quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Por que algumas pessoas respondem melhor às vacinas?
Um
estudo da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados
Unidos, encontrou pistas sobre por que algumas pessoas respondem melhor
às vacinas
do que outras.
Publicado
em agosto na revista Cell Press Blue, o artigo aponta que os níveis de alguns
anticorpos já presentes no sangue estavam associados à intensidade da resposta
à vacina
contra a Covid. Segundo os autores, esses anticorpos podem funcionar
como marcadores da capacidade de resposta do sistema
imunológico.
"Já
se sabe há muito tempo que nem todo mundo responde igualmente às vacinas",
observa o pediatra Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do
Einstein Hospital Israelita. Fatores como idade, condições de saúde e
características genéticas ajudam a explicar as diferenças, embora elas ocorram
mesmo entre pessoas saudáveis.
"O
estudo procurou responder a uma questão de muito interesse em imunologia e
vacinação: se é possível prever, antes da aplicação, quais indivíduos terão uma
resposta fraca de anticorpos
a determinada vacina que, nesse caso, foi a contra a Covid",
analisa Gilio.
Os
pesquisadores acompanharam 4.089 participantes durante até 18 meses e
analisaram 8.687 amostras de sangue. O grupo reunia 2.445 pessoas saudáveis e
1.644 indivíduos com condições ou tratamentos ligados à imunossupressão, como
HIV, câncer,
doenças autoimunes, doença inflamatória intestinal e transplante
de órgãos.
Nas
amostras, a equipe mediu anticorpos contra 185 antígenos — moléculas
reconhecidas pelo sistema
imunológico — de vírus
e bactérias, além de alvos associados a doenças
autoimunes. Depois, comparou esse perfil com a quantidade de anticorpos
contra uma região da proteína spike do coronavírus, produzida após a vacinação
inicial e o reforço.
Como
esperado, respostas fracas apareceram com maior frequência em vários grupos
imunossuprimidos. Após o esquema inicial, a proporção foi de 71,6% entre
receptores de transplantes
de órgãos e de 6,2% entre participantes saudáveis. Depois do reforço,
95% dos daqueles considerados saudáveis chegaram à faixa de resposta alta;
entre transplantados, 37,9% ainda tiveram resposta fraca ou ausente.
Anticorpos
sentinela
Entre
os anticorpos analisados, três se destacaram por sua associação com uma
resposta mais forte à vacina
contra a Covid: aqueles contra a bactéria Staphylococcus aureus,
que pode causar infecções na pele, no sangue e nos pulmões;
contra o VSR (vírus
sincicial respiratório), associado a quadros de bronquiolite
e pneumonia;
e contra o respirovírus humano 3, também chamado de vírus parainfluenza humano
tipo 3, causador de infecções respiratórias.
Esses
microrganismos circulam com frequência, por isso grande parte dos adultos já
teve contato com eles. A presença desses anticorpos não melhora a ação da
vacina contra a
Covid nem significa que essas infecções protejam contra o coronavírus.
Eles podem, porém, ser sinais de como o sistema imunológico reagiu a exposições
anteriores — uma associação estatística, não uma relação de causa e efeito.
"Se
uma pessoa já teve contato com um vírus comum e não tem anticorpos contra ele,
isso pode indicar que seu sistema
imunológico, por alguma razão, não respondeu como esperado",
explica Alfredo Gilio. "É uma espécie de fotografia da capacidade do sistema
imunológico."
Os
autores chamaram esses marcadores de "anticorpos sentinela". A equipe
também usou modelos de inteligência
artificial para analisar o conjunto de anticorpos, em vez de considerar
cada um isoladamente. Um dos modelos conseguiu distinguir participantes
saudáveis com resposta baixa ou alta com mais de 75% de acerto. O desempenho
variou entre os grupos e foi menor entre transplantados e pessoas com doenças
autoimunes.
Tinta
de tatuagem mata células imunológicas e enfraquece resposta a vacinas, diz
estudo
Os
anticorpos que atravessam a placenta: como vacina da mãe protege o bebê antes
mesmo do parto
Envelhecimento
do sistema imunológico é diferente entre homens e mulheres, diz estudo
Por
que manter a caderneta de vacinação em dia é essencial após os 60 anos
Efeitos
na prática
Os
anticorpos sentinela são apenas uma das possíveis pistas sobre a capacidade de
resposta do organismo. A idade está entre os fatores mais conhecidos. Com o envelhecimento,
o sistema imunológico perde parte de sua eficiência, processo chamado
imunossenescência. Por isso, pessoas idosas tendem a produzir respostas menos
intensas a algumas vacinas. No outro extremo, crianças
pequenas ainda têm o sistema de defesa em desenvolvimento.
Doenças
que comprometem a imunidade e tratamentos como quimioterapia,
corticoides em doses elevadas e medicamentos administrados após transplantes
também podem reduzir a resposta.
Desnutrição
e algumas doenças
crônicas entram nessa conta. Mesmo na ausência desses fatores,
características genéticas podem influenciar a reação de cada organismo. Além
disso, a quantidade de anticorpos não oferece um retrato completo da proteção.
