quinta-feira, 23 de julho de 2026

Aumenta espera por cirurgia de câncer no SUS, aponta TCU



Em quase dois terços dos tipos de cirurgia oncológica realizados pelo SUS em 2025, pelo menos um quarto dos pacientes esperou além do prazo de 60 dias estabelecido por lei para o início do tratamento contra o câncer, segundo auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) a respeito do programa Agora Tem Especialistas, principal aposta do governo Lula para reduzir filas na saúde pública.

A fiscalização analisou dados de 2019 a 2025 extraídos da RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde). A espera em 2025, segundo o TCU, atingiu o pior nível desde 2022 —primeiro ano considerado comparável, já que o período 2019-2021 teve cobertura baixa devido à pandemia.

O agravante, dizem os auditores, é que mesmo com a base se ampliando nesse período, de 12 para 30 tipos de procedimento monitorados, a proporção de filas fora do prazo cresceu. Em um quinto deles, a espera mediana já ultrapassa o prazo legal, sinal de que o problema não seria pontual, mas estrutural.

oncologia é um dos seis eixos analisados pela auditoria, que inclui também cardiologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia e ginecologia. O câncer aparece como o recorte mais crítico entre todos: enquanto a fatia de procedimentos oncológicos com espera acima do prazo legal cresce ano a ano, outras especialidades mostram sinais de melhora.

A cirurgia de câncer de tireoide é o caso mais delicado, com próstata mama em seguida. A média de espera pela tireoidectomia chegou a 1.121 dias em 2022, caiu para 421 em 2023, teve queda acentuada para 75 em 2024 e voltou a subir para 719 em 2025, oscilação que o TCU classifica como "sem tendência definida de melhora".

Para o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, professor titular da USP e líder do centro de referência em tumores de cabeça e pescoço do AC Camargo Cancer Center, o gargalo dessas cirurgias no SUS está associado a fatores como aumento da incidência do tumor, má distribuição de centros especializados e financiamento insuficiente.

Entre 2014 e 2024, os diagnósticos anuais de câncer de tireoide no Brasil passaram de cerca de 9.000 para mais de 16 mil. Mutirões conseguem encurtar as filas, diz Kowalski, mas é preciso reorganizar a assistência oncológica para essa nova realidade. "No sistema público, os casos chegam mais avançados, a cirurgia é mais complexa. Leva de dez a 12 horas, contra uma hora e meia, em média, no sistema privado, que recebe casos mais iniciais", afirma.

De acordo com o relatório, nas cirurgias de próstata a média de espera caiu de 487 dias em 2020 para 57,5 em 2025, mas o tempo máximo para os casos mais críticos saltou de 625 para 2.365 dias (mais de seis anos).

Já na cirurgia parcial de mama, a mediana passou de 140 para 452 dias entre 2019 e 2021, no mesmo movimento atribuído à pandemia. Diferentemente da tireoide, o procedimento não aparece entre os dez casos mais críticos entre 2023 e 2025.

Segundo gestores ouvidos pela auditoria, o gargalo não está numa única etapa, mas se acumula ao longo do percurso —diagnóstico, estadiamento, definição da conduta, tratamento e acompanhamento—, cada fase dependente de estrutura concentrada em poucos centros habilitados.

O relatório cita ainda a desigualdade de acesso a exames de imagem: o Brasil tem só 1,69 aparelho de ressonância e 3,38 tomógrafos por 100 mil habitantes, e o acesso à ressonância é 13 vezes maior para quem tem plano de saúde do que para usuários do SUS.

A auditoria identificou disparidades regionais na assistência oncológica, mas ressalva que a fotografia pode estar incompleta: os cinco estados que concentram 55% da produção cirúrgica do país, entre eles São Paulo e Rio Grande do Sul, têm cobertura no sistema nacional de regulação inferior a 1%.

Para Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, os gargalos mostram que o cumprimento dos prazos legais do câncer ainda depende de onde o paciente mora. "Nos preocupa a urgência de adequar as ofertas de serviços às disparidades regionais e aos vazios assistenciais de cada estado", afirma.

Talita da Silva Lopes, 42, da zona leste da capital paulista, descobriu um nódulo na mama durante o banho em julho de 2024, mas só teve o diagnóstico completo confirmado quase dois anos depois, em maio deste ano, após uma sequência de atrasos —do acompanhamento inicial na UBS a dois meses de espera por um exame decisivo. Nesse intervalo, o câncer avançou até os ossos. Na última segunda (20), ela passou pela primeira vez com um oncologista e permanece internada.

