segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Doença de Chagas

 

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a América Latina é campeã em casos anuais de doença de Chagas: são cerca de 30 mil, com 10 mil deles resultando em mortes. Um dos motivos para essa alta taxa de letalidade é a dificuldade de diagnosticar a infecção, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi: ela pode ser assintomática ou apresentar sintomas pouco específicos, facilmente confundidos com os de uma gripe ou resfriado. Por conta disso, a taxa de descoberta é menor que 10%. 

Além do baixo índice de diagnósticos, o Ministério da Saúde destaca que, atualmente, apenas 1% das pessoas afetadas recebe tratamento. “A doença é curável, mas só se houver tratamento adequado durante a fase aguda, que é o início da infecção, mesmo em casos de transmissão congênita”, alerta a diretora do Laboratório de Ciclo Celular do Butantan, Maria Carolina Sabbaga, que estuda a manutenção do DNA nuclear de tripanosomas. 

A doença de Chagas é a principal endemia parasitária da América Latina e faz parte da lista de Doenças Tropicais Negligenciada da Organização Mundial da Saúde (OMS) porque afeta principalmente indivíduos em situação de vulnerabilidade social — sem acesso à água, alimentos ou saneamento básico de qualidade.


Transmissão

Também conhecida como tripanossomíase americana, a doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que tem como hospedeiro insetos triatomíneos, os populares “barbeiros”, “procotós”, “bicudos” ou “chupões”. No Brasil, as espécies de barbeiro Triatoma infestans e Triatoma brasiliensis são as que representam risco epidemiológico. O parasita é expelido por meio das fezes ou urina do inseto e, no corpo humano, invade as células, se desenvolve e reproduz.

Segundo o estudo Perfil epidemiológico da doença de Chagas aguda no Brasil, veiculado na revista Research, Society and Development por pesquisadores do Centro Universitário CESMAC, Universidade Tiradentes e Universidade Federal de Alagoas, o método mais expressivo de contágio é por via oral. Ou seja, por meio do consumo de alimentos contaminados por parasitos Trypanosoma cruzi oriundos de barbeiros ou, diretamente, por fezes do inseto que contenham o protozoário.

Outra forma de transmissão é a vetorial. Os barbeiros são hematófagos – precisam se alimentar de sangue para sobreviver, por isso o contágio pode acontecer no momento em que um ser humano é picado por ele: o protozoário é expelido pelas fezes ou urina do inseto, junto ao ferimento; quando a pessoa coça o local, inadvertidamente insere o protozoário na sua própria corrente sanguínea.

“Na saliva do inseto há várias substâncias que geram irritação na pele e dão início à coceira, e o ato de coçar acaba fazendo com que as fezes sejam empurradas para a ferida e iniciem a infecção”, explica o biólogo Thiago Franco, pós-doutorando do Laboratório de Ciclo Celular. 

Mulheres infectadas pelo Trypanosoma cruzi podem transmiti-lo aos seus bebês durante a gravidez ou o parto, configurando a transmissão vertical. Há também a possibilidade de contaminação via transplante de órgãos de doadores que possuam o parasita. Já na transmissão acidental, é possível se contaminar ao entrar em contato com feridas da pele ou mucosas infectadas durante manipulação laboratorial ou manejo de caça.

O barbeiro tem hábitos noturnos: se esconde durante o dia e à noite sai para se alimentar. “Por isso, é comum que esses insetos fiquem entre as frestas de casas de pau a pique, em que podem depositar seus ovos e ficar livres de predadores”, explica Thiago. Durante o sono humano, as regiões que costumam estar mais expostas são o rosto e os pés, sendo que o inseto é especialmente atraído pelas trocas de oxigênio e gás carbônico que realizamos. É justamente por ter preferência pela face na hora da picada que leva o nome popular de barbeiro.


De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a América Latina é campeã em casos anuais de doença de Chagas: são cerca de 30 mil, com 10 mil deles resultando em mortes. Um dos motivos para essa alta taxa de letalidade é a dificuldade de diagnosticar a infecção, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi: ela pode ser assintomática ou apresentar sintomas pouco específicos, facilmente confundidos com os de uma gripe ou resfriado. Por conta disso, a taxa de descoberta é menor que 10%. 

Além do baixo índice de diagnósticos, o Ministério da Saúde destaca que, atualmente, apenas 1% das pessoas afetadas recebe tratamento. “A doença é curável, mas só se houver tratamento adequado durante a fase aguda, que é o início da infecção, mesmo em casos de transmissão congênita”, alerta a diretora do Laboratório de Ciclo Celular do Butantan, Maria Carolina Sabbaga, que estuda a manutenção do DNA nuclear de tripanosomas. 

A doença de Chagas é a principal endemia parasitária da América Latina e faz parte da lista de Doenças Tropicais Negligenciada da Organização Mundial da Saúde (OMS) porque afeta principalmente indivíduos em situação de vulnerabilidade social — sem acesso à água, alimentos ou saneamento básico de qualidade. 
 

Transmissão

Também conhecida como tripanossomíase americana, a doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, que tem como hospedeiro insetos triatomíneos, os populares “barbeiros”, “procotós”, “bicudos” ou “chupões”. No Brasil, as espécies de barbeiro Triatoma infestans e Triatoma brasiliensis são as que representam risco epidemiológico. O parasita é expelido por meio das fezes ou urina do inseto e, no corpo humano, invade as células, se desenvolve e reproduz.

Segundo o estudo Perfil epidemiológico da doença de Chagas aguda no Brasil, veiculado na revista Research, Society and Development por pesquisadores do Centro Universitário CESMAC, Universidade Tiradentes e Universidade Federal de Alagoas, o método mais expressivo de contágio é por via oral. Ou seja, por meio do consumo de alimentos contaminados por parasitos Trypanosoma cruzi oriundos de barbeiros ou, diretamente, por fezes do inseto que contenham o protozoário.

Outra forma de transmissão é a vetorial. Os barbeiros são hematófagos – precisam se alimentar de sangue para sobreviver, por isso o contágio pode acontecer no momento em que um ser humano é picado por ele: o protozoário é expelido pelas fezes ou urina do inseto, junto ao ferimento; quando a pessoa coça o local, inadvertidamente insere o protozoário na sua própria corrente sanguínea.

“Na saliva do inseto há várias substâncias que geram irritação na pele e dão início à coceira, e o ato de coçar acaba fazendo com que as fezes sejam empurradas para a ferida e iniciem a infecção”, explica o biólogo Thiago Franco, pós-doutorando do Laboratório de Ciclo Celular. 

Mulheres infectadas pelo Trypanosoma cruzi podem transmiti-lo aos seus bebês durante a gravidez ou o parto, configurando a transmissão vertical. Há também a possibilidade de contaminação via transplante de órgãos de doadores que possuam o parasita. Já na transmissão acidental, é possível se contaminar ao entrar em contato com feridas da pele ou mucosas infectadas durante manipulação laboratorial ou manejo de caça.

O barbeiro tem hábitos noturnos: se esconde durante o dia e à noite sai para se alimentar. “Por isso, é comum que esses insetos fiquem entre as frestas de casas de pau a pique, em que podem depositar seus ovos e ficar livres de predadores”, explica Thiago. Durante o sono humano, as regiões que costumam estar mais expostas são o rosto e os pés, sendo que o inseto é especialmente atraído pelas trocas de oxigênio e gás carbônico que realizamos. É justamente por ter preferência pela face na hora da picada que leva o nome popular de barbeiro. 
 

Sintomas

A fase inicial do contágio, denominada de fase aguda, pode manifestar ou não sintomas. Caso apareçam, normalmente se apresentam como reações pouco específicas: inchaço no rosto e pernas, febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza e um nódulo na região da picada. 

Maria Carolina indica que é de extrema importância procurar um médico nesse período. “Se não forem tratadas, há a possibilidade de que cerca de 30% das pessoas afetadas desenvolvam uma doença crônica, que só irá aparecer anos depois, como o coração muito distendido – uma das causas de insuficiência cardíaca.” As dificuldades de saúde oriundas da fase crônica são contínuas, como problemas digestivos, cardíacos ou cardiodigestivos.

 

Como identificar e tratar?

Apesar dos sintomas inespecíficos, há indícios que podem estar relacionados à doença de Chagas. Um deles é o chagoma, inflamação arredondada, vermelha e endurecida na pele que pode indicar o local da picada do barbeiro. Outro é o sinal de Romaña, edema em uma das pálpebras que pode aparecer em cerca de 10 a 20% dos casos agudos.

Fatores epidemiológicos também são levados em consideração para a avaliação do diagnóstico, como morar em regiões endêmicas ou em surto; já ter residido ou residir em locais propícios à transmissão do barbeiro, como casas de madeira ou taipa; ter contato com familiares ou amigos já diagnosticados com doença de Chagas, entre outros. 

O exame de sangue que confirma o diagnóstico pode ser realizado de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente o tratamento é feito por meio de um remédio: o benznidazol, também disponível gratuitamente. O medicamento é indicado para a fase aguda da doença, enquanto a fase crônica precisa ser avaliada caso a caso, pois há riscos de complicações.

 

Formas de prevenção

O barbeiro pode se esconder em frestas nas paredes, atrás de móveis, em galinheiros e estábulos. Repelentes comuns, que utilizam moléculas como icaridina ou DEET (N,N-Dietil-m-toluamida), não funcionam bem contra ele. “No uso de DEET, você precisaria de uma concentração acima de 90% para poder repelir o barbeiro, o que é tóxico para o ser humano”, explica Thiago. 

Por isso, o método mais eficaz de prevenção continua sendo o combate ao inseto e o investimento em saneamento básico de qualidade. 

Se encontrar um barbeiro, não toque nele. Busque atendimento na Unidade Basica de Saúde - UBS. 

Fonte _ BUTANTAN

Correção das Provas CNU

 O governo realizou, neste domingo (18), a primeira edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), que vai selecionar candidatos para 6.640 vagas.

O gabarito oficial sairá dia 20 (terça). Trata-se do gabarito preliminar, antes da análise de possíveis recursos.

Cadernos das Provas PDF

Gabaritos PDF






domingo, 18 de agosto de 2024

CNU: ministra Esther Dweck faz balanço do concurso; acompanhe ao vivo

 


A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, participa de uma coletiva de imprensa, a partir das 18h30 deste domingo (18/8), onde vai dar o primeiro balanço sobre a aplicação do Concurso Público Nacional Unificado. 

A coletiva será realizada no edifício-sede da Dataprev, em Brasília, onde montou-se a "sala de situação" para acompanhar a aplicação das provas. 

O chamado "Enem dos Concursos" teve 2,1 milhões de inscritos. Duas provas foram realizadas pela manhã e à tarde em 228 cidades espalhadas pelo país e distribuídas em mais de 70 mil salas.

O Concurso Unificado é inédito e o maior certame já realizado no país, com 6.640 oportunidades em diversas áreas distribuídas em 21 órgãos da administração federal. E a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, já avisou que, em 2025, haverá outro certame na mesma modelagem.

Fonte_correiabraziliense

CNU: abstenção foi alta, mas "nada além do previsto"

 


Apesar de problemas de falta de energia em alguns locais, que foram resolvidos a tempo, as provas da manhã do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) começaram pontualmente às 9h em todo o Brasil, informou a ministra de Inovação e Gestão, Esther Dweck, neste domingo (18/8). Em conversa com jornalistas na "sala de situação" do CNU, a ministra assegurou que não houve intercorrências ao longo da realização do primeiro turno do exame e falou sobre a abstenção. 

Sem dar números, Esther admitiu que os números de abstenção foram altos, mas estão dentro do esperado. O balanço com o número exato só será divulgado no fim do dia em coletiva de imprensa.

“Não tem nada além do previsto. Abstenção em concurso público é uma coisa alta. A gente viu concursos recentes, como o do Banco Central, que tem uma taxa muito alta de abstenção, mesmo sendo um concurso caríssimo, relativamente mais caro que o Concurso Unificado. Isso é comum: as pessoas se inscrevem, mas nem todo mundo consegue se preparar”, disse Dweck.

Ministério da Gestão e da Inovação está monitorando a organização do concurso para uma “sala de situação”, localizada no edifício-sede da Dataprev, em Brasília. No local, além da ministra, havia várias autoridades. Entre elas, o presidente Lula que fez rápida visita. Ele celebrou o bom andamento das provas, e destacou que não houve nenhum vazamento. 

“Eu vim aqui para dar os parabéns para a Esther, parabéns para toda a equipe do Ministério da Gestão, todos os ministérios que atuaram com ele. É uma novidade extraordinária esse concurso. É a primeira vez que a gente faz um concurso unificado a nível nacional”, disse o presidente à imprensa

O certame é o maior já realizado no Brasil  voltado para cargos no governo federal, com mais de 2,1 milhões de candidatos disputando 6.640 vagas em 21 órgãos da administração pública federal. Foram estabelecidos 3.647 locais de prova e 72.041 salas, espalhadas por 228 municípios em todos os estados. Mais de 210 mil pessoas atuarão na coordenação e aplicação das provas.

Fonte_correiobraziliense

sábado, 17 de agosto de 2024

Cartilha orienta jovens a acessar os serviços do SUS

 


Onde acessar o Sistema Único de Saúde (SUS)? Para responder a essa dúvida de muitos jovens brasileiros, a Agenda Jovem Fiocruz (AJF), em parceria com o Instituto Gonçalo Moniz Fiocruz Bahia, produziu a cartilha “Jovens na Trilha do SUS”, que foi lançada no dia 17 de agosto, como parte do evento Fiocruz Para Você 2024 no Rio de Janeiro e em Salvador.

Com 28 páginas, a cartilha contém um guia prático detalhando os vários serviços do SUS, desde a atenção primária à alta complexidade, inclusive serviços específicos como o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. 

O objetivo dessa publicação é suprir uma necessidade de muitos jovens brasileiros, que não têm familiaridade com o atendimento da Saúde Pública, e frequentemente buscam o serviço errado ou deixam de cuidar da saúde por desconhecerem as opções disponíveis, públicas e gratuitas.

“O funcionamento dos serviços do SUS não é óbvio para grande parte da população. É preciso sempre oferecer informação precisa e de qualidade. Para os jovens em especial, pois é um segmento que encontra muitas dificuldades de acesso aos serviços por diversas razões”, afirma André Sobrinho, coordenador da Agenda Jovem Fiocruz.

Além de uma descrição dos serviços oferecidos pelo SUS, a cartilha também traz outras informações, como dados sobre problemas de saúde comuns na Juventude, relacionados a temas como saúde mental, saúde no trabalho e obesidade. 

Um dos motes da publicação é o incentivo à saúde preventiva para a juventude. “Percebe-se que pessoas jovens têm buscado os serviços públicos de saúde apenas quando estão em situações graves, negligenciando a prevenção e até mesmo os sinais iniciais de fragilidade com a saúde", afirma Daniela Silva, pesquisadora em comunicação e cultura da Fiocruz Bahia que organizou as conversas com jovens, especialistas e gestores da saúde que resultaram na elaboração da cartilha.

A publicação também traz orientações básicas para prevenir a desinformação em temas de saúde, indica programas governamentais voltados para a juventude e divulga os direitos previstos em Lei para a população jovem no tocante à saúde e à participação política.

Agenda Jovem Fiocruz

A Agenda Jovem Fiocruz é uma plataforma colaborativa vinculada à presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que coordena diversos projetos visando a promoção da saúde para a população jovem no Brasil. Realiza iniciativas nas áreas de pesquisa, educação, informação, serviços em saúde e ações territorializadas através de redes de cooperação entre o Poder Público, movimentos da sociedade civil e unidades da Fiocruz.

Fonte_ FioCruz

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Mais de 780 crianças receberam o primeiro atendimento odontológico no Acre em 2023

 


Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) orientam que a amamentação ocorra de forma exclusiva até os 6 meses ou de forma continuada até os 2 anos ou mais. Além de proporcionar benefícios nutritivos e imunológicos, o aleitamento materno pode ajudar no desenvolvimento da respiração, deglutição, fala, mastigação e até na redução da cárie da primeira infância (CPI), que acomete crianças até seis anos de idade. Evidências sugerem que bebês amamentados no primeiro ano de vida têm menos recorrência de cárie dentária em relação aos que consomem fórmula infantil. Ao mamar, o bebê diminui a exposição inadequada ao flúor e evita o consumo precoce de açúcares, impactando diretamente na prevenção da cárie. 

De acordo com o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), o número de crianças entre 0 e 2 anos que receberam o primeiro atendimento odontológico no Brasil cresceu de 144 mil em 2022 para mais de 180 mil em 2023. No Acre, esse crescimento também é significativo: em 2022, 242 crianças tiveram sua primeira consulta odontológica, e em 2023, esse número aumentou para 783.   

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a odontopediatria é ofertada nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs). Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) contam com as equipes de saúde bucal (eSB), que são qualificadas para atender as crianças, inclusive bebês para orientação nas práticas de amamentação. 

Para Doralice Severo da Cruz, coordenadora-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, o aleitamento materno desempenha um papel essencial na saúde bucal da criança: “Dos benefícios da amamentação para o bebê, podemos destacar o desenvolvimento da mandíbula e dos músculos faciais, o que contribui para um alinhamento correto dos dentes no futuro”, explicou. 

“Amamentar promove a sucção correta, que é essencial para o desenvolvimento de hábitos saudáveis e a formação de uma mordida adequada. Desta forma, incentivamos que as mães continuem amamentando com confiança seus bebês, sabendo que está dando à criança o melhor começo possível para uma vida cheia de sorrisos brilhantes”, completou Doralice.  

A ausência da amamentação ou, ainda, o desmame precoce resultam na falta de estímulos para o desenvolvimento craniofacial. Além disso, a introdução de bicos artificiais, como mamadeiras e chupetas, movimentam uma musculatura diferente da correta, podendo ocasionar hipertonia muscular, alterando a estrutura bucal. 

A partir dos 6 meses, a introdução alimentar deve ser iniciada, de forma lenta e gradual com produtos naturais dos diferentes grupos – frutas, legumes, verduras, tubérculos, cereais e feijões. O consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados é fortemente contraindicado até os 2 anos de idade, pois aumentam o risco à cárie, asma, alergias, obesidade e doenças cardiovasculares no futuro 

Segundo a SB Brasil 2020/2023 – pesquisa que avalia as condições de saúde bucal da população, 53,2% das crianças entrevistadas estavam livres de cáries. O índice é 14% maior do que o resultado do último estudo, em 2010, em que foi registrado 46,6%. Mais de 40 mil pessoas foram examinadas nas 27 capitais e em 403 cidades do interior de todo o país. Dessas, 7.198 são crianças de 5 anos de idade. 

Equidade no SUS 

Em 2004, o programa Brasil Sorridente foi criado para combater a dificuldade de acesso à saúde bucal, principalmente em regiões de maior vulnerabilidade. No ano passado, o presidente Lula sancionou a lei que incluiu a Política Nacional de Saúde Bucal na Lei Orgânica da Saúde, para que todos os brasileiros tenham o direito de se consultar com dentistas. 

Seguindo a mesma linha, neste ano, a Semana Mundial da Amamentação (SMAM) trouxe o tema: “Amamentação: apoie em todas as situações”, com foco no apoio ao aleitamento materno para reduzir as desigualdades em populações vulneráveis, minorias, pessoas com deficiência e em situações de emergência. 

O ministério também está trabalhando para lançar o novo Programa Nacional de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação, como parte de um dos eixos estratégicos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no âmbito do SUS. Assim, reforça os princípios da amamentação como direito humano, do acesso universal à saúde, da equidade em saúde, da integralidade do cuidado e da humanização da atenção à saúde em todo o país.

Fonte_Saúde

Entenda os sinais e sintomas do Oropouche e saiba como prevenir

 


Oropouche é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya. O quadro clínico agudo pode evoluir com febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor articular. Outros sintomas, como tontura, dor atrás do olhos, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados. 

Para acompanhamento dos casos no Brasil, o Ministério da Saúde coordena uma Sala Nacional de Arboviroses, que funciona de forma permanente, monitorando não só a situação de Oropouche, mas também casos de dengue, chikungunya e Zika. Recentemente, a pasta publicou uma nota técnica com recomendações sobre medidas de prevenção e orientações para que estados e municípios possam intensificar a vigilância da transmissão do vírus. 

Casos mais graves podem incluir o acometimento do sistema nervoso central, por exemplo de meningoencefalite, especialmente em pacientes imunocomprometidos. Ainda há relatos de manifestações hemorrágicas. Parte dos pacientes (estudos relatam até 60%) pode apresentar recidiva, com manifestação dos mesmos sintomas ou apenas febre, cefaleia e mialgia após uma a duas semanas a partir das manifestações iniciais. 

A orientação é similar aos casos de dengue, que a população, ao observar os sintomas, procure por uma unidade de saúde. 

Saiba mais sobre o Oropouche

Não há tratamento específico disponível. As medidas de prevenção consistem em evitar áreas com a presença de maruins ou minimizar a exposição às picadas dos vetores, seja por meio de recursos de proteção individual (uso de roupas compridas e de sapatos fechados) ou coletiva (limpeza de terrenos e de locais de criação de animais, recolhimento de folhas e frutos que caem no solo, uso de telas de malha fina em portas e janelas). 

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, reforça que o Ministério da Saúde está mobilizado para dar respostas coordenadas. “A vigilância continuará atuando, de forma a subsidiar oportunamente as recomendações e ações necessárias, além das ações permanentes já realizadas pelo governo federal”, afirma. 

O Ministério da Saúde trabalha, ainda, na construção do Plano de Enfrentamento da Dengue e outras Arboviroses 2024/2025. O documento está pautado em vigilância em saúde, manejo clínico, organização dos serviços de saúde, controle vetorial, lacunas de conhecimento para financiamento de pesquisas, comunicação e interface com a sociedade, com propostas de ações a serem implementadas a curto, médio e longo prazos. Participam da elaboração representantes de organismos internacionais, pesquisadores, gestores e a sociedade civil. 

Outras ações do Ministério da Saúde no enfrentamento da doença são

- Ampliação da testagem para detecção de casos de Oropouche para todo o país em 2023;

- Contratação de 380 mil testes adicionais para o diagnóstico laboratorial da doença em 2024;

- Pactuação tripartite para elaboração da Ficha e-SUS Sinan Arboviroses;

- Realização de webinário sobre aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais do Oropouche no Brasil;

- Realização de visitas técnicas para apoio local e investigação epidemiológica nos seguintes estados: Amazonas, Acre, Rondônia, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia e Piauí;

- Investigação entomológica e entomovirológicas em municípios com casos detectáveis para o vírus Oropouche nos estados do Amazonas, do Acre, do Piauí e da Bahia;

- Realização de reuniões virtuais com os estados para acompanhamento do cenário epidemiológico e apoio técnico.

Fonte_Saúde

Saiba o que é permitido e o que é proibido na propaganda eleitoral nas ruas e na internet

 


A partir desta sexta-feira (16), candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador podem realizar propaganda eleitoral. A divulgação pode ser feita nas ruas, na internet (propaganda geral) e no horário eleitoral gratuito. Mas atenção: embora sirvam para promover as candidaturas e apresentar propostas ao eleitorado, existem diferenças entre essas duas modalidades. 

Propaganda x horário eleitoral gratuito 

A primeira delas é a data: a propaganda geral já está permitida, enquanto o horário eleitoral gratuito só iniciará em 30 de agosto.  

A segunda diz respeito à amplitude da veiculação de materiais e de conteúdos político-eleitorais. A propaganda geral pode ser feita nas ruas e na internet. Já a exibição do horário eleitoral gratuito é restrita às emissoras de rádio (incluindo as comunitárias) e de televisão que operam em VHF e UHF e nos canais de TV por assinatura que estão sob a responsabilidade do Senado Federal, da Câmara dos Deputados, das assembleias legislativas ou das câmaras municipais.



O que há de novidade? 

As grandes novidades para as Eleições Municipais de 2024 foram introduzidas pela Resolução TSE nº 23.732, que alterou a Resolução TSE nº 23.610/2019. O uso da inteligência artificial (IA) e a realização das lives eleitorais são algumas das novas regras contidas na norma, que também traz atualizações nos artigos que tratam da desinformação eleitoral, do impulsionamento de conteúdos político-eleitorais, do tratamento de dados pessoais e do exercício do poder de polícia pelas juízas e pelos juízes eleitorais. 

Conheça, a seguir, as principais regras que devem ser seguidas pelas pessoas que almejam conquistar um cargo eletivo no pleito, marcado para os dias 6 (1º turno) e 27 de outubro (eventual 2º turno).



O que pode na propaganda eleitoral

- Propaganda eleitoral nas ruas e na internet; 

- Impulsionamento de conteúdos político-eleitorais com ferramentas oferecidas pelas plataformas, por partidos, por federações, por coligações, por candidaturas e por representantes; 

- Contratação de serviço de priorização paga de resultado de buscas para promover qualidade das candidatas e dos candidatos; 

- Uso da inteligência artificial para criar imagens e sons, desde que o material esteja devidamente rotulado, com a indicação de que é um conteúdo fabricado ou manipulado e do tipo de tecnologia utilizada; 

- Utilização de alto-falantes ou amplificadores de som até 5 de outubro, das 8h às 22h, desde que estejam a mais de 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, dos tribunais judiciais, dos hospitais e das casas de saúde e das escolas, das bibliotecas públicas, das igrejas e dos teatros, quando em funcionamento, entre outros; 

- Realização de comícios com aparelhagem de som até 3 de outubro, das 8h à 0h, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais 2 horas; 

- Distribuição de material gráfico e realização de caminhada, carreata ou passeata na qual se utilizem outros meios de locomoção, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio até as 22h do dia 5 de outubro; 

- Realização, até dia 4 de outubro, de divulgação paga, na imprensa escrita, e reprodução, na internet do jornal impresso, de até 10 anúncios de propaganda eleitoral por veículo, em datas diversas, para cada candidatura, no espaço máximo, por edição, de 1/8 de página no jornal padrão e de 1/4 de página de revista ou tabloide; 

- Promoção de circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet; e 

- Colocação de mesas para distribuição de material de campanha e utilização de bandeiras ao longo das vias públicas, desde que sejam móveis e não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e de veículos. 

- Eleitoras e eleitores podem usar bandeiras, broches, dísticos, adesivos, camisetas e outros adornos como forma de manifestação de suas preferências por partido, federação, coligação, candidata ou candidato. 

O que NÃO pode

- Realizar qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na televisão e no rádio; 

- Realizar disparo em massa de mensagens;

- Veicular propaganda eleitoral em outdoors, inclusive eletrônicos;

- Usar inteligência artificial para fabricar ou manipular conteúdos posteriormente usados para difundir mentiras sobre o processo eleitoral; 

- Simular, por meio de chatbots, avatares e conteúdos sintéticos, conversa de candidaturas ou outra pessoa real com eleitores; 

- Utilizar, para prejudicar ou favorecer candidatura, conteúdo sintético gerado ou manipulado digitalmente com intenção de criar, substituir ou alterar imagem ou voz de pessoa viva, falecida ou fictícia (deep fake); 

- Utilizar palavra-chave associada a partidos ou candidaturas adversárias; 

- Difundir mentiras sobre opositores ou sobre o processo eleitoral brasileiro; 

- Veicular propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas com ou sem fins lucrativos; 

- Transmitir ou retransmitir live eleitoral por emissoras de rádio e de televisão e em site, perfil ou canal de internet pertencente à pessoa jurídica. Nesse último caso, as únicas exceções dizem respeito aos partidos, às federações e às coligações às quais a candidatura está vinculada; 

- Realizar showmício e evento similar presencial ou transmitido pela internet para promoção de candidatas e candidatos e apresentação de artistas (remunerada ou não) com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral; 

- Confeccionar, utilizar e distribuir – por comitê, candidata, candidato ou com sua autorização – camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens que possam proporcionar vantagem à eleitora ou ao eleitor; 

- Derramar material de propaganda no local de votação ou em vias próximas; 

- Veicular propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, como postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontos, paradas e ônibus e outros equipamentos urbanos; 

- Colocar propaganda eleitoral de qualquer natureza nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas; e 

- Realizar enquetes sobre o processo eleitoral. 

Vale lembrar que o impulsionamento e a priorização paga de resultados de buscas não podem ser contratados para disseminar propaganda eleitoral negativa ou mentiras sobre o processo eleitoral. No serviço de priorização em buscadores, também não é permitido usar palavra-chave associada ao nome, à alcunha ou ao apelido de partido, federação, coligação e candidatura adversária. 

Pontos de atenção 

Realização e cobertura de lives eleitorais 

O uso de lives por pessoa candidata para promoção pessoal ou de atos referentes a exercício de mandato, mesmo sem menção ao pleito, equivale à promoção de candidatura e constitui ato de campanha eleitoral de natureza pública.  

A cobertura jornalística da live eleitoral deve respeitar os limites legais aplicáveis à programação normal de rádio e de televisão. Emissoras devem zelar para que a exibição de trechos da gravação não configure tratamento privilegiado ou exploração econômica de ato de campanha. 

Carro de som ou minitrio 

A utilização desses veículos como meio de propaganda eleitoral é permitida apenas em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e comícios, desde que seja observado o limite de 80 decibéis de nível de pressão sonora, medido a 7 metros de distância. 

Inteligência artificial 

Candidaturas e partidos podem fazer uso da IA durante o período de campanha, mas, para garantir a total transparência, é necessário indicar, explicitamente, que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi utilizada. No entanto, o uso de deep fake e de inteligência artificial para propagar desinformação é proibido. 

Veiculação de propaganda eleitoral em bens públicos ou particulares 

A Resolução TSE nº 23.610/2019 é taxativa: não é permitido veicular material de propaganda eleitoral em bens públicos ou particulares. Contudo, há algumas exceções listadas na norma. Nos bens públicos, está autorizada a exibição de bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis e desde que não dificultem o bom andamento do trânsito de veículos e de pessoas, inclusive daquelas que utilizem cadeiras de rodas ou pisos direcionais e de alerta para se locomoverem. 

Já nos bens particulares, é possível utilizar adesivos de até 0,5 m² em caminhões, automóveis, bicicletas, motocicletas e janelas residenciais. Mas atenção: o uso do adesivo deve ser espontâneo e gratuito, sendo vedado qualquer tipo de pagamento em troca de espaço para essa finalidade. Além disso, nos veículos, só é autorizado colar adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em outras posições, adesivos que não excedam o limite de 0,5m². 

Canais de denúncia 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dispõe de duas ferramentas para receber relatos de desinformação eleitoral e uso indevido de inteligência artificial nas Eleições 2024. Desde o dia 8 de agosto, eleitoras e eleitores podem ligar para o SOS Voto, no número 1491, a fim de denunciar conteúdos desinformativos sobre o processo eleitoral. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer lugar do país. Também é possível registrar a denúncia pela internet, por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade).



Fonte_ TSE

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Encerramento do Novenário em Honra a Nossa Senhora da Glória

 


Solenidade da Assunção de Nossa Senhora Celebração: 17h30: PROCISSÃO/SANTA MISSA CELEBRANTE: D. Flávio e todos os Padres presentes. EQUIPE DE LITURGIA: Neto e Romário - Vale Sagrado Leituras do folheto da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria Primeira Leitura Apocalipse (11,19a; 12,1.3-6) Salmo Responsorial Sl 44 (45) Segunda Leitura 1º Coríntios (15, 20-27) Evangelho Lucas (1, 39-56) SHOW com Pe. Joãozinho

Procissão em Honra a Nossa Senhora da Glória

 


Procissão

A procissão de Nossa Senhora da Glória, o maior evento religioso do Acre, deve contar com perspectiva mais de 40 mil pessoas nesta quinta (15).

O cortejo terá início às 17hs30min, em frente à Catedral de Nossa Senhora da Glória. O percurso inclui o Boulevard Thaumaturgo, subindo pela rua Pernambuco e, em seguida, seguindo pela Avenida 28 de Setembro até retornar à Catedral.

Ao final da procissão, será realizada a missa campal em frente à igreja matriz, celebrada pelo Bispo Dom Flávio Giovannelli.

Em seguida, haverá show do padre Joãozinho.

Fonte_JuruaComunicação



Mpox vira Emergência de Saúde Mundial

 


A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira (14/8) que a mpox voltou a ser uma emergência sanitária internacional. A decisão da organização foi tomada depois do aumento expressivo de casos e de mortes causadas por uma nova variante da doença, a 1b, que está circulando especialmente na República Democrática do Congo (RDC).

A nova cepa tem letalidade de até 10%, muito superior à de 1% da variante que circulou em 2022. Na época, o Brasil chegou a ser o segundo país com mais casos acumulados, com 10 mil notificações, atrás apenas dos Estados Unidos, mas a doença foi controlada com o uso de imunizantes para a varíola, que têm uma eficácia cruzada para tratar o vírus da mpox.

O clado 1b, que está causando tantas preocupações no continente africano, ainda não foi registrado fora de lá. Entretanto, as autoridades temem que a doença se espalhe como aconteceu com a variante 2, que levou ao surto de 2022 — as chances são altas e, por isso, a OMS tenta reunir vacinas e testes para aumentar a vigilância na região central da África e impedir a difusão do vírus.

Qual é o risco da mpox chegar no Brasil?

No Brasil, em 2024, foram registrados 709 casos confirmados ou prováveis de mpox, todos da variante que circula por aqui desde 2022. Da chegada da doença no país até o momento, 16 óbitos foram registrados — a morte mais recente foi contabilizada em abril de 2023.

“Não devemos menosprezar a mpox, mas não acreditamos que teremos um aumento abrupto de casos”, afirmou o diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) do Ministério da Saúde, Draurio Barreira, em uma conferência digital na terça-feira (13/8).

O infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também avalia que o Brasil tem uma posição geográfica privilegiada no cenário internacional da mpox. “A transmissão ainda é bem local na África e não há motivo para alarme nem com a notícia da alta letalidade. O clado 2 globalmente levou a 1% de mortes, mas no Brasil esse número foi extremamente inferior, então nada nos leva a crer que, mesmo se a doença chegar aqui, terá a mesma letalidade que está apresentando na África”, explica.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, destaca que por enquanto não devem ser alterados os protocolos de prevenção que estão sendo adotados no Brasil desde 2022. “Devemos continuar monitorando os casos, testar os suspeitos e, se confirmada a infecção, fazer a vacinação das pessoas próximas como já temos feito”, indica.

Como a mpox é transmitida?

Ainda há muito desconhecimento sobre a nova subvariante da mpox, já que foram realizadas poucas pesquisas e análises laboratoriais do vírus. Pelos dados da população infectada, acredita-se que a transmissão majoritária seja pelo contato íntimo que se dá durante o sexo e que a cepa que está circulando seja mais transmissível, pelo aumento exponencial de casos.

Por ora, o risco maior continua sendo o de contato íntimo com as lesões, não necessariamente exclusivamente sexual. Embora na maior parte do mundo a doença seja transmitida no sexo, nos países africanos atingidos atualmente há uma grande proporção de contato intradomiciliar (entre pessoas da mesma família). A hipótese dos cientistas é de que parece ser necessário um contato duradouro e intenso para que a transmissão aconteça.

Se a transmissão ainda é local, por que a OMS declarou emergência internacional?

A infecção começou na RDC, mas tem se espalhado por nações que fazem fronteira com o país. Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda confirmaram casos da doença (somando mais de 100 comprovações laboratoriais). Como a principal população afetada inicialmente foi a de mineiros, que são itinerantes e atuam em vários países da região, o espalhamento pode se intensificar.

A OMS, porém, não tem evidências de que o clado 1b esteja em outros países. Por isso, os especialistas ouvidos pelo Metrópoles apontam que a intenção da entidade ao declarar emergência seja para trazer luz ao problema e para que sejam investidos mais recursos no controle do surto e no remanejamento de vacinas para o local.

“A gente não tem previsão, a curto prazo, de ter uma grande quantidade de vacinas de varíola. O alerta da OMS, inclusive, vai nesse sentido de convocar mais laboratórios que tenham capacidade de produzir vacina de mpox, já que as expectativas de produção são baixas”, explica o médico infectologista Ralcyon Teixeira, do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.

Com a produção atual, a OMS acredita que terá até o fim do ano apenas um milhão de doses da vacina, o que pode ser insuficiente para imunizar todas as pessoas que terão contato com o vírus até lá.

Fonte_metropoles

Santa Missa - Unção dos Enfermos - Novenário em Honra da Padroeria Nossa Senhora da Glória


quarta-feira, 14 de agosto de 2024

9ª Noite de Novenário em Honra a Nossa Senhora da Glória

 


Dedicada aos empresários e empreendedoras em geral bem-aventurada Virgem Maria, auxilio dos cristãs município homenageado: Cruzeiro do Sul/AC CELEBRANTE: Dom Antônio Villar CELEBRAÇÃO 18: 30 Novena e 19:00 Santa Missa EQUIPE DE LITURGIA: Catholicus/ Grupo de Oração Leituras do Lecionário de Nossa Senhora p. 175 Primeira Leitura Gênesis (3, 1-6.13-15) Salmo Responsorial Jt (16, 13.14.15) Evangelho João (2, 1-11) NOITÁRIOS: Associação Comercial do Alto Juruá (Empresários) e Microempresários (Comércios do Mercado Joãozinho Melo) Sindicato do Turismo.

Instalação do COE Mpox

 


Ministério da Saúde instalará, a partir desta quinta-feira (15), um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de resposta à Mpox. Desde 2023, o Brasil apresenta estabilidade de casos.

Desde a ESPII anterior para Mpox, declarada pela OMS em julho de 2022 e encerrada em maio de 2023, a vigilância para a doença se manteve como prioridade no Ministério da Saúde, que vinha monitorando atentamente a situação mundial e as informações compartilhadas pela OMS e outras instituições. A pasta já iniciou a atualização das recomendações e do plano de contingência para a doença no Brasil.

Em 2024, foram notificados 709 casos confirmados ou prováveis, um número significativamente menor em comparação aos mais de 10 mil casos notificados em 2022, durante o pico da doença no Brasil. Desde 2022, foram registrados 16 óbitos, sendo o mais recente em abril de 2023.

A vacinação contra a Mpox foi iniciada em 2023, durante a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, com o uso provisório da vacina liberado pela Anvisa, priorizando a proteção das pessoas com maior risco de evolução para formas graves da doença. Desde o início da vacinação, mais de 29 mil doses foram aplicadas.

Fonte_Saúde

Santo Terço - Mariano - 9º Dia da Festa em Honra da Padroeria Nossa Senhora da Glória

 


terça-feira, 13 de agosto de 2024

8ª Noite de Novenário em Honra a Nossa Senhora da Glória

 


Dedicada aos trabalhadores da educação e estudantes bem-aventurada Virgem Maria, sede da sabedoria municípios homenageados: Tarauacá e Jordão CELEBRANTE: Pe. Leonildo CELEBRAÇÃO 18: 30 Novena e 19:00 Santa Missa EQUIPE DE LITURGIA: Pastoral da Educação Leituras do Lecionário de Nossa Senhora p.101 Primeira Leitura Eclesiástico (24, 1-2. 5-7. 12-16. 26-31) Salmo Responsorial Sl (147, 12-13. 14-15. 19-20) Evangelho Mateus (1, 1-12) NOITÁRIOS: Núcleo Estadual de Educação, Secretaria Municipal de Educação, Escolas Estaduais, Escolas Municipais, Instituto Santa Terezinha, UFAC, IFAC, Claretianos, Faculdades Particulares, CEFLORA, SINTEAC.