"A
imunidade
é muito mais complexa. De forma geral, ela pode ser dividida em imunidade
humoral, ligada aos anticorpos, e imunidade celular, formada pela ação das
células de defesa", explica o médico do Einstein.
O
estudo analisou apenas a primeira. A importância de cada uma varia conforme a
vacina, e a avaliação da resposta celular exige exames mais complexos, pouco
usados na rotina. Essas diferenças já orientam os calendários e as estratégias
de vacinação.
"Na
prática, temos condutas baseadas nesse conhecimento. O calendário de uma pessoa
acima de 60 anos difere do calendário de um adulto de 30 ou 40 anos",
exemplifica Gilio.
Pessoas
idosas podem receber versões de vacinas desenvolvidas para estimular uma
resposta mais intensa, enquanto pacientes imunossuprimidos podem precisar de
doses adicionais ou intervalos específicos.
Embora
os autores apontem que o perfil de anticorpos possa, no futuro, orientar
estratégias individualizadas de vacinação, o achado ainda não justifica a
realização de exames antes ou após cada aplicação.
"O
conhecimento científico avança de grãozinho em grãozinho, e isso aqui [esta
pesquisa] é um grãozinho. Precisa ser confirmado por outros estudos",
afirma o especialista. "Não quer dizer que amanhã vamos dosar esses
anticorpos para decidir quem deve receber uma dose a mais. Estamos muito longe
disso."
Fonte _ Folha/SP
Curativo líquido desenvolvido na Unicamp pode reduzir pela metade tempo de cicatrização
Pesquisadores
da Unicamp
(Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um curativo líquido que
forma uma película protetora sobre feridas em até 45 segundos.
O
material dispensa o uso de gazes e ataduras e reduziu em aproximadamente 50% o
tempo de cicatrização em testes pré-clínicos, segundo os pesquisadores.
A
tecnologia foi desenvolvida na Faculdade de Engenharia Química e licenciada
para a Dermbio Biotech, spin-off acadêmica da Unicamp.
O
produto ainda não está disponível comercialmente e precisa avançar nos estudos
de segurança e eficácia em seres humanos, além de cumprir as exigências
regulatórias da Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A
proposta é proteger a lesão sem exigir a troca periódica de curativos
convencionais, que podem aderir ao tecido em regeneração e causar dor ou
prejudicar a cicatrização
durante a retirada.
Película
é absorvida pelo organismo
O
produto é aplicado diretamente sobre a ferida, como um spray. Depois da
aplicação, o material forma uma membrana transparente e flexível que protege a
região e serve de suporte para o crescimento de células envolvidas na regeneração
dos tecidos.
A
tecnologia utiliza um polímero chamado PLA (poliácido lático), produzido a
partir do ácido lático.
Cicatrização
de feridas no diabetes é desafio para o paciente e para a ciência
Curativo
sustentável pode acelerar cicatrização de feridas graves
Feridas
humanas cicatrizam mais lentamente do que as de outros mamíferos
Riscos
invisíveis podem prejudicar recuperação e aumentar tempo na UTI
Embora
o material já seja empregado em aplicações médicas, como fios de sutura, pinos
e parafusos, sua obtenção para esse setor depende de "importações com
preços exorbitantes", diz Ana Flávia Pattaro, doutora em engenharia
química pela Unicamp e uma das responsáveis pelo desenvolvimento.
O
objetivo dos pesquisadores era desenvolver no Brasil um processo de produção do
polímero.
No
entanto, eles identificaram um problema adicional para utilização como
curativo: os solventes tradicionalmente empregados no processamento do material
são tóxicos e impedem sua aplicação direta sobre a pele lesionada.
A
equipe desenvolveu então uma formulação com solventes que, segundo eles, não
são tóxicos e permitem transformar o polímero em um líquido adequado para a
aplicação. O trabalho deu origem a uma segunda patente, relacionada à solução
usada no curativo.
A
membrana formada apresenta uma estrutura tridimensional de fibras. De acordo
com Pattaro, as células responsáveis pela produção de tecido novo conseguem
aderir a essa estrutura, que é gradualmente absorvida pelo organismo durante a
cicatrização.
"Deixar
o corpo fazer melhor o que ele já faz" é a maneira como Rubens Maciel
Filho, professor da Unicamp e coordenador da pesquisa, resume o princípio da
tecnologia. Em vez de substituir o processo natural de recuperação, o material
procura oferecer condições para que ele ocorra de forma mais rápida.
A
película é resistente à água corrente, embora possa ser removida com fricção e
água e sabão. Sua flexibilidade também permite acompanhar os movimentos
do corpo, uma vantagem para feridas em regiões como joelhos, cotovelos
e dedos.
Nos
curativos tradicionais, a movimentação pode provocar dobras, atrito ou
descolamento. Além disso, a retirada da cobertura pode arrancar parte do tecido
que está se formando.
Como
o novo material não precisa ser trocado, os pesquisadores esperam reduzir esse
tipo de trauma e diminuir a manipulação da ferida.
