segunda-feira, 20 de julho de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 





Brasileiro sabe identificar sinais do câncer colorretal, mas exame de rastreamento é pouco conhecido

 


Uma pesquisa do A.C. Camargo Cancer Center feita pela Nexus mostra que 80% dos brasileiros reconhecem a gravidade da presença de sangue nas fezes e da alterações de hábitos intestinais por mais de um mês, considerados sinais de alerta para o câncer colorretal. Apesar disso, apenas dois terços (67%) sabem o que é o exame de sangue oculto nas fezes, utilizado no rastreamento da doença.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (20), quando completa um ano da morte da cantora Preta Gil, que tornou público o diagnóstico e o tratamento do câncer colorretal em 2023 e ampliou a discussão sobre a doença. Ela morreu em 20 de julho de 2025 em decorrência de complicações do câncer, nos Estados Unidos, onde fazia tratamento.

Também conhecido como câncer de intestino, o câncer colorretal é o terceiro mais incidente no Brasil, atrás apenas do câncer de próstata em homens e do câncer de mama em mulheres, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). Estima-se um total de 53.810 novos casos da doença por ano no triênio 2026-2028, um aumento de 18% em relação ao triênio 2023-2025.

A pesquisa da Nexus entrevistou presencialmente 2.015 pessoas com 16 anos ou mais, sendo 1.038 mulheres e 977 homens, nos 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 25 e 30 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%.

Para os pesquisadores, os resultados sugerem que o principal desafio não é apenas fazer a população reconhecer os sintomas de alerta, mas aumentar o conhecimento sobre os métodos de rastreamento e estimular a procura por atendimento médico diante dos primeiros sinais da doença.

Os principais sintomas associados ao câncer colorretal são presença de sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, mudança no formato das fezes, dor abdominal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

Segundo Virgílio Souza, oncologista vice-líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C. Camargo, os sinais devem ser avaliados independentemente da idade.

"Não quer dizer que os sintomas sejam câncer de intestino, mas é importante que o paciente procure o médico para iniciar a investigação. O sangramento pode estar relacionado a outras condições benignas, como hemorroidas, pólipos intestinais ou inflamações, mas também pode ser um sinal da doença", afirma.

Apesar de reconhecerem a gravidade desses sintomas, muitos brasileiros ainda demoram para procurar atendimento. Dos entrevistados, 9% disseram já ter notado sangue nas fezes, mas, desses, só 59% buscaram um médico imediatamente, enquanto 36% esperaram, recorreram a remédios caseiros ou não fizeram nada.

Para Souza, postergar a procura por atendimento após o surgimento dos sintomas pode fazer com que o paciente perca a janela de oportunidade para o diagnóstico precoce. "O diagnóstico precoce é fundamental, porque as chances de cura ultrapassam 90% quando identificamos o câncer no início", diz.

Relatório publicado neste ano pela American Cancer Society estima que, em estágio inicial, a taxa de sobrevida dos pacientes com câncer colorretal após cinco anos é de 91%, índice que cai para 15% em fases avançadas da doença.

A oncologista Maria Ignez Braghiroli, especialista em tumores gastrointestinais e coordenadora do Comitê de Tumores Gastrointestinais da Sboc (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica), afirma que o estágio em que a doença é diagnosticada também depende das condições de acesso ao sistema de saúde.

"Alguém que tem mais tempo para passar em consulta ou que consegue fazer uma colonoscopia mais rapidamente tem mais chances de ter o diagnóstico numa fase mais precoce da doença", diz.

Segundo ela, diferenças de renda e escolaridade também podem influenciar a busca por atendimento. "Quanto menor a renda e a escolaridade, maior o preconceito quanto à colonoscopia, e este é provavelmente um dos motivos pelos quais as pessoas não procuram o exame."

O levantamento da Nexus também mostrou que o desconhecimento sobre o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes é maior entre homens (76%), jovens de 16 a 24 anos (85%) e pessoas apenas com ensino fundamental (72%).

Segundo Maria Ignez, o teste identifica pequenas quantidades de sangue que não podem ser vistas a olho nu. O resultado positivo não significa necessariamente câncer, já que outras alterações podem provocar sangramento e levar à indicação de uma colonoscopia.

