quinta-feira, 16 de julho de 2026
Brasil passa a produzir principal remédio para HIV do SUS
O
Brasil passou a dominar toda a tecnologia necessária para fabricar o
dolutegravir, antirretroviral mais utilizado no tratamento
do HIV no país. Combinado a outros medicamentos, ele é a base do
programa nacional de profilaxia pré-exposição, a
PrEP.
A Fiocruz (Fundação
Oswaldo Cruz) concluiu a transferência de tecnologia do medicamento, etapa que
deve reduzir a dependência de importações, diminuir os custos de produção para
o SUS (Sistema Único de Saúde) ao
longo dos próximos anos e ampliar a segurança no abastecimento de um remédio
utilizado por mais de 770 mil brasileiros.
O
início da produção em escala depende agora apenas da concessão do registro
sanitário pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que os
primeiros lotes fabricados integralmente em Farmanguinhos —laboratório na
Fiocruz vinculado ao Ministério da Saúde— possam ser distribuídos à rede
pública.
O
domínio da tecnologia encerra um processo iniciado em 2020, quando a Fiocruz
firmou uma parceria com a farmacêutica ViiV Healthcare, detentora da patente do
medicamento. Desde então, a fundação adaptou sua estrutura industrial,
incorporou métodos de controle de qualidade e capacitou equipes para
internalizar todas as etapas de fabricação do antirretroviral.
Na
prática, a transferência representa mais do que um avanço industrial. Ao
produzir o medicamento no país, o governo reduz a exposição às oscilações do
mercado internacional, fortalece a capacidade de resposta do SUS diante de
eventuais crises de abastecimento e ganha margem para reduzir, ao longo do
tempo, os gastos com um dos medicamentos mais
adquiridos pelo Ministério da Saúde.
Embora
a economia dependa do volume de produção e das futuras negociações de compra, a
fabricação nacional tende a diminuir custos relacionados à importação,
royalties e variações cambiais.
O
dolutegravir é considerado hoje o principal medicamento da política brasileira
de tratamento do HIV. Incorporado ao SUS há quase uma década, tornou-se a base
do esquema
terapêutico recomendado pelo Ministério da Saúde por apresentar
elevada eficácia, baixa incidência de efeitos adversos e alta barreira ao
desenvolvimento de resistência do vírus.
A
OMS (Organização Mundial da Saúde) também o recomenda como tratamento
preferencial para a maioria das pessoas vivendo com HIV.
Além
da fabricação do dolutegravir isolado, o acordo firmado entre Fiocruz e ViiV
prevê uma nova etapa de transferência tecnológica para a produção nacional da
combinação entre dolutegravir e lamivudina, outro medicamento amplamente
utilizado pelo SUS.
A
conclusão da transferência de tecnologia ocorre em um momento de transformação
no tratamento
e na prevenção do HIV. Enquanto o dolutegravir consolidou a estratégia
baseada em comprimidos de uso diário, pesquisadores e gestores de saúde
acompanham o desenvolvimento de medicamentos de longa duração, capazes de
reduzir drasticamente a frequência de administração.
O
principal deles é o lenacapavir,
da farmacêutica Gilead. Aplicado por meio de uma injeção a cada seis meses, o
medicamento apresentou resultados considerados históricos em estudos clínicos
voltados à prevenção da infecção pelo HIV, com eficácia próxima de 100% entre
mulheres cisgênero e superior a 99% entre homens cis e pessoas trans que fazem
sexo com homens.
Os
resultados fizeram crescer a expectativa de que o medicamento possa transformar
a prevenção da doença, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades
para manter o uso diário da profilaxia pré-exposição ao vírus.
Ao
mesmo tempo, o remédio abriu uma disputa internacional sobre acesso.
Organizações da sociedade civil, pesquisadores e governos pressionam por
mecanismos que ampliem a oferta da tecnologia em países de média e baixa renda,
diante da preocupação com o preço que poderá ser praticado pela fabricante.
Fonte _ Folha
InfoGripe: número de casos de VSR diminui, mas se mantém alto em muitos estados
A
nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira
(16/7), destaca que os casos de vírus sincicial respiratório (VSR),
que atingem principalmente crianças de até 2 anos, estão diminuindo em boa
parte do país, mas ainda se mantêm em níveis altos em muitos estados. O VSR é
umas principais causas de bronquiolite nas crianças pequenas. A análise mostra
também que, no cenário nacional, as ocorrências de Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de queda nas tendências de longo
prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A
atualização refere-se à Semana Epidemiológica 27, período de 5 a
11 de julho.
