quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Alvo de operação, remédio falsificado contra o câncer tinha só sódio e cloro, mostra laudo
O Keytruda,
medicamento de imunoterapia
usado no tratamento de diferentes tipos de câncer, foi
um dos produtos falsificados identificados pela Operação
Laziosi.
Deflagrada
nesta quinta-feira (5) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime
Organizado) do Ministério
Público do Estado de São Paulo em conjunto com a Polícia Civil, a ação
investiga uma rede suspeita de comercializar medicamentos
oncológicos falsificados e lavar dinheiro.
A
suspeita começou no Hospital IGESP, em São Paulo, que procurou a MSD (Merck
Sharp & Dohme), fabricante do remédio, para verificar a autenticidade de
uma unidade comprada da distribuidora Nacionalfarma em maio de 2024.
O
laboratório forense da farmacêutica recebeu o frasco em agosto daquele ano e
concluiu o exame em 27 de setembro. A análise não encontrou pembrolizumabe,
princípio ativo do Keytruda. No lugar dele, os testes identificaram sódio e
cloro.
O
número de lote impresso na caixa era A101547, válido para o produto original,
mas o rótulo do frasco apresentava uma sequência diferente, A1D1547. A data de
validade também era inválida, com um algarismo a mais no ano: 22024.
O
frasco falsificado não tinha a tampa plástica presente no autêntico e
apresentava formato diferente. A caixa era mais estreita e alta, tinha textura
distinta e trazia um erro de impressão na indicação de uso adulto e pediátrico.
A
bula também era diferente: em vez de dobrada, como no original, vinha em
formato de livreto. Além disso, a área da embalagem que deveria revelar
informações após ser raspada com um objeto metálico não apresentava nenhum
dado.
À Folha
a MSD lamenta o ocorrido, afirma que o uso de medicamentos falsificados coloca
em risco a vida dos pacientes e diz que segue colaborando com as autoridades
nas investigações e na adoção das medidas necessárias.
Operação
em São Paulo mira rede que vendia remédios falsos contra câncer
SUS
começa a ofertar nove medicamentos para o câncer em estreia de nova política;
saiba quais são
Conheça
o medicamento de ponta contra câncer que se tornou inacessível para muitos
Butantan
vai produzir medicamento moderno para tratamento do câncer no SUS
Para
69% das pessoas, falsificação é maior risco ao comprar remédios na internet,
diz pesquisa
Ministério
Público denuncia falsos médicos suspeitos de envolvimento em oito mortes em SP
Homem
é preso sob suspeita de ser falso médico e atender criança com câncer no RJ
Anvisa
determina apreensão de lote de Mounjaro falsificado
Ministério
Público investiga grupo que usa imagem de Drauzio Varella para vender produtos
de saúde
A
reportagem procurou o IGESP por telefone e email para saber se os medicamentos
suspeitos foram administrados a pacientes e quais providências foram tomadas
após a identificação da falsificação.
A
Nacionalfarma também foi procurada por telefone e email para explicar a origem
dos produtos e as inconsistências nos registros de compra e estoque apontadas
pela investigação.
Não
houve retorno de nenhuma das duas instituições até a publicação deste texto.
A
unidade analisada pela MSD também foi examinada posteriormente pela Polícia
Científica de São Paulo. Os peritos avaliaram ainda um segundo frasco, recebido
do Hospital Monte Sinai, em Juiz
de Fora (MG) e também adquirido da Nacionalfarma.
As
duas amostras, dos lotes A101547 e A102646, respectivamente, foram comparadas
com uma unidade original, e os exames concluíram que ambas eram falsificadas
—mas não afirmaram que estavam sem o princípio ativo.
A
investigação também identificou 39 notas fiscais de venda de Keytruda emitidas
pela Nacionalfarma entre janeiro e novembro de 2024. As operações somaram R$
1,5 milhão e tiveram destinatários em sete estados.
Segundo
a Polícia
Civil, mais de 90% dos medicamentos vendidos pela empresa não tinham
registro de compra correspondente nos documentos fiscais e nos controles de
estoque analisados.