"O sangue oculto nas fezes tenta selecionar as pessoas que têm mais necessidade de fazer a colonoscopia. Ele não tem a capacidade de prevenir o desenvolvimento do câncer, como a colonoscopia, que consegue retirar o pólipo antes que ele se transforme em um tumor", afirma.

Entre os testes disponíveis, o FIT (teste imunológico fecal) tem maior precisão porque identifica sangue humano e não sofre interferência da dieta, como alguns métodos anteriores. Por isso, não exige restrições alimentares antes da coleta, diferentemente da pesquisa de sangue oculto nas fezes feita atualmente.

O Ministério da Saúde anunciou em maio que o SUS vai incorporar o teste imunoquímico fecal para o rastreamento do câncer colorretal, com previsão de disponibilidade a partir do segundo semestre de 2026.

A pasta recomenda o rastreamento com teste de sangue oculto nas fezes a partir dos 50 anos no SUS. Outras diretrizes indicam os exames já a partir dos 45 anos, diante do aumento da incidência da doença em pessoas mais jovens.

Além do rastreamento, que pode detectar a doença precocemente, é importante atuar na prevenção. Entre as medidas associadas à redução do risco estão manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e embutidos, praticar atividade física, evitar tabagismo e limitar o consumo de álcool.

Fonte _ Folha/SP

Exame de sangue ajuda a identificar 4 vezes mais casos de câncer, diz estudo

 


Um exame de sangue capaz de detectar sinais de câncer antes mesmo do aparecimento dos sintomas identificou quatro vezes mais casos da doença do que as estratégias convencionais de rastreamento em um grande estudo internacional.

Realizada no Reino Unido, a pesquisa acompanhou quase 143 mil pessoas atendidas pelo Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês) e mostrou que a tecnologia, conhecida como biópsia líquida, também reduziu o número de tumores descobertos apenas após o surgimento dos sintomas ou durante atendimentos de emergência.

A pesquisa NHS-Galleri foi apresentada durante as sessões dedicadas a prevenção, redução de risco e genética da reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), o maior congresso de oncologia clínica do mundo, realizado em junho nos Estados Unidos.

O estudo integra uma série de pesquisas que buscam ampliar o diagnóstico precoce por meio de exames menos invasivos, capazes de identificar sinais da doença antes do aparecimento dos sintomas e, potencialmente, antes que o câncer alcance fases mais avançadas.

O trabalho incluiu voluntários com idades entre 50 e 79 anos que não apresentavam sintomas sugestivos de câncer. Os participantes foram divididos em dois grupos: um realizou, anualmente, um exame de sangue para detectar fragmentos de DNA liberados por possíveis tumores, enquanto o outro fez apenas os exames de rastreamento normalmente recomendados para a população.

Ao longo de três anos, os pesquisadores compararam os resultados para verificar se a nova estratégia permitia encontrar mais cânceres e identificá-los antes que a doença se tornasse avançada ou provocasse sintomas.

Ao longo do período de acompanhamento, foram diagnosticados 3.637 casos de câncer entre os participantes que realizaram anualmente o exame de sangue e 3.400 entre aqueles que seguiram apenas os programas convencionais de rastreamento. Entre os que realizaram a biópsia líquida, 1.173 tumores foram identificados antes do diagnóstico, contra 290 no grupo controle, quadruplicando o número de casos detectados antes do aparecimento de sintomas.

Além disso, os pesquisadores observaram redução nos cânceres diagnosticados apenas após manifestações clínicas da doença e nos casos identificados durante atendimentos de emergência

Com a biópsia líquida, também houve uma mudança no estágio em que os tumores foram diagnosticados: detectou-se aumento de 16% nos cânceres identificados nos estágios 1 e 2, quando a doença costuma estar restrita ao órgão de origem; e cresceram 19% os diagnósticos realizados entre os estágios 1 e 3. Já os tumores detectados em estágio 4, quando o câncer já se espalhou para outros órgãos do corpo, diminuíram 14%.