Os
dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG
entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das
hospitalizações por VSR em boa parte do país. Os pesquisadores do InfoGripe
alertam, por outro lado, para o aumento de casos graves associados ao VSR em
alguns estados. Entre jovens, adultos e idosos, a queda é explicada
principalmente pela redução das hospitalizações por influenza A. Em crianças de
5 a 14 anos, ela decorre sobretudo da diminuição dos casos graves por
rinovírus.
Os
pesquisadores pontuam que a queda dos casos de SRAG é impulsionada
principalmente pela diminuição do número de hospitalizações por VSR em boa
parte do país, embora os casos graves provocados pelo vírus ainda estejam altos
em muitos estados. Diante desse contexto, destacam a importância da adoção de
medidas preventivas.
Segundo os especialistas, é importante manter medidas de higiene respiratória, como lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado. Mas, se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando máscara. E, o mais importante, manter a vacinação em dia.
Estados
e capitais
No
cenário nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de queda nas tendências de
longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas).
Cinco das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de
alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo
prazo até a semana epidemiológica 27: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O
InfoGripe verificou ainda que 17 unidades da Federação também apresentam
incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de
crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Alagoas, Amapá,
Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato
Grosso, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo.
De
acordo com a investigação, os casos de SRAG por VSR continuam aumentando em
toda a Região Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), além de Minas
Gerais e Maranhão, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda
no restante do país. Nos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito
Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro,
Roraima, São Paulo e Sergipe, os casos de SRAG por VSR continuam altos, apesar
da tendência de estabilização ou queda. Em relação à Covid-19, o estudo
sinaliza um leve aumento das hospitalizações no estado do Amazonas, porém ainda
em níveis baixos de incidência.
Observa-se
que 5 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou
alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência
de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 27: Aracaju (SE), Campo Grande
(MS), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).
Influenza
A e B
Embora
o período de sazonalidade da influenza A já tenha se encerrado em boa parte do
país, mesmo com sinal de queda, os casos graves provocados pelo vírus continuam
altos em Minas Gerais, Paraná e Roraima. Os casos graves por influenza B
continuam aumentando em alguns estados da região Centro-Sul (Distrito Federal,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), mas já
mostram indícios de interrupção do crescimento ou queda no Ceará, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Incidência
e mortalidade
O
estudo revela ainda que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas
últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto
nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG
apresenta impacto mais elevado nas crianças de até 2 anos, a mortalidade é
maior na população com 65 anos ou mais.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como
principal causa o vírus influenza A.
Em
relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior
impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior
impacto na população com 65 anos ou mais. Já a influenza B também apresenta
maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é
mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos.
Dados
epidemiológicos
O
quadro nacional revela queda nas tendências de longo prazo (últimas seis
semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Em 2026, já foram notificados
115.203 casos de SRAG, sendo 60.200 (52,3%) com resultado laboratorial positivo
para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) negativos e, pelo menos, 8.218
(7,1%) aguardando resultado laboratorial.
Entre os casos positivos registrados no ano, observou-se que 20,8% são de
influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de vírus sincicial respiratório, 30,2%
de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas
epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 10,6% de
influenza A, 8,2% de influenza B, 57,2% de vírus sincicial respiratório, 24,6%
de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias
(AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O
documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente
informativo ou de serviço ao cidadão".
Fonte _ FioCruz
O que uma caminhada pode fazer pela sua saúde
Poucas
coisas fazem tanto pelo corpo e pela mente quanto caminhar. E nem é necessário
percorrer longas distâncias, contar calorias queimadas ou gastar horas: um
relatório publicado no The British Journal of Sports Medicine concluiu que
andar 11 minutos por dia de forma despretensiosa já reduz os riscos de
desenvolver doenças
cardíacas, vários tipos de câncer e
a mortalidade em geral.
Além
de poderoso, é o exercício físico mais democrático que existe: requer apenas um
sapato confortável.
Pouco
já é muito
Um
dos maiores atrativos para calçar o tênis e sair andando é não precisar traçar
trajetos megalomaníacos nem caminhar por horas a fio.
