quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 





Por que algumas pessoas respondem melhor às vacinas?

 


Um estudo da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, encontrou pistas sobre por que algumas pessoas respondem melhor às vacinas do que outras.

Publicado em agosto na revista Cell Press Blue, o artigo aponta que os níveis de alguns anticorpos já presentes no sangue estavam associados à intensidade da resposta à vacina contra a Covid. Segundo os autores, esses anticorpos podem funcionar como marcadores da capacidade de resposta do sistema imunológico.

"Já se sabe há muito tempo que nem todo mundo responde igualmente às vacinas", observa o pediatra Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do Einstein Hospital Israelita. Fatores como idade, condições de saúde e características genéticas ajudam a explicar as diferenças, embora elas ocorram mesmo entre pessoas saudáveis.

"O estudo procurou responder a uma questão de muito interesse em imunologia e vacinação: se é possível prever, antes da aplicação, quais indivíduos terão uma resposta fraca de anticorpos a determinada vacina que, nesse caso, foi a contra a Covid", analisa Gilio.

Os pesquisadores acompanharam 4.089 participantes durante até 18 meses e analisaram 8.687 amostras de sangue. O grupo reunia 2.445 pessoas saudáveis e 1.644 indivíduos com condições ou tratamentos ligados à imunossupressão, como HIV, câncer, doenças autoimunes, doença inflamatória intestinal e transplante de órgãos.

Nas amostras, a equipe mediu anticorpos contra 185 antígenos — moléculas reconhecidas pelo sistema imunológico — de vírus e bactérias, além de alvos associados a doenças autoimunes. Depois, comparou esse perfil com a quantidade de anticorpos contra uma região da proteína spike do coronavírus, produzida após a vacinação inicial e o reforço.

Como esperado, respostas fracas apareceram com maior frequência em vários grupos imunossuprimidos. Após o esquema inicial, a proporção foi de 71,6% entre receptores de transplantes de órgãos e de 6,2% entre participantes saudáveis. Depois do reforço, 95% dos daqueles considerados saudáveis chegaram à faixa de resposta alta; entre transplantados, 37,9% ainda tiveram resposta fraca ou ausente.

Anticorpos sentinela

Entre os anticorpos analisados, três se destacaram por sua associação com uma resposta mais forte à vacina contra a Covid: aqueles contra a bactéria Staphylococcus aureus, que pode causar infecções na pele, no sangue e nos pulmões; contra o VSR (vírus sincicial respiratório), associado a quadros de bronquiolite e pneumonia; e contra o respirovírus humano 3, também chamado de vírus parainfluenza humano tipo 3, causador de infecções respiratórias.

Esses microrganismos circulam com frequência, por isso grande parte dos adultos já teve contato com eles. A presença desses anticorpos não melhora a ação da vacina contra a Covid nem significa que essas infecções protejam contra o coronavírus. Eles podem, porém, ser sinais de como o sistema imunológico reagiu a exposições anteriores — uma associação estatística, não uma relação de causa e efeito.

"Se uma pessoa já teve contato com um vírus comum e não tem anticorpos contra ele, isso pode indicar que seu sistema imunológico, por alguma razão, não respondeu como esperado", explica Alfredo Gilio. "É uma espécie de fotografia da capacidade do sistema imunológico."

Os autores chamaram esses marcadores de "anticorpos sentinela". A equipe também usou modelos de inteligência artificial para analisar o conjunto de anticorpos, em vez de considerar cada um isoladamente. Um dos modelos conseguiu distinguir participantes saudáveis com resposta baixa ou alta com mais de 75% de acerto. O desempenho variou entre os grupos e foi menor entre transplantados e pessoas com doenças autoimunes.

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Efeitos na prática

Os anticorpos sentinela são apenas uma das possíveis pistas sobre a capacidade de resposta do organismo. A idade está entre os fatores mais conhecidos. Com o envelhecimento, o sistema imunológico perde parte de sua eficiência, processo chamado imunossenescência. Por isso, pessoas idosas tendem a produzir respostas menos intensas a algumas vacinas. No outro extremo, crianças pequenas ainda têm o sistema de defesa em desenvolvimento.

Doenças que comprometem a imunidade e tratamentos como quimioterapia, corticoides em doses elevadas e medicamentos administrados após transplantes também podem reduzir a resposta.

Desnutrição e algumas doenças crônicas entram nessa conta. Mesmo na ausência desses fatores, características genéticas podem influenciar a reação de cada organismo. Além disso, a quantidade de anticorpos não oferece um retrato completo da proteção.

