sábado, 11 de julho de 2026
Técnicos de Enfermagem são convidados a participar de pesquisa sobre manejo das emoções
Técnicos
de Enfermagem
de todo o país podem participar de uma pesquisa que busca compreender como
esses profissionais lidam com as emoções despertadas no ambiente de trabalho e
de que forma essas experiências influenciam a saúde mental.
O
estudo “Manejo das Emoções no Trabalho do Técnico de Enfermagem” é desenvolvido
pelo psicólogo Wiverson de Oliveira, mestrando em Psicologia pela Universidade
Salgado de Oliveira (Centro Universo Goiânia).
A
proposta é compreender como as interações dos técnicos de Enfermagem com
pacientes e colegas de trabalho, bem como as emoções despertadas nessas
relações, repercutem na saúde mental desses profissionais, que atuam
diariamente em contextos de elevada exigência emocional.
A
participação é voluntária, anônima e realizada exclusivamente de forma online.
O questionário reúne perguntas sobre o perfil sociodemográfico dos
participantes e sobre as emoções vivenciadas no ambiente de trabalho, com tempo
estimado de aproximadamente 15 minutos para preenchimento. Os pesquisadores
informam que todas as respostas serão tratadas de forma sigilosa e sem
identificação dos participantes.
Segundo
o pesquisador, a colaboração dos técnicos de Enfermagem é fundamental para
ampliar o conhecimento sobre os fatores emocionais presentes na prática
profissional e contribuir para o desenvolvimento de estudos e estratégias
voltados à promoção da saúde mental da categoria.
Os
interessados em participar podem responder ao questionário por meio do
link: https://forms.gle/ex55n4C2Fq9bimwZ7.
Fonte _ Cofen
Maior apreensão de canetas emagrecedoras encontra 5.850 produtos em van na Ponte da Amizade
A
Receita Federal registrou, nesta sexta-feira (10), a maior apreensão de canetas
emagrecedoras já feita na aduana internacional da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR).
Uma
van com placas do Paraguai,
conduzida por um motorista paraguaio e com quatro passageiros, três deles
brasileiros, foi flagrada no final da tarde com 5.850 canetas e ampolas de
medicamentos para emagrecimento quando tentava cruzar a ponte, na fronteira
entre os dois países.
As
canetas emagrecedoras estavam escondidas no capô do veículo, em condições
totalmente inadequadas de transporte e próximas a fontes de calor. A
tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, precisa ser mantida em refrigeração
para ter eficácia.
Segundo
a Receita Federal, os servidores do órgão abordaram a van e, aparentemente,
todos os passageiros transportavam mercadorias compatíveis com a cota de
viajante, de US$ 500 (R$ 2.555, ao câmbio desta sexta).
Quando,
porém, os agentes de repressão ao contrabando pediram
ao motorista para abrir o capô do veículo, ele teria simulado atender a ordem e
fugiu em direção ao Paraguai.
O
compartimento foi, então, aberto e os servidores que atuam na alfândega
encontraram as 5.850 ampolas de medicamentos para emagrecimento ocultas sob o
capô. Além da tirzepatida, havia também retatrutida, medicamento ainda em
caráter experimental e que oficialmente não existe no mercado em nenhum país do
mundo —mas já é encontrado em várias marcas no Paraguai.
Até
então, a maior apreensão já registrada na região da tríplice fronteira tinha
ocorrido em 29 de abril de 2024, quando 4.598 canetas emagrecedoras foram
encontradas numa fiscalização na BR-277, rodovia que liga a fronteira à capital
do Paraná, Curitiba.
Com
isso, as apreensões neste ano já somam 115.647 canetas e ampolas, ante as 7.479
de 2025, o que representa um crescimento de 1.446,3% em comparação com o ano
passado.
No
último dia 3, um casal e uma criança já tinham sido flagrados com 2.707 canetas
e ampolas de tirzepatida de 15 mg e retatrutida e, também nesta sexta, um fundo
falso no filtro de ar de uma moto do Paraguai abrigava 52 caixas de ampolas de
TG, uma das marcas do "Mounjaro paraguaio".
