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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Grammy 2026

 


Maior premiação da música dos Estados Unidos, o Grammy 2026 acontecerá neste domingo (1º), em Los Angeles.

g1 reúne abaixo as principais informações sobre o evento, os artistas indicados e as previsões de especialistas.

Quais cantores farão shows no Grammy 2026?

Entre os principais shows já confirmados desta edição, estão:

  • Lady Gaga
  • Bruno Mars
  • Justin Bieber
  • Addison Rae
  • KATSEYE
  • Lola Young
  • Olivia Dean
  • Clipse & Pharrell Williams
  • Sabrina Carpenter
  • Sombr
  • The Marías

Qual a previsão de especialistas sobre quem vai ganhar o Grammy 2026?

A disputa pelo maior prêmio, de Álbum do Ano, tem fortes concorrentes, incluindo Sabrina Carpenter, Justin Bieber e o novato Leon Thomas. Mas a maior parte dos especialistas prevê que a disputa fica entre Lady Gaga, Bad Bunny e Kendrick Lamar. E vai ser acirrado.

Pela lógica, Kendrick aparece como favorito lógico por liderar as indicações com “GNX”. Mas o fato de ele já ter sido um dos grandes vencedores de 2025 pode pesar contra.

Já Lady Gaga, a segunda mais indicada desta edição, nunca ganhou nas categorias principais e retornou com força no disco “Mayhem" — para alguns votantes, pode ser a oportunidade de reconhecê-la tardiamente pelo corpo de sua carreira. Ela é a principal aposta.

Mas se tem alguém que pode desbancar Gaga, é Bad Bunny. Ele fez história ao concorrer nas três categorias principais cantando em espanhol, com um álbum que bate de frente com o momento político americano. Mas a Recording Academy não costuma valorizar artistas que não cantam em inglês – resta saber se ele conseguirá quebrar esse padrão e convencer os votantes.

Nas categorias de Gravação e Música do Ano, o k-pop pode levar seu primeiro Grammy com “APT.”, de Rosé e Bruno Mars ou “Golden”, do filme "Guerreiras do K-Pop", respectivamente. Mas “Abracadabra”, de Lady Gaga, e “Luther”, de Kendrick Lamar e SZA também são grandes concorrentes.

O Brasil tem chances no Grammy 2026?

Desta vez, não tem Anitta. Os grandes nomes brasileiros para ficar de olho são Caetano Veloso e Maria Bethânia, que foram indicados à categoria de Melhor Álbum de Música Global pelo disco "Caetano e Bethânia Ao Vivo". E eles têm chances, sim, de levar.

Onde assistir à cerimônia do Grammy 2026?

No Brasil, a cerimônia será transmitida ao vivo pelo canal pago TNT e pela plataforma de streaming Max, a partir das 21h15 (horário de Brasília).

O comediante sul-africano Trevor Noah retorna como apresentador do Grammy, mantendo seu posto desde 2021.

Quem são os indicados ao Grammy 2026?

Veja abaixo os indicados nas principais categorias (e a lista completa aqui):

Álbum do Ano

  • Debi Tirar Más Fotos - Bad Bunny
  • Swag - Justin Bieber
  • Man's Best Friend - Sabrina Carpenter
  • Let God Sort 'Em Out - Clipse, Pusha T, Malice
  • Mayhem - Lady Gaga
  • GNX - Kendrick Lamar
  • Mutt - Leon Thomas
  • Chromakopia - Tyler, The Creator

Gravação do Ano

  • DtMF - Bad Bunny
  • Manchild - Sabrina Carpenter
  • Anxiety - Doechii
  • Wildflower - Billie Eilish
  • Abracadabra - Lady Gaga
  • Luther - Kendrick Lamar e SZA
  • The Subway - Chappell Roan
  • Apt. - Rosé, Bruno Mars

Música do Ano

  • Golden - HUNTR/X: EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami (KPop Demon Hunters)
  • Luther - Kendrick Lamar, SZA
  • Manchild - Sabrina Carpenter
  • Wildflower - Billie Eilish
  • Dtmf - Bad Bunny
  • Abracadabra - Lady Gaga
  • Anxiety - Doechii
  • Apt. - Rosé, Bruno Mars

Artista Revelação

  • Olivia Dean
  • Katseye
  • The Marias
  • Addison Rae
  • sombr
  • Leon Thomas
  • Alex Warren
  • Lola Young

Fonte _ G1

Santa Missa 4º Domingo do Tempo Comum | Catedral N. Sª da Glória | Cruzeiro do Sul/Acre

 


Carretas de saúde do Agora Tem Especialistas já levaram atendimento especializado para 100 municípios de todo o Brasil

 


Em pouco mais de três meses, as carretas do Agora Tem Especialistas levaram atendimento especializado em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem a 100 municípios de todos os estados. A iniciativa amplia a assistência no SUS, reduz o tempo de espera e já zerou filas por serviços especializados em pelo menos 15 cidades, incluindo diagnósticos de câncer de mama, exames ginecológicos, cirurgias de catarata e exames de imagem. 

