Inscrições: pelo site até dia
26 de junho de 2026.
Endereço: Teatro Universitário - UFAC, Campus da Universidade Federal do Acre • Rio Branco / AC
Fonte _ Sbim
A Comissão
Intergestores Tripartite - CIT é reconhecida como uma inovação
gerencial na política pública de saúde. Constituem-se como foros
permanentes de negociação, articulação e decisão entre os gestores nos aspectos
operacionais e na construção de pactos nacionais, estaduais e regionais
no Sistema
Único de Saúde (SUS).
Desta forma, fortalece a governança nestes espaços e prioriza a responsabilização dos entes de modo que a tomada de decisão na gestão tenha transparência, buscando o acesso integral a assistência à Saúde. A Comissão Intergestores Tripartite (CIT), no âmbito nacional, teve seu início marcado nos primeiros anos da década de 90, após promulgação da Constituição Federal (CF), quando da instituição do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS) como um colegiado intergovernamental.
3º
SEMINÁRIO DIÁLOGOS PARA A ELIMINAÇÃO DAS HEPATITES VIRAIS
PARA
A DECLARAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO INSCREVA-SE EM: webinar.saude.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde e
Ambiente /SVSA
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CBN Madrugada está no ar.
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A
apresentação é de Klauson Dutra.
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A Fiocruz
celebrou parceria com o Ministério da Saúde (MS) cujo objetivo é
potencializar o Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria
(CSEGSF) como espaço de inovação, formação e qualificação da Atenção
Primária à Saúde (APS). Para celebrar e marcar o início do acordo,
representantes do MS e da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
realizaram uma visita técnica ao CSEGSF.
Com vigência de
cinco anos, o projeto Qualificação em ensino e serviço de
profissionais da atenção primária à saúde, em território vulnerabilizado reafirma
o compromisso do MS com o fortalecimento do Centro de Saúde como unidade-escola
e das atividades de ensino da Escola Nacional de Saúde Pública
(Ensp/Fiocruz). A iniciativa prevê ações de formação permanente,
desenvolvimento de trilhas formativas em áreas prioritárias, aumento da
participação social, aprimoramento de programas de residência e pós-graduação
no âmbito da APS, ampliação do uso de indicadores e da produção de conhecimento
voltado à tomada de decisão em saúde. Assim, a iniciativa visa consolidar
Manguinhos como território-escola, aprimorar a resolutividade da APS, melhorar
o cuidado e gerar modelos replicáveis para outros territórios do SUS, alinhados
à Política Nacional de Atenção Básica e às necessidades reais da população.
A visita foi
marcada por dois momentos. De manhã, após um momento de recepção e abertura
institucional em que as equipes se apresentaram, foi realizada uma visita a
todos os espaços do Centro de Saúde. Na parte da tarde, a apresentação
institucional continuou, seguida de uma mesa de cooperação e alinhamento de
expectativas.
Representantes
destacam potencial estratégico
O SUS no
território e para o território. Segundo o diretor da Ensp/Fiocruz, Marco
Menezes, esse é um dos pontos centrais reforçados pelo projeto. Menezes
destacou que a execução do projeto parte da experiência prática no cuidado
realizado no território, tendo o Centro de Saúde como referência e origem da
articulação em Manguinhos. O diretor ressaltou que se trata de uma iniciativa
construída de forma integrada, que envolve Fiocruz, movimentos sociais e outras
áreas da instituição.
"Este projeto
também contribui para afirmar o papel estratégico da Fundação. Um dos temas
centrais desse debate é como melhoramos nossa atuação nos territórios, e esta
iniciativa tem grande potencial para valorizar ainda mais esse papel",
enfatizou. Menezes ressaltou a intenção de desenvolver uma experiência
inovadora de gestão e a possibilidade de expansão da iniciativa: "O
projeto nasce no Centro de Saúde, mas envolve toda a Escola. Essa integração é
uma das suas maiores fortalezas e representa uma oportunidade importante para
ampliar e valorizar ainda mais seus resultados".