"A imunidade é muito mais complexa. De forma geral, ela pode ser dividida em imunidade humoral, ligada aos anticorpos, e imunidade celular, formada pela ação das células de defesa", explica o médico do Einstein.

O estudo analisou apenas a primeira. A importância de cada uma varia conforme a vacina, e a avaliação da resposta celular exige exames mais complexos, pouco usados na rotina. Essas diferenças já orientam os calendários e as estratégias de vacinação.

"Na prática, temos condutas baseadas nesse conhecimento. O calendário de uma pessoa acima de 60 anos difere do calendário de um adulto de 30 ou 40 anos", exemplifica Gilio.

Pessoas idosas podem receber versões de vacinas desenvolvidas para estimular uma resposta mais intensa, enquanto pacientes imunossuprimidos podem precisar de doses adicionais ou intervalos específicos.

Embora os autores apontem que o perfil de anticorpos possa, no futuro, orientar estratégias individualizadas de vacinação, o achado ainda não justifica a realização de exames antes ou após cada aplicação.

"O conhecimento científico avança de grãozinho em grãozinho, e isso aqui [esta pesquisa] é um grãozinho. Precisa ser confirmado por outros estudos", afirma o especialista. "Não quer dizer que amanhã vamos dosar esses anticorpos para decidir quem deve receber uma dose a mais. Estamos muito longe disso."

Fonte _ Folha/SP

Curativo líquido desenvolvido na Unicamp pode reduzir pela metade tempo de cicatrização

 


Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um curativo líquido que forma uma película protetora sobre feridas em até 45 segundos.

O material dispensa o uso de gazes e ataduras e reduziu em aproximadamente 50% o tempo de cicatrização em testes pré-clínicos, segundo os pesquisadores.

A tecnologia foi desenvolvida na Faculdade de Engenharia Química e licenciada para a Dermbio Biotech, spin-off acadêmica da Unicamp.

O produto ainda não está disponível comercialmente e precisa avançar nos estudos de segurança e eficácia em seres humanos, além de cumprir as exigências regulatórias da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A proposta é proteger a lesão sem exigir a troca periódica de curativos convencionais, que podem aderir ao tecido em regeneração e causar dor ou prejudicar a cicatrização durante a retirada.

Película é absorvida pelo organismo

O produto é aplicado diretamente sobre a ferida, como um spray. Depois da aplicação, o material forma uma membrana transparente e flexível que protege a região e serve de suporte para o crescimento de células envolvidas na regeneração dos tecidos.

A tecnologia utiliza um polímero chamado PLA (poliácido lático), produzido a partir do ácido lático.

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Embora o material já seja empregado em aplicações médicas, como fios de sutura, pinos e parafusos, sua obtenção para esse setor depende de "importações com preços exorbitantes", diz Ana Flávia Pattaro, doutora em engenharia química pela Unicamp e uma das responsáveis pelo desenvolvimento.

O objetivo dos pesquisadores era desenvolver no Brasil um processo de produção do polímero.

No entanto, eles identificaram um problema adicional para utilização como curativo: os solventes tradicionalmente empregados no processamento do material são tóxicos e impedem sua aplicação direta sobre a pele lesionada.

A equipe desenvolveu então uma formulação com solventes que, segundo eles, não são tóxicos e permitem transformar o polímero em um líquido adequado para a aplicação. O trabalho deu origem a uma segunda patente, relacionada à solução usada no curativo.

A membrana formada apresenta uma estrutura tridimensional de fibras. De acordo com Pattaro, as células responsáveis pela produção de tecido novo conseguem aderir a essa estrutura, que é gradualmente absorvida pelo organismo durante a cicatrização.

"Deixar o corpo fazer melhor o que ele já faz" é a maneira como Rubens Maciel Filho, professor da Unicamp e coordenador da pesquisa, resume o princípio da tecnologia. Em vez de substituir o processo natural de recuperação, o material procura oferecer condições para que ele ocorra de forma mais rápida.

A película é resistente à água corrente, embora possa ser removida com fricção e água e sabão. Sua flexibilidade também permite acompanhar os movimentos do corpo, uma vantagem para feridas em regiões como joelhos, cotovelos e dedos.

Nos curativos tradicionais, a movimentação pode provocar dobras, atrito ou descolamento. Além disso, a retirada da cobertura pode arrancar parte do tecido que está se formando.

Como o novo material não precisa ser trocado, os pesquisadores esperam reduzir esse tipo de trauma e diminuir a manipulação da ferida.

A ausência de trocas também pode reduzir a produção de resíduos biológicos e algumas oportunidades de contaminação durante o manuseio. Esses benefícios, contudo, não significam que o produto dispense os demais cuidados necessários no tratamento de feridas.

