Divulgada
nesta quinta-feira (3/9), a
nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta manutenção
do sinal de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG),
em nível nacional, nas crianças e adolescentes de até 14 anos. O crescimento
está associado principalmente ao rinovírus. A análise é referente
à Semana Epidemiológica 34, período de 23 a 29 de agosto.
A
atualização destaca também que 3 das 27 unidades federativas - Alagoas, Goiás e
Paraíba - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco
nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento até a Semana 34. Segundo o
estudo, o aumento de SRAG nesses estados se concentra principalmente nas
crianças de até 4 anos.
Alagoas também registra aumento de SRAG nas faixas etárias de 5 a 14 anos e 15 a 49 anos. O rinovírus é o principal vírus associado a este crescimento, especialmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e na Paraíba, observa-se a contribuição do metapneumovírus.
Estados
e capitais
Dez
unidades da Federação (UF) também apresentam incidência de SRAG em níveis de
alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de
longo prazo: Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio
Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Seis
das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto
risco, com indícios de crescimento de SRAG até a Semana 34: Aracaju, Boa Vista,
Goiânia, João Pessoa, Salvador e Vitória.
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 3,6% de influenza A, 6,9% de influenza B, 31,9% de vírus sincicial
respiratório, 44,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 14,3% de influenza A, 16,3% de influenza B, 24% de vírus
sincicial respiratório, 34,2% de rinovírus e 4,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 144.599 casos de SRAG, sendo
78.101 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório,
50.925 (35,2%) negativos, e cerca de 7.323 (5,1%) aguardando resultado
laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,5% de
influenza A, 5,4% de influenza B, 41,7% de vírus sincicial respiratório, 30,7%
de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Dentre
os casos positivos do ano corrente, observou-se 17,5% de influenza A, 5,4% de
influenza B, 41,7% de vírus sincicial respiratório, 30,7% de rinovírus e 3,8%
de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a
prevalência entre os casos positivos foi de 3,6% de influenza A, 6,9% de
influenza B, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 44,3% de rinovírus e 2,1%
de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como
principal causa o vírus da influenza A, rinovírus e VSR. O VSR e o rinovírus
também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas.
A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.
As
ocorrências de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam caindo na
maior parte do país, com exceção de Roraima, onde observa-se uma retomada das
hospitalizações pelo vírus. O estudo observa ainda que os casos de SRAG por VSR
ainda estão um pouco elevados neste período na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso
do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
O
período da sazonalidade da influenza A já se encerrou no país. Porém os casos
graves por influenza B tem apresentado aumento nos estados da Bahia, Mato
Grosso e Ceará. Em relação à Covid-19, todas as UF estão em um patamar baixo de
incidência.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham
as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é
permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao
cidadão".
Fonte _ FioCruz


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