Imuniza SUS

terça-feira, 23 de junho de 2026

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Arraial Cultural Acreano 2026 - Primeira Noite

 


Arraial Cultural 2026

 Governo do Acre

Ministério da Saúde realiza mobilização nacional e amplia cirurgias com reativação de salas cirúrgicas paradas no AC

 


Governo do Brasil está encerrando a espera de centenas de pacientes acreanos que aguardam por cirurgias de média e alta complexidade no SUS ao mobilizar, entre essa segunda-feira (22) e o próximo sábado (27), hospitais privados e públicos do estado para realizar os procedimentos na rede pública. Para isso, o Ministério da Saúde está contratando equipes, insumos e equipamentos para reativar salas cirúrgicas paradas em unidades de saúde estaduais e municipais, além de trocar o atendimento em instituições privadas por créditos financeiros para abater tributos federais.

A ação integra o programa Agora Tem Especialistas e é destinada a pessoas que estão na fila de regulação do SUS, como forma de desafogar a demanda reprimida no estado e reduzir o tempo de espera por exames e cirurgias.

Ao todo, a mobilização ocorrerá em 20 estados e contará com a participação de 46 estabelecimentos de saúde. Serão ofertados cerca de 16 mil procedimentos especializados, sendo 2,3 mil por meio da modalidade de créditos financeiros e mais de 13 mil pela modalidade 2, que reativa estruturas públicas com capacidade ociosa para ampliar rapidamente a oferta de atendimento especializado no SUS.

“Estamos cumprindo o compromisso do governo do presidente Lula com a população brasileira e levando o SUS para todos os cantos do país. Com essa ação nacional, mobilizamos toda a capacidade instalada do país, com hospitais públicos, filantrópicos e privados trabalhando juntos para ampliar o atendimento especializado. Onde faltava profissionais e equipamentos, nós estamos levando. Na rede privada, onde antes havia falta de diálogo, agora há atuação conjunta. Tudo isso para garantir que o cuidado chegue mais rápido para o povo”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

No Acre, o Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia (AC), realizará 938 procedimentos a mais no SUS durante essa semana, como cirurgias vasculares (varizes) e Ofertas de Cuidado Integrado (OCIs) para avaliação de risco cirúrgico.

Outros 19 estados também farão parte da mobilização, com centenas de cirurgias ofertadas: Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

As ações inéditas do Ministério da Saúde que aumentam os atendimentos no SUS

É a primeira vez que a mobilização nacional para realização de exames e cirurgias conta com duas ações estratégicas do Agora Tem Especialistas. Nos hospitais privados, o Governo do Brasil abre as portas para pacientes do SUS sem custo ao paciente, que terá apoio das equipes especializadas, pré-operatório e pós-operatório nas instituições.

Já nos hospitais públicos, o Ministério da Saúde identificou salas cirúrgicas paradas por falta de equipe médica, insumos e/ou equipamentos e fez a contratação do que faltava para mineiros e mineiras serem atendidos e a capacidade pública é reativada para beneficiar quem mais precisa.

O mesmo já ocorreu, anteriormente, em Manacapuru, Itacoatiara, Parintins e Maués (AM), Canoas (RS), São Lourenço (RS) e em Santarém (PA), onde ações-piloto realizaram mais de 10,3 mil cirurgias e ofertas de cuidados integrados, ampliando o acesso à atenção especializada e reduzindo filas em regiões historicamente desassistidas. 

Atendimento especializado no Rio Grande do Sul

No estado acreano, o hospital que participa da mobilização é o Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia.

Agora Tem Especialistas e as múltiplas frentes de atuação

O programa Agora Tem Especialistas atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS. Além dos mutirões sazonais e a reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, o programa atua na ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, contratação de médicos especialistas e ampliação do atendimento a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos credenciados.

Em outra frente, 87 carretas de atendimento especializado em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia levam atendimento itinerante a pacientes em todo o país, ampliando o acesso à saúde especializada e reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos.

As iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública. Em 2025, o país alcançou a marca recorde de 14,9 milhões de cirurgias eletivas, um crescimento de 42% em relação a 2022. O número de consultas com especialistas chegou a 1,6 bilhão (30% mais que 2022) e foram mais de 1,3 bilhão de exames realizados (22% mais que 2022), além de 14 milhões de internações realizadas pelo SUS.

Fonte _ Saúde.gov

Acre recebe mais de 7 mil doses da vacina Pneumo 20 para crianças de até 5 anos

 


Crianças menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas pelo SUS com a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococcus, causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A estratégia nacional de imunização foi lançada no último fim de semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O Acre recebeu um lote inicial de 7.215 doses do imunizante para aplicação em todo o estado.

“Estou muito feliz de a gente poder transformar essa vacinação em realidade. Eu pude ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já sendo protegidas com essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos dessa bactéria, que é o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do que a que a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e contra meningite”, destaca Padilha.

As vacinas destinadas ao Acre fazem parte das primeiras 573,7 mil doses já enviadas aos estados. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ao longo deste ano para todo o país. Esse é o quarto imunobiológico incorporado ao calendário infantil do SUS durante a atual gestão — na rede privada, o custo do imunizante ultrapassa R$ 500.

O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada que pode levar à morte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população.

Novo esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores

O SUS oferece as vacinas conjugadas Pneumo10 e Pneumo13 (com proteção mais robusta e duradoura), e a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

Com a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o potencial de prevenção de casos graves.

A Pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
  • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

Durante o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.

Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.

Fonte _ Saúde.gov

Ministério da Saúde leva para Brasiléia (AC) carreta do Agora Tem Especialistas com diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero

 


A partir desta segunda-feira (22), pacientes do SUS de Brasiléia (AC) e região receberão os serviços da carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil. Na unidade móvel, serão ofertadas consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias, aumentando o diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Os atendimentos são agendados previamente pelas secretarias municipais de saúde.  

A população que espera esses atendimentos poderá contar com o reforço da unidade do Ministério da Saúde por 30 dias. A carreta funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, com capacidade de fazer até 45 exames por dia. 

Outros nove municípios foram contemplados nesta rodada, que iniciou na sexta (19), com os serviços especializados sob rodas, também em oftalmologia e exames de imagem.  

As carretas atuam em regiões com demanda reprimida por serviços especializados, em municípios de difícil acesso ou cidades que se tornaram referência em atendimento para localidades vizinhas, muitas vezes rurais ou menores. Assim, o Governo diminui deslocamentos e amplia o acesso à saúde, reduzindo o tempo de espera entre o encaminhamento e o atendimento. 

Mais saúde em menor tempo: como as carretas impactaram  

Desde outubro de 2025, quando começaram a rodar o país, as unidades móveis já levaram atendimento especializado para municípios de todas as regiões brasileiras. Até o momento, 87 carretas atenderam 182 mil pessoas e realizaram 470 mil procedimentos. Entre eles estão 44 mil cirurgias de catarata, que contribuíram para devolver a visão a 32 mil brasileiros. Os resultados ajudaram a zerar filas em 44 municípios. 

Histórico no estado  

No Acre, a iniciativa já levou atendimento especializado para diversas regiões. As carretas de saúde da mulher passaram por Rio Branco, Brasiléia, Tarauacá e Cruzeiro do Sul

Carretas pelo Brasil: atendimento especializado chega a mais municípios  

Nesta rodada, o programa Agora Tem Especialistas alcança mais 10 municípios brasileiros com estruturas móveis de atendimento especializado. Além de Brasiléia (AC), mulheres de Marituba (PA), Carandaí (MG), Oiapoque (AP) e Maringá (PR) receberão carretas de saúde da mulher. Pacientes que esperam por serviços oftalmológicos serão atendidos em carretas especializadas em oftalmologia em Goiânia (GO) e Guarulhos (SP).  