Como
funciona o Keytruda
O
pembrolizumabe bloqueia uma proteína chamada PD-1, presente nas células de
defesa do organismo. Alguns tumores usam esse mecanismo para reduzir a resposta
imunológica e escapar do ataque dessas células.
Ao
bloquear essa interação, o medicamento ajuda o sistema imunológico a reconhecer
e combater o câncer.
O
remédio tem indicação para diferentes tipos de tumor, entre eles alguns casos
de câncer
de pulmão, mama, pele e colo do útero.
O papa Leão 14,
por exemplo, passou por uma cirurgia
para retirar um tumor no pulmão. Ele foi apontado como possível
candidato a um tratamento com pembrolizumabe por pelo menos três anos, para
reduzir o risco de a doença voltar.
O
preço de fábrica no Brasil é de cerca de R$ 20,6 mil por frasco de 100 mg/4 ml,
segundo a tabela da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). O
valor efetivamente cobrado pode variar conforme as condições de compra e
comercialização.
Na
rede pública, o pembrolizumabe foi incorporado ao SUS (Sistema Único
de Saúde)
para o tratamento de pacientes com melanoma avançado não ressecável ou
metastático. O acesso, portanto, não abrange automaticamente todos os tipos de
câncer para os quais o medicamento tem indicação.
Em
março de 2026, o Ministério
da Saúde anunciou uma parceria
com a MSD e o Instituto Butantan para transferência de tecnologia e
produção do medicamento no país. O processo deve ocorrer gradualmente, ao longo
de até dez anos.
A
Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) também avalia
a possibilidade de ampliar o acesso ao tratamento para outros tipos de câncer.
Fonte _ Folha/SP
InfoGripe: cresce o número de casos de SRAG por metapneumovírus, rinovírus e Covid-19
Divulgado
nesta quinta-feira (5/11), o
novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que, em nível nacional, há
crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
(SRAG) por metapneumovírus, rinovírus e Covid-19.
O número de casos de SRAG por metapneumovírus está aumentando principalmente em
estados do Sudeste, Sul e Nordeste. A análise é referente à Semana
Epidemiológica 43, período de 25 a 31 de outubro.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e ao
metapneumovírus. O rinovírus também se destaca como principal causa de
mortalidade nas crianças pequenas.
“A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos por Covid-19 é a vacinação, por isso é essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que produz o InfoGripe.
Estados
e capitais
O
número de casos de SRAG por metapneumovírus está aumentando principalmente em
estados do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro), Sul (Santa Catarina e Paraná) e
Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe). Em relação à
Covid-19, há sinais de aumento do número de casos graves em Mato Grosso do Sul,
Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. No entanto,
nessas quatro últimas unidades da Federação (UF) a incidência de SRAG por
Covid-19 permanece em níveis muito baixos.
No
Mato Grosso, o aumento do número de casos de SRAG tem sido impulsionado
principalmente pelo Sars-CoV-2. No Mato Grosso do Sul está associado a um leve
aumento dos casos por rinovírus. Além disso, três unidades da Federação (UF)
também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco,
porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e
Santa Catarina.
Observa-se
que duas das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco
ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na
tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 42: Aracaju (SE) e
João Pessoa (PB).
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 4,2% de influenza A, 4,7% de influenza B, 10,1% de vírus sincicial
respiratório, 50,1% de rinovírus e 8,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 1,3% de influenza A, 12,7% de influenza B, 3,8% de vírus
sincicial respiratório, 43% de rinovírus e 24,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
No
ano epidemiológico 2026 já foram notificados 171.369 casos de SRAG, sendo
91.420 (53,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 62.823 (36,7%) negativos, e ao menos 7.457 (4,4%) aguardando
resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, e 15,5% fora,
por influenza A, 5,5% de influenza B, 38,7% de vírus sincicial respiratório,
33,5% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
O
InfoGripe mostra que a incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito
semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos
das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto
mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso,
com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao rinovírus, VSR e ao metapneumovírus. O rinovírus também se
destaca como principal causa de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência
de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias. Por se tratar
de um cenário que inclui as oito últimas semanas epidemiológicas, a incidência
e mortalidade apresentadas estão sujeitas a alterações.
