sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Alimentos gordurosos aumentam risco de câncer colorretal

 


A lista de riscos à saúde associados a alimentos ricos em gordura e pobres em fibras é extensa: colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) ou colesterol "ruim", artérias obstruídas, ganho de peso, doenças cardíacas, sobrecarga hepática, picos de açúcar no sangue, má digestão, e a lista continua...

Um novo estudo realizado por uma equipe de pesquisadores alemães demonstrou como as chamadas dietas ocidentais podem levar ao desenvolvimento de um dos cânceres de maior incidência e mortalidade em adultos com menos de 50 anos, o câncer colorretal.

Os pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, da RWTH Aachen e do Instituto Alemão de Nutrição Humana Potsdam-Rehbrücke (DIfE) descobriram que essas dietas aumentam a produção de ácido deoxicólico no intestino.

Os resultados foram publicados na edição de agosto de 2026 da revista Gut, especializada em gastroenterologia e hepatologia.

"O que torna nosso estudo especial é que ele demonstra a causalidade", afirmou à DW Annika Osswald, autora principal do estudo e doutoranda no Instituto Alemão de Nutrição Humana. "Até agora, sabíamos apenas que havia algum tipo de conexão entre [um certo] ácido biliar secundário e o câncer colorretal."

Como o ácido biliar está ligado ao câncer colorretal?

A gordura dos alimentos que ingerimos desencadeia a produção de ácidos biliares primários no fígado. Esses ácidos são importantes: seu corpo precisa deles para decompor e absorver as gorduras. A maioria dos ácidos biliares primários é reabsorvida e retorna ao fígado.

Mas uma pequena fração chega ao cólon, onde certas bactérias os convertem em ácidos biliares secundários, incluindo um chamado ácido deoxicólico (DCA). Quanto mais alimentos gordurosos você consome, maior a concentração de DCA no seu cólon. E é aí que os problemas começam.

Osswald e seus colegas realizaram testes em camundongos em laboratório. "No cerne do nosso trabalho para comprovar a causalidade estavam os modelos de camundongos", explicou a cientista.

A equipe de pesquisa implantou bactérias produtoras de DCA em camundongos. Os cientistas controlavam completamente o microbioma intestinal desses animais. Em seguida, os cientistas induziram câncer colorretal nesses camundongos e em outros sem as bactérias. Os que tinham bactérias produtoras de DCA no intestino apresentaram maior crescimento tumoral do que os camundongos que não as tinham.

A divisão celular nos camundongos com DCA também aumentou. Isso torna mais provável o desenvolvimento de câncer, porque multiplica as chances de erros de replicação do DNA. Essas mutações de DNA durante a divisão celular podem se acumular e levar ao câncer.

Para verificar se o processo que eles observaram em camundongos também ocorre em humanos, os pesquisadores analisaram amostras de fezes de mais de mil pessoas, com e sem câncer colorretal. Genes de bactérias produtoras de DCA foram encontrados com mais frequência em pessoas com câncer colorretal.

"Nossos resultados mostram o quanto uma dieta ocidental rica em gordura e as mudanças associadas no microbioma intestinal podem afetar a saúde intestinal humana", disse o microbiologista Sören Ocvirk, outro autor do estudo.

Osswald afirma que o trabalho da equipe é fundamental e que mais pesquisas precisam ser feitas. Ainda assim, a comprovação da causalidade entre bactérias intestinais produtoras de DCA e o aumento do crescimento tumoral aponta para possíveis tratamentos de câncer colorretal.

Por que é vital entender melhor o câncer colorretal

O câncer colorretal é o único tipo de câncer cuja taxa de mortalidade em pessoas com menos de 50 anos aumentou nas últimas décadas. Essa é a conclusão de um estudo publicado no jornal científico Journal of the American Medical Association em janeiro de 2026.

O número de mortes por câncer cerebral, câncer de mama, leucemia e câncer de pulmão diminuiu nos EUA entre 1990 e 2023. Mas o número de mortes por câncer colorretal aumentou 1,1% ao ano, a partir de 2005.