Já as cidades de Cordeiro (RJ), Santa Cruz (RJ) e Águas de Lindóia (SP) receberão carretas de exames de imagem. 

Mais oferta de atendimento especializado em todo o país  

O programa Agora Tem Especialistas atua em diversas frentes para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS, além das carretas. Entre as ações estão mutirões aos fins de semana, reativação de espaços ociosos em hospitais públicos, ampliação do horário de funcionamento de policlínicas, contratação de médicos especialistas e ampliação do atendimento a pacientes do SUS em hospitais privados e filantrópicos credenciados.  

As iniciativas já contribuíram para resultados expressivos na rede pública. Em 2025, o país alcançou a marca de 14,9 milhões de cirurgias eletivas — crescimento de 42% em relação a 2022 —, além de registrar 1,3 milhão de exames especializados e 14 milhões de internações realizadas pelo SUS. Essas medidas integram o esforço contínuo do Ministério da Saúde para ampliar a capacidade de atendimento, reduzir filas e garantir que a população tenha acesso oportuno aos cuidados especializados em todas as regiões do país.

Fonte _ Saúde.gov

Ensaio Técnico de Arena do Boi Caprichoso | Parintins 2026

 


A transmissão em tempo real do aquecimento na arena traz coreografias, bastidores e a energia da nação azul e branca, direto de Parintins.

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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Colômbia x RD Congo | 2ª Rodada | Fase de Grupos

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Panamá x Croácia | 2ª Rodada | Fase de Grupos

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Inglaterra x Gana | 2ª Rodada | Fase de Grupos

 


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COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Portugal x Uzbequistão | 2ª Rodada | Fase de Grupos

 


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Hoje Cristiano Ronaldo  fez história aos 41 anos de idade ao se tornar o único jogador a marcar gols em 6 (seis) edições diferentes do torneio. Ele alcançou a marca de 10 gols em Mundiais, isolando-se como o maior artilheiro de Portugal na competição, superando Eusébio e a Copa ainda está na fase de grupos..

Vamos acompanhar de camarote a briga pela artilharia da Copa do Mundo 2026

Lionel Messi – Argentina, 18 gols

Kylian Mbappé – França, 14 gols

Cristiano Ronaldo - Portugal, 10 gols

Harry Kane – Inglaterra, 10 gols

Neymar Jr – Brasil, 8 gols

Erling Haaland – Noruega, 4 gols

 Melhores momentos do jogo

 

Relembre os maiores artilheiros da Copa do Mundo da FIFA

Lionel MessiArgentina, Gols: 18 Copas do Mundo: 6

Miroslav Klose – Alemanha, Gols: 16 Copas do Mundo: 4

Ronaldo – Brasil, Gols: 15 Copas do Mundo: 3

Gerd Müller – Alemanha, Gols: 14 Copas do Mundo: 2

Kylian MbappéFrança, Gols: 14 Copas do Mundo: 2

Just Fontaine – França, Gols: 13 Copa do Mundo: 1

Pelé – Brasil, Gols: 12 Copas do Mundo: 4

Jürgen Klinsmann – Alemanha, Gols: 11 Copas do Mundo: 3

Sandor Kocsis – Hungria, Gols: 11 Copas do Mundo: 1

Gabriel Batistuta – Argentina, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

Teófilo Cubillas – Peru, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

Cristiano Ronaldo – Portugal, Gols: 10 Copas do Mundo: 6

Grzegorz Lato, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

Gary Lineker – Inglaterra, Gols: 10 Copas do Mundo: 2

Harry KaneInglaterra, Gols: 10 Copas do Mundo: 3

Thomas Muller – Alemanha, Gols: 10 Copas do Mundo: 4

Helmut Rahn – Alemanha, Gols: 10 Copas do Mundo: 2

Ademir – Brasil, Gols: 9 Copas do Mundo: 1

Roberto Baggio – Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Eusébio – Portugal, Gols: 9 Copas do Mundo: 1