A
apreensão na van somou cerca de R$ 735 mil em medicamentos, conforme a Receita
Federal, que apontou uma série de problemas. O primeiro é a irregularidade na
importação, já que a entrada no Brasil de todas as marcas de tirzepatida
provenientes do Paraguai é proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária).
As
canetas emagrecedoras paraguaias, porém, se espalharam pelo país devido ao
preço, à facilidade de compra e à fiscalização deficiente na fronteira.
O
tratamento mensal de Mounjaro de 15 mg (com quatro canetas, para aplicações
semanais) custa a partir de R$ 3.499 no Brasil. Para quem compra nas farmácias
de Ciudad del Este, no entanto, a versão paraguaia do medicamento custa em
média R$ 430, sem a necessidade de apresentação de receita médica.
Além
do ingresso ilegal do produto no país, a Receita afirmou que as canetas eram
transportadas em condições incompatíveis com as recomendações da fabricante,
que exigem armazenamento refrigerado. Sem isso, qualidade, eficácia e segurança
ficam comprometidos.
Os
passageiros foram ouvidos e liberados, enquanto as unidades de tirzepatida e o
veículo foram encaminhados à alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu para
apreensão (da van) e armazenamento para posterior destruição (das canetas).
Fabricante
do Mounjaro, a farmacêutica Eli Lilly afirma que o medicamento que produz exige
controle de temperatura em toda a cadeia, com condições rigorosas de
armazenamento, transporte e manuseio.
"Quando
produtos que alegam conter tirzepatida circulam fora dos canais autorizados e
da cadeia de distribuição regulada, não há garantia de que esses requisitos
foram cumpridos. Isso expõe os pacientes ao risco de receber um produto
contaminado ou ineficaz", diz a empresa.
As canetas
emagrecedoras são medicamentos agonistas
de GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo corpo humano que atua no
controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade.
Entidades
médicas apontam riscos
à saúde com o uso de medicamentos que não têm aval da Anvisa. Há
duas apresentações do medicamento no Paraguai: em canetas e em ampolas, que
ocupam menos espaço e por isso têm a preferência de pequenos e grandes
contrabandistas para ingresso no Brasil.
Fonte _ Folha/SP
'Uma refeição nas férias me deixou com 38 parasitas no cérebro'
Lowri Denman percebeu que algo estava errado quando encontrou, horrorizada, uma solitária com um metro de comprimento quando foi ao banheiro. O parasita "tinha aparência totalmente nojenta, como uma fita crepe com pequenas cristas", descreve ela, que tem 42 anos e mora no País de Gales.
Aquele foi o primeiro sintoma de neurocisticercose. A doença deixou a mulher com 38 parasitas no cérebro, causando dores de cabeça intensas, convulsões e psicose. No Reino Unido, pouquíssimas pessoas recebem o diagnóstico da infecção cerebral, causada pelas larvas da tênia do porco.
Denman
entrou para este grupo e passou anos lutando até recuperar sua saúde. Agora,
ela quer transformar sua provação em algo positivo, ampliando o conhecimento
sobre esta condição.
Viagem
à Índia
Em 2007, Denman saiu em uma viagem de três meses pela Índia. Foi lá que ela provavelmente contraiu a infecção, segundo seu médico, Brendan Healy, especialista em doenças infecciosas e microbiologia. Denman havia decidido evitar comer carne durante a viagem, para se precaver contra possíveis intoxicações alimentares. Mas Healy acredita que ela tenha inadvertidamente comido carne de porco contendo ovos microscópicos de tênia.
Foi apenas três anos depois, em 2010, que a mulher descobriu a tênia. Ela foi ao médico, mas os exames de fezes mostraram resultados satisfatórios. Ela também se sentia bem, de forma que seguiu com a vida normalmente. Um ano depois, começou a sentir dores de cabeça terríveis, e em 2011 sofreu sua primeira convulsão. "Eu realmente comecei a ter dificuldades para encontrar certas palavras", relembra. "De repente, eu estava em uma ambulância e me perguntava: 'Como isso aconteceu? Por quê?'."
Denman passou por uma internação hospitalar, um exame de ressonância magnética e uma tomografia computadorizada, até que foi chamada para ouvir os resultados.
"O
médico fez com que eu me sentasse e disse que havia encontrado 38 parasitas no
meu cérebro'", relembra ela. "Minha mãe e eu ficamos com o queixo
caído. 'O que diabos significa isso?'."
