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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

InfoGripe: número de casos de SRAG apresenta aumento em alguns estados

 


O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (26/2), alerta que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta sinal de início de aumento no agregado nacional. Este cenário tem sido impulsionado principalmente pelo recente aumento do número de hospitalizações por rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR) em alguns estados do Brasil. A análise é referente à Semana Epidemiológica 7, período de 15 a 21 de fevereiro.

A atualização mostra que 3 das 27 unidades federativas apresentam nível de atividade de SRAG em alerta ou risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 7. Em Goiás, Sergipe e Rondônia o aumento de SRAG é impulsionado pelo VSR e, nas duas primeiras, também pelo rinovírus. Em Rondônia observa-se ainda crescimento de SRAG por influenza A, especialmente entre jovens e adultos.

Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, “o estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e Ceará e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG”.

Estados e capitais

Acre, Amazonas e Roraima continuam com incidência de SRAG em nível de risco, porém sem sinal de aumento na tendência de longo prazo. A alta de SRAG no Acre e Amazonas se deve à recente alta das hospitalizações por influenza A, que já apresenta sinal de redução. E também do VSR, cujo número de casos está em queda no Amazonas, mas segue aumentando no Acre e Roraima.

Apenas 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 7: Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO). O aumento de SRAG concentra-se nas faixas etárias de 2 a 4 anos e de 15 a 49 anos em Boa Vista e em crianças de até 2 anos em Porto Velho. Duas capitais ainda apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM) e Rio Branco (AC).


 

Dados epidemiológicos

Em nível nacional, o cenário atual mostra que os casos notificados de SRAG apresenta de aumento nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Referente ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 8.218 casos já reportados no ano, sendo 2.566 (31,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3.601 (43,8%) negativos e ao menos 1.428 (17,4%) aguardando resultado.

Entre os casos positivos do ano corrente, 19,2% são influenza A, 1,9% de influenza B, 12,5% de vírus sincicial respiratório, 34,6% de rinovírus e 20% de Sars-CoV-2. Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 18,9% de influenza A, 2,1% de influenza B, 13,1% de VSR e 20,4% de Sars-CoV-2.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 18,9% de influenza A, 2,1% de influenza B, 13,1% de vírus sincicial respiratório, 36,5% de rinovírus e 20,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 23,7% de influenza A, 1,8% de influenza B, 4,4% de vírus sincicial respiratório, 13,2% de rinovírus e 50% de Sars CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos.

A incidência de SRAG por Sars-CoV-2 e influenza A é maior entre crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está associado principalmente ao rinovírus e VSR.

Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Roda Viva ao vivo

 


Recebe a cientista e pesquisadora Tatiana Sampaio. Líder da pesquisa sobre a polilaminina, a cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), detalha a descoberta da molécula que se tornou esperança para reverter paralisias por lesão na medula.

A descoberta da bióloga é resultado de 30 anos de pesquisa sobre a polilaminina, versão recriada em laboratório da laminina, proteína produzida naturalmente pelo corpo e que ajuda os neurônios a se conectarem.





Vacinação contra chikungunya é ampliada para municípios de Minas Gerais, Ceará e Sergipe

 


Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2024 e 2025 Sabará contabilizou 590 casos de chikungunya; Congonhas registrou 73 casos; Maracanaú teve 18 casos; e Simão Dias, 30 casos

 

Nesta segunda (23/2), os municípios de Sabará (MG), Congonhas (MG), Maracanaú (CE) e Simão Dias (SE) começam a vacinar sua população contra a chikungunya. A iniciativa faz parte de uma estratégia piloto realizada com o apoio do Ministério da Saúde e que utiliza o imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A campanha é gratuita e a vacinação é realizada nos postos de saúde municipais.

Poderão se vacinar pessoas de 18 a 59 anos que sejam moradoras das cidades participantes da estratégia e que atendam aos seguintes critérios: não ser gestante e/ou lactante; não possuir imunodeficiências ou imunossupressão; não estar fazendo quimioterapia ou radioterapia, nem ter feito transplante; não possuir comorbidades mal controladas, ou mais de uma comorbidade, entre outros.

As principais reações adversas que podem ocorrer após a aplicação da vacina são dor de cabeça, enjoo, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, febre e reações no local da injeção (sensibilidade, dor, vermelhidão, endurecimento, inchaço).

Durante e após a estratégia, o Instituto Butantan vai monitorar os casos positivos e negativos de chikungunya que ocorrerem nos municípios participantes, a fim de avaliar a efetividade do imunizante no mundo real. Também serão realizados estudos com o objetivo de monitorar a segurança da vacina a longo prazo.

Segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, entre 2024 e 2025 Sabará contabilizou 590 casos de chikungunya; Congonhas registrou 73 casos; Maracanaú teve 18 casos; e Simão Dias, 30 casos.

Essa é a segunda etapa da estratégia vacinal, que foi iniciada em Mirassol (SP), em 2/2. Além dos cinco municípios já divulgados, o piloto incluirá outras cinco cidades de Sergipe, Ceará e Minas Gerais. Os territórios envolvidos foram selecionados a partir de um estudo epidemiológico, que utilizou um modelo matemático para predizer as regiões com maior risco de apresentar surtos de chikungunya entre 2025 e 2027.

Sobre a chikungunya e a vacina do Butantan

A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika. Ela pode ser assintomática, ou causar reações como febre alta (39-40°C), dor intensa e inchaço nas articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. A dor crônica nas articulações é sua principal sequela, e pode perdurar por meses ou anos. Em pessoas que possuem outras comorbidades, como hipertensão, diabetes, doenças do coração ou do rim, a chikungunya pode gerar quadros clínicos mais graves, descompensando as enfermidades pré-existentes e podendo levar a óbito.

A vacina do Butantan é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a doença. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025, ela teve sua segurança e capacidade de gerar anticorpos comprovadas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá, Reino Unido e Europa.

Fonte _ Butantan

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Pacientes do SUS de Tarauacá, no Acre, agora contam com carreta de saúde do programa Agora Tem Especialistas

 


A carreta de saúde do programa do governo federal Agora Tem Especialistas chega, nesta sexta-feira (20), ao município de Tarauacá, no Acre. Essa unidade móvel oferta para os pacientes do SUS atendimentos para prevenção de câncer de mama e do colo do útero, essenciais para garantir o tratamento de doenças graves no tempo certo. Antes, a unidade móvel prestou atendimento para a população de Brasiléia.

Além do município acreano, outras seis cidades brasileiras recebem as carretas de saúde nesta sexta: São João de Meriti e Campo Grande (RJ), Mossoró (RN), Caxias do Sul (RS), São José (SC) e Bom Jesus (PI). Ao todo, 47 unidades móveis de saúde especializada do governo federal estão em todo o país e no DF, posicionadas em regiões de difícil acesso, alta demanda por assistência especializada ou cidades-polo, referência para atendimento de outros municípios da região. Desde outubro de 2025, quando começaram a ampliar a oferta de atendimento, as unidades móveis já reduziram o tempo de espera em mais de 100 regiões de saúde.

“O principal objetivo do programa Agora Tem Especialistas é fortalecer serviços que já existem no território, porém em quantidade reduzida; e ainda, ofertar atendimentos que não existem. Esse aumento da oferta, possibilitado pela carreta, impacta diretamente na redução do tempo de espera para consultas e exames especializados, voltados à saúde da mulher. Tudo isso trazendo esse serviço pertinho da usuária do SUS”, explica o superintendente do Ministério da Saúde no Acre, Pedro Oliveira.

As pacientes da rede pública de Tarauacá, previamente agendadas e encaminhadas pela secretaria de saúde local, podem fazer consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginal e até biópsias para diagnosticar precocemente câncer de mama e de colo de útero.  Uma equipe multiprofissional, composta por médico, técnico de enfermagem e enfermeiro, já está pronta para receber a população. 

Carretas desafogam atendimento local e zeram filas em 15 municípios

Até o final deste ano, um total de 150 unidades móveis estará em funcionamento no país. Das 47 atualmente disponíveis, 33 são de saúde da mulher, nove de exames de imagem e cinco especializadas em oftalmologia. Todas estão estruturadas com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais e atuam para desafogar a demanda reprimida. Quinze municípios, inclusive, já zeraram a fila por atendimento.  

É o que aconteceu em Ceilândia (DF), Garanhuns (PE), Urucânia (RJ), Brasiléia (AC), Tauá (CE), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Parnamirim (RN) e em Canoinhas (SC), em que todos que precisavam fazer diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos receberam o atendimento. O mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO) para aqueles que esperavam por cirurgia de catarata. 

 Com mais de 1,2 mil procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas oftalmológicas do programa, 1 mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular. 

