Santa
Missa | Catedral Nossa Senhora da Glória | Cruzeiro do Sul/Acre
A
maioria dos brasileiros é contrária à morte assistida, procedimento médico que
põe fim à vida a pedido de um paciente com doença incurável em muito
sofrimento. Há dois tipos possíveis da intervenção: a eutanásia,
quando o fármaco letal é aplicado por um profissional, e o suicídio
assistido, quando a própria pessoa toma a medicação.
Quando
a pergunta é sobre interromper tratamentos para doenças sem chances de cura, a
população se divide, aponta pesquisa Datafolha,
a primeira a sondar a opinião pública sobre o tema no país.
O
levantamento ouviu 2.050 pessoas em 137 municípios de todas as regiões do
Brasil, nos dias 3 e 4 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais,
para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
Em relação à eutanásia, 56% se disseram contra (45% totalmente contra e 11% parcialmente contra), e 39% se disseram a favor (22% totalmente a favor e 17% parcialmente a favor). Outros 2% não se posicionaram, e 3% não souberam responder.
Sobre
o suicídio assistido, a rejeição é maior. Do total, 60% se disseram contra (50%
totalmente contra e 10% parcialmente contra), e 35% se disseram a favor (22%
totalmente a favor e 13% parcialmente a favor). Outros 2% não se posicionaram,
e 3% não souberam responder.
Quando a pergunta trata da interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, sem chance de cura, a pedido do paciente ou da família, o resultado é um empate: 48% acham que os médicos deveriam poder interromper esses tratamentos, e 48% acham que não deveriam. Os demais 5% não souberam responder —a soma ultrapassa 100% por questão de arredondamento.
A
pesquisa também testou uma formulação mais ampla, sem mencionar diretamente a
atuação de um médico, perguntando se os entrevistados concordam ou discordam da
afirmação de que cada pessoa deveria poder decidir sobre o fim
da própria vida, incluindo o momento e a forma de morrer, mesmo que
isso signifique antecipar a morte.
Do total, 51% discordaram (40% discorda totalmente e 11% discorda em parte), e 46% concordaram (28% concorda totalmente e 18% concorda em parte). Apenas 1% não se posicionou, e 2% não souberam responder. Considerada a margem de erro, a diferença entre os dois grupos é a mais estreita da pesquisa, desconsiderando o empate anterior.
Por fim, ao serem questionados, de forma geral, se consideram moralmente aceitável ou moralmente errado um médico ajudar um paciente terminal a encerrar a própria vida a pedido dele, 51% disseram considerar moralmente errado, e 42%, moralmente aceitável. A opção depende da situação foi escolhida por 4% dos entrevistados; outros 3% não souberam responder.
A
amostra é formada por 48% de católicos e 27% de evangélicos. Outros 13% dizem
não ter religião, 8% se declaram de outras religiões, 2% são espíritas ou
kardecistas e 2% praticam a umbanda.
No julgamento moral sobre um médico ajudar um paciente terminal a morrer, considerar a conduta moralmente aceitável vai de 34% entre os evangélicos a 57% entre os que não têm religião —com católicos (41%) e praticantes de outras religiões (46%) numa posição intermediária. Esse mesmo padrão se repete nas demais perguntas.
A
idade é o recorte que mais diferencia a opinião dos entrevistados. Na mesma
questão, 63% dos entrevistados de 16 a 24 anos consideram a conduta moralmente
aceitável, percentual que cai para 48% na faixa de 25 a 34 anos, 43% entre 35 e
44 anos, 38% entre 45 e 59 anos e 29% entre os que têm 60 anos ou mais. O mesmo
padrão de queda, geração a geração, se repete nas outras demais perguntas.
O
levantamento não tem parâmetro histórico de comparação, por ser o primeiro a
sondar a opinião pública sobre o assunto no Brasil —não é possível, por
exemplo, dizer se a percepção do tema mudou antes e depois de um caso
conhecido, como a morte
do escritor Antonio Cícero, que recorreu
ao suicídio assistido aos 79 anos, na Suíça.
O
Brasil, diferentemente de alguns vizinhos latino-americanos, não
tem legislação ou projeto de lei em tramitação para legalizar a
prática, o que a advogada especialista em direito médico Luciana Dadalto
credita a um silêncio sobre o tema no país.
Apenas
em 2025, foi fundada a Eu Decido, primeira associação brasileira em prol do
direito à morte
assistida, a qual Dadalto preside.
Na
América Latina, três países já permitem alguma forma de morte assistida:
Colômbia, Equador e Uruguai.