Uma
pesquisa publicada na Lancet Public Health aponta que caminhadas a
partir de 2.300 passos já diminuem o risco cardiovascular —somando outros mil
passos, a mortalidade cai mais 15%. A pesquisa recomenda 7.000 passos diários,
quantidade suficiente para reduzir em 47% a chance de mortalidade por todas as
causas.
Já
a OMS (Organização
Mundial da Saúde) reforça a importância de botar o coração para funcionar,
recomendando pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana.
Isso
significa que, para uma caminhada entrar na conta, é necessário apertar o passo
e elevar os batimentos cardíacos a cerca de 60% a 70% da frequência cardíaca
máxima, entrando na chamada zona 2 de treinamento —na prática, isso quer dizer
que você se sentirá levemente ofegante ao manter uma conversa.
Esse
exercício também pode reduzir o risco de alguns tipos de câncer. Um estudo da
American Cancer Society acompanhou mulheres cuja única atividade
física era caminhar e descobriu que as que andavam sete ou mais
horas por semana tinham 14% menos risco de desenvolver câncer de mama do que as
que caminhavam três horas ou menos.
De
acordo com outro artigo da Harvard Medical School, andar 20 minutos por dia,
cinco ou mais vezes por semana, fortalece o sistema imunológico, melhora a
lubrificação das articulações e tonifica os músculos que as sustentam, além de
prevenir artrite.
Faxina
cerebral
Dar
uma volta a pé também ajuda a reorganizar a cabeça. Perambular um pouco melhora
o fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, a memória. Um estudo publicado
na revista científica PNAS indica que caminhadas regulares podem aumentar o
volume do hipocampo, responsável pelo funcionamento cognitivo. Isso contribui
para a prevenção dos efeitos do envelhecimento: depois dos 50, essa região do
cérebro encolhe de 1% a 2% ao ano, o que eleva os riscos de demência e outras
doenças.
Sabe
aquela sensação de ruminar o mesmo pensamento por horas, dias e semanas? Um
passeio é capaz de interromper esse looping, baixar a ansiedade e regular o
humor. Se isso acontecer perto da natureza, melhor ainda: outro estudo
publicado na PNAS mostrou que andar com o verde ao redor reduz a atividade do
córtex pré-frontal subgenual, associado ao pensamento repetitivo e à depressão.
Se
faltar inspiração, dar alguns passos também vai servir: parece balela, mas a
moda do Vale
do Silício de fazer reuniões andando em vez de se trancar em uma
sala tem respaldo científico. Pesquisadores da Universidade de Stanford
descobriram que o movimento dá uma turbinada na criatividade.
Dar
uma volta ainda pode ser uma forma de incluir outros tipos de lazer na rotina:
dá para ouvir um podcast ou um audiobook,
colocar o papo em dia com um amigo ou parente, fazer uma meditação guiada,
passear pelo bairro com o pet ou simplesmente aproveitar o silêncio, sem fone e
sem tela.
Cidade
caminhável
Bater
perna é mais prazeroso quando o mundo lá fora colabora com a experiência — e,
para muita gente, é também o único jeito de se locomover. No Brasil, 39% dos
deslocamentos urbanos são feitos exclusivamente a pé, segundo levantamento da
ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos).
Seja
por escolha, seja por necessidade, ter ruas seguras e calçadas bem cuidadas é
um direito básico. Por isso, desde 2012, a Política Nacional de Mobilidade
Urbana estabelece que caminhar, pedalar e outros modos de transporte movidos
pelo esforço do próprio corpo devem ser prioridade no planejamento urbano.
Isso
significa construir cidades pensadas não só para os carros, mas para os
pedestres, ampliando áreas de caminhada, espaços verdes e até promovendo o
consumo local. Com ruas seguras, fica mais fácil fazer esse investimento na
saúde: abrir a porta de casa e sair, sem pensar muito, só aproveitando o
caminho.
Fonte _ Folha/SP
FDA aprova primeiro comprimido da classe de remédios que reduz o colesterol 'ruim' em até 60%
Medicamento
age pelo mesmo mecanismo de tratamentos injetáveis já disponíveis, mas chega ao
mercado em versão oral. Expectativa é que a novidade facilite o acesso de
pacientes de alto risco ao controle do colesterol.
Um
novo capítulo no tratamento do colesterol alto começou nesta quinta-feira (16),
quando a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou o
Lipfendra (enlicitide), o primeiro comprimido de uma classe de
medicamentos que, até hoje, só existia na forma de injeção.