 Já em Santana do Ipanema (AL), todos os pacientes do município e de outros 13 da região que precisavam de tomografia se submeteram ao procedimento, garantindo maior agilidade para descobrir condições graves de saúde ou descartar hipóteses, contribuindo para levar o paciente para o diagnóstico correto. O mesmo ocorreu em Crato (CE) e Paracambi (RJ), que também receberam carretas especializadas em exames de imagem.

Mais acesso e cuidado especializado 

Para desafogar a demanda por atendimento especializado nos estados e municípios, o Agora Tem Especialistas tem em andamento várias ações, com a mobilização da estrutura de saúde da rede pública e privada. Para aumentar a oferta de atendimento do SUS e reduzir o tempo de espera, oferece, além das carretas, mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas, provimento de mais médicos especialistas, atendimento aos pacientes da rede pública em hospitais privados, entre outros.

Fonte _ Saúde.gov

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Conheça Tatiana Sampaio, brasileira que pode ganhar Nobel

 


Bióloga da UFRJ, Tatiana de Coekho Sampaio lidera pesquisa mundialmente promissora na regeneração da medula espinhal

A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio é uma bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) cujo trabalho inovador em biologia regenerativa e celular tem despertado atenção no Brasil e no mundo por seu potencial de transformar o tratamento de lesões da medula espinhal — e, segundo veículos nacionais, poderá até mesmo colocar um nome brasileiro na corrida por um Prêmio Nobel de Medicina.

Com formação acadêmica sólida em biologia e décadas de pesquisa dedicadas ao estudo da matriz extracelular — a rede de proteínas e moléculas que fornece suporte estrutural às células — Tatiana se especializou no papel das lamininas, proteínas fundamentais para a organização dos tecidos e a comunicação celular. Desde os anos 2000, ela coordena o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, onde orienta estudantes de diversas etapas da formação científica e lidera colaborações nacionais e internacionais.

Estudo revolucionário

O foco mais divulgado de sua pesquisa é o desenvolvimento da polilaminina, uma forma polimerizada da proteína laminina que age como um verdadeiro “andaime biológico” ao ser aplicada diretamente em áreas lesionadas da medula espinhal. Essa substância cria um ambiente favorável para que os axônios — fibras nervosas responsáveis pela transmissão de impulsos entre o cérebro e o corpo — possam reconectar-se após danos severos, um processo que até agora a medicina considerava praticamente impossível em casos de paraplegia e tetraplegia profunda.

Segundo relatos divulgados pela imprensa brasileira, 16 pacientes receberam autorização judicial para uso experimental da polilaminina, e pelo menos cinco deles apresentaram recuperação parcial de movimentos, um resultado considerado por especialistas um avanço enorme diante de décadas de pesquisa.

O trabalho de Tatiana ainda está em fases iniciais de ensaios clínicos, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para estudos exploratórios de segurança e eficácia em humanos, passo fundamental para validar a tecnologia antes de permitir seu uso terapêutico em larga escala.

A repercussão desse avanço é grande: nas redes sociais e na mídia especializada, Tatiana tem sido apontada como uma das cientistas brasileiras com chances de ser reconhecida com um Prêmio Nobel, caso sua pesquisa se consolide e prove impacto clínico significativo para milhões de pacientes com lesões medulares no mundo — um feito que colocaria o Brasil em evidência na fronteira da medicina regenerativa.

Para além da polilaminina, a carreira de Tatiana Coelho de Sampaio é marcada por artigos científicos revisados por pares, participação em eventos acadêmicos e contribuições à compreensão dos mecanismos que regem a regeneração neural e a organização tecidual.

Fonte _ Aventuras na História

IBu 125 anos | O veneno que vira antídoto: conheça a jornada evolutiva da produção de soros no Instituto Butantan – e no Brasil

 


Uma trajetória que se inicia com o manejo empírico de serpentes em uma fazenda, até alcançar escala industrial de ponta para a fabricação de mais de 600 mil frascos a cada ano

No Especial 125 anos do Instituto Butantan, viaje pela História e pelas histórias que fazem dessa instituição centenária uma referência global em pesquisa, produção e educação científica.

Em 23 de fevereiro de 1901, por meio da assinatura do Decreto nº 878-A pelo então presidente do estado de São Paulo Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919), foi  oficializada a criação do Instituto Serumtherapico – atual Instituto Butantan. Sob a liderança do médico sanitarista Vital Brazil (1865-1950), primeiro diretor da instituição, um quadro enxuto de funcionários (um ajudante, um administrador, um escriturário, dois auxiliares, um cocheiro e alguns poucos “camaradas”) dedicava-se a uma nobre missão: garantir a produção do soro antipestoso, utilizado para o tratamento da peste bubônica que havia chegado ao país poucos anos antes. O primeiro lote do medicamento foi entregue pouco depois da criação do Instituto, em 11 de junho de 1901.

