quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Jornais - Informações da Madrugada

 







Alvo de operação, remédio falsificado contra o câncer tinha só sódio e cloro, mostra laudo

 


O Keytruda, medicamento de imunoterapia usado no tratamento de diferentes tipos de câncer, foi um dos produtos falsificados identificados pela Operação Laziosi.

Deflagrada nesta quinta-feira (5) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo em conjunto com a Polícia Civil, a ação investiga uma rede suspeita de comercializar medicamentos oncológicos falsificados e lavar dinheiro.

A suspeita começou no Hospital IGESP, em São Paulo, que procurou a MSD (Merck Sharp & Dohme), fabricante do remédio, para verificar a autenticidade de uma unidade comprada da distribuidora Nacionalfarma em maio de 2024.

O laboratório forense da farmacêutica recebeu o frasco em agosto daquele ano e concluiu o exame em 27 de setembro. A análise não encontrou pembrolizumabe, princípio ativo do Keytruda. No lugar dele, os testes identificaram sódio e cloro.

O número de lote impresso na caixa era A101547, válido para o produto original, mas o rótulo do frasco apresentava uma sequência diferente, A1D1547. A data de validade também era inválida, com um algarismo a mais no ano: 22024.

O frasco falsificado não tinha a tampa plástica presente no autêntico e apresentava formato diferente. A caixa era mais estreita e alta, tinha textura distinta e trazia um erro de impressão na indicação de uso adulto e pediátrico.

A bula também era diferente: em vez de dobrada, como no original, vinha em formato de livreto. Além disso, a área da embalagem que deveria revelar informações após ser raspada com um objeto metálico não apresentava nenhum dado.

À Folha a MSD lamenta o ocorrido, afirma que o uso de medicamentos falsificados coloca em risco a vida dos pacientes e diz que segue colaborando com as autoridades nas investigações e na adoção das medidas necessárias.

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A reportagem procurou o IGESP por telefone e email para saber se os medicamentos suspeitos foram administrados a pacientes e quais providências foram tomadas após a identificação da falsificação.

A Nacionalfarma também foi procurada por telefone e email para explicar a origem dos produtos e as inconsistências nos registros de compra e estoque apontadas pela investigação.

Não houve retorno de nenhuma das duas instituições até a publicação deste texto.

A unidade analisada pela MSD também foi examinada posteriormente pela Polícia Científica de São Paulo. Os peritos avaliaram ainda um segundo frasco, recebido do Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora (MG) e também adquirido da Nacionalfarma.

As duas amostras, dos lotes A101547 e A102646, respectivamente, foram comparadas com uma unidade original, e os exames concluíram que ambas eram falsificadas —mas não afirmaram que estavam sem o princípio ativo.

A investigação também identificou 39 notas fiscais de venda de Keytruda emitidas pela Nacionalfarma entre janeiro e novembro de 2024. As operações somaram R$ 1,5 milhão e tiveram destinatários em sete estados.

Segundo a Polícia Civil, mais de 90% dos medicamentos vendidos pela empresa não tinham registro de compra correspondente nos documentos fiscais e nos controles de estoque analisados.

Como funciona o Keytruda

O pembrolizumabe bloqueia uma proteína chamada PD-1, presente nas células de defesa do organismo. Alguns tumores usam esse mecanismo para reduzir a resposta imunológica e escapar do ataque dessas células.

Ao bloquear essa interação, o medicamento ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater o câncer.

O remédio tem indicação para diferentes tipos de tumor, entre eles alguns casos de câncer de pulmão, mama, pele e colo do útero.

O papa Leão 14, por exemplo, passou por uma cirurgia para retirar um tumor no pulmão. Ele foi apontado como possível candidato a um tratamento com pembrolizumabe por pelo menos três anos, para reduzir o risco de a doença voltar.

O preço de fábrica no Brasil é de cerca de R$ 20,6 mil por frasco de 100 mg/4 ml, segundo a tabela da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O valor efetivamente cobrado pode variar conforme as condições de compra e comercialização.