Jairzinho – Brasil, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Paolo Rossi – Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 2

Karl-Heinz Rümmenigge – Alemanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Uwe Seeler – Alemanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 4

Vavá – Brasil, Gols: 9 Copas do Mundo: 2

Christian Vieri – Itália, Gols: 9 Copas do Mundo: 2

David Villa – Espanha, Gols: 9 Copas do Mundo: 3

Fonte _ FIFA

segunda-feira, 22 de junho de 2026

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Canetas emagrecedoras podem influenciar a evolução do câncer?

 


Além dos já estabelecidos benefícios contra obesidade e diabetes tipo 2, os medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida (popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras"), podem estar associados à redução do risco de progressão de alguns tipos de câncer. Novos estudos apontam possíveis efeitos principalmente em tumores de mamaintestino, pulmão e fígado.

obesidade é reconhecida como um fator de risco para diversos tipos de câncer. A perda de peso obtida por meio da cirurgia bariátrica, por exemplo, já havia demonstrado impacto positivo na prevenção da doença.

Com a popularização dos agonistas do GLP-1, hormônio intestinal envolvido no controle da glicose e da saciedade, pesquisadores passaram a investigar se benefícios semelhantes poderiam ser observados também com as canetas. Elas são indicadas para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, já que ajudam a controlar a glicemia, reduzir o apetite e favorecer a perda de peso.

"O câncer é uma doença metabólica. Quando melhoramos esse ambiente metabólico e reduzimos a inflamação associada à obesidade [por meio dos medicamentos], existe um racional biológico consistente para investigar impactos também na oncologia", analisa o nutrólogo Diogo Toledo, do Einstein Hospital Israelita.

A possibilidade de que medicamentos como semaglutida e tirzepatida possam influenciar o risco de câncer não é totalmente nova. Em 2024, um estudo publicado no JAMA Network Open, realizado com mais de 1,6 milhão de pessoas com diabetes tipo 2, encontrou uma associação entre o uso de agonistas de GLP-1 e menor probabilidade de desenvolver alguns dos 13 tipos de câncer relacionados à obesidade.

Neste ano, um dos trabalhos de maior repercussão do encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), que ocorreu entre os dias 29 de maio e 2 de junho nos Estados Unidos, avançou nessa discussão ao investigar se essas medicações poderiam influenciar também a evolução da doença em pacientes que já tinham recebido diagnóstico.

O estudo analisou dados de 12.112 pacientes com sete tipos de tumores associados à obesidade (mama, próstata, pulmão, colorretal, fígado, rim e pâncreas) em estágios iniciais ou localmente avançados, ou seja, ainda restritos ao órgão, mas com risco de se espalhar.

Nesses participantes, os pesquisadores compararam quem utilizava agonistas de GLP-1 com pessoas que recebiam outras medicações para diabetes, buscando entender se o uso dessas drogas poderia reduzir o risco de progressão para doença metastática. Os resultados mostram que, em quatro dos sete tipos de câncer avaliados, os pacientes que utilizavam agonistas de GLP-1 apresentaram menor risco de desenvolver metástases.

No câncer de pulmão, 10% dos que utilizavam essas medicações evoluíram para doença metastática, ante 22% entre aqueles tratados com outras drogas para diabetes. No câncer de mama, os percentuais foram de 10% e 20%, respectivamente. No colorretal, 13% contra 22%. Já nos tumores de fígado, a progressão ocorreu em 19% dos usuários de agonistas de GLP-1, comparados a 28% dos pacientes do grupo controle. Na prática, isso representou uma redução entre 38% e 50% no risco de progressão para doença metastática nesses quatro tipos de câncer.