Naquele mesmo ano, também foram fabricados os primeiros frascos do produto que se mantém até hoje como um dos carros-chefe do Butantan: os soros antiofídicos. Na época, os acidentes com serpentes eram frequentes, principalmente nas zonas rurais – registros do período apontam quase 2.000 óbitos apenas no estado de São Paulo, entre 1902 e 1915. Empenhado em reduzir tais números, Vital Brazil demonstrou que a eficácia do tratamento dos quadros de envenenamento dependia da especificidade antigênica – ou seja, o soro aplicado deveria ser específico contra o veneno do gênero responsável pela picada.

Mais de um século depois, a lógica que sustenta a chamada soroterapia permanece essencialmente a mesma: a utilização de anticorpos produzidos a partir da imunização de cavalos para neutralizar toxinas específicas. O que mudou foi todo o resto. Se no início os soros do Butantan eram preparados em condições quase artesanais, entre baias e cocheiras, hoje o Instituto é reconhecido como um dos principais produtores de imunobiológicos do mundo. Uma saga construída pouco a pouco, década após década, marcada por ajustes técnicos, crises sanitárias, avanços científicos e decisões institucionais que consolidaram a produção de soros no Brasil.

Sangria de equino para retirada de plasma realizada no final da década de 1930 (Centro de Memória/Instituto Butantan)


Os antivenenos na era de Vital Brazil

Nas primeiras décadas do século XX, o processo de fabricação de soros no Butantan era predominantemente artesanal, realizado em instalações rudimentares e com a ajuda de equipamentos bastante simplórios. A extração de veneno das serpentes era a primeira etapa do processo e, por incrível que pareça, a ação acontecia a céu aberto.

A tarefa ficava a cargo de técnicos pouco paramentados – que, no máximo, calçavam botas pouco mais robustas. Enquanto um devia conter o animal, o outro massageava as glândulas de veneno. “Era comum que os funcionários fossem picados. Por conta disso, muitos apresentavam sequelas físicas, como dedos tortos”, lembra o pesquisador científico e diretor do Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan, Sávio Stefanini Sant’Anna.

Após a coleta, o veneno seguia para outro ambiente, onde passava por um processo de secagem até se transformar em algo parecido com pequenos cristais. Na etapa de imunização dos cavalos, esses cristais eram diluídos e injetados em doses crescentes com o objetivo de estimular a produção de anticorpos.

Coleta de plasma hiperimune de cavalo em becker (Centro de Memória/Instituto Butantan)

Concluída essa fase, os equinos eram encaminhados para a sangria, que acontecia em baias abertas, exatamente onde hoje se localiza o auditório do famoso Museu Biológico. Cerca de seis litros de sangue eram retirados pela veia jugular do animal e coletados em frascos de vidro apenas cobertos por panos, constantemente manuseados por técnicos sem a devida paramentação.

De volta ao laboratório, o sangue era deixado em repouso por 48 horas para separar as hemácias (parte sólida) do plasma (parte líquida). Depois, o plasma passava por um filtro de vela, capaz apenas de reter partículas maiores de impureza. Por fim, funcionárias enchiam ampolas de vidro com o soro, e realizavam o fechamento dos frascos com o auxílio de uma chama. A fim de atestar a eficácia, pombos recebiam doses de veneno e, posteriormente, do soro fabricado.

Um registro audiovisual raro de 1926, recuperado pela Cinemateca Brasileira, ajuda a compreender, em detalhes, como funcionava esse processo. Confira:


Defesa contra o ofidismo: um pacto com os brasileiros

Já naquela época, os soros antiofídicos do Butantan mostraram-se decisivos para a saúde pública. “Não podemos deixar de valorizar todos esses processos estabelecidos pelo Vital Brazil no início do século. Além de ter salvado muita gente, foi isso que deu a base para que pudéssemos estar aqui. Hoje, somos também o mais importante produtor da América Latina de antitoxinas diftérica, tetânica e botulínica, além da imunoglobulina equina antirrábica”, afirma a diretora técnica de produção de soros hiperimunes do Instituto Butantan, Fan Hui Wen.

Desde os levantamentos de incidência de acidentes por picadas de serpentes e entrega das primeiras ampolas de soro em 1901, houve decréscimo de 50% dos óbitos até os níveis atuais, registrando uma queda entre 2,6% a 4,6% ao ano.