Na rede pública, o pembrolizumabe foi incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) para o tratamento de pacientes com melanoma avançado não ressecável ou metastático. O acesso, portanto, não abrange automaticamente todos os tipos de câncer para os quais o medicamento tem indicação.

Em março de 2026, o Ministério da Saúde anunciou uma parceria com a MSD e o Instituto Butantan para transferência de tecnologia e produção do medicamento no país. O processo deve ocorrer gradualmente, ao longo de até dez anos.

A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) também avalia a possibilidade de ampliar o acesso ao tratamento para outros tipos de câncer.

Fonte _ Folha/SP

InfoGripe: cresce o número de casos de SRAG por metapneumovírus, rinovírus e Covid-19

 


Divulgado nesta quinta-feira (5/11), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que, em nível nacional, há crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por metapneumovírus, rinovírus e Covid-19. O número de casos de SRAG por metapneumovírus está aumentando principalmente em estados do Sudeste, Sul e Nordeste. A análise é referente à Semana Epidemiológica 43, período de 25 a 31 de outubro.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e ao metapneumovírus. O rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas.

“A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação, por isso é essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que produz o InfoGripe.


Estados e capitais

O número de casos de SRAG por metapneumovírus está aumentando principalmente em estados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Santa Catarina e Paraná) e Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe). Em relação à Covid-19, há sinais de aumento do número de casos graves em Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. No entanto, nessas quatro últimas unidades da Federação (UF) a incidência de SRAG por Covid-19 permanece em níveis muito baixos.

No Mato Grosso, o aumento do número de casos de SRAG tem sido impulsionado principalmente pelo Sars-CoV-2. No Mato Grosso do Sul está associado a um leve aumento dos casos por rinovírus. Além disso, três unidades da Federação (UF) também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina.

Observa-se que duas das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 42: Aracaju (SE) e João Pessoa (PB).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 4,2% de influenza A, 4,7% de influenza B, 10,1% de vírus sincicial respiratório, 50,1% de rinovírus e 8,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 1,3% de influenza A, 12,7% de influenza B, 3,8% de vírus sincicial respiratório, 43% de rinovírus e 24,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

No ano epidemiológico 2026 já foram notificados 171.369 casos de SRAG, sendo 91.420 (53,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) negativos, e ao menos 7.457 (4,4%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, e 15,5% fora, por influenza A, 5,5% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório, 33,5% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

O InfoGripe mostra que a incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e ao metapneumovírus. O rinovírus também se destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias. Por se tratar de um cenário que inclui as oito últimas semanas epidemiológicas, a incidência e mortalidade apresentadas estão sujeitas a alterações.

Fonte _ FioCruz

Ministério da Saúde autoriza aquisição de 20 mil doses da vacina contra mpox por meio da Opas

 


Compra será realizada pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para reforçar a capacidade de resposta do SUS; em 2026, Brasil registra redução de 94% dos casos em relação a 2022

Ministério da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em parceria com a organização. A medida, alinhada em reunião realizada nesta quarta-feira (4), busca reforçar o estoque estratégico do imunizante e garantir a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com as necessidades identificadas no monitoramento epidemiológico e nas ações de prevenção e controle da doença. 

Em 2026, o Brasil confirmou 665 casos de mpox, número 94% inferior ao registrado em 2022, quando o país contabilizou mais de 10 mil ocorrências. Apesar da redução, a ocorrência de casos mantém a necessidade de vigilância e de disponibilidade de imunizantes para atender às demandas identificadas nos estados. Nesse contexto, a aquisição de novas doses tem caráter preventivo e estratégico, permitindo recompor estoques e assegurar a capacidade de resposta do SUS diante da evolução do cenário epidemiológico. 

A estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. A orientação é que essas pessoas procurem os Centros de Referência onde já realizam acompanhamento para cadastro e posterior agendamento da vacinação. 

Também podem receber doses remanescentes pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox.  

Vigilância e assistência 

O monitoramento da mpox é realizado em articulação com as secretarias estaduais e municipais de saúde. As medidas incluem identificação e notificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial, isolamento das pessoas infectadas e identificação e orientação de contatos. 