A auditoria do TCU avaliou apenas dois componentes do programa —cirurgias eletivas e as OCIs (Ofertas de Cuidado Integrado), que são pacotes de consulta, exames e diagnóstico. Ficaram de fora frentes como a expansão da radioterapia e a reorganização do diagnóstico oncológico, o que, segundo o Ministério da Saúde, deixa a fiscalização incompleta.

O relator Bruno Dantas classificou como "críticos" os contornos da situação oncológica e determinou que o ministério divulgue periodicamente os tempos de espera, com notas sobre a qualidade dos dados. A pasta alegou que o painel ainda está em elaboração, argumento rejeitado pelo relator.

Em entrevista à Folha, o secretário de Atenção Especializada, Mozart Sales, reconhece que o câncer segue um dos maiores desafios da pasta, mas diz que o governo já identificou os gargalos e reformula a linha de cuidado oncológico. "Temos que mudar a forma de fazer o diagnóstico de câncer no Brasil", afirma.

Segundo ele, um dos entraves é a etapa diagnóstica: por anos, o SUS exigiu que o paciente chegasse aos centros de referência (Cacons e Unacons) já com a biópsia pronta, mas os especialistas capazes de fazê-la estão concentrados justamente nesses hospitais. "É impossível pensar que vou fazer uma punção de tireoide numa policlínica se não existe esse profissional ali", diz.

Ele também cita as desigualdades na distribuição dos cirurgiões de cabeça e pescoço: dos cerca de 1.160 no país, 600 estão em São Paulo, contra 43 em Pernambuco. Os novos serviços vão incorporar estruturas de diagnóstico, rompendo a exigência de o paciente chegar já com o laudo. "A gente entendeu que isso criava uma barreira de acesso", afirma.

Outro ponto crítico é o tempo para laudos anatomopatológicos. "Hoje só a biópsia leva 25 dias. Como é que você vai garantir o tempo da lei dos 60 dias se só o laudo patológico leva 25?", questiona Mozart. O ministério implanta uma rede de oito centros regionais de anatomia patológica, com meta de reduzir o prazo para sete dias.

A radioterapia também está entre as prioridades. A pasta mapeia a capacidade instalada para identificar equipamentos ociosos e regiões com falta de máquinas. Mozart cita a Baixada Fluminense, onde pacientes esperam de dois a três meses para iniciar radioterapia, enquanto em Juiz de Fora (MG) aceleradores lineares encerram o atendimento à tarde por falta de pacientes.

A proposta é integrar regiões por transporte sanitário e hospedagem temporária, além de tirar a radioterapia do teto financeiro estadual e incluí-la no Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, com pagamento direto do ministério.

projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

Fonte _ Folha/SP

Vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos é prorrogada até dezembro

 




Jovens e adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados contra o papilomavírus humano (HPV) poderão receber gratuitamente uma dose do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até 31 de dezembro de 2026. A prorrogação da campanha de vacinação contempla quem não recebeu a vacina na idade recomendada ou não possui registro da imunização.

O Ministério da Saúde orienta famílias, responsáveis e jovens a consultarem a caderneta de vacinação ou o aplicativo Meu SUS Digital. Caso a dose não esteja registrada, é necessário procurar uma Unidade Básica de Saúde ou outro ponto de vacinação do SUS.

A vacinação de rotina é indicada, em dose única, para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Nessa faixa etária, a resposta imunológica é mais eficaz, e a proteção ocorre, preferencialmente, antes do contato com o vírus. 

Vacina protege contra câncer e verrugas genitais

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. Há mais de 200 tipos do vírus, que atingem a pele e as mucosas. Alguns provocam verrugas anogenitais, enquanto outros estão relacionados aos cânceres de colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e orofaringe.

A vacina quadrivalente oferecida pelo SUS protege contra os tipos 6 e 11, associados principalmente às verrugas anogenitais, e contra os tipos 16 e 18, relacionados a grande parte dos cânceres causados pelo vírus.

Na maioria dos casos, a infecção não apresenta sinais ou sintomas e pode ser eliminada pelo próprio organismo em até dois anos. O vírus também pode permanecer sem manifestações por longos períodos. Verrugas, coceira, lesões ou alterações nas regiões genital, anal ou oral devem ser avaliadas por profissionais de saúde.

Imunização é a principal forma de prevenção 

O uso do preservativo interno ou externo durante as relações sexuais reduz o risco de transmissão, mas não oferece proteção completa, pois o HPV pode estar presente em áreas da pele não cobertas. A vacina, portanto, permanece como a principal forma de prevenção.

A imunização não substitui o rastreamento do câncer de colo do útero. O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, identifica alterações celulares e lesões que podem anteceder a doença. O SUS também iniciou a implantação gradual do teste molecular de DNA-HPV, capaz de detectar tipos oncogênicos do vírus. A previsão é que a tecnologia esteja disponível na rede pública de todo o país até dezembro de 2026.