A
ausência de trocas também pode reduzir a produção de resíduos biológicos e
algumas oportunidades de contaminação durante o manuseio. Esses benefícios,
contudo, não significam que o produto dispense os demais cuidados necessários
no tratamento de feridas.
Redução
do tempo de cicatrização
Nos
ensaios pré-clínicos realizados até agora, feitos em animais, os pesquisadores
observaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em
comparação com curativos tradicionais.
Segundo
Pattaro, os testes também indicaram uma recuperação adequada do tecido, não
apenas uma diminuição no tempo necessário para fechar a lesão.
Os
resultados ainda não foram publicados em revista científica. De acordo com a
equipe, o estudo foi submetido a uma publicação internacional e aguarda
avaliação.
Os
pesquisadores estão concluindo uma segunda etapa de testes pré-clínicos. A
expectativa é avançar nesse trabalho até o fim de 2026 e, depois, iniciar os
procedimentos necessários para os estudos clínicos, com humanos.
A
pesquisadora afirma que o polímero já é conhecido por suas aplicações médicas,
mas que "isso não substitui a necessidade de avaliar o curativo
específico, incluindo sua formulação, seu modo de aplicação e seu desempenho no
tratamento de diferentes tipos de lesão".
A
equipe vê potencial para utilizar o curativo em diferentes tipos de ferida,
incluindo lesões por pressão, conhecidas como escaras, que podem atingir pessoas
acamadas ou com mobilidade reduzida.
Feridas
associadas ao pé diabético, queimaduras
e lesões decorrentes de acidentes também estão entre as possibilidades. A
aplicação em cada situação depende da comprovação de segurança e eficácia.
Além
disso, a tecnologia pode ter aplicação
veterinária, já que a película aderente e resistente à água poderia
dificultar que animais removam a proteção ou prejudiquem a ferida ao lambê-la.
Próximos
passos
A
Dermbio Biotech trabalha para transformar a pesquisa em um produto comercial.
Além da formulação, a equipe desenvolveu um aplicador próprio e afirma ter
estruturado no Brasil as diferentes etapas de produção, com o objetivo de
manter custos competitivos.
"Nosso
objetivo é transformar ciência em tecnologia, tecnologia em produto, produto em
bem-estar e ganhos econômicos para o país", diz Maciel Filho.
Os
pesquisadores também estudam uma versão em aerossol para venda
em farmácias. Segundo Pattaro, essa apresentação poderá ter desempenho
inferior, mas ainda poderá oferecer benefícios no tratamento de feridas.
O
desenvolvimento recebeu apoio financeiro da Fapesp
(Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e suporte para o
licenciamento da Agência de Inovação Inova Unicamp.
Fonte _ Folha/SP
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Riscos invisíveis podem prejudicar recuperação e aumentar tempo na UTI
A
UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é, por definição, um ambiente criado para
enfrentar situações que ameaçam a vida. Mas, além da doença que levou o
paciente ao hospital em primeiro lugar, existem ameaças menos visíveis que
podem surgir durante a internação.
Perda
de força e diminuição
da massa muscular costumam ser problemas recorrentes nas UTIs. Esses
efeitos podem começar por várias razões, que vão desde o processo inflamatório
decorrente de infecções ou outras doenças graves, passando pelo repouso
prolongado, e até o uso de medicamentos que, embora necessários para o cuidado
da doença, levam ao enfraquecimento do corpo.
A
utilização de certos fármacos somada a restrições na mobilidade também
favorecem o surgimento de lesões por pressão, que podem evoluir para úlceras e
áreas necrosadas. Não é incomum que os pacientes ainda sofram com alterações no
trânsito intestinal ou precisem ficar em jejum por algum período durante a
internação, o que faz com que o aporte calórico e proteico não seja adequado.
Outro
ponto de preocupação envolve
alterações cognitivas desenvolvidas em decorrência da gravidade do
quadro inflamatório, das medicações utilizadas, do histórico de condições
psicológicas anteriores e do próprio fato de a pessoa estar fora da sua casa ou
de um ambiente conhecido. Isso se dá principalmente em indivíduos idosos
portadores de doenças neurológicas prévias, que podem enfrentar desequilíbrios
no ciclo de sono, ficando agitados durante a noite, confusos e desorientados.
"Essas
questões podem prolongar a recuperação, aumentar o tempo de internação na UTI e
o tempo de ventilação mecânica, além de impactar a mortalidade dos pacientes e
comprometer seu retorno às atividades da vida diária após a alta
hospitalar", explica a médica intensivista Amanda Pascoal Valle, que atua
como coordenadora da UTI adulto do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques
de Carvalho - Vila Santa Catarina, unidade pública em São Paulo gerida pelo
Einstein Hospital Israelita. Mas os perigos não param por aí.
Infecções
por bactérias resistentes
As
infecções adquiridas no ambiente hospitalar são consideradas uma das
maiores ameaças dentro da UTI, principalmente aquelas causadas por bactérias
multirresistentes, popularmente conhecidas como superbactérias.