O êxito do produto trouxe um desafio logístico: para sustentar o fornecimento da principal matéria-prima dos soros – ou seja, os venenos – era preciso assegurar a chegada de serpentes ao Butantan. Foi então que Vital Brazil estruturou o programa Defesa contra o Ofidismo, que estabeleceu um pacto inédito entre entidade científica e sociedade. A estratégia procurava incentivar a população, sobretudo os moradores do interior, a capturar serpentes e enviá-las ao Instituto. Em troca, recebiam soros. Segundo registros da época, quatro a seis serpentes podiam ser trocadas por uma ampola de soro, seis serpentes por uma agulha de 10 cm³ e oito serpentes por uma seringa de 20 cm³.

Pombo recebe injeção endovenosa para verificação do soro antes do consumo humano (Centro de Memória/Instituto Butantan)

A logística desse programa apoiava-se na amplitude da malha ferroviária da época. O Instituto firmou parcerias com diversas estradas de ferro, a fim de garantir o transporte gratuito das serpentes. Os animais viajavam em caixas de madeira desenvolvidas especialmente para esse fim. Para facilitar a captura, os “fornecedores” cadastrados também recebiam um laço para o correto manuseio do animal. Diariamente, um caminhão do Butantan percorria as estações terminais das ferrovias paulistas na cidade de São Paulo, recolhendo as caixas que chegavam de trem cheias e redistribuindo as vazias para o interior. 

O arranjo acabou se consolidando como uma inovadora rede de comunicação científica. Ao chegar na instituição, todas as serpentes eram devidamente identificadas. Posteriormente, os remetentes recebiam uma carta de agradecimento com informações da espécie enviada, assim como as ampolas de soro. Em contrapartida, também era solicitado a eles o envio ao Butantan de dados relacionados a possíveis acidentes ofídicos em que os pacientes fossem tratados com o produto.

Dessa forma, Vital Brazil manteve intensa correspondência com médicos e farmacêuticos, recebendo informações valiosas sobre os efeitos dos venenos em indivíduos picados por diferentes tipos de serpentes, e registrando a evolução do tratamento com a utilização do soro. “Foi um sistema embrionário de vigilância epidemiológica, que permitiu dimensionar o problema de saúde, conhecer o espectro clínico dos envenenamentos, acompanhar os resultados terapêuticos e ajustar práticas produtivas”, observa Fan Hui Wen.

Estima-se que entre 1901 e 1977, mais de 1 milhão de serpentes tenham chegado ao Instituto Butantan, assegurando a continuidade da produção de soros.

Vital Brazil no antigo "cobril" do Instituto Butantan (Centro de Memória/Instituto Butantan)

Manutenção das serpentes: uma demanda urgente

O recebimento massivo de serpentes, impulsionado pelo programa de permutas estabelecido por Vital Brazil, gerou nova demanda: a necessidade de uma infraestrutura adequada para a manutenção dos animais. 

Nos primeiros anos de existência do Instituto, os espécimes que chegavam eram mantidos em “cobris” – tipo de fosso de alvenaria protegido por tampas. Embora existisse uma separação simplificada entre espécies, as serpentes não recebiam nenhum tipo de profilaxia antes de integrarem o plantel. Não havia protocolos de alimentação, controle ambiental, quarentena ou acompanhamento veterinário, o que comprometia a saúde dos animais e favorecia a mortalidade elevada. Naquele tempo, a expectativa de vida de uma serpente que chegasse ao Butantan não passava dos 15 dias. 

Técnicos do Instituto realizam extração de veneno de uma serpente ao ar livre no Serpentário (Centro de Memória/Instituto Butantan)

Em 1914, o Instituto deu um importante passo ao inaugurar seu serpentário – existente até os dias de hoje. Com cerca de 500 metros quadrados, o espaço foi concebido para cumprir dupla função: concentrar a manutenção de serpentes e contribuir para a divulgação científica. Instalado em área aberta, o ambiente reunia abrigos similares a iglus que ajudavam os animais a se protegerem do sol e da chuva, além de espaços destinados a demonstrações públicas de manejo e extração de veneno. 

Apesar do projeto elaborado, o novo serpentário não resolveu antigos problemas. A taxa de mortalidade anual dos animais seguia acima dos 90% e a sobrevida não ultrapassava os 30 dias. Com o passar dos anos, uma realidade tornou-se cada vez mais clara: a expansão da soroterapia no Butantan dependia menos da quantidade de animais recebidos e mais da capacidade de mantê-los vivos.