Além da capacidade de antecipar o diagnóstico, o exame de sangue apresentou elevada precisão. A especificidade foi de 99,55%, indicando baixa probabilidade de resultados falso-positivos. Quando identificava um sinal compatível com câncer, também conseguia apontar corretamente o provável órgão de origem em 92,5% dos casos ao considerar as duas principais hipóteses diagnósticas.

A tecnologia já vem sendo estudada em outras etapas da jornada do paciente com câncer, como após a cirurgia, durante o acompanhamento da doença e para orientar mudanças de tratamento. Agora, os resultados apresentados na ASCO indicam que ela também poderá ser utilizada para identificar precocemente diferentes tipos de tumores em pessoas aparentemente saudáveis.

"Ainda somos muito limitados em relação ao rastreamento do câncer. Existem vários tumores para os quais não temos exames capazes de reduzir a mortalidade. A possibilidade de identificar alterações antes mesmo de o tumor aparecer nos exames representa uma mudança muito importante", afirma a oncologista clínica Janaína Pontes, do Einstein Hospital Israelita.

Apesar do nome, a biópsia líquida não consiste na retirada de um fragmento do tumor, como na biópsia convencional. O exame procura pequenas quantidades de DNA liberadas pelas células cancerígenas na corrente sanguínea (daí o termo "líquida"). Esses fragmentos, chamados DNA tumoral circulante (ctDNA), podem indicar a presença de um tumor antes de ele ser identificado em exames convencionais.

Os novos testes ainda não substituem programas de rastreamento já consolidados. Análises como mamografia, colonoscopia, pesquisa do HPV para prevenção do câncer do colo do útero e tomografia computadorizada de baixa dose para fumantes são estratégias que continuam recomendadas, já que têm benefícios comprovados na redução da mortalidade.

"Os dados ainda são muito recentes. Não podemos dizer que alguém deixará de fazer mamografia ou colonoscopia porque realizou uma biópsia líquida", diz Pontes.

Os quatro 'Ps da medicina de precisão

A possibilidade de identificar o câncer antes dos sintomas faz parte de uma mudança mais ampla na oncologia. Ao lado dos avanços na biópsia líquida, a ASCO também reuniu estudos que reforçam o papel da chamada medicina de precisão, abordagem que considera as características genéticas de cada indivíduo, o ambiente em que vive e fatores relacionados ao estilo de vida, para estimar o risco de desenvolver câncer, orientar estratégias de prevenção e selecionar tratamentos mais individualizados.

O conceito é frequentemente representado pelos chamados quatro "Ps" da medicina de precisão: predição, prevenção, personalização e participação. A predição consiste em identificar pessoas com maior predisposição ao desenvolvimento de determinados tumores, principalmente por meio da avaliação do histórico familiar e, quando indicado, da realização de testes genéticos. A partir dessas informações, é possível estimar de forma mais precisa a probabilidade de surgimento da doença.

Esse conhecimento permite colocar em prática a prevenção. Dependendo do risco identificado, o paciente pode ser acompanhado com exames mais frequentes, protocolos específicos de rastreamento e, em algumas situações, cirurgias redutoras de risco.

"O câncer é uma doença genética, mas isso não significa que seja hereditário. Entre 85% e 90% dos tumores são esporádicos, ou seja, surgem ao longo da vida em consequência do envelhecimento e da exposição a fatores ambientais, como tabagismo, obesidade, consumo de álcool e sedentarismo. Apenas de 5% a 10% dos casos estão relacionados a mutações herdadas da família", explica Pontes.

O terceiro P corresponde à personalização do tratamento. Nesse modelo, as decisões terapêuticas deixam de considerar apenas o órgão onde o câncer surgiu e incorporam as alterações moleculares presentes no tumor, permitindo selecionar medicamentos direcionados às características biológicas de cada paciente.

Já o quarto P é o da participação. Nele, o paciente deixa de ser apenas receptor das decisões médicas e participa ativamente da definição do tratamento, considerando seus valores, preferências e objetivos ao longo da jornada contra o câncer.

