Ministério
da Saúde iniciou a segunda fase das oficinas de qualificação para a inserção do
implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel no SUS, conhecido
como Implanon. A previsão é qualificar mais 11 mil profissionais, entre
médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública. Serão
mais 32 treinamentos em todo o país, com foco em municípios com menos de
50 mil habitantes. No Acre, a oficina será realizada em Rio
Branco nos dias 15 e 16 de abril. A previsão é que
160 profissionais da atenção primária do estado sejam treinados para
ofertar métodos contraceptivos, incluindo a inserção do Implanon, além de
abordagens que visam o diálogo sobre a saúde sexual e reprodutiva do paciente.
O
novo ciclo já passou por Vitória (ES), João Pessoa (PB), Recife (PE), Fortaleza
(CE), Campo Grande (MS) e Salvador (BA) nos primeiros meses de 2026. As
oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com uso de simuladores
anatômicos, supervisionadas por facilitadores do Ministério da Saúde. A carga
horária foi ampliada para 12 horas no caso de enfermeiros e 6 horas para
médicos, com foco na prática segura e no cumprimento das normativas
profissionais. Os encontros também incluem espaços de diálogo com gestores
locais para fortalecer a implementação nos territórios.
Em
2025, o Ministério da Saúde distribuiu 500 mil unidades para todos os estados,
priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e critérios de
vulnerabilidade social. O Acre já recebeu cerca de
1.700 implantes. E para 2026, está prevista a entrega de mais
1,3 milhão de unidades do Implanon.
A
realização das novas oficinas é mais uma etapa da estratégia de implementação
do Implanon no SUS, que busca qualificar os profissionais para
inserção, retirada e manejo de possíveis intercorrências e reforçar a conduta
nas consultas em saúde sexual e reprodutiva com uma abordagem abrangente, que
inclui direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento
ao racismo, abordagem às violências na atenção
primária à saúde e todos os demais métodos contraceptivos
ofertados no SUS.
Primeiro
ciclo alcançou mais de 2,8 mil profissionais em todo o país
A
primeira fase das oficinas, realizada entre outubro e dezembro de 2025,
percorreu 27 estados com 30 oficinas. Ezequiel Martins, enfermeiro da
Estratégia de Saúde da Família em Brasília (DF), reforça que a formação vai
além da técnica. “A atividade trouxe discussões sobre políticas públicas e
direitos sexuais e reprodutivos, além de mais segurança para realizar o
procedimento”, afirma.
Ao
todo, participaram aproximadamente 2,9 mil profissionais e gestores, alcançando
682 municípios. Desse total, cerca de 1,8 mil médicos e enfermeiros foram
qualificados para realizar a inserção e retirada do Implanon.
O
novo ciclo busca consolidar a oferta do implante no SUS, aliando ampliação de
acesso, qualificação das equipes e integração ao cuidado em saúde sexual e
reprodutiva.
Sobre
o Implanon
O
implante subdérmico é um método considerado vantajoso para prevenir a gravidez
não planejada por sua longa duração e alta eficácia, podendo atuar no organismo
por até três anos. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se
houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A
fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
O Implanon integra
o rol de métodos contraceptivos gratuitos do SUS – que inclui preservativos
externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de
progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia,
entre outros. O Ministério da Saúde reforça, contudo, que o uso de
preservativos é indispensável, por ser o único método que garante proteção
simultânea contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Fonte _ Saúde.gov
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