A
Colômbia foi pioneira na região: a Corte Constitucional descriminalizou a
eutanásia em 1997, ampliou o direito em 2021 para incluir pacientes sem doença
terminal e, em 2022, descriminalizou também o suicídio assistido por médico,
tornando-se o único país latino-americano a permitir as duas modalidades de
morte assistida, embora ainda enfrente entraves burocráticos que dificultam o
acesso na prática.
O Equador
teve a eutanásia autorizada pela Corte Constitucional em fevereiro de 2024 e
regulamentada pelo Ministério da Saúde dois
meses depois, mas o Legislativo ainda não aprovou uma lei específica sobre o
tema, e o projeto segue em debate na Assembleia Nacional.
O Uruguai
foi o primeiro país da região a legalizar a eutanásia por lei
aprovada no Parlamento, não por decisão judicial. A Lei 20.431 foi aprovada em
outubro de 2025, mas só passou a valer na prática quando a regulamentação
entrou em vigor, em abril de 2026. O país teve seu primeiro caso em maio deste
ano, numa paciente com câncer terminal.
O
Peru está em debate judicial sobre o tema, sem legislação aprovada, e Cuba
abriu uma via legal condicionada em sua nova lei de saúde, mas
ainda depende de regulamentação específica futura para que a prática seja de
fato aplicada.
No
Brasil, a eutanásia é considerada crime de homicídio (artigo 121), com pena de
6 a 20 anos. O parágrafo 1º do texto afirma que o agente que comete o crime
impelido por motivo de relevante valor social ou moral —o que pode ser
interpretado como visando a cessar o sofrimento de determinado paciente, cujo
estado de saúde é irreversível— poderá ter a pena reduzida de um sexto a um
terço, o que significa pena mínima de 4 anos para o homicídio por misericórdia
(ação de matar alguém por piedade).
Já
quem induz, instiga ou presta auxílio a alguém que comete suicídio —o que
inclui o suicídio assistido— está sujeito ao artigo 122 do Código Penal, com
pena de reclusão de dois a seis anos, caso o suicídio se consume.
No mundo, 16 países permitem a morte assistida, em parte ou na totalidade de seus territórios: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Colômbia, Espanha, Equador, Estados Unidos, Holanda, Itália, Luxemburgo, Nova Zelândia, Portugal, Suíça e Uruguai, alguns deles, no entanto, ainda sem regulamentação da prática. Outros três avançaram nesse sentido, em estágios distintos: Cuba, França e Peru.
Fonte _ Folha/SP
Incorporar
poucos minutos de atividade
física por dia pode ter um impacto expressivo
na prevenção da demência. Um estudo conduzido por pesquisadores do
Brasil e do Estados Unidos estima que, se adultos que hoje não praticam nenhum
exercício passarem a se movimentar ao menos dez minutos por dia, cerca de 420
mil casos de demência poderão
ser prevenidos até 2050, com uma economia estimada em até R$ 16
bilhões em custos relacionados à doença.
Num
cenário em que a inatividade física fosse completamente eliminada, a economia
poderia chegar a R$ 23 bilhões, segundo a análise, publicada em 2025 no Brazilian Journal of
Psychiatry. Os autores combinaram dados de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde,
realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística), com informações do Global Burden of Disease,
conduzido nos EUA.
Os
resultados indicam que 14,9% dos casos
de demência no Brasil estão ligados à inatividade física —que não
é sinônimo de sedentarismo. A primeira é a prática de menos de 150 minutos
semanais de exercícios, tempo recomendado pela OMS (Organização Mundial da
Saúde). Já o comportamento sedentário é o tempo que a pessoa passa sentada,
deitada ou reclinada, com baixo gasto energético.
"Do
ponto de vista populacional, sabemos que 1 em cada 15 casos de demência no
mundo pode ser atribuído à inatividade física, o que equivale a um caso novo a
cada 42 segundos, que poderiam ser prevenidos com a atividade física",
afirma o profissional de educação física Natan Feter, um dos autores do estudo.
O
artigo projeta que o número de brasileiros vivendo com demência pode saltar de
cerca de 1,9 milhão em 2019 para 5,7 milhões em 2050, impulsionado
principalmente pelo envelhecimento populacional.
Esse
crescimento traz também impacto econômico: sete anos atrás, o custo estimado da
doença no país já era de US$ 35,3 bilhões, sendo que a maior parte desse valor
está relacionada a cuidados informais prestados por familiares.
Exercício
em prol do cérebro
A
ciência acumulou evidências importantes nas últimas décadas sobre o papel do
exercício na saúde cerebral. A prática regular de atividade física melhora a
função cognitiva, reduz o risco de eventos cerebrovasculares, como AVC, e
estimula mecanismos ligados a criação e sobrevivência de neurônios.
"Tudo
isso ajuda a entender o papel protetor da atividade física no risco de
demência", observa Feter, que atua como pesquisador associado no
departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Sul da Califórnia, nos
EUA.
