segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 




Estudo aponta cinco estratégias para reduzir hesitação vacinal

 


O enfrentamento da hesitação vacinal depende da combinação de cinco estratégias: comunicação adaptada a diferentes públicos, combate à desinformação, capacitação de profissionais de saúde, ampliação do acesso à imunização e ações específicas para gestantes.

É o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (12) na revista Epidemiologia e Serviços de Saúde. O trabalho reuniu 48 revisões sistemáticas publicadas entre 2012 e 2024 sobre intervenções para reduzir a hesitação vacinal em adultos e gestantes, incluindo dados referentes às vacinas contra Covid, influenza, HPV, hepatite B, coqueluche e pneumococo.

Segundo os autores, as medidas tendem a funcionar melhor quando aplicadas em conjunto e adaptadas às necessidades de cada população. A síntese foi elaborada a partir de uma chamada pública do Ministério da Saúde para orientar políticas públicas.

A primeira estratégia é adaptar a comunicação a diferentes públicos. As campanhas devem considerar as características socioculturais de cada grupo e explicar os benefícios individuais da vacinação e sua importância para a proteção coletiva.

Isso pode incluir informações em outros idiomas para migrantes, linguagem simples sobre a segurança dos imunizantes e participação de lideranças comunitárias e religiosas. Influenciadores digitais também podem ampliar o alcance das mensagens.

"Cada população, cada comunidade, vai sofrer barreiras diferentes para se vacinar", afirma Ana Paula da Costa Marques, professora de microbiologia do Instituto de Biociências da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e uma das autoras do estudo. As estratégias devem considerar "as características do grupo que se pretende trabalhar e qual é o objetivo", acrescenta.

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A segunda estratégia é combater a desinformação. Segundo o estudo, autoridades e profissionais de saúde podem responder a conteúdos falsos nas redes sociais e divulgar informações científicas em linguagem acessível. O trabalho também aponta a importância de prevenir a disseminação de informações enganosas, com medidas como monitoramento e políticas regulatórias.

"É muito melhor prevenir a desinformação do que trabalhar nela depois que ela já foi disseminada", afirma Marques.

O pediatra Juarez Cunha, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), afirma que a falta de confiança nas vacinas, nos profissionais e nas instituições também pode afastar a população da imunização. Por isso, afirma, é importante identificar os fatores que interferem na vacinação em cada localidade para definir as medidas mais adequadas.

A terceira estratégia é capacitar os profissionais de saúde de forma contínua. Os treinamentos devem abordar conhecimentos sobre imunização e habilidades de comunicação, para que os profissionais consigam conversar com a população de forma clara e acolhedora.

A recomendação direta durante o atendimento também pode influenciar a decisão de se vacinar. Para Marques, o vínculo entre profissionais e pacientes é importante. Cunha acrescenta que os profissionais precisam estar bem informados para responder às dúvidas, tanto nas unidades de saúde quanto nas redes sociais.

Para Rosane Orth Argenta, gestora de saúde e CEO da Saúde Livre Vacinas, rede privada de clínicas de imunização, a recomendação de vacina precisa partir do profissional, sem esperar a iniciativa do paciente.

"O profissional não deve apenas esperar que o paciente pergunte sobre a vacinação. Ele precisa avaliar o calendário vacinal e recomendar as vacinas indicadas", afirma.

A quarta estratégia é ampliar o acesso à vacinação. Nem toda pessoa que deixa de se vacinar está recusando a imunização. Em alguns casos, a dificuldade é logística, como a falta de tempo para comparecer a uma unidade de saúde.

Horários estendidos, atendimento aos fins de semana, unidades móveis e oferta de doses em escolas, empresas e universidades podem reduzir essas barreiras.

A quinta frente é voltada a gestantes e puérperas. O estudo recomenda esclarecer dúvidas sobre possíveis efeitos adversos para a mãe e o bebê e oferecer vacinas durante o pré-natal e nas maternidades, com orientações e materiais explicativos.

"Quanto mais tiver essa relação do profissional de saúde com a gestante, indicando, recomendando a vacinação, melhor", afirma Marques.