"Estamos
muito felizes com este momento, que marca uma transformação importante na
gestão da Atenção Primária à Saúde no âmbito da Escola", afirmou a
vice-diretora de Atenção à Saúde e Laboratórios, Fátima Rocha. Segundo ela, a
cooperação fortalece o papel da Fiocruz no campo das políticas públicas, além
de representar a possibilidade de avançar no cuidado com a promoção de uma
atenção integrada. A vice-diretora enfatizou a importância da atuação coletiva
e reafirmou compromissos para realizar os objetivos: "É uma experiência
nova, que construiremos da forma mais cuidadosa possível. Contamos com o olhar
atento e a sensibilidade de todos para enfrentar os desafios e esperamos que o
processo dê robustez à rede de afetos e aos compromissos políticos fundamentais
para a dimensão e a importância dos desafios que temos pela frente".
Patrícia Canto, da
Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz),
destacou a satisfação de celebrar mais uma oportunidade de aprofundar a
cooperação entre a instituição e o MS. "Experiências como as desenvolvidas
aqui levaram a muitos dos princípios da Reforma Sanitária brasileira e do SUS.
Ao longo dos anos, o Centro sempre se renovou. Acredito que fará história ao
participar deste modelo inovador". Para Canto, o valor da iniciativa está
em fortalecer o papel da Fiocruz como espaço de inovação, formação, produção de
conhecimento e discussão de novas práticas, sempre integrado ao SUS.
"É um momento
de ressignificar a forma como atuamos, fortalecendo identidades, vínculos e
modos de produzir cuidado", defendeu a coordenadora de Atenção à Saúde da
Ensp, Lucélia Santos. Ela contextualizou que, frente às inúmeras iniciativas do
CSEGSF em formação, assistência, pesquisa e inovação, a parceria representa uma
oportunidade estratégica de garantir condições adequadas para os trabalhadores
e trabalhadoras, bem como de retomar uma vocação histórica: a de ser um centro
formador para o Brasil. "Nosso desafio é potencializar este legado. O
Centro já ocupa esse lugar, mas agora temos a possibilidade de ampliar seu
alcance e sua capacidade de formação, bem como de compartilhar suas
experiências de forma mais abrangente", reforçou.
"Entendemos o
projeto como uma possibilidade de potencializar o Centro de Saúde na formação
de trabalhadores do Sistema Único de Saúde, na qualificação das nossas equipes
de Saúde da Família, pensando em um cuidado integral, cada vez mais alinhado com
as questões do território", afirmou a chefe do CSEGSF, Janine Santos, que
reforçou a participação histórica do Centro na construção da saúde pública
brasileira.
Ana Luiza Caldas,
da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS/MS), destacou que este projeto
é resultado de uma demanda antiga e reforçou a importância do momento. Ela
defendeu que era necessário encontrar uma solução capaz de fortalecer a
vinculação do Centro de Saúde à Fiocruz, assim como seu papel histórico e
estratégico. "Foi com esse entendimento que construímos uma alternativa
que aprofunda o papel do Centro de Saúde Escola como espaço de assistência,
formação, pesquisa e inovação, sem perder de vista sua integração com a rede
municipal de saúde e sua contribuição histórica para o SUS", afirmou.
Segundo a representante da SAPS/MS, a expectativa é aprimorar mecanismos de
cooperação já existentes e avançar para instrumentos mais estruturados de
colaboração institucional, preservando a continuidade da assistência e das
atividades desenvolvidas no território.