O
comportamento sedentário também aparece como um fator de risco relevante,
elevando a probabilidade de desenvolver o problema entre 17% e 30%.
"Pessoas
que passam mais de dez horas por dia nesse tipo de comportamento têm risco
aumentado de demência", alerta a geriatra Thaís Ioshimoto, do Einstein
Hospital Israelita.
Por
outro lado, atividades realizadas sentado, mas que estimulam o cérebro, como
leitura ou jogos de memória, não parecem ter a mesma associação com a doença.
"Na
prática clínica, observamos que idosos mais ativos têm menor incidência de
demência. Isso reforça a ideia de que tudo o que faz bem ao coração também faz
bem ao cérebro: alimentação saudável, atividade física regular e controle da
pressão e do colesterol", diz Ioshimoto.
No
estudo, observou-se que os maiores benefícios ocorrem justamente quando a
pessoa sai do zero e passa a fazer algum nível de atividade. "Cada minuto
que a pessoa consegue adicionar na rotina diminui o risco de demência",
frisa Natan Feter.
A
meta dos dez minutos
A
ideia de trabalhar com pequenas doses de atividade física surgiu justamente da
percepção de que metas mais ambiciosas, como atingir os 150 minutos semanais
recomendados pelas diretrizes internacionais, podem ser difíceis para grande
parte da população.
Dez
minutos por dia podem ser uma caminhada no bairro, ir à academia, realizar
exercícios de fortalecimento muscular em casa ou mesmo optar por ficar de pé
por dez minutos ao dia.
Na
avaliação de Thaís Ioshimoto, a meta é realista para a maioria das pessoas. E,
entre idosos que começam a se exercitar, os ganhos vão além da aptidão física.
"Qualquer
atividade física é válida, o importante é se movimentar. O exercício melhora o
humor, aumenta a socialização e muitas vezes acaba estimulando outras mudanças
positivas, como melhorar a alimentação", afirma.
Apesar
de os resultados reforçarem o papel das escolhas individuais, os pesquisadores
destacam que a prática de exercícios também depende de condições sociais, já
que a maioria das pessoas trabalha o dia inteiro e passa horas em deslocamento.
Quando sobra tempo, muitas vezes não encontram ambientes seguros ou
infraestrutura adequada para se exercitar.
"Precisamos
entender a atividade física como um direito humano. Por isso, além de
incentivar pequenas mudanças de comportamento, é fundamental investir em
políticas públicas que ampliem o acesso a oportunidade", conclui Feter.
Fonte _ Folha/SP
O
médico e escritor Drauzio Varella sabe
bem o que é conviver com a desinformação —há cerca de 10 anos, ele vê sua
imagem e voz sendo usadas na disseminação de
notícias e propagandas falsas.
Falando
no evento BBC World Service: Trust is Earned - O Desafio da Credibilidade,
nesta sexta-feira (14), Varella brincou que deve ser o maior vendedor de
remédios falsos do Brasil, talvez da América
Latina.
Mas
a verdade é que, há várias décadas, Varella vem se dedicando profundamente à
comunicação de informações cientificamente embasadas.
Ele
só não imaginaria que, nos anos 2020, iria se deparar com uma "epidemia
de estupidez" que rejeita o uso de máscaras contra a covid-19 e
vacinas, afirmou.
"Ignorância
é uma coisa, estupidez é outra. Eu sou ignorante em muitas coisas. Cada um de
nós", explicou. "O ignorante aprende quando ele é ensinado; o
estúpido não, porque o estúpido acha que ele sabe."
O
médico participou de um evento gratuito promovido pela BBC World Service e pela
BBC News Brasil sobre os desafios do combate à desinformação no país.
Ele
foi entrevistado pelo jornalista da BBC João Fellet.
Varella
contou que desde a epidemia de Aids, na
década de 1980, profissionais de saúde como ele lidam com colocações falsas,
como a que chamava a então nova
doença de "peste gay".
"Não
é possível uma coisa dessas, porque olha as implicações epidemiológicas que
você tem com uma afirmação ignorante e preconceituosa como essa. Se é peste
gay, as mulheres, teoricamente, estavam protegidas. Os homens heterossexuais
também. Mas existe alguma doença
sexualmente transmissível que poupe um dos sexos? Toda doença
sexualmente transmissível, por definição, é sexualmente transmissível."
Segundo
o médico, foi nessa época que ele passou a se dedicar também à comunicação,
fazendo campanhas de rádio com informações sobre a Aids.
Mais
de 30 anos depois, a desinformação apareceu com novas facetas na pandemia de
coronavírus.
"A
covid foi uma grande surpresa, porque nós imaginávamos que já tínhamos passado
de certos pontos."