Quando detectado precocemente, o câncer que começa no cólon ou no reto é tratável.

Mas os sintomas frequentemente não se manifestam nos estágios iniciais da doença. Quando aparecem, podem ser interpretados erroneamente como sintomas de condições menos graves, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável. Os sintomas do câncer colorretal incluem:

  • sangue nas fezes
  • diarreia ou constipação intermitente, ou constante
  • dor abdominal persistente
  • gases ou cólicas
  • sensação de inchaço

Outro obstáculo para a detecção precoce é que algumas pessoas podem se sentir constrangidas em discutir os sintomas de problemas colorretais com seu médico. Portanto, não tenha vergonha, converse com seu médico.

Como esses estudos podem ajudar no tratamento?

Uma opção a ser considerada no futuro pode ser o transplante de microbiota intestinal.

"Você poderia transplantar a microbiota intestinal [o conjunto de microorganismos que vivem naturalmente no intestino] de pessoas com menos bactérias produtoras de DCA em pacientes com câncer colorretal", disse Osswald. "Isso poderia potencialmente retardar o crescimento do tumor."

A melhor opção, é claro, é prevenir o câncer colorretal. Embora algumas pessoas possam ter predisposição genética para desenvolver câncer colorretal, muito depende de fatores relacionados ao estilo de vida.

Comer de forma saudável, reduzir a quantidade de carne e alimentos gordurosos e não fumar diminuem o risco de câncer colorretal.

Fonte _ Folha/SP

Alerta sobre sarampo nas Américas reforça importância de intensificar vacinação no Brasil

 


O avanço do sarampo nas Américas reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Em alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta que a Região das Américas registra, em 2026, o maior número de casos confirmados de sarampo dos últimos 22 anos e mantém risco muito alto para a saúde pública devido à ocorrência de surtos ativos. Diante desse cenário, a organização recomenda o fortalecimento da vacinação, da vigilância epidemiológica e da resposta rápida aos casos.

A situação reforça a importância da Campanha de Multivacinação do Ministério da Saúde, que segue até 1º de setembro em todo o país. A estratégia é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos e oferece a oportunidade de verificar a caderneta e atualizar as doses que estiverem em atraso, incluindo a proteção contra o sarampo. 

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e a circulação do vírus em outros países aumenta a possibilidade de importação de casos. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém ações de vigilância e vacinação para evitar a reintrodução e a transmissão sustentada da doença. O país recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela OPAS e mantém esse status.  

Em 2025, as Américas já haviam registrado 14.891 casos confirmados de sarampo e 29 mortes, número 32 vezes maior que o registrado em 2024. O total de 2025 foi o maior na região desde 2019, quando foram registrados 23.269 casos. Em 2026, o cenário se agravou: até 13 de junho, eram 22.324 casos confirmados em 17 países e territórios, com 38 óbitos. México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentram 97% dos casos. 

No Brasil, em 2026, até o momento, há registro de 24 casos de sarampo, relacionados à importação do vírus. Três foram encerrados sem risco de disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital. 

Vacinação é a principal forma de prevenção 

Diante da identificação de casos no Brasil, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia de vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nessas localidades, a orientação é vacinar, de forma indiscriminada, pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha, conforme as recomendações específicas para cada faixa etária. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da ação de bloqueio vacinal. 

Para crianças de 6 a 11 meses, a vacina contra o sarampo é administrada como dose zero, adicional e que não substitui as doses previstas na rotina aos 12 e 15 meses. Para as demais idades, a necessidade de vacinação é verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. 

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampocaxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser vacinadas por determinadas condições de saúde. 

A estratégia contra o sarampo integra uma mobilização mais ampla. Além da tríplice viral, a Multivacinação contempla vacinas que protegem contra doenças como poliomielite, meningites, pneumonias, coqueluche, febre amarela, influenza, covid-19, HPV e dengue, entre outras. A campanha também marca a primeira edição da Multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. 