Inicialmente, elas pensaram que fosse toxoplasmose, uma infecção transmitida pelo contato com fezes de gato infectadas. Mas a mãe de Denman perguntou se a convulsão poderia estar relacionada à tênia que ela havia descoberto um ano antes. Novas investigações a levaram a finalmente receber o diagnóstico de neurocisticercose. "Naquele momento, tínhamos muitas perguntas porque simplesmente não sabíamos o que aconteceria com a minha saúde", ela conta.
Como
a doença é contraída
A tênia do porco tem o nome científico Taenia solium. Ela é encontrada em todo o mundo, mas as infecções são mais comuns em partes da América Latina, sul e sudeste da Ásia e na África subsaariana. A falta de saneamento básico ajuda o parasita a se reproduzir. Ele é mais comum em regiões onde as pessoas vivem em contato com porcos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que até 8,3 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de neurocisticercose, com ou sem sintomas. Ela pode ser evitada, mas é uma das principais causas de epilepsia em regiões onde a doença é comum. É possível contrair a tênia comendo carne de porco crua ou mal cozida, mas isso não causa diretamente a neurocisticercose.
Uma pessoa portadora do parasita pode eliminar os ovos microscópicos nas fezes. Mas, se ela não lavar bem as mãos depois de usar o banheiro, poderá contaminar água ou alimentos com os ovos, que serão engolidos por outra pessoa. Dentro do corpo, os ovos se transformam em larvas, que podem formar cistos em diversos órgãos, incluindo os músculos, o coração e os olhos. Este processo é conhecido como cisticercose.
Quando os cistos se desenvolvem no cérebro ou na medula espinhal, surge a neurocisticercose, que é a forma mais grave da doença. Denman ficou internada por duas semanas no hospital. Ela recebeu medicamentos antiparasitários e esteroides, e o tratamento pareceu funcionar por algum tempo.
Ela teve boa saúde por vários anos, até um dia em que desmaiou no trabalho. Foram então feitos novos exames de imagens que mostraram enormes inchaços em seu cérebro, em volta dos parasitas. Após o desmaio, ela passou a sofrer de confusão, dormência e formigamento no corpo. Ela acabou deixando seu emprego e mudando-se para a casa de seu pai.
Denman recebeu esteroides que alteraram sua aparência e, com a vida mais limitada, começou a sentir desânimo, até que sua saúde mental entrou em colapso. "Começou a surgir essa paranoia e psicose", relembra ela. "Veio uma forte ansiedade, com ataques de pânico." Denman passou seis semanas em um hospital neuropsiquiátrico. "Fiquei fora de controle. Minha família estava enlouquecendo com a escalada da situação."
Para recuperar a saúde, ela precisou percorrer um longo caminho, até conseguir voltar a trabalhar em 2022. Brenan Healy conta que Denman foi uma paciente única em sua carreira. O caso foi discutido por muitos especialistas importantes do Reino Unido e dos Estados Unidos.
"Haverá muitos especialistas em doenças infecciosas pelo país que nunca irão observar um caso como este, de tão raro que é", afirma ele. Após anos de cuidados médicos, os parasitas finalmente calcificaram no cérebro de Denman. "Não precisei de cirurgia para retirá-los fisicamente", ela conta.
Healy explica que Denman recebeu tratamento para "matar todos os ovos e, felizmente, eles agora parecem ter saído pelo outro lado". Sua última convulsão ocorreu em 2017, mas ela continuará sendo medicada contra a epilepsia pelo resto da vida.
Denman conta que ficou determinada a criar algo positivo com a sua provação. "O que quero, agora, é progredir na vida e difundir o conhecimento sobre esta doença", afirma ela. "Estou feliz por estar viva, saudável e novamente em boa forma. E nunca me esqueço de valorizar isso."
Fonte _ Folha/SP
COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Argentina x Suíça | Quartas de Final
Assista
à Argentina x Suíça AO VIVO E
COM IMAGENS, pelas quartas de Final da Copa do Mundo FIFA 2026™ na CazéTV!
Aqui
na CazéTV você fica com a cobertura completa da partida no
pré-jogo, durante e no pós-jogo também.
