais
de Liz, Raquel Rodrigues Silva Moreira e Paulo Henrique Alves Moreira, contaram
a experiência da família com o Método Canguru. "Fomos muito bem acolhidos.
O Método Canguru tem uma importância absurda na nossa vida, foi essencial. A
humanização da equipe fez toda a diferença durante o nosso processo e mudou
nossa visão sobre o atendimento em saúde", contou Raquel.
O
evento também reforçou o convite institucional para o Congresso Mundial do
Método Canguru, que ocorrerá em Brasília, em novembro. A realização do
congresso no País representa reconhecimento internacional da trajetória
brasileira na implementação do Método Canguru e constitui uma oportunidade
estratégica para a troca global de experiências.
Mais
sobre o Método Canguru
É uma estratégia de atenção humanizada ao recém-nascido prematuro e/ou de baixo peso, baseada no contato pele a pele entre o bebê e sua família, promovendo vínculo afetivo, estabilidade clínica e participação ativa da família no cuidado, além da continuidade da atenção após a alta hospitalar.
O
Método Canguru integra a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança
(PNAISC), contribui para a atenção neonatal segura e humanizada,
para a integralidade do cuidado, para a redução da morbimortalidade neonatal e
para o desenvolvimento infantil saudável. Ele também dialoga com estratégias
nacionais de qualificação da atenção materna, neonatal e infantil, incluindo
a Rede
Alyne e a Estratégia
QualiNEO (qualificação da assistência ao recém-nascido de risco).
O aperfeiçoamento do Método Canguru fortalece a integração entre maternidade,
atenção especializada, atenção primária e demais pontos da Rede de Atenção à
Saúde.
Conheça a campanha de Doação de Leite Humano
Fonte _ Saúde.gov
Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo de futebol masculino vai ser disputada em três países: México, Canadá e Estados Unidos. A 23ª edição da competição, que acontece de 11 de junho a 19 de julho, será a primeira com 48 seleções, um aumento considerável em relação ao modelo adotado de 1998 a 2022, com 32 aspirantes ao troféu.
A mudança no formato vai permitir a presença de nações de diminuta tradição no futebol, com quatro estreantes: Jordânia, Uzbequistão, Cabo Verde e Curaçao. O número de participantes também traz outras novidades, como aumento nos confrontos mata-matas e recorde de duração, somando 39 dias, e de partidas, com 104 jogos.
Confira abaixo as respostas para algumas das principais dúvidas sobre o torneio.
Onde
será a Copa do Mundo?
A
Copa do Mundo de 2026 será disputada em três países: México, Canadá e Estados
Unidos. Será a primeira vez que uma edição do evento acontecerá em mais de um
país ao mesmo tempo.
Por
que a Copa 2026 vai ser em três países?
O
principal motivo que levou a criação da coalizão United 2026, formada por
Canadá, Estados Unidos e México, foi o aumento no número de países
participantes da Copa do Mundo de 2026, passando de 32 para 48 seleções.
Com
a mudança, pensando em infraestrutura e logística, tornou-se necessário mais
cidades-sede para acomodar as delegações. Assim, os três países anunciaram
candidatura conjunta, modelo aprovado pelo Conselho da Fifa em
outubro de 2016, aproveitando a vasta infraestrutura existente, legado de
edições anteriores, como México (1970 e 1986) e EUA (1994).
Quais
são os países que vão para a Copa 2026?
Canadá,
Estados Unidos, México, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argélia,
Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Cabo
Verde, Qatar, Colômbia, Costa do Marfim, Croácia, Curaçao, Egito, Equador,
Escócia, Espanha, França, Gana, Haiti, Holanda, Inglaterra, Iraque, Japão,
Jordânia, Marrocos, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Portugal,
República Democrática do Congo, República da Coreia, Irã, Senegal, Suécia,
Suíça, República Tcheca, Tunísia, Turquia, Uruguai e Uzbequistão.
Quais
os dias e horários dos primeiros jogos do Brasil?
A
seleção brasileira vai estrear na Copa contra o Marrocos no dia 13 de junho,
sábado, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium. Depois, a equipe
de Carlo
Ancelotti vai encarar o Haiti, no dia 19 de junho, uma
sexta-feira, às 21h30, no Lincoln Financial Field.
O
terceiro jogo pelo Grupo C será contra a Escócia, em 24 de junho, às 19h, no
Hard Rock Stadium, em Miami. Se a seleção brasileira avançar, as partidas da
próxima fase acontecem a partir de 29 de junho.
