A
Universidade de Oxford lançou o primeiro ensaio clínico em humanos de uma
vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus do ebola, com o
objetivo de acelerar os esforços para combater um surto que se espalha
pela República
Democrática do Congo e Uganda.
O estudo em fase inicial, conhecido como BD-Ebov, avaliará a segurança e a
resposta imunológica da vacina ChAdOx1 BDBV em 50 adultos saudáveis com idades
entre 18 e 55 anos em Oxford, informou a universidade nesta segunda-feira (13).
O
recrutamento já começou, e a vacinação deve
começar nas próximas semanas, dependendo da aprovação regulatória.
A
vacina foi desenvolvida por cientistas do Grupo de Vacinas e do Instituto de
Ciências Pandêmicas de Oxford, utilizando a mesma plataforma de vetor viral
da vacina
contra a Covid da Oxford/AstraZeneca.
O
Instituto Serum da Índia, que é parceiro no programa, informou que fabricou e
estocou cerca de 620 mil doses da potencial vacina em duas semanas e forneceu
4.000 doses experimentais para o estudo de fase inicial.
Em
maio, a OMS (Organização Mundial da Saúde)
recomendou priorizar a vacina ChAdOx1 BDBV, juntamente com uma candidata de
dose única conhecida como rVSV Bundibugyo, que está sendo desenvolvida pela
Iniciativa Internacional para a Vacina contra a Aids, para avaliação clínica
como parte da resposta ao surto em curso.
A
Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) informou que
investirá inicialmente até US$ 8,6 milhões (R$ 43,9 milhões) no
desenvolvimento da vacina.
Também
estão em andamento os preparativos para estudos clínicos adicionais em Uganda,
sujeitos à aprovação regulatória, por meio de parcerias que incluem o Conselho
de Pesquisa Médica/Instituto de Pesquisa de Vírus de Uganda e a Unidade de
Pesquisa de Uganda da Escola de Higiene e Medicina Tropical
de Londres.
Caso
o ensaio em fase inicial seja bem-sucedido, a Cepi afirmou que trabalhará com a
Universidade de Oxford e o Instituto Serum para apoiar os estudos em fase
avançada necessários para solicitar autorização de uso de emergência ou
aprovação regulatória completa.
Os
parceiros afirmaram que seu objetivo é garantir o fornecimento rápido e
acessível de vacinas para os países afetados.
Fonte _ Folha/SP

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