Ele
cita, por exemplo, a disseminação de campanhas contra as vacinas.
"Sempre
tivemos movimentos antivacinas no Brasil, mas eram muito restritos a uma
camada, em geral a classe média alta", lembrou Varella.
"Mas
isso era um movimento marginal que não tinha nenhuma repercussão na sociedade.
E de repente você vê médicos formados, alguns na faculdade que eu me formei, na
USP, falando contra as vacinas. Mas como assim? Como aconteceu isso? É um
fenômeno mundial."
Para
o médico, que há anos apresenta quadros de saúde no programa da TV Globo
Fantástico e tem na internet o Portal Drauzio Varella, poucas pessoas podem ser
convencidas racionalmente.
"Convencer
com palavras já não é fácil. Convencer por mecanismos racionais, você só
convence as pessoas que são racionais. E os racionais são minoria na sociedade.
As outras pessoas você vai convencer se você conseguir emocioná-las",
explicou, citando exemplos de produções tocantes que conduziu no Fantástico.
Autor
de livros como Estação Carandiru e O Sentido das Águas - histórias do Rio
Negro, Varella fez duras críticas à empresa Meta, dona do
Instagram, Facebook e WhatsApp.
Segundo
o médico, ele e sua equipe perceberam ao longo do tempo que a empresa "não
tem interesse" algum de tirar conteúdo falso do ar.
Ele
contou que, recentemente, uma senhora o parou na rua para falar que um remédio
que ela havia comprado, falsamente anunciado com a imagem de Varella, não
estava "ajudando nada".
"Como
é que alguém pratica um crime desse? Porque isso é crime, é crime contra a
saúde pública. Deveria ser inafiançável. Vai no YouTube, vê se tem essas
notícias falsas. Não tem, pelo menos em meu nome", afirmou o médico,
indicando que o YouTube deve ter alguma tecnologia pra barrar esse tipo de
"estelionato".
"A
Meta é uma empresa imoral. Eles são sócios desses bandidos, desses
estelionatários, desses criminosos."
Em
julho, Varella fez críticas semelhantes à Meta na 24ª Flip (Festa
Literária Internacional de Paraty).
Diante
da fala
do médico na Flip, a empresa afirmou em nota que não permite atividades
fraudulentas e que remove anúncios enganosos "assim que
identificados".
"Estamos
sempre intensificando nossos esforços utilizando tecnologia de reconhecimento
facial e detecção, aplicando políticas rigorosas e oferecendo ferramentas de
segurança e alertas. Além do trabalho de identificação e remoção, iniciamos
ações judiciais contra anunciantes fraudulentos que usam imagens de figuras
públicas indevidamente. Recomendamos, ainda, que as pessoas denunciem, pelas
próprias plataformas, quaisquer atividades suspeitas", afirmou a Meta.
Fonte _ Folha/SP
Missa:
17hs
Procissão:
Após a Missa
Show:
Sueli Façanha
Programação
do Novenário de Nossa Senhora da Glória 2026, click aqui
A
lista de riscos à saúde associados
a alimentos ricos em gordura e pobres em fibras é extensa: colesterol LDL
(lipoproteína de baixa densidade) ou colesterol "ruim", artérias
obstruídas, ganho de peso, doenças cardíacas, sobrecarga hepática, picos de
açúcar no sangue, má digestão, e a lista continua...
Um
novo estudo realizado por uma equipe de pesquisadores alemães demonstrou como
as chamadas dietas ocidentais podem levar ao desenvolvimento de um dos cânceres
de maior incidência e mortalidade em adultos com menos de 50 anos, o
câncer colorretal.
Os
pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, da RWTH Aachen e do Instituto
Alemão de Nutrição Humana Potsdam-Rehbrücke (DIfE) descobriram que essas dietas
aumentam a produção de ácido deoxicólico no intestino.
Os
resultados foram publicados na edição de agosto de 2026 da revista Gut,
especializada em gastroenterologia e hepatologia.
"O
que torna nosso estudo especial é que ele demonstra a causalidade",
afirmou à DW Annika Osswald, autora principal do estudo e doutoranda no
Instituto Alemão de Nutrição Humana. "Até agora, sabíamos apenas que havia
algum tipo de conexão entre [um certo] ácido biliar secundário e o câncer colorretal."
Como
o ácido biliar está ligado ao câncer colorretal?
A
gordura dos alimentos que ingerimos desencadeia a produção de ácidos biliares
primários no fígado. Esses ácidos são importantes: seu corpo precisa deles para
decompor e absorver as gorduras. A maioria dos ácidos biliares primários é
reabsorvida e retorna ao fígado.