Interior do laboratório onde ocorria o processo de filtração de soros (Centro de Memória/Instituto Butantan)

Primeiras melhorias no processo produtivo

A construção do chamado “Prédio Novo”, na década de 1940, trouxe mudanças importantes no processamento dos soros ao ampliar e organizar laboratórios dedicados à produção. Esse ambiente mais adequado permitiu o refinamento de etapas que, até então, seguiam praticamente as mesmas do início do século.

Imagens da década de 1950 mostram que a produção passou a realizar o isolamento da chamada “massa proteica” – fração do plasma em que se concentram os anticorpos –, por meio de um filtro prensa, capaz de extrair a parte líquida excedente. A massa resultante era submetida a um procedimento de purificação que utilizava sacos de papel celofane para remover impurezas e concentrar as proteínas. Confira:


A implementação de um biotério

Em 1963, sob a coordenação do veterinário Hélio Emerson Belluomini (1923-2014), as serpentes utilizadas no processo de extração de venenos foram transferidas para ambientes internos. Os novos espaços ocuparam antigas baias desativadas e permitiram avanços inéditos. Acondicionados em grupos menores, os animais passaram a receber cuidados individualizados, e as salas ganharam controle de temperatura, luminosidade e umidade.

Técnica manipula serpente nas primeiras instalações do biotério de serpentes, no Laboratório de Herpetologia (Centro de Memória/Instituto Butantan)

O impacto foi imediato: a sobrevida das serpentes saltou para cerca de 2 meses, ampliando o número de extrações por indivíduo e, consequentemente, a quantidade de veneno disponível para a produção de soros. Nos anos seguintes, outro avanço importante foi a introdução do uso de gás carbônico (CO2) para anestesia temporária das serpentes durante o processo de extração de veneno, tornando o procedimento mais seguro para os técnicos e menos estressante para os animais. 

Nessa mesma época, ocorreu também a transferência da cavalaria de imunização e sangria para a Fazenda São Joaquim, localizada no município de Araçariguama (SP) – a propriedade foi adquirida pelo governo do estado na década de 1940 e repassada ao Instituto como compensação pela área cedida para a criação da Cidade Universitária, vinculada à Universidade de São Paulo (USP). A mudança foi motivada para melhorar o bem-estar dos animais, que passaram a ser mantidos em regime de vida livre.

Máquina de envase e fechamento de ampolas por chamas em antigo laboratório de produção de soros (Centro de Memória/Instituto Butantan)

 

A grande crise nacional e a revolução na produção

Dezesseis tipos de soros eram produzidos pelo Butantan no início da década de 1980: antibotrópico, para acidentes com jararaca; anticrotálico, para envenenamento por cascavel; antiofídico (polivalente), para quando não se sabia se a picada foi de jararaca ou cascavel; antielapídico, para quadros de envenenamento por coral-verdadeira; antilaquético, para acidentes com surucucu-pico-de-jaca; antibotrópico-laquético, para quando não se sabia se o envenenamento foi causado por jararaca ou surucucu-pico-de-jaca; antiaracnídico (polivalente), usado tanto no envenenamento por escorpião, como nas picadas por aranha-marrom; antiescorpiônico; antiloxoscélico, para envenenamento causado por aranha-marrom; antidiftérico; antitetânico (veterinário); antigangrenoso; antirrábico; antibotulínico “A”; antibotulínico “B” e antibotulínico “AB”.

Embora o Instituto tivesse atingido picos de produção nas décadas de 1960 e 1970, superando o volume de 350 mil ampolas no acumulado entre 1960 e 1965, a escassez de recursos direcionados para manutenção e modernização do processo passaram a impactar a fabricação dos imunobiológicos.

A criação do Programa Nacional de Imunização (PNI), em 1973, e do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), na década seguinte, também provocou efeitos significativos na saúde pública brasileira. Inspeções realizadas pelo órgão de controle mostraram que diversos lotes de produtos fabricados por laboratórios nacionais e estrangeiros estavam contaminados. 

Com o aumento das exigências, a multinacional Syntex do Brasil, até então detentora de quase 80% do mercado nacional de soros, decidiu, em 1983, encerrar a linha de fabricação de produtos biológicos. Foi um golpe que atingiu em cheio a população, deflagrando um grave problema de desabastecimento de soros em vários estados do país. A escassez dos imunobiológicos teve consequências imediatas e se refletiu no aumento de mortes.