Os
estudos mostram que o remédio é capaz de reduzir em até 60% os níveis de
colesterol LDL, conhecido como "colesterol ruim", desempenho
semelhante ao dos inibidores de PCSK9 injetáveis, considerados um dos
tratamentos mais potentes disponíveis para diminuir o risco cardiovascular.
A
expectativa é que a versão oral amplie o acesso a esse tipo de terapia. Embora os
medicamentos injetáveis estejam disponíveis há anos, seu uso permanece restrito
por fatores como custo elevado, necessidade de aplicações periódicas e menor
adesão ao tratamento.
A
aprovação do FDA foi baseada em dois estudos clínicos de fase 3, que mostraram
que o comprimido reduziu significativamente os níveis de colesterol LDL em uma
ampla gama de pacientes, incluindo pessoas com hipercolesterolemia familiar
—doença genética que provoca níveis muito elevados de colesterol desde cedo— e
pacientes que já faziam uso de estatinas.
Como
o novo medicamento funciona
As
estatinas continuam sendo o tratamento de primeira escolha para reduzir o
colesterol e prevenir infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Elas
diminuem a produção de colesterol pelo fígado e conseguem controlar a doença na
maior parte dos pacientes.
Mas
nem sempre isso é suficiente.
Pessoas
com risco cardiovascular elevado, histórico de infarto, doença arterial ou
alterações genéticas frequentemente precisam de reduções maiores do LDL do que
as estatinas conseguem oferecer sozinhas. É nesse grupo que entram os
inibidores de PCSK9.
Enquanto
as estatinas bloqueiam uma enzima usada pelo fígado para produzir colesterol, o
Lipfendra atua por outro mecanismo: ele inibe a proteína PCSK9, responsável por
regular a quantidade de receptores que removem o colesterol LDL da circulação.
O
cardiologista Elzo Mattar, diretor do Departamento de Hipertensão Arterial da
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e professor da Faculdade Estadual de
Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), explica que essa proteína reduz o
tempo de funcionamento desses receptores. Ao bloqueá-la, o medicamento faz com
que eles permaneçam ativos por mais tempo, retirando uma quantidade maior de
colesterol da corrente sanguínea.
Segundo
as diretrizes mais recentes da American Heart Association e do American College
of Cardiology, pessoas com risco cardiovascular acima da média devem manter o
LDL abaixo de 70 mg/dL. Para quem já sofreu um infarto ou apresenta risco muito
elevado, a recomendação é atingir menos de 55 mg/dL.
Mattar
afirma que as diretrizes publicadas nos últimos anos, incluindo as brasileiras,
europeias e americanas, vêm reforçando uma estratégia de controle cada vez mais
rigoroso do colesterol.
"Quanto
mais baixo o LDL, melhor. E quanto mais cedo a gente conseguir reduzir esse
colesterol, menor será a chance de o paciente desenvolver doença
aterosclerótica ao longo da vida", afirma.
Comprimido
pode ampliar o uso da classe
O
mecanismo de ação do Lipfendra não é uma novidade. O que muda é a forma de
administração.
Hoje,
os medicamentos dessa classe são vendidos apenas como injetáveis, caso do
Repatha, da Amgen, e do Praluent, desenvolvido por Regeneron e Sanofi.
Há
ainda a inclisirana, medicamento aplicado a cada seis meses que reduz a
produção da proteína PCSK9 por um mecanismo diferente e costuma ser indicada
para pacientes com dificuldade de manter o uso diário de comprimidos.
Esses
medicamentos já demonstraram reduzir em cerca de 20% o risco de infarto, AVC e
morte por doenças cardiovasculares em pacientes de alto risco quando usados em
associação às estatinas.
Nos
estudos apresentados pela Merck, o comprimido alcançou reduções do LDL
semelhantes às observadas com os injetáveis, sem aumento relevante de efeitos
adversos em comparação com o placebo. A empresa conduz agora um estudo para
avaliar se a versão oral também será capaz de reduzir infartos, AVCs e mortes
cardiovasculares na mesma proporção.
Preço
menor que o dos injetáveis
Além
da praticidade de um comprimido diário, a Merck aposta em um preço inferior ao
dos medicamentos concorrentes.
Nos
Estados Unidos, o Lipfendra terá preço de tabela de US$ 315 para um tratamento
de 30 dias e deve chegar às farmácias nas próximas semanas.
Os
inibidores de PCSK9 injetáveis atualmente comercializados custam entre US$ 500
e US$ 600 por mês, ou até mais, dependendo da cobertura dos planos de saúde.