Uma vez que o paciente entra no hospital, ele passa a ser exposto a germes, e
isso é particularmente perigoso entre quem está na UTI. Essas pessoas tendem a
ficar mais vulneráveis devido a condições predisponentes, como cateteres ou
tubos que rompem as barreiras protetoras naturais do corpo, algum tipo de
imunossupressão induzida pelos remédios ou pela gravidade das próprias
condições que as levaram à internação.
Bactéria
resistente se espalha fora de hospitais e desafia protocolos médicos
Cientistas
identificam vírus no esgoto do Reino Unido que pode ser usado contra
superbactéria
Fazer
atividade física após diagnóstico de câncer pode aumentar sobrevida
Exercício
físico pode prolongar sobrevida de pacientes com câncer
"É
um paradoxo: o hospital, que é um lugar de cura, acaba sendo também um ambiente
que pode perpetuar a doença, por reunir diferentes microrganismos, inclusive,
alguns únicos, que não existem fora dele", afirma o médico intensivista
Adriano José Pereira, coordenador médico de Tele-UTI do Einstein. "Essas
bactérias estão nas grades da cama, nos botões dos monitores, nas mãos da
equipe e nos equipamentos de internação. Tudo pode servir de meio para que elas
cheguem ao organismo humano, rompam nossas barreiras naturais e se propaguem em
uma infecção."
Nem
os antibióticos conseguem impedir esses riscos. Além da bactéria específica que
causa infecção, os medicamentos também atingem microrganismos benéficos,
prejudicando seu bom funcionamento. Quando utilizadas com frequência e de
maneira indiscriminada, essas drogas estimulam o fenômeno biológico de pressão
de seleção, no qual bactérias que apresentam características que as tornam mais
resistentes ao fármaco utilizado sobrevivem e se reproduzem, enquanto as mais
suscetíveis são eliminadas.
Com
o passar do tempo, tal seleção favorece a multiplicação e a disseminação das
bactérias resistentes, fazendo com que os tratamentos percam eficácia e
tornando algumas infecções progressivamente mais difíceis de encerrar. "As
bactérias têm uma capacidade impressionante e bastante sofisticada de resistir
aos antibióticos. Elas conseguem produzir mecanismos de resistência com muito
mais eficiência do que nós, seres humanos, conseguimos sintetizar novas
moléculas", avalia Pereira. "Por isso, esse problema não deve ser
enfrentado olhando apenas para o antibiótico. Precisamos seguir medidas de
segurança rígidas nas UTIs para controlar esses riscos."
A
resistência antimicrobiana (RAM) já é uma realidade. Uma pesquisa publicada em
julho na Nature
Communications revela que cerca de 27% de todos os pacientes admitidos
em uma UTI na Índia apresentaram resultados positivos de infecção por bactérias
da ordem Enterobacterales que desenvolveram resistência a carbapenêmicos
produtores de carbapenemase, um tipo de antibiótico de última linha. A análise
genômica mostrou alta concentração de Escherichia coli e Klebsiella
pneumoniae, sugerindo eventos de transmissão tanto dentro quanto fora do
ambiente hospitalar.
E o
problema tende a piorar. De acordo com um estudo conduzido pelo consórcio
Global Burden of Disease (GBD) e publicado em 2024 na revista
The Lancet, entre 1990 e 2021, aproximadamente 4,71 milhões de mortes
estiveram associadas à RAM. Desse total, 1,14 milhão foram diretamente
atribuídas ao problema. A equipe ainda projeta que, se as medidas de combate às
superbactérias não forem fortalecidas, até 1,91 milhão de óbitos atribuíveis e
outros 8,22 milhões associados à RAM poderão ocorrer em 2050. Acredita-se que
essas fatalidades ocorrerão, sobretudo, no sul da Ásia e na América Latina e
Caribe.
Medidas
de combate aos riscos
Devido
à complexidade do desafio, não é todo o hospital que consegue evitar os riscos
"invisíveis" da UTI. Mas, com esforço coordenado e coletivo, tampouco
se trata de uma missão impossível. Sem registros de infecções hospitalares na
UTI adulto há cerca de um ano, o Hospital Municipal Vila Santa Catarina segue à
risca os protocolos para a redução de infecções relacionadas à assistência à saúde recomendados
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Ministério da
Saúde e pelo próprio Einstein.
Entre
as medidas adotadas como boas práticas, destaca-se o cuidado com os
equipamentos utilizados de internação. "No caso do cateter venoso central,
avaliamos todos os dias se ele ainda é necessário e se as medicações
administradas por ele poderiam ser infundidas por um acesso periférico menos
invasivo", observa Amanda Valle. "Também avaliamos regularmente a
sedação do paciente, buscando deixá-la em um valor mínimo para tentar despertar
a pessoa e retirá-la da ventilação mecânica o quanto antes, a fim de reduzir o
tempo de exposição a esse risco."