Cobertura vacinal

O Ministério da Saúde estabelece a meta de 90% de cobertura vacinal contra o HPV para o público-alvo, seguindo os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a eliminação do câncer de colo do útero. Em 2025, a cobertura vacinal alcançou 86,22% entre as meninas de 9 a 14 anos, e 74,55% entre meninos da mesma faixa etária. 

Confira o painel do Ministério da Saúde com dados sobre a cobertura vacinal.

Serviço

Vacinação gratuita contra o HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose ou não possuem registro da imunização

Prazo: até 31 de dezembro de 2026

Onde: Unidades Básicas de Saúde e demais pontos de vacinação do SUS

Como consultar: verifique a caderneta de vacinação ou o aplicativo Meu SUS Digital

Com informações do Ministério da Saúde e do Instituto Butantã.

Fonte _ Saúde.gov

InfoGripe: Cai Número de Hospitalizações Por VSR e Por Influenza A e B Em Grande Parte Do País

 


A mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (23/7), mostra que as ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de queda nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A queda é impulsionada principalmente pela diminuição do número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus da influenza A e B, em muitos estados do país. Apenas os estados do Sul (PR, RS e SC), Acre e Maranhão estão com incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas). A atualização refere-se à Semana Epidemiológica 28, período de 12 a 18 de julho.

De acordo com os pesquisadores do InfoGripe, como os casos de SRAG ainda estão altos em boa parte do país, apesar da tendência de queda ou estabilização, é importante que a população prioritária esteja em dia com a vacinação contra os principais vírus respiratórios que causam SRAG, como a influenza, Covid-19 e VSR. A vacina contra o VSR está disponível para gestantes, e protege o recém-nascido contra o vírus por pelo menos seus seis primeiros meses de vida. Também é importante que a população continue tomando alguns cuidados, como usar máscaras em postos de saúde, lavar sempre as mãos, evitar ter contato próximo com pessoas que apresentam sintomas de gripe ou resfriado. Para quem já apresenta sintomas, é importante ficar em casa em isolamento e, se não for possível, a recomendação é a de que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara.


Estados e capitais

Segundo a atualização, 5 das 27 unidades federativas (UF) apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 28: Acre, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além disso, 16 UF também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo. A alta de SRAG nesses estados está associada principalmente a alta de casos por VSR, e em alguns estados, também pelas influenzas A e B.

Os casos de SRAG por VSR continuam aumentando em toda a Região Sul (PR, RS e SC), além do Maranhão, mas mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda no restante do país. Nos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe, os casos de SRAG por VSR continuam altos, apesar da tendência de estabilização ou queda.

O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou em boa parte do país, contudo, mesmo com sinal de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos no Acre, Minas Gerais, Paraná e Roraima Já os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados da região Centro-Sul (DF, ES, MG, RJ, RS e SC), mas já mostram sinal de interrupção do crescimento ou queda no Ceará, Goiás. Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

De acordo com o InfoGripe, 3 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a Semana 28: João Pessoa (PB), Rio Branco (AC) e São Luís (MA). Além disso, 14 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio De Janeiro (RJ) e Salvador (BA). O aumento de SRAG em São Luís se concentra nas crianças menores de dois anos, e em Rio Branco, nas crianças de 5 a 14 anos e idosos a partir de 65 anos. Já em João Pessoa, o aumento de SRAG ocorre em todas as faixas etárias acima de 5 anos de idade.

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. O rinovírus também se destaca como a segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de dois anos e idosos.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. Já a influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 9,1% de influenza A, 8,8% de influenza B, 58,5% de vírus sincicial respiratório, 24,6% de rinovírus e 1,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 29,7% de influenza A, 14,7% de influenza B, 27,3% de vírus sincicial respiratório, 25,2% de rinovírus e 5,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 20,1% de influenza A, 4,8% de influenza B, 41,1% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 9,1% de influenza A, 8,8% de influenza B, 58,5% de vírus sincicial respiratório, 24,6% de rinovírus e 1,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 120.920 casos de SRAG, sendo 63.698 (52,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 41.541 (34,4%) negativos, e ao menos 8.420 (7%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 








24H DE SPA, LE MANS, F1, MOTOGP E MUITO MAIS: GPTV 24H [grande premio live] 

Aqui na GPTV, o canal de TV do GRANDE PRÊMIO, tem 24 Horas de Le Mans AO VIVO, programas de F1, MotoGP, Indy e transmissões e corridas completas de WEC, Fórmula E, IMSA SportsCar, ELMS, ALMS, IGTC. Tem cobertura 24 horas do mundo do esporte a motor. Sinal aberto da TV para o YouTube.