Pessoas com sintomas compatíveis com mpox, como lesões ou erupções na pele, devem procurar um serviço de saúde para avaliação. Durante o atendimento, os profissionais investigam possíveis exposições, orientam sobre os cuidados necessários e, quando indicado, realizam a coleta de amostras para diagnóstico laboratorial. 

Quem teve contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença também deve procurar um serviço de saúde para avaliação do risco de exposição e receber orientações sobre o monitoramento de sinais e sintomas, como lesões na pele, febre e aumento dos linfonodos. 

A vacinação pós-exposição é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato. A aplicação também pode ser realizada em até 14 dias. Nesse intervalo, a efetividade para evitar a infecção é menor, mas a imunização pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas graves. 

Fonte _ Saúde.gov

Eleições 2026 - Conselhos Regionais de Enfermagem

 

Mensagem do Presidente

Nos dias 8 e 9 de novembro, profissionais de Enfermagem de todo o país escolherão os representantes que estarão à frente dos Conselhos Regionais. É um momento importante para a profissão e para o fortalecimento do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.

Os Conselhos Regionais estão presentes no cotidiano da categoria. São responsáveis por orientar e fiscalizar o exercício profissional, promover a ética e contribuir para a qualidade e a segurança da assistência prestada à população. Por isso, participar das eleições é também ajudar a definir os caminhos da Enfermagem nos próximos anos.

O voto será realizado pela internet, de forma segura e acessível.

Informe-se, acompanhe o processo eleitoral e faça a sua escolha de forma livre e consciente. A participação de cada profissional contribui para Conselhos mais representativos, próximos da categoria e preparados para enfrentar os desafios da profissão.

Nos dias 8 e 9 de novembro, participe. Seu voto ajuda a construir o futuro da Enfermagem.

Manoel Carlos da Silva Neri

Presidente do Cofen

 

Visando trazer maior facilidade e agilidade na votação, além da garantia de segurança na checagem do eleitor e na contagem dos votos, as eleições do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem de 2026 ocorrerão pela internet.

 

O voto é obrigatório e ocorre em todos os estados do país e no Distrito Federal, a partir das 8h do dia 8 de novembro até às 8h do dia seguinte, no horário local da capital do estado do Acre.

Quem pode votar?

Todos os profissionais de Enfermagem adimplentes com sua inscrição principal ativa definitiva, inclusive os remidos, poderão votar. Os profissionais devem estar em dia com sua anuidade até 08 de setembro de 2026. Recomenda-se atualizar os dados cadastrais até 08/09 caso estejam desatualizados. Acesse o cofenplay e verifique se está apto a votar.

Como votar?

No dia da eleição, às 8h, os profissionais poderão votar de qualquer dispositivo com acesso à internet:

- Acesse www.votaenfermagem.org.br;

- Selecione o seu Coren;

- Identifique-se pelo seu CPF;

- O sistema irá solicitar uma autenticação por biometria facial ou recebimento de senha (e-mail ou telefone previamente cadastrados até 08/09/2026);

- Selecione a chapa em que deseja votar entre as exibidas pelo site;

- Confirme o voto na chapa selecionada;

- Será emitido um comprovante de votação no formato "PDF" após a confirmação do voto.

Este arquivo poderá ser salvo ou impresso (caso possua impressora) pelo eleitor.

O voto deverá ser registrado exclusivamente em uma das chapas regularmente registradas, conforme a categoria do eleitor, e não a candidatos individualmente.

As chapas concorrentes estarão disponíveis para consulta, em breve, no site Coren/AC.

 

Como funciona a autenticação do voto?

Preferencialmente, o profissional realizará a biometria facial para exercer o voto. A autenticação através do e-mail ou SMS pode ser realizada desde que os dados cadastrais do profissional estejam atualizados até 08 de setembro de 2026. Para realização da biometria facial, é necessário que a Carteira de Identidade Profissional, seja na forma física ou eletrônica, tenha emissão posterior a 01/03/2014.