Além
disso, a higiene das mãos e o uso de máscara aparecem como uma das indicações
mais importantes para a prevenção de novas infecções nas UTIs. Isso vale tanto
para médicos, enfermeiros e outros profissionais que compõem a equipe de saúde
quanto para os acompanhantes dos pacientes, que correm o risco de trazer
microrganismos da rua e contaminar um ambiente que precisa permanecer o mais
asséptico possível.
É
justamente nesse campo que atua o projeto IMPACTO-MR, construído por seis
hospitais brasileiros, incluindo o Einstein, no âmbito do Programa de Apoio ao
Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A
plataforma, voltada à prevenção, ao controle e ao tratamento das infecções,
reúne dados clínicos, microbiológicos, epidemiológicos, ambientais e
econômicos.
Dentre
as frentes conduzidas pelo Einstein está a investigação do ambiente hospitalar.
Estudos realizados entre 2019 e 2022 avaliaram o microbioma de superfícies de
UTIs e suas práticas de higienização. "Analisando as diferentes
superfícies, encontramos contaminação em 25% das amostras de desinfetante
coletadas. Ou seja, verificamos que o microrganismo consegue sobreviver mesmo
em contato com o desinfetante, seja porque o produto estava muito diluído e/ou
porque foi contaminado na manipulação (por exemplo, durante a utilização de
baldes ou panos maciçamente contaminados)", relata Adriano Pereira, que é
um dos pesquisadores do IMPACTO-MR no Einstein.
A
partir desses resultados, o projeto passou a desenvolver novas pesquisas para
testar estratégias capazes de reduzir a transmissão de microrganismos, como por
meio do desenvolvimento de agentes desinfetantes e tecnologias de desinfecção
sem contato direto, entre eles luz ultravioleta e peróxido de hidrogênio em
aerossol.
O
objetivo agora é avaliar se intensificar a desinfecção ambiental reduz
realmente as infecções, em quais condições isso ocorre, quais seus custos,
eventuais efeitos adversos dessas intervenções e como incorporar essas
tecnologias de forma viável à rotina dos hospitais brasileiros.
Fonte _ Folha/SP
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Eventos religiosos de massa colocam América do Sul em alerta para sarampo, diz Opas
Diante
da realização de diversos eventos religiosos de massa na América
do Sul, que devem aumentar a circulação de pessoas em viagens nacionais
e internacionais nos próximos meses, a Opas
(Organização Pan-Americana da Saúde) alerta para o alto risco de disseminação
do sarampo
na região.
A
organização convoca países a intensificarem vacinação, vigilância e medidas de
resposta rápida.
O
aviso consta de nova avaliação regional de risco da Opas, publicada na última
sexta (9) em um contexto de surtos em curso, lacunas persistentes na cobertura
vacinal e detecção de casos
de sarampo em novas áreas geográficas.
O
diretor da Opas, Jarbas Barbosa, ressalta que o sarampo
é altamente contagioso e chama a atenção para as consequências baixa cobertura
vacinal nas Américas. Ele pede que as famílias vacinem seus filhos com a tríplice
viral (sarampo,
rubéola e caxumba).
O
sarampo é uma doença viral transmitida pelo ar. Os principais sintomas incluem
febre alta, tosse, coriza, conjuntivite
e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a
exposição. A transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir,
espirrar, falar ou respirar.
As
recomendações aos países incluem fortalecer a vigilância e garantir que possam
detectar e responder rapidamente aos casos, em especial nos momentos em que o
aumento das viagens e dos eventos de massa cria mais oportunidades para a
disseminação do vírus.
De 4
de janeiro a 3 de outubro, segundo a Opas, foram registrados 55.792 casos
confirmados de sarampo
e 77 mortes em 17 países e territórios da região —um aumento de 4,8 vezes no
total de casos em comparação com o mesmo período de 2025.
A Guatemala
registrou o maior número de casos, seguida por México, Estados
Unidos, Peru
e Canadá.
Juntos, esses cinco países concentraram 99,5% dos casos confirmados. Também há
casos na Argentina,
Belize, Bolívia, Brasil, Chile,
Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Panamá e
Uruguai.
As
ocorrências de sarampo
também aumentaram globalmente em 2026, o que eleva a probabilidade de casos
importados associados a viagens internacionais e de transmissão subsequente em
comunidades com baixa imunidade. A avaliação de risco da Opas identificou o
ressurgimento global da doença como um fator que aumenta a probabilidade de
registros importados.
Nos
EUA, surto de sarampo em comunidades amish faz famílias repensarem vacinação
Pensilvânia
confirma quinta morte por sarampo em pior surto dos EUA
Confiança
nas vacinas contra o sarampo cai nos EUA, aponta pesquisa Reuters/Ipsos
Sarampo
se espalha por distritos do município de São Paulo
OMS
estima quase 11 milhões de casos de sarampo em 2026
Por
que eventos de massa aumentam o risco
O
sarampo é altamente contagioso e pode se espalhar de forma rápida quando
introduzido em populações com baixa
imunidade, especialmente em locais com grande concentração de pessoas.