Todos
os 104 jogos da maior Copa de todos os tempos você só assiste na CazéTV!
Inscreva-se no canal, deixa o like e ativa o sininho pra não perder nada da nossa Jornada.
Programa Vacinação nas Escolas
Prefeitura
de Cruzeiro do Sul institui Programa de Vacinação nas Escolas Públicas para
fortalecer a imunização de crianças e adolescentes
A Prefeitura
de Cruzeiro do Sul instituiu o Programa de Vacinação nas Escolas
Públicas do município, iniciativa que amplia as estratégias de
imunização e reforça a proteção de crianças e adolescentes. O decreto,
assinado pelo prefeito Zequinha Lima e publicado no Diário Oficial
desta sexta-feira, 10, estabelece a realização de ações de
vacinação no ambiente escolar em parceria entre as secretarias municipais de
Saúde e Educação.
O
programa será direcionado, prioritariamente, aos estudantes da educação
infantil e do ensino fundamental das escolas públicas e das instituições de
ensino que recebem recursos públicos. De acordo com o planejamento da
Secretaria Municipal de Saúde, as ações também poderão contemplar alunos do
ensino médio, ensino superior e demais integrantes da comunidade escolar,
conforme a disponibilidade de imunizantes e as diretrizes do Programa
Nacional de Imunizações (PNI).
As
atividades serão coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde,
por meio da Coordenação Municipal de Imunização, das Unidades
Básicas de Saúde (UBSs) e do Programa Saúde na Escola, em
parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A previsão é que
as ações ocorram, preferencialmente, uma vez por ano, podendo ser ampliadas
durante campanhas específicas ou em situações que exijam busca ativa para
atualização da cobertura vacinal.
O
decreto também define que as unidades de ensino deverão informar pais e
responsáveis, com antecedência mínima de cinco dias, sobre a realização das
ações. Para estudantes menores de 18 anos, será necessária autorização do
responsável e o envio da caderneta de vacinação para avaliação da equipe de
saúde. Caso o documento não esteja disponível, o atendimento será realizado
normalmente, com consulta aos sistemas oficiais de imunização e emissão de um
novo cartão, quando necessário.
Outra
medida prevista é o envio, pelas escolas, no início de cada ano letivo, de uma
versão digitalizada ou fotografada da carteira de vacinação dos estudantes para
a Unidade Básica de Saúde de referência. A iniciativa permitirá que as equipes
acompanhem a situação vacinal dos alunos e promovam a atualização das doses em
atraso de forma mais eficiente.
O
secretário municipal de Saúde, Rafael Gomes, destacou que o programa representa
um importante avanço na prevenção de doenças e no fortalecimento da saúde
pública.
“Com
essa integração entre Saúde e Educação, conseguimos facilitar o acesso às
vacinas e ampliar a cobertura vacinal entre nossas crianças e adolescentes. O
ambiente escolar é um espaço estratégico para promover a prevenção, garantindo
mais proteção aos estudantes e contribuindo para a saúde de toda a comunidade.”
Fonte _ Cruzeiro do Sul
O Programa
Saúde na Escola do Ministério da Saúde e Ministério
da Educação está levando vacinação para mais de 30 milhões de
estudantes em todo o país.
COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Noruega x Inglaterra | Quartas de Final
Assista
à Noruega x Inglaterra AO VIVO
E COM IMAGENS, pelas quartas de Final da Copa do Mundo FIFA 2026™ na CazéTV!
Aqui
na CazéTV você fica com a cobertura completa da partida no
pré-jogo, durante e no pós-jogo também.
Todos
os 104 jogos da maior Copa de todos os tempos você só assiste na CazéTV!
Inscreva-se no canal, deixa o like e ativa o sininho pra não perder nada da nossa Jornada.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Anvisa reforça importância de testes específicos para as canetas paraguaias
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou, nesta segunda (6), a importância da
realização de testes específicos para avaliar a segurança e a eficácia das
canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai antes de esses produtos serem
comercializados no Brasil.
A
nota "Canetas do Paraguai NÃO demonstraram equivalência com
medicamentos registrados no Brasil" afirma que "é falsa a
informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas
contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil".