Adicionalmente o profissional poderá utilizar o certificado digital do sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem emitido através do endereço certificadodigital.cofen.gov.br para votar, desde que este esteja em sua posse até 06/11/2026 e tenha cumprido os critérios de adimplência (até 08/09/2026) para fechamento do colégio eleitoral.

Entre a solicitação e emissão do certificado pode haver um prazo de até 7 dias, portanto, faça sua solicitação até 31/10/2026.

O que acontece se eu não votar?

O profissional apto a votar — com a anuidade regularizada até 8 de setembro — que não participar da eleição e não justificar a ausência receberá multa no valor de uma anuidade da categoria, conforme estabelece o art.12 - Lei no5.905/1973.


Quando será divulgado o resultado da eleição?

O resultado será divulgado no dia 9 de novembro, de forma conjunta, em até uma hora após o encerramento da votação em todos os Conselhos Regionais. Haverá a consideração das diferenças de fuso horário de cada estado. Todo o sistema eleitoral e as informações contidas nele serão auditados por empresas independentes especializadas e contratadas pelo Cofen. O resultado ficará disponível no site www.votaenfermagem.org.br por 30 dias.

E se o profissional tiver mais de uma inscrição?

O profissional de Enfermagem inscrito em mais de uma categoria poderá efetuar o procedimento de votação nas quais esteja com inscrição principal ativa definitiva ou remida no Conselho e adimplente.

Caso esteja em duas categorias, de quadros distintos, será um voto por quadro pertencente. Veja:

Quadro I é composto por Enfermeiros e Obstetrizes

Quadro II e III por técnicos e auxiliares de Enfermagem.

Exemplo 1: O profissional adimplente como enfermeiro e auxiliar de Enfermagem pode votar no Quadro I e no Quadro II e III.

Exemplo 2: O profissional inscrito e adimplente como técnico e auxiliar de Enfermagem, poderá votar no Quadro II e III somente uma vez.

Decisão COFEN 081/2023

Em caso de dupla inscrição profissional, a existência de débitos anteriores a 2020 na categoria de menor formação também torna o profissional inapto a votar.

Todos esses dispositivos constam da Decisão Cofen 81, de 19 de junho de 2023.

 

Quem realiza as eleições dos Conselhos Regionais de Enfermagem?

A eleição será realizada por uma empresa especializada em Eleições Eletrônicas pela Internet e será auditada por empresas independentes especializadas em Auditoria de Procedimentos, Sistemas e Eleições Eletrônicas pela Internet, todas contratadas pelo Cofen através de processo licitatório.

 

Posso buscar ajuda de terceiros para votar?

Não. A votação deve ser um ato individual e secreto. Além de exercer o direito e dever no processo eleitoral, a singularidade também garante o sigilo do voto.

 

Central de informações:

Para auxílio dos eleitores o serviço de Call Center gratuito estará à disposição dos profissionais a partir do dia 19 de outubro de 2026.

O atendimento poderá ser acessado via telefone ou via web chat pelo endereço www.votaenfermagem.org.br.

O horário de funcionamento será das 08h às 12h e das 14h às 18h (horário de Brasília), de segunda a sexta. No dia anterior à eleição (07/11), o Call Center também estará disponível.

Durante o período de votação, o atendimento será ininterrupto, iniciando às 08h do dia 08 até 09h59 do dia 09 de novembro de 2026, horário de Brasília.

Além disso, uma versão de simulação de voto estará disponível de 02 a 06 de novembro, para que o eleitor possa se familiarizar com o sistema eleitoral.

 

Legislação eleitoral:

As eleições para o Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem são disciplinadas pela Resolução Cofen 91/2025 e seu Anexo (Código Eleitoral dos Conselhos de Enfermagem).


quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Jornais - Informações da Madrugada

 








OMS alerta para falta de atividade física entre adolescentes

 


Um quarto dos adolescentes em todo o mundo praticamente não pratica nenhuma atividade física —nem sequer uma hora de exercício por semana—, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (4), alertando que isso aumenta significativamente os riscos à saúde.