Fonte _ FioCruz
Ministério da Saúde autoriza aquisição de 20 mil doses da vacina contra mpox por meio da Opas
Compra
será realizada pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde
(Opas) para reforçar a capacidade de resposta do SUS; em 2026, Brasil registra
redução de 94% dos casos em relação a 2022
Ministério
da Saúde autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a mpox, por
meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em
parceria com a organização. A medida, alinhada em reunião realizada nesta
quarta-feira (4), busca reforçar o estoque estratégico do imunizante e garantir
a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde
(SUS), de acordo com as necessidades identificadas no monitoramento
epidemiológico e nas ações de prevenção e controle da doença.
Em
2026, o Brasil confirmou 665 casos de mpox, número 94% inferior ao registrado em
2022, quando o país contabilizou mais de 10 mil ocorrências. Apesar da redução,
a ocorrência de casos mantém a necessidade de vigilância e de disponibilidade
de imunizantes para atender às demandas identificadas nos estados. Nesse
contexto, a aquisição de novas doses tem caráter preventivo e estratégico,
permitindo recompor estoques e assegurar a capacidade de resposta do SUS diante
da evolução do cenário epidemiológico.
A
estratégia nacional de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos
CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas
graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias. A
orientação é que essas pessoas procurem os Centros de Referência onde já realizam
acompanhamento para cadastro e posterior agendamento da vacinação.
Também
podem receber doses remanescentes pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior
a 200 células/mm³, usuários de profilaxia
pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que
manipulam amostras de mpox.
Vigilância
e assistência
O
monitoramento da mpox é realizado em articulação com as secretarias estaduais e
municipais de saúde. As medidas incluem identificação e notificação de casos
suspeitos, investigação epidemiológica, diagnóstico laboratorial, isolamento
das pessoas infectadas e identificação e orientação de contatos.
Pessoas
com sintomas compatíveis com mpox, como lesões ou erupções na pele, devem
procurar um serviço de saúde para avaliação. Durante o atendimento, os
profissionais investigam possíveis exposições, orientam sobre os cuidados
necessários e, quando indicado, realizam a coleta de amostras para diagnóstico
laboratorial.
Quem
teve contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação da doença também
deve procurar um serviço de saúde para avaliação do risco de exposição e
receber orientações sobre o monitoramento de sinais e sintomas, como lesões na
pele, febre e aumento dos linfonodos.
A vacinação pós-exposição é recomendada preferencialmente
nos primeiros quatro dias após o contato. A aplicação também pode ser realizada
em até 14 dias. Nesse intervalo, a efetividade para evitar a infecção é menor,
mas a imunização pode contribuir para reduzir o risco de evolução para formas
graves.
Fonte _ Saúde.gov
Eleições 2026 - Conselhos Regionais de Enfermagem
Mensagem
do Presidente
Nos dias
8 e 9 de novembro, profissionais de Enfermagem de todo o país escolherão
os representantes que estarão à frente dos Conselhos Regionais.
É um momento importante para a profissão e para o fortalecimento do Sistema
Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem.
Os
Conselhos Regionais estão presentes no cotidiano da categoria. São responsáveis
por orientar e fiscalizar o exercício profissional, promover a ética e
contribuir para a qualidade e a segurança da assistência prestada à população.
Por isso, participar das eleições é também ajudar a definir os caminhos da
Enfermagem nos próximos anos.
O voto
será realizado pela internet, de forma segura e acessível.
Informe-se,
acompanhe o processo eleitoral e faça a sua escolha de forma livre e
consciente. A participação de cada profissional contribui para Conselhos mais
representativos, próximos da categoria e preparados para enfrentar os desafios
da profissão.