As recomendações são apresentadas em um momento de recuperação da vacinação infantil no Brasil. Em 2026, o país deixou a lista dos 20 com maior número de crianças "zero-dose", segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

São consideradas zero-dose as crianças que não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche. No Brasil, a proteção é oferecida pela pentavalente, que também previne hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b.

Em 2025, 50 mil crianças estavam nessa situação, ante 255 mil em 2024. Para Marques, a recuperação das coberturas vacinais é importante diante do risco de reintrodução de doenças que haviam deixado de circular de forma sustentada. Quando elas se tornam menos frequentes, parte da população pode deixar de reconhecer sua gravidade e os riscos da queda da imunização, diz.

Guatemala, México, Estados Unidos, Peru e Canadá concentravam 99,5% dos casos confirmados de sarampo em 2026. Em novembro de 2025, a transmissão endêmica foi restabelecida no Canadá, levando a região das Américas a perder o status de livre da circulação endêmica do sarampo, em meio a um crescimento do movimento antivacina.

No Brasil, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro, segundo o Ministério da Saúde. O país mantém o status de livre da circulação endêmica, recuperado em novembro de 2024. A cobertura da primeira dose da tríplice viral chegou a 93,1% em 2025, abaixo da meta de 95%.

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

Fonte _ Folha/SP


domingo, 11 de outubro de 2026

Diagnóstico tardio e dificuldade para erradicar bactéria H. pylori elevam mortes por câncer de estômago

 


Há duas décadas, o câncer de estômago (ou gástrico) mata mais de 12 mil pessoas por ano no Brasil, e a mais recente projeção do Inca (Instituto Nacional de Câncer) aponta para uma elevação de casos até 2028, resultando em mais mortes.

As estimativas indicam 22,5 mil novos diagnósticos por ano no triênio iniciado em 2026, o terceiro ajuste seguido para cima nas projeções. Nos triênios 2020-2022 e 2023-2025, elas foram de 21,2 mil e 21,4 mil, respectivamente.

A tendência de alta deve se perpetuar no país pelos próximos anos, segundo especialistas, na esteira da maior prevalência da obesidade e do envelhecimento da população, mas sobretudo pela dificuldade de erradicar a bactéria H. pylori, principal causa da patologia no mundo.

Um problema, a julgar pela alta taxa de mortalidade para este tipo de câncer, que passa dos 60%. O crescimento de casos ocorre enquanto os recursos para erradicar a H. pylori ainda são escassos, o que mantém as infecções e eleva a curva de óbitos. O fenômeno já é observado nos últimos 20 anos.

Dados do Inca mostram que, em 2005, 12.435 pessoas morreram por câncer gástrico. Em 2007 foram 13 mil mortes, e 14,1 mil em 2013. Em 2019, alcançou o patamar de 15,1 mil. Em 2024, último ano registrado na base de dados, foram 14,9 mil mortes.


Segundo o gastroenterologista James Ramalho Marinho, da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a alta taxa de mortalidade está associada ao diagnóstico tardio. Ele afirma que a condição é silenciosa e as doenças gástricas são muitas vezes negligenciadas pela população. Além disso, o SUS (Sistema Único de Saúde) não consegue monitorar e tratar a infecção pela H. pylori.

"O câncer de estômago não causa sintomas em grande parte dos acometidos. As pessoas chegam ao consultório suspeitando de anemia, problemas gástricos menos relevantes, e já têm o quadro avançado", afirma Marinho.

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"Estima-se que 70% da população brasileira tenha infecção com H. pylori. Isso é apenas uma estimativa, o sistema público não tem condições de oferecer endoscopia para todo esse contingente, nem exames menos invasivos", explica.

A H. pylori é responsável por 78% da carga de câncer gástrico no Brasil, segundo um estudo que combinou a prevalência estimada da bactéria na população com o risco associado à infecção.

O contágio pela H. pylori ocorre por más condições sanitárias e falta de saneamento básico. Por isso, ela é mais prevalente em países pobres e populações em vulnerabilidade socioeconômica.

"A contaminação ocorre sobretudo pelo contato da água com dejetos. Se analisarmos, por exemplo, comunidades que vivem à beira de córregos poluídos, é muito provável que a maioria esteja com a bactéria", diz o endoscopista e gastroenterologista Ismael Maguilnik.