Em Mauá (SP), onde celebrou o marco de 100 cidades a receberem as carretas do governo federal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais uma rodada de deslocamento. A partir desta sexta-feira (30), o município paulista e outras 31 cidades de 20 estados começam os atendimentos nas carretas do governo federal com pacientes agendados e encaminhados pelos gestores de saúde locais. 

“O Agora Tem Especialistas nasceu para levar atendimento especializado para onde antes faltava, para encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto do povo. Já fizemos isso em 100 municípios por onde as carretas de saúde passaram, garantindo mais saúde, mais diagnósticos, mais tratamento. Hoje, ela chega aqui em Mauá e em outras cidades do Brasil, porque o nosso objetivo é continuar ampliando o acesso ao SUS onde ele é mais necessário”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

Hoje, na cidade paulista, o ministro lançou o início dos atendimentos na carreta de exames de imagem que vai beneficiar não apenas os mauaenses, mas, também, as pessoas que vivem nos municípios do entorno: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Na unidade móvel do governo federal, os pacientes encaminhados pelos gestores de saúde locais poderão ser submetidos a tomografias e ultrassonografias, essenciais para a descoberta precoce de doenças e para definição de condutas médicas. 

Com as novas carretas que hoje entram em operação, já são 47 unidades móveis cuidando dos brasileiros que vivem em locais de difícil acesso, com alta demanda por assistência especializada e cidades-polo. Elas contam com equipe multiprofissional e estão totalmente estruturadas com insumos e equipamentos. 

Filas zeradas e novos destinos

Até o final do ano, 150 carretas do Agora Tem Especialistas devem reforçar ainda mais o atendimento para a rede pública, reduzindo o tempo de espera e zerando filas, como aconteceu no período em que estiveram em Brasiléia (AC), Santana do Ipanema (AL), Tauá (CE), Crato (CE), Ceilândia (DF), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Garanhuns (PE), Paracambi (RJ), Urucânia (MG), Parnamirim (RN), Ariquemes (RO), Canoinhas (SC) e Ribeirão Preto (SP). Nesse município paulista, o programa devolveu a visão para mais de 1 mil pessoas que fizeram cirurgia de catarata. 

Nesta nova rodada de deslocamento, as unidades móveis do governo federal chegam a estes municípios: Tarauacá (AC), Guarapari (ES), Tartarugalzinho (AP), Ribeira do Pombal (BA), Barreiras (BA), Acopiara (CE), Quixadá (CE), Porangatu (GO), Caxias (MA), Coxim (MS), Acará (PA), Mamanguape (PB), Sapé (PB), Telêmaco Borba (PR), Sepetiba (RJ), Cacoal (RO), Itabaiana (SE), Guaraí (TO), Mazagão (AP), Cruz das Almas (BA), Mauriti (CE), Inhumas (GO), Camanducaia (MG), Cajazeiras (PB), Mafra (SC), Mauá (SP), Serra Talhada (PE), Santa Cruz (RN), Salinas (MG), Eunápolis (BA), Várzea Grande (MT) e Porto Velho (RO). 

Todas as unidades móveis ofertam consultas especializadas. Além disso, as de saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de útero; e as oftalmológicas, avaliações de bebês, crianças e adultos, ultrassons e cirurgias de catarata. Já as de exames de imagem contribuem para o diagnóstico precoce de doenças e decisões de condutas médicas, a partir da oferta de tomografias e ultrassonografias. 

Mais UPAS, policlínicas e maternidades

Também em Mauá (SP), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou três portarias que autorizam o repasse de mais de R$ 13 milhões para auxiliar na construção de três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) no município. Os recursos possibilitarão à população mauaense uma estrutura moderna, acolhedora e eficaz para o atendimento em saúde. Os valores serão repassados ao Fundo Municipal de Saúde, responsável pela gestão dos recursos e pela prestação de contas ao Ministério da Saúde sobre o andamento das obras. 

Em Guarulhos (SP), o ministro anunciou outra medida do Agora Tem Especialistas: a construção de uma policlínica no município com recursos do Novo PAC, garantidos pela pasta. São R$ 30 milhões de investimento federal na unidade: R$ 17 milhões para as obras e R$ 13 milhões para a aquisição de equipamentos. 

“O Ministério da Saúde, junto com o governo federal, está fazendo o maior investimento da história em infraestrutura do SUS: são R$ 31,5 bilhões pelo Novo PAC para construir unidades, ampliar a oferta especializada, equipar serviços e garantir mais atendimentos. O impacto dessa policlínica aqui, de Guarulhos, vai ser enorme, porque, ao atender as regiões do entorno, mais de um milhão de pessoas serão beneficiadas”, destacou Padilha nesta sexta-feira (30), durante a cerimônia que autorizou o início das obras. 