O processo de extração de veneno de serpente nos dias de hoje (Comunicação Butantan)


A situação repercutiu ainda mais após o óbito de uma criança no Distrito Federal, em 1986. Diante do cenário calamitoso, o Ministério da Saúde impulsionou o Programa Nacional de Autossuficiência em Imunobiológicos (PASNI), criado no ano anterior, destinando recursos para a modernização e reestruturação das plantas de produção nacional de imunobiológicos.

No Instituto Butantan, a resposta veio com o Plano para Intensificação e Aprimoramento da Produção de Soros Antipeçonhentos, que estabeleceu metas de expansão, padronização de processos e fortalecimento do controle de qualidade. “A reação foi rápida porque a instituição contava com profissionais extremamente capacitados. O professor Isaias Raw [(1927-2022)] já era uma liderança científica importante da USP e veio para o Butantan justo nessa época. Ele foi o grande artífice da reconstrução da nossa produção dos soros”, reforça Fan Hui Wen.

“O primeiro desafio era repensar a produção do soro que não poderia ser importado. Podia-se comprar vacina, mas não se podia comprar soro contra venenos de serpentes brasileiras. Teríamos que inovar na tecnologia”
(Entrevista com Isaias Raw sobre o Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan, 2007)

O médico e pesquisador, que atuou como diretor do Instituto Butantan entre 1991 e 1997, e como diretor da Fundação Butantan entre 2005 e 2009, se inspirou na indústria de produção do leite para desenhar e implementar um sistema de processamento de plasma fechado e automatizado. A nova estrutura também permitiu a incorporação de tecnologias mais sofisticadas de purificação, como a centrifugação industrial e a digestão enzimática controlada. O objetivo era obter produtos eficazes, garantir a esterilidade e reduzir o potencial de reações adversas.

Ampolas de soro antibotrópico do Instituto Butantan produzidas em 2025 (Comunicação Butantan)


“Propus que aprendêssemos com a indústria do leite. Quando alguém manipula o leite, ele talha; então, se não se podia pôr a mão no leite, tampouco no soro”

(Entrevista com Isaias Raw sobre o Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan, 2007)

O plano do Butantan também incluiu a modernização do biotério de serpentes, que passou por nova reforma no ano de 1987. “Quando a demanda do Ministério chegou, o diretor do biotério na época já estava com o projeto de melhoria na gaveta”, brinca Sávio Sant’Anna. “Foi um novo momento de virada, com a implementação de um processo de quarentena e a desvermifugação das serpentes que chegavam ao plantel”, completa a pesquisadora científica do Laboratório de Herpetologia, Kathleen Grego Fernandes. Os ajustes contribuíram para que a sobrevida dos animais saltasse de dois meses para quase um ano.

A cultura de inovação não se restringiu à modernização de processos, mas incluiu também a diversificação de produtos. Em 1994, o Instituto desenvolveu o soro antilonômico, destinado ao tratamento de acidentes com lagartas do gênero Lonomia, que vinham causando quadros graves de saúde no Sul do Brasil. A integração do imunobiológico ao portfólio do Butantan exemplifica uma de suas principais características: a capacidade de oferecer soluções para problemas de saúde pública ignorados pela indústria tradicional.

Imagem interna da atual plata de Processamento de Plasmas Hiperimunes (Comunicação Butantan)


A era moderna: consolidação industrial e últimas inovações

Entre 2013 e 2016, a produção passou por um novo desafio: a necessidade de se adequar às Boas Práticas de Fabricação (BPF) que passaram a ser exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Foi necessário realizar uma série de mudanças que envolveu a modernização de sistemas, a validação de processos e a implementação de “células” de Garantia da Qualidade em todas as áreas fabris, incluindo a planta de Processamento de Plasmas Hiperimunes (PPH) – anos antes, o setor havia se consolidado como o “coração” da produção ao reunir as etapas de processamento e purificação dos 12 tipos de soros concentrados, posteriormente encaminhados para formulação, envase e acondicionamento. 

Em 2016, o Butantan foi o primeiro produtor nacional a obter a certificação BPF da Anvisa para a fabricação de insumos farmacêuticos ativos de imunoglobulinas heterólogas.

Os avanços também se aprofundaram no manejo animal. O Laboratório de Herpetologia, responsável por abrigar as serpentes envolvidas na extração de veneno, incorporou exames rotineiros de ultrassonografia para monitorar as fêmeas em fase de reprodução e diagnosticar possíveis patologias em serpentes idosas. Recentemente, foram instaladas quatro unidades de terapia intensiva para aprimorar ainda mais o cuidado dos animais. Hoje, cerca de 60% do plantel utilizado na fabricação de soros já nasceu em ambiente controlado. As constantes melhorias fizeram com que a expectativa de vida das serpentes saltasse para uma média de 10 anos.