"Quando falamos em medicina de precisão, consideramos a genética de cada indivíduo, o ambiente em que ele vive e seu estilo de vida. A partir disso, conseguimos predizer o risco, prevenir melhor, personalizar o tratamento e envolver o paciente em todas as decisões", diz Pontes.

Fonte _ Folha/SP

Estudo investiga impactos de alimentos ultraprocessados na saúde intestinal

 


Cereais matinais, iogurtes, macarrão instantâneocarne processada, sorvete, pão de forma… Cada refeição diária representa uma nova oportunidade para colocar no prato algum tipo de alimento ultraprocessado. Em geral, suas composições possuem elevados índices de gorduras, açúcares e sódio, substâncias capazes de produzir importantes impactos em qualquer organismo.

Desenvolvidos pela indústria após a Segunda Guerra Mundial, os alimentos ultraprocessados são recheados de corantes, adoçantes, emulsificantes e estabilizantes que lhes conferem certas características mais atraentes e prolongam sua vida útil nas prateleiras dos supermercados.

Atualmente, os alimentos ultraprocessados respondem por até 58% da ingestão calórica diária em países de alta renda, e nas economias emergentes estão perto de 30%. Ou seja, cada vez mais, estão ocupando o lugar da comida "de verdade", como frutas, legumes e verduras.

Essa mudança tem trazido consequências. O hábito de "desembalar mais e descascar menos" está acompanhado pelo aumento da incidência de doenças inflamatórias intestinais (DIIs), inclusive em regiões historicamente caracterizadas por uma baixa prevalência, como é o caso de países da América Latina, Ásia e África. As DIIs são condições crônicas que causam inflamação no trato gastrointestinal. Entre as mais comuns estão a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.

Esse crescimento chamou a atenção de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu que, em parceria com pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Aalborg University da Dinamarca, decidiram mapear o impacto dos alimentos ultraprocessados na microbiota intestinal, o conjunto de micro-organismos –incluindo bactérias, fungos e vírus– que habitam o trato gastrointestinal, e a relação desse impacto com as DIIs.

Os pesquisadores buscaram artigos que relatassem estudos sobre o tema do impacto dos ultraprocessados em três das principais bases de dados científicas da área da saúde: SciELO, PubMed e Cochrane. Com base em critérios de relevância, qualidade metodológica e data de publicação, foram selecionados dez artigos para a elaboração de um estudo de revisão.

Em artigo publicado na revista Nutrients, os autores sustentam que há evidências para relacionar o alto consumo de alimentos ultraprocessados ao desequilíbrio na microbiota intestinal. Esse desequilíbrio ocorre porque a ingestão de ultraprocessados ocasiona uma redução na diversidade de bactérias que vivem no intestino, por um lado, e um crescimento das populações de micro-organismos nocivos à saúde, por outro. Esse desequilíbrio resulta em um processo inflamatório no intestino que favorece o surgimento das DIIs, em especial da doença de Crohn.

"Algumas pessoas ainda desconhecem que é possível modular a microbiota intestinal de acordo com o que se come", explica Ligia Yukie Sassaki, médica gastroenterologista e professora da Faculdade de Medicina de Botucatu, uma das autoras do artigo. "Alguém que come apenas alimentos ultraprocessados possui uma microbiota pró-inflamatória. Se consome mais fibras, a microbiota é mais saudável. Isso ocorre porque a dieta com fibras resulta na produção de substâncias chamadas de ácidos graxos de cadeia curta, que fazem o equilíbrio de todo o funcionamento do organismo", conta. Ela coordena o grupo de pesquisa em doença inflamatória intestinal.

Alguém que come apenas alimentos ultraprocessados possui uma microbiota pró-inflamatória. Se consome mais fibras, a microbiota é mais saudável. Isso ocorre porque a dieta com fibras resulta na produção de substâncias chamadas de ácidos graxos de cadeia curta, que fazem o equilíbrio de todo o funcionamento do organismo

Ligia Yukie Sassaki

médica gastroenterologista e professora da Faculdade de Medicina de Botucatu e uma das autoras do artigo

Sassaki diz que a população desconhece os sintomas das DIIs e os impactos que elas geram na qualidade de vida. "O paciente sofre muito com diarreia, dor abdominal e muita fadiga. Esse paciente não consegue trabalhar, não consegue estudar, não consegue ter vida social. O que a gente tem visto é um acometimento cada vez maior da população jovem: adolescentes, crianças, adultos jovens, muitas vezes em início de carreira. Isso atrapalha muito. São doenças muito debilitantes quando não tratadas. Podem apresentar complicações e, inclusive, levar um paciente não tratado a óbito", diz.