A partir da infecção, a bactéria causa o que se chama de cascata de Pelayo Correa, uma sequência de alterações que podem ocorrer no estômago ao longo dos anos, resultando, em parte dos casos, no câncer gástrico.

A infecção provoca inflamação da mucosa do estômago (gastrite crônica). Com a persistência, podem surgir atrofia da mucosa, metaplasia intestinal (alteração celular em que o revestimento interno do estômago ou do esôfago muda e passa a se parecer com o tecido do intestino) e, posteriormente, displasia, considerada uma alteração pré-cancerosa.

Em alguns pacientes, essa sequência pode culminar no adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago.

Embora a H. pylori seja a principal responsável pelo câncer gástrico, outros fatores podem contribuir para o surgimento da patologia. O consumo de alimentos ricos em sal é um deles, em que pesa a forte presença dos ultraprocessados na dieta global.

"Esses alimentos têm uma grande quantidade de sal e defumados, agressores do tecido gástrico. Portanto, nem sempre a H. pylori vai resultar no câncer sozinha, ela vai ter como aliados os hábitos ruins que o sujeito adquire ao longo da vida", explica Maguilnik.

Outros fatores de risco associados ao surgimento de cânceres no estômago são tabagismo e consumo de bebida alcoólica.

Entre doenças crônicas, a obesidade –galopante no Brasil segundo pesquisas recentes– também é uma comorbidade facilitadora.

Maguilnik diz que um teste respiratório à base de carbono 13, não radiativo, seria uma boa solução para identificar precocemente a H. pylori no estômago e dar início ao tratamento.

"Essa é uma luta nossa para tentar convencer as autoridades, seria um grande recurso e se trata de um procedimento não invasivo. Fazer endoscopia em toda a população é um sonho quase impossível", diz.

Segundo o Ministério da Saúde, não há, até o momento, pedido de incorporação e avaliação da tecnologia pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

De acordo com o médico, também existem testes feitos a partir de antígeno nas fezes, mas com alto índice de negativos.

Para frear o aumento, os especialistas afirmam que é necessário erradicar a H. pylori, o que esbarra no problema de diagnóstico.

Mas não só. Ainda não está claro qual é o tratamento mais eficaz para combater a bactéria uma vez identificada.

Geralmente, o tratamento é feito com combinações de antibióticos associados a um medicamento que reduz a acidez do estômago. Entre os antibióticos usados estão amoxicilina, claritromicina, metronidazol e tetraciclina.

A escolha depende do esquema indicado, de alergias e, cada vez mais, do perfil de resistência da bactéria.

A resistência a alguns antibióticos, contudo, tem aumentado, por isso as diretrizes mais recentes recomendam evitar esses medicamentos quando não há evidência de que a bactéria seja sensível a eles.

"Os antibióticos constituem a ferramenta que temos por ora, mas para isso precisamos encontrar os pacientes antes da metaplasia e da neoplasia", diz Maguilnik.

"Sem controlar a infecção, não vamos diminuir o câncer gástrico. É preciso também conscientizar as pessoas sobre o consumo de sal, ultraprocessados, álcool e cigarro. Ou os números continuarão em alta", afirma Marinho.

Os especialistas recomendam àqueles com histórico de câncer gástrico na família o início do rastreamento aos 30 anos. Para pessoas sem histórico familiar ou problemas gástricos, a recomendação é aos 40 anos.

Outras medidas, como reforçar higienização de alimentos e das mãos e evitar contato com água de qualidade desconhecida são úteis, embora não resolvam a situação.

O Ministério da Saúde afirmou ainda que, neste ano, começam a ser disponibilizados 23 novos medicamentos para tratamento do câncer, o que representa um aumento de 35% na oferta na rede pública de saúde. "Entre esses medicamentos está o trastuzumabe, que pode reduzir ou eliminar os tumores de câncer de estômago HER2 positivo em até 50% dos casos."

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.