A nova policlínica viabilizará a ampliação da oferta de serviços em especialidades médicas, o fortalecimento da continuidade do cuidado em todas as faixas etárias, além de contribuir para reduzir complicações de doenças crônicas, diminuir hospitalizações e a fila de espera por consultas e exames especializados no município e região. 

Com recursos do Novo PAC Saúde, além de Guarulhos, hoje outras obras também tiveram autorização para começarem: uma policlínica em Nova Iguaçu (RJ) e uma maternidade em Águas Lindas de Goiás (GO). Na quarta-feira (28), o mesmo aconteceu em Japeri (RJ), que ganhará uma maternidade; e na segunda-feira (2), será em Várzea Grande (MT). Para a construção dessas três maternidades e duas policlínicas, o investimento total chega a R$ 369 milhões do Novo PAC Saúde. 

Outras assinaturas para construção de novos estabelecimentos de saúde estão previstas para a próxima semana.

Fonte _  


sábado, 31 de janeiro de 2026

FILME - Ameaça Terrorista

 


Ameaça Terrorista mostra o investigador Henry Harold 'H' Humphries (Samuel L. Jackson) e a agente do FBI Helen (Carrie-Anne Moss) tentam descobrir a localização de três bombas atômicas.

Eles prendem o suspeito terrorista, convertido ao islamismo, Steven Arthur Younger (Michael Sheen) e conduzem um interrogatório para fazer com que Younger revele as coordenadas das bombas antes que seja tarde demais.

Com praticidade no dia a dia e risco de golpes, idosos vivem relação de amor e ódio com celular

 


Bandido. É esse o apelido que Joana, de 90 anos, deu para o seu aparelho celular. O crime? Roubar a sua paciência. Ela adora tirar fotos com o smartphone, mas passa um sufoco para achar o aplicativo da câmera e entender como funciona, isso sem falar de todos os outros aplicativos. "Me ajuda a mexer no meu bandido! Me dá uma aula para eu entender esse bandido", vive dizendo.

Joana e seu malvado favorito retratam uma típica relação de amor e ódio que boa parte dos idosos vive com os smartphones. Com o celular disseminado na sociedade, as pessoas mais velhas desenvolveram uma vida digital ativa.

Dos internautas de 75 anos ou mais no Brasil, 94% utilizam a internet todos os dias ou quase todos os dias. E 76% a acessam somente pelo celular (pesquisa TIC Domicílios, em estudo que compila dados de 2023 e 2024). Nessa mesma faixa etária de internautas, 87% mandam mensagens instantâneas, 76% conversam por chamada de voz ou vídeo e 37% usam redes sociais.

Mesmo que encantados com as possibilidades do aparelho, os mais velhos costumam ter dificuldades para utilizá-lo, muitas vezes agravadas por problemas de visão, de audição, pelo tremor das mãos que atrapalha a digitação e pela queda da cognição.

"Para a Joana [nome fictício], o celular é um fardo. Ela se sente refém do aparelho. Quando recebe uma ligação e não consegue atender, fica ansiosa para saber quem ligou, se era algo importante, se precisa retornar", conta Isabela de Paula Jesus, assistente de atendimento aos idosos do Residencial Israelita Albert Einstein, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), onde Joana mora –são 115 residentes, entre os pagantes e os atendidos gratuitamente.

Isabela lembra que o filho de Joana um dia resolveu presenteá-la com um iPhone 15, na época o de última geração. O aparelho dela era bem mais antigo, do modelo que ainda tinha um botão na tela. Joana passou a perguntar o tempo todo "Cadê o botão?!", e o jeito foi desfazer a troca.

Nos últimos anos, o auxílio para lidar com os "bandidos" se tornou protagonista na assistência aos idosos no residencial, a maioria nonagenária. Eles precisam de ajuda para fazer compras, acessar o banco e passar pix, para usar as redes sociais e os serviços plataforma do Governo Federal (Gov.br), entre outras coisas.

Há também um estado de alerta permanente para evitar que caiam em golpes digitais e, quando isso acaba acontecendo, tentar reparar os danos. "Tem um senhor que pede ajuda para todo mundo para usar o celular. Mesmo quando sai, na rua, pede para quem nem conhece. Então já caiu em golpe", conta Isabela.

"A maioria é de um tempo em que não existia nem telefone fixo em casa, nem televisão, então a dificuldade com o celular é grande", comenta a assistente social Maria Laura Barreto, responsável pelo atendimento aos idosos no residencial.

Mas eles se esforçam para driblar o bandido. Aos 100 anos, Frida Braunstein Taranto resolveu aprender a pedir carro de aplicativo sozinha pelo seu celular. Ela costuma sair para fazer compras ou para se encontrar com um grupo de amigas.