Quanto
tempo a Copa de 2026 vai durar?
A
Copa do Mundo 2026 terá a maior duração da história da competição de futebol masculino.
No total, serão 39 dias de competição, somando 104 jogos no total.
Quando
é o último jogo da Copa do Mundo?
A
final acontece no dia 19 de julho, um domingo, às 16h (horário de Brasília), no
MetLife Stadium, em East Rutherford, perto de Nova Jersey e de Nova York.
Como
a Copa do Mundo funciona?
As
48 seleções são divididas em grupos de quatro. Os times se enfrentam uma vez
dentro do grupo, e os dois mais bem classificados passam para a próxima fase.
Também continuam na disputa os oito melhores terceiros colocados. Assim, 32
equipes vão se classificar para o mata-mata, que começa já nas 16-avos de
final. A partir daí, é eliminatória em jogo único. Se empatar, vai para a
prorrogação e pênaltis.
Quais
são os países que o Brasil nunca venceu?
A
seleção brasileira nunca venceu três países em jogos da Copa do Mundo:
Portugal, Noruega e Hungria. Este último, no entanto, não vai disputar o
torneio neste ano. Até a Copa do Mundo do Qatar, a seleção da Suíça também
integrava a lista
dos algozes já enfrentados e nunca vencidos pelos brasileiros. A
equipe brasileira venceu os suíços por 1 a 0 em 28 de novembro de 2022.
Onde
assistir à Copa do Mundo 2026?
A
Copa do Mundo terá transmissão multiplataforma. A CazéTV,
liderada por Casimiro
Miguel, fará a transmissão de todos os 104 jogos no YouTube, enquanto a Globo deve exibir
52 partidas, incluindo jogos exclusivos da TV aberta e exibições em
pacote que inclui o canal por assinatura SporTV e a plataforma online GE TV. Já
o SBT,
em parceria com a N Sports, vai cobrir 32 jogos.
Quem
ganhou a última Copa do Mundo?
A Argentina foi a campeã da Copa do Mundo de 2022 após
vencer a França na final, em disputa de pênaltis, no Qatar.
Veja
a tabela da Copa do Mundo 2026
Clique
aqui e
acesse a tabela para saber todos os dias e horários das partidas do Mundial.
Quais
são os campeões da Copa do Mundo?
Fonte _ Folha/SP
Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, em reunião de Diretoria
Colegiada realizada nesta sexta-feira (29/5), o índice máximo de 5,11% para o
reajuste anual dos planos de saúde de assistência médica
individuais/familiares.
O
percentual é o menor já definido pela ANS, com exceção de 2021, quando houve
reajuste negativo em razão da redução do uso dos serviços de saúde durante o
período de isolamento social da Covid-19, o que levou à diminuição dos custos
das operadoras.
O
índice de 5,11% se aplica a cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o
equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência
médica no Brasil (dados de março de 2026), e é válido para os contratos
regulamentados – firmados a partir de 1º de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei
nº 9.656/1998.
“Esse
é o reajuste mais baixo já definido pela ANS, o que traz alívio para o cidadão
que se esforça para manter um plano de saúde para sua família. Nosso objetivo é
sempre buscar o equilíbrio, garantindo a sustentabilidade do setor e a
capacidade de pagamento dos beneficiários”, afirma o diretor-presidente da ANS,
Wadih Damous.
O
percentual foi calculado pela Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos,
apreciado pelo Ministério da Fazenda e aprovado em reunião de Diretoria
Colegiada da Agência. A decisão segue agora para publicação no Diário Oficial
da União.
A
aplicação do reajuste anual só pode ser feita pela operadora no mês de
aniversário do contrato (data de contratação do plano). Para os contratos com
aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar em julho ou, no máximo
em agosto, retroagindo até o mês de aniversário.
“O
resultado é reflexo de uma metodologia baseada no comportamento do setor,
considerando tanto o aumento dos custos assistenciais quanto a frequência de
utilização dos serviços. A fórmula evita aumentos excessivos para o consumidor
e, ao mesmo tempo, garante que os planos continuem oferecendo atendimento de
qualidade e de forma sustentável”, destaca a diretora de Normas e Habilitação
dos Produtos, Lenise Secchin.