Nos dias
8 e 9 de novembro, participe. Seu voto ajuda a construir o futuro da
Enfermagem.
Manoel
Carlos da Silva Neri
Presidente
do Cofen
Visando
trazer maior facilidade e agilidade na votação, além da garantia de segurança
na checagem do eleitor e na contagem dos votos, as eleições do Sistema
Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem de 2026 ocorrerão pela internet.
O voto
é obrigatório e ocorre em todos os estados do país e no Distrito
Federal, a partir das 8h do dia 8 de novembro até às 8h do dia seguinte, no
horário local da capital do estado do Acre.
Quem pode votar?
Todos
os profissionais de Enfermagem adimplentes com sua inscrição principal ativa
definitiva, inclusive os remidos, poderão votar. Os profissionais devem estar
em dia com sua anuidade até 08 de setembro de 2026. Recomenda-se atualizar os
dados cadastrais até 08/09 caso estejam desatualizados. Acesse o cofenplay
e verifique se está apto a votar.
Como votar?
No
dia da eleição, às 8h, os profissionais poderão votar de qualquer dispositivo
com acesso à internet:
- Acesse
www.votaenfermagem.org.br;
- Selecione
o seu Coren;
- Identifique-se
pelo seu CPF;
- O
sistema irá solicitar uma autenticação por biometria facial ou recebimento de
senha (e-mail ou telefone previamente cadastrados até 08/09/2026);
- Selecione
a chapa em que deseja votar entre as exibidas pelo site;
- Confirme
o voto na chapa selecionada;
- Será
emitido um comprovante de votação no formato "PDF" após
a confirmação do voto.
Este
arquivo poderá ser salvo ou impresso (caso possua impressora) pelo eleitor.
O
voto deverá ser registrado exclusivamente em uma das chapas regularmente
registradas, conforme a categoria do eleitor, e não a candidatos
individualmente.
As
chapas concorrentes estarão disponíveis para consulta, em breve, no site Coren/AC.
Como
funciona a autenticação do voto?
Preferencialmente,
o profissional realizará a biometria facial para exercer o voto. A autenticação
através do e-mail ou SMS pode ser realizada desde que os dados cadastrais do
profissional estejam atualizados até 08 de setembro de 2026. Para realização da
biometria facial, é necessário que a Carteira de Identidade Profissional, seja
na forma física ou eletrônica, tenha emissão posterior a 01/03/2014.
Adicionalmente
o profissional poderá utilizar o certificado digital do sistema Cofen/Conselhos
Regionais de Enfermagem emitido através do endereço certificadodigital.cofen.gov.br
para votar, desde que este esteja em sua posse até 06/11/2026 e tenha cumprido
os critérios de adimplência (até 08/09/2026) para fechamento do colégio
eleitoral.
Entre
a solicitação e emissão do certificado pode haver um prazo de até 7 dias,
portanto, faça sua solicitação até 31/10/2026.
O que acontece se eu não votar?
O
profissional apto a votar — com a anuidade regularizada até 8 de setembro — que
não participar da eleição e não justificar a ausência receberá multa no valor
de uma anuidade da categoria, conforme estabelece o art.12 - Lei no5.905/1973.
Quando será divulgado o resultado da eleição?
O resultado será divulgado no dia 9 de novembro, de forma conjunta, em até uma hora após o encerramento da votação em todos os Conselhos Regionais. Haverá a consideração das diferenças de fuso horário de cada estado. Todo o sistema eleitoral e as informações contidas nele serão auditados por empresas independentes especializadas e contratadas pelo Cofen. O resultado ficará disponível no site www.votaenfermagem.org.br por 30 dias.
E se o profissional tiver mais de uma inscrição?
O
profissional de Enfermagem inscrito em mais de uma categoria poderá efetuar o
procedimento de votação nas quais esteja com inscrição principal ativa
definitiva ou remida no Conselho e adimplente.
Caso
esteja em duas categorias, de quadros distintos, será um voto por quadro
pertencente. Veja:
Quadro
I
é composto por Enfermeiros e Obstetrizes
Quadro
II e III
por técnicos e auxiliares de Enfermagem.