A recomendação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis aproveitem a Campanha de Multivacinação para levar crianças e adolescentes a uma unidade de saúde e conferir a situação vacinal.  A estratégia também é uma oportunidade para ampliar a proteção contra doenças que podem voltar a circular quando há queda nas coberturas vacinais. O Dia D de Mobilização Nacional será realizado em 22 de agosto, com ações de vacinação em todo o país. 

Brasil mantém vigilância e reforça vacinação 

O Ministério da Saúde acompanha continuamente a situação epidemiológica do sarampo no Brasil e nas Américas e orienta estados e municípios sobre medidas de vigilância, investigação de casos e vacinação. A pasta também tem intensificado estratégias para alcançar pessoas não vacinadas ou com doses em atraso. 

A recomendação é simples: quem tem criança ou adolescente em casa deve conferir a caderneta e procurar uma unidade de saúde para colocar a vacinação em dia. Manter as vacinas atualizadas é uma das principais medidas para proteger a população e impedir que doenças controladas ou eliminadas voltem a se espalhar.

Fonte _ Saúde.gov

Novenário Nossa Senhora da Glória - Festa da Padroeira 2026

 


9ª Noite

Maria, Mãe da abundância

Dedicada aos Empresários e Empreendedores em geral

Terço: 18:00h

Novena: 18:00h

Missa: 19:00h

Município Homenageado: Cruzeiro do Sul/Acre

Diocese de Cruzeiro do Sul - Acre

 Verdes Florestas 95.7 FM

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

InfoGripe: maior parte do país tem tendência de queda ou estabilização de casos de SRAG

 


A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (13/8), mostra que 23 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam tendência de queda ou estabilização do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A exceção fica para Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe, que apresentam um leve sinal de crescimento. Quanto ao nível de risco, ainda há 14 das 27 UF com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 31, período de 2 a 8 de agosto.

Os pesquisadores do InfoGripe voltam a reforçar que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19. Também é essencial, de acordo com os especialistas, que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando alguns cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara.


Estados e capitais

A atualização aponta que há sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. Contudo, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.

O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou, porém, mesmo com sinal de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos em Minas Gerais e Roraima. Os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados do Centro-Sul (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Rio de Janeiro e Santa Catarina e queda no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Em relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos graves no Maranhão e Amazonas, mas os casos semanais ainda estão em um patamar baixo de incidência. Também há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco e Amazonas, e de rinovírus em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porém sem impacto importante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.

Segundo o InfoGripe, 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 31: Belém (PA) e Porto Velho (RO). Além disso, 6 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 6,5% de influenza A, 9,2% de influenza B, 50,4% de vírus sincicial respiratório, 29% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 20,1% de influenza A, 18,1% de influenza B, 34,7% de vírus sincicial respiratório, 24,3% de rinovírus e 5,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 133.709 casos de SRAG, sendo 72.061 (53,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 46.505 (34,8%) negativos, e ao menos 7.372 (5,5%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 18,6% de influenza A, 5,2% de influenza B, 42,2% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações por VSR no país. Na população de 15 a 49 anos a redução dos casos de SRAG é explicada principalmente pela diminuição das hospitalizações por influenza A e B, enquanto entre os idosos ela decorre sobretudo da redução das hospitalizações por influenza A. Entre crianças de 5 a 14 anos, a queda dos casos de SRAG é impulsionada principalmente pela diminuição dos casos graves por rinovírus.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. O rinovírus também se destaca como a segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de dois anos e idosos.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

Novenário Nossa Senhora da Glória - Festa da Padroeira 2026

 


8ª Noite

Maria, Mãe que ampara e cuida

Dedicada aos Trabalhadores da saúde

Terço: 18hs

Novena: 18hs30min

Missa: 19hs

Município Homenageado: Envira/Am Diocese de Cruzeiro do Sul/Acre

 Verdes Florestas 95.7 FM

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Mudanças climáticas do El Niño agravam quadros alérgicos; saiba como amenizar problema

 


Aumento das temperaturas, mudanças na umidade do ar e períodos de chuvas intensas ou estiagem, a depender da região do Brasil, são as características do El Niño, responsável pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico.

Com ele, as mudanças climáticas ficam mais intensas. O fenômeno reflete de forma indireta na saúde, intensificando quadros de alergias respiratórias.

A presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), Fátima Rodrigues Fernandes, esclarece que o bem-estar respiratório está diretamente condicionado aos fatores climáticos.

Segundo a especialista, a exposição à poluição atmosférica combinada a variações térmicas extremas agride e fragiliza as vias aéreas.

"O El Niño não é o culpado pelas doenças ou pelo agravamento delas. São as alterações climáticas que levam a uma exacerbação do fenômeno, o que causa as complicações."

A médica diz que a asma, a rinite alérgica e as infecções respiratórias são as condições mais frequentes. A especialista argumenta que a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), apesar de não ser alérgica, pode aparecer junto da asma.

As chuvas e as enchentes, como as que ocorrem no Sul, aumentam a quantidade de fungos dentro e fora das casas. Outro problema tem como exemplo recente o que ocorreu no Rio Grande do Sul, em 2024: os pacientes foram forçados a interromper os cuidados com a saúde. "As pessoas descontinuaram seus tratamentos, ficaram sem acesso à saúde, ao controle de doenças, à compra de medicamentos e consultas. E agora parece que já temos algum grau disso também. São fatores de agravo, além das condições da casa e do ambiente externo", explica Fátima Rodrigues.

E não são só as alergias, alerta a especialista. As ondas de calor e a secura do ar descompensam doenças cardíacas, causam desidratação, insolação e exaustão física.

Quais são as principais medidas práticas para reduzir alérgenos dentro de casa?

A mais importante é a limpeza mecânica do ambiente, com remoção de ácaros, mofo e poeira. Recomenda-se aspirar colchões, travesseiros, almofadas e sofás com aspiradores de filtro HEPA; trocar a roupa de cama pelo menos uma vez por semana; evitar brinquedos de pelúcia; e limpar superfícies com pano úmido. Evite também fumaça de cigarro, gasolina e produtos de limpeza com cheiro forte. Para alérgicos a ácaros, mofo e pelos de animais, o ideal é deixar a casa arejada e bem ventilada.

Por que o pólen representa um desafio diferente dos outros alérgenos domésticos?

O pólen é um alérgeno externo, o que impossibilita limpar o ambiente para eliminá-lo. Além disso, as mudanças climáticas causadas pelo El Niño alteram o ciclo das plantas e a polinização, podendo prolongar as estações polínicas. Pessoas sensíveis ao pólen devem manter a casa fechada e vedar janelas para impedir a entrada dos grãos de pólen vindos de fora.

Como usar ar-condicionado, umidificadores e desumidificadores de forma segura para alérgicos?

ar-condicionado deve ser limpo e higienizado com frequência, conforme orientação do fabricante. Desumidificadores e umidificadores devem ter controle de umidade e mantê-la entre 40% e 60%. O ar tanto seco quanto úmido, nos extremos, é prejudicial: o excesso de secura irrita as mucosas; o excesso de umidade favorece o crescimento de fungos.

Por que os descongestionantes nasais são considerados problemáticos pelos alergistas?

Eles promovem alívio imediato ao causar vasoconstrição nasal, mas têm efeito rebote: após o uso, a congestão retorna de forma mais intensa do que antes, o que leva o paciente à dependência. Esse quadro é chamado de rinite medicamentosa e exige acompanhamento médico para o desmame e início do tratamento adequado. Os descongestionantes nasais só devem ser usados por, no máximo, um a dois dias, em crises intensas.

Quais são os riscos da automedicação com descongestionantes, especialmente em crianças e idosos?

Em crianças pequenas, esses medicamentos podem penetrar no sistema nervoso central e causar convulsões, alterações neurológicas e arritmias cardíacas. Em idosos, também há risco de complicações cardiovasculares.

Por que a automedicação com antialérgicos é desaconselhada?

Devido à possibilidade de erros no diagnóstico, uso de medicamentos inadequados e efeitos colaterais graves.

Qual é o tratamento ideal para a rinite alérgica?

Sprays nasais anti-inflamatórios, geralmente com corticoide inalatório. Eles atuam diretamente na inflamação da mucosa nasal.