Mas
uma pequena fração chega ao cólon, onde certas bactérias os convertem em ácidos
biliares secundários, incluindo um chamado ácido deoxicólico (DCA). Quanto mais
alimentos gordurosos você consome, maior a concentração de DCA no seu cólon. E
é aí que os problemas começam.
Osswald
e seus colegas realizaram testes em camundongos em laboratório. "No cerne
do nosso trabalho para comprovar a causalidade estavam os modelos de
camundongos", explicou a cientista.
A
equipe de pesquisa implantou bactérias produtoras de DCA em camundongos. Os
cientistas controlavam completamente o microbioma intestinal desses animais. Em
seguida, os cientistas induziram câncer colorretal nesses camundongos e em
outros sem as bactérias. Os que tinham bactérias produtoras de DCA no intestino
apresentaram maior crescimento tumoral do que os camundongos que não as tinham.
A
divisão celular nos camundongos com DCA também aumentou. Isso torna mais
provável o desenvolvimento de câncer, porque multiplica as chances de erros de
replicação do DNA. Essas mutações de DNA durante a divisão celular podem se
acumular e levar ao câncer.
Para
verificar se o processo que eles observaram em camundongos também ocorre em
humanos, os pesquisadores analisaram amostras de fezes de mais de mil pessoas,
com e sem câncer colorretal. Genes de bactérias produtoras de DCA foram
encontrados com mais frequência em pessoas com câncer colorretal.
"Nossos
resultados mostram o quanto uma dieta ocidental rica em gordura e as mudanças
associadas no microbioma intestinal podem afetar a saúde intestinal
humana", disse o microbiologista Sören Ocvirk, outro autor do estudo.
Osswald
afirma que o trabalho da equipe é fundamental e que mais pesquisas precisam ser
feitas. Ainda assim, a comprovação da causalidade entre bactérias intestinais
produtoras de DCA e o aumento do crescimento tumoral aponta para possíveis
tratamentos de câncer colorretal.
Por
que é vital entender melhor o câncer colorretal
O
câncer colorretal é o único tipo de câncer cuja taxa de mortalidade em pessoas
com menos de 50 anos aumentou nas últimas décadas. Essa é a
conclusão de um estudo publicado no jornal científico Journal of the American
Medical Association em janeiro de 2026.
O
número de mortes por câncer cerebral, câncer de mama, leucemia e câncer de
pulmão diminuiu nos EUA entre 1990 e 2023. Mas o número de mortes por câncer
colorretal aumentou 1,1% ao ano, a partir de 2005.
Quando
detectado precocemente, o câncer que começa no cólon ou no reto é tratável.
Mas os
sintomas frequentemente não se manifestam nos estágios iniciais da
doença. Quando aparecem, podem ser interpretados erroneamente como sintomas de
condições menos graves, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável. Os
sintomas do câncer colorretal incluem:
Outro
obstáculo para a detecção precoce é que algumas pessoas podem se sentir
constrangidas em discutir os sintomas de problemas colorretais com seu médico.
Portanto, não tenha vergonha, converse com seu médico.
Como
esses estudos podem ajudar no tratamento?
Uma
opção a ser considerada no futuro pode ser o transplante de microbiota
intestinal.
"Você
poderia transplantar a microbiota intestinal [o conjunto de microorganismos que
vivem naturalmente no intestino] de pessoas com menos bactérias produtoras de
DCA em pacientes com câncer colorretal", disse Osswald. "Isso poderia
potencialmente retardar o crescimento do tumor."
A
melhor opção, é claro, é prevenir o câncer colorretal. Embora algumas pessoas
possam ter predisposição genética para desenvolver câncer colorretal, muito
depende de fatores relacionados ao estilo de vida.
Comer
de forma saudável, reduzir a quantidade de carne e alimentos gordurosos e não
fumar diminuem o risco de câncer colorretal.
Fonte _ Folha/SP
O avanço
do sarampo nas Américas reforça a importância de
manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Em
alerta epidemiológico divulgado em 7 de agosto, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta
que a Região das Américas registra, em 2026, o maior número de casos
confirmados de sarampo dos últimos 22 anos e mantém risco muito alto para a
saúde pública devido à ocorrência de surtos ativos. Diante desse cenário, a
organização recomenda o fortalecimento da vacinação, da vigilância
epidemiológica e da resposta rápida aos casos.
A
situação reforça a importância da Campanha de Multivacinação do
Ministério da Saúde, que segue até 1º de setembro em todo o país. A
estratégia é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos e oferece
a oportunidade de verificar a caderneta e atualizar as doses que estiverem em
atraso, incluindo a proteção contra o sarampo.
O
sarampo é uma doença altamente contagiosa e a circulação do vírus em outros
países aumenta a possibilidade de importação de casos. No Brasil, o Ministério
da Saúde mantém ações de vigilância e vacinação para evitar a reintrodução e a
transmissão sustentada da doença. O país recebeu, em novembro de 2024, a
recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela OPAS e
mantém esse status.