Sim, temos Verstappen em Nürburgring, Le Mans Classic Series, GTWC (Gran Turismo World Challenge) e muito mais.

Watch GPTV, the official channel of GRANDE PRÊMIO, with LIVE broadcasts, full races, special programs and 24-hour coverage of the world of motorsport.

📺 LG 811 e TCL 1011

📷 Instagram | TikTok | Facebook | Kwai | X/Twitter | Threads: @grandepremi

grandepremio.com.br - https://grandepremio.com.br

Aqui você acompanha: 🔴 Corridas completas e retransmissões (Full races and rebroadcasts)

FIA World Endurance Championship (WEC) IMSA SportsCar Championship (IMSA)

Fórmula E

IGTC (Campeonato de GT)

European Le Mans Series (ELMS)

Asian Le Mans Series (ALMS)

NLS Series

🏆 Grandes eventos do automobilismo mundial (Major events in world motorsport)

24 Horas de Le Mans

24 Horas de Spa

24 Horas de Nürburgring

Grande Prêmio de Macau

12h de Bathurst

📺 Programas e debates:

Briefing, Paddock GP, Motoca GP, TT GP, WGP, Sprint GP e análises completas sobre Fórmula 1, MotoGP, IndyCar, Fórmula E, WEC e IMSA Sportscar.

📡 Sinal aberto no YouTube — AO VIVO e grátis.

💚 Apoie o GRANDE PRÊMIO

Ajude a ampliar nossa cobertura e trazer mais corridas para a programação:

📩 PIX: gptv@grandepremio.com.br

🎯 Participe do CHEFÃO GP — O Bolão da Temporada 2024 da Fórmula 1

https://www.grandepremio.com.br/chefao/

📰 Últimas notícias de F1: https://www.grandepremio.com.br/f1/

🎙 Ouça os podcasts do GRANDE PRÊMIO no Spotify:

https://open.spotify.com/show/5OBbp8M...

🌎 Inscreva-se também no nosso canal em espanhol: @GrandePremioES

📢 Compartilhe esta transmissão AO VIVO:

https://youtube.com/live/9o-vqND7Cs4 #formula1 #WEC #gptv #IMSA #FormulaE #Endurance #LeMans #IndyCar #MotoGP #Automobilismo

 GPTV

Golpistas fazem vídeos de celebridades com IA para vender medicamentos nas redes sociais, alerta Anvisa

 


Vídeos e áudios que mostram celebridades, influenciadores e até médicos recomendando medicamentos ou suplementos alimentares podem ter sido manipulados por IA (inteligência artificial). O alerta, publicado nesta terça-feira (21), é da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que orienta consumidores a desconfiar de conteúdos usados para promover produtos de saúde nas redes sociais.

tecnologia conhecida como deepfake permite alterar imagens, vídeos e vozes para simular declarações de pessoas que não fizeram determinada recomendação. Segundo a agência, esse tipo de conteúdo pode ser usado para conferir credibilidade a produtos clandestinos, produzidos sem autorização, ou falsificados, que imitam produtos originais.

Em fevereiro deste ano, a Meta, dona do Instagram e Facebookprocessou pessoas e empresas do Brasil, da China e do Vietnã acusadas de usar imagens e vozes manipuladas de celebridades para vender produtos de saúde fraudulentos.

Entre as personalidades que tiveram a imagem usada sem autorização está o médico Drauzio Varella. Em texto publicado em sua coluna na Folha em outubro de 2025, ele relatou que tentava havia anos retirar das redes sociais vídeos falsos que usavam sua imagem para promover produtos que prometiam, entre outros resultados, curar diabetes, aliviar dores nas costas e provocar a perda de 20 quilos em um mês. O médico afirmou que chegou a levar o caso ao Ministério Público de São Paulo.

"É assustador ver pessoas esclarecidas caírem nessas armadilhas, por acreditar que estou indicando produtos capazes de curar diabetes, dores nas costas, neuropatias periféricas e emagrecer 20 quilos em um mês", escreveu Drauzio.

Mesmo quando a recomendação é feita de fato por uma celebridade ou influenciador, a Anvisa orienta que o consumidor não adote um tratamento com base apenas nesse tipo de aconselhamento.

O histórico clínico, as doenças preexistentes e os medicamentos utilizados variam entre as pessoas, e um produto indicado para um paciente não necessariamente é adequado para outro.

A agência também chama a atenção para conteúdos publicados por influenciadores contratados por marcas para impulsionar vendas ou captar clientes. A recomendação é procurar um profissional de saúde habilitado antes de iniciar qualquer tratamento.