Redução do tempo de cicatrização

Nos ensaios pré-clínicos realizados até agora, feitos em animais, os pesquisadores observaram uma redução de aproximadamente 50% no tempo de cicatrização em comparação com curativos tradicionais.

Segundo Pattaro, os testes também indicaram uma recuperação adequada do tecido, não apenas uma diminuição no tempo necessário para fechar a lesão.

Os resultados ainda não foram publicados em revista científica. De acordo com a equipe, o estudo foi submetido a uma publicação internacional e aguarda avaliação.

Os pesquisadores estão concluindo uma segunda etapa de testes pré-clínicos. A expectativa é avançar nesse trabalho até o fim de 2026 e, depois, iniciar os procedimentos necessários para os estudos clínicos, com humanos.

A pesquisadora afirma que o polímero já é conhecido por suas aplicações médicas, mas que "isso não substitui a necessidade de avaliar o curativo específico, incluindo sua formulação, seu modo de aplicação e seu desempenho no tratamento de diferentes tipos de lesão".

A equipe vê potencial para utilizar o curativo em diferentes tipos de ferida, incluindo lesões por pressão, conhecidas como escaras, que podem atingir pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida.

Feridas associadas ao pé diabético, queimaduras e lesões decorrentes de acidentes também estão entre as possibilidades. A aplicação em cada situação depende da comprovação de segurança e eficácia.

Além disso, a tecnologia pode ter aplicação veterinária, já que a película aderente e resistente à água poderia dificultar que animais removam a proteção ou prejudiquem a ferida ao lambê-la.

Próximos passos

A Dermbio Biotech trabalha para transformar a pesquisa em um produto comercial. Além da formulação, a equipe desenvolveu um aplicador próprio e afirma ter estruturado no Brasil as diferentes etapas de produção, com o objetivo de manter custos competitivos.

"Nosso objetivo é transformar ciência em tecnologia, tecnologia em produto, produto em bem-estar e ganhos econômicos para o país", diz Maciel Filho.

Os pesquisadores também estudam uma versão em aerossol para venda em farmácias. Segundo Pattaro, essa apresentação poderá ter desempenho inferior, mas ainda poderá oferecer benefícios no tratamento de feridas.

O desenvolvimento recebeu apoio financeiro da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e suporte para o licenciamento da Agência de Inovação Inova Unicamp.

Fonte _ Folha/SP

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 






Riscos invisíveis podem prejudicar recuperação e aumentar tempo na UTI

 


A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é, por definição, um ambiente criado para enfrentar situações que ameaçam a vida. Mas, além da doença que levou o paciente ao hospital em primeiro lugar, existem ameaças menos visíveis que podem surgir durante a internação.

Perda de força e diminuição da massa muscular costumam ser problemas recorrentes nas UTIs. Esses efeitos podem começar por várias razões, que vão desde o processo inflamatório decorrente de infecções ou outras doenças graves, passando pelo repouso prolongado, e até o uso de medicamentos que, embora necessários para o cuidado da doença, levam ao enfraquecimento do corpo.

A utilização de certos fármacos somada a restrições na mobilidade também favorecem o surgimento de lesões por pressão, que podem evoluir para úlceras e áreas necrosadas. Não é incomum que os pacientes ainda sofram com alterações no trânsito intestinal ou precisem ficar em jejum por algum período durante a internação, o que faz com que o aporte calórico e proteico não seja adequado.

Outro ponto de preocupação envolve alterações cognitivas desenvolvidas em decorrência da gravidade do quadro inflamatório, das medicações utilizadas, do histórico de condições psicológicas anteriores e do próprio fato de a pessoa estar fora da sua casa ou de um ambiente conhecido. Isso se dá principalmente em indivíduos idosos portadores de doenças neurológicas prévias, que podem enfrentar desequilíbrios no ciclo de sono, ficando agitados durante a noite, confusos e desorientados.

"Essas questões podem prolongar a recuperação, aumentar o tempo de internação na UTI e o tempo de ventilação mecânica, além de impactar a mortalidade dos pacientes e comprometer seu retorno às atividades da vida diária após a alta hospitalar", explica a médica intensivista Amanda Pascoal Valle, que atua como coordenadora da UTI adulto do Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho - Vila Santa Catarina, unidade pública em São Paulo gerida pelo Einstein Hospital Israelita. Mas os perigos não param por aí.