Fonte _ Folha/SP

Missa de Posse Canônica Pe. Francisco Nepomuceno

 


Paróquia São Francisco Guajará Amazonas

 Verdes Florestas 95.7 FM

 


sábado, 10 de outubro de 2026

Jornais - Informações na Madrugada

 




Testes de saliva e de sangue buscam detectar endometriose sem cirurgia

 


Obter um diagnóstico de endometriose é notoriamente difícil.

Em média, leva de sete a nove anos, e muitas pacientes ouvem que sua dor excruciante é apenas uma cólica menstrual normal ou coisa da cabeça delas. Mesmo quando encontram um médico disposto a ajudar, muitas precisam passar por cirurgia para confirmar o diagnóstico, porque os exames de imagem não detectam a doença de forma confiável. Estima-se que a doença, na qual um tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora dele, afete pelo menos 1 em cada dez mulheres em idade reprodutiva.

Para muitas, um teste não invasivo confiável seria o santo graal. Agora, várias startups afirmam tê-lo encontrado e oferecem o diagnóstico de endometriose por meio da análise de moléculas de RNA na saliva, proteínas no sangue ou sinais elétricos no trato gastrointestinal.

"A premissa é boa, porque atualmente o padrão de atendimento é invasivo", diz Ja Hyun Shin, especialista em cirurgia ginecológica da Weill Cornell Medicine.

Mas, até agora, segundo ela e outros especialistas, as evidências sobre os novos testes se limitam a estudos pequenos, com pacientes que talvez não sejam representativas da população em geral.

Katherine Burns, professora associada da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati, que estuda endometriose e também tem a doença, diz entender a ansiedade das pacientes: ela sofreu por cerca de 10 anos sem diagnóstico e teria tentado qualquer coisa para obter respostas e alívio. "Mas uma das coisas que aprendi ao longo do caminho é que é preciso fazer perguntas", afirmou.

Veja o que sabemos sobre os novos testes.

O que está sendo comercializado?

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, não aprovou nenhum teste não invasivo para endometriose. Mas várias empresas oferecem produtos "apenas para fins de pesquisa" ou por meio de uma brecha regulatória que a FDA tentou, sem sucesso, fechar.

Às vezes, a endometriose aparece em ressonâncias magnéticas ou ultrassonografias, mas muitas vezes isso não acontece. Assim, para muitas mulheres, a única forma de obter um diagnóstico definitivo é um cirurgião procurar lesões e realizar biópsias. A premissa dos novos testes é que eles podem detectar biomarcadores — isto é, alterações em fluidos ou funções do organismo — associados à doença.

Um deles, chamado Endotest, analisa a saliva em busca de um padrão de microRNAs, moléculas envolvidas na regulação dos genes. Outro, o EndoSure, mede a atividade elétrica gastrointestinal. Um terceiro, o EndomTest, procura duas proteínas no sangue. Cada teste é respaldado por pelo menos um estudo revisado por pares, conduzido ou financiado por seu fabricante.

Um quarto teste, da Xella Health, usa um algoritmo proprietário de inteligência artificial para analisar biomarcadores sanguíneos, sintomas e histórico médico e estimar o risco de endometriose, mas sua precisão não foi avaliada publicamente. A Xella também está desenvolvendo um teste com fluido menstrual, baseado, até o momento, em uma análise não publicada de 28 amostras — número insuficiente para tirar conclusões, considerando o quanto a endometriose pode variar de uma paciente para outra, segundo Stacey Missmer, professora de saúde da mulher da Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan.

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Quais são as evidências?

Os estudos iniciais do Endotest e do EndoSure constataram que eles identificaram corretamente mais de 90% das pessoas com e sem endometriose. Mas os estudos tinham limitações, segundo muitos especialistas, entre elas o tamanho, os tipos de pacientes e o fato de terem sido financiados ou conduzidos pelos fabricantes dos produtos.

O principal estudo do Endotest envolveu 971 pacientes; o do EndoSure, 154. Nos dois casos, a maioria tinha endometriose. Os testes podem apresentar um desempenho enganosamente bom em populações de "alta prevalência" como essas, porque há poucas oportunidades de diagnosticar equivocadamente pessoas que têm outras condições, diz Tamer Seckin, cirurgião especializado em endometriose e fundador da Endometriosis Foundation of America.