"Antes disso, meus netos vinham me buscar para me levar para fazer as coisas", conta. "Mas nem sempre eles podiam, aí começaram a pedir Uber para mim. Até que um dia eu falei: ‘Não quero ser dependente para nada, principalmente para o lazer, para quando não estou indo para uma visita médica'."

Ela conta que a filha, de 69, e o filho, de 73, ficaram preocupados. "Acharam que eu ia me enrolar. Mas fui a uma loja comprar um celular novo e pedi para a vendedora me cadastrar no Uber. Na primeira vez que saí, mandei mensagem para a família: ‘Gente, adivinha, estou com as minhas amigas, vim sozinha de Uber."

Ela tem um perfil no Instagram, @vovofrida, feito pela neta, com posts inspirados. "Minha neta é empolgada de me mostrar na internet", diz, orgulhosa.

Não é uma tarefa fácil dar conta do celular, ela admite. Com problema de visão, está usando uma lupa para conseguir ler –o aumento das letras pelo celular não tem sido suficiente. "O fato de eu não estar enxergando bem me deixa chateada, ainda mais agora que a gente depende do celular para tudo", diz.

E, como a maioria das pessoas, anda com o smartphone para cima e para baixo. "O celular é tudo para mim, não largo. Ele fica no meu Cadillac e vai aonde vou [Cadillac é o apelido do andador, que tem uma cesta em que guarda o aparelho]. Sou muito requisitada pelo celular, a família, as amigas. Ficam me chamando."

O psiquiatra Rodrigo Machado, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), diz que o celular pode ser positivo para os idosos, desde que o uso seja moderado, sem substituir atividades e conexões presenciais.

Esse equilíbrio reduz a chance de vício nos smartphones, que recentemente se tornou mais comum entre os idosos, com sérios prejuízos à saúde física e mental no envelhecimento. "Se bem utilizado, o smartphone pode ser uma ferramenta de acessibilidade para o idoso. Pode ajudar, por exemplo, com auxiliar de voz, e, agora, com a IA, se tornar um facilitador para atividades do cotidiano."

Com um tablet, Isabel Cristina Jachimowicz, 62, consegue seguir trabalhando apesar das sequelas físicas deixadas por um AVC, que comprometeu significativamente sua mobilidade e a fala. A tela do tablet, maior do que a do celular, favorece a sua digitação. Ela atua como corretora de seguros e, pelo tablet, troca mensagens com os clientes, faz compras e conversa com os filhos. Também usa o ChatGPT, principalmente para saber mais sobre os remédios prescritos pelos seus médicos. "Sei que ele falha, mas dou uma conferida."

A psicóloga especializada em gerontologia Jeane Silva, que atua em projetos sociais para idosos na zona leste de São Paulo, observa que, ultimamente, a maior parte dos que moram nas ILPI’s (Instituições de Longa Permanência para Idosos) têm celular. Ela diz que o smartphone "dá a sensação de fazer parte", especialmente para aqueles sem mobilidade ou com mobilidade reduzida.

"Conheci uma senhora acamada, de 75 anos, que usa para se comunicar com outras pessoas", conta. "Também fui visitar uma casa de três irmãs idosas, de 86, 91 e 100 anos. Elas não conseguiam sair porque estavam com mobilidade reduzida. Qual é o contato delas com o mundo? O celular", diz. Quando bem utilizado, com moderação, ele "acaba propiciando a participação social do idoso".

As assistentes sociais do residencial do Einstein dizem que as ligações de vídeo tanto podem tranquilizar os idosos como gerar ansiedade. "Podem dar uma sensação de proximidade com familiares que estão distantes, mas também deixá-los muito ansiosos, depende da situação", diz Maria Laura.

Tem dia que o celular é mocinho, tem dia que é bandido.

Fonte _ Folha/SP

Cinema em Casa

 

Em A Empregada, uma jovem começa a trabalhar na casa de um casal muito rico, mas tanto ela quanto os patrões escondem segredos sombrios.



Avatar: Fogo e Cinzas

Diante de novas ameaças, humanas e de uma misteriosa tribo Na'vi, a família de Jake Sully e Neytiri deve lutar pelo futuro de Pandora.



Zootopia 2

Os parceiros Judy e Nick embarcam numa missão sinuosa para desvendar um mistério ligado a um novo cidadão da cidade, a cobra Gary De'Snake.



Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada

Bob Esponja segue o misterioso navio fantasma Holandês Voador para provar que já é um cara grandinho com coragem suficiente para embarcar numa aventura pelas profundezas marítimas.



Davi - Nasce um Rei

Um jovem pastor chamado Davi enfrenta gigantes e, da sua devoção e coragem, torna-se um rei.