As novas estimativas globais da OMS constataram que, quando questionado, 1 em cada 4 adolescentes de 11 a 17 anos relata não ter tido nenhum dia ativo —definido como pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a intensa— na semana anterior.

O estudo, publicado na revista The Lancet Global Health, baseia-se em centenas de pesquisas populacionais realizadas em 140 países e territórios, envolvendo mais de 3,2 milhões de adolescentes, informou a OMS.

Extrapolados, os resultados representam cerca de 240 milhões de jovens sem nenhum dia ativo ao longo de uma semana, afirmou a agência de saúde das Nações Unidas.

De modo geral, os adolescentes que participaram dos estudos relataram, em média, praticar atividades físicas em 2,7 dias por semana, enquanto apenas 14% disseram ter sido ativos nos sete dias, mostraram as estimativas.

A OMS alertou que "a inatividade física é um importante fator de risco para doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer".

"Ajudar os jovens a desenvolver hábitos ativos desde cedo é fundamental para proteger sua saúde e reduzir a carga global dessas doenças", afirmou a organização em comunicado.

A entidade lamentou a falta de avanços, já que a atividade física entre adolescentes permaneceu "praticamente inalterada" nos últimos 15 anos, e instou as sociedades a intensificarem seus esforços.

"Há 15 anos, o mundo quase não avança em fazer com que os jovens se movimentem, e as meninas são as que mais ficam para trás", afirmou no comunicado o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A OMS destacou uma persistente desigualdade de gênero na atividade física entre adolescentes: em quase todos os países e regiões, as meninas são muito menos ativas do que os meninos.

Segundo a estimativa, 28% das meninas relataram não ter tido nenhum dia ativo, ante 22% dos meninos, enquanto apenas 11% delas disseram praticar atividade física todos os dias, em comparação com 17% deles.

Também foram observadas grandes diferenças entre os países.

Enquanto 40% dos adolescentes em países como Namíbia, Nepal e Filipinas relataram não ter tido nenhum dia ativo, mais de 30% dos jovens em Bangladesh e na Sérvia disseram praticar atividade física diariamente, mostrou o relatório.

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"A solução não é dizer aos adolescentes que se esforcem mais. É criar escolas, ruas e comunidades onde se movimentar, brincar e ser ativo seja seguro, fácil e normal", insistiu Tedros.

A OMS ressaltou que a atividade física é influenciada pelo ambiente em que os jovens vivem, citando fatores como meios de transporte, acesso a espaços seguros e a possibilidade de caminhar ou andar de bicicleta com segurança.

O ambiente escolar, as normas sociais e os estilos de vida cada vez mais centrados em telas também podem ter grande impacto sobre os níveis de atividade física.

"Os países precisam de políticas que tornem a atividade física uma parte fácil, segura e acessível da vida cotidiana", afirmou a OMS.

Fonte _ Folha/SP

OMS aprova ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola

 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta quarta-feira (4) ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola, em meio à epidemia na África, que já matou mais de 5.300 pessoas.

No mês passado, teve início um ensaio com a Ervebo, uma vacina aprovada contra a cepa Zaire do vírus ebola, a mais comum, mas não contra a variante Bundibugyo, disse a jornalistas o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Hoje, os grupos de especialistas da OMS recomendam acrescentar dois candidatos a vacina a esses ensaios", acrescentou.

Ambos candidatos agem contra a cepa Bundibugyo, que causou mais de 5.300 mortes na República Democrática do Congo (RDC) em mais de cinco meses, de um total superior a 10.400 casos.

Um caso foi detectado na Nigéria e outros nove, incluindo duas mortes, no Quênia, em outubro.

Uganda registrou 20 casos, um deles fatal, mas a OMS declarou oficialmente o país livre do ebola.

Um dos dois novos candidatos à vacina, ChAdOx1, é um vetor derivado de adenovírus. Ele foi desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em colaboração com o Serum Institute of India. O outro, concebido pelo grupo norte-americano Moderna, utiliza a tecnologia de RNA mensageiro.

"As vacinas são ferramentas poderosas, mas não substituem as medidas comprovadas que podem salvar vidas agora: atendimento precoce, rastreamento de contatos, isolamento, sepultamentos seguros e dignos e envolvimento das comunidades com base na confiança", lembrou o diretor da OMS.

Fonte _ Folha/SP

Anvisa aprova Wegovy em comprimido: o que falta para versão oral da caneta emagrecedora chegar às farmácias do Brasil?

 


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (4) a versão em comprimido do Wegovy, remédio para obesidade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.

É o primeiro medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1, a mesma das chamadas canetas emagrecedoras, liberado no país para tratar obesidade e sobrepeso.

O comprimido tem o mesmo princípio ativo da caneta, a semaglutida. A diferença é que ele é tomado uma vez por dia, em vez de uma injeção por semana.

"A chegada de um GLP-1 em comprimido representa uma nova ferramenta que vai cada vez mais ampliar as possibilidades de medicações que podem ser utilizadas em diferentes perfis de pacientes", diz a endocrinologista Cynthia Valério, presidente eleita da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Ainda não há preço nem data de lançamento no Brasil. Em nota à imprensa, a Novo Nordisk diz apenas que o comprimido deve chegar às farmácias brasileiras "nos próximos trimestres".

A BBC News Brasil perguntou à empresa qual é a previsão de lançamento e de preço, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.

No exterior, o comprimido está à venda nos Estados Unidos desde janeiro. Depois chegou aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino Unido e à Alemanha.

O que falta para o comprimido chegar às farmácias brasileiras

A aprovação da Anvisa é o primeiro passo. Antes de chegar às prateleiras, o remédio precisa ter um preço máximo definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão do governo federal que fixa o valor teto de todos os medicamentos vendidos no país.

Só depois disso a empresa pode começar a vender. A BBC News Brasil também perguntou à Novo Nordisk se o pedido de preço já foi feito à CMED, e aguarda resposta.

A Novo Nordisk pediu o registro do comprimido à Anvisa em 30 de janeiro deste ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução 4.249/2026.

O remédio é indicado para adultos com obesidade, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30.

Também vale para adultos com sobrepeso (IMC entre 27 e 30) que tenham pelo menos uma doença associada ao peso, como hipertensão ou diabetes tipo 2. Em todos os casos, deve ser usado junto com mudanças na alimentação e prática de atividade física.

Onde o comprimido já é vendido e quanto custa

Os Estados Unidos foram o primeiro país a aprovar o comprimido, em dezembro de 2025. A aprovação foi da FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora de medicamentos americana.

As vendas começaram em 5 de janeiro. Para quem paga do próprio bolso, o preço vai de US$ 149 (R$ 816) por mês na dose inicial a US$ 299 (R$ 1,6 mil) nas doses mais altas.

Segundo a Novo Nordisk, mais de 7 milhões de prescrições do comprimido já foram dispensadas nos Estados Unidos desde o lançamento.

Em junho, os Emirados Árabes Unidos se tornaram o primeiro país fora dos Estados Unidos a vender o remédio.

No Reino Unido, a agência reguladora local aprovou o comprimido em junho e as vendas começaram em julho, em farmácias privadas. Por enquanto, o remédio não é oferecido pelo sistema público de saúde britânico, o NHS.

A União Europeia aprovou o comprimido em julho, depois de parecer favorável da EMA (Agência Europeia de Medicamentos). A Alemanha foi o primeiro país do bloco a vender o remédio, a partir de 1º de setembro. O comprimido também foi aprovado no Bahrein.

A Novo Nordisk diz que pretende levar o comprimido a outros países nos próximos meses.

Como o remédio age e por que a dose do comprimido é maior

A semaglutida imita o GLP-1, hormônio que o intestino libera depois das refeições. Ele sinaliza ao cérebro que o corpo já recebeu comida, o que reduz a fome, e faz o estômago esvaziar mais devagar, o que prolonga a sensação de saciedade.

Quando o remédio é engolido, boa parte da substância se perde no sistema digestivo antes de chegar ao sangue. Por isso a dose do comprimido é bem maior: 25 mg por dia na fase de manutenção, contra 2,4 mg por semana na caneta.

O tratamento começa com 1,5 mg, e a dose sobe aos poucos, passando por 4 mg e 9 mg até chegar aos 25 mg. O comprimido deve ser tomado em jejum, com pouca água. Depois disso, é preciso esperar pelo menos 30 minutos para comer, beber ou tomar outros remédios.

Segundo a Anvisa, quem usa a caneta poderá passar para o comprimido, e quem usa o comprimido poderá passar para a caneta, quando o médico considerar adequado.

O que mostrou o estudo que embasou a aprovação

A aprovação se baseou principalmente no estudo OASIS 4, publicado na revista científica The New England Journal of Medicine. Participaram 307 adultos sem diabetes, com obesidade ou com sobrepeso e alguma doença associada, e os resultados foram medidos depois de 64 semanas.

No grupo que tomou o comprimido, a perda média de peso foi de 13,6%. No grupo que recebeu placebo, foi de 2,2%. Quase um terço dos participantes que tomaram o comprimido perdeu 20% do peso ou mais.

A Novo Nordisk diz que a perda de peso com o comprimido é parecida com a obtida com a caneta de 2,4 mg. Segundo a Anvisa, o tratamento também melhorou vários marcadores de saúde cardiovascular e metabólica dos participantes.

Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais, como náusea e diarreia. Eles afetaram 74% de quem tomou o comprimido, contra 42% no grupo placebo, e em geral foram leves ou moderados.

Cerca de 7% dos participantes que tomaram o remédio pararam o tratamento por causa de efeitos adversos, contra 6% no grupo placebo.

O que muda em relação ao Rybelsus, aos genéricos e à pílula concorrente

O Brasil já tinha um comprimido de semaglutida, o Rybelsus, também da Novo Nordisk. Ele é indicado para diabetes tipo 2, em doses menores, e não para tratar obesidade.

O comprimido chega a um mercado que mudou em 2026. A patente da semaglutida caiu no Brasil em 20 de março, e, desde agosto, a Anvisa já aprovou versões genéricas da semaglutida injetável. Por lei, os genéricos precisam custar pelo menos 35% menos que o remédio de referência.

A principal concorrente do comprimido da Novo é o Foundayo (orforglipron), pílula diária para obesidade da americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro. O Foundayo foi aprovado nos Estados Unidos em abril, mas ainda não tem registro no Brasil.

Segundo a endocrinologista Cynthia Valério, a versão oral tende a beneficiar quem não quer usar injeção, quem prefere tomar o remédio todos os dias em vez de uma vez por semana e quem tem dificuldade para guardar a caneta, por exemplo porque viaja muito.

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Anvisa aprova 5 novas canetas para diabetes e obesidade; total chega a 19 em 2026

O comprimido, diferentemente da caneta, não precisa ficar em ambiente refrigerado.

Ela afirma que o comprimido pode facilitar o início do tratamento e o aumento gradual da dose em pacientes que usam muitos outros remédios ou têm várias doenças. Isso permite acompanhar melhor os efeitos colaterais e a tolerância ao medicamento.

"O nosso maior desafio hoje é a adesão de longo prazo e a perda de peso sustentada", afirma a médica. Quem interrompe o tratamento perde os benefícios que conquistou.

Ela alerta que o comprimido não terá o efeito esperado se for tomado junto com outro remédio, com outro líquido que não seja água ou sem respeitar o tempo de jejum.

"Acaba sendo um desperdício de energia, de dinheiro, de tempo do paciente sem que haja boa resposta", diz. "O acompanhamento médico, ele é sempre necessário."

Para Valério, garantir o acesso ao tratamento da obesidade, seja pelo SUS ou pelos planos de saúde, é essencial. "Entendemos que hoje ainda temos esse grande desafio de incorporação dessas tecnologias", diz.

Ela avalia que, no início, o comprimido não deve estar amplamente acessível, e afirma que a Abeso vai lutar para que as novas terapias sejam oferecidas tanto no SUS quanto na saúde suplementar.

Fonte _ Folha/SP