Segundo
a American Heart Association, cerca de um em cada quatro adultos americanos
apresenta níveis elevados de colesterol LDL.
O
que vem pela frente
A
aprovação do Lipfendra ocorre em um momento de rápida evolução dos tratamentos
para redução do colesterol. Além dos medicamentos já disponíveis, pesquisadores
estudam novas terapias que buscam tornar o tratamento mais simples e aumentar a
adesão dos pacientes.
Segundo
Mattar, a tendência observada nas diretrizes brasileiras, europeias e
americanas é intensificar cada vez mais o controle do colesterol, especialmente
entre pessoas com maior risco cardiovascular.
Enquanto
as estatinas seguem como primeira escolha para a maioria dos pacientes, a
chegada do primeiro comprimido da classe dos inibidores de PCSK9 amplia as
opções para quem precisa de uma redução mais intensa do colesterol.
Ainda
falta confirmar se o medicamento terá o mesmo impacto dos injetáveis na redução
de infartos e AVCs, mas os resultados obtidos até agora indicam que ele pode
oferecer a mesma eficácia com a praticidade de um comprimido diário.
Fonte _ G1
Leva remédios na bolsa? Como saber se é precaução ou hipocondria
Uma dor
de cabeça inesperada, uma crise
de alergia ou uma cólica durante o trabalho. Ter um medicamento à
mão para situações específicas parece uma medida de bom senso. O problema
começa quando a necessidade de estar preparado para qualquer desconforto
transforma bolsas, mochilas e até carros em pequenas farmácias móveis.
"Levar
um ou dois medicamentos essenciais
na bolsa, como um anti-histamínico para quem tem alergia
grave ou broncodilatador para quem tem asma,
é prevenção legítima", aponta o cardiologista Murilo Meneses Nunes, do
Einstein Hospital Israelita em Goiânia.
O
sinal de alerta aparece quando a pessoa passa a carregar diversos medicamentos
para sintomas hipotéticos e sente insegurança ao sair de casa sem eles.
Analgésicos, antiácidos, anti-inflamatórios, remédios para dormir e outros
itens passam a funcionar como uma espécie de seguro contra qualquer mal-estar futuro.
Quem
sofre de transtorno
de ansiedade de doença — condição popularmente conhecida
como hipocondria —
costuma interpretar sensações normais como sinais de enfermidades graves. Além
disso, busca confirmação constante em consultas, exames, familiares ou
pesquisas na internet. Uma dor
de cabeça leve pode ser vista como algo preocupante. Um
desconforto digestivo passageiro pode gerar medo de uma doença séria. O
resultado é um estado permanente de vigilância.
"A
preocupação assume lugar central na vida da pessoa, afetando trabalho,
relacionamentos e lazer", aponta Nunes.
O
transtorno pode surgir em qualquer um, mas tende a ser mais frequente entre
indivíduos com histórico de ansiedade
ou depressão, pessoas que vivenciaram experiências traumáticas
envolvendo doenças e aqueles com forte necessidade de controle ou traços
perfeccionistas. Tudo para "garantir" que nada de ruim vai acontecer.
Também costuma aparecer com mais frequência na meia-idade, período em que
aumentam as preocupações com o envelhecimento e
quando costumam surgir as primeiras doenças
crônicas.
Outro
comportamento comum é a automedicação preventiva.
Em vez de esperar a melhora natural de um sintoma leve, a pessoa toma remédios
imediatamente para tentar impedir que ele evolua. E isso pode criar um ciclo
vicioso.
"Quanto
mais a pessoa foca nas sensações físicas e se medica, mais ansiosa ela fica. O
ideal é desenvolver tolerância a desconfortos menores e confiar na capacidade
do organismo de se autorregular", aconselha o cardiologista.
Os
riscos escondidos na automedicação
Além
de alimentar a preocupação excessiva com a saúde, o uso frequente de
medicamentos sem orientação também pode trazer consequências físicas.
Anti-inflamatórios não esteroidais (como ibuprofeno e diclofenaco) podem causar
lesões no estômago, sangramento gastrointestinal, danos renais e aumento
do risco
cardiovascular quando utilizados com frequência. Mesmo o paracetamol,
frequentemente considerado seguro, pode provocar toxicidade hepática grave em
doses acima das recomendadas.
Já
medicamentos para dormir vendidos sem prescrição podem causar dependência,
sonolência diurna e quedas em idosos.
