quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Site reúne informações sobre FEBRE AMARELA

site do Ministério da Saúde reúne informações valiosas a respeito da Febre Amarela, atravésda campanha de vacinação. O Brasil enfrentou em 2016/2017 um grande surto de febre amarela, envolvendo principalmente os estados da região Sudeste, com destaque para Minas Gerais e Espírito Santo. Embora o número de casos humanos de febre amarela confirmados seja maior que o observado em surtos anteriores, ressalta-se que todos esses casos são de residentes em zonas rurais ou que tiveram contato com áreas silvestres por motivos de trabalho ou de lazer.

Em virtude da proximidade do período sazonal da doença, a Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS retomou a produção de informes semanais sobre a situação atual da doença no Brasil. Esses informes apresentam dados sobre a vigilância de casos humanos, vigilância de epizootias em primatas não humanos (PNH), vacinação, além de outras informações relevantes sobre o assunto.
A febre amarela é evitada por uma vacina extremamente eficaz, que é segura e economicamente acessível. A Organização Mundial de Saúde reitera que uma dose única da vacina da febre amarela é suficiente para conferir uma imunidade sustentada e uma proteção para toda a vida, não sendo necessário uma dose de reforço desta vacina. Esta vacina fornece uma imunidade eficaz no prazo de 30 dias a 99% das pessoas vacinadas.
Confira o Guia atualizado para Profissionais de Saúde completo disponibilizado pelo Ministério da Saúde.
Fonte_COFEN

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

ANVISA autoriza aplicação de vacinas em farmácias

Desde dezembro de 2017, farmácias de todo o país estão autorizadas a aplicar vacinas. O serviço pode ampliar o número de pessoas imunizadas. Mas também está provocando muito debate.

A carteira de vacinação está pronta, a caixa para descartar seringas também. Só não apareceu ainda cliente. Uma farmácia de São Paulo agora oferece quatro vacinas: contra febre amarela, HPV, herpes zoster e hepatite B. As vacinas custam de R$ 135 a R$ 510. Dessas, só a herpes zoster não tem na rede pública de saúde.
A regulamentação da Anvisa sobre o serviço só entrou em vigor na última semana de dezembro.
Para aplicar vacinas, o estabelecimento precisa atender a uma série de requisitos: ter licença das autoridades de saúde e uma sala reservada com pia e geladeira com controle de temperatura. A farmácia aposta em um movimento grande na época da vacinação contra a gripe, e instalou até um equipamento para a retirada de senhas. Mas a decisão da Anvisa que permite a vacinação em locais como esse vem sendo alvo de críticas.
O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN alerta para o que chamada de “riscos de administração e conservação de vacinas em farmácias e drogarias sem a presença de profissionais de enfermagem”.
A Sociedade Brasileira de Pediatria também é contra e explica os motivos: “A possibilidade de uma criança, um adolescente, um paciente ter um efeito colateral que necessite intervenção médica. Uma outra questão é que existem várias condições, várias doenças, nas quais certas vacinas não podem ser aplicadas e isso quem sabe é um médico ou uma enfermeira que trabalha em um centro de imunizações”, explicou Luciana Rodrigues, presidente da entidade.
A farmácia visitada restringiu a vacinação a adultos e diz que os farmacêuticos foram treinados, inclusive para situações extremas.
“Esse é um serviço já prestado em vários países do mundo, como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Então aumentou a população coberta por vacina, o que ajudou na saúde pública do país. Isso pode acontecer no Brasil também provavelmente”, disse Marcilio Pousada, presidente da Raia Drogasil.
Nas farmácias ou nas clínicas, as vacinas que estão fora do calendário nacional só podem ser aplicadas com prescrição médica.
Fonte_COFEN

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

COREN/PA apoia a Campanha Janeiro Branco em Belém


O Janeiro Branco é uma campanha dedicada a promover a psicoeducação das pessoas e das instituições, promovendo a Saúde Mental e combatendo o adoecimento emocional dos indivíduos e instituições por meio de debates, reflexões, mini palestras, rodas de conversa, oficinas, caminhadas, corridas, piqueniques, cineclubes, entrevistas à mídia, murais de poesias, distribuição de balões brancos, panfletos, fitas brancas e várias outras formas de ações.
A grande ação da campanha em Belém vai ocorrer no próximo domingo, dia 21, das 8h às 12h, na Praça da República. O evento irá acontecer através de espaços dinâmicos – que terá início com uma caminhada na praça e posteriormente atividades como postura de Yoga para iniciantes, oficinas artísticas para crianças, atividade física ao ar livre, danças circulares, rodas de conversas psicoeducativas entre outras atividades com o objetivo de promover bem estar coletivo – reforçando a importância do debate e do conhecimento da saúde mental como um todo.
A Campanha Janeiro Branco ganhou o apoio do Conselho Regional de Enfermagem do Pará. O conselho entende que esse assunto deve ser discutido abertamente com toda sociedade. Entre as ações previstas estão as intervenções urbanas que tenham como tema central a Saúde Mental, a Saúde Emocional, a valorização da subjetividade humana, a criação de uma cultura da Saúde Mental entre os seres humanos (a nível individual, institucional, social e coletivo), a valorização de políticas públicas em nome da Saúde Mental, a valorização da Saúde Mental no SUS e nas redes públicas e privadas de saúde no Brasil e no mundo. É uma Campanha gratuita, democrática, horizontal e espontânea que começou em 2014 em Minas Gerais.
Hoje a campanha já conta com colaboradores em diversas cidades do Brasil e cada ano mais pessoas aderem a essa causa tão importante. Com a mensagem central: “JANEIRO BRANCO: CUIDAR DA MENTE É CUIDAR DA VIDA”, psicólogos, enfermeiros, psiquiatras, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, pedagogos, acadêmicos de enfermagem juntamente com o apoio da Liga Acadêmica Paraense de Saúde Mental (LAPASME) e Viva Espaço Terapêutico se uniram para realizar a campanha em Belém.
A campanha “Janeiro Branco” é realizada no primeiro mês do ano em varias capitais do Brasil, trazendo o branco como a cor que representa o quadro em branco, ou o papel em branco, no qual se escreve ou desenha uma nova história da saúde mental, sem os tabus e preconceitos que a cercam promovendo qualidade de vida aos que abraçam essa causa, uma vez que ao se falar de saúde não se pode, de forma alguma, excluir a qualidade da saúde mental.
A comissão organizadora do evento em Belém conta com o apoio do Viva Espaço Terapêutico, Conselho Regional de Enfermagem (COREN-Pa), Casa Azul – Artes e Terapias, Escola Superior da Amazônia (ESAMAZ), Fortiori – Consultoria em Psicologia e a Clínica de Saúde Mental EMOVERE.
Fonte_COFEN