Justiça Artificial

Um detetive é colocado no banco dos réus acusado de um crime violento: matar sua esposa. No julgamento, então, o detetive tem apenas 90 minutos para provar sua inocência para uma inteligência artificial avançada que ele, no passado, defendeu.



O Agente Secreto

O Agente Secreto se passa no Brasil de 1977 onde Marcelo (Wagner Moura), um homem de 40 anos que trabalha como professor especializado em tecnologia, sai da movimentada São Paulo e vai para Recife. Ele tenta fugir do seu passado violento e misterioso.



Marty Supreme

De malandro apostador com uma vida difícil à astro de tênis de mesa, Marty Reisman alcança a grandeza no esporte de raquete.



Anaconda

Um grupo de amigos em crise de meia-idade decide refazer o filme favorito de sua juventude e viaja para uma floresta tropical. O que começa como uma aventura nostálgica logo se torna um pesadelo. Enfrentando desastres naturais, criminosos perigosos e cobras gigantes, eles percebem que a realidade é muito mais assustadora do que a ficção. Entre ação e suspense, Anaconda resgata a essência da franquia de 1997, trazendo novos desafios e explorando os limites da amizade e da sobrevivência.



Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Essa é a história ficcional da vida doméstica de um dos cânones da literatura ocidental. Ao lado de sua esposa Agnes Shakespeare, William Shakespeare perde seu filho de 11 anos, um menino chamado Hamnet, para uma das pragas que assolou a Inglaterra no século 16.



Apocalypto

Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila, que foi interrompida devido à uma invasão. Os governantes de um império maia em declínio acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas: entenda o conceito e a importância desse controle para a saúde pública

 


O que dengue, Zika, chikungunya, esquistossomose e a doença de Chagas têm em comum? Além de serem enfermidades mais comumente encontradas em países em desenvolvimento, todas elas constam no grupo de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs). Essa classificação, estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em meados dos anos 2000, tem como objetivo jogar luz para doenças que historicamente, tardaram a fazer parte da agenda global de saúde, recebendo menos atenção e investimento ao longo das décadas.

As DTNs compreendem 21 enfermidadesa maioria delas infecciosas – podendo ser causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas – e que afetam mais de 1,5 bilhão de pessoas ao redor do mundo. O nome do grupo faz referência ao fato de que essas doenças atingem principalmente comunidades em situação de vulnerabilidade social – como zonas rurais, zonas de conflito e regiões de difícil acesso –, em grande maioria localizadas em regiões como África, América Latina e Ásia. Nesses locais, as desigualdades sociais e econômicas se fazem tão presentes que comprometem questões básicas e fundamentais para a saúde e a qualidade de vida, como tratamento de água e esgoto

Para a pesquisadora científica e diretora do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan, Eliana Nakano, o resultado é um ciclo vicioso: as Doenças Tropicais Negligenciadas são a causa e a consequência das condições de uma pobreza estrutural, uma vez que a falta de condições ideais de vida é o ambiente propício para a propagação de patógenos, somada à ausência de políticas públicas dedicadas a sua erradicação. No Brasil, as Doenças Tropicais Negligenciadas mais frequentes são

•    Doença de Chagas: causada pelo protozoário Tripanossoma cruzi e transmitida pelo inseto barbeiro

•    Leishmaniose (visceral e cutânea): transmitida pelo mosquito-palha

•    Hanseníase: doença crônica que afeta pele e nervos

•    Esquistossomose: transmitida por caramujos

•    Dengue, Zika e chikungunya: transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti

•    Raiva: transmitida por mamíferos infectados

•    Helmintíases: transmitidas por parasitas encontrados em solo contaminado

•    Tracoma: infecção ocular que causa cegueira

•    Envenenamento por picada de serpente

•    Sarna: causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, é transmitida por contato direto com a pele da pessoa infectada

Entre as ações já realizadas pela OMS para dedicar esforços ao combate das DTNs estão a criação de um Departamento de Controle focado nelas; a publicação da Declaração de Londres, em 2012, com o primeiro roteiro de combate às DTNs; e o roteiro atual sobre o assunto, lançado em janeiro de 2021, durante a Assembleia da Saúde da OMS, que colocou o 30 de janeiro como o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas e estabeleceu diversas metas a serem cumpridas até 2030, entre elas: 

•    Reduzir em 90% o número de pessoas que necessitam de intervenções contra Doenças Tropicais Negligenciadas

•    Reduzir em 75% as mortes por doenças transmitidas por vetores

•    Alcançar o número de 100 países eliminando ao menos uma Doença Tropical Negligenciada

•    Garantir que 90% dos países coletem e divulguem dados sobre DTNs desagregados por gênero

Importância crescente e caminhos possíveis 

Embora as DTNs não causem um impacto tão evidente em termos de mortalidade, o impacto se dá em questão de morbidade. “Como as DTNs são crônicas, acabam por tirar a pessoa de sua vida normal”, explica Eliana Nakano. Isso significa que um adulto produtivo, ao ser infectado por uma doença negligenciada, poderá perder anos de vida saudável, o que reduz sua produtividade econômica e capacidade de geração de renda, afetando a economia dos países endêmicos e sobrecarregando o sistema público de saúde, o que dificulta ainda mais o atendimento eficaz. 

