Ministério
da Saúde está intensificando as ações de vigilância contra o sarampo no
Amazonas após a confirmação, nesta semana, de três casos importados da
doença em Tabatinga, região de tríplice fronteira entre Brasil,
Colômbia e Peru, marcada por intenso fluxo de pessoas entre os
países. Os casos são de pessoas procedentes de Alto Monte, no Peru, sem
histórico de vacinação contra
o sarampo. Mesmo diante dos registros, o Brasil segue livre da transmissão
sustentada da doença.
Entre
os dias 21 e 25 de setembro, o Ministério enviará equipes para apoiar a
vigilância local em Tabatinga e Carauari. O trabalho inclui notificação e
investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e
acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com o objetivo de interromper
possíveis cadeias de transmissão.
Além
do Amazonas, a pasta mantém, em conjunto com estados e municípios, ações
contínuas em São Paulo, que registrou 32 casos neste ano: um em Guarulhos, dois
em São Bernardo do Campo e 29 na capital. Medidas de vigilância e
vacinação estão ativas na região, e não há registro de circulação do vírus para
além dessas áreas.
Os
casos no Brasil ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas. Segundo
a Opas, até agora foram confirmados 47.459 casos de sarampo na região,
incluindo 44 óbitos. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% do
total. Em 2025, todos os 38 casos registrados no país tiveram a transmissão
encerrada. O Brasil é certificado como livre do vírus desde 2024.
A
vacinação é a principal forma de evitar a reintrodução do vírus do sarampo. A
vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS e
integra o Calendário Nacional de
Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em situações de
circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a dose zero em
crianças de 6 a 11 meses, grupo mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento
de formas graves da doença.
Fonte _ Saúde.gov

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