Histórico dos percentuais de planos de saúde individuais/familiares
Metodologia
considera uso dos planos e custos do setor
Para definir
o percentual de 2026, a ANS utilizou a metodologia aplicada desde 2019, que
leva em conta:
O
cálculo combina:
O
IVDA reflete a variação das despesas com atendimento aos beneficiários de
planos de saúde, enquanto o IPCA incide sobre custos de natureza não
assistenciais, como despesas administrativas. Na fórmula, o IVDA tem
peso de 80% e o IPCA de 20%. A fórmula do IVDA tem três componentes: a Variação
das Despesas Assistenciais (VDA), a Variação da Receita por Faixa Etária
(VFE) e o Fator de Ganhos de Eficiência (FGE).
A
VDA é calculada com base nos dados das demonstrações contábeis e quantidade de
beneficiários enviados pelas operadoras à ANS periodicamente. As bases
utilizadas no cálculo são públicas, conferindo, assim, maior
transparência e previsibilidade.
A
VFE deduz a parcela da variação de despesas das operadoras que já é recomposta
pela variação das mensalidades por mudança de faixa etária. Já o FGE é um
índice de eficiência apurado a partir da variação das despesas assistenciais,
transferindo para os consumidores ganhos de eficiência do
setor e evitando um modelo de repasse automático da variação de custos.
Despesas assistenciais em 2025 e 2024 – Base de cálculo do reajuste
O valor final do plano de saúde é impactado por fatores como a inflação, o aumento ou queda da frequência de uso do plano de saúde e os custos dos serviços médicos e dos insumos, como produtos e equipamentos médicos.
As
despesas assistenciais per capita nos planos individuais regulamentados tiveram
crescimento de 8,32% em 2025 comparado a 2024. Essa variação observada nos
custos assistenciais reflete o aumento dos preços dos serviços e insumos de
saúde, bem como aumento no padrão de consumo de serviços de saúde associado a
fatores como mudanças no perfil etário dos consumidores e incorporações no rol
de procedimentos da saúde suplementar.
Diferença
entre índice de inflação e índice de reajuste de planos de saúde
Os índices de inflação medem a variação de preços de produtos e serviços. Já os índices de reajuste de planos de saúde são “índices de valor”, pois medem a variação combinada não somente de preços, mas também de quantidades consumidas. Dessa forma, o percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde.
Informações
no boleto
A
partir do anúncio do teto máximo de reajuste, os beneficiários de planos
individuais/familiares devem ficar atentos aos seus boletos de pagamento e
observar se o percentual aplicado é igual ou inferior ao definido pela ANS
(5,11%) e se a cobrança com o índice de reajuste está sendo feita a partir do
mês de aniversário do contrato, que é o mês em que o contrato foi firmado.
Entenda
como o reajuste é aplicado
O índice de reajuste autorizado pela ANS pode ser aplicado somente a partir do mês de aniversário de cada contrato. Para os contratos com data de aniversário em maio e junho, a cobrança deverá começar, em julho ou, no máximo, em agosto, retroagindo até o mês de aniversário do contrato. Confira no exemplo abaixo:
Perguntas e respostas sobre o reajuste 2026.
Saiba
mais sobre o reajuste de planos individuais ou familiares
Portabilidade
de carências
Os
consumidores têm o poder de escolha. Caso entendam que seu plano de saúde não
está lhes atendendo adequadamente, podem optar pela portabilidade de carências
para outra operadora. Para saber as opções disponíveis no mercado para
contratação ou troca via portabilidade de carências, o interessado pode fazer
comparações ao consultar o Buscador
de Planos de Saúde - Guia ANS, no portal da Agência.
Para
saber os requisitos para a realização da portabilidade de carências, confira
aqui.
Em
caso de dúvidas, os consumidores podem entrar em contato com a ANS por meio dos
seguintes canais de atendimento:
Fonte _ Saúde.gov
Divulgado
nesta quinta-feira (28/5), o
novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua aumentando - em nível nacional
- em todas as faixas etárias. A alta de SRAG está associada ao crescimento do
número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR)
e influenza A. O rinovírus também tem contribuído para o aumento
de SRAG, principalmente entre crianças e adolescentes, em alguns estados do
Nordeste (Alagoas, Paraíba e Sergipe) e do Sudeste (Minas Gerais e Rio de
Janeiro), além de Amazonas e Santa Catarina. Os casos de SRAG por Covid-19
segue em baixa na maior parte do país, mas mostram sinais de início ou
manutenção do crescimento no Ceará, Maranhão e Pará. A análise é referente à Semana
Epidemiológica 20, período de 17 a 23 de maio.