"Nosso
objetivo é contribuir para que esta unidade se consolide como uma referência e
um modelo para o SUS. Acreditamos nessa força e estamos aqui para construir
esse caminho em parceria com vocês", declarou Ana Cláudia Cardozo Chaves,
coordenadora-geral de Saúde da Família e Comunidade (SAPS/MS). A representante
do MS reforçou a expectativa positiva em relação à parceria e o potencial de
crescimento da cooperação: "Não tenho dúvidas de que a Fiocruz, a equipe
do Centro de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde, com o apoio do
Ministério, conseguirão construir uma experiência de grande relevância. Estamos
aqui para apoiar, colaborar e experimentar conjuntamente novas possibilidades,
tanto no âmbito da formação quanto da inovação e do desenvolvimento tecnológico,
avaliando o que a parceria pode produzir e transformar".
Hannah Shiva
Ludgero Farias, da Coordenação de Atributos e Estratégias da APS (SAPS/MS),
reforçou a potencialidade de pensar o cuidado em saúde a partir da formação, da
qualificação, da atuação junto à população e da construção coletiva realizada
cotidianamente. "Este é o momento inicial da trajetória de um trabalho
muito potente", defendeu.
A assessora
técnica do Subsecretaria de Atenção Primária, Promoção e Vigilância em Saúde,
Laís Pimenta, afirmou que o Rio de Janeiro é pioneiro em diversas estratégias
de Atenção Primária, e a Ensp/Fiocruz ocupa papel central nesse processo ao
formar profissionais comprometidos com o SUS e preparados para pensar o cuidado
a partir das necessidades concretas da população. "Nenhuma transformação é
feita de forma isolada. Temos a oportunidade de consolidar o CSEGSF como um
laboratório de inovação não apenas para Manguinhos, mas para o Brasil e para o
mundo. Um espaço capaz de desenvolver experiências, tecnologias e estratégias
que transformem a vida das pessoas e fortaleçam o SUS", concluiu.
Outros
representantes da ENSP e do Ministério da Saúde envolvidos na implementação do
projeto também marcaram presença na atividade. Entre eles Renata Collazos, da
Assessoria da Direção da Ensp; Pedro Lima, Patrícia Costa, Érica Souza e
Fabrício Araújo, da VDAL/Ensp; além de Janaína Rangel, Fabiano Santos, Isabella
Lopes, Vera Frossard, Eliane Vianna, Cristiane Coutinho Figueiredo e Rafael
Arnoso Leitão, integrantes das equipes de gestão, ensino, pesquisa, cuidado e
formação do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria.
O projeto
A proposta parte
do reconhecimento dos desafios enfrentados pela APS em territórios marcados por
vulnerabilidades sociais, desigualdades socioeconômicas e situações recorrentes
de violência armada, como Manguinhos. Este contexto foi agravado após a pandemia
de Covid-19, com o aumento das demandas relacionadas às condições crônicas, ao
sofrimento mental e à insegurança alimentar, complexificando o cuidado ofertado
às populações do território.
Nesse cenário, o
CSEGSF foi reconhecido como um espaço estratégico por articular assistência,
ensino, pesquisa e participação social. O projeto busca fortalecer essa vocação
por meio da qualificação de profissionais, da implementação de processos
sistemáticos de monitoramento e avaliação e do desenvolvimento de ações
voltadas a temas prioritários da APS, como cuidado integral, saúde mental,
vigilância em saúde, práticas integrativas e complementares, bem como segurança
do paciente e atenção à saúde em contextos de violência armada.
O objetivo da
iniciativa é contribuir para a melhoria do cuidado e da organização dos
processos de trabalho na APS, por meio da formação de profissionais capazes de
atuar de forma resolutiva, humanizada, interprofissional e comprometida com os
princípios do SUS. Para tanto, prevê o aperfeiçoamento de competências
técnicas, pedagógicas e de gestão, além da implementação de ações de
monitoramento e avaliação das práticas clínicas e dos indicadores de cuidado
integral, fortalecendo o acompanhamento longitudinal dos usuários, a
identificação das necessidades do território e a tomada de decisão.