Como diferenciar uma crise alérgica de uma gripe, e é possível ter febre em um quadro alérgico?

A febre é um marcador de infecção, enquanto as alergias costumam se manifestar com coceira, espirros e chiado. No entanto, quadros alérgicos podem apresentar febre quando associados a uma infecção.

O principal fator para identificar uma alergia é a repetição frequente dos sintomas, como espirros, coriza e coceira no nariz e nos olhos (no caso da rinite), ou chiado no peito e falta de ar (no caso da asma). Vale lembrar que indivíduos alérgicos são mais suscetíveis a infecções, pois já possuem uma mucosa inflamada.

Como populações vulneráveis devem se preparar para eventos climáticos extremos?

Crianças, idosos e doentes crônicos devem acompanhar as previsões meteorológicas para se anteciparem a ondas de calor, frentes frias e dias de alta poluição. Em dias muito poluídos, recomenda-se evitar a exposição ao ambiente externo.

Também é importante hidratar bem as mucosas e a pele, além de beber água.

Como eventos climáticos extremos afetam os olhos e qual é a relação com a rinite alérgica?

Os olhos são bastante vulneráveis a eventos climáticos extremos, como ondas de calor e secura do ar, pois não possuem a barreira mucociliar presente nas vias respiratórias. Isso pode causar conjuntivite, caracterizada por coceira, vermelhidão e dificuldade para enxergar —inclusive em pessoas não alérgicas.

Cerca de 80% dos pacientes com rinite alérgica também apresentam conjuntivite. A recomendação é hidratar a mucosa ocular para eliminar detritos e manter o funcionamento normal dos olhos.

Como tratar a ardência nos olhos causada pelo tempo seco e poluição?

Não use colírio de forma aleatória. Existem diferentes tipos, desde lágrimas artificiais até imunossupressores. A escolha depende do diagnóstico de cada paciente. Para a população geral, colírios hidratantes e lubrificantes podem e devem ser usados, especialmente em climas secos.

Quais são os principais tipos de alergia de pele e seus sintomas?

Os principais tipos são dermatite atópica (eczema), urticária e dermatite de contato. Os sintomas incluem coceira intensa, descamação, vermelhidão e, em alguns casos, secreção. Cerca de 20% a 30% dos pacientes podem ter quadros mais graves, com comprometimento de toda a pele e formação de feridas.

Quais complicações oculares podem surgir em pacientes com dermatite atópica?

A coceira intensa nos olhos leva ao ato contínuo de esfregar a região, o que pode causar o ceratocone —a córnea deforma, afina e fica pontiaguda. Casos mais graves podem exigir transplante para evitar a perda da visão.

Fonte _ Folha/SP

Anvisa abre caminho para farmácias venderem remédios no iFood, Rappi e marketplaces

 


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) abriu caminho para permitir que aplicativos de delivery como iFood e Rappi e plataformas como Mercado Livre, Americanas e Shopee possam vender remédios.

Essas empresas poderão anunciar, comercializar e entregar os medicamentos, mas as farmácias e drogarias continuarão sendo as únicas autorizadas a armazenar, fazer a dispensação (ato em que o farmacêutico fornece o medicamento e orienta o paciente sobre seu uso) e a relação com os laboratórios.

A agência reguladora publicou, na segunda-feira (10), a revogação de resoluções internas que barravam a comercialização no Rappi, Ifood, Mercado Livre, B2W (Americanas) e Shopee).

As plataformas, no entanto, só poderão começar a oferecer os remédios após a definição de regras específicas. Segundo a assessoria da Anvisa, não há previsão de data para a publicação da norma regulamentando o tema.

Instruções já existentes, como a resolução sobre as boas práticas farmacêuticas, deverão ser seguidas pelos marketplaces, informou a agência. Vender medicamentos de controle especial (que agem sobre o sistema nervoso central ou geram dependência), por exemplo, segue proibido, a menos que a norma específica estipule o contrário.

De acordo com a Anvisa, as medidas foram revogadas após "questionamentos formais" apresentados à agência, depois de o governo federal sancionar, em março, a lei que autorizou a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados.

