Divulgada
nesta quinta-feira (6/8), a
nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que no cenário
nacional o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
continua apresentando sinal de queda. No entanto, apesar de a maioria das
unidades da Federação sinalizarem tendência de queda ou estabilização dos casos
de SRAG, a análise destaca que 14 delas ainda estão com incidência em nível
de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas: Acre,
Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e
Sergipe. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 30, período de 26 de
julho a 1º de agosto.
Os pesquisadores do Boletim InfoGripe orientam que, apesar da queda do número de casos, é importante que as pessoas que moram nas unidades da Federação com alta de SRAG continuem tomando alguns cuidados para evitar contrair o vírus. Segundo os especialistas, é fundamental usar máscaras em postos de saúde, lavar sempre as mãos e evitar ter contato com pessoas com sintomas de gripe ou resfriado. Quem apresenta sintomas deve ficar em isolamento dentro de casa, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara. E o mais importante, é fundamental manter as vacinas em dia.
Estados
e capitais
Os
casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados do
Centro-Sul, mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Rio de
Janeiro e Santa Catarina e manutenção da queda no Ceará, Distrito Federal,
Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Quanto à Covid-19, há
um leve sinal de aumento dos casos graves no Maranhão e Amazonas.
Mas os casos semanais ainda estão em patamar baixo.
Há
um sinal de desaceleração do crescimento dos casos de SRAG por VSR no Mato
Grosso do Sul e um início ou manutenção da queda no restante do país. Contudo,
mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas
Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e
Rio Grande do Sul.
O
período da sazonalidade da influenza A já se encerrou em boa parte do país,
contudo, mesmo com sinal de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos
em Minas Gerais, e Roraima Os casos graves por influenza B continuam aumentando
em alguns estados do Centro-Sul (ES, MG, RS), mas mostram sinais de
desaceleração do crescimento no Rio de Janeiro e Santa Catarina, e queda no
Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São
Paulo.
Duas
das 27 capitais brasileiras, Belém (PA) e Porto Velho (RO), estão
com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas
semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas
seis semanas) até a Semana 30. Além disso, 15 capitais também apresentam
incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de
crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Boa
Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR),
Florianópolis (SC), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio Branco
(AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Luís (MA).
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 7,3% de influenza A, 9,3% de influenza B, 54,1% de vírus sincicial
respiratório, 26,1% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 23,8% de influenza A, 16,9% de influenza B, 30,3% de vírus
sincicial respiratório, 25,2% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Em
nível nacional, o cenário atual sugere sinal de queda nas tendências de longo
prazo (últimas 6 semanas) e de curto prazo (últimas 3 semanas). Referente ao
ano epidemiológico 2026, já foram notificados 130.054 casos de SRAG, sendo
69.895 (53,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 44.877 (34,5%) negativos, e ao menos 7.626 (5,9%) aguardando
resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se
18,9% de influenza A, 5,1% de influenza B, 42,1% de vírus sincicial
respiratório, 30% de rinovírus e 4,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
Os
dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG
entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das
hospitalizações por VSR no país. Na população de 15 a 49 anos, a redução dos
casos de SRAG é explicada principalmente pela diminuição das hospitalizações
por influenza A e B, enquanto entre os idosos ela decorre sobretudo da redução
das hospitalizações por influenza A. Já entre crianças de 5 a 14 anos, a queda
dos casos de SRAG é impulsionada principalmente pela diminuição dos casos
graves por rinovírus.
Em
relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior
impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior
impacto na população a partir de 65 anos de idade. Já a influenza B também
apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a
mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A
incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo como
principal causa o vírus da influenza A. O rinovírus também se destaca como a
segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de 2 anos e idosos.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias
(AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O
documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente
informativo ou de serviço ao cidadão".
Fonte _ FioCruz


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