Indivíduos
com sarampo podem transmitir o vírus antes do aparecimento da erupção cutânea
característica, de modo que viajantes infectados expõem outras pessoas sem
saber. Eventos de massa e o deslocamento entre países e comunidades facilitam a
importação e a disseminação do vírus.
Daniel
Salas, gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integral da Opas,
afirma que quem pretende participar de um evento de massa deve verificar se
está protegido contra o sarampo,
mesmo aqueles que viajam dentro do próprio país.
Ele
acrescenta que pessoas (a partir de 6 meses de idade) que não tenham
comprovação de vacinação precisam receber uma dose da vacina
contra o sarampo antes de viajar ou participar de eventos, de
preferência pelo menos duas semanas antes.
Vacinação
continua sendo a principal proteção
Em
2025, a cobertura regional alcançou 88% para a primeira dose da vacina tríplice
viral e 85% para a segunda dose, abaixo dos 95% necessários para prevenir
surtos. A persistência de coberturas insuficientes aumentou o número de pessoas
suscetíveis ao sarampo.
Essas
lacunas decorrem de diversos fatores, entre eles os atrasos na imunização
acumulados durante a pandemia
de Covid, hesitação
vacinal em algumas
comunidades, dificuldades operacionais para vacinar oportunamente e
barreiras de acesso aos serviços de saúde,
que afetam especialmente povos indígenas, migrantes e populações deslocadas.
Estima-se
que aproximadamente 1,6 milhão de crianças não tenha recebido nenhuma dose da vacina
contra o sarampo nas Américas em 2025.
Fonte _ Folha/SP
Ministério da Saúde apresenta campanha com orientações sobre acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS
Ministério
da Saúde divulgou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado, que
reúne orientações sobre como buscar consultas, exames e cirurgias pelo SUS. O
conteúdo apresenta o caminho para o atendimento especializado, desde a busca
por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento para os
serviços disponíveis, por meio do Agora Tem Especialistas,
criado pela Lei nº 15.233/2025.
A
ação é voltada a pessoas que precisam de avaliação, acompanhamento, exames ou
procedimentos especializados. As informações ajudam a identificar quando buscar
atendimento e explicam as etapas do cuidado na rede pública, incluindo
consultas, exames, acompanhamento e procedimentos.
Entre
os sinais que merecem atenção estão mal-estar, dor de cabeça persistente e
vista embaçada. Quem apresenta sintomas ou precisa realizar exames preventivos
deve procurar uma UBS ou acessar os serviços disponíveis pelo Meu SUS Digital.
Na
UBS, o paciente é avaliado e, quando há indicação clínica, a central de
regulação da secretaria de saúde do município faz o encaminhamento para o
serviço adequado. Conforme a necessidade, o cuidado pode incluir consulta com
especialista, exames para investigar ou confirmar um diagnóstico,
acompanhamento ou cirurgia. Quem tiver indicação de procedimento cirúrgico pode
acompanhar pelo Meu SUS Digital a posição na fila e a confirmação da
cirurgia.
Na
oncologia, a rede especializada oferece serviços de investigação, diagnóstico e
tratamento, incluindo unidades habilitadas para assistência de alta
complexidade e radioterapia.
Como
funciona o acesso
Na
UBS, o paciente passa por avaliação e, quando há indicação clínica, a central
de regulação da secretaria de saúde do município encaminha o cidadão para o
serviço especializado adequado.
O
atendimento pode envolver diferentes etapas, conforme a necessidade de cada
pessoa, como consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar o
diagnóstico, acompanhamento ou procedimento cirúrgico.
Quem
tiver indicação de cirurgia também pode acompanhar pelo Meu SUS Digital
informações sobre sua posição na fila e a confirmação do procedimento.
Pacientes
que residem a mais de 50 km de um centro de tratamento têm à disposição
transporte de ida e volta, com acompanhante, em vans, micro-ônibus e
ambulâncias para casos mais delicados. São 3,3 mil veículos destinados a todos
os estados do país.
Telessaúde
e Carretas da Saúde
Entre
os serviços disponíveis está a Telessaúde, que permite a realização
de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte do
cuidado seja feita a distância, conectando pacientes e profissionais para
investigação e acompanhamento de diferentes condições de saúde.
Os
Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27
unidades da federação, com atendimentos em 62 especialidades, incluindo
diagnóstico remoto em tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia. Ao
todo, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados desde o início de
2025. A estrutura terá o reforço de 7 mil kits de equipamentos para
teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios.
A
população também pode ser encaminhada para atendimento nas Carretas da Saúde do
Agora Tem Especialistas, unidades móveis que oferecem serviços especializados
em diferentes regiões do país. As carretas de exames de imagem realizam, por
exemplo, tomografias e ultrassonografias. As unidades de oftalmologia oferecem
avaliações, exames para doenças dos olhos e cirurgias de catarata. Já as
voltadas à saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e
transvaginais, biópsias e consultas com especialistas.