Fonte _ FioCruz
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, lançou hoje, em São Paulo (24) a Política
Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS
Rua). A medida normatiza e institui diretrizes para o
cuidado da população em situação de rua no âmbito do Sistema Único de
Saúde (SUS). O objetivo é promover o acesso e o cuidado integral
dessas pessoas em todos os ciclos de vida, enfrentando a aporofobia, o racismo
e a LGBTQIA+fobia que frequentemente as afastam das unidades do SUS.
Para
a execução da PNAIS, o Ministério da Saúde fará o repasse de Unidades
Móveis de Rua (UMR) aos municípios e ao Distrito Federal.
Serão 400 veículos que ampliarão a capacidade de atuação nos territórios e
devem contemplar todas as equipes cofinanciadas pelo Ministério da Saúde. Ainda
em 2026, 350 equipes receberão as UMR e até 2027 todas devem estar em
funcionamento no país. Para essa ação serão investidos R$ 144 milhões.
“O
nosso objetivo com a nova política é cuidar melhor das cerca de 200 mil pessoas
que já são acompanhadas pelas equipes de Consultório na Rua. Com a estrutura
das novas unidades móveis, elas vão fazer consulta médica, o acompanhamento de
enfermagem, o acompanhamento de pré-natal, procedimentos curativos, coleta de
exames no próprio território. O orçamento é mais de cerca de R$ 85 milhões para
o ano de 2026, que são recursos para manutenção e contratação dessas equipes.
Mais o investimento para ampliação em 2026 e 2027, que ultrapassa R$ 30
milhões”, explica o Padilha
Ainda
dentro das atividades no estado de São Paulo, nesta quarta-feira, Padilha
esteve no Instituto do Coração (Incor), onde anunciou a aquisição de
equipamentos, em Cubatão, participou do lançamento da unidade móvel de saúde
voltada para caminhoneiros e caminhoneiras e ainda no município de São Vicente
visitou a obra concluída do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) no Jardim Rio
Branco.
A
PNAIS Rua foi pactuada entre as três esferas de gestão do SUS (União, estado e
município), por meio do Comitê Técnico de Saúde da População em Situação
de Rua, que tem a representação de movimentos sociais populares do
público assistido, representantes de instituições de ensino, pesquisa e
extensão. As diretrizes da PNAIS reconhecem as especificidades e os modos de
ser e viver dessas pessoas, promovendo um cuidado cultural, etica e
profissionalmente sensível.
Entre
os avanços estão o fortalecimento das estratégias de redução de danos, o olhar
ampliado para a maternagem e a valorização da participação das próprias pessoas
em situação de rua na construção das políticas públicas. A política estabelece
a governança integrada dos entes nas áreas de saúde, em articulação com a
assistência social para a promoção do acesso aos benefícios sociais do Governo
do Brasil, assim como a promoção da segurança alimentar. A União se empenha em
promover o cofinanciamento das ações em nível federal e o apoio técnico
necessário para a implementação, enquanto os estados e os municípios, que estão
perto da realidade local, mantêm a autonomia e a agilidade na execução, para
que o cuidado chegue de fato à população em situação de rua.
Atualmente
o MS cofinancia 335 equipes de Consultório na Rua (eCR) localizados em 27
estados e em 207 municipios. As eCR atuam de forma itinerante e são
responsáveis por articular o cuidado da população em situação de rua junto
as equipes de Saúde da Família (eSF), equipes de Saúde Bucal (eSB), equipes
Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde, e aos demais serviços da Rede
de Atenção à Saúde e rede intersetorial.
Os
investimentos do Ministério da Saúde no atendimento a essa população
registraram um salto expressivo em um intervalo de pouco mais de três anos.
Entre dezembro de 2022 e maio de 2026, o número de equipes cofinanciadas pela
pasta cresceu 93,6%, passando de 173 para 335. O avanço foi impulsionado pelo
reforço no orçamento: o repasse anual executado para os municípios mais que
dobrou, subindo de R$ 51 milhões para R$ 106 milhões (alta de 106%).