Ainda que continuem recebendo menos recursos do que doenças como câncer, condições cardíacas e HIV/AIDS, o cenário das DTNs vem mudando. Os principais fatores para isso são as mudanças climáticas, que afetam os mais diversos padrões naturais; e a globalização, que reflete em migrações por deslocamento forçado em casos de guerras, problemas econômicos e, também, por mudanças climáticas. “Essa maior mobilidade de pessoas contribui para que os patógenos circulem com mais facilidade por vários lugares e acabem encontrando locais com condições favoráveis para sua propagação, inclusive em zonas até então não endêmicas, como América do Norte e Europa”, destaca a pesquisadora do Instituto Butantan. 

Para evitar o efeito cascata, é preciso agir de maneira preventiva. No caso das DTNs, a prevenção começa com investimento em políticas públicas para melhoria de saneamento básicofornecimento de água tratada e educação ambiental, e passa pela vacinação de doenças preveníveis como dengue e chikungunya – o Instituto Butantan atua na produção e desenvolvimento dos dois imunizantes. Outra frente de esforço envolve combater a subnotificação dos casos: nem todas as pessoas infectadas por DNTs procuram ajuda médica, especialmente quando os sintomas são mais abrangentes.

O monitoramento ambiental de vetores das doenças também é uma estratégia, alinhada com a política da OMS dentro do programa Global Vector Control Response.

A partir do conceito de Saúde Únicacontrolar os vetores por meio de monitoramento ambiental torna possível eliminar a transmissão de algumas dessas doenças”, aponta Eliana.

O Butantan e as DNTs

Pesquisar e propor alternativas para combater as Doenças Tropicais Negligenciadas é um dos focos do Butantan desde sua fundação. O tratamento de acidentes ofídicos, por exemplo, foi uma das primeiras esferas de atuação do Instituto, no início do século XX, e até hoje a instituição é a maior produtora de soros contra picadas de serpente do Brasil. A vacina da dengue, que foi aprovada para aplicação no Brasil no final de 2025, já está sendo distribuída para a população, e o mesmo deve acontecer com a vacina da chikungunya em breve. Em relação à Zika, o Instituto trabalha no desenvolvimento de um anticorpo monoclonal para o tratamento da doença, e em uma vacina preventiva. Já quanto à raiva, o Butantan produz o soro usado atualmente na prevenção e no tratamento pós-infecção, e desenvolve uma vacina contra a doença. Além disso, a doença de Chagas também é foco de estudo do Instituto.

“Como pesquisadores e cientistas do Butantan, que é um instituto voltado para a saúde pública, temos essa missão de divulgar cada vez mais sobre as Doenças Tropicais Negligenciadas e a importância de combatê-las. Faz parte do nosso papel falar, no dia a dia, sobre o tema e conscientizar a população”, ressalta Eliana Nakano, que tem como seu objeto de estudo outra DNT: a esquistossomose. 

Popularmente conhecida como barriga d'água e causada pelo parasita Schistosoma mansoni, a enfermidade é transmitida pelo caramujo de água doce, que abriga o parasita e libera larvas que infectam o homem ao penetrarem em sua pele. Quando desenvolve a doença, o homem também libera ovos do parasita através das fezes, que, por sua vez, vão infectar a água novamente – e assim sucessivamente. É por isso que locais com baixas condições de saneamento estão mais suscetíveis a registrar casos da doença.

A mitigação da esquistossomose exige o controle dos hospedeiros intermediários, mas a prática pode causar desequilíbrio ambiental, uma vez que o produto usado para o controle é altamente tóxico. É possível, então, detectar se um determinado local está infectado a partir da coleta e análise da água. “Isso acontece com investimento público, mas, como essas doenças foram negligenciadas por muito tempo, ainda é difícil colocar em prática. A indústria farmacêutica também não se voltou para investir em novos fármacos de combate à esquistossomose. Os que existem estão no mercado há décadas”, ressalta Eliana.

Foi esse cenário que levou a pesquisadora, junto com sua equipe, a desenvolver estudos de bioprospecção dentro do Laboratório de Parasitologia do Butantan: a busca é por compostos ativos provenientes da biodiversidade brasileira que possam atuar no combate à esquistossomose.