As
unidades móveis atendem regiões onde há menor oferta de serviços
especializados. Até o final do ano, serão 150 carretas circulando por todas as
regiões do país, com novas especialidades disponíveis, como cardiologia e saúde bucal. As carretas realizaram
mais de 1,2 milhão de procedimentos, com 458 mil pessoas atendidas em 4.249
municípios brasileiros, 76,2% do total de cidades do país.
Atendimento
em hospitais privados e filantrópicos
Outra
opção de atendimento especializado pelo SUS é o encaminhamento de pacientes
para hospitais privados e filantrópicos que participam do Agora Tem
Especialistas. A indicação e o encaminhamento são feitos pela regulação
estadual ou municipal, e o atendimento é gratuito para o paciente.
Os
hospitais que aderiram ao programa podem receber créditos financeiros, que são
trocados por abatimento de impostos federais. Atualmente, 312 instituições em
21 estados atendem pacientes em especialidades como cardiologia, oftalmologia,
ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. Ao todo, estão
previstos cerca de 793 mil procedimentos.
Fonte _ Saúde.gov
Fiocruz pra Você vai oferecer vacinação a crianças e adultos
A
Fiocruz vai promover neste sábado (17/10), no Rio de Janeiro e em outras
cidades pelo país nas quais conta com unidades regionais, o tradicional Fiocruz
pra Você. Serão oferecidas imunização infantil e adulta, além de serviços
de promoção da saúde. A vacinação estará disponível das 9h às 16h. Confira a programação completa.
A
relação das vacinas que serão oferecidas inclui VIP (poliomielite), meningo C,
pneumocócica 10 (que protege contra pneumonia, meningite, sepse e otite média
aguda causadas pelo pneumococo), para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
A pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus
influenzae tipo b (Hib), e a de hepatite A serão oferecidas a crianças até
6 anos e 11 meses. Para crianças a partir de 7 anos e adultos estarão
disponíveis a DT (contra difteria e tétano) e a de hepatite B.
A
faixa etária de 9 a 19 anos poderá ser imunizada com a vacina contra o HPV e a
de 11 a 14 anos poderá receber a meningo Acwy. Para os bebês de 9 meses, a de
febre amarela, com reforço aos 4 anos. Os bebês de 12 meses e 15 meses terão à
disposição a tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola). Para
os de 15 meses, com reforço aos 4 anos, a vacina da varicela (contra a
catapora), DTP e a VIP.
O
público adulto poderá ser imunizado contra DT, hepatite B, febre amarela.
Também estará disponível para os mais velhos a tríplice viral (contra sarampo,
caxumba e rubéola) - adulto 2 doses até 29 anos e 1 dose a partir de 30 anos.
Para adultos e crianças a partir de 5 anos estão disponíveis as vacinas de
Covid-19 e influenza. Usuários de PrEP poderão receber a vacina de hepatite A.
E pessoas convivendo com HIV (até 45 anos) terão à disposição a vacina contra o
HPV.
Os
documentos necessários para vacinação são, para crianças, a caderneta de
vacinação (essencial para que as equipes avaliem quais doses estão atrasadas).
Para adultos e adolescentes, documento de identificação com foto. O Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) faculta ao adolescente tomar a vacina sem
acompanhamento de maior de 18 anos.
No
Rio de Janeiro, diversas unidades da Fundação vão apresentar atividades no Fiocruz
pra Você. Em Manguinhos, o público poderá fazer visitas mediadas ao Castelo
Mourisco, organizadas pelo Museu da Vida Fiocruz – e poderão conhecer a
história, os detalhes e as funcionalidades deste monumento que é um símbolo da
saúde pública brasileira, além da história de Oswaldo Cruz e do contexto da
saúde do Rio de Janeiro no início do século 20. O Centro de Recepção do Museu
da Vida Fiocruz terá um estande do CAD Único, voltado para famílias de baixa
renda. Haverá atendimento social e orientação social em relação a benefícios
como BPC, Bolsa Família, tarifa social, ID Jovem, Carteira do Idoso (viagem de
ônibus), verificação de regularidade e motivo de bloqueio de benefício, entre
outras orientações.
O
Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria terá atividades às crianças e seus
responsáveis para promoção em saúde bucal, como orientação e entrega de kits de
higiene oral, orientação de alimentação saudável e exibição de vídeos
educativos e atividades lúdicas sobre cuidados com a saúde bucal e as
principais doenças bucais. O Centro também terá atividades de auriculoterapia,
meditação, reiki, reflexologia palmar e terapia comunitária integrativa.
O
Centro de Referência Professor Hélio Fraga e o Instituto Nacional de Saúde da
Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) vão oferecer e
divulgar a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICS)
como política de saúde pública do SUS e como podem contribuir para a prevenção
e promoção da saúde, com a integralidade do cuidado e o fortalecimento dos
vínculos entre indivíduo, sociedade e meio ambiente. O IFF também vai
apresentar orientações sobre obstetrícia, prevenção de acidentes na infância,
nutrição, fisioterapia respiratória e neuromotora, neonatologia, amamentação e
farmácia.