Infecções por bactérias resistentes

As infecções adquiridas no ambiente hospitalar são consideradas uma das maiores ameaças dentro da UTI, principalmente aquelas causadas por bactérias multirresistentes, popularmente conhecidas como superbactérias. Uma vez que o paciente entra no hospital, ele passa a ser exposto a germes, e isso é particularmente perigoso entre quem está na UTI. Essas pessoas tendem a ficar mais vulneráveis devido a condições predisponentes, como cateteres ou tubos que rompem as barreiras protetoras naturais do corpo, algum tipo de imunossupressão induzida pelos remédios ou pela gravidade das próprias condições que as levaram à internação.

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"É um paradoxo: o hospital, que é um lugar de cura, acaba sendo também um ambiente que pode perpetuar a doença, por reunir diferentes microrganismos, inclusive, alguns únicos, que não existem fora dele", afirma o médico intensivista Adriano José Pereira, coordenador médico de Tele-UTI do Einstein. "Essas bactérias estão nas grades da cama, nos botões dos monitores, nas mãos da equipe e nos equipamentos de internação. Tudo pode servir de meio para que elas cheguem ao organismo humano, rompam nossas barreiras naturais e se propaguem em uma infecção."

Nem os antibióticos conseguem impedir esses riscos. Além da bactéria específica que causa infecção, os medicamentos também atingem microrganismos benéficos, prejudicando seu bom funcionamento. Quando utilizadas com frequência e de maneira indiscriminada, essas drogas estimulam o fenômeno biológico de pressão de seleção, no qual bactérias que apresentam características que as tornam mais resistentes ao fármaco utilizado sobrevivem e se reproduzem, enquanto as mais suscetíveis são eliminadas.

Com o passar do tempo, tal seleção favorece a multiplicação e a disseminação das bactérias resistentes, fazendo com que os tratamentos percam eficácia e tornando algumas infecções progressivamente mais difíceis de encerrar. "As bactérias têm uma capacidade impressionante e bastante sofisticada de resistir aos antibióticos. Elas conseguem produzir mecanismos de resistência com muito mais eficiência do que nós, seres humanos, conseguimos sintetizar novas moléculas", avalia Pereira. "Por isso, esse problema não deve ser enfrentado olhando apenas para o antibiótico. Precisamos seguir medidas de segurança rígidas nas UTIs para controlar esses riscos."

A resistência antimicrobiana (RAM) já é uma realidade. Uma pesquisa publicada em julho na Nature Communications revela que cerca de 27% de todos os pacientes admitidos em uma UTI na Índia apresentaram resultados positivos de infecção por bactérias da ordem Enterobacterales que desenvolveram resistência a carbapenêmicos produtores de carbapenemase, um tipo de antibiótico de última linha. A análise genômica mostrou alta concentração de Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, sugerindo eventos de transmissão tanto dentro quanto fora do ambiente hospitalar.

E o problema tende a piorar. De acordo com um estudo conduzido pelo consórcio Global Burden of Disease (GBD) e publicado em 2024 na revista The Lancet, entre 1990 e 2021, aproximadamente 4,71 milhões de mortes estiveram associadas à RAM. Desse total, 1,14 milhão foram diretamente atribuídas ao problema. A equipe ainda projeta que, se as medidas de combate às superbactérias não forem fortalecidas, até 1,91 milhão de óbitos atribuíveis e outros 8,22 milhões associados à RAM poderão ocorrer em 2050. Acredita-se que essas fatalidades ocorrerão, sobretudo, no sul da Ásia e na América Latina e Caribe.

Medidas de combate aos riscos

Devido à complexidade do desafio, não é todo o hospital que consegue evitar os riscos "invisíveis" da UTI. Mas, com esforço coordenado e coletivo, tampouco se trata de uma missão impossível. Sem registros de infecções hospitalares na UTI adulto há cerca de um ano, o Hospital Municipal Vila Santa Catarina segue à risca os protocolos para a redução de infecções relacionadas à assistência à saúde recomendados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Ministério da Saúde e pelo próprio Einstein.

Entre as medidas adotadas como boas práticas, destaca-se o cuidado com os equipamentos utilizados de internação. "No caso do cateter venoso central, avaliamos todos os dias se ele ainda é necessário e se as medicações administradas por ele poderiam ser infundidas por um acesso periférico menos invasivo", observa Amanda Valle. "Também avaliamos regularmente a sedação do paciente, buscando deixá-la em um valor mínimo para tentar despertar a pessoa e retirá-la da ventilação mecânica o quanto antes, a fim de reduzir o tempo de exposição a esse risco."