"Mesmo quando agem motivados por boa-fé, é importante lembrar que nem toda pessoa que cria conteúdo conhece as particularidades do quadro de saúde de cada indivíduo", diz a Anvisa.

A mesma cautela deve ser adotada quando o conteúdo apresenta um médico como responsável pela recomendação. Anúncios enganosos podem usar profissionais criados ou manipulados por inteligência artificial para divulgar medicamentos, suplementos e outros produtos de saúde.

A Anvisa recomenda verificar as credenciais do profissional no conselho responsável pela categoria. No caso dos médicos, a consulta pode ser feita no site do CFM (Conselho Federal de Medicina).

A agência também alerta para a comercialização de medicamentos em redes sociais, marketplaces, sites que não pertencem a farmácias regularizadas e por vendedores sem autorização. No Brasil, medicamentos só podem ser vendidos por farmácias regularizadas pela vigilância sanitária ou por seus sites oficiais.

A Anvisa orienta que os consumidores verifiquem a regularidade do produto antes da compra. A consulta pode ser feita com os dados do medicamento no sistema de consulta da agência.

Suplementos alimentares também exigem atenção. Esses produtos são destinados à suplementação de nutrientes, substâncias bioativas, probióticos ou enzimas e não podem fazer alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças e agravos.

A promessa de um suplemento para tratar ou curar problemas de saúde, portanto, deve ser vista como um sinal de alerta. A agência afirma que a comercialização de produtos com esse tipo de alegação pode estar associada a propaganda enganosa e à venda de produtos clandestinos ou falsificados.

A Anvisa também recomenda cautela com anúncios que apresentam soluções como "100% naturais" ou "sem riscos". O fato de um produto ser obtido a partir de plantas não elimina a possibilidade de efeitos adversos ou problemas decorrentes do uso inadequado.

Medicamentos fitoterápicos, por exemplo, são obtidos a partir de plantas medicinais, mas precisam estar regularizados junto à Anvisa. O uso deve seguir as orientações previstas para o produto e, quando necessário, contar com avaliação de um profissional de saúde.

A agência também alerta para produtos comercializados como "químicos experimentais" ou destinados a "fins de pesquisa". Segundo a orientação, essas nomenclaturas não autorizam a venda para uso humano e podem ser utilizadas para tentar enganar consumidores.

Produtos que não passaram pela avaliação da Anvisa não têm garantias de segurança para uso humano. No caso dos medicamentos, também não há garantia de eficácia.

A orientação é verificar a regularidade do medicamento ou suplemento antes da compra e buscar avaliação de um profissional de saúde habilitado antes de iniciar qualquer tratamento.

Fonte _ Folha/SP

Vacinação contra HPV reduz infecção mesmo entre mulheres não imunizadas, aponta estudo brasileiro

 


Uma única dose da vacina contra o HPV protege tanto quanto duas ou três doses, e a imunização de parte da população já basta para reduzir a circulação do vírus entre quem nunca foi vacinado. São essas as principais conclusões de uma pesquisa brasileira, a maior já feita sobre o impacto populacional do imunizante na América Latina.

O estudo do Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde, comparou dados de mais de 16 mil brasileiros com idade entre 16 e 25 anos coletados em duas pesquisas nacionais —uma realizada em 2016 e 2017, logo após a introdução da vacina no SUS, e outra feita entre 2020 e 2023. O trabalho, batizado POP-Brasil, será publicado na revista científica npj Vaccines, do grupo Nature.

Entre as mulheres vacinadas, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pela vacina caiu 81% em relação ao período anterior à vacinação (de 15,6% para 3,1%). Mas o achado que mais chama atenção é que a vacinação teve um impacto populacional.

Mesmo entre as mulheres que nunca tomaram a vacina houve queda de 33% na circulação desses tipos de HPV, um efeito indireto, de proteção coletiva, que só se sustenta onde a cobertura vacinal é alta, afirma Eliana Wendland, pesquisadora do Hospital Moinhos de Vento e autora principal do estudo.

O mecanismo é simples, diz ela. "Isso se explica pela quantidade de vírus circulante. Quando eu tenho menos vírus circulante, eu tenho menos contatos e, portanto, eu começo a diminuir as taxas de prevalência na população em geral."

Esse efeito coletivo, porém, só apareceu entre mulheres. Nos homens, que têm cobertura vacinal bem menor no país, o fenômeno não se repetiu. Também depende da idade: a proteção coletiva é visível até os 20-21 anos, faixa com as maiores coberturas, mas desaparece nas faixas seguintes.