O papel da microbiota intestinal

O estudo deixa claro que a microbiota intestinal tem um papel vital na saúde humana. Em um "estado saudável", ela é responsável pelo metabolismo de nutrientes, degradação e fermentação de fibras, síntese de vitaminas como B12, B6, folato e K, e modulação das respostas imunes do organismo, ou seja, a reação do sistema de defesa e proteção contra micro-organismos que podem causar doenças.

Esses mecanismos são altamente impactados pelo consumo de mais de cinco porções de alimentos ultraprocessados por dia, ou o equivalente a mais de 20% das calorias ingeridas. Isso ocorre porque os aditivos presentes nesses alimentos alteram o equilíbrio entre micro-organismos benéficos e patógenos e geram uma inflamação nos tecidos. Essa condição dá origem às doenças inflamatórias intestinais crônicas, ou seja, que têm tratamento, mas não têm cura.

Uma microbiota desequilibrada também se torna um microambiente favorável à proliferação celular descontrolada, o que pode favorecer o surgimento de diferentes tipos de câncer. Além disso, aumenta o risco de outras comorbidades, como doenças cardiovasculares, autoimunes e neurodegenerativas.

No entanto, a nutricionista Beatriz Gabriela da Costa, que integrou o estudo e faz parte do grupo de pesquisa liderado por Sassaki, explica que também é fundamental considerar que, além do padrão alimentar, a frequência de atividade física, a qualidade do sono, o estresse, o uso de medicamentos, o consumo de álcool e cigarro e o próprio envelhecimento exercem impacto na composição da microbiota intestinal.

"Não podemos afirmar que todo mundo que consome alimento ultraprocessado vai desenvolver a doença inflamatória intestinal, porque é uma doença multifatorial", pondera Costa. "Existem diversos elementos que levam à doença, incluindo o fator genético, que tem uma importância grande. Mas, dos fatores que podem ser modificados durante a vida, a dieta é um dos mais importantes", pontua.

Assim, a palavra de ordem quando se fala em alimentação e doença inflamatória intestinal é prevenção. "A nossa ferramenta mais importante é a prevenção. Depois que o paciente desenvolveu a doença inflamatória intestinal, não é possível afirmar que será possível desinflamar o intestino apenas com alimentação. Então, a prevenção é o mais importante", ressalta Costa.

O que colocar no prato?

Quando questionados, os pesquisadores são categóricos: não há uma dose segura de consumo de alimentos ultraprocessados. A recomendação, portanto, é evitá-los.

A nutricionista Amanda Luísa Spiller, uma das autoras do artigo e participante do grupo de pesquisa em doença inflamatória intestinal da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, explica que "o consumo raro, pontual, não traz consequências". Porém, a partir do momento em que esses alimentos fazem parte da dieta, torna-se difícil dosar a quantidade ingerida no dia a dia. "O grande problema é que as pessoas estão consumindo de maneira exacerbada. Muitas vezes trocam o prato de comida, uma alimentação saudável, por esses alimentos. Por isso, a gente orienta que não existe um consumo saudável", alerta Spiller.

A indicação, portanto, é consumir alimentos frescos e minimamente processados. Esses produtos não só promovem a saúde intestinal, como podem reduzir processos inflamatórios e auxiliar no controle da DII. Frutas, legumes, verduras e preparações caseiras, como o tradicional arroz e feijão, devem retornar à mesa.

Uma referência é o Guia Alimentar para a População Brasileira, disponibilizado pelo Ministério da Saúde. O material, produzido em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Universidade de São Paulo), oferece explicações sobre como escolher e preparar os alimentos, além de indicar os passos para uma alimentação saudável.

Parece saudável, mas não é!