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Informativo COFEN Dezembro/2017

30ª edição – 12/2017
Encerramos 2017 com um duro golpe contra a formação em Enfermagem. O MEC revogou o decreto 8.754/2016, facilitando a abertura de cursos a distância, com precária fiscalização. Na Câmara, o presidente da Comissão de Educação aprovou às 21h45, numa sala vazia, projeto que impacta diretamente a formação, ignorando amplo debate em curso.
Acompanhe também, nesta edição, a mobilização contra os retrocessos na Saúde Mental e contra a normativa que permite vacinação em farmácias sem a presença de profissionais de Enfermagem. Continuaremos lutando pelo SUS e saúde mental fortalecidos, pela qualidade da formação e pelo pleno respeito às prerrogativas profissionais da Enfermagem.

MEC revoga decreto e facilita abertura de cursos EaD em Enfermagem
O decreto 8.754/2016, que incluía a Enfermagem entre os cursos que só podem ser abertos com autorização do Ministério da Educação após prévia manifestação do Conselho Nacional de Saúde, foi revogado em dezembro. A medida representa mais um retrocesso na luta para impedir a proliferação desordenada de cursos de baixa qualidade oferecidos a distância, liderada pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais.
O descontrole sobre a EaD em Saúde ignora ampla rejeição social. O Conselho Nacional de Saúde recomendou moratória aos cursos a distância, até que seja feito amplo debate e estabelecidos critérios mínimos de qualidade e de exigência presencial. O controle social também foi defendido pelo Cofen, em audiência na Câmara dos Deputados. Saiba mais.

Cofen não aceita retrocesso na Saúde Mental
Em Carta Aberta, o Conselho Federal de Enfermagem se manifestou contra a portaria do Ministério da Saúde que estabelece novas diretrizes para a Política de Saúde Mental, enfraquecendo as diretrizes da Reforma Psiquiátrica. A normativa estabelece parcerias público-privadas para investimento em hospitais psiquiátricos e nas chamadas “comunidades terapêuticas” (manicômios), e permite que o Ministério da Saúde atue na liberação de verba e na fiscalização, antes feita pelo Ministério da Justiça.
Revista Enfermagem em Foco adota formato eletrônico
A Comissão Editorial da Revista Enfermagem em Foco, periódico científico publicada pelo Cofen, anunciou que em 2018 a revista adotará apenas o formato eletrônico, em consonância com as tendências de periódicos nacionais e internacionais. Saiba mais.
Coren-SE inaugura nova sede, construída com apoio do Cofen
A sede do Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe, inaugurada em 19/12, proporciona melhor ambiente de trabalho, acolhimento e agilidade no atendimento aos mais de 20 mil profissionais inscritos do estado.  A construção do imóvel, com custo de R$ 4,1 milhões, foi possível graças ao Cofen, que arcou com 90% dos custos. Saiba mais.
Cofen e Coren-DF questionam portaria ilegal do GDF
O presidente do Cofen, Manoel Neri, e o presidente do Coren-DF pactuaram, em reunião com a diretoria do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (SINDATE-DF), medidas para combater desvio de função. Portaria editada pelo Governo do Distrito Federal incluiu entre as atribuições dos técnicos de Enfermagem a condução de viaturas para atendimento ou socorro a pacientes. Saiba mais.
Enfermeira desenvolve método mais seguro para uso de sonda alimentar
A enfermeira Sandra de Oliveira Santos, professora da Unicamp, recebeu o prêmio Capes de melhor tese por seu estudo sobre a introdução e o posicionamento inadequado de uma sonda nasogástrica (SNG) para a alimentação enteral. Saiba mais.
Cofen alerta para os riscos de administração e conservação de vacinas em farmácias e drogarias sem a presença de profissionais de Enfermagem
O Cofen alerta as autoridades competentes e a sociedade para a ilegalidade e os riscos associados à administração de vacinas em farmácias e drogarias, sem a presença de profissionais de Enfermagem, conforme noticiado pela Anvisa em 12 de dezembro de 2017. Saiba mais.
Publicado Novo Código de Ética da Enfermagem Brasileira
O Cofen publicou, em 6 de dezembro, no Diário Oficial da União, a Resolução 564/2017, que aprova o novo Código de Ética da Enfermagem brasileira. O documento é resultado de amplo e democrático debate e concilia a defesa da sociedade com a proteção ao bom profissional, trazendo avanços, sobretudo nos casos de violência doméstica. Saiba mais.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

COFEN participa de posse da diretoria da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor

Na última sexta-feira (6/1), aconteceu a posse da nova diretoria da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), em São Paulo. O conselheiro federal Luciano Silva representou o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) na cerimônia que empossou Eduardo Grossman como presidente, professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e membro do corpo editorial da Revista Dor – Pesquisa, Clínica e Terapêutica (SBED).
O presidente empossado se comprometeu a valorizar ainda mais a atuação multidisciplinar da sociedade e fomentar a educação científica e profissional. “Pelos próximos dois anos, deixaremos nossa parcela de contribuição ao estudo da dor, assumindo uma instituição de importante atuação no Brasil, com 35 anos de história e mais de 1.600 membros associados” discursa Grossman.
O vice-presidente desta nova gestão é o anestesiologista Paulo Renato Fonseca. Além disso, a nova diretoria também será composta pela psicóloga Dirce Perissinotti, pelo neurocirurgião José Oswaldo de Oliveira Júnior, pela fisioterapeuta Juliana Barcellos e pela enfermeira Janaína Vall.
Também estavam presentes na mesa de abertura representantes de diversas entidades como Coordenadoria de Serviços de Saúde, Associação de Medicina Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Enfermagem, Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.
Fonte_COFEN

Nova diretoria dos Conselhos Regionais entra em exercício



As novas gestões dos Conselhos Regionais de Enfermagem já estão em exercício. Acesse a lista completa dos presidentes dos Conselhos Regionais de Enfermagem (2018-2020).

A diretoria foi escolhida pelo plenário, eleito em 1º de outubro pelos profissionais de Enfermagem, em votação online. Para garantir a transparência, a apuração foi acompanhada por fiscais credenciados das chapas participantes, na sede do COFEN, e transmitida ao vivo pela internet, por meio da páginas institucional do Facebook.
“Parabenizamos as chapas eleitas e as novas diretorias. Que a nova gestão contribua para fortalecer a Enfermagem brasileira, unido os profissionais em defesa da nossa profissão e da Saúde coletiva”, parabenizou o presidente do COFEN, Manoel Neri.
Fonte_COFEN

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ALERO aprova PLs do Descanso Digno e do ensino presencial

A Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia ALE/RO aprovou no mês de dezembro três importantes Projetos de Leis voltados para a Enfermagem. Os projetos foram apresentados pelo deputado estadual Anderson do Singeperon (PV), atendendo revindicação do Conselho Federal de Enfermagem COFEN e do COREN/RO, e seguem agora para sanção do governador.
PL 779/2017 veta a formação a distância de profissionais de Enfermagem no estado. O PL 780/2017 regulamenta as condições de repouso, garantindo o descanso digno aos profissionais de Enfermagem.
A aprovação dos projetos é fruto de um trabalho de mobilização dos Conselhos de Enfermagem, que promoveram audiência pública na Assembleia Legislativa, reunindo lideranças e aprofundando o debate.
“É uma grande vitória para a Enfermagem de Rondônia. Não podemos admitir que profissionais de Enfermagem descansem em banheiros, embaixos de mesa e até no chão de hospitais”, afirmou na audiência o presidente do Cofen, Manoel Neri, lembrando o que o descanso já é direito legal dos plantonistas, mas que a ausência de locais adequados ao repouso é uma realidade prevalente, comprovada na pesquisa Perfil da Enfermagem (Cofen/Fiocruz).
A presidente do Coren-RO, Silvia Neri, destaca a importância da mobilização de todos que juntos somaram e contribuíram para a aprovação. Para deputado Anderson, a aprovação “faz justiça aos profissionais da Enfermagem” e reforça o seu compromisso com a categoria.
Foi aprovado, ainda, o PLC 172/2017, que inclui os profissionais de Enfermagem (enfermeiros, Técnicos e auxiliares) no rol do Art. 56-A, que trata da jornada de trabalho dos profissionais da área da saúde, permitindo a acumulação de dois vínculos, desde que não haja incompatibilidade de horário e não ultrapasse 80 (oitenta) horas semanais.
Fonte_COFEN

Vacinação terá dose fracionada de FEBRE AMARELA em três estados

Entre fevereiro e março deste ano, 76 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. O objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias.
A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. A dose fracionada tem mostrado a mesma proteção que a dose padrão. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. A única diferença está no volume. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por pelo menos oito anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).
A Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explicou que a febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos de dezembro a maio. “Para evitar que isso aconteça, estamos antecipando essa vacinação porque o vírus entrou em uma área com elevada densidade populacional”, justificou a coordenadora. Segundo ela, se a medida não fosse adotada, poderia ocorrer aumento de casos e óbitos.
No estado de São Paulo, 4,9 milhões de pessoas receberão a dose fracionada e 1,4 milhão a dose padrão em 53 municípios. Já no Rio de Janeiro, 2,4 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 7,7 milhões a padrão em 15 municípios. Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão em oito municípios. O período da campanha em São Paulo será de 3 a 24 de fevereiro, sendo os dias 3 e 24 (sábados) os dias D de mobilização da campanha. Já no Rio de Janeiro e Bahia, devido ao período do carnaval, as campanhas ocorrerão do dia 19 de fevereiro a 9 de março, sendo o dia 24/02 o dia D de mobilização.
Neste mês de janeiro, os estados e municípios irão treinar os profissionais de saúde e adequar a logística para realização do fracionamento. Para isso, o Ministério da Saúde deve repassar aos estados R$ 54 milhões do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra para auxiliar os estados na realização da campanha. Desse total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e, até o fim deste mês, serão destinados R$ 30 milhões para o Rio de Janeiro e R$ 8,2 milhões para a Bahia.
PADRÃO E FRACIONADA – Alguns públicos não são indicados para receber a dose fracionada, portanto irão participar da campanha recebendo a dose padrão: crianças de 9 meses a menores de dois anos; pessoas com condições clínicas especiais (vivendo com HIV/Aids, ao final do tratamento de quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, entre outras), gestantes e viajante internacional (devem apresentar comprovante de viagem no ato da vacinação). A vacinação fracionada é recomendada para pessoas a partir dos dois anos.
A vacina é contraindicada para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com imunossupressão e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. No caso dos idosos, a vacinação deverá ser aplicada após avaliação dos serviços de saúde. A vacinação contra febre amarela impede a doação de sangue por um período de quatro semanas. As pessoas devem realizar a doação de sangue antes da vacinação para manutenção dos estoques de hemocomponentes.
O Secretário Executivo do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, lembrou que as pessoas que vão viajar para áreas com circulação do vírus precisam se vacinar. “A vacina de febre amarela tem efeito após 10 dias da aplicação, por isso é preciso que as pessoas que vão viajar se atentem para esse período, para estarem protegidos durante a viagem”, ressaltou o secretário.
Para a campanha de fracionamento da vacina de febre amarela, o Ministério da Saúde vai repassar aos estados 15 milhões de doses fracionadas e 4,7 milhões de doses padrão, que será suficiente para vacinar 19,7 milhões de pessoas. Ao longo de todo o ano de 2017, o Ministério da Saúde enviou aos estados 45 milhões de doses da vacina, tanto para a rotina de vacinação como para o reforço nos estados afetados pelo surto. Somente para MG, RJ, SP, ES e BA foram distribuídas 32,8 milhões de doses extras. Além disso, foram distribuídas 12,2 milhões de doses da vacina de febre amarela na rotina para todos os estados da federação.
O Plano Estratégico de Vacinação contra a Febre Amarela foi elaborado com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da OMS e Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC), e aprovado pelo grupo de trabalho do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) e especialistas.
DOSE FRACIONADA – Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.
Estudo recente feito pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz) comprovou que a dose fracionada da vacina de febre amarela é eficaz por, pelo menos, 8 anos. O estudo de dose resposta avaliou 319 militares vacinados com a dose fracionada em 2009 e, após 8 anos, verificou-se a presença de anticorpos contra a doença em 85,3% dos participantes, semelhantes ao observado com a dose padrão neste mesmo período (88%).
“É muito importante que pesquisas fundamentem o processo de tomada de decisões. Por isso a Fiocruz, com esse estudo do fracionamento da vacina de febre amarela, que começou em 2009, pode trazer subsídios científicos para que os estados, junto ao Ministério da Saúde, optassem pela estratégia de fracionamento neste momento de risco de transmissão da doença”, explicou a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade.
Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou 1/5 da dose Padrão da Vacina de Febre Amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias.
CASOS – Os informes de febre amarela seguem a sazonalidade da doença que acontece, em sua maioria, no verão, sendo realizados de julho a junho de cada ano. No período de monitoramento (julho/2017 a junho/2018), até o dia 8 de janeiro deste ano, foram confirmados 11 casos de febre amarela, sendo oito no estado de São Paulo, um no Rio de Janeiro, um em Minas Gerais e um no Distrito Federal. Quatro casos evoluíram para óbito, sendo dois em São Paulo, um em Minas Gerais e um no Distrito Federal. Ao todo, foram notificados 381 casos suspeitos de febre amarela em todo o país no período, sendo que 278 foram descartados e 92 permanecem em investigação.
A vacinação para febre amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É importante informar que a febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.
Fonte_COFEN

Atos administrativos do COFEN podem ser consultados online

Medida amplia a transparência e facilita o acesso do público a informações.

Todas as decisões, resoluções, portarias e ordens de serviço editadas pelo Conselho Federal de Enfermagem a partir de 2018 serão publicadas no Portal COFEN. A medida, determinada pelo presidente Manoel Neri, facilita o acesso público a informações, ampliando a transparência, em conformidade com a Lei de Acesso à Informação, o Acórdão TCU 096/2016 e o princípio Constitucional da Publicidade.
Os documentos serão publicados pela Secretaria Geral em até 30 dias após a assinatura das autoridades, e poderão ser consultados por qualquer cidadão. As resoluções anteriores também estão disponíveis online.
Fonte_COFEN

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Conselheiro/Tesoureiro triênio 2018/2020

Hoje e o primeiro dos três ciclos como Conselheiro Titular no Administrativo do Conselho Regional de Enfermagem do Acre - COREN/AC


Obs.: o blog publicará informativos das Reuniões Ordinárias do Plenário - ROP do Conselho, como também as atividades diárias do COREN/AC 

domingo, 31 de dezembro de 2017

Ano Novo

É tempo reflexão, de reuniões familiar, de saudar o amor.
Que as dificuldades enfrentadas em 2017 sirvam de aprendizado e de incentivo para vencer desafios.
Que nossos projetos e sonhos, individuais e coletivos, se transformem em realidade.


A queda da imunização no Brasil

 


O Programa Nacional de Imunização (PNI) é referência mundial. O Brasil foi pioneiro na incorporação de diversas vacinas no calendário do Sistema Único do Saúde (SUS) e é um dos poucos países no mundo que ofertam de maneira universal um rol extenso e abrangente de imunobiológicos. Porém, a alta taxa de cobertura, que sempre foi sua principal característica, vem caindo nos últimos anos, conforme demonstra o quadro na página ao lado, colocando em alerta especialistas e profissionais da área.

A coordenadora do PNI, do Ministério da Saúde, Carla Domingues, pondera uma possível dicotomia: o sucesso do programa pode ser uma das causas da queda da cobertura. Isso porque o PNI imunizou amplamente a população que hoje está com 30, 40 e 50 anos de idade, devidamente vacinada na infância, quando doenças como o sarampo ou a poliomielite eram visíveis e a preocupação em vacinar as crianças era maior. “Hoje, como a doença desapareceu, os pais que foram beneficiados pela vacina e que por isso não conviveram com a doença, muitas vezes não percebem a importância da imunização. Por isso, é imprescindível mostrar que, apesar de raros os casos, as doenças ainda existem e que, portanto, é primordial vacinar as crianças”, analisa.

Especialistas concordam que são vários os fatores que justificam a diminuição da cobertura vacinal no país. O mais importante deles, na avaliação do assessor técnico do CONASS, Nereu Henrique Mansano, é o modelo de atenção à saúde prevalente, que prioriza as condições agudas de saúde e que, descolado da Atenção Primária à Saúde (APS), não dá conta do devido acompanhamento dos cidadãos. “Apesar dos inegáveis avanços e melhoria de acesso à APS, não podemos ignorar que ainda há uma falta de integração entre ela e as ações de vigilância, prevenção e promoção. Infelizmente, nem sempre a organização dos serviços privilegia a continuidade do cuidado”.

O cuidado a qual Mansano se refere é àquele que acompanha um cidadão desde antes mesmo dele nascer e a imunização é parte imprescindível deste acompanhamento. Por isso, a importância e a necessidade de que as Unidades Básicas de Saúde sejam organizadas para ações de continuidade do cuidado e de acompanhamento e não somente para atendimento de demanda espontânea. “Buscar ativamente a comunidade por meio dos Agentes Comunitários de Saúde, integrar o cuidado com ações de prevenção e promoção, alimentar corretamente os sistemas de informação são ações que certamente vão tornar a imunização ainda mais eficiente e eficaz no Brasil”, reitera.

Outro aspecto importante que pode influenciar nos dados da vacinação no Brasil é a mudança do sistema de informação do PNI, antes alimentado pelas doses aplicadas, passando para o registro nominal. Carla Domingues afirma que a mudança faz parte das ações que visam contribuir com o programa e que a informatização do processo de vacinação tem como um dos objetivos identificar as áreas que estão efetivamente com baixas coberturas vacinais, considerando que as doenças caminham junto com a população. “O sistema mostrará, por exemplo, se há um bairro específico com baixa cobertura em um município com alta cobertura. Com o registro nominal é possível identificar não apenas a localidade, mas quem são as pessoas, idade, sexo, sendo essas informações fundamentais para o planejamento das ações do programa”. O SIS-PNI atualmente está implantado em 60% das salas de vacina e a meta é de que esteja em 100% delas até o final deste ano.

Para tanto, alguns obstáculos precisam ser enfrentados pois além dos equipamentos e toda logística necessária, é preciso ter pessoal treinado para alimentar o sistema, conforme explica a coordenadora do PNI. “São necessárias informações como o nome completo, endereço, telefone, tipo de vacina aplicada, etc., o que torna o processo mais complexo e exige mais organização”, explica. No entanto, a mudança pretende otimizar as ações futuras, por isso, vale a pena o esforço e preparo dos estados e municípios para atender essa nova demanda do programa, conforme destaca Nereu Henrique Mansano, que é coordenador das Câmaras Técnicas de Epidemiologia e de Informação e Informática do CONASS. “Além de melhorar a avaliação da cobertura, o sistema permite o acompanhamento adequado do usuário caso ele mude de unidade de saúde ou perca o cartão de vacinas”.

Os estados e municípios são os maiores responsáveis pelo controle das vacinações, mas o fortalecimento do PNI depende do avanço da gestão em todos os níveis do SUS. “A experiência com a vacina do HPV, que não atingiu as coberturas vacinais, é um bom exemplo de como a gestão pode atuar para evitar perdas e desperdício. A validade da vacina é muito específica, por isso a oferta deve ser planejada e as campanhas intensificadas. Caso a cobertura não seja alcançada e haja sobra, a vacina pode ser ofertada para outros grupos. Estados e municípios podem melhorar a gestão do programa, identificando os locais de baixa cobertura e promovendo ações em períodos e para grupos determinados”, avalia Carla Domingues.

A importância da vacina

Como dito anteriormente, muitas pessoas e até mesmo profissionais de saúde nos dias de hoje desconhecem diversas doenças, extintas graças ao advento das vacinas no Brasil e no mundo. A compreensão da importância da vacinação felizmente prevalece e, aliada ao desenvolvimento científico e tecnológico, ao trabalho realizado pelos gestores e ao senso de responsabilidade dos cidadãos,  reforça a consciência de que vacinar uma criança significa não apenas protege-la, mas sustentar uma condição de saúde coletiva alcançada com muito trabalho e esforço.

Fazer a vacinação dentro do calendário definido pelo Ministério da Saúde, a partir do esquema vacinal correto que considera o número de doses e as idades adequadas para cada vacina também é fundamental para o sucesso da imunização, conforme explica Domingues. “Toda vacina tem um esquema definido e um prazo adequado. Não adianta chegar ao fim do ano, por exemplo, e fazer as três doses de uma vez, pois a vacina só vai manter a elevada eficácia se forem feitas as duas ou três doses, dependendo do esquema e dentro do prazo adequado”, elucida.

Os resultados desses esforços podem ser medidos também pela homogeneidade da cobertura vacinal, que é a proporção de municípios com coberturas vacinais adequadas. Em 2016, só 44% dos municípios brasileiros tiveram a cobertura preconizada, por exemplo, para a BCG (Bacilo Calmette-Guérin). A homogeneidade é um dado que historicamente apresenta coberturas mais baixas, mas percebe-se claramente a queda do percentual de municípios com coberturas adequadas (veja quadro abaixo).

A imunização é a única maneira de garantir que doenças erradicadas não voltem. Para o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, é preciso fortalecer a confiança da sociedade nas vacinas de distribuição pública. “Em 1930 as doenças infeciosas e parasitárias representavam 45,7% dos óbitos do Brasil, índice que caiu para 4,3% em 2010, segundo o Ministério da Saúde. Na década de 1980, sarampo, poliomielite, rubéola, síndrome da rubéola congênita, meningite, tétano, coqueluche e difteria causaram 5,5 mil óbitos em crianças de até 5 anos no Brasil. Em 2009, foram 50 óbitos”, demonstra.

Para Zuma, não existe no mundo um programa de saúde pública com resultados tão relevantes, robustos e claros quanto o PNI, reafirmando que graças à vacinação pública o Brasil está livre de diversas doenças. “É por compreender essa importância que nossa sociedade entende as vacinas como direito inalienável e, aliás, reclama quando vai aos postos e não encontra os imunizantes”.

O diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Butantan, Alexander Roberto Precioso, acredita que há muita confiança da sociedade nas vacinas oferecidas pelo SUS. “O que se faz necessário é a divulgação frequente dos benefícios associados à imunização e a disponibilidade de vacinas no SUS”, defende.

Para Julio Cesar Felix, presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a questão financeira pesa muito na produção de vacinas, que requer muito recurso por se tratar de um processo muito caro. “O nosso desafio, acredito, é estreitar e desenvolver uma melhor relação entre as secretarias e o Ministério da Saúde para a elaboração de estratégias conjuntas”.

Proporção de municípios com coberturas vacinais adequadas por tipo de vacinas (Homogeneidade de coberturas vacinais), Brasil. 2011 a 2016


Movimento antivacinas

Até chegar aos cidadãos, as vacinas passam por um rigoroso processo de produção, começando com estudos e pesquisas, passando por inúmeros testes até ser validada e disponibilizada nos postos de saúde. Esse esforço também passa pelos gestores da saúde, responsáveis pela distribuição dos imunizantes e pela preparação dos profissionais de saúde para a aplicação da vacina.

Apesar dos números inegáveis que demonstram a eficácia e importância da vacina, cresce o número de pessoas que se recusam a vacinar seus filhos, fomentando um movimento perigoso que pode trazer de volta doenças como o sarampo e a poliomielite. “Apesar de essas doenças não acontecerem mais no nosso território, elas ainda são endêmicas em outros países e não vacinar as crianças aumenta as chances de essas doenças voltarem a ser um problema de saúde pública”, alerta Carla Domingues.

Em tempos de excesso de informações e superficialidade de conteúdos, muitas pessoas em todo o mundo, principalmente na Europa, vêm aderindo a um movimento conhecido como anti-vacina. Seja por questionarem a segurança da vacina, por temerem os efeitos colaterais, ou por acreditarem que não estão suscetíveis às doenças, estes grupos estão crescendo cada dia mais, levando países desenvolvidos, como a Itália, a se depararem com surto de doenças há muitos anos erradicadas, como o sarampo. Cabe reafirmar que é inevitável o fluxo de pessoas entre os países, tanto pelo turismo quanto pelos negócios, e o fato de algumas delas não estarem vacinadas pode provocar seu adoecimento e trazer de volta doenças extintas e todos os problemas de saúde pública que elas acarretam.

Especialistas explicam que a vacina, como qualquer outro medicamento, pode trazer eventos adversos. No entanto, ponderam que eles são infinitamente mais leves do que as doenças e suas possíveis sequelas. As doenças preveníveis pelas vacinas podem, por exemplo, causar cegueira, retardar o desenvolvimento, provocar surdez e até paralisia infantil, meningite e pneumonia. São doenças graves que muitas vezes levam à internação e a consequências piores. Já eventuais reaç˜ões podem ocorrer pela própria resposta do organismo, que está criando anticorpos contra aquela enfermidade e mostrando que, se estiver vacinado, estará mais preparado para enfrentar a doença caso ela apareça.

O diretor do Butantan destaca que, assim como os medicamentos farmacêuticos, a vacina não é isenta de eventos adversos, mas seus benefícios superam tais eventos. Outro fator a ser considerado é como a prática médica em geral vem sendo realizada, caracterizando-se por uma relação médico/paciente ou médico/sociedade fragilizada, onde o tempo e o ambiente de interação entre as partes não têm favorecido a conversa sobre práticas preventivas e promotoras de saúde, como é o caso da imunização. “Finalmente, ressalto que é muito importante que o PNI, em parceria com os produtores públicos e privados, estabeleça canais de comunicação rápidos e efetivos com a sociedade para prestar esclarecimentos quanto à eventual divulgação de eventos desfavoráveis associados às práticas de imunização. O esclarecimento rápido e efetivo é o melhor instrumento de prevenção contra os movimentos antivacinação”, destaca.

Mauricio Zuma também acredita em estratégias mais apropriadas para enfrentar o movimento antivacinas. Para ele, é preciso aumentar a circulação de informações qualificadas e cientificamente comprovadas, aproveitando a comunicação de massa e também eventos científicos, das redes sociais on-line aos eventos presenciais. “Temos inúmeros exemplos, como a erradicação da varíola, o controle da poliomielite, do sarampo, da rubéola e a notificação mais baixa de doenças imunopreveníveis na história da saúde pública brasileira. Os perigos da não vacinação são grandes. Em 2017, isso ficou bastante claro para nós no Brasil, quando um surto de febre amarela levou a mais de 200 óbitos, mesmo existindo a vacina”, aponta.

O diretor de Bio-Manguinhos explica que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sarampo ainda mata 400 crianças por ano, mesmo em países avançados, onde o movimento antivacinação se propagou, principalmente por meio das redes sociais. “O movimento acontece com a disseminação de inverdades, boatos sem fundamentação científica ou fraudes comprovadas, como a que relacionava as vacinas e o autismo, baseando-se em um artigo publicado em 1998 pelo inglês Andrew Wakefield. Descobriu-se posteriormente que ele falsificou dados e teve sua licença cassada pelo Conselho Médico Britânico em 2010”, alerta Zuma.

Nereu Henrique Mansano, do CONASS, também destaca a importância do PNI e lembra a evolução do programa que hoje abrange todas as idades e atua contra inúmeras doenças. “É um programa com muitos anos de estrada e muita experiência acumulada, sempre primando pelo embasamento técnico e científico”.

Produção de vacinas no Brasil

O fortalecimento da produção nacional de vacina é um dos grandes desafios do Brasil, ressaltando que ela difere muito da produção de medicamentos, pois depende do crescimento de produto biológico vivo e, se há alguma contaminação, ele deve ser desprezado e a produção começa do zero. Trata-se de um processo quase artesanal no qual as matérias-primas estão mais sujeitas à contaminação e justamente por primar pela segurança, se há algum problema ou indício, todo o lote é desprezado, muitas vezes levando ao desabastecimento.

Aumentar a produção para garantir o fornecimento das vacinas é de suma importância e esse é um problema mundial nos dias de hoje, em que a demanda é maior do que a oferta, o que também é considerada uma evolução do PNI. “Não só do Brasil, mas em todo o mundo, na medida em que os programas de imunização se fortalecem, aumenta a procura pelas vacinas e aumenta a demanda nos laboratórios. Portanto, é preciso criar mecanismos que fortaleçam os laboratórios para garantir o suprimento das vacinas”, enfatiza Carla Domingues. Ela destaca o investimento no complexo industrial da saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), que passa recursos para os laboratórios ampliarem suas produções visando aumentar o parque industrial da saúde e, consequentemente, a oferta de vacinas.

O presidente da Tecpar acredita que nos próximos 3 anos haverá um grande fortalecimento e ampliação da produção de vacinas no país, considerando a nova política do complexo econômico industrial da saúde. “Acho que as empresas detentoras de tecnologias descobriram que o único caminho de manter a posição no país é abrindo mais essa cooperação”.

Para Precioso, entre os maiores desafios para a ampliação da produção de vacinas no Brasil está a obtenção de investimentos financeiros para renovar e adequar as fábricas produtoras dos laboratórios produtores públicos. “Elas devem contemplar as crescentes demandas regulatórias nacionais, e eventualmente internacionais”. E completa dizendo que também se faz necessária a facilitação e agilização dos processos de importação de materiais de consumo e insumos que são utilizados na produção de vacinas, além do apoio contínuo do Ministério da Saúde na produção de vacinas nacionais visando o fortalecimento do programa brasileiro de autossuficiência em vacinas.

Já Mauricio Zuma aponta o acelerado desenvolvimento da ciência como grande desafio, uma vez que permite a produção de vacinas mais eficazes, seguras e multivalentes, com uma única dose protegendo contra várias doenças. Ele explica ainda que é permanente o desenvolvimento e atualização da infraestrutura, das plantas produtivas, dos mecanismos de qualidade e regulatórios que demandam a também permanente qualificação de Recursos Humanos em toda a cadeia. “Podemos entender a ampliação da produção de três formas: a primeira que é mais rápida, via aumento de produção das vacinas existentes, sendo necessárias novas instalações fabris e, pelas exigências regulatórias muito complexas, requer um investimento alto. Garantido o investimento, são 3 a 4 anos para o desenvolvimento do projeto, sua construção, e para equipá-las com a devida infraestrutura e equipamentos, a maioria importada. Para tornar esta planta operacional, é preciso contar com um grupo de profissionais altamente especializados”, detalha. A segunda via de ampliação de produção é o desenvolvimento de novas vacinas via transferência de tecnologia, o que leva mais tempo do que a primeira, pois é necessário acrescentar o prazo de identificação do produto e a respectiva tecnologia desejada. “Essa via demanda um período de negociação que pode levar de 1 a 2 anos. Passando para o desenvolvimento do projeto, construção, etc. são mais 5 a 6 anos”. A terceira forma é o desenvolvimento tecnológico autóctone para o qual existem inúmeras etapas, cada uma tendo especificidade científica e tecnológica, exigindo muitas vezes parcerias especializadas. “Essa terceira forma leva, em média, de 15 a 20 anos para obtenção do registro do produto. Todo esse processo é complexo e demanda elevado investimento, de altos custos fixos”, detalha.

O cálculo deste investimento, que se traduz não apenas na garantia de bem-estar da população, através da prevenção, é intangível, conforme explica Mauricio Zuma, ressaltando que a própria Organização Mundial da Saúde estima que, no século XX, a morbidade das doenças preveníveis caiu entre 90% e 100% em consequência do uso de vacinas. “Há também a economia de recursos, ainda mais para um sistema de saúde universal como o brasileiro: ao analisar dados de 94 países e projetar as taxas de vacinação pelo período de 2011 a 2020, pesquisadores da Johns Hopkins University dos EUA concluíram que para cada US$ 1 investido em vacinas, os países economizam US$ 16. Os desafios, portanto, são científicos, tecnológicos, acadêmicos, de formação, mas também de ordem política e comunicacional: a sociedade deve manter a compreensão, e o Estado nacional garantir o apoio, de que a produção de vacinas é item prioritário para o país”, finaliza Zuma.

Coberturas vacinais (CV) por tipo de vacinas em crianças menores de 1 ano e 1 ano de idade*, Brasil, 2012 a 2016

 


 

Jovens e Adultos

Levar informação e compreensão à população jovem e adulta, para que entenda que hoje o calendário de vacinação não é só para as crianças, também é um desafio do programa de imunização. O calendário vacinal acompanhou as transições demográfica, territorial e epidemiológica e hoje abrange todas as faixas etárias, cabendo ao cidadão ir ao centro de saúde e identificar se alguma vacina precisa ser tomada, segundo a coordenadora do PNI. “Se não vacinarmos a também a população adulta de acordo com o calendário, pode acontecer o deslocamento de faixa etária, que é quando a doença que ocorria somente na infância, passa a ocorrer na fase adulta, como é o caso da caxumba, por exemplo, por isso a necessidade de a população até 29 anos tomar as duas doses da vacina”.

Para tanto, faz-se necessária uma gestão mais otimizada e adequada para o atendimento dos jovens, que além de não terem o hábito de frequentar unidades básicas de saúde, têm resistência para tomar as vacinas. Foi o que ocorreu com a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) que levou em conta a problemática da questão de que os jovens não se dirigem aos postos de saúde e por isso foi até as escolas. Ainda assim houve resistência e sobra de vacinas, que passaram a ser aplicadas em grupos não prioritários para que não perdessem a validade. Para questões como estas, é preciso estabelecer estratégias diferenciadas, fazendo palestra para pais, promovendo debates e depoimentos e realizando ações em locais predominantemente frequentado por jovens. “A vacinação não pode se dar apenas nos centros de saúde, com essa ampliação do programa e esse escopo você tem que ter ações diferenciadas para toda a população”, completa Domingues.

A importância da comunicação

O programa brasileiro de imunização tem 44 anos e sua atuação é marcada pela recomendação da sociedade cientifica. A inserção de vacinas só é possível após análise de arcabouço teórico e cientifico, estudos e validação. “Essa é, sem dúvida, a fonte mais segura para busca de informações e nosso papel frente a esses grupos é mostrar que a vacina é segura e eficaz, que passa por um processo rígido de validação e de controle de qualidade tanto pelas agências reguladoras quanto pelo Programa Nacional de Imunização”, reitera a coordenadora do PNI. Ela completa dizendo que o rigoroso controle de qualidade visa assegurar a segurança da vacina para que ela realmente proteja as pessoas, fomentando a compreensão de que a imunização traz muito mais benefícios do que riscos para a população.

Para tanto, faz-se imprescindível aprimorar a comunicação com a população e com os profissionais de saúde, seja nas Unidades Básicas ou por meio da ação dos Agentes Comunitários de Saúde, pois a unificação das informações corretas e seguras dentro do SUS é fundamental. “O médico não pode deixar dúvida e muito menos dizer que não se deve tomar a vacina no SUS. Ele é o maior formador de opinião, por isso, cada vez mais há necessidade de atualizar os profissionais de saúde, responsáveis pela orientação correta e adequada. Também precisamos de mecanismos de formação de opinião nos nossos sites e diversos meios digitais de comunicação e, nesse aspecto, é fundamental o papel do Ministério da Saúde, do CONASS, do Conasems e de toda a rede do SUS, seja nos conselhos de saúde e nas sociedades cientificas. A imprensa também tem papel fundamental e é uma grande aliada no que concerne à prestação de serviços relacionados à saúde das pessoas”, destaca Carla Domingues.

As secretarias municipais e estaduais de saúde têm papel muito importante, pois estão mais perto dos usuários. “Ao contrário do que pregam alguns movimentos, a vacina está cada vez mais segura e tem aumentado seu escopo”, destaca Felix, sugerindo que a comunicação com a população deve ser clara, enfatizando a segurança da vacina, que não se produz de uma hora para outra.   

Programa Nacional de Imunizações

O SUS, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), oferece todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional. Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano, para combater mais de 19 doenças, em diversas faixas etárias.

Ao longo do tempo, a atuação do PNI, ao consolidar uma estratégia de âmbito nacional, apresentou consideráveis avanços. As metas mais recentes contemplam a eliminação do sarampo e do tétano neonatal, além do controle de outras doenças imunopreveníveis como difteria, coqueluche e tétano acidental, hepatite B, meningites, formas graves da tuberculose e rubéola, assim como a manutenção da erradicação da poliomielite.

Sistema de Informações do PNI

O objetivo fundamental do SI-PNI é possibilitar aos gestores envolvidos no programa uma avaliação dinâmica do risco quanto à ocorrência de surtos ou epidemias, a partir do registro dos imunos aplicados e do quantitativo populacional vacinado, que são agregados por faixa etária, em determinado período de tempo, em uma área geográfica. Por outro lado, possibilita também o controle do estoque de imunos necessário aos administradores que têm a incumbência de programar sua aquisição e distribuição.

A CGPNI (Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações) é responsável pelas ações de vacinações em nosso país. Para maiores esclarecimentos sobre vacinação, entre em contato através do e-mail pni_cgpni@listas.datasus.gov.br ou pelos telefones: (61) 3213-8356 e (61) 3213-8357.

Para solicitar suporte técnico à equipe de desenvolvimento dos sistemas informatizados do SI-PNI entre em contato através do e-mail pni@listas.datasus.gov.br ou pelos telefones: (21) 3985-7237 e (21) 3985-7258.

Fonte_CONASS