Uma
sementeca, possibilitando os visitantes observar, manusear, comparar formatos,
tamanhos, cores e texturas e conhecer a diversidade de espécies presentes nesse
bioma será apresentada pela Fiocruz Mata Atlântica. Serão exibidas informações
sobre a origem das sementes, sua importância para a regeneração das florestas e
sua relação com a produção de mudas e a conservação da biodiversidade. Também
serão disponibilizadas mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, permitindo
que os visitantes conheçam plantas vivas e compreendam, de forma prática, o
processo que envolve a coleta de sementes, sua germinação, produção de mudas e
posterior plantio. Serão abordados temas como a importância das árvores, a
recuperação de áreas degradadas e o papel das espécies nativas na manutenção
dos ecossistemas. A Fiocruz Petrópolis vai apresentar diversas espécies de
plantas, horta suspensa vertical com plantas medicinais e doar sementes.
Uma
mostra sobre robótica e uma exposição e roda de conversa sobre dignidade
menstrual ficará a cargo do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos
(Bio-Manguinhos). Haverá distribuição de kits contendo absorventes
reutilizáveis e orientações de uso.
O
Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) vai exibir a impressão 3D
de medicamentos, que permite acelerar a colocação de novos produtos no mercado
com menor risco e desperdício, já que a produção pode ser personalizada
(adaptada ao paciente de acordo com o seu peso, tipo de liberação do fármaco e
demanda) e no point of care, beneficiando a produção em áreas remotas,
de emergências e em crises humanitárias. Será apresentado o Espaço FarLab, um
laboratório aberto de prototipagem por impressão 3D e espaço de trabalho
compartilhado de Farmanguinhos para inovação em saúde chancelado pela Finep.
Este será o primeiro espaço voltado a cultura maker da Fiocruz.
Utilizando
a atuação de seus diversos laboratórios, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) vai
apresentar atividades científicas sobre hanseníase, leptospirose, Aids e
imunologia molecular, mamíferos silvestres, tripanossomas, saúde mental, vírus,
fungos, bactérias, helmintos, carrapatos, aranhas, escorpiões, pulgas, piolhos
e mosquitos, entre outros temas. Haverá sessões educativas e atividades
interativas.
O
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) terá profissionais que
darão informações importantes a respeito de medicamentos e sobre a
administração de remédios. Também explicarão o que é o conceito de Saúde Única.
Uma
oficina interativa do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB)
terá por objetivo promover a compreensão do conceito de barreira
hematoencefálica e sua importância para a saúde humana entre estudantes da
educação básica, professores, famílias e público leigo, utilizando recursos
didáticos acessíveis, modelos tridimensionais táteis e linguagem simplificada.
Profissionais
do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) vão detalhar a
presença de corantes em alimentos como balas, refrigerantes, sucos, entre
outros e os cuidados a serem tomados principalmente no caso de alérgicos aos
corantes. Serão apresentados ainda, de forma lúdica, a importância das vacinas
e seus benefícios, os agrotóxicos que estão nos alimentos, o uso de microscópio
para visualização de fungos e bactérias e apresentação de amostras de
cosméticos e embalagens falsas, além de animais peçonhentos.
A
Coordenação-Geral de Infraestrutura do Campus (Cogic) vai instalar um ecoponto
itinerante para orientar sobre a separação e o descarte correto de resíduos,
apresentar a rede de ecopontos e seus resultados, além de demonstrar os
benefícios ambientais e econômicos da coleta seletiva por meio de um totem
interativo. Haverá demonstração do processo de compostagem, destacando o
reaproveitamento de resíduos orgânicos e a redução de impactos ambientais.
Um
Gabinete de Curiosidades montado pela Vice-Presidência de Pesquisas e Coleções
Biológicas (VPPCB) convidará o público a vivenciar experiências de
contemplação, descoberta, manipulação e construção do conhecimento científico
de forma acessível e inclusiva. A proposta valoriza especialmente a
participação de meninas e mulheres na ciência, incentivando a curiosidade, o
protagonismo e a identificação com os espaços de produção científica. Cada
conjunto de coleções apresentará atividades que dialogam tanto com o Gabinete
quanto com a temática Colecionar é POP: patrimônio, ciência e inclusão.
A
Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) apresentará um panorama geral da
tuberculose, passando pelo diagnóstico, prevenção e tratamento. Uma atividade
mostrará a exposição participativa de um jogo originalmente voltado para
pacientes com tuberculose, jogos voltados para o público infantil
(caça-palavras e quebra-cabeça) e uma seção de "tire as suas dúvidas"
com modelo de pulmão e folhetos para a população em geral.
Também
estão programadas atividades nas unidades e escritórios regionais da Fiocruz no
Amazonas, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Paraná, em Minas Gerais,
em Pernambuco, no Mato Grosso do Sul e em Rondônia. Outros campi no Rio
de Janeiro, em Jacarepaguá e Petrópolis, terão atividades.
A
iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) vai distribuir folders
informativos e revistas para crianças e adultos. Haverá aguadeiros
oferecendo água ao público durante o evento.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham
as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é
permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao
cidadão".
Fonte _ FioCruz