Contudo, não é possível afirmar se os benefícios decorrem de uma ação direta dessas medicações sobre os tumores ou se são consequência indireta da perda de peso, da redução da inflamação e da melhora do metabolismo. "Apesar da falta de evidências mais sólidas dos benefícios, é significativo observar o menor risco de evolução para formas mais avançadas da doença em alguns tipos de câncer", afirma Toledo.

Sabe-se que o tecido adiposo não funciona apenas como uma reserva de energia — ele também produz substâncias capazes de influenciar diversos processos biológicos, incluindo mecanismos relacionados ao desenvolvimento tumoral. Por isso, reduzir o excesso de gordura pode gerar efeitos que vão além da balança.

O que explica as diferenças entre os cânceres

De acordo com as pesquisas que analisam os efeitos dos medicamentos agonistas de GLP-1 contra o câncer, os resultados não são os mesmos em todos os tipos de câncer. Entre os tumores urológicos, especialmente próstata e rim, não houve benefícios.

"Apesar de não ter sido observada uma redução significativa, isso não significa que exista algum malefício em usar a medicação nessa população. Assim como não é possível descartar um eventual benefício", afirma André Paternò, oncologista clínico do Einstein e especialista no diagnóstico e tratamento de tumores do trato geniturinário.

Uma das explicações pode estar nas próprias características biológicas da doença. O câncer de próstata costuma apresentar evolução mais lenta, forte influência hormonal e grande heterogeneidade entre os pacientes. "Existem vários fatores que influenciam sua evolução, como idade, hormônios e os tratamentos que os pacientes estavam recebendo durante a realização do estudo", destaca Paternò.

Outra possibilidade está relacionada ao tamanho das análises. Embora o estudo tenha incluído milhares de participantes, o número diminui consideravelmente quando os pesquisadores analisam um tipo específico de tumor.

As diferenças entre os tumores sugerem que fatores biológicos específicos de cada doença podem influenciar a resposta a essas medicações e ajudam a explicar por que os resultados não foram uniformes em toda a análise. "A relação entre metabolismo e câncer existe, mas é complexa. Ela provavelmente não acontece da mesma forma em todos os tumores. Cada câncer tem características próprias e mecanismos biológicos diferentes", pondera Diogo Toledo.

Limites das evidências atuais

Até agora, os resultados não permitem afirmar que as canetas emagrecedoras sejam responsáveis pela redução do risco de progressão do câncer. Uma das principais limitações está na forma como os estudos foram conduzidos.

Em vez de selecionar pacientes e acompanhá-los ao longo do tempo em pesquisas desenhadas especificamente para responder a essa pergunta, conhecidas como estudos prospectivos, muitos trabalhos revisaram informações já registradas em bancos de dados de saúde, os chamados estudos retrospectivos. Esse tipo de análise é importante para levantar hipóteses, mas oferece menos segurança para estabelecer uma relação de causa e efeito.

Nesses casos, é mais difícil separar o efeito do medicamento de outras características dos pacientes que podem influenciar os resultados, como diferenças no acompanhamento médico, no controle de outras doenças, nos hábitos de vida e até no acesso aos serviços de saúde.

"Os pacientes que utilizam essas medicações costumam ter acompanhamento médico mais frequente e, muitas vezes, adotam outras mudanças relacionadas à saúde. Tudo isso pode influenciar e precisa ser considerado na interpretação dos resultados", explica o oncologista.

Além disso, as pesquisas ainda não foram desenhadas para solucionar questões importantes da prática clínica, como o impacto dessas medicações em pacientes que recebem quimioterapiaimunoterapia ou terapias hormonais.

"A questão desses medicamentos e do câncer é uma nova fronteira de pesquisa, mas ainda não representa uma nova prática clínica. Esses dados geram hipóteses importantes, mas não são definitivos", pontua André Paternò.

Serão necessárias análises mais robustas, com pacientes acompanhados prospectivamente e distribuídos de forma aleatória entre os grupos de tratamento, para confirmar se os benefícios observados realmente decorrem do uso dessas medicações e identificar quais pacientes poderiam se beneficiar delas.