O estudo analisa mais de 40 espécies de algas marinhas que possuem um composto que, ao ser extraído e testado nos vetores da doença, reage de maneira combativa contra os caramujos. O grupo também busca compostos ativos em venenos de espécies estudadas no próprio instituto, e já identificou um deles em sapos. A partir desses estudos, foram identificados compostos com atividade antiparasitária em venenos e algas marinhas. Futuramente, a pesquisa pode dar origem a um produto para o controle do vetor – atualmente a eliminação dos caramujos se dá com o uso de produtos químicos de alta toxicidade, e o único composto do tipo é proibido no Brasil.

Fonte _ Butantan

Pacientes do SUS de Tarauacá (AC) agora contam com carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas

 


Mais 32 municípios brasileiros passam a contar, a partir desta sexta-feira (30), com as carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, que ofertam para os pacientes do SUS atendimentos para prevenção de câncer de mama e do colo do útero, cirurgias de catarata e correções de visão, além de exames de imagem diagnósticos, essenciais para garantir o tratamento de doenças graves no tempo certo.  

Nesta nova rodada de deslocamento, os estados de Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe, São Paulo e Tocantins recebem as 47 unidades móveis de saúde especializada do governo federal, incluindo novas unidades que engrossam a ampliação da oferta. Elas estão posicionadas em regiões de difícil acesso, alta demanda por assistência especializada ou cidades-polo, referência para atendimento de outros municípios da região.   

No Acre, a população de Tarauacá recebe, pela primeira vez, uma carreta do programa, especializada em saúde da mulher. Anteriormente, essa unidade estava em Brasileia (AC).

“O Agora Tem Especialistas nasceu para levar atendimento especializado para onde antes faltava, para encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto do povo. Já fizemos isso em todos os municípios por onde as carretas de saúde passaram, garantindo mais saúde, mais diagnósticos, mais tratamento. Hoje, elas chegam em outras cidades do Brasil, porque o nosso objetivo é continuar ampliando o acesso ao SUS onde ele é mais necessário”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.   

Nessa unidade móvel, os pacientes da rede pública de Tarauacá (AC), previamente agendados e encaminhados pela secretaria de saúde local, podem fazer consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de útero.  Uma equipe multiprofissional, composta por médico, técnico de enfermagem e enfermeiro, já está pronta para receber a população.   

Em todas as carretas de saúde da mulher do Agora Tem Especialistas, que desde outubro do ano passado rodam o país, os cinco procedimentos mais frequentes estão relacionados ao diagnóstico de câncer de mama e avaliação ginecológica. Juntos, representam 67,61% de todo o atendimento, reforçando a importância da oferta da iniciativa e do compromisso do governo federal com a saúde da mulher.  O programa também conta com carretas oftalmológicas e de exames de imagem. 

32 municípios em 20 estados: os novos locais em que as carretas começaram a atuar 

Além de Tarauacá (AC), nesta nova rodada recebem carretas de saúde da mulher os municípios de Tartarugalzinho (AP), Ribeira do Pombal (BA), Barreiras (BA), Acopiara (CE), Quixadá (CE), Porangatu (GO), Caxias (MA), Coxim (MS), Acará (PA), Mamanguape (PB), Sapé (PB), Telêmaco Borba (PR), Capão Bonito (SP), Sepetiba (RJ), Cacoal (RO), Itabaiana (SE), Várzea Grande (MT), Guarapari (ES) e Guaraí (TO).  

Já em Mazagão (AP), Cruz das Almas (BA), Mauriti (CE), Inhumas (GO), Camanducaia (MG), Cajazeiras (PB), Serra Talhada (PE) e Mauá (SP), chegaram carretas especializadas em exames de imagem, essenciais para fechar diagnósticos e auxiliar o especialista na melhor conduta médica para tratamento de doenças.   

Outras quatro carretas de oftalmologia começaram os atendimentos em Santa Cruz (RN), Porto Velho (RO), Salinas (MG) e Eunápolis (BA).  

Carretas desafogam atendimento local e zeram filas em 15 municípios  

Até o final deste ano, um total de 150 unidades móveis estará em funcionamento no país. Das 47 atualmente disponíveis, 33 são de saúde da mulher, 9 são de exames de imagem e 5 são especializadas em oftalmologia. Todas estão estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais e atuam para desafogar a demanda reprimida. Quinze municípios, inclusive, já zeraram a fila por atendimento.   

É o que aconteceu em Ceilândia (DF), Garanhuns (PE), Urucânia (RJ), Brasiléia (AC), Tauá (CE), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Parnamirim (RN) e em Canoinhas (SC), em que todos que precisavam fazer diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos receberam o atendimento. O mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO) para aqueles que esperavam por cirurgia de catarata.  

Com mais de 1,2 mil procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas oftalmológicas do programa, 1 mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular.  

Já em Santana do Ipanema (AL), todos os pacientes do município e de outros 13 da região que precisavam de tomografia se submeteram ao procedimento, garantindo maior agilidade para descobrir condições graves de saúde ou descartar hipóteses, contribuindo para levar o paciente para o diagnóstico correto. O mesmo ocorreu em Crato (CE) e Paracambi (RJ), que também receberam carretas especializadas em exames de imagem. 