Um dos achados com maior potencial prático é a confirmação de que uma dose protege tanto quanto o esquema de duas ou três. "A efetividade foi a mesma", diz Wendland. O resultado reforça a decisão do Ministério da Saúde, que migrou o esquema vacinal brasileiro para dose única em 2024.

Segundo Ana Goretti Maranhão, do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, a mudança já vinha respaldada por evidência internacional. "Quando a OMS [Organização Mundial da Saúde] tomou essa decisão, ela já vinha acompanhando três grandes estudos de mais de dez anos, onde mostrou que a dose única tinha o mesmo impacto das outras. Esse é o primeiro que a gente tem aqui no país."

A dose única também não depende de coberturas tão altas quanto o esquema de duas doses. Historicamente, a adesão à primeira dose sempre foi maior do que o retorno para a segunda.

A ressalva fica para grupos específicos. Pessoas com HIV, imunossuprimidos e quem já teve lesão de alto grau ou câncer de colo do útero seguem no esquema de três doses. "Quanto mais precoce a vacina, maior a eficácia. Ela diminui depois dos 18 e principalmente depois dos 26 anos", explica Wendland.

O estudo não mediu cobertura por região, mas dados do ministério mostram um país heterogêneo. A cobertura nacional está em 86%, mas no Acre —que tem pior desempenho— cai para 43% entre meninas e 36% entre meninos. Para Ana Goretti Maranhão, o cenário é herança de uma onda de desinformação entre 2018 e 2019 da qual o estado nunca se recuperou. "A cobertura nunca voltou ao que era antes", diz.

A desigualdade não se resume a um ranking entre estados. "Não adianta a gente ter uma média nacional ótima se, por exemplo, o Rio de Janeiro têm ainda coberturas piores que o Acre." O ministério investe em microplanejamento com estados e municípios para corrigir bolsões de baixa cobertura mesmo em estados com média boa.

Um estudo com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) comparou Rio Branco, capital acreana com cobertura de cerca de 52%, a Ariquemes, em Rondônia, de perfil socioeconômico semelhante, mas cobertura acima de 90%. A diferença esteve na integração com as escolas —há três anos o ministério promove campanhas de vacinação nas escolas em abril e maio.

Se entre as mulheres participantes do estudo a cobertura chegou a 61,8%, entre os homens ficou em 31,1%, reflexo de uma desigualdade histórica. A vacinação de meninas começou em 2014, a de meninos só em 2017, e as faixas etárias só foram equalizadas em 2022.

Hoje, três estados já têm cobertura acima de 90% entre meninos, mas a média nacional segue distante.

"A menina, quando entra na adolescência, a mãe já leva no ginecologista. O pai, o menino, não", diz Maranhão. O ministério trabalha com a Sociedade Brasileira de Urologia e ONGs para reverter isso, além de manter busca ativa entre 15 e 19 anos — meta de 640 mil jovens, da qual só metade foi alcançada.

Wendland vê nesse desequilíbrio um problema de percepção a corrigir com urgência. "Ficou muito no consciente coletivo que é uma vacina para proteger o câncer de colo uterino. A gente vacina os meninos para proteger as meninas. Mas precisamos desmistificar isso. A gente vacina os meninos para proteger os meninos", afirma.

Hoje, o câncer mais associado ao HPV entre homens é o de cabeça e pescoço, sobretudo o de orofaringe, que vem crescendo e, segundo estimativas do grupo, já é quase tão prevalente no Brasil quanto o de colo do útero.

O estudo também identificou reduções em outros tipos de HPV não incluídos na vacina, indício de proteção cruzada que reforça o benefício da imunização além dos quatro tipos-alvo originais.

Uma ressalva importante: o estudo mede prevalência de infecção, não incidência de câncer, que leva décadas para aparecer ou desaparecer nas estatísticas. "Eu preciso prevenir essa infecção para que toda a geração já chegue lá sem câncer", resume Wendland.

Para ela, duas frentes vão determinar se o Brasil se aproxima de países como Austrália e Dinamarca, que caminham para eliminar os cânceres ligados ao HPV: reforçar a vacinação até 80% de cobertura em todos os estados e introduzir o rastreamento por HPV-DNA, capaz de reduzir a mortalidade por câncer de colo do útero mais rápido que a própria vacina.

A meta da OMS é 90% de cobertura entre meninas de até 14 anos até 2030. O Brasil já tem 11 estados nesse patamar e mantém otimismo quanto ao prazo, mas com ambição maior do que a definida pela OMS, diz Maranhão. "Nós queremos alcançar nas meninas e nos meninos também."