Em
2025, as Américas já haviam registrado 14.891 casos confirmados de sarampo e 29
mortes, número 32 vezes maior que o registrado em 2024. O total de 2025 foi o
maior na região desde 2019, quando foram registrados 23.269 casos. Em 2026, o
cenário se agravou: até 13 de junho, eram 22.324 casos confirmados em 17 países
e territórios, com 38 óbitos. México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá
concentram 97% dos casos.
No
Brasil, em 2026, até o momento, há registro de 24 casos de sarampo,
relacionados à importação do vírus. Três foram encerrados sem risco de
disseminação e 21 permanecem em acompanhamento em São Paulo: um em Guarulhos,
dois em São Bernardo do Campo e 18 na capital.
Vacinação
é a principal forma de prevenção
Diante
da identificação de casos no Brasil, o Ministério da Saúde ampliou a estratégia
de vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São
Bernardo do Campo. Nessas localidades, a orientação é vacinar, de forma
indiscriminada, pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha, conforme as
recomendações específicas para cada faixa etária. Em São Paulo, 3,2 milhões de
doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento,
garantindo a continuidade da ação de bloqueio vacinal.
Para
crianças de 6 a 11 meses, a vacina contra o sarampo é administrada como dose
zero, adicional e que não substitui as doses previstas na rotina aos 12 e 15
meses. Para as demais idades, a necessidade de vacinação é verificada pelos
profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal.
A
vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde
(SUS). A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para
reduzir a circulação do vírus e proteger também pessoas que não podem ser
vacinadas por determinadas condições de saúde.
A
estratégia contra o sarampo integra uma mobilização mais ampla. Além da
tríplice viral, a Multivacinação contempla vacinas que protegem contra doenças
como poliomielite, meningites, pneumonias, coqueluche, febre amarela,
influenza, covid-19, HPV e dengue, entre outras. A campanha também marca a
primeira edição da Multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo
20), incorporada neste ano ao Calendário
Nacional de Vacinação.
A
recomendação do Ministério da Saúde é que pais e responsáveis aproveitem a
Campanha de Multivacinação para levar crianças e adolescentes a uma unidade de
saúde e conferir a situação vacinal. A estratégia também é uma
oportunidade para ampliar a proteção contra doenças que podem voltar a circular
quando há queda nas coberturas vacinais. O Dia D de Mobilização Nacional será
realizado em 22 de agosto, com ações de vacinação em todo o país.
Brasil
mantém vigilância e reforça vacinação
O
Ministério da Saúde acompanha continuamente a situação epidemiológica do
sarampo no Brasil e nas Américas e orienta estados e municípios sobre medidas
de vigilância, investigação de casos e vacinação. A pasta também tem
intensificado estratégias para alcançar pessoas não vacinadas ou com doses em
atraso.
A
recomendação é simples: quem tem criança ou adolescente em casa deve conferir a
caderneta e procurar uma unidade de saúde para colocar a vacinação em dia.
Manter as vacinas atualizadas é uma das principais medidas para proteger a
população e impedir que doenças controladas ou eliminadas voltem a se espalhar.
Fonte _ Saúde.gov
9ª Noite
Maria, Mãe da abundância
Dedicada aos Empresários e Empreendedores em geral
Terço: 18:00h
Novena: 18:00h
Missa: 19:00h
Município Homenageado: Cruzeiro do Sul/Acre
Diocese de Cruzeiro do Sul - Acre
A
nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta
quinta-feira (13/8), mostra que 23 das 27 unidades da Federação
(UF) apresentam tendência de queda ou estabilização do número de
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A exceção fica
para Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe, que apresentam um leve sinal de
crescimento. Quanto ao nível de risco, ainda há 14 das 27 UF com incidência de SRAG
em níveis de alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas,
Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná,
Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. A
atualização é referente à Semana Epidemiológica 31, período de 2
a 8 de agosto.
Os pesquisadores do InfoGripe voltam a reforçar que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19. Também é essencial, de acordo com os especialistas, que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando alguns cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara.
Estados
e capitais
A
atualização aponta que há sinal de início ou manutenção da queda dos casos de
SRAG por VSR no país. Contudo, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG
por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São
Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
O
período da sazonalidade da influenza A já se encerrou, porém, mesmo com sinal
de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos em Minas Gerais e Roraima.
Os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados do
Centro-Sul (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), mas mostram
sinais de desaceleração do crescimento no Rio de Janeiro e Santa Catarina e
queda no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e
São Paulo.