Publicada
na Folha no último sábado (5), a reportagem "Canetas
emagrecedoras do Paraguai têm princípio ativo equivalente ao do Mounjaro,
mostra análise da Unicamp" afirma que os medicamentos paraguaios
vendidos como versões de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) contêm, de
fato, a substância, conforme revelou o resultado apresentado pela Universidade
de Campinas.
O
estudo da Unicamp analisou a presença, a concentração e a estrutura molecular
do princípio ativo das amostras dos medicamentos Tirzedral, TG, Lipoless,
Tirzec e Gluconex, produzidas pelos laboratórios paraguaios Catedral, Indufar,
Eticos, Quimfa e Lasca, respectivamente.
A
análise não avaliou a presença de impurezas e contaminantes, nem a eficácia e
segurança dos medicamentos.
Nesta
terça-feira (7), a assessoria de comunicação da Anvisa afirmou à Folha que
a nota não foi publicada em resposta à reportagem, mas em razão da circulação,
nas redes sociais, de informações e interpretações equivocadas sobre os
resultados da análise.
A
Anvisa afirma que identificar a presença da tirzepatida em uma amostra
laboratorial não significa que o medicamento seja equivalente ao produto
registrado no Brasil. Há uma diferença entre comprovar a identidade do
princípio ativo e demonstrar a equivalência de um medicamento como um todo.
Segundo
a Anvisa, o CIATox não é um centro credenciado para estudos de bioequivalência
nem integra a Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde. A
agência diz ainda que fabricantes paraguaios também não passaram por inspeções
essenciais exigidas para emitir o registro sanitário brasileiro.
"As
empresas fabricantes dos produtos analisados pela Unicamp não foram avaliadas
na linha de produção, o que afeta diretamente a qualidade do produto final. E
não foram avaliadas pela Anvisa quanto à certificação de Boas Práticas de
Fabricação (BPF), etapa essencial para assegurar a qualidade da fabricação de
medicamentos", afirmou a agência.
Durante
o Fórum
de Saúde promovido pela Amcham Brasil (Câmara Americana de
Comércio para o Brasil), na segunda-feira, o diretor-adjunto da Anvisa, Diogo
Penha Soares, disse que a avaliação regulatória considera um conjunto muito
mais amplo de critérios do que a simples identificação da molécula.
Soares
também disse que a Anvisa mantém diálogo permanente com a Dinavisa, autoridade
sanitária do Paraguai. Segundo ele, as duas agências discutem ações de
convergência regulatória e um memorando de entendimento para ampliar a
cooperação técnica. Apesar disso, Soares afirmou que a Anvisa não possui
competência para fiscalizar fabricantes em território paraguaio nem reconhece
automaticamente os registros concedidos pelo país vizinho.
Todas
as canetas analisadas pela Folha possuem registro sanitário
vigente na Dinavisa, mas não na Anvisa. Até o momento, não houve pedidos de
registro dos laboratórios paraguaios para fins de regularização no país,
segundo a agência.
Segundo
a legislação brasileira, o registro depende de solicitação do próprio
fabricante, acompanhada de um dossiê técnico com informações detalhadas sobre
qualidade, segurança e eficácia.
Enquanto
a agência brasileira exige um dossiê estruturado segundo o padrão internacional
CTD (Documento Técnico Comum), a autoridade sanitária paraguaia trabalha com
uma versão mais enxuta da documentação e aceita, para medicamentos novos,
apenas resumos dos estudos de eficácia e segurança, sem exigir os relatórios
clínicos completos.
Representantes
da indústria farmacêutica também divulgaram nota após a publicação da
reportagem. Segundo as entidades, a preocupação não é com a competência dos
pesquisadores da Unicamp nem com o trabalho jornalístico, mas com
interpretações que extrapolem o alcance da análise laboratorial.
"A
aprovação de um medicamento pela Anvisa não se resume à confirmação do
princípio ativo. Envolve a avaliação da qualidade farmacêutica, da segurança,
da eficácia, da equivalência terapêutica e da conformidade documental, além da
inspeção das fábricas e do controle contínuo de cada lote. Nenhum desses
produtos passou por esse crivo", diz a nota pública.
