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domingo, 7 de junho de 2026

Como os profissionais de saúde estão tratando o ebola e se mantendo seguros

 


Os profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo correm contra o tempo para ajudar pacientes com ebola a controlar os sintomas da doença, proteger a si e evitar a propagação do vírus. Enquanto isso, o número de casos continua aumentando.

Todos os pacientes, de casos suspeitos e confirmados, são isolados, e todas as pessoas que entram em contato com eles devem usar EPIs (equipamentos de proteção individual) e outros dispositivos para reduzir o risco de transmissão.

Um desses equipamentos é a "Cube", uma unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas, transparente, que permite que os pacientes recebam atendimento médico sem contato direto com os profissionais de saúde.

Criada após o surto de ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, a ONG médica Akina (Alliance for International Medical Action) desenvolveu a estrutura "Cube".


A estrutura permite que equipes médicas tratem pacientes do lado de fora, usando luvas em formato de túnel acopladas à unidade.

"Você não precisa usar o equipamento completo de proteção individual para entrar em contato com os pacientes, então este é um dispositivo muito importante nesse tipo de surto", afirma o médico Papys Lame, coordenador da resposta ao ebola da Alima.

Lame disse à BBC que a estrutura garante "o padrão de atendimento necessário, uma experiência positiva para o paciente e a proteção dos profissionais de saúde".

Mas, embora sejam úteis, não há unidades suficientes na República Democrática do Congo para o número de casos suspeitos de ebola.

Segundo a Alima, duas estruturas "Cubes" chegaram no fim de semana a Bunia, capital provincial de Ituri e epicentro do surto, e devem começar a ser usadas em breve. Outras duas estão a caminho da cidade.

Os estoques de EPIs também são limitados. No dia 29 de maio, o Conselho Internacional de Enfermeiros alertou para a escassez e afirmou que os enfermeiros na República Democrática do Congo "temem por sua segurança porque não têm equipamentos necessários para se proteger".

vírus ebola se espalha de uma pessoa para outra por meio do contato com fluidos corporais infectados.

A demora na confirmação dos casos nos primeiros dias do surto permitiu que o vírus se espalhasse de Ituri para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além da vizinha Uganda.

"Infelizmente, o ebola começa de forma muito vaga, com dor de cabeça, febre e sensação de fraqueza", explica o médico Armand Sprecher.

Sprecher é especialista em medicina de emergência e epidemiologista especializado em ebola da organização Médicos Sem Fronteiras.

"As pessoas sentem o que chamamos de mal-estar, dores musculares e nas articulações, e depois desenvolvem vômito, dor abdominal e diarreia", afirmou Sprecher à BBC.

Ele acrescentou que esses sintomas "são comuns em muitas doenças". Doenças infecciosas frequentes na região, como malária e febre tifoide, compartilham sintomas iniciais com o ebola.

Um sintoma menos comum do ebola, que pode aparecer mais tarde, é o sangramento, incluindo pelo nariz, gengivas e vagina, além de sangue no vômito e nas fezes.

Todas as pessoas que apresentam sintomas do vírus são inicialmente classificadas como casos suspeitos e encaminhadas para centros de tratamento.

Lame, da Alima, afirma que as pessoas com suspeita de ebola passam por coleta de amostras para determinar se estão infectadas pelo vírus e, caso o primeiro teste dê negativo, uma nova amostra é coletada 48 horas depois.

Se o segundo teste também der negativo, o paciente deixa de ser considerado um caso suspeito e é encaminhado para um hospital ou centro de saúde para cuidados adicionais ou é liberado para casa, caso não apresente mais sintomas.

Para aqueles que testam positivo, o coordenador da Alima afirma que os sintomas são tratados até desaparecerem e que os pacientes "precisam ter dois resultados laboratoriais negativos antes de receber alta".

Embora pacientes com Ebola precisem ficar isolados para evitar a transmissão do vírus, Lame ressaltou a importância do bem-estar psicológico dos doentes, algo que a "Cube" ajuda a preservar.

Segundo Lame, o formato da estrutura permite que pessoas visitem familiares internados. Em surtos anteriores, explicou, "os pacientes eram separados de suas famílias e comunidades e frequentemente relutavam em buscar tratamento".

Mas, enquanto equipes médicas trabalham sem parar para tratar os sintomas de pessoas com Ebola, os testes e a confirmação dos casos têm avançado lentamente. O ICN também afirmou haver escassez de kits de testagem.

As autoridades afirmam que já houve mais de 282 casos confirmados de Ebola, incluindo 42 mortes, além de mais de 1.000 casos suspeitos, dos quais mais de 220 terminaram em morte.

Atualmente, não existem medicamentos aprovados contra a espécie Bundibugyo, responsável por este surto, por isso os pacientes recebem principalmente cuidados de suporte e tratamento para os sintomas.

Isso inclui oxigênio e ventilação para ajudar na respiração, além de fluidos intravenosos para evitar desidratação e repor eletrólitos perdidos em episódios de vômito e diarreia.

Também não há vacina aprovada, embora vacinas experimentais estejam em desenvolvimento.

Por causa da demora na confirmação dos casos, Sprecher, da organização Médicos Sem Fronteiras, afirma que os profissionais de saúde não têm o "mapeamento habitual da transmissão" observado em surtos anteriores de ebola, a maioria deles causada pela variante mais comum do vírus, conhecida como Zaire.

"Antes, conseguíamos saber se a doença estava passando por uma vila, por uma família ou por pessoas que participaram de um funeral. Então, quando o paciente chegava até nós, podíamos perguntar: 'Você esteve naquele funeral?' ou 'Você mora nesta vila?'"

"Não temos esse tipo de informação para nos orientar", explica Sprecher.

Os profissionais de saúde costumam estar entre os grupos mais expostos ao risco e precisam lidar com diversos fatores, incluindo a própria saúde física e mental.

Dezesseis profissionais de saúde tiveram diagnóstico confirmado de Ebola durante este surto.

Na semana passada, cinco pessoas receberam alta após se recuperarem da doença. Quatro eram enfermeiros e uma trabalhava em laboratório.

"Perdemos pacientes, e isso é psicologicamente difícil", afirma Lame, da Alima, acrescentando: "Somos humanos, então naturalmente temos medo de estar sob risco constante diante de uma doença para a qual não existe tratamento."

O trabalho também é "fisicamente exaustivo", especialmente por causa do clima equatorial da região.

Sprecher, da organização Médicos Sem Fronteiras, afirma que, mesmo quando há equipamentos de proteção individual disponíveis, usá-los "é um problema, porque, assim que você veste aquilo, começa a sentir muito, muito calor", o que impede jornadas longas de trabalho.

"Você tem cerca de uma hora antes de precisar tirar o equipamento, porque as pessoas superaquecem e suam muito. Esse suor não evapora para resfriar o corpo, apenas se acumula dentro das botas, enquanto elas continuam com calor, começam a ficar tontas e a perder a clareza mental."

"Se os profissionais de saúde não estiverem mais seguros,então não é mais seguro para eles trabalharem lá", explica Sprecher.

Tanto Lame quanto Sprecher afirmam que existem protocolos de segurança para proteger os profissionais de saúde, incluindo o trabalho em duplas.

"Existe um sistema de parceiros", explica Sprecher. "Enquanto você realiza uma tarefa, há um observador externo acompanhando e alertando você. Por exemplo, se suas mãos forem inconscientemente em direção ao rosto, ele dirá: 'Não toque no rosto, cuidado!'"

Makati Tagirabo (à esquerda) e Baraka Bulambula (à direita) foram dois dos enfermeiros que se recuperaram de Ebola neste surto mais recente

Durante uma visita a Ituri no fim de semana, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu às comunidades que colaborassem com as autoridades de saúde após moradores atacarem centros médicos em protesto contra as rígidas regras de sepultamento.

Os corpos de pessoas com suspeita de terem morrido por Ebola não podem ser manipulados por familiares, para evitar o risco de transmissão do vírus.

Outro fator que dificulta a resposta ao surto é o conflito em andamento na República Democrática do Congo.

Antes da visita, Ghebreyesus considerou a província como o centro de uma "colisão catastrófica entre doença e conflito" e afirmou que não seria possível "construir confiança nas comunidades ou isolar os doentes enquanto as bombas continuam caindo".

Ituri está sob regime militar desde 2021, quando a autoridade civil foi substituída por um general do Exército em uma tentativa de neutralizar dezenas de grupos armados que atuam na região.

Grandes áreas das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, onde casos de Ebola foram registrados, estão sob controle do grupo rebelde M23.

"Os profissionais da linha de frente estão arriscando tudo, enquanto os ataques às unidades de saúde tornam quase impossível rastrear casos e seus contatos", escreveu Ghebreyesus, da OMS, na rede social X ao pedir que todas as partes envolvidas no conflito concordem com um cessar-fogo para permitir acesso seguro às equipes médicas.

Apesar disso, algumas organizações humanitárias conseguiram entrar em áreas controladas pelos rebeldes.

A Alima afirmou à BBC que mantém profissionais de saúde em regiões sob controle rebelde, incluindo Goma, a maior cidade do leste da República Democrática do Congo.

Da mesma forma, a organização Médicos Sem Fronteiras afirmou ter reformado e reaberto um centro de tratamento de Ebola em Goma, além de apoiar o treinamento de profissionais de saúde na cidade.

O texto original está publicado aqui.

Fonte _ Folha/SP

Estudo identifica mutação rara ligada à hipoglicemia grave

 


Tremores, sudorese, confusão mental, fraqueza, sonolência, dor de cabeça, tontura, visão turva e convulsões são sintomas de hipoglicemia. O nível de açúcar no sangue abaixo de 55 mg/dL exige atenção imediata (70 mg/dL é o limite de alerta).

Muitas vezes subdiagnosticada, a condição é associada a pessoas com diabete e rara em quem não tem a doença. Nos casos raros, pode ser causada por complicações após cirurgia bariátrica, tumores produtores de insulina (insulinoma) e doenças hepáticas ou hormonais. Há crianças que nascem com hipoglicemia e a desenvolvem ao longo da vida, e existem as causas autoimunes de anticorpos que podem prejudicar o controle da glicemia e fazê-la baixar demais.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em parceria com a Unicamp propõe uma estratégia de rastreamento clínico mais acessível e econômica. O trabalho foi publicado em maio de 2026 na revista Frontiers in Endocrinology. O método visa identificar pacientes com hipoglicemia hiperinsulinêmica associada a mutações no gene do receptor de insulina (INSR).

O receptor de insulina permite a entrada da glicose nas células. Quando apresenta defeitos, o organismo produz quantidades exageradas de insulina na tentativa de compensar a falha. Esse excesso provoca crises de hipoglicemia.

"Pensamos numa forma de tornar o diagnóstico clínico mais fácil para selecionar esses pacientes candidatos ao teste molecular, que na rede privada custa em torno de R$ 5.000", afirma o endocrinologista Ramon Marcelino do Nascimento, autor principal da pesquisa.

"Quando começamos a investigar, percebemos que os parentes tinham hipoglicemia também. É como um sintoma inespecífico, ou seja, passa mal, fica sudoreico, taquicárdico, e a pessoa não valoriza", afirma.

O trabalho identificou 18 novos casos, que representam quase um terço de todos os já descritos no mundo. Até então, apenas cerca de 50 pacientes haviam sido documentados na literatura científica global.

Para isso, o estudo selecionou 94 pacientes com hipoglicemia hiperinsulinêmica —condição em que o excesso de insulina provoca quedas bruscas de açúcar no sangue—, avaliados entre janeiro de 2020 e janeiro de 2025. Todos são acompanhados em uma clínica especializada do Ambulatório de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Foram selecionados indivíduos com peso normal (IMC abaixo de 25), mas que apresentavam sinais clínicos de resistência à insulina. Também foram aplicados critérios de exclusão.

Dos 94 selecionados, 5 tinham as condições e a disponibilidade de participar da pesquisa. Primeiro foi feito um teste para avaliar o DNA desses pacientes (sequenciamento do exoma). Em um segundo momento foi solicitado que os familiares de primeiro grau deles comparecessem ao ambulatório para avaliação, com exames mais simples e coleta de DNA para um teste mais barato que se chama Sanger. Assim, chegou-se aos 18, e coube à Unicamp fornecer os testes moleculares.

"O sequenciamento por Sanger é muito mais barato do que o sequenciamento por exoma, mas ele só vê uma parte muito específica do DNA. Então, se não sabemos onde é a mutação, pedimos o Exoma."

Os achados, segundo o pesquisador, fortalecem o papel do Brasil na produção de conhecimento sobre doenças metabólicas raras e podem contribuir para protocolos diagnósticos mais eficientes em diferentes países.

O reconhecimento precoce desses sinais clínicos pode reduzir o tempo até o diagnóstico correto e melhorar o acompanhamento dos pacientes.

"Para muitas pessoas, descobrir a causa genética das crises de hipoglicemia significa finalmente entender a própria doença e receber um acompanhamento mais adequado. É um passo importante para que a condição deixe de ser negligenciada", diz Nascimento.

Fonte _ Folha/SP

10º Domingo do Tempo Comum | Catedral Nossa Senhora da Glória | Cruzeiro do Sul - Acre

 


sábado, 6 de junho de 2026

Brasil precisa conectar pacientes e voluntários aos centros de pesquisa, dizem especialistas

 


Encontrar candidatos elegíveis para estudos clínicos é um desafio para os centros de pesquisa brasileiros, disseram médicos e pesquisadores durante a segunda edição do Clinical Research Summit Latin America, realizado em maio pelo Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

"Não temos esse encontro de informações. É comum aos centros de pesquisa que têm estudos não completar o número de pacientes, e às vezes os pacientes não identificam o local onde há o estudo de que poderiam participar. Essa aproximação traria oportunidade aos pacientes brasileiros e um avanço mais rápido nas pesquisas", disse José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani, diretor de ensino, pesquisa e inovação do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.

O objetivo pesquisa clínica é testar a segurança e eficácia de novos medicamentos, vacinas ou tratamentos antes que sejam aprovados para uso na população.

Cirurgião oncológico e pesquisador, Fregnani afirma que a poderia ser aplicado um sistema de referenciamento, a exemplo do que ocorre na fila do transplante. O paciente com indicação clínica seria inscrito numa lista, e um sistema inteligente faria a conexão entre o voluntário e o centro que desenvolve a pesquisa de interesse.

"O Ministério da Saúde, com o apoio das instituições Proadi-SUS [Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS], poderia construir um sistema desse tipo", diz. "Isso aceleraria a pesquisa clínica no país. Se eu preciso incluir 20 pacientes no estudo, mas só incluo dez, na próxima vez a indústria vai pensar duas vezes antes de trazer a pesquisa. Melhorar a taxa de recrutamento confere credibilidade ao Brasil."

Para o oncologista clínico José Roberto Rossari, coordenador das pesquisas em oncologia do Hospital Moinhos de Vento, o problema vai além e envolve também a logística dos pacientes.

"Há uma dificuldade em integrar informações e tornar factível. Só ter a informação talvez não acrescente nada. Adianta eu saber de um estudo clínico em Belém se essa paciente mora no interior do Rio Grande do Sul? Como ela vai se mudar para Belém? São coisas que do ponto de vista logístico podem ser mais complicadas de racionalizar do que simplesmente identificarmos oportunidades", disse Rossari.

Na avaliação do infectologista Alexandre Schwazbold, professor e chefe do Centro de Pesquisa Clínica da Universidade Federal de Santa Maria, uma alternativa seria criar um cadastro de voluntários.

"Poderia ter um banco onde as pessoas se voluntariassem, assim como o de medula óssea. Por que não aconteceu? Acho que pesquisa clínica é algo novo no Brasil. Tirando os centros de referência no Rio, em São Paulo, talvez no Rio Grande do Sul, no Paraná, pouca pesquisa clínica foi feita aqui. O próprio Ministério da Saúde nunca teve isso como um capítulo importante", afirmou.

A seleção de voluntários para pesquisa clínica no Brasil tem como caminhos a indicação de médicos, a divulgação na mídia e a busca nos serviços que atuam com o perfil de população desejada. Universidades e centros de saúde e de pesquisa realizam a procura.

Em Porto Alegre, o Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento procura voluntários acima de 18 anos para um estudo clínico voltado ao tratamento de amiloidose cardíaca. A doença, rara e de difícil diagnóstico, se caracteriza pelo acúmulo de proteínas no coração. Pode levar à insuficiência cardíaca e à morte, em casos mais graves. Os principais sintomas são fraqueza e cansaço, condições comuns e que se confundem com outras doenças.

A participação é gratuita. Interessados podem entrar em contato via WhatsApp no número (51) 3314-3209 ou preencher o formulário online para triagem inicial.

Fonte _ Folha/SP

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Rádio CBN

 


Passe a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.

Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.

São João 2026

 


Ao vivo diretamente do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

Shows do dia 04 de junho:

- Mikael Santos;

- Samya Maia;

- Dorgival Dantas;

- A Vontade.

Solenidade de Corpus Christi 2026 - Diocese de Cruzeiro do Sul

 


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Rádio CBN Madrugada

 


Passe a madrugada com muita informação e análise das principais notícias do dia.

Hoje a apresentação é de Klauson Dutra.

SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

 


Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. "Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento".

A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri. Confira a relação dos itens distribuídos:

Medicamento

2022

2025

Bupropiona 150 mg

8.682.800

18.628.500

Adesivo de nicotina 7mg

3.136.805

 6.326.558

Adesivo de nicotina 14mg

3.141.159 

8.135.477

Adesivo de nicotina 21mg

3.581.018 

8.897.007

Goma de nicotina 2mg

1.008.240

4.641.540

Fonte _ Saúde.gov

São João 2026

 


Ao vivo diretamente do Maior São João do Mundo, em Campina Grande.

Shows do dia 03 de junho:

- Brasas do Forró;

- Limão com Mel;

- Dominguinho;

- Solange Almeida.

InfoGripe: número de casos de SRAG mantém crescimento no país

 


Divulgada nesta quarta-feira (3/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz sinaliza aumento, em todo o território nacional, do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este cenário é causado principalmente pelo crescimento do número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), e em algumas regiões do país, também pela influenza A e pelo rinovírus.

A análise destaca que todas as unidades da Federação estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo que 18 delas também têm indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 21: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. A análise é referente à Semana Epidemiológica 21, de 24 a 30 de maio.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, o estudo aponta que a incidência tem impactado mais as crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é maior na população a partir de 65 anos de idade. “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus respiratórios que causam SRAG, como VSR, influenza e Covid-19, é a vacinação. Portanto, é essencial que a população de maior risco e elegível para receber essas vacinas esteja em dia com a vacinação. Vale lembrar que a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes para que elas produzam e transmitam anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de vida”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.


Estados e capitais

O InfoGripe mostra que os casos de SRAG por VSR continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Norte (Acre, Amapá, Pará e Roraima), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

“Mesmo com tendência de estabilização ou queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos no Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Paraíba”, observa a pesquisadora.

Segundo a atualização, as hospitalizações por influenza A estão em queda ou se estabilizaram em níveis baixos de incidência em boa parte do país. No entanto, continuam aumentando em toda a Região Sul, em alguns estados do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e Norte (Roraima e Acre), além do Rio Grande do Norte.

O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro) e Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além de Goiás. Os casos de SRAG por doença causada pela Covid-19 estão em baixa na maior parte do país, mas continuam crescendo no Ceará, Maranhão e Pará.

A atualização verificou que 15 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 21. As capitais são Aracaju (Sergipe), Belém (Pará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Boa Vista (Roraima), Brasília (Distrito Federal), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Goiânia (Goiás), João Pessoa (Paraíba), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Luís (Maranhão).

Casos e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 21,9% de influenza A, 5,1% de influenza B, 48,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 24,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos e no mesmo recorte temporal foi de 49% de influenza A, 8,2% de influenza B, 16,6% de VSR, 16,9% de rinovírus e 9% Sars-CoV-2 (Covid -19).

Em 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial.

Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 25% de influenza A, 2,9% de influenza B, 31,6% de vírus sincicial respiratório, 33,1% de rinovírus e 6% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e ao menos 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência SRAG a causada pelo coronavírus de 2019 continua baixa em todas as faixas etárias.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz

Acre recebe novos equipamentos para ampliar oferta de cirurgias no SUS

 


Acre será contemplado com sete combos cirúrgicos dentro das ações do Novo PAC Saúde, em uma entrega nacional que teve nova etapa de contratos assinada nesta quarta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Nesta fase, o Ministério da Saúde prevê a aquisição de 150 novos combos cirúrgicos e 20 tomógrafos. Ao todo, serão entregues 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos, destinados a 185 municípios em todos os estados do país, com investimento de R$ 546 milhões. No estado, o investimento total é superior a R$ 10 milhões.

Em todo o país, os combos viabilizam a realização de 428 mil cirurgias eletivas por ano e contribuem para a redução das filas e do tempo de espera por procedimentos especializados, além de promover a modernização tecnológica da rede pública de saúde.  

Do total destinado ao estado do Acre, há combos de cirurgia geral e oftalmológica que já estão em uso e promovem mais agilidade e segurança em procedimentos de média e alta complexidade. Foram beneficiadas instituições de saúde dos municípios de Brasiléia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

Alinhada ao programa Agora Tem Especialistas, a distribuição de mais de 1.700 equipamentos garante a estruturação de novas salas cirúrgicas em todo o país. A ação reforça a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o acesso à saúde, especialmente em regiões historicamente menos assistidas, aumentar a eficiência da rede hospitalar do SUS e fortalecer a indústria nacional.  A iniciativa fortalece ainda mais o desempenho do programa, responsável por 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025 (42% a mais do que em 2022), além de 1,6 bilhão de consultas com especialistas (+30%) e 1,3 bilhão de exames (+22%).

Os combos destinados à cirurgia geral são compostos por seis equipamentos cada e foram estruturados para ampliar a realização de procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras cirurgias de baixa e média complexidade. Já os combos oftalmológicos reúnem cinco equipamentos cada, voltados à qualificação e expansão da oferta de cirurgias especializadas, especialmente procedimentos de maior complexidade, como as cirurgias de catarata.

Nos 185 municípios beneficiados, em todas as unidades da federação, os equipamentos serão destinados a hospitais públicos e filantrópicos, com foco na descentralização da oferta de serviços especializados e a redução das desigualdades regionais no acesso à saúde. Em algumas regiões historicamente mais carentes de serviços especializados, o impacto será ainda maior. Na Região Norte, por exemplo, a ampliação potencial da capacidade de cirurgias oftalmológicas chega a 134%.

Além de ampliar o acesso à saúde, a compra centralizada dos combos cirúrgicos gerou economia superior a R$ 281 milhões para os cofres públicos, o equivalente a uma redução de 37,9% em relação ao valor estimado. Na aquisição dos equipamentos, o Ministério priorizou produtos fabricados no Brasil, em linha com o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

As remessas começaram em fevereiro deste ano, e seguem até o fim de junho. A doação inclui entrega, instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses, o que assegura condições para utilização imediata dos equipamentos.

Fonte _ Saúde.gov

Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças

 


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da vacinação com a pneumo 20 para crianças de até 5 anos. O imunizante, novidade no SUS, protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a gestão — na rede privada, o custo chega a mais de R$ 500.

“Já tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas unidades básicas de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro também afirmou que o país seguirá fortalecendo a vacinação e a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, além de combater o negacionismo e os movimentos antivacina.

A distribuição das primeiras 514 mil doses já começou. A vacinação será iniciada à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos municípios. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano.

O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população, ampliando o acesso a uma tecnologia avançada, reduzindo desigualdades no acesso à proteção contra doenças graves. A medida reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a ampliação da cobertura vacinal no país.

Novo esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores

O SUS oferece as vacinas conjugadas pneumo10 e pneumo13 (com proteção mais robusta e duradoura), e também a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a incorporação da pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o potencial de prevenção de casos graves.

A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Durante o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.

Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.

Histórico de resultados

Desde a introdução da pneumo 10 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas na incidência da doença pneumocócica invasiva causada por sorotipos vacinais: entre 55% e 60% em crianças menores de 2 anos e queda superior a 65% nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Entre adultos com 60 anos ou mais, a redução variou de 20% a 30%.

Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde recuperou todas as coberturas vacinais infantis, revertendo a tendência de queda observada até 2022. A vacinação contra doenças pneumocócicas acompanhou esse avanço, com a cobertura do esquema básico passando de 90,01% em 2023 para 93,22% em 2024 e 93,45% em 2025. Em 2026, a cobertura parcial acumulada até o momento já alcança 86,33%, mantendo a trajetória de proteção da população infantil.

A vacinação permanece a estratégia mais eficaz para reduzir a ocorrência das formas graves das doenças pneumocócicas invasivas e suas consequências mais severas, como hospitalização, sequelas e óbito.

Fonte _ Saúde.gov

terça-feira, 2 de junho de 2026

Padilha reage à decisão do Senado e diz que legislação garante aborto legal a vítimas de estupro

 


Um dia após Senado aprovar um projeto para derrubar a resolução do Conanda com diretrizes sobre o aborto legal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), afirmou nesta quarta-feira (3) que a legislação garante o direito ao procedimento para mulheres vítimas de estupro.

"Vamos continuar cumprindo a lei. A orientação do SUS [Sistema Único de Saúde] é cumprir a lei", disse Padilha.

A resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que foi alvo dos senadores, estabelece diretrizes para o aborto legal a vítimas de violência sexual.

"A lei ampara as mulheres vítimas de estupro, de violência. Vamos continuar cumprindo a lei. As regras do SUS já são bem detalhadas em relação a isso", afirmou ainda o ministro.

A votação do Senado durou 1 minuto e 40 segundos e foi simbólica, sem que os senadores registrassem seus votos individualmente. O projeto agora será promulgado pelo Congresso Nacional.

O aborto é permitido no país em três situações: quando a gravidez resulta de estupro; quando representa risco de vida para a gestante; e quando o feto é anencéfalo. Em nenhum dos três casos há limite de semanas de gestação para o procedimento.

O aborto legal deve ser garantido pelo SUS. Poucos hospitais no país, porém, realizam o procedimento e são raros os que atendem gestações mais avançadas.

O texto aprovado pelo Conanda em 2024 tem 37 artigos e organizava o fluxo de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual entre saúde, assistência social, segurança pública e Justiça.

Entre outros pontos, a norma veda cortes orçamentários em ações de enfrentamento à violência sexual e prevê que o atendimento seja adaptado para crianças indígenas, quilombolas e com deficiência. Também amplia a definição de violência sexual para incluir crimes digitais como o uso de deepfakes para fins sexuais e assédio virtual.

A medida entrou na mira de parlamentares conservadores por um ponto específico: a garantia de acesso ao aborto legal em casos de estupro, sem atrasos ou exigências indevidas.

A relatora do PDL no Senado, Damares Alves (Republicanos), afirmou que uma das diretrizes ia contra a família. A medida garantia que profissionais de Saúde fizessem uma escuta só com a criança e, a partir do relato, procurassem o Ministério Público ou Conselho Tutelar para decidir sobre o atendimento.

Fonte _ Folha/SP