Em
relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos graves no Maranhão e Amazonas,
mas os casos semanais ainda estão em um patamar baixo de incidência. Também há
uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a
Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco e Amazonas, e de
rinovírus em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porém sem impacto importante nos
casos de SRAG em boa parte desses estados.
Segundo
o InfoGripe, 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de
SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de
crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a
semana 31: Belém (PA) e Porto Velho (RO). Além disso, 6 capitais
também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco,
porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte
(MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio
Branco (AC) e São Luís (MA).
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos
foi de 6,5% de influenza A, 9,2% de influenza B, 50,4% de vírus sincicial
respiratório, 29% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 20,1% de influenza A, 18,1% de influenza B, 34,7% de vírus
sincicial respiratório, 24,3% de rinovírus e 5,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 133.709 casos de SRAG, sendo
72.061 (53,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 46.505 (34,8%) negativos, e ao menos 7.372 (5,5%) aguardando
resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se
18,6% de influenza A, 5,2% de influenza B, 42,2% de vírus sincicial
respiratório, 30% de rinovírus e 4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
Os
dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG
entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das
hospitalizações por VSR no país. Na população de 15 a 49 anos a redução dos
casos de SRAG é explicada principalmente pela diminuição das hospitalizações
por influenza A e B, enquanto entre os idosos ela decorre sobretudo da redução
das hospitalizações por influenza A. Entre crianças de 5 a 14 anos, a queda dos
casos de SRAG é impulsionada principalmente pela diminuição dos casos graves
por rinovírus.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo como
principal causa o vírus da influenza A. O rinovírus também se destaca como a
segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de dois anos e idosos.
Em
relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior
impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior
impacto na população a partir de 65 anos de idade. A influenza B também
apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a
mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A
incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham
as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é
permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao
cidadão".
Fonte _ FioCruz
8ª
Noite
Maria,
Mãe que ampara e cuida
Dedicada
aos Trabalhadores da saúde
Terço:
18hs
Novena:
18hs30min
Missa:
19hs
Município
Homenageado: Envira/Am Diocese de Cruzeiro do Sul/Acre
Aumento
das temperaturas, mudanças na umidade do ar e períodos de chuvas intensas ou
estiagem, a depender da região do Brasil, são as características do El Niño,
responsável pelo aquecimento anormal das águas do Oceano
Pacífico.
Com
ele, as mudanças
climáticas ficam mais intensas. O fenômeno reflete de forma
indireta na saúde, intensificando quadros de alergias
respiratórias.
A
presidente da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), Fátima
Rodrigues Fernandes, esclarece que o bem-estar respiratório está diretamente
condicionado aos fatores climáticos.
Segundo
a especialista, a exposição à poluição
atmosférica combinada a variações térmicas extremas agride e
fragiliza as vias aéreas.
"O El
Niño não é o culpado pelas doenças ou pelo agravamento delas. São
as alterações
climáticas que levam a uma exacerbação do fenômeno, o que causa as
complicações."
A
médica diz que a asma,
a rinite alérgica e as infecções respiratórias são as condições
mais frequentes. A especialista argumenta que a DPOC (Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica), apesar de não ser alérgica, pode aparecer junto
da asma.
As chuvas e
as enchentes, como as que ocorrem no Sul, aumentam a quantidade de fungos
dentro e fora das casas. Outro problema tem como exemplo recente o que ocorreu
no Rio
Grande do Sul, em 2024: os pacientes foram forçados a interromper os
cuidados com a saúde. "As pessoas descontinuaram seus tratamentos, ficaram
sem acesso à saúde,
ao controle de doenças, à compra de medicamentos e consultas. E agora parece
que já temos algum grau disso também. São fatores de agravo, além das condições
da casa e do ambiente externo", explica Fátima Rodrigues.
E
não são só as alergias, alerta a especialista. As ondas
de calor e a secura do ar descompensam doenças
cardíacas, causam desidratação,
insolação e exaustão física.
Quais
são as principais medidas práticas para reduzir alérgenos dentro de casa?
A
mais importante é a limpeza mecânica do ambiente, com remoção de ácaros, mofo e
poeira. Recomenda-se aspirar colchões, travesseiros, almofadas e sofás com
aspiradores de filtro HEPA; trocar a roupa de cama pelo menos uma vez por
semana; evitar brinquedos de pelúcia; e limpar superfícies com pano úmido.
Evite também fumaça de cigarro, gasolina e produtos de limpeza com cheiro
forte. Para alérgicos a ácaros, mofo e pelos de animais, o ideal é deixar a
casa arejada e bem ventilada.
Por
que o pólen representa um desafio diferente dos outros alérgenos domésticos?
O
pólen é um alérgeno externo, o que impossibilita limpar o ambiente para
eliminá-lo. Além disso, as mudanças
climáticas causadas pelo El Niño alteram o ciclo das plantas e a
polinização, podendo prolongar as estações polínicas. Pessoas sensíveis ao
pólen devem manter a casa fechada e vedar janelas para impedir a entrada dos
grãos de pólen vindos de fora.
Como
usar ar-condicionado, umidificadores e desumidificadores de forma segura para
alérgicos?
O ar-condicionado deve
ser limpo e higienizado com frequência, conforme orientação do fabricante.
Desumidificadores e umidificadores devem ter controle de umidade e mantê-la
entre 40% e 60%. O ar tanto seco quanto úmido, nos extremos, é prejudicial: o
excesso de secura irrita as mucosas; o excesso de umidade favorece o
crescimento de fungos.
Por
que os descongestionantes nasais são considerados problemáticos pelos
alergistas?
Eles
promovem alívio imediato ao causar vasoconstrição nasal, mas têm efeito rebote:
após o uso, a congestão retorna de forma mais intensa do que antes, o que leva
o paciente à dependência. Esse quadro é chamado de rinite medicamentosa
e exige acompanhamento médico para o desmame e início do tratamento adequado.
Os descongestionantes nasais só devem ser usados por, no máximo, um a dois
dias, em crises intensas.
Quais
são os riscos da automedicação com
descongestionantes, especialmente em crianças e idosos?
Em
crianças pequenas, esses medicamentos podem penetrar no sistema
nervoso central e causar convulsões, alterações neurológicas
e arritmias
cardíacas. Em idosos, também há risco de complicações cardiovasculares.
Por
que a automedicação com antialérgicos é desaconselhada?
Devido
à possibilidade de erros no diagnóstico, uso de medicamentos inadequados e
efeitos colaterais graves.
Qual
é o tratamento ideal para a rinite alérgica?
Sprays
nasais anti-inflamatórios, geralmente com corticoide inalatório. Eles atuam
diretamente na inflamação da mucosa nasal.
Como
diferenciar uma crise alérgica de uma gripe, e é possível ter febre em um
quadro alérgico?
A
febre é um marcador de infecção, enquanto as alergias costumam
se manifestar com coceira, espirros e chiado. No entanto, quadros alérgicos
podem apresentar febre quando associados a uma infecção.
O
principal fator para identificar uma alergia é a repetição frequente dos
sintomas, como espirros, coriza e coceira no nariz e nos olhos (no caso da
rinite), ou chiado no peito e falta
de ar (no caso da asma). Vale lembrar que indivíduos alérgicos são
mais suscetíveis a infecções, pois já possuem uma mucosa inflamada.
Como
populações vulneráveis devem se preparar para eventos climáticos extremos?
Crianças,
idosos e doentes
crônicos devem acompanhar as previsões meteorológicas para se
anteciparem a ondas de calor, frentes frias e dias de alta poluição. Em dias
muito poluídos, recomenda-se evitar a exposição ao ambiente externo.
Também
é importante hidratar bem as mucosas e a pele, além de beber água.
Como
eventos climáticos extremos afetam os olhos e qual é a relação com a rinite
alérgica?
Os
olhos são bastante vulneráveis a eventos climáticos extremos, como ondas de
calor e secura do ar, pois não possuem a barreira mucociliar presente nas vias
respiratórias. Isso pode causar conjuntivite, caracterizada por
coceira, vermelhidão e dificuldade para enxergar —inclusive em pessoas não
alérgicas.
Cerca de 80% dos pacientes com rinite alérgica também apresentam conjuntivite.
A recomendação é hidratar a mucosa ocular para eliminar detritos e manter o
funcionamento normal dos olhos.
Como
tratar a ardência nos olhos causada pelo tempo
seco e poluição?
Não
use colírio de
forma aleatória. Existem diferentes tipos, desde lágrimas artificiais até
imunossupressores. A escolha depende do diagnóstico de cada paciente. Para a
população geral, colírios hidratantes e lubrificantes podem e devem ser usados,
especialmente em climas secos.
Quais
são os principais tipos de alergia de pele e seus sintomas?
Os
principais tipos são dermatite
atópica (eczema), urticária e dermatite de contato. Os sintomas
incluem coceira intensa, descamação, vermelhidão e, em alguns casos, secreção.
Cerca de 20% a 30% dos pacientes podem ter quadros mais graves, com
comprometimento de toda a pele e formação de feridas.
Quais
complicações oculares podem surgir em pacientes com dermatite atópica?
A
coceira intensa nos olhos leva ao ato contínuo de esfregar a região, o que pode
causar o ceratocone —a córnea deforma, afina e fica pontiaguda. Casos mais
graves podem exigir transplante para evitar a perda da visão.
Fonte _ Folha/SP