Além disso, a higiene das mãos e o uso de máscara aparecem como uma das indicações mais importantes para a prevenção de novas infecções nas UTIs. Isso vale tanto para médicos, enfermeiros e outros profissionais que compõem a equipe de saúde quanto para os acompanhantes dos pacientes, que correm o risco de trazer microrganismos da rua e contaminar um ambiente que precisa permanecer o mais asséptico possível.

É justamente nesse campo que atua o projeto IMPACTO-MR, construído por seis hospitais brasileiros, incluindo o Einstein, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A plataforma, voltada à prevenção, ao controle e ao tratamento das infecções, reúne dados clínicos, microbiológicos, epidemiológicos, ambientais e econômicos.

Dentre as frentes conduzidas pelo Einstein está a investigação do ambiente hospitalar. Estudos realizados entre 2019 e 2022 avaliaram o microbioma de superfícies de UTIs e suas práticas de higienização. "Analisando as diferentes superfícies, encontramos contaminação em 25% das amostras de desinfetante coletadas. Ou seja, verificamos que o microrganismo consegue sobreviver mesmo em contato com o desinfetante, seja porque o produto estava muito diluído e/ou porque foi contaminado na manipulação (por exemplo, durante a utilização de baldes ou panos maciçamente contaminados)", relata Adriano Pereira, que é um dos pesquisadores do IMPACTO-MR no Einstein.

A partir desses resultados, o projeto passou a desenvolver novas pesquisas para testar estratégias capazes de reduzir a transmissão de microrganismos, como por meio do desenvolvimento de agentes desinfetantes e tecnologias de desinfecção sem contato direto, entre eles luz ultravioleta e peróxido de hidrogênio em aerossol.

O objetivo agora é avaliar se intensificar a desinfecção ambiental reduz realmente as infecções, em quais condições isso ocorre, quais seus custos, eventuais efeitos adversos dessas intervenções e como incorporar essas tecnologias de forma viável à rotina dos hospitais brasileiros.

Fonte _ Folha/SP

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 




Eventos religiosos de massa colocam América do Sul em alerta para sarampo, diz Opas



Diante da realização de diversos eventos religiosos de massa na América do Sul, que devem aumentar a circulação de pessoas em viagens nacionais e internacionais nos próximos meses, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) alerta para o alto risco de disseminação do sarampo na região.

A organização convoca países a intensificarem vacinação, vigilância e medidas de resposta rápida.

O aviso consta de nova avaliação regional de risco da Opas, publicada na última sexta (9) em um contexto de surtos em curso, lacunas persistentes na cobertura vacinal e detecção de casos de sarampo em novas áreas geográficas.

O diretor da Opas, Jarbas Barbosa, ressalta que o sarampo é altamente contagioso e chama a atenção para as consequências baixa cobertura vacinal nas Américas. Ele pede que as famílias vacinem seus filhos com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba).

O sarampo é uma doença viral transmitida pelo ar. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição. A transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

As recomendações aos países incluem fortalecer a vigilância e garantir que possam detectar e responder rapidamente aos casos, em especial nos momentos em que o aumento das viagens e dos eventos de massa cria mais oportunidades para a disseminação do vírus.

De 4 de janeiro a 3 de outubro, segundo a Opas, foram registrados 55.792 casos confirmados de sarampo e 77 mortes em 17 países e territórios da região —um aumento de 4,8 vezes no total de casos em comparação com o mesmo período de 2025.

A Guatemala registrou o maior número de casos, seguida por México, Estados Unidos, Peru e Canadá. Juntos, esses cinco países concentraram 99,5% dos casos confirmados. Também há casos na Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Panamá e Uruguai.

As ocorrências de sarampo também aumentaram globalmente em 2026, o que eleva a probabilidade de casos importados associados a viagens internacionais e de transmissão subsequente em comunidades com baixa imunidade. A avaliação de risco da Opas identificou o ressurgimento global da doença como um fator que aumenta a probabilidade de registros importados.

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Por que eventos de massa aumentam o risco

O sarampo é altamente contagioso e pode se espalhar de forma rápida quando introduzido em populações com baixa imunidade, especialmente em locais com grande concentração de pessoas.

Indivíduos com sarampo podem transmitir o vírus antes do aparecimento da erupção cutânea característica, de modo que viajantes infectados expõem outras pessoas sem saber. Eventos de massa e o deslocamento entre países e comunidades facilitam a importação e a disseminação do vírus.

Daniel Salas, gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integral da Opas, afirma que quem pretende participar de um evento de massa deve verificar se está protegido contra o sarampo, mesmo aqueles que viajam dentro do próprio país.