"O que muda para os aplicativos que não possuem todas essas licenças é que eles realizam a parte de intermediação entre farmácia e consumidor e a entrega dos medicamentos", afirma o advogado Gustavo Caetano, sócio da área de Life Sciences e Saúde do escritório Mattos Filho.

O modelo é diferente do adotado por alguns supermercados que abriram drogarias em suas unidades e passaram a comercializar os produtos diretamente nesses estabelecimentos.

A mudança ocorre em um momento de expansão da presença de medicamentos no varejo. A rede de supermercados Assaí já prevê inaugurar 25 unidades de farmácia dentro de suas lojas ainda em 2026, com a promessa de comercializar medicamentos a preços menores do que os praticados pelas drogarias.

O Mercado Livre já comercializa remédios de venda livre, como analgésicos e antitérmicos, antiácidos e digestivos e vitaminas em um projeto-piloto, que por enquanto abrange parte da região metropolitana da cidade, cobrindo pontos como Vila Mariana, Paraíso e Itaim. A comercialização foi viabilizada após o marketplace adquirir, em setembro de 2025, sua primeira farmácia física no Brasil. A empresa adquiriu a Cuidamos Farma, estabelecimento localizado no Jabaquara, na zona sul de São Paulo.

Sérgio Barreto, CEO da Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias), afirmou que a responsabilidade pela venda e pela assistência farmacêutica deve permanecer com farmácias e drogarias regularmente licenciadas.

"Medicamentos não são mercadorias comuns, e nenhum modelo de comercialização pode reduzir as salvaguardas necessárias à proteção da saúde da população", afirmou o executivo.

As revogações foram aplicadas individualmente para cada empresa. Na quinta-feira (6), a Anvisa já havia revogado uma medida preventiva que proibia a venda de medicamentos na plataforma da Shopee.

A Rappi afirmou que vê a decisão da Anvisa como um "passo positivo", que traz maior segurança jurídica para o setor e atualiza o marco regulatório diante da evolução das novas tecnologias.

Shopee disse que considera positiva a decisão da Anvisa e afirmou que a venda de medicamentos em seu marketplace será permitida exclusivamente por farmácias e drogarias licenciadas.

O Mercado Livre afirmou que recebe positivamente a decisão da Anvisa e que a medida "privilegia a livre concorrência e representa um avanço para a modernização do setor de saúde e para a democratização do acesso a medicamentos no Brasil".

iFood disse que acompanha a revogação das medidas da Anvisa e reforça seu compromisso com a legislação sanitária. A empresa afirmou que não busca substituir as farmácias, mas conectar estabelecimentos licenciados, consumidores e entregadores por meio de tecnologia especializada.

"A empresa não compra, não estoca nem revende medicamentos. A venda e a dispensação permanecem responsabilidade integral das farmácias parceiras, e o farmacêutico mantém seu papel insubstituível", disse a empresa em nota.

Fonte _ Folha/SP

Novenário Nossa Senhora da Glória - Festa da Padroeira 2026

 


7ª Noite

Maria, Mãe que guarda e protege

Dedicada aos trabalhadores da Segurança, Justiça e Advogados

Terço: 18hs

Novena: 18hs30min

Missa: 19hs

Município Homenageado: Tarauacá e Jordão/Acre

Diocese de Cruzeiro do Sul - Acre

 Verdes Florestas 95.7 FM

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Novenário Nossa Senhora da Glória - Festa da Padroeira 2026



6ª Noite

Maria, Mãe que educa e ensina

Dedicada aos Trabalhadores da Educação e Estudantes

Caminhada pela paz

Concentração: 17hs - Horário: 17hs30min

Terço: 18hs

Novena: 18hs30min

Missa: 19hs

Município Homenageado: Eirunepé – Amazonas Diocese de Cruzeiro do Sul - Acre

 Verdes Florestas 95.7 FM

domingo, 9 de agosto de 2026

Expoacre 2026

 





Novenário Nossa Senhora da Glória - Festa da Padroeira 2026

 