Fonte _ Fonte/SP
Anvisa inclui Ozivy, caneta brasileira de semaglutida sintética, na lista de referência para genéricos
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) incluiu o Ozivy,
primeiro remédio brasileiro com semaglutida,
na Lista de Medicamentos de Referência (LMR). A medida foi publicada nesta
sexta-feira (10) no Diário Oficial da União.
Com
isso, o Ozivy passa a ser considerado parâmetro de eficácia, segurança e
qualidade para outros medicamentos à base de semaglutida sintética, genéricos
ou similares, em desenvolvimento no país.
Fabricado
pela farmacêutica EMS, o Ozivy foi aprovado pela Anvisa para tratamento de
diabetes tipo 2. A indicação para obesidade e sobrepeso é off-label (fora da
bula).
O Ozivy
é vendido por preços que variam de R$ 452 a R$ 498, conforme anúncio
feito pela farmacêutica em junho, quando o medicamento começou a ser
comercializado no país.
O
concorrente Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, custa de R$ 975 —pelo
programa Preço NovoDia (e-commerce) nas versões de 0,25 mg e 0,5 mg— a R$ 999
na dosagem de 1 mg.
Um
dos critérios para indicação como medicamento de referência é que o produto
contenha princípios ativos sintéticos e semissintéticos registrados como
medicamento novo ou inovador. É o caso do Ozivy, um medicamento à base de
semaglutida sintética.
O
Ozempic não integra a Lista de Medicamentos de Referência porque é um
medicamento biológico, categoria para a qual a legislação brasileira não prevê
genéricos.
Os
medicamentos biológicos são feitos a partir de organismos vivos (fermentação,
manipulação genética), resultando em moléculas grandes e difíceis de replicar
de forma idêntica. Já os sintéticos são feitos por síntese química em
laboratório e geram moléculas menores e mais estáveis, que podem ser copiadas
de forma idêntica entre fabricantes.
O
Ozivy foi o primeiro medicamento produzido pela indústria farmacêutica
brasileira com semaglutida a receber registro da Anvisa. O produto também foi o
primeiro com esse princípio ativo aprovado pela agência reguladora após o fim
da patente da semaglutida no Brasil, em março.
Um
segundo medicamento nacional com semaglutida, o Semavy,
da Hypera Pharma, ainda aguarda registro sanitário da Anvisa e análise
de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Fonte _ Folha/SP
Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do Mounjaro
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira (10) a apreensão
de lotes falsificados do
medicamento Mounjaro,
usado no tratamento de diabetes tipo
2 e obesidade.
A Eli Lilly, farmacêutica que detém registro do Mounjaro, relatou à agência ter encontrado no mercado unidades com características diferentes do produto original, um indício de falsificação.`Os lotes falsificados, fabricados por empresa não identificada, são:
- Mounjaro 10
mg: lote 855044
- Mounjaro 15
mg: lotes D880403, MJR 257, D854901
Segundo
a Anvisa, entre as irregularidades identificadas estão números de série que não
constam nos sistemas da empresa; lotes não reconhecidos; utilização de número
serial incompatível com o lote informado; dispositivo incompatível com o
produto original; e erro de grafia na rotulagem, que constava
"soluction" em vez de "solution".
A
medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos
considerados falsos.
Fonte _ Folha/SP
Por que perdemos o apetite conforme envelhecemos? Hormônios, paladar e solidão podem explicar
Quando
você era mais jovem, tinha muito apetite.
Agora, na casa dos 60 anos, fica satisfeito mais rápido e não consegue comer
como antes. O que está acontecendo?
É
comum as pessoas
comerem menos à medida que envelhecem, diz Roger A. Fielding, professor
de nutrição na Friedman School of Nutrition Science and Policy da Tufts
University. Em uma análise de quase 60 estudos, por exemplo, pesquisadores
descobriram que pessoas com 60 anos ou mais consumiam de 16% a 20% menos
calorias do que adultos mais jovens.
A
grande questão é por quê, diz Barbara Rolls, professora de ciências
nutricionais na Penn State. Vários fatores, incluindo a idade da pessoa, podem
influenciar o apetite e o quanto ela se sente saciada após comer, então é
difícil saber o que pode estar afetando cada um.
Aqui
estão alguns possíveis culpados a considerar, segundo especialistas, e o que
você pode fazer a respeito.