Ele acrescenta que pessoas (a partir de 6 meses de idade) que não tenham comprovação de vacinação precisam receber uma dose da vacina contra o sarampo antes de viajar ou participar de eventos, de preferência pelo menos duas semanas antes.

Vacinação continua sendo a principal proteção

Em 2025, a cobertura regional alcançou 88% para a primeira dose da vacina tríplice viral e 85% para a segunda dose, abaixo dos 95% necessários para prevenir surtos. A persistência de coberturas insuficientes aumentou o número de pessoas suscetíveis ao sarampo.

Essas lacunas decorrem de diversos fatores, entre eles os atrasos na imunização acumulados durante a pandemia de Covid, hesitação vacinal em algumas comunidades, dificuldades operacionais para vacinar oportunamente e barreiras de acesso aos serviços de saúde, que afetam especialmente povos indígenas, migrantes e populações deslocadas.

Estima-se que aproximadamente 1,6 milhão de crianças não tenha recebido nenhuma dose da vacina contra o sarampo nas Américas em 2025.

Fonte _ Folha/SP

Ministério da Saúde apresenta campanha com orientações sobre acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS

 


Ministério da Saúde divulgou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado, que reúne orientações sobre como buscar consultas, exames e cirurgias pelo SUS. O conteúdo apresenta o caminho para o atendimento especializado, desde a busca por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento para os serviços disponíveis, por meio do Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025. 

A ação é voltada a pessoas que precisam de avaliação, acompanhamento, exames ou procedimentos especializados. As informações ajudam a identificar quando buscar atendimento e explicam as etapas do cuidado na rede pública, incluindo consultas, exames, acompanhamento e procedimentos. 

Entre os sinais que merecem atenção estão mal-estar, dor de cabeça persistente e vista embaçada. Quem apresenta sintomas ou precisa realizar exames preventivos deve procurar uma UBS ou acessar os serviços disponíveis pelo Meu SUS Digital. 

Na UBS, o paciente é avaliado e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município faz o encaminhamento para o serviço adequado. Conforme a necessidade, o cuidado pode incluir consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar um diagnóstico, acompanhamento ou cirurgia. Quem tiver indicação de procedimento cirúrgico pode acompanhar pelo Meu SUS Digital a posição na fila e a confirmação da cirurgia. 

Na oncologia, a rede especializada oferece serviços de investigação, diagnóstico e tratamento, incluindo unidades habilitadas para assistência de alta complexidade e radioterapia. 

Como funciona o acesso 

Na UBS, o paciente passa por avaliação e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município encaminha o cidadão para o serviço especializado adequado. 

O atendimento pode envolver diferentes etapas, conforme a necessidade de cada pessoa, como consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar o diagnóstico, acompanhamento ou procedimento cirúrgico. 

Quem tiver indicação de cirurgia também pode acompanhar pelo Meu SUS Digital informações sobre sua posição na fila e a confirmação do procedimento. 

Pacientes que residem a mais de 50 km de um centro de tratamento têm à disposição transporte de ida e volta, com acompanhante, em vans, micro-ônibus e ambulâncias para casos mais delicados. São 3,3 mil veículos destinados a todos os estados do país. 

Telessaúde e Carretas da Saúde 

Entre os serviços disponíveis está a Telessaúde, que permite a realização de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte do cuidado seja feita a distância, conectando pacientes e profissionais para investigação e acompanhamento de diferentes condições de saúde. 

Os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da federação, com atendimentos em 62 especialidades, incluindo diagnóstico remoto em tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia. Ao todo, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados desde o início de 2025. A estrutura terá o reforço de 7 mil kits de equipamentos para teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios. 

A população também pode ser encaminhada para atendimento nas Carretas da Saúde do Agora Tem Especialistas, unidades móveis que oferecem serviços especializados em diferentes regiões do país. As carretas de exames de imagem realizam, por exemplo, tomografias e ultrassonografias. As unidades de oftalmologia oferecem avaliações, exames para doenças dos olhos e cirurgias de catarata. Já as voltadas à saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas. 

As unidades móveis atendem regiões onde há menor oferta de serviços especializados. Até o final do ano, serão 150 carretas circulando por todas as regiões do país, com novas especialidades disponíveis, como cardiologia e saúde bucal. As carretas realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos, com 458 mil pessoas atendidas em 4.249 municípios brasileiros, 76,2% do total de cidades do país. 

Atendimento em hospitais privados e filantrópicos  

Outra opção de atendimento especializado pelo SUS é o encaminhamento de pacientes para hospitais privados e filantrópicos que participam do Agora Tem Especialistas. A indicação e o encaminhamento são feitos pela regulação estadual ou municipal, e o atendimento é gratuito para o paciente. 