"Ninguém deve iniciar [o uso de] semaglutida, tirzepatida ou qualquer outra ‘canetinha’ com o objetivo de prevenir ou tratar câncer. A indicação formal hoje continua sendo para obesidade e diabetes tipo 2 e sempre com acompanhamento médico especializado", frisa Paternò.

O papel da massa muscular

Se existe um ponto de consenso entre os especialistas, ele está relacionado à composição corporal. Mais importante do que simplesmente perder peso é entender o que está sendo perdido. Em pacientes com câncer, essa distinção pode influenciar a resposta ao tratamento e a qualidade de vida.

"A redução da gordura corporal associada à preservação da massa muscular está entre os fatores relacionados a melhores resultados em pacientes com obesidade e câncer. Por isso, a composição corporal merece tanta atenção quanto o peso", orienta o nutrólogo.

O foco não deve estar apenas na redução da gordura corporal, mas também na preservação da massa muscular, que influencia a capacidade funcional, a resposta ao tratamento e a recuperação. A preocupação é especialmente relevante porque muitos pacientes oncológicos já enfrentam perda de peso, fadiga, alterações de apetite e inflamação relacionadas à própria doença ou ao tratamento.

Quando a perda de peso ocorre de forma acelerada e acompanhada de redução da massa muscular, os efeitos podem ser prejudiciais, mesmo em quem tem obesidade. "Perda excessiva de peso e, principalmente, de massa muscular, pode levar à caquexia, condição associada a piores desfechos oncológicos", alerta o oncologista.

Daí a importância de que qualquer uso dessas medicações em pacientes com câncer seja acompanhado de forma individualizada e dentro de um contexto mais amplo de cuidado, com alimentação adequada, atividade física e monitoramento da composição corporal.

Fonte _ Folha/SP

Álcool é caminho para outras drogas, e pouco se fala sobre isso

 


Tenho 45 anos e cresci ouvindo que a maconha era a porta de entrada para outras drogas. No colégio, professores alertavam sobre o perigo que seria começar a fumar a erva. Nunca, em momento algum, fui orientada sobre os perigos do álcool. Muito pelo contrário, na minha formatura do terceiro colegial, antes mesmo de eu completar 18 anos, a festa foi regada a muita bebida. Tanto que tomei um porre gigantesco e não lembro de nada. Não aproveitei o que seria uma celebração.

Li uma resenha do último livro do escritor Michel Laub, "Verão na Névoa", sobre a dependência do escritor com a cocaína. Me interessei e fui atrás. É um livro sofisticado, em que ele, para falar de sua questão, usa dois exemplos distintos: o cantor Renato Russo e o escritor J.M. Coetzee. Não encontrei muitas passagens sobre maconha, mas sim sobre o álcool. O escritor fala mais de uma vez da dificuldade de sair de casa e não consumir qualquer bebida. E de como, para ele, o álcool fatalmente o levava à cocaína. E o uso dessa droga o fazia viver situações pesadíssimas.

Tenho um grande amigo que é alcoólatra e não bebe há mais de 15 anos. Ele também diz que o álcool o incitava a consumir cocaína. E daí os estragos. Aqui vale ressaltar que você não para de ser alcoólatra porque parou de beber. Alcoolismo é uma doença que não tem cura. O que acontece é um tratamento. Então você está na ativa, bebendo, ou está em recuperação, para sempre.

Quero salientar que não estou fazendo apologia de nenhuma droga, mas propondo a reflexão de que o álcool é um começo para o uso de outras substâncias. Sigo firme com a convicção de que ele é o chefe da quadrilha. Não se fala com a ênfase necessária do perigo de beber e ter problemas, e o quão difícil é a adicção a essa droga. Muito pelo contrário: as propagandas de bebidas são sempre alegres, com pessoas bonitas e saudáveis.