Eixos
bem definidos
Para
facilitar a execução local e garantir que nenhuma necessidade fique para trás,
a política se estrutura em sete grandes eixos estratégicos. O primeiro deles,
focado na Atenção Integral, expande o acesso aos serviços de saúde, prioriza
estratégias de redução de danos, saúde bucal e da mulher, além de garantir o
cuidado contínuo após a desospitalização.
Em
seguida, o foco se direciona ao enfrentamento às discriminações, combatendo o
racismo e a LGBTQIA+fobia institucional, além de fomentar estudos sobre o
impacto do preconceito na saúde. Para embasar essas ações, o eixo de dados e
monitoramento estabelece a inclusão obrigatória do campo "população em
situação de rua" nos sistemas de cadastro do SUS, permitindo a criação de
indicadores precisos.
A
política também consolida a gestão participativa, incentivando comitês técnicos
e assegurando que as próprias pessoas em situação de rua tenham voz ativa nos
conselhos locais de saúde. Já a qualificação do atendimento é garantida pela
educação permanente, que prevê o treinamento contínuo de gestores e
trabalhadores para um cuidado mais humano e efetivo.
Há
ainda um olhar pioneiro para a vigilância em saúde, que cria protocolos de
proteção ao trabalhador informal e prevê respostas rápidas para proteger esse
público dos impactos de eventos climáticos extremos. Por fim, o eixo de
promoção e cidadania atua na raiz das vulnerabilidades, articulando a saúde com
outros setores para garantir segurança alimentar, nutrição adequada e o
enfrentamento integrado das desigualdades.
Agora
Tem Especialistas leva atendimento a caminhoneiros em Cubatão
Em
Cubatão (SP), o ministro Alexandre Padilha inaugurou a décima unidade móvel de
saúde do programa Agora Tem Especialistas — Caminhoneiro e Caminhoneira,
iniciativa que leva serviços do SUS diretamente a Pontos de Parada e
Descanso (PPDs) nas estradas. Instalada no Ecopátio de
Cubatão, principal pátio regulador de caminhões que acessam o Porto de Santos,
a estrutura oferece consultas médicas e de enfermagem, vacinação, testes
rápidos, exames laboratoriais básicos, eletrocardiograma e teleconsultas,
ampliando o acesso à Atenção Primária à Saúde para profissionais que enfrentam
dificuldades para buscar atendimento devido à rotina nas estradas.
A
entrega reforça a estratégia do Ministério da Saúde de descentralizar o cuidado
e levar os serviços até onde os trabalhadores estão. A necessidade dessa
abordagem é evidenciada por Boletim Epidemiológico divulgado nesta semana pelo
Ministério da Saúde, que aponta que 41% dos caminhoneiros cadastrados na
Atenção Primária à Saúde (APS) não receberam atendimento entre 2022 e 2025. O
cenário reflete os desafios impostos por jornadas extensas, longos
deslocamentos e pela dificuldade de conciliar a rotina nas rodovias com os
horários de funcionamento das unidades de saúde tradicionais.
Desde
fevereiro deste ano, as unidades do programa já realizaram 7.434 atendimentos,
com 11.468 procedimentos, 8.534 testes rápidos e 1.214 vacinas aplicadas,
alcançando índice de resolutividade de 99%. Os resultados demonstram a
efetividade da iniciativa para uma população que apresenta elevados índices de
hipertensão, sobrepeso e obesidade e que historicamente enfrenta barreiras de
acesso aos serviços de saúde.
Além
de Cubatão, o programa está presente em PPDs localizados em Pindamonhangaba
(SP), Itatiaia (RJ), Uruaçu (GO), Ubaporanga (MG), Novo Progresso (PA),
Seropédica (RJ), Irati (PR), Palhoça (SC) e Talismã (TO).