Os hospitais que aderiram ao programa podem receber créditos financeiros, que são trocados por abatimento de impostos federais. Atualmente, 312 instituições em 21 estados atendem pacientes em especialidades como cardiologia, oftalmologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. Ao todo, estão previstos cerca de 793 mil procedimentos.

Fonte _ Saúde.gov

Fiocruz pra Você vai oferecer vacinação a crianças e adultos

 


A Fiocruz vai promover neste sábado (17/10), no Rio de Janeiro e em outras cidades pelo país nas quais conta com unidades regionais, o tradicional Fiocruz pra Você. Serão oferecidas imunização infantil e adulta, além de serviços de promoção da saúde. A vacinação estará disponível das 9h às 16h. Confira a programação completa.

A relação das vacinas que serão oferecidas inclui VIP (poliomielite), meningo C, pneumocócica 10 (que protege contra pneumonia, meningite, sepse e otite média aguda causadas pelo pneumococo), para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias. A pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b (Hib), e a de hepatite A serão oferecidas a crianças até 6 anos e 11 meses. Para crianças a partir de 7 anos e adultos estarão disponíveis a DT (contra difteria e tétano) e a de hepatite B.

A faixa etária de 9 a 19 anos poderá ser imunizada com a vacina contra o HPV e a de 11 a 14 anos poderá receber a meningo Acwy. Para os bebês de 9 meses, a de febre amarela, com reforço aos 4 anos. Os bebês de 12 meses e 15 meses terão à disposição a tríplice viral (protege contra sarampo, caxumba e rubéola). Para os de 15 meses, com reforço aos 4 anos, a vacina da varicela (contra a catapora), DTP e a VIP.

O público adulto poderá ser imunizado contra DT, hepatite B, febre amarela. Também estará disponível para os mais velhos a tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) - adulto 2 doses até 29 anos e 1 dose a partir de 30 anos. Para adultos e crianças a partir de 5 anos estão disponíveis as vacinas de Covid-19 e influenza. Usuários de PrEP poderão receber a vacina de hepatite A. E pessoas convivendo com HIV (até 45 anos) terão à disposição a vacina contra o HPV.

Os documentos necessários para vacinação são, para crianças, a caderneta de vacinação (essencial para que as equipes avaliem quais doses estão atrasadas). Para adultos e adolescentes, documento de identificação com foto. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) faculta ao adolescente tomar a vacina sem acompanhamento de maior de 18 anos.

No Rio de Janeiro, diversas unidades da Fundação vão apresentar atividades no Fiocruz pra Você. Em Manguinhos, o público poderá fazer visitas mediadas ao Castelo Mourisco, organizadas pelo Museu da Vida Fiocruz – e poderão conhecer a história, os detalhes e as funcionalidades deste monumento que é um símbolo da saúde pública brasileira, além da história de Oswaldo Cruz e do contexto da saúde do Rio de Janeiro no início do século 20. O Centro de Recepção do Museu da Vida Fiocruz terá um estande do CAD Único, voltado para famílias de baixa renda. Haverá atendimento social e orientação social em relação a benefícios como BPC, Bolsa Família, tarifa social, ID Jovem, Carteira do Idoso (viagem de ônibus), verificação de regularidade e motivo de bloqueio de benefício, entre outras orientações.

O Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria terá atividades às crianças e seus responsáveis para promoção em saúde bucal, como orientação e entrega de kits de higiene oral, orientação de alimentação saudável e exibição de vídeos educativos e atividades lúdicas sobre cuidados com a saúde bucal e as principais doenças bucais. O Centro também terá atividades de auriculoterapia, meditação, reiki, reflexologia palmar e terapia comunitária integrativa.

O Centro de Referência Professor Hélio Fraga e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) vão oferecer e divulgar a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICS) como política de saúde pública do SUS e como podem contribuir para a prevenção e promoção da saúde, com a integralidade do cuidado e o fortalecimento dos vínculos entre indivíduo, sociedade e meio ambiente. O IFF também vai apresentar orientações sobre obstetrícia, prevenção de acidentes na infância, nutrição, fisioterapia respiratória e neuromotora, neonatologia, amamentação e farmácia.