"O
problema é que a facilidade de acesso cria a falsa impressão de que esses
medicamentos são inofensivos", alerta o médico do Einstein. Por isso,
mesmo aqueles isentos de prescrição merecem orientação profissional. Nesse
sentido, o farmacêutico pode ajudar a garantir um uso mais seguro e responsável
desses produtos.
O
uso recorrente de medicamentos ainda pode atrasar diagnósticos. Uma dor tratada
constantemente com analgésicos ou
uma azia controlada com antiácidos pode mascarar doenças que precisam de
avaliação médica. Outro risco pouco conhecido são as interações medicamentosas,
quando um remédio interfere na ação de outro.
Em
termos de saúde
mental, vale buscar avaliação médica ou psicológica quando a
preocupação com doenças causa sofrimento ou interfere na vida diária. Sinais de
alerta incluem ansiedade intensa
ao ficar sem medicamentos, pesquisas compulsivas sobre sintomas, consultas
frequentes para o mesmo problema, dificuldade em aceitar resultados normais de
exames e uso recorrente de remédios sem orientação.
Terapias,
especialmente a cognitivo-comportamental, ajudam a reduzir o medo constante de
adoecer e a reconstruir uma relação mais equilibrada com o próprio corpo.
"Quanto
mais cedo o tratamento, melhor o prognóstico. É importante entender que essa
preocupação não é ‘frescura’, é um transtorno real que causa sofrimento
genuíno, mas que responde bem ao tratamento adequado", diz Murilo Nunes.
O
calor também faz mal aos remédios
Nem
sempre o perigo está só na forma de utilizar o medicamento. Às vezes, está em
como ele é guardado.
Deixar
remédios permanentemente na bolsa, no porta-luvas ou no console do carro é mais
comum do que parece. O problema é que calor, luz e umidade podem alterar a
estabilidade química dos fármacos e levar comprimidos, cápsulas e medicamentos
líquidos a sofrerem degradação, reduzindo sua eficácia e, em alguns casos,
comprometendo sua segurança. Dentro de um veículo estacionado sob o
sol, por exemplo, a temperatura pode ultrapassar os 60°C.
Além
disso, a embalagem original, como blister e cartela, desempenha um papel
fundamental na proteção do medicamento.
"Ela
tem por finalidade identificar e proteger o princípio
ativo contra agentes externos presentes na atmosfera, os quais
podem alterar quimicamente ou, até mesmo, contaminar o medicamento",
explica o farmacêutico Alexandre Bechara, doutor em farmacologia pela Unifesp
(Universidade Federal de São Paulo) e coordenador do Grupo Técnico de Trabalho
em Educação Farmacêutica do CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de
São Paulo).
Guardar
comprimidos soltos também aumenta o risco de erros de identificação e dificulta
o controle da validade. Mudanças de cor, perda da efervescência, comprimidos
que grudam na embalagem e soluções que precipitam podem indicar deterioração. A
recomendação é manter os medicamentos na embalagem original e em temperatura
entre 15-30°C, longe da luz
solar e de umidade.
O
que vale carregar e como transportar
Para
a maioria das pessoas, não existe necessidade de transportar uma grande
quantidade de medicamentos. Faz sentido manter por perto remédios prescritos
para condições crônicas ou situações de emergência previamente diagnosticadas,
como fontes rápidas de glicose para
pessoas com diabetes com hipoglicemia.
Já
medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios, relaxantes
musculares potentes e remédios controlados não devem ser
carregados ou utilizados sem necessidade e orientação adequada. Todo
medicamento tem potencial para causar danos quando usado incorretamente.
"Não
existem substâncias seguras, mas sim formas seguras de utilizar as
substâncias", ressalta o farmacêutico.
Quando
o transporte dos medicamentos é inevitável, alguns cuidados extras ajudam a
preservar a eficácia dos produtos. Nesses casos, Bechara recomenda transportar
os remédios na embalagem original e levá-los na bagagem de mão, nunca na mala
despachada, por conta de variações de temperatura que podem ocorrer, por
exemplo, nos compartimentos de carga dos aviões.
No
caso de fármacos que exigem refrigeração, como insulinas e
algumas canetas de medicamentos injetáveis, o ideal é utilizar bolsas térmicas
apropriadas, com controle de temperatura (deve estar entre 2°C e 8°C) e sem
contato direto com gelo.