A indústria de alimentos aposta no marketing como uma das principais ferramentas para atrair consumidores. São comuns as embalagens que prometem alimentos enriquecidos com fibras ou vitaminas como forma de conquistar o público por meio de um produto supostamente saudável. Porém, as adições não apresentam os mesmos efeitos fisiológicos que os componentes naturalmente presentes nos alimentos integrais, como frutas e vegetais. A composição dos alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras e óleos, também é capaz de neutralizar os benefícios potenciais de vitaminas e fibras adicionadas.

"Muitos alimentos que se apresentam como fitness, ou seja, como saudáveis, não são. Muitos deles possuem uma lista de aditivos, e as pessoas têm aumentado muito o consumo pensando que vai trazer benefícios. Na verdade, esse alimento também acaba modificando a microbiota intestinal. Por isso, cada vez mais, temos incentivado o consumo de alimentos in natura, que as pessoas têm consumido menos, e evitar esses alimentos industrializados", afirma Spiller.

O momento da refeição

Além de escolher os alimentos e a forma de combiná-los e prepará-los, a alimentação também está relacionada ao modo de comer. Portanto, para estabelecer um padrão alimentar saudável, é preciso se atentar a algumas práticas no momento da refeição.

O nutricionista Ryan Nunes Yoshio Yoshihara, que atua no grupo de estudo em doença inflamatória intestinal da Unesp e é um dos autores do artigo, explica que o primeiro passo é a escolha do ambiente para se alimentar. "Comer em um ambiente que seja apropriado, calmo, é importante. Estar na companhia de pessoas que você gosta também faz muita diferença", afirma.

A outra recomendação diz respeito à regularidade. O ideal é se alimentar várias vezes ao dia e evitar distrações nesses momentos, para manter o foco na refeição. "Tudo isso influencia em uma alimentação saudável. Dessa forma, a gente consegue melhorar e estabelecer um padrão alimentar que traga benefícios ao organismo", destaca Yoshihara.

Fonte _ Folha/SP

Relatório da OMS e do Unicef mostra aumento da vacinação infantil no Brasil

 


Dados divulgados nesta terça-feira (14) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.   

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.   

O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.   

Cenário internacional   

Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.   

O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.   

Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.   

Destaque nas Américas   

Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.   

Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.   

As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil.

Fonte _ Saúde.gov

domingo, 19 de julho de 2026

COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Espanha x Argentina | FINAL

 


Assista à Espanha x Argentina AO VIVO E COM IMAGENS, a Final da Copa do Mundo FIFA 2026™ na CazéTV!

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Vamos acompanhar de camarote a briga pela artilharia da Copa do Mundo 2026

Kylian Mbappé (França): 10 gols

Lionel Messi (Argentina): 8 gols

Erling Haaland (Noruega): 7 gols

Harry Kane (Inglaterra): 6 gols

Jude Bellingham (Inglaterra): 6 gols

Ousmane Dembélé (França): 5 gols

Vini Jr. (Brasil): 4 gols

 

Relembre os maiores artilheiros da Copa do Mundo da FIFA

Kylian MbappéFrança, Gols: 22 Copas do Mundo: 3

Lionel MessiArgentina, Gols: 21 Copas do Mundo: 6

Miroslav Klose – Alemanha, Gols: 16 Copas do Mundo: 4

RonaldoBrasil, Gols: 15 Copas do Mundo: 3

Gerd Müller – Alemanha, Gols: 14 Copas do Mundo: 2

Harry KaneInglaterra, Gols: 14 Copas do Mundo: 3

Just Fontaine – França, Gols: 13 Copa do Mundo: 1

PeléBrasil, Gols: 12 Copas do Mundo: 4

Sandor Kocsis – Hungria, Gols: 11 Copas do Mundo: 1

Cristiano Ronaldo – Portugal, Gols: 11 Copas do Mundo: 6

Jürgen Klinsmann – Alemanha, Gols: 11 Copas do Mundo: 3

Helmut Rahn – Alemanha, Gols: 10 Copas do Mundo: 2

Gabriel Batistuta – Argentina, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