Exemplo
1:
O profissional adimplente como enfermeiro e auxiliar de Enfermagem pode votar
no Quadro I e no Quadro II e III.
Exemplo
2:
O profissional inscrito e adimplente como técnico e auxiliar de Enfermagem,
poderá votar no Quadro II e III somente uma vez.
Em
caso de dupla inscrição profissional, a existência de débitos anteriores a 2020
na categoria de menor formação também torna o profissional inapto a votar.
Todos
esses dispositivos constam da Decisão Cofen 81, de 19 de junho de 2023.
Quem
realiza as eleições dos Conselhos Regionais de Enfermagem?
A
eleição será realizada por uma empresa especializada em Eleições Eletrônicas
pela Internet e será auditada por empresas independentes especializadas em
Auditoria de Procedimentos, Sistemas e Eleições Eletrônicas pela Internet,
todas contratadas pelo Cofen através de processo licitatório.
Posso
buscar ajuda de terceiros para votar?
Não. A votação deve
ser um ato individual e secreto. Além de exercer o direito e dever no processo
eleitoral, a singularidade também garante o sigilo do voto.
Central
de informações:
Para
auxílio dos eleitores o serviço de Call Center gratuito estará à disposição dos
profissionais a partir do dia 19 de outubro de 2026.
O
atendimento poderá ser acessado via telefone ou via web chat pelo endereço www.votaenfermagem.org.br.
O
horário de funcionamento será das 08h às 12h e das 14h às 18h (horário de
Brasília), de segunda a sexta. No dia anterior à eleição (07/11), o
Call Center também estará disponível.
Durante
o período de votação, o atendimento será ininterrupto, iniciando às 08h do dia
08 até 09h59 do dia 09 de novembro de 2026, horário de Brasília.
Além
disso, uma versão de simulação de voto estará disponível de 02 a 06
de novembro, para que o eleitor possa se familiarizar com o sistema
eleitoral.
Legislação
eleitoral:
As
eleições para o Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem são
disciplinadas pela Resolução Cofen 91/2025 e seu Anexo (Código
Eleitoral dos Conselhos de Enfermagem).
quarta-feira, 4 de novembro de 2026
OMS alerta para falta de atividade física entre adolescentes
Um
quarto dos adolescentes em todo o mundo praticamente não
pratica nenhuma atividade
física —nem sequer uma hora de exercício por semana—, afirmou a
Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta
quarta-feira (4), alertando que isso aumenta significativamente os riscos à
saúde.
As
novas estimativas globais da OMS constataram que, quando questionado, 1 em cada
4 adolescentes de 11 a 17 anos relata não
ter tido nenhum dia ativo —definido como pelo menos 60 minutos de
atividade física moderada a intensa— na semana anterior.
O
estudo, publicado na revista The Lancet Global Health, baseia-se em centenas de
pesquisas populacionais realizadas em 140 países e territórios, envolvendo mais
de 3,2 milhões de adolescentes, informou a OMS.
Extrapolados,
os resultados representam cerca de 240 milhões de jovens sem nenhum dia ativo
ao longo de uma semana, afirmou a agência de saúde das Nações Unidas.
De
modo geral, os adolescentes que participaram dos estudos relataram, em média,
praticar atividades físicas em 2,7 dias por semana, enquanto apenas 14%
disseram ter sido ativos nos sete dias, mostraram as estimativas.
A
OMS alertou que "a inatividade física é um importante fator de risco para
doenças cardíacas, diabetes
tipo 2 e alguns tipos de câncer".
"Ajudar
os jovens a desenvolver hábitos ativos desde cedo é fundamental para proteger
sua saúde e reduzir a carga global dessas doenças", afirmou a organização
em comunicado.
A
entidade lamentou a falta de avanços, já que a atividade física entre
adolescentes permaneceu "praticamente inalterada" nos últimos 15
anos, e instou as sociedades a intensificarem seus esforços.