Também
é importante levar receitas e documentos médicos, especialmente quando se trata
de medicamentos controlados, além de verificar com antecedência a política da
companhia aérea sobre o transporte desses produtos e permissão para a posse de
substâncias em outros países, em caso de viagens ao exterior.
Fonte _ Folha/SP
Tomar relaxante muscular sempre que sente dor pode oferecer riscos à saúde, dizem especialistas
Após
um dia de trabalho, quando o pescoço ou
a lombar começam
a incomodar, a resposta imediata costuma ser alcançar o remédio
relaxante muscular mais próximo. Isso também acontece após um
treino mais pesado na academia ou uma má noite de sono, mas o
hábito oferece mais riscos do que se imagina.
Segundo
especialistas, o problema envolve desde sonolência e queda
de pressão até a possibilidade de mascarar uma lesão que
precisaria de outro tratamento.
Os
relaxantes musculares não agem diretamente no músculo que dói. Eles atuam no
sistema nervoso central, bloqueando os neurotransmissores responsáveis pela
tensão da fibra muscular, explica a cardiologista Ligia Trevizan, do Hospital
Municipal M'Boi Mirim, gerido pelo Einstein.
É
esse mecanismo que explica a sonolência, a lentidão e a redução dos reflexos
associados ao medicamento. O efeito está relacionado ao maior risco de acidentes
de trânsito e de trabalho.
"Pode
diminuir reflexo e coordenação, e isso aumenta o risco de a pessoa prender a
mão numa prensa, por exemplo", diz o ortopedista João Polydoro, do
Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Além
disso, o remédio trata o sintoma e não a causa, afirma o médico, o que é um
perigo porque pode mascarar uma hérnia de disco, uma compressão nervosa ou uma
inflamação de tendão.
Pacientes
com problemas renais, cardíacos e no fígado devem ter ainda mais cuidado com a
automedicação, dizem os especialistas.
O
fígado e os rins são responsáveis por metabolizar e eliminar o remédio, e
problemas nesses órgãos podem potencializar seu efeito, segundo Trevizan. O
relaxante também pode descompensar uma arritmia já existente ou interagir com
remédios cardíacos, diz Polydoro.
A
queda de pressão e tontura, acompanhadas da sonolência, são perigosas
principalmente para idosos, segundo os especialistas, uma vez que podem
ocasionar queda.
Já
pacientes que utilizam remédios para depressão, opioides e benzodiazepínicos
devem ficar atentos.
A combinação pode aumentar a sedação e deprimir ainda mais o sistema nervoso
central.
"Cada
organismo metaboliza o remédio de um jeito, sobretudo quando há outras
medicações em uso. Por isso, a interação medicamentosa deve ser avaliada antes
de qualquer prescrição", diz a cardiologista Trevizan.
O
que fazer em vez de se automedicar
Os
especialistas oferecem outras formas de se cuidar antes de recorrer ao remédio
sem prescrição. O primeiro passo é tratar a causa da dor, não apenas o sintoma,
afirma Trevizan. Esse é o único jeito de individualizar o tratamento para cada
paciente.
Um
exercício orientado para fortalecer a musculatura pode ser indicado em casos de
dor crônica nas costas, a depender da causa identificada. A fisioterapia, diz
Polydoro, tem resultados comprovados para dores cervicais e lombares.
O
ortopedista recomenda ainda a prevenção da dor. Ajustes no ambiente de
trabalho, como altura da tela do computador, cadeira adequada e apoio para as
costas podem ajudar. Pausas de 15 minutos a cada duas horas para alongamento
também reduzem a sobrecarga muscular.
Compressas
de calor local são outra medida não medicamentosa que pode aliviar o
desconforto, segundo o ortopedista.
Para
quem sente dor após exercícios físicos, ele recomenda avaliar se há excesso de
carga ou técnica inadequada, e não apenas recorrer ao remédio.
"É
importante saber que o relaxante muscular geralmente não é para tomar sempre.
Ele é um tratamento de curto prazo. E se a dor fica sempre ali e está
recorrente, é mais importante saber qual é a causa em vez de passar a depender
de um remédio que alivia o sintoma", diz Polydoro.
Fonte _ Folha/SP
Anvisa manda recolher lotes de água Mamba Water contamidos com bactéria; conheça os riscos
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta quarta-feira (15) o
recolhimento de dois lotes de água Mamba Water após a detecção da
bactéria Pseudomonas aeruginosa, a mesma encontrada recentemente
em produtos
Ypê.