Laub também fala da adolescência e de sua timidez. E de como o álcool foi libertador e um bom companheiro em festas. Muitas vezes, segurar um copo nos ajuda a nos inserir no ambiente. Isso eu sinto na pele até hoje. E muitas vezes fico segurando um copo com algum líquido para pertencer ao ambiente de festas ou reuniões.

Enquanto terminava de ler o livro, no ponto de ônibus, observei um garoto que chutei ter uns vinte e poucos anos. Ele mexia compulsivamente os pés e colocava as mãos dentro de uma lixeira. Fiquei com uma aflição tremenda, principalmente porque eram dez horas da manhã. Onde será que esse garoto havia passado a noite?

Enfim, é uma batalha gigantesca repetir que os malefícios do álcool não são devidamente levantados. Beber com moderação não é nada para quem não tem problema com a bebida, e não serve para quem tem. É ridícula a frase que acompanha as propagandas. Até quando a cegueira sobre o álcool vai permanecer?

Beber é bom, claro. Mas eu seria eternamente grata a alguém que tivesse me ajudado a perceber que meu problema com o álcool já iniciou nos primeiros porres. Ter um pai alcoólatra não seria suficiente para me ajudar a não consumir ou a ficar em estado de alerta sobre a questão? Nunca saberei. Mas que o álcool tem sido uma porta de entrada muito bem enfeitada pela sociedade, não há dúvida alguma.

Fonte _ Folha/SP

Anvisa aprova primeiro medicamento não hormonal para ondas de calor da menopausa

 


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (22) o fezolinetanto, medicamento indicado para o tratamento de ondas de calor e suor noturno de intensidade moderada a intensa na menopausa.

É a primeira terapia não hormonal com essa indicação aprovada no Brasil. O medicamento será comercializado pela Astellas Farma com o nome Veoza.

O fezolinetanto age no cérebro para interromper o mecanismo que provoca as ondas de calor. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B passar a agir de forma exagerada no hipotálamo —região que regula a temperatura corporal—, desencadeando os episódios de calor e suor. O medicamento bloqueia essa substância.

A aprovação foi baseada em estudos clínicos que reuniram mais de 3.000 mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Os resultados demonstraram redução da frequência e da intensidade dos fogachos, além de um perfil de segurança considerado favorável, sem evidências de lesão hepática grave relacionada ao medicamento.

A reposição hormonal é o tratamento padrão para ondas de calor e suor noturno na menopausa, afirma Luciano de Melo Pompei, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Entre os grupos com contraindicação à reposição hormonal estão mulheres com histórico de câncer de mama, lesões precursoras ou de alto risco para a doença e outros tumores hormônio-dependentes, além daquelas com antecedente de infarto, AVC (acidente vascular cerebral) ou trombose.

Para a endocrinologista Lorena Lima Amato, doutora pela USP (Universidade de São Paulo), a principal vantagem do fezolinetanto é ampliar as opções de tratamento para mulheres que não podem ou não desejam fazer terapia hormonal.

As ondas de calor são o sintoma mais conhecido da menopausa e do climatério. Até agora as alternativas não hormonais para o tratamento se restringiam principalmente a alguns antidepressivos, que costumam apresentar eficácia limitada e não têm indicação formal em bula para esse uso.

A especialista ressalta, porém, que o medicamento não trata outros efeitos da queda do estrogênio na menopausa, como a perda de massa óssea e a secura vaginal.

Apesar da aprovação pela Anvisa, o medicamento ainda não está disponível nas farmácias.

A Astellas Farma afirma que ainda não há data definida para o lançamento comercial, nem preço estabelecido para o mercado brasileiro. No país, o valor dos medicamentos é definido pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), processo que se inicia após a aprovação pela Anvisa.

A agência lembra que já existem terapias hormonais aprovadas para tratamento de ondas de calor e suor noturna, mas ressalta que a avaliação sobre a opção mais adequada deve ser feita pelo médico.

Fonte _ Folha/SP