Os
dados de resultados laboratoriais por faixa etária sinalizam que o aumento do
número de casos de SRAG em crianças de até 4 anos tem sido impulsionado
principalmente pelo VSR. O aumento de SRAG nas crianças e adolescentes de 5 a
14 anos está associado principalmente ao rinovírus e, nos jovens, adultos e
idosos, à influenza A.
A
pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz,
alerta que, diante deste período de alta circulação de diversos vírus
respiratórios, é essencial que as pessoas elegíveis se vacinem contra a
influenza e o VSR. Portella alerta que as vacinas contra esses vírus reduzem as
chances de desenvolvimento das formas graves da doença e de óbito.
“A
vacina contra o VSR é destinada às gestantes a partir da 28ª semana de gestação
e protege o bebê durante os primeiros seis meses de vida. Já a vacina contra a
influenza tem como público-alvo idosos, crianças, pessoas com comorbidades,
gestantes, puérperas, entre outros grupos de risco”, avisa.
Além disso, a pesquisadora recomenda a adoção de medidas de etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir e espirrar, evitar compartilhar utensílios de uso pessoal, lavar as mãos com frequência, usar máscara e evitar contato próximo com outras pessoas em caso de sintomas de gripe ou resfriado.
Estados
e capitais
O Boletim mostra
que todas as unidades da Federação - com exceção de Rondônia - estão com
incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas
semanas). E 20 delas também estão com sinal de crescimento na tendência de
longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 20: Acre,
Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso
do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio
Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Os
vírus que mais têm contribuído para a alta de SRAG na maioria dos estados são o
VSR e, em algumas regiões, influenza A e rinovírus.
Os
casos de SRAG por VSR continuam aumentado em todos os estados das regiões
Sudeste e Sul, em boa parte da região Nordeste (AL, BA, CE, PB, RN e SE) e
alguns estados do norte (PA e AP), além do Mato Grosso do Sul,
mas já mostra tendência de interrupção de crescimento ou queda em quase todo o
Centro-Oeste (DF, GO e MT), além de alguns estados do norte (AC
e AM) e Nordeste (PE e MA). Mesmo sem tendência de aumento, os casos de SRAG
por VSR continuam altos no MT, GO e DF.
As
hospitalizações por influenza A se mantêm em crescimento em toda a região Sul,
e em alguns estados do Sudeste (SP e ES) e Norte (RR e TO).
Contudo, mesmo com sinal de interrupção do crescimento ou queda, as
hospitalizações por influenza A continuam altas em Minas Gerais e
Paraíba.
O
rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, especialmente de
crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (AL, PB e SE), Sudeste
(MG e RJ) e no Amazonas e Santa Catarina. Os casos de SRAG por Covid-19
estão em baixa na maior parte do país, mas mostram sinais de início ou
manutenção do crescimento no Ceará, Maranhão e Pará.
De
acordo com a atualização, 15 das 27 capitais brasileiras apresentam nível de
atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas), com
sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a
Semana Epidemiológica 20: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa
Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Macapá (AP),
Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC),
Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).
Dados
epidemiológicos
Nas
4 últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de
22,4% de influenza A, 4,7% de influenza B, 47,6% de vírus sincicial
respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 51,2% de influenza A, 7,2% de influenza B, 13,4% de vírus
sincicial respiratório, 17,2% de rinovírus e 9,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 70.211 casos de SRAG, sendo
33.245 (47,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 25.790 (36,7%) negativos, e ao menos 6.309 (9%) aguardando
resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão
sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de
notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
Dentre
os casos positivos do ano corrente, observou-se 25,4% de influenza A, 2,6% de
influenza B, 29,7% de vírus sincicial respiratório, 33,9% de rinovírus e 6,4%
de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a
prevalência entre os casos positivos foi de 22,4% de influenza A, 4,7% de
influenza B, 47,6% de vírus sincicial respiratório, 23,9% de rinovírus e 2,3%
de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
A
incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas
epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos
das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças
pequenas e está associada principalmente ao VSR. Por outro lado, a mortalidade
é maior entre os idosos e liderada pela influenza A.
Em
relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior
impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade afeta mais a
população a partir de 65 anos de idade. A incidência de SRAG por Covid-19 segue
em baixa em todas as faixas etárias.
O Boletim
InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao
monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às
vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações,
preparações e resposta a eventos em saúde pública.
Fonte _ FioCruz