Caminhos
da Saúde
Também
foram entregues três ambulâncias por meio do programa Agora Tem Especialistas –
Caminhos da Saúde para as cidades de Cubatão, Guarujá e Praia Grande, em São
Paulo. A iniciativa garante o transporte de pacientes que precisam percorrer
longas distâncias para realizar consultas, exames e tratamentos especializados,
como radioterapia, oncologia e hemodiálise.
O
estado de São Paulo foi contemplado com 220 veículos do programa Caminhos da
Saúde, sendo 70 ambulâncias, 99 micro-ônibus e 51 vans, com investimentos
superiores a R$ 92 milhões, ampliando o acesso da população aos serviços
especializados em todas as regiões do estado.
Fortalecimento
da rede cardiológica
O
ministro da Saúde também anunciou R$ 12,5 milhões para aquisição de três
angiógrafos para o Instituto do Coração (INCOR), referência nacional no
atendimento cardiovascular pelo SUS. São aparelhos de última geração, que vão
auxiliar na realização de cirurgias complexas por técnica minimamente invasiva,
especialmente em pacientes que não têm possibilidade de passar por cirurgia de
peito aberto, além de apoiar procedimentos de eletrofisiologia e o tratamento
de doenças valvares, da aorta e cardiopatias congênitas.
O
Incor, ao longo de seus 49 anos, consolidou-se como um centro de referência
internacional em Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, sendo o hospital mais
bem posicionado da América Latina nessas áreas. A unidade conta com 465 leitos.
Em 2025, realizou cerca de 14,9 milhões de atendimentos multiprofissionais,
mais de 4,2 milhões de exames diagnósticos, 244.934 consultas, 16.382
atendimentos na emergência referenciada e 6.253 cirurgias, além de 89
transplantes de coração e pulmão.
Saúde
mental e cuidado para populações
A
agenda contemplou ainda uma visita ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)
Jardim Rio Branco, em São Vicente, que funciona 24 horas por dia e amplia o
acesso ao cuidado em saúde mental aos mais de 329 mil moradores. A unidade
oferece acolhimento e acompanhamento contínuo e reduz a necessidade de
internações psiquiátricas. A unidade recebeu investimento de R$ 2,4 milhões
pelo Novo PAC. São Vicente também contará com a renovação da frota do SAMU 192,
expansão do serviço e a entrega de equipamentos para UBS Porte II, somando R$
2,7 milhões.
Saiba mais sobre a saúde dos caminhoneiros e caminhoneiras
Conheça a localização das unidades móveis de saúde em operação
Fonte _ Saúde.gov
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Vinícius Júnior precisou de apenas três partidas para entrar no grupo dos jogadores mais decisivos da Copa do Mundo de 2026. Com os dois gols marcados diante da Escócia nesta quarta-feira (24), o atacante brasileiro chegou a cinco participações diretas em gols no torneio e alcançou Lionel Messi e Deniz Undav no topo da estatística e a Copa ainda está na fase de grupos..