Uma sementeca, possibilitando os visitantes observar, manusear, comparar formatos, tamanhos, cores e texturas e conhecer a diversidade de espécies presentes nesse bioma será apresentada pela Fiocruz Mata Atlântica. Serão exibidas informações sobre a origem das sementes, sua importância para a regeneração das florestas e sua relação com a produção de mudas e a conservação da biodiversidade. Também serão disponibilizadas mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, permitindo que os visitantes conheçam plantas vivas e compreendam, de forma prática, o processo que envolve a coleta de sementes, sua germinação, produção de mudas e posterior plantio. Serão abordados temas como a importância das árvores, a recuperação de áreas degradadas e o papel das espécies nativas na manutenção dos ecossistemas. A Fiocruz Petrópolis vai apresentar diversas espécies de plantas, horta suspensa vertical com plantas medicinais e doar sementes.

Uma mostra sobre robótica e uma exposição e roda de conversa sobre dignidade menstrual ficará a cargo do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). Haverá distribuição de kits contendo absorventes reutilizáveis e orientações de uso.

O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) vai exibir a impressão 3D de medicamentos, que permite acelerar a colocação de novos produtos no mercado com menor risco e desperdício, já que a produção pode ser personalizada (adaptada ao paciente de acordo com o seu peso, tipo de liberação do fármaco e demanda) e no point of care, beneficiando a produção em áreas remotas, de emergências e em crises humanitárias. Será apresentado o Espaço FarLab, um laboratório aberto de prototipagem por impressão 3D e espaço de trabalho compartilhado de Farmanguinhos para inovação em saúde chancelado pela Finep. Este será o primeiro espaço voltado a cultura maker da Fiocruz.

Utilizando a atuação de seus diversos laboratórios, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) vai apresentar atividades científicas sobre hanseníase, leptospirose, Aids e imunologia molecular, mamíferos silvestres, tripanossomas, saúde mental, vírus, fungos, bactérias, helmintos, carrapatos, aranhas, escorpiões, pulgas, piolhos e mosquitos, entre outros temas. Haverá sessões educativas e atividades interativas.

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) terá profissionais que darão informações importantes a respeito de medicamentos e sobre a administração de remédios. Também explicarão o que é o conceito de Saúde Única.

Uma oficina interativa do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB) terá por objetivo promover a compreensão do conceito de barreira hematoencefálica e sua importância para a saúde humana entre estudantes da educação básica, professores, famílias e público leigo, utilizando recursos didáticos acessíveis, modelos tridimensionais táteis e linguagem simplificada.

Profissionais do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) vão detalhar a presença de corantes em alimentos como balas, refrigerantes, sucos, entre outros e os cuidados a serem tomados principalmente no caso de alérgicos aos corantes. Serão apresentados ainda, de forma lúdica, a importância das vacinas e seus benefícios, os agrotóxicos que estão nos alimentos, o uso de microscópio para visualização de fungos e bactérias e apresentação de amostras de cosméticos e embalagens falsas, além de animais peçonhentos.

A Coordenação-Geral de Infraestrutura do Campus (Cogic) vai instalar um ecoponto itinerante para orientar sobre a separação e o descarte correto de resíduos, apresentar a rede de ecopontos e seus resultados, além de demonstrar os benefícios ambientais e econômicos da coleta seletiva por meio de um totem interativo. Haverá demonstração do processo de compostagem, destacando o reaproveitamento de resíduos orgânicos e a redução de impactos ambientais.

Um Gabinete de Curiosidades montado pela Vice-Presidência de Pesquisas e Coleções Biológicas (VPPCB) convidará o público a vivenciar experiências de contemplação, descoberta, manipulação e construção do conhecimento científico de forma acessível e inclusiva. A proposta valoriza especialmente a participação de meninas e mulheres na ciência, incentivando a curiosidade, o protagonismo e a identificação com os espaços de produção científica. Cada conjunto de coleções apresentará atividades que dialogam tanto com o Gabinete quanto com a temática Colecionar é POP: patrimônio, ciência e inclusão.

A Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) apresentará um panorama geral da tuberculose, passando pelo diagnóstico, prevenção e tratamento. Uma atividade mostrará a exposição participativa de um jogo originalmente voltado para pacientes com tuberculose, jogos voltados para o público infantil (caça-palavras e quebra-cabeça) e uma seção de "tire as suas dúvidas" com modelo de pulmão e folhetos para a população em geral.

Também estão programadas atividades nas unidades e escritórios regionais da Fiocruz no Amazonas, na Bahia, no Ceará, no Distrito Federal, no Paraná, em Minas Gerais, em Pernambuco, no Mato Grosso do Sul e em Rondônia. Outros campi no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá e Petrópolis, terão atividades.

A iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi) vai distribuir folders informativos e revistas para crianças e adultos. Haverá aguadeiros oferecendo água ao público durante o evento.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz