Três
casos de síndrome de Haff, conhecida como "doença
da urina preta", foram confirmados no Amazonas pela
Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) do estado. A enfermidade é causada
pelo consumo de pescados contaminados por toxinas e gera dores intensas no
corpo e escurecimento da urina.
Todos
foram registrados em Itacoatiara, município a 270 km de Manaus, que já
teve surtos da doença em 2021 e 2023. Dois casos ocorreram em junho e
um em dezembro, mas foram divulgados em boletim da fundação que monitora casos
suspeitos na quinta-feira (29). Dois pacientes eram da mesma família.
Os
três, que moram em zona urbana, afirmaram que consumiram pacu frito ou assado
em casa. Eles apresentaram urina escura, fraqueza muscular e dores intensas nos
músculos. Os sintomas começaram cerca de nove horas após a refeição, segundo a
FVS.
Exames
indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio
de 6.400 µ/L, de acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância
em Saúde do Amazonas.
"Mesmo
com o número reduzido de casos, a Doença de Haff exige atenção permanente, pois
está associada ao pescado, um alimento amplamente consumido pela população
amazonense. A vigilância ativa é norteadora para proteger a saúde da população
e orientar medidas de prevenção", afirma em nota Tatyana Amorim,
diretora-presidente da FVS.
A
enfermidade é uma rabdomiólise, um tipo de síndrome que gera a destruição de
fibras que compõem os músculos. Suas
proteínas passam a circular na corrente sanguínea, o que sobrecarrega os rins e
gera o escurecimento da urina. Quando associada ao consumo de pescados, é
denominada doença de Haff. Não há tratamento específico.
Fonte _ Folha/SP

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