"Há
15 anos, o mundo quase não avança em fazer com que os jovens se movimentem, e
as meninas são as que mais ficam para trás", afirmou no comunicado o
diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A
OMS destacou uma persistente desigualdade de gênero na atividade física entre
adolescentes: em quase todos os países e regiões, as meninas são muito menos
ativas do que os meninos.
Segundo
a estimativa, 28% das meninas relataram não ter tido nenhum dia ativo, ante 22%
dos meninos, enquanto apenas 11% delas disseram praticar atividade física todos
os dias, em comparação com 17% deles.
Também
foram observadas grandes diferenças entre os países.
Enquanto
40% dos adolescentes em países como Namíbia, Nepal e Filipinas relataram não
ter tido nenhum dia ativo, mais de 30% dos jovens em Bangladesh e na Sérvia
disseram praticar atividade física diariamente, mostrou o relatório.
Saiba
como escolher a melhor atividade física para crianças e adolescentes
Sedentarismo
faz crianças e adolescentes perderem força muscular, aponta estudo
Sedentarismo
na juventude começa na infância e ameaça saúde futura
"A
solução não é dizer aos adolescentes que se esforcem mais. É criar escolas,
ruas e comunidades onde se movimentar, brincar e ser ativo seja seguro, fácil e
normal", insistiu Tedros.
A
OMS ressaltou que a atividade física é influenciada pelo ambiente em que os
jovens vivem, citando fatores como meios de transporte, acesso a espaços
seguros e a possibilidade de caminhar ou andar de bicicleta com segurança.
O
ambiente escolar, as normas sociais e os estilos de vida cada vez mais
centrados em telas também podem ter grande impacto sobre os níveis de atividade
física.
"Os
países precisam de políticas que tornem a atividade física uma parte fácil,
segura e acessível da vida cotidiana", afirmou a OMS.
Fonte _ Folha/SP
OMS aprova ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola
A
Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou
nesta quarta-feira (4) ensaios clínicos de duas novas vacinas contra o ebola, em
meio à epidemia na África, que
já matou
mais de 5.300 pessoas.
No
mês passado, teve
início um ensaio com a Ervebo, uma vacina aprovada contra a cepa Zaire
do vírus ebola, a mais comum, mas não contra a variante Bundibugyo, disse a
jornalistas o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Hoje, os
grupos de especialistas da OMS recomendam acrescentar dois candidatos a vacina
a esses ensaios", acrescentou.
Ambos
candidatos agem contra a cepa Bundibugyo, que causou mais de 5.300 mortes na República
Democrática do Congo (RDC) em mais de cinco meses, de um total superior
a 10.400 casos.
Um
caso foi detectado na Nigéria e
outros nove, incluindo
duas mortes, no Quênia, em
outubro.
Uganda
registrou 20 casos, um deles fatal, mas a OMS declarou oficialmente o país
livre do ebola.
Um
dos dois novos candidatos à vacina, ChAdOx1, é um vetor derivado de adenovírus.
Ele foi desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em
colaboração com o Serum Institute of India. O outro, concebido pelo grupo
norte-americano Moderna, utiliza a tecnologia de RNA mensageiro.
"As
vacinas são ferramentas poderosas, mas não substituem as medidas comprovadas
que podem salvar vidas agora: atendimento precoce, rastreamento de contatos,
isolamento, sepultamentos seguros e dignos e envolvimento das comunidades com
base na confiança", lembrou o diretor da OMS.
Fonte _ Folha/SP
Anvisa aprova Wegovy em comprimido: o que falta para versão oral da caneta emagrecedora chegar às farmácias do Brasil?
A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (4) a versão
em comprimido do Wegovy, remédio para obesidade da farmacêutica
dinamarquesa Novo Nordisk.
É o
primeiro medicamento oral da classe dos agonistas de GLP-1, a mesma das
chamadas canetas
emagrecedoras, liberado no país para tratar obesidade e
sobrepeso.