Um estudo recente do Endotest realizado por pesquisadores independentes encontrou resultados menos expressivos, mas era pequeno e foi conduzido com uma população pouco representativa. Dois estudos pequenos realizados na Bélgica e no Brasil também analisaram o EndoSure, mas ainda não passaram por revisão por pares e incluíram tão poucas pessoas sem endometriose que os pesquisadores não conseguiram estimar de forma confiável a eficácia do teste para identificá-las corretamente.

A Ziwig, fabricante do Endotest, afirmou que estavam em andamento "estudos prospectivos em condições reais envolvendo até 25.000 mulheres". Mark Noar, presidente-executivo do EndoSure, disse que a empresa também estava realizando estudos com populações mais amplas.

Muitos especialistas disseram considerar promissora a tecnologia de microRNA por trás do Endotest, embora ainda não esteja aperfeiçoada. Embora não haja muitos estudos sobre o Endotest, o potencial geral dos microRNAs como biomarcadores foi mais estudado.

As evidências sobre a tecnologia do EndoSure, que analisa sinais elétricos intestinais, são mais preliminares, segundo Seckin, Shin e Ted Lee, diretor de cirurgia ginecológica minimamente invasiva da NYU Langone Health.

Christine Metz, professora dos Feinstein Institutes for Medical Research, da Northwell Health, disse que o estudo inicial do EndoSure era promissor. Mas Metz observou que diversas doenças, medicamentos e outros fatores podem afetar a motilidade intestinal; por isso, são necessárias mais pesquisas para confirmar se os sinais medidos pelo EndoSure são específicos da endometriose.

Quanto ao EndomTest, a opção baseada em proteínas, um pequeno estudo realizado por seu desenvolvedor mostrou quase nenhum falso positivo, mas muitos falsos negativos: ele identificou apenas 46,2% das pessoas com endometriose. Andrew Levin, CEO da empresa que licenciou o teste, diz que outros estudos estavam em andamento. E, apesar da ausência de falsos positivos no estudo, o teste se baseia, em parte, em uma proteína cujos níveis aumentam em muitas doenças. A empresa afirma que a análise conjunta de duas proteínas torna o teste mais preciso, mas Seckin e Missmer se mostraram céticos.

O que vem a seguir?

É possível que um teste atualmente disponível no mercado — ou uma versão modificada dele — seja validado dentro de alguns anos.

"Considero essas iniciativas primeiros passos muito promissores", diz Beyaz.

Enquanto isso, os especialistas enfatizaram que os médicos podem ter segurança de que muitas pacientes têm endometriose com base nos sintomas e no exame físico e tratá-las de acordo com essa avaliação. "Poderíamos fazer muito, muito melhor desde já se simplesmente ouvíssemos nossas pacientes", diz Hugh Taylor, professor e chefe do Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas da Faculdade de Medicina de Yale, que estuda o microRNA como marcador de endometriose.

Os novos testes talvez sejam mais úteis para pacientes cujos sintomas são ambíguos, como aquelas com infertilidade sem causa aparente, mas sem dor, ou adolescentes com sintomas leves que possam ser sinais iniciais de endometriose.

Além do Endotest, um grande ensaio clínico está avaliando um exame de sangue de microRNA chamado DotEndo, baseado nas pesquisas de Taylor. Taylor integra o conselho consultivo científico da empresa. O ensaio foi elaborado em consulta com a FDA, disse Heather Bowerman, fundadora e CEO da DotLab, fabricante do teste. Se os resultados forem bons, afirmou ela, a DotLab poderá solicitar a aprovação da FDA já em 2027, embora ainda não tenha decidido qual caminho regulatório seguirá.

Ao mesmo tempo, novas descobertas ressaltam o quanto os pesquisadores talvez ainda desconheçam.

Um artigo recente da equipe de Taylor foi um dos primeiros a relatar que adolescentes com endometriose em estágio inicial podem apresentar marcadores de microRNA diferentes dos observados em adultas. Isso pode significar que sejam necessários testes diferentes, diz a autora principal, Alla Vash-Margita, professora associada de obstetrícia, ginecologia e ciências reprodutivas de Yale.

Taylor diz acreditar que "teremos métodos não invasivos de diagnóstico da endometriose em um futuro próximo". Mas acrescenta: "É difícil saber se algum dos que estamos vendo agora será o melhor teste".

Fonte _ Folha/SP

Anvisa libera testes em humanos de vacina brasileira contra malária

 


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina contra a malária vivax, causada pelo Plasmodium vivax. O imunizante é desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Segundo o Ministério da Saúde, trata-se da primeira vacina do mundo contra essa espécie do parasita, responsável pela maioria dos casos no Brasil —em 2025, foram 118.037 registros.

A fase 1 vai avaliar a segurança do imunizante e a capacidade de estimular resposta imunológica em 48 voluntários de 18 a 59 anos, sem infecção prévia, acompanhados por 360 dias. A pasta prevê investimento de R$ 12 milhões para as três fases de ensaios clínicos.

As duas vacinas disponíveis hoje contra a malária foram criadas para proteger contra o P. falciparum, predominante na África. O P. vivax prevalece nas Américas e na Ásia.

O projeto foi apresentado neste sábado (10) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em visita ao CTVacinas, que integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas). O ministério prevê, ainda, investir R$ 161,5 milhões em projetos de imunizantes e testes inovadores liderados pela unidade ou em parceria.

"O início do estudo clínico desta vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença", disse Padilha.

Além da vacina contra a malária, o centro trabalha em outros projetos, como no desenvolvimento de vacina terapêutica para doença de Chagas, vacina para Mpox, vacina nasal contra a Covid-19 e testes rápidos de diagnóstico.

Fonte _ Folha/SP


Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

 


Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.


Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Fonte _ Saúde.gov

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

InfoGripe alerta para a importância da vacinação contra Covid-19 e VSR



Divulgado nesta quinta-feira (8/10), o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que, no cenário nacional, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de oscilação ou estabilização nas últimas seis semanas e de crescimento na tendência de curto prazo nas últimas três semanas. Em relação aos casos de SRAG por vírus respiratório, observa-se que o rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. No entanto, os novos casos semanais de SRAG por Covid-19 ainda estão baixos no país.

Segundo os pesquisadores do InfoGripe, “apesar da baixa de casos de SRAG na maior parte do país, é importante que a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a Covid-19. No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o VSR”, ressaltam. Em nível nacional, observa-se um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos e estabilização dos casos nas demais faixas etárias.

“Os casos de SRAG por rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. Contudo, os novos casos semanais de SRAG por Covid-19 ainda estão baixos. As ocorrências de SRAG por VSR e influenza B estão em queda e as hospitalizações por influenza A estão estáveis em níveis baixos de incidência”, informam os pesquisadores.


Estados e capitais

Em nível regional, observa-se que 3 das 27 unidades federativas - Alagoas, Roraima e Sergipe - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas com indícios de crescimento nas últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 39.

Segundo a atualização, o aumento de SRAG nesses estados ocorre principalmente em crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe esse incremento está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para determinar o vírus responsável.

O estudo aponta ainda que cinco unidades também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Cinco das 27 capitais - Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória - apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG nas últimas seis semanas, até a Semana 39.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 2,7% de influenza A, 6,5% de influenza B, 15,8% de vírus sincicial respiratório, 52,5% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 10,9% de influenza A, 14,7% de influenza B, 15,5% de vírus sincicial respiratório, 37,2% de rinovírus e 9,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Os casos notificados de SRAG sinalizam estabilização ou oscilação nas últimas 6 semanas e crescimento na tendência de curto prazo nas últimas três semanas.

No ano epidemiológico 2026 já foram notificados 161.053 casos de SRAG, sendo 86.534 (53,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) negativos e cerca de 7.270 (4,5%) aguardando resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 16,2% de influenza A, 5,5% de influenza B, 40% de vírus sincicial respiratório, 32,5% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Os casos de SRAG por metapneumovírus têm aumentado em diversos estados das regiões Sul (Paraná e Santa Catarina), Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo), Nordeste (Alagoas, Bahia, Paraíba. Pernambuco e Sergipe) e no Mato Grosso do Sul. Os casos de SRAG por rinovírus têm aumentado no Acre, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos graves no Acre, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e em São Paulo, porém ainda em níveis baixos de incidência.

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média - nas últimas oito semanas epidemiológicas - mantém o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o VSR, rinovírus e influenza A. O VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Ministério da Saúde apresenta campanha com orientações sobre acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS

 


Ministério da Saúde divulgou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado, que reúne orientações sobre como buscar consultas, exames e cirurgias pelo SUS. O conteúdo apresenta o caminho para o atendimento especializado, desde a busca por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento para os serviços disponíveis, por meio do Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025. 

A ação é voltada a pessoas que precisam de avaliação, acompanhamento, exames ou procedimentos especializados. As informações ajudam a identificar quando buscar atendimento e explicam as etapas do cuidado na rede pública, incluindo consultas, exames, acompanhamento e procedimentos. 

Entre os sinais que merecem atenção estão mal-estar, dor de cabeça persistente e vista embaçada. Quem apresenta sintomas ou precisa realizar exames preventivos deve procurar uma UBS ou acessar os serviços disponíveis pelo Meu SUS Digital.


Na UBS, o paciente é avaliado e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município faz o encaminhamento para o serviço adequado. Conforme a necessidade, o cuidado pode incluir consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar um diagnóstico, acompanhamento ou cirurgia. Quem tiver indicação de procedimento cirúrgico pode acompanhar pelo Meu SUS Digital a posição na fila e a confirmação da cirurgia. 

Na oncologia, a rede especializada oferece serviços de investigação, diagnóstico e tratamento, incluindo unidades habilitadas para assistência de alta complexidade e radioterapia. 

Como funciona o acesso 

Na UBS, o paciente passa por avaliação e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município encaminha o cidadão para o serviço especializado adequado. 

O atendimento pode envolver diferentes etapas, conforme a necessidade de cada pessoa, como consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar o diagnóstico, acompanhamento ou procedimento cirúrgico. 

Quem tiver indicação de cirurgia também pode acompanhar pelo Meu SUS Digital informações sobre sua posição na fila e a confirmação do procedimento. 

Pacientes que residem a mais de 50 km de um centro de tratamento têm à disposição transporte de ida e volta, com acompanhante, em vans, micro-ônibus e ambulâncias para casos mais delicados. São 3,3 mil veículos destinados a todos os estados do país. 

Telessaúde e Carretas da Saúde 

Entre os serviços disponíveis está a Telessaúde, que permite a realização de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte do cuidado seja feita a distância, conectando pacientes e profissionais para investigação e acompanhamento de diferentes condições de saúde. 

Os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da federação, com atendimentos em 62 especialidades, incluindo diagnóstico remoto em tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia. Ao todo, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados desde o início de 2025. A estrutura terá o reforço de 7 mil kits de equipamentos para teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios. 

A população também pode ser encaminhada para atendimento nas Carretas da Saúde do Agora Tem Especialistas, unidades móveis que oferecem serviços especializados em diferentes regiões do país. As carretas de exames de imagem realizam, por exemplo, tomografias e ultrassonografias. As unidades de oftalmologia oferecem avaliações, exames para doenças dos olhos e cirurgias de catarata. Já as voltadas à saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas. 

As unidades móveis atendem regiões onde há menor oferta de serviços especializados. Até o final do ano, serão 150 carretas circulando por todas as regiões do país, com novas especialidades disponíveis, como cardiologia e saúde bucal. As carretas realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos, com 458 mil pessoas atendidas em 4.249 municípios brasileiros, 76,2% do total de cidades do país. 

Atendimento em hospitais privados e filantrópicos  

Outra opção de atendimento especializado pelo SUS é o encaminhamento de pacientes para hospitais privados e filantrópicos que participam do Agora Tem Especialistas. A indicação e o encaminhamento são feitos pela regulação estadual ou municipal, e o atendimento é gratuito para o paciente. 

Os hospitais que aderiram ao programa podem receber créditos financeiros, que são trocados por abatimento de impostos federais. Atualmente, 312 instituições em 21 estados atendem pacientes em especialidades como cardiologia, oftalmologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. Ao todo, estão previstos cerca de 793 mil procedimentos. 

Fonte _ Saúde.gov