Mais acesso e cuidado especializado   

Para desafogar a demanda por atendimento especializado nos estados e municípios, o Agora Tem Especialistas tem em andamento várias ações, com a mobilização da estrutura de saúde da rede pública e privada. Para aumentar a oferta de atendimento do SUS e reduzir o tempo de espera, oferece, além das carretas, mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas, provimento de mais médicos especialistas, atendimento aos pacientes da rede pública em hospitais privados, entre outros.

Fonte _ Saúde.gov

O que um paciente precisa levar em conta antes de escolher um médico?

 


No último dia 19 de janeiro, a divulgação dos resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) trouxeram à tona o debate sobre a qualidade do ensino de medicina no Brasil e seus reflexos diretos no cuidado ao paciente. Apenas 49 faculdades atingiram a nota máxima, enquanto 99 ficaram entre conceitos 1 e 2, o que reforça as disparidades na qualidade do ensino.

O Enamed avaliou 89.024 participantes, entre estudantes concluintes (39.256) e médicos formados (49.768). Segundo levantamento do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), apenas 67% dos alunos que estavam concluindo o curso alcançaram desempenho considerado proficiente.

Esse índice é bem menor que o de profissionais já formados, com 75% dos candidatos alcançando o mínimo indicado pelo MEC (Ministério da Educação). Agora, a pasta deve implementar sanções contra os cursos com notas insuficientes, que passarão por auditorias e terão restrições, como redução de novas vagas para vestibulares.

Entre as discussões suscitadas por esses resultados está o processo de formação de médicos brasileiros. "Nos últimos anos, o Brasil teve um aumento grande de faculdades de medicina. Algumas têm dificuldade em proporcionar aos estudantes um cenário de aprendizado na prática em hospitais e UBS, o que leva muitos alunos a se formarem sem tanto contato com pacientes", afirma a médica Elda Pires, coordenadora da graduação em Medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, instituição que obteve nota máxima na avalição.

Além de permitir rever essa formação, os resultados do Enamed também podem servir como um ponto de partida para que o paciente faça escolhas mais informadas, sem reduzir a competência profissional a uma nota ou ao nome do diploma.

Como escolher seu médico

Em um cenário de formação médica desigual e excesso de informações nas redes sociais, o paciente deve adotar critérios objetivos na hora de escolher um médico. O primeiro passo é verificar se o profissional possui registro ativo no CRM (Conselho Regional de Medicina) e se tem título de especialista reconhecido, o que pode ser confirmado por meio do Registro de Qualificação de Especialista (RQE), disponível no site do Conselho Federal de Medicina.

Outro ponto importante é avaliar o vínculo do médico com instituições de saúde reconhecidas, como hospitais, clínicas ou serviços públicos estruturados, que costumam adotar critérios mais rigorosos de credenciamento e atualização profissional. A experiência em residência médica e a atuação em equipes multiprofissionais também são indicativos relevantes de formação prática e continuidade do cuidado.

Além da formação técnica, a qualidade da consulta deve ser observada. Um médico confiável é aquele que escuta, explica o diagnóstico e as opções de tratamento, responde às dúvidas com clareza e considera o histórico clínico do paciente nas decisões. Relações construídas ao longo do tempo, especialmente com clínicos, médicos de família ou especialistas de referência, tendem a favorecer a coordenação do cuidado e reduzir riscos de condutas fragmentadas.

Não escolha pelos likes

A busca por um profissional de saúde tampouco deve se pautar pelo número de seguidores ou curtidas nas redes sociais. "A forma de procurar atendimento médico mudou muito nos últimos anos e talvez essa seja uma oportunidade de repensar como estabelecemos a relação médico-paciente", reflete Elda Pires. "Temos visto cada vez mais o espaço das redes sociais ser ocupado por informações erradas e incompletas e profissionais sendo valorizados pelo seu número de seguidores."

Em meio aos conteúdos gerados por inteligência artificial e promovidos na web de forma tendenciosa, a população deve ficar ainda mais atenta. "É preciso desviar dessas informações deturpadas e buscar médicos a partir de registros de confiança, como o RQE", aconselha a docente. "Foque em profissionais com reconhecida competência profissional ou recomendados por médicos que já te atendem."

Além disso, o segredo da confiança entre médico e paciente está em estabelecer uma relação de longo prazo com um profissional que ajude a encontrar o cuidado mais adequado e individualizado.

"A relação de confiança se estabelece no olho no olho. Uma vez que você tem um médico que te conhece, que é vinculado a uma instituição que você confia, é muito mais fácil receber dele as indicações de novos especialistas, quando necessários, que vão poder conduzir esse cuidado de forma adequada", avalia a especialista.

Fonte _ Folha/SP