Os
sinais de fome diminuem
Mudanças
hormonais que
ocorrem com o envelhecimento podem
influenciar o quanto você quer comer, afirma Margaret Manus, internista do
Houston Methodist Hospital.
Algumas
pesquisas limitadas mostraram, por exemplo, que adultos mais velhos produzem
menos grelina — um hormônio que faz você sentir fome — do que pessoas mais
jovens. Se isso acontece, ou se você continua produzindo a mesma quantidade de
grelina, mas seu corpo não responde a ela tão fortemente quanto antes, você
pode sentir menos vontade de comer, diz Manus.
Outras
pesquisas mostraram que as pessoas produzem mais de dois outros hormônios —
leptina e colecistocinina, que causam sensação de saciedade — à medida que
envelhecem. Como resultado, diz Manus, elas comem menos.
Também
há evidências limitadas sugerindo que o estômago esvazia mais lentamente
conforme as pessoas envelhecem, afirma Rolls. Essa mudança pode atrasar o
momento em que a pessoa sente fome novamente após seu último lanche ou
refeição.
E as
pessoas tendem a perder
massa muscular com a idade, diz Fielding. O músculo queima mais
calorias do que a gordura, então pessoas com menos músculo precisarão comer
menos, afirma.
A
comida se torna menos atraente
Nossos
sentidos de olfato e paladar podem diminuir com o tempo, diz Rolls. Em um
estudo de 2022 que envolveu 60 participantes, pesquisadores descobriram que
entre aqueles com mais de 50 anos, pouco mais da metade tinha problemas com a
sensibilidade do paladar e 70% não conseguiam sentir cheiros muito bem.
Se a
comida não tem bom gosto ou cheiro, você tende a querer menos dela, afirma
Rolls. Em um estudo envolvendo 359 adultos mais velhos na Holanda,
pesquisadores descobriram que aqueles que disseram não conseguir sentir bem o
gosto tinham menos apetite do que aqueles que relataram sentir o gosto
normalmente.
Adultos
mais velhos também costumam comer sozinhos, o que pode resultar em comerem
menos. Vários estudos mostraram que as pessoas comem mais quando jantam com
outras, especialmente com amigos e entes queridos, diz Rolls. Essa tendência
pode estar enraizada no fato de que as pessoas passam mais tempo comendo quando
estão com outras pessoas — e quanto mais tempo ficam sentadas, mais comem.
Como
recuperar o apetite
Se
seu apetite diminuiu e você quer recuperá-lo, Manus recomenda
exercícios regulares. Quando você queima calorias, seu corpo quer
repô-las com comida.
O treinamento
com pesos pode ser especialmente útil, diz Manus, porque constrói
músculos, o que aumentará ainda mais seu apetite. Os Centros de Controle e
Prevenção de Doenças recomendam que adultos com 65 anos ou mais façam
exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. Manus
recomenda exercícios que envolvam muitas repetições com pesos leves (entre 1 e
5 quilos, por exemplo) ou faixas de resistência.
Se
você está comendo menos e está preocupado em desenvolver uma deficiência
nutricional, Fielding recomenda seguir uma dieta equilibrada que priorize
alimentos ricos em nutrientes, como frutas, vegetais, leguminosas, grãos
integrais e fontes magras de proteína. Aqueles que não têm fome para três
refeições completas por dia podem ter mais êxito fazendo quatro ou cinco
refeições menores ao longo do dia, diz Manus. Calculadoras online práticas
podem ajudar a estimar suas necessidades calóricas.
Considere
também jantar com amigos e entes queridos, diz Rolls. E tente experimentar
ervas e temperos para compensar qualquer perda de olfato e paladar.
Fonte _ Folha/SP
El Niño pode aumentar casos de dengue, doenças respiratórias e problemas de saúde mental, afirma Opas
Ar
poluído na região central da cidade de São Paulo durante onda de calor e
queimadas em setembro de 2024, quando havia influência do El Niño - Danilo
Verpa - 12.set.24/Folhapress
A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) publicou um relatório que alerta para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a saúde da população nas Américas em 2026 e no início de 2027.
Segundo
o documento, a combinação de secas, enchentes, ondas de calor e incêndios
florestais pode aumentar o risco de doenças infecciosas, agravar doenças
crônicas, ampliar problemas de saúde mental e
pressionar os sistemas de saúde da região.
