quinta-feira, 4 de junho de 2020

Covid-19 avança e ato destaca impactos da pandemia na vida das mulheres


A linha de frente no combate à pandemia da Covid-19 no Brasil está nas mãos das mulheres. São 85% das equipes de Enfermagem, a maior parte delas negras, e já somam mais de 100 mortes de profissionais de Saúde. As vítimas do covid-19 foram homenageadas nesta quinta, na abertura de ato organizado por 13 entidades de mulheres contra a omissão do Estado frente à pandemia covid-19.
Respeitando as diretrizes de isolamento social, a ato performático pediu a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão e destacou o efeito da pandemia sobre as mulheres. A dupla jornada se soma à responsabilidade integral pelo cuidado, sem o suporte de escolas e sem apoio do Estado, que se revelou incapaz de gerir o auxílio emergencial, em um apagão técnico sem precedentes. Decisões judiciais que responsabilizam integralmente as mulheres mães pelo cuidado com os filhos, mesmo em caso de guarda compartilhada, escancaram a desigualdade que impera no Judiciário, segundo as entidades.
“As profundas desigualdades de gênero e raça que moldam nosso país afetam todas as mulheres e em especial as profissionais de Enfermagem, no contexto de combate à covid-19”, afirma a conselheira federal Maria Luísa Almeida, ressaltando a desigualdade no acesso a equipamentos de proteção individuais (EPIs) no trabalho, de renda e condições de trabalho.
O ato reivindicou, ainda, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a manutenção da Renda Básica Emergencial. A revogação da Emenda Constitucional 95 e a taxação das grandes fortunas são medidas necessárias para conter, defende o manifesto das entidades. “Sem a garantia de direitos, não há saída para a crise”, destacam. ​ ​A revogação da EC 95 é defendida pelo Conselho Nacional de Saúde, instância máxima de controle social do SUS e foi um dos muitos pontos de atrito do ex-ministro Mandetta com a Presidência.
Símbolo da República brasileira, a Praça dos Três Poderes foi palco, em 1º de Maio, de ataque a profissionais de Enfermagem, que realizavam ato pacífico e silencioso em homenagem aos mortos por covid-19, por melhores condições de trabalho e respeito às diretrizes de isolamento social da Organização Mundial de Saúde (OMS). Os agressores foram identificados em vídeo pelo Conselho Federal de Enfermagem e indiciados pela Polícia Civil.
Fonte_COFEN

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Privatização da Saúde do Acre - Sessão da criação do Instituto de Gestão de Saúde do Acre - IGESAC


Sessão Extraordinária

Comissão

Seção Ordinária

Seção Ordinária

Ministério da Saúde e SESACRE, CZS, RA

O Ministério da Saúde registrou nesta terça-feira (2/6) o total de 223.638 casos de pessoas curadas do coronavírus. O número representa 40,3% do total de casos confirmados atualmente (555.383). Outros 300.546 casos seguem em acompanhamento médico em todo o país. As informações foram atualizadas e repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todos os estados até as 19h.


A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, informa que 214 novos casos positivos de contaminação por coronavírus foram registrados no estado nesta quarta-feira, 3. Por conta disso, nas últimas 24 horas, o número de casos positivos subiu de 6.465 para 6.679Até o momento, são 14.915 notificações de infecção por coronavírus, sendo 8.076 (54,1%) descartados e 162 (1,1%) seguem aguardando resultado de exames. Dos 6.679 casos confirmados, 3.012 já receberam alta médicaA Sesacre também registrou nesta quarta-feira, 3, mais 6 óbitos por Covid-19: Assim, o número de mortes pela doença aumentou de 165 para 171.
Fonte_SESACRE




Abrasco realiza pesquisa sobre os desafios da atenção básica na pandemia

A pesquisa “Desafios da Atenção Básica no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no SUS” é uma iniciativa da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O objetivo é identificar os principais problemas e as estratégias de reorganização da Atenção Básica (AB) utilizadas no enfrentamento da COVID-19 nos municípios brasileiros.
A pesquisa é coordenada por Aylene Bousquat (USP), Ligia Giovanella (Fiocruz), Luiz Augusto Facchini (UFPEL), Maria Guadalupe Medina (UFBA) e Maria Helena Magalhães de Mendonça (Fiocruz) e tem apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Todos os profissionais de saúde que atuam em serviços de Atenção Básica/Atenção Primária à Saúde (AB/APS) e gestores municipais, distritais e coordenadores de AB podem participar da pesquisa. Basta responder um questionário online.
Os resultados serão amplamente divulgados e contribuirão para a formulação de recomendações para a Atenção Primária à Saúde com base nas experiências e nas dificuldades encontradas.
Acesse o site, para responder o questionário.
Fonte_COFEN

OPAS divulga histórias de profissionais de Enfermagem das Américas


Divulgada através da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ‘Perspectivas e contribuições da enfermagem para promover a saúde universal’ é uma publicação com o objetivo de apresentar projetos, atividades, histórias e casos recebidos de países da Região das Américas, que ilustram a função