Um dado chamou atenção mesmo entre as pesquisadoras: a prevalência geral de HPV, somando todos os tipos, vacinais e não vacinais, aumentou de forma discreta entre as duas pesquisas, puxada por tipos fora da cobertura da vacina e por mudanças de comportamento sexual, como o aumento da proporção de pessoas com dois ou mais parceiros no último ano.

O achado não contradiz o impacto da vacina, dizem as autoras, mas reforça que a queda nos tipos vacinais —os mais associados ao câncer— não seria explicada por uma redução geral da circulação do vírus, e sim pelo efeito específico da imunização.

projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

Fonte _ Folha/SP

Prontuário eletrônico e-SUS APS disponibiliza recursos para pré-natal, puerpério, vacinação e prescrições

 


A última atualização do prontuário eletrônico do e-SUS APS (versão 5.5.22) está disponível para gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil. Ela qualificou os registros assistenciais, a organização do processo de trabalho das equipes e o aprimoramento do acompanhamento da população. As mudanças incluem o novo módulo de cadastro, recursos para pré-natal e puerpério, aperfeiçoamentos no registro de vacinação e prescrições, além de ferramentas que facilitam a navegação dos profissionais no sistema.

O antigo módulo Cidadão passou a se chamar Cadastro Individual. A mudança reflete a informatização do cadastro individual para a melhora do gerenciamento das informações cadastrais dos usuários da atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS). A funcionalidade agora incorpora a Ficha de Cadastro Individual diretamente no prontuário eletrônico.

O Cadastro Individual, que adota o CPF como identificador prioritário, tem mecanismos para prevenir registros duplicados. A atualização ainda amplia os campos disponíveis para cadastro e incorpora fluxos específicos para situações de recusa de cadastro ou de atualização cadastral.

Para apoiar a adaptação dos profissionais às mudanças, o sistema conta com um tutorial interativo, que pode ser acessado sempre que necessário.

Saúde materna e infantil

Na funcionalidade de acompanhamento do pré-natal, incluída nesta versão, é possível visualizar todas as informações da gestação de forma sistematizada para a coordenação do cuidado nesse período. Além disso, foram incluídas informações como um campo para registro do batimento cardíaco fetal de cada gemelar.

“O acompanhamento estruturado neste ciclo de vida contribui para a constatação precoce de possíveis alterações e identificação de intervenções a serem realizadas baseadas em protocolos clínicos. Também oferece maior segurança para a avaliação e a tomada de decisão pela equipe”, explicou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luíza Caldas.

Para a funcionalidade relacionada ao puerpério, a atualização reúne consultas, exames, vacinas e demais procedimentos realizados durante o período pós-parto, além de incluir áreas para o encaminhamento, compartilhamento do cuidado e outros atendimentos relacionados à puérpera.

Por fim, especificidades para crianças nascidas prematuras passaram a compor os gráficos de altura, peso, perímetro cefálico e índice de massa corporal (IMC) no acompanhamento do crescimento infantil.

Prescrições

Os profissionais passam a contar com a possibilidade de renovar prescrições de medicamentos de uso contínuo. Já na funcionalidade de suporte à decisão clínica, quando houver sugestão de medicamentos, o sistema informará se o cidadão tem alergia registrada a algum dos fármacos recomendados.

Recursos para o trabalho das equipes

A nova versão também incorpora outras funcionalidades voltadas à rotina das equipes de saúde. Entre elas está um Painel de Chamadas integrado à lista de atendimentos. Foi criado, ainda, um modelo de solicitação de fraldas geriátricas, ampliando as opções de documentos emitidos pelo sistema.

No módulo de Coleta de Dados Simplificada (CDS), o acesso passou a ser permitido, também, para os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), contemplando perfis como cirurgião-dentista, auxiliar e técnico em saúde bucal e coordenador.

Acesse a versão atualizada do prontuário eletrônico e-SUS APS

Fonte _ Saúde.gov

Ministério da Saúde alerta estados e municípios sobre possível aumento de arboviroses no país devido ao El Niño

 


Com o objetivo de fortalecer a preparação do país diante dos impactos das mudanças climáticas associadas ao fenômeno El Niño, o Ministério da Saúde encaminhou um alerta a estados e municípios sobre a possibilidade de aumento na transmissão de arboviroses, como dengue e chikungunya. De acordo com projeções desenvolvidas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. 

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño pode se manifestar de forma moderada a forte, favorecendo condições que ampliam a circulação do mosquito Aedes aegypti, a partir do segundo semestre desse ano. O aumento das temperaturas e das chuvas em algumas regiões, assim como os períodos de seca em outras áreas, podem estimular o armazenamento de água e a formação de criadouros do vetor. 