4ª Noite

Maria, Mãe das Famílias

Dedicado as Famílias Procissão das Crianças, Idosos e Atípicos

Concentração: 17hs

Horário: 17hs30min

Terço: 18hs

Novena: 18hs30min

Missa: 19hs

Município Homenageado: Feijó Diocese de Cruzeiro do Sul - Acre

 Verdes Florestas 95.7 FM

sábado, 8 de agosto de 2026

Novenário Nossa Senhora da Glória - Festa da Padroeira 2026

 


3ª noite

Maria, mãe que caminha com os Jovens

Dedicado as Juventudes – Juventudes Paróquias, Centro de Juventudes, Coroinhas/ Acólitos, Renovação Carismática e Comunidade Católica Shalom.

Romaria Jovem

Local: Rotatória de Rodrigues Alves

Concentração: 14hs - Saída: 15hs

Terço: 18hs

Novena: 18hs30min

Missa: 19hs

Município Homenageado: Mâncio Lima – Acre Diocese de Cruzeiro do Sul - Acre

 Verdes Florestas 95.7 FM

Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes contra sarampo, pneumonias e outras doenças

 


Ministério da Saúde inicia a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A mobilização segue até 1º de setembro, com Dia D nacional em 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites, e amplia a proteção coletiva por meio da vacinação.  

“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que acompanhou, nesta sexta-feira (7), a distribuição de doses de vacinas no Almoxarifado Central de Guarulhos.

Para viabilizar a ação, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 177 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e o apoio às estratégias de vacinação. 

vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes. 

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue. 

Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal. 

A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante. 

A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação. 

Vacinas disponíveis 

Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação: 

  • BCG; 
  • Hepatite B; 
  • Penta (DTP/Hib/HB); 
  • Poliomielite (VIP); 
  • Rotavírus humano; 
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente; 
  • Meningocócica C; 
  • Influenza; 
  • Covid-19; 
  • Febre amarela; 
  • Meningocócica ACWY; 
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); 
  • Varicela; 
  • DTP; 
  • Hepatite A; 
  • dT; 
  • HPV4; 
  • Dengue tetravalente.  

Vacinação contra o sarampo 

Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses três municípios, a orientação é ampliar a oferta da vacina para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a estratégia. 

“Nós estamos chamando pessoas até 59 anos para se vacinar contra o sarampo, para a gente ter garantia do bloqueio, não deixar acontecer no Brasil o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje, e nem o que aconteceu em São Paulo em 2019, que chegou a 20 mil casos de sarampo. A campanha vai até o dia 1º de setembro. O Ministério da Saúde distribuiu quase 180 milhões de doses de vacinas para crianças e adolescentes em todo o país”, informou o ministro. 

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus e busca elevar a cobertura vacinal, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão. 

A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampocaxumba rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses. A necessidade de vacinação das demais faixas etárias será verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. 

A atualização da caderneta durante a campanha também permite identificar e corrigir eventuais atrasos na vacinação contra outras doenças previstas no Calendário Nacional. 

Abastecimento 

Para a Campanha de Multivacinação, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhões de doses aos estados. Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 177 milhões de doses de vacinas aos estados e ao Distrito Federal para garantir o abastecimento da rede e apoiar as estratégias de vacinação. 

Na estratégia de intensificação contra o sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas em 2026 aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas no país. 

Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo.  

Até o momento, foram aplicadas mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Em 2025, foram administradas 170,8 milhões de doses em todo o país. 

Durante a Campanha de Multivacinação de 2025, foram aplicadas mais de 7,5 milhões de doses em todo o país, sendo cerca de 1 milhão durante o Dia D. 

Novo reforço contra a poliomielite 

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade. 

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente. 

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é fundamental que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Melhora na vacinação infantil 

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam melhora na vacinação infantil no Brasil. O número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) caiu de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025, redução de cerca de 90%. 

De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025. O resultado representa redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023. 

Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal e reduzindo o número de crianças zero-dose. O resultado reforça a importância da manutenção de altas coberturas e da busca ativa para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos com todas as vacinas previstas no Calendário Nacional.

Fonte _ Saúde.gov