Gary Lineker – Inglaterra, Gols: 10 Copas do Mundo: 2

Teófilo Cubillas – Peru, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

Thomas Muller – Alemanha, Gols: 10 Copas do Mundo: 4

Grzegorz Lato, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

AdemirBrasil, Gols: 9 Copas do Mundo: 1

Roberto Baggio – Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Eusébio – Portugal, Gols: 9 Copas do Mundo: 1

JairzinhoBrasil, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Paolo Rossi – Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 2

Karl-Heinz Rümmenigge – Alemanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Uwe Seeler – Alemanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 4

VaváBrasil, Gols: 9 Copas do Mundo: 2

Christian Vieri – Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 2

David Villa – Espanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Vinícius JuniorBrasil, Gols: 5 Copas do Mundo: 2

Fonte _ FIFA

Tomorrowland 2026 LIVE

 


Acompanhe a transmissão ao vivo do Tomorrowland Belgium 2026 e todas essas apresentações incríveis em https://Tomorrowland.com e no aplicativo móvel do Tomorrowland. Em parceria com Anker, KuCoin e Coca-Cola.

Programação do Palco Principal:

Domingo, 19 de julho

14h30 Hannah Laing

15h30 Karakals

16h30 Malugi

17h35 Kevin de Vries

18h55 B Jones

19h40 SURPRISE

20h40 John Summit

21h45 Alesso

22h50 Calvin Harris

Programação do Palco Freedom:

16h00 Arielle Free

17h30 Jack Shore

18h30 Pegassi

20h00 Chase & Status (DJ set)

21h00 Alok: Rave The World

22b00 I Hate Models

Durante os dois fins de semana do festival, a One World Radio transmitirá ao vivo do coração do Tomorrowland, aproximando o "People of Tomorrow" da ação, onde quer que estejam no mundo.

Os apresentadores AdamK, Ben Malone, Camille Pollie, Carly Wilford e Justin Wilkes conduzirão os ouvintes por todos os dias do festival com atualizações ao vivo, momentos especiais e entrevistas exclusivas com artistas, diretamente do local do evento.

Sintonize todos os dias do festival, das 12h às 01h (horário CEST), para 13 horas de programação ao vivo, com sets de alguns dos palcos mais queridos do Tomorrowland:

- MainStage

- Freedom

- CORE

- Atmosphere

- Crystal Garden

- Planaxis

- The Great Library

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Viva hoje, ame amanhã, una-se para sempre.

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 Tomorrowland

sábado, 18 de julho de 2026

Acesso às vacinas é o maior desafio para melhorar as coberturas no país, diz Unicef

 


O Brasil reduziu de forma significativa o número de crianças zero-dose, que não tomaram a primeira dose da vacina com componente DTP. No Brasil, ela é representada pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluchehepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria causadora de meningite e pneumonia.

Segundo o relatório das estimativas OMS (Organização Mundial da Saúde) – Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), divulgado na terça-feira (14), a queda foi de 360 mil crianças em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025. O resultado representa diminuição de 86,1% na comparação 2023/2025.

A melhora dos dados se deve ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação sobre vacinação do Brasil.

A DTP é o principal parâmetro do levantamento porque mede a capacidade do sistema de saúde de fornecer o esquema completo de imunização.

Além disso, o abandono do esquema vacinal merece atenção, avalia Luciana Phebo, chefe de Saúde do Unicef no Brasil. Sem a continuidade da vacinação a partir da primeira dose, as crianças não estão protegidas. Para a especialista, o acesso às vacinas é o maior desafio para melhorar as coberturas no país.

O estudo consolidou dados anuais de imunização (2000 a 2025). Para isso, cruzou os registros oficiais reportados pelos 195 países Estados-Membros da OMS e do Unicef, informações de literatura científica e estimativas populacionais da ONU. Foram avaliadas as coberturas das principais vacinas infantis (abaixo).

Conforme o levantamento, em 2025, 90% dos bebês no mundo receberam pelo menos uma dose da vacina DTP. Em relação aos três anos anteriores, a cobertura subiu apenas um ponto percentual. No mesmo período, os dados mostram que 85% completaram o esquema com três doses —média mantida desde 2022.