Consumidores
que tiverem produtos dos lotes afetados devem interromper o consumo. A medida
afeta a Mamba Water Água Mineral sem Gás, em lata de 350 ml, dos lotes 13 e 14.
O lote 13 foi fabricado em 3 de abril de 2026 e tem validade até 3 de abril de
2027. O lote 14 foi fabricado em 4 de abril de 2026, com validade até 4 de
abril de 2027.
A
ingestão de pequenas quantidades da bactéria geralmente não causa doença em
pessoas saudáveis, mas o risco aumenta em caso de exposição a uma carga
bacteriana elevada e entre pessoas imunossuprimidas ou gravemente enfermas,
segundo especialistas.
"Quando
a carga bacteriana é muito elevada ou a pessoa apresenta fatores de risco, a
bactéria pode causar uma infecção. Nesses casos, pode provocar gastroenterite,
com sintomas como diarreia, dor abdominal, náusea e vômito", afirma
Gabriela Leite de Camargo, infectologista do Hospital Pró-Cardíaco, da Rede
Américas.
"Se
houver febre, vômito persistente, diarreia intensa ou piora clínica, [o
consumidor deve] procurar atendimento", diz Henrique Lacerda,
infectologista do Hospital Brasília, da Rede Américas. "Não se deve tomar
antibiótico por conta própria", acrescenta.
Em
nota ao mercado, a Mamba Water afirma que cerca de 82% do volume dos lotes
envolvidos já havia sido bloqueado preventivamente e permanecia fora de
circulação comercial.
A empresa diz não ter registro de reclamações ou de impactos à saúde de consumidores relacionados aos lotes em seus canais de atendimento. A marca orienta que consumidores que tenham unidades dos lotes afetados não consumam o produto e entrem em contato para solicitar reembolso.
Saiba
como identificar o lote da água Mamba Water - Divulgação/Mamba Water
A Mamba Water afirma, ainda, que os produtos foram envasados em uma unidade autorizada e que "medidas corretivas foram adotadas junto ao fornecedor".
A Pseudomonas
aeruginosa esteve recentemente no centro de uma medida da Anvisa
contra produtos da Ypê. A agência determinou o recolhimento
de lotes de detergentes, sabão líquido para lavar roupas e
desinfetantes da marca e suspendeu a produção na fábrica da Química Amparo, em
Amparo (SP), após identificar falhas em etapas críticas do processo produtivo.
Presente
em ambientes
hospitalares, a Pseudomonas aeruginosa é até cem vezes
mais resistente
a antibióticos do que bactérias comuns. Possui uma taxa global de
mortalidade que pode variar de 32% a 58% em casos graves, como infecções na
corrente sanguínea ou pneumonia associada
à ventilação.
A
bactéria é considerada oportunista, ou seja, o risco de quadros graves tende a
ser maior entre pessoas com o sistema imunológico comprometido, como pacientes
com câncer, com HIV, transplantados, idosos e internados em unidades de terapia
intensiva. O tratamento é feito com antibióticos.
"É
uma bactéria que tem mecanismos naturais e adquiridos de resistência, e isso
pode limitar bastante o antibiótico disponível para tratar aquela
infecção", afirma Lacerda.
A OMS (Organização
Mundial da Saúde)
identifica a resistência antimicrobiana como uma das dez principais ameaças
à saúde
pública mundial.
Um
estudo da Universidade Politécnica de Hong Kong,
publicado em 2025 na revista Microorganisms, classifica a Pseudomonas
aeruginosa como uma das principais causas de infecções hospitalares.
Os
pesquisadores destacam a capacidade de formar biofilmes, colônias protegidas
por uma matriz viscosa que atua como um escudo físico, permitindo que a
bactéria sobreviva até mesmo em ambientes hostis, como frascos de produtos de
limpeza.
Em
pessoas saudáveis, a pele e as mucosas normalmente dificultam a entrada do
microrganismo. O risco, porém, depende de fatores como a quantidade de
bactérias presente e a forma de exposição.
Em
ambiente doméstico, o contato com a Pseudomonas aeruginosa pode
causar irritação na pele, alergias, coceiras e ardências nos olhos. Há ainda
riscos de problemas respiratórios e dermatite, uma inflamação na pele
caracterizadas por coceira, vermelhidão e descamação.
Fonte _ Folha/SP
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Jornais - Informações na Madrugada
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