A Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária) incluiu o Ozivy,
primeiro remédio brasileiro com semaglutida,
na Lista de Medicamentos de Referência (LMR). A medida foi publicada nesta
sexta-feira (10) no Diário Oficial da União.
Com
isso, o Ozivy passa a ser considerado parâmetro de eficácia, segurança e
qualidade para outros medicamentos à base de semaglutida sintética, genéricos
ou similares, em desenvolvimento no país.
Fabricado
pela farmacêutica EMS, o Ozivy foi aprovado pela Anvisa para tratamento de
diabetes tipo 2. A indicação para obesidade e sobrepeso é off-label (fora da
bula).
O Ozivy
é vendido por preços que variam de R$ 452 a R$ 498, conforme anúncio
feito pela farmacêutica em junho, quando o medicamento começou a ser
comercializado no país.
O
concorrente Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, custa de R$ 975 —pelo
programa Preço NovoDia (e-commerce) nas versões de 0,25 mg e 0,5 mg— a R$ 999
na dosagem de 1 mg.
Um
dos critérios para indicação como medicamento de referência é que o produto
contenha princípios ativos sintéticos e semissintéticos registrados como
medicamento novo ou inovador. É o caso do Ozivy, um medicamento à base de
semaglutida sintética.
O
Ozempic não integra a Lista de Medicamentos de Referência porque é um
medicamento biológico, categoria para a qual a legislação brasileira não prevê
genéricos.
Os
medicamentos biológicos são feitos a partir de organismos vivos (fermentação,
manipulação genética), resultando em moléculas grandes e difíceis de replicar
de forma idêntica. Já os sintéticos são feitos por síntese química em
laboratório e geram moléculas menores e mais estáveis, que podem ser copiadas
de forma idêntica entre fabricantes.
O
Ozivy foi o primeiro medicamento produzido pela indústria farmacêutica
brasileira com semaglutida a receber registro da Anvisa. O produto também foi o
primeiro com esse princípio ativo aprovado pela agência reguladora após o fim
da patente da semaglutida no Brasil, em março.
Um
segundo medicamento nacional com semaglutida, o Semavy,
da Hypera Pharma, ainda aguarda registro sanitário da Anvisa e análise
de preço pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).
Fonte _ Folha/SP

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