Vamos acompanhar
de camarote a briga pela artilharia da Copa do Mundo 2026
Lionel Messi –
Argentina, 18 gols
Kylian Mbappé –
França, 14 gols
Cristiano Ronaldo
- Portugal, 10 gols
Harry Kane – Inglaterra, 10 gols
Neymar Jr – Brasil, 8 gols
Vinícius Junior – Brasil, 5 gols
Erling Haaland – Noruega, 4 gols
Melhores momentos do jogo
Relembre os maiores artilheiros da Copa do Mundo da FIFA
Lionel Messi – Argentina, Gols: 18 Copas
do Mundo: 6
Miroslav Klose –
Alemanha, Gols: 16 Copas do Mundo: 4
Ronaldo – Brasil,
Gols: 15 Copas do Mundo: 3
Gerd Müller –
Alemanha, Gols: 14 Copas do Mundo: 2
Kylian Mbappé – França,
Gols: 14 Copas do Mundo: 2
Just Fontaine –
França, Gols: 13 Copa do Mundo: 1
Pelé – Brasil,
Gols: 12 Copas do Mundo: 4
Jürgen Klinsmann –
Alemanha, Gols: 11 Copas do Mundo: 3
Sandor Kocsis –
Hungria, Gols: 11 Copas do Mundo: 1
Gabriel Batistuta
– Argentina, Gols: 10 Copas do Mundo: 3
Teófilo Cubillas –
Peru, Gols: 10 Copas do Mundo: 3
Cristiano Ronaldo – Portugal,
Gols: 10 Copas do Mundo: 6
Grzegorz Lato,
Gols: 10 Copas do Mundo: 3
Gary Lineker –
Inglaterra, Gols: 10 Copas do Mundo: 2
Harry Kane – Inglaterra,
Gols: 10 Copas do Mundo: 3
Thomas Muller –
Alemanha, Gols: 10 Copas do Mundo: 4
Helmut Rahn –
Alemanha, Gols: 10 Copas do Mundo: 2
Ademir – Brasil,
Gols: 9 Copas do Mundo: 1
Roberto Baggio –
Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 3
Eusébio –
Portugal, Gols: 9 Copas do Mundo: 1
Jairzinho – Brasil,
Gols: 9 Copas do Mundo: 3
Paolo Rossi –
Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 2
Karl-Heinz
Rümmenigge – Alemanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 3
Uwe Seeler –
Alemanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 4
Vavá – Brasil,
Gols: 9 Copas do Mundo: 2
Christian Vieri –
Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 2
David Villa –
Espanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 3
Vinícius Junior – Brasil,
Gols: 5 Copas do Mundo: 2
Fonte _ FIFA
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Governo
do Brasil está encerrando a espera de centenas de pacientes acreanos que
aguardam por cirurgias de média e alta complexidade no SUS ao mobilizar, entre
essa segunda-feira (22) e o próximo sábado (27), hospitais privados e públicos
do estado para realizar os procedimentos na rede pública. Para isso, o
Ministério da Saúde está contratando equipes, insumos e equipamentos para
reativar salas cirúrgicas paradas em unidades de saúde estaduais e municipais,
além de trocar o atendimento em instituições privadas por créditos financeiros
para abater tributos federais.
A
ação integra o programa Agora Tem Especialistas e é destinada a pessoas que
estão na fila de regulação do SUS, como forma de desafogar a demanda reprimida
no estado e reduzir o tempo de espera por exames e cirurgias.
Ao
todo, a mobilização ocorrerá em 20 estados e contará com a participação de 46
estabelecimentos de saúde. Serão ofertados cerca de 16 mil procedimentos
especializados, sendo 2,3 mil por meio da modalidade de créditos financeiros e
mais de 13 mil pela modalidade 2, que reativa estruturas públicas com
capacidade ociosa para ampliar rapidamente a oferta de atendimento
especializado no SUS.
“Estamos
cumprindo o compromisso do governo do presidente Lula com a população
brasileira e levando o SUS para todos os cantos do país. Com essa ação
nacional, mobilizamos toda a capacidade instalada do país, com hospitais
públicos, filantrópicos e privados trabalhando juntos para ampliar o
atendimento especializado. Onde faltava profissionais e equipamentos, nós
estamos levando. Na rede privada, onde antes havia falta de diálogo, agora há
atuação conjunta. Tudo isso para garantir que o cuidado chegue mais rápido para
o povo”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
No Acre,
o Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia (AC),
realizará 938 procedimentos a mais no SUS durante essa semana, como cirurgias
vasculares (varizes) e Ofertas de Cuidado Integrado (OCIs) para avaliação de
risco cirúrgico.
Outros
19 estados também farão parte da mobilização, com centenas de cirurgias
ofertadas: Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso
do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
As
ações inéditas do Ministério da Saúde que aumentam os atendimentos no SUS
É a
primeira vez que a mobilização nacional para realização de exames e cirurgias
conta com duas ações estratégicas do Agora Tem Especialistas. Nos hospitais
privados, o Governo do Brasil abre as portas para pacientes do SUS sem custo ao
paciente, que terá apoio das equipes especializadas, pré-operatório e
pós-operatório nas instituições.