O
comprimido tem o mesmo princípio ativo da caneta, a semaglutida. A diferença é
que ele é tomado uma vez por dia, em vez de uma injeção por semana.
"A
chegada de um GLP-1 em comprimido representa uma nova ferramenta que vai cada
vez mais ampliar as possibilidades de medicações que podem ser utilizadas em
diferentes perfis de pacientes", diz a endocrinologista Cynthia Valério,
presidente eleita da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e
da Síndrome Metabólica).
Ainda
não há preço nem data de lançamento no Brasil. Em nota à imprensa, a Novo
Nordisk diz apenas que o comprimido deve chegar às farmácias brasileiras
"nos próximos trimestres".
A
BBC News Brasil perguntou à empresa qual é a previsão de lançamento e de preço,
mas não teve resposta até a publicação desta reportagem.
No
exterior, o comprimido está à venda nos Estados
Unidos desde janeiro. Depois chegou aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino Unido
e à Alemanha.
O
que falta para o comprimido chegar às farmácias brasileiras
A
aprovação da Anvisa é o primeiro passo. Antes de chegar às prateleiras, o
remédio precisa ter um preço
máximo definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de
Medicamentos), órgão do governo federal que fixa o valor teto de todos os
medicamentos vendidos no país.
Só
depois disso a empresa pode começar a vender. A BBC News Brasil também
perguntou à Novo Nordisk se o pedido de preço já foi feito à CMED, e aguarda
resposta.
A
Novo Nordisk pediu o registro do comprimido à Anvisa em 30 de janeiro deste
ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução
4.249/2026.
O
remédio é indicado para adultos
com obesidade, ou seja, com índice de massa corporal (IMC) igual ou
maior que 30.
Também
vale para adultos com sobrepeso (IMC entre 27 e 30) que tenham pelo menos uma
doença associada ao peso, como hipertensão ou diabetes
tipo 2. Em todos os casos, deve ser usado junto com mudanças na
alimentação e prática de atividade física.
Onde
o comprimido já é vendido e quanto custa
Os
Estados Unidos foram o primeiro país a aprovar o comprimido, em dezembro de
2025. A aprovação foi da FDA (Food and Drug Administration), a agência
reguladora de medicamentos americana.
As
vendas começaram em 5 de janeiro. Para quem paga do próprio bolso, o preço vai
de US$ 149 (R$ 816) por mês na dose inicial a US$ 299 (R$ 1,6 mil) nas doses
mais altas.
Segundo
a Novo Nordisk, mais de 7 milhões de prescrições do comprimido já foram
dispensadas nos Estados Unidos desde o lançamento.
Em
junho, os Emirados Árabes Unidos se tornaram o primeiro país fora dos Estados
Unidos a vender o remédio.
No
Reino Unido, a agência reguladora local aprovou o comprimido em junho e as
vendas começaram em julho, em farmácias privadas. Por enquanto, o remédio não é
oferecido pelo sistema público de saúde britânico, o NHS.
A União
Europeia aprovou o comprimido em julho, depois de parecer favorável da
EMA (Agência Europeia de Medicamentos). A Alemanha foi o primeiro país do bloco
a vender o remédio, a partir de 1º de setembro. O comprimido também foi
aprovado no Bahrein.
A
Novo Nordisk diz que pretende levar o comprimido a outros países nos próximos
meses.
Como
o remédio age e por que a dose do comprimido é maior
A semaglutida
imita o GLP-1, hormônio que o intestino libera depois das refeições.
Ele sinaliza ao cérebro que o corpo já recebeu comida, o que reduz a fome, e
faz o estômago esvaziar mais devagar, o que prolonga a sensação de saciedade.
Quando
o remédio é engolido, boa parte da substância se perde no sistema digestivo
antes de chegar ao sangue. Por isso a dose do comprimido é bem maior: 25 mg por
dia na fase de manutenção, contra 2,4 mg por semana na caneta.
O
tratamento começa com 1,5 mg, e a dose sobe aos poucos, passando por 4 mg e 9
mg até chegar aos 25 mg. O comprimido deve ser tomado em jejum, com pouca água.
Depois disso, é preciso esperar pelo menos 30 minutos para comer, beber ou
tomar outros remédios.
Segundo
a Anvisa, quem usa a caneta poderá passar para o comprimido, e quem usa o
comprimido poderá passar para a caneta, quando o médico considerar adequado.
O
que mostrou o estudo que embasou a aprovação
A
aprovação se baseou principalmente no estudo
OASIS 4, publicado na revista científica The New England Journal of
Medicine. Participaram 307 adultos sem diabetes, com obesidade ou com sobrepeso
e alguma doença associada, e os resultados foram medidos depois de 64 semanas.
No
grupo que tomou o comprimido, a perda média de peso foi de 13,6%. No grupo que
recebeu placebo, foi de 2,2%. Quase um terço dos participantes que tomaram o
comprimido perdeu 20% do peso ou mais.
A
Novo Nordisk diz que a perda de peso com o comprimido é parecida com a obtida
com a caneta de 2,4 mg. Segundo a Anvisa, o tratamento também melhorou vários
marcadores de saúde cardiovascular e metabólica dos participantes.
Os efeitos
colaterais mais
comuns foram gastrointestinais, como náusea e diarreia. Eles afetaram 74% de
quem tomou o comprimido, contra 42% no grupo placebo, e em geral foram leves ou
moderados.
Cerca
de 7% dos participantes que tomaram o remédio pararam o tratamento por causa de
efeitos adversos, contra 6% no grupo placebo.
O
que muda em relação ao Rybelsus, aos genéricos e à pílula concorrente
O
Brasil já tinha um comprimido de semaglutida, o Rybelsus,
também da Novo Nordisk. Ele é indicado para diabetes tipo 2, em doses menores,
e não para tratar obesidade.
O
comprimido chega a um mercado que mudou em 2026. A patente da semaglutida caiu
no Brasil em 20 de março, e, desde agosto, a Anvisa já aprovou versões
genéricas da semaglutida injetável. Por lei, os genéricos precisam custar pelo
menos 35% menos que o remédio de referência.
A
principal concorrente do comprimido da Novo é o Foundayo (orforglipron), pílula
diária para obesidade da americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro.
O Foundayo foi aprovado nos Estados Unidos em abril, mas ainda não tem registro
no Brasil.
Segundo
a endocrinologista Cynthia Valério, a versão oral tende a beneficiar quem não
quer usar injeção, quem prefere tomar o remédio todos os dias em vez de uma vez
por semana e quem tem dificuldade para guardar a caneta, por exemplo porque
viaja muito.
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O
comprimido, diferentemente da caneta, não precisa ficar em ambiente
refrigerado.
Ela
afirma que o comprimido pode facilitar o início do tratamento e o aumento
gradual da dose em pacientes que usam muitos outros remédios ou têm várias
doenças. Isso permite acompanhar melhor os efeitos colaterais e a tolerância ao
medicamento.
"O
nosso maior desafio hoje é a adesão de longo prazo e a perda de peso
sustentada", afirma a médica. Quem interrompe o tratamento perde os
benefícios que conquistou.
Ela
alerta que o comprimido não terá o efeito esperado se for tomado junto com
outro remédio, com outro líquido que não seja água ou sem respeitar o tempo de
jejum.
"Acaba
sendo um desperdício de energia, de dinheiro, de tempo do paciente sem que haja
boa resposta", diz. "O acompanhamento médico, ele é sempre
necessário."
Para
Valério, garantir o acesso ao tratamento
da obesidade, seja pelo SUS ou pelos planos de saúde, é essencial.
"Entendemos que hoje ainda temos esse grande desafio de incorporação
dessas tecnologias", diz.
Ela
avalia que, no início, o comprimido não deve estar amplamente acessível, e
afirma que a Abeso vai lutar para que as novas terapias sejam oferecidas tanto
no SUS quanto na saúde suplementar.
Fonte _ Folha/SP

