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde recomenda que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle, com a realização de bloqueios de transmissão nos primeiros casos identificados, reorganização das atividades dos Agentes de Combate às Endemias e adoção das tecnologias de controle vetorial preconizadas pela pasta. 

A colaboração da população também é fundamental. As gestões locais devem reforçar as ações de comunicação e conscientização para que os cidadãos eliminem possíveis criadouros do mosquito em suas residências, fiquem atentos aos sinais e sintomas das arboviroses e procurem atendimento de saúde ao surgimento dos primeiros sintomas. 

As projeções apresentadas são estimativas epidemiológicas construídas a partir de cenários climáticos e, por isso, estão sujeitas a atualizações e ajustes conforme novas informações forem incorporadas aos modelos. O Ministério da Saúde seguirá monitorando a situação e poderá emitir novos alertas sempre que necessário. 

Apesar do cenário de atenção, o país tem apresentado redução no número de casos dessas doenças. Até 20 de junho de 2026, foram registrados 392,8 mil casos de dengue, o que representa queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também apresentaram redução de 46%. 

Acompanhe os alertas e o monitoramento epidemiológico pelo portal InfoDengue

Fonte _ Saúde.gov

Pela primeira vez, Pesquisa Nacional de Saúde realiza exames de sangue e urina

 


Já está em campo a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em parceria pelo Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerado o maior levantamento sobre as condições de saúde da população brasileira, o estudo traz, de forma inédita nesta edição, a coleta de amostras de sangue e urina de parte dos participantes, ampliando a capacidade de identificar fatores de risco, monitorar doenças e subsidiar políticas públicas de saúde.  

A participação na PNS é totalmente gratuita, voluntária e segura. A pesquisa é realizada em duas etapas: primeiro, entrevistadores do IBGE visitam os domicílios selecionados para aplicação do questionário. Em seguida, parte dos participantes será convidada a realizar a coleta de sangue e urina, que ocorrerá em uma nova visita previamente agendada. Poderão ser entrevistados os moradores com idade a partir de 15 anos e a coleta dos exames de sangue e urina somente para pessoas com 35 anos ou mais. Estima-se que aproximadamente 140 mil domicílios em todas as regiões do Brasil sejam visitados pelas equipes.

Novos Exames

Além do questionário, que aborda temas relacionados à saúde e as condições de vida da população, incluindo características do domicílio, educação, renda, utilização de serviços de saúde e hábitos de vida, a segunda fase da PNS inclui a coleta dos biomarcadores (exames de sangue e urina).

Esta etapa será realizada somente com moradores de capitais e regiões metropolitanas. A coleta é realizada na casa do participante pelo profissional do laboratório parceiro, devidamente identificado, acompanhado do entrevistador do IBGE. Esta visita é previamente agendada após a entrevista e o participante receberá um material impresso com todas as orientações para o dia da coleta e para acessar o resultado dos exames.

Todos os materiais utilizados durante a coleta, como agulhas, seringas, luvas e demais insumos, são descartáveis e de uso único. Após a realização dos exames, todo o material biológico e os insumos utilizados serão descartados de forma segura, em conformidade com as normas sanitárias e ambientais vigentes, garantindo a segurança dos participantes, dos profissionais envolvidos e o respeito aos princípios éticos da pesquisa.

As informações prestadas durante a pesquisa ao IBGE são confidenciais e o sigilo é garantido por lei.

Atenção: saiba como identificar os pesquisadores

Os entrevistadores do IBGE utilizam colete e crachá com foto e matrícula funcional, além de dispositivos eletrônicos para registro das entrevistas.

Nos domicílios selecionados para a coleta de biomarcadores a visita será realizada por um profissional de saúde, devidamente identificado e acompanhado do entrevistador do IBGE. Após a entrevista, o participante receberá um material impresso com todas as orientações para o dia da coleta e para acessar o resultado dos exames.

Aqueles que receberem um pesquisador em seu domicílio, podem conferir a identidade dos servidores e obter mais informações sobre a pesquisa ligando gratuitamente para o telefone 0800 721 8181 (Segunda a sábado, das 8h às 21h30 no horário de Brasília) ou acessando o site Respondendo o IBGE (IBGE | Respondendo ao IBGE). Também é possível receber informações e tirar dúvidas junto à Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS) pelo telefone 136.

Histórico

Considerada a pesquisa de saúde mais abrangente do Brasil, a PNS completa 13 anos em 2026. Seus resultados permitem identificar desigualdades em saúde, acompanhar mudanças no perfil epidemiológico da população ao longo do tempo e produzir evidências que orientam o planejamento, a implementação e a avaliação da saúde no Brasil. A inclusão dos exames laboratoriais nesta edição amplia significativamente o potencial da pesquisa.

Fonte _ Saúde.gov