Já
nos hospitais públicos, o Ministério da Saúde identificou salas cirúrgicas
paradas por falta de equipe médica, insumos e/ou equipamentos e fez a
contratação do que faltava para mineiros e mineiras serem atendidos e a
capacidade pública é reativada para beneficiar quem mais precisa.
O
mesmo já ocorreu, anteriormente, em Manacapuru, Itacoatiara, Parintins e Maués
(AM), Canoas (RS), São Lourenço (RS) e em Santarém (PA), onde ações-piloto
realizaram mais de 10,3 mil cirurgias e ofertas de cuidados integrados,
ampliando o acesso à atenção especializada e reduzindo filas em regiões
historicamente desassistidas.
Atendimento
especializado no Rio Grande do Sul
No estado
acreano, o hospital que participa da mobilização é o Hospital
Raimundo Chaar, em Brasiléia.
Agora
Tem Especialistas e as múltiplas frentes de atuação
O
programa Agora Tem Especialistas atua em diversas frentes para reduzir o tempo
de espera por atendimento especializado no SUS. Além dos mutirões sazonais e a
reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, o programa atua na
ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, contratação de médicos
especialistas e ampliação do atendimento a pacientes do SUS em hospitais
privados e filantrópicos credenciados.
Em
outra frente, 87 carretas de atendimento especializado em saúde da mulher,
exames de imagem e oftalmologia levam atendimento itinerante a pacientes em
todo o país, ampliando o acesso à saúde especializada e reduzindo a necessidade
de deslocamentos para grandes centros urbanos.
As
iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública. Em
2025, o país alcançou a marca recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um
crescimento de 42% em relação a 2022. O número de consultas com especialistas
chegou a 1,6 bilhão (30% mais que 2022) e foram mais de 1,3 bilhão de exames
realizados (22% mais que 2022), além de 14 milhões de internações realizadas
pelo SUS.
Fonte _ Saúde.gov
Crianças
menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas
pelo SUS com a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria
pneumococcus, causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A
estratégia nacional de imunização foi lançada no último fim de semana pelo
ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O Acre recebeu um lote inicial de 7.215
doses do imunizante para aplicação em todo o estado.
“Estou
muito feliz de a gente poder transformar essa vacinação em realidade. Eu pude
ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já sendo protegidas com
essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos dessa bactéria, que é
o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do que a que
a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e contra
meningite”, destaca Padilha.
As
vacinas destinadas ao Acre fazem parte das primeiras 573,7 mil doses já
enviadas aos estados. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais
de 6,1 milhões de doses ao longo deste ano para todo o país. Esse é o quarto
imunobiológico incorporado ao calendário infantil do SUS durante a atual gestão
— na rede privada, o custo do imunizante ultrapassa R$ 500.
O
diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas
aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A
e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também
atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção
generalizada que pode levar à morte.
Segundo
a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de
mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram
registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil,
o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores
de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.
Além
de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação
em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com
internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de
sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS
registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela
bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente
em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina
em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede
privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a
incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população.
Novo
esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores
O
SUS oferece as vacinas conjugadas Pneumo10 e Pneumo13 (com proteção mais
robusta e duradoura), e a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra
mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas
às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício
comprovada para as políticas de saúde pública.
Com
a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição
gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a
proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo,
aumenta o potencial de prevenção de casos graves.
A
Pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:
Durante
o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o
seguinte modelo: uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da Pneumo
10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o
intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13
e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos
estoques.
Essa
estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o
esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a
Pneumo 20. Por meio da Caderneta
Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS
Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o
histórico de vacinação.
Fonte _ Saúde.gov