Publicado
no último dia 7, o relatório diz que a intensidade dos impactos dependerá das
condições climáticas locais, da vulnerabilidade das populações e da capacidade
de resposta de cada país.
Entre
as principais preocupações estão as doenças transmissíveis. O documento aponta
que alterações na temperatura e no regime de chuvas podem favorecer a
disseminação de doenças transmitidas pela água, como cólera,
além de ampliar a circulação de vetores responsáveis por enfermidades
como dengue, zika, chikungunya,
malária, febre amarela e
oropouche.
O
relatório também chama atenção para o impacto das ondas de calor e dos
incêndios florestais na saúde. Segundo a análise, temperaturas elevadas
aumentam o risco de estresse térmico, desidratação e exaustão por calor,
podendo também agravar doenças cardiovasculares e respiratórias.
A
fumaça de queimadas e
a piora da qualidade do ar podem elevar casos de asma, doença
pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras condições
respiratórias, especialmente entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com
doenças crônicas.
Quanto
à saúde mental, a Opas afirma que perdas econômicas, deslocamentos
populacionais, interrupção de serviços e incertezas provocadas por eventos
climáticos extremos podem aumentar a demanda por apoio psicossocial. O
documento também identifica maior risco de violência de gênero em cenários de
deslocamento, superlotação de abrigos e interrupção de serviços públicos.
A
análise destaca, ainda, efeitos indiretos como aumento da insegurança
alimentar, perdas de safras e maior risco de desnutrição, sobretudo entre
crianças menores de 5 anos, gestantes e populações em situação de
vulnerabilidade.
De
acordo com o documento, tanto secas como enchentes podem comprometer a produção
de alimentos, o abastecimento de água e o acesso aos serviços de saúde.
Outro
ponto de atenção é a infraestrutura de saúde. A Opas avaliou a vulnerabilidade
de 756 hospitais de emergência localizados em áreas potencialmente expostas a
inundações costeiras por eventual elevação do nível do mar. Além dos danos
físicos às unidades, o relatório cita o risco de interrupções no fornecimento
de medicamentos, insumos e outros recursos necessários para manter o
atendimento à população.
Para
reduzir os impactos, a Opas recomenda que governos fortaleçam a vigilância
epidemiológica para doenças sensíveis ao clima,
integrem informações meteorológicas e sanitárias para antecipar riscos e
ampliem o monitoramento nutricional de grupos vulneráveis.
Também
recomenda investimentos em abastecimento de água potável e saneamento, além da
adoção de alternativas como telessaúde e equipes móveis para evitar
interrupções no atendimento de pacientes com doenças crônicas.
Segundo
a Opas, a comunicação de riscos com as comunidades e a coordenação entre
diferentes setores também são fundamentais para reduzir os efeitos do El Niño
sobre a saúde pública.
Fonte _ Folha/SP
COPA DO MUNDO FIFA™ 2026 | Espanha x Bélgica | Quartas de Final
Assista
à Espanha x Bélgica AO VIVO E
COM IMAGENS, pelas quartas de Final da Copa do Mundo FIFA 2026™ na CazéTV!
Aqui
na CazéTV você fica com a cobertura completa da partida no
pré-jogo, durante e no pós-jogo também.
Todos
os 104 jogos da maior Copa de todos os tempos você só assiste na CazéTV!
Inscreva-se no canal, deixa o like e ativa o sininho pra não perder nada da nossa Jornada.
Santo Rosário
Siga-me
nas outras redes:
◆ Instagram: / freigilson_somdomonte
◆ TikTok: / freigilsonoficial
◆ Facebook: / somdomonteoficial
◆ X: https://x.com/FreiGilsonCMES
◆ Spotify: https://open.spotify.com/artist/0jzTa...
◆ YouTube Music: / frei gilson - topic
◆ Apple Music: / frei-gilson
◆ Podcast:
https://open.spotify.com/show/7HeYuy5...
◆ Canal do WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaPr...
◆ Canal do Telegram: https://t.me/freigilsoncmes
Doe para a Obra de Nossa Senhora de Guadalupe: https://virgemdeguadalupe.com/