No Brasil, a cobertura de 1ª dose da DTP em 2025 foi de 98% —a maior desde 2015. Já a proteção total com três doses chegou a 86%. As estimativas apontam uma queda de quatro pontos percentuais em relação a 2024, quando chegou a 90%.

No mundo, as coberturas das duas doses da vacina com o componente contra o sarampo estão bem abaixo da meta de imunização de 95%, o que abre precedente para novos surtos. Desde 2000, os indicadores não ultrapassaram 86%.

No cenário brasileiro, de 2024 para 2025, observa-se a queda de seis pontos (96% para 90%) na primeira dose e de cinco pontos (81% para 76%) na segunda. A OMS e o Unicef adotam o termo genérico vacina com o componente contra o sarampo para ser mantida a padronização global.



Abandonar o esquema de vacinação antes de completar as doses preconizadas é uma tendência global, argumenta Luciana Phebo. Ao menos no Brasil, vários fatores dificultam o acesso à vacinação. Um deles é a dinâmica familiar: à medida que as crianças crescem e o tempo passa, a atenção muitas vezes se fragmenta entre os outros filhos.

O acesso à informação também é um obstáculo. O esquema vacinal brasileiro é um dos mais completos do mundo, composto por inúmeros imunobiológicos aplicados em diferentes idades. Essa complexidade exige atenção redobrada de pais e profissionais de saúde. A Caderneta da Criança torna-se um instrumento indispensável de orientação.

Além disso, a rotina pesa contra a adesão. Com o fim da licença-maternidade e o retorno da mãe ao trabalho, o tempo para ir ao posto fica escasso. Diante disso, a oferta de unidades com horários estendidos —no período noturno ou aos finais de semana— torna-se um diferencial decisivo.

Diante disso, o Ministério da Saúde e o Unicef incentivam a vacinação nas escolas.

"Se o acesso é um problema, vamos levar a vacina até as crianças nas escolas. A educação infantil é um local também onde se promove a saúde. Se tivessem mais unidades de educação infantil, certamente o PSE, o Programa de Saúde nas Escolas, chegaria a mais crianças", comenta Luciana.

Além disso, as mudanças climáticas e a violência urbana criam barreiras logísticas e sociais para a vacinação. Na Amazônia, por exemplo, secas extremas dificultam o transporte de vacinas, medicamentos e insumos para comunidades isoladas.

Nas grandes cidades, o conflito armado também paralisa serviços. Um estudo do Unicef no Complexo da Maré, no Rio, apontou que nos dias de operação policial a vacinação das crianças é afetada.

"A Estratégia de Saúde da Família e os agentes comunitários são ativos fundamentais do SUS, atuando na busca ativa de não vacinados. No entanto, em um país de dimensões continentais, o acesso à imunização vai muito além da saúde pública. Ele esbarra em múltiplos fatores de vulnerabilidade, como segurança pública, mudanças climáticas, condições trabalhistas e transporte", diz Luciana.

Recomendações feitas pelo estudo

Fortalecer a imunização em contextos frágeis afetados por conflitos;

Combater informações falsas sobre saúde e vacinação;

Aumentar e sustentar o financiamento doméstico e internacional para programas da imunização;

Investir em sistemas mais robustos de dados de vigilância epidemiológica.

Principais vacinas monitoradas

  • DTP1 e DTP3: primeira e terceira doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (usada como principal indicador de acesso e abandono vacinal)
  • MCV1 e MCV2: primeira e segunda doses da vacina contra o sarampo
  • Pólio: vacina inativada poliomielite primeira dose e dose completa da série primária
  • BCG: vacina contra a tuberculose (focada em países com recomendação universal ao nascer)
  • HepB3 e HepBB: terceira dose da vacina contra hepatite B e a dose aplicada logo ao nascer
  • Hib3: terceira dose contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (causadora de meningite e pneumonia)
  • Pneumocócica conjugada (segunda ou terceira dose, conforme o cronograma)
  • RotaC: vacina contra o rotavírus
  • Vacina contra a rubéola
  • Febre amarela

Fonte _ Folha/SP