Os cavalos que contribuem com a produção de soros na Fazenda São Joaquim (Comunicação Butantan)


O conceito de área produtiva também foi incorporado ao Biotério de Artrópodes, inaugurado em 2016, que abriga ambientes totalmente climatizados e setores separados para criação de escorpiões e aranhas destinados à extração de venenos para a produção dos soros antiescorpiônico e antiaracnídico, além de baratas e grilos utilizados nos protocolos de alimentação dos animais.

Já no setor de Obtenção de Plasmas Hiperimunes (OPH), localizado na Fazenda São Joaquim, em 2018 foi implementada a coleta automatizada de plasma, que substituiu a sangria dos cavalos. Neste sistema, denominado plasmaférese, o sangue retirado é misturado a um anticoagulante e separado por centrifugação. O plasma obtido é transferido para bolsas estéreis, enquanto as hemácias são “devolvidas” ao animal. O processo aumentou o bem-estar dos equinos, garantindo uma condição corporal adequada e a melhoria do estado de saúde dos animais, além de um plasma de qualidade superior e sem contaminação. 

Em 2024, o Núcleo de Produção de Soros registrou recorde de produção, com mais de 660 mil frascos de soros entregues ao Ministério da Saúde. No início de 2025, o Instituto Butantan recebeu um aporte de aproximadamente R$ 232,5 milhões da pasta para criação de uma nova unidade de produção de soros, que inclui uma área multipropósito de envase e liofilização

Como resultado da expansão, estima-se uma capacidade de produção de 1,2 milhão de frascos de soros por ano. Já com a nova área de envase, a previsão anual será de 5,2 milhões de frascos na forma líquida e 7,1 milhões de doses na forma liofilizada, tanto de soros como de vacinas, garantindo assim que os produtos do Butantan continuem chegando a todos aqueles que os necessitam.

Especial IBu 125 anos

De laboratório improvisado em cocheira a supercomputadores: a evolução da pesquisa científica no Instituto Butantan

Referências:

A AÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE NO CONTROLE DOS ACIDENTES OFÍDICOS EM ÂMBITO NACIONAL

DESAFIOS DA MANUTENÇÃO DE SERPENTES PEÇONHENTAS: O BIOTÉRIO DO LABORATÓRIO DE HERPETOLOGIA DO INSTITUTO BUTANTAN

EDIFICAÇÕES DO INSTITUTO BUTANTAN

INSTITUTO BUTANTAN 1930

INSTITUTO BUTANTAN 1983

INSTITUTO BUTANTAN, HISTÓRICO, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO (1946)
O RECEPCIONAMENTO E DESTINAÇÃO DAS SERPENTES RECEBIDAS NO INSTITUTO BUTANTAN

RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE (1986)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1914)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1916)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1921)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1925)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1947)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1961)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1963)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1964)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1970)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1986)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (1987)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (2013)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (2014)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (2015)

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO INSTITUTO BUTANTAN (2016)

SOROS E VACINAS DO BUTANTAN (2018)

Fonte _ Butantan

Pesquisa Brasiliera

 


Uma descoberta 100% brasileira está fazendo o impossível acontecer! 🇧🇷🧬

Cientistas da UFRJ, liderados pela pesquisadora Tatiana Sampaio, desenvolveram uma substância chamada Polilaminina, que está revolucionando o tratamento de lesões na medula espinhal.

O que torna essa descoberta tão curiosa? Confira:

🔹 Vem da Placenta: A substância é criada a partir de proteínas extraídas da placenta humana, um tecido rico em fatores de regeneração que normalmente seria descartado.

🔹 “Mapa” Biológico: No corpo, ela funciona como um “andaime” ou trilha, orientando os neurônios rompidos a se reconectarem e voltarem a transmitir impulsos elétricos.

🔹 Resultados Reais: O caso mais famoso é o de Bruno Drummond. Após um acidente que o deixou tetraplégico, ele recebeu a polilaminina e, contrariando todos os diagnósticos, recuperou os movimentos e voltou a andar!.

🔹 Ciência de Ponta: Foram 25 anos de pesquisa dentro da universidade pública para chegar a esse resultado.

Atualmente, o tratamento está em fase de testes clínicos autorizados pela Anvisa para garantir que, em breve, possa chegar ao SUS e ajudar milhares de pessoas.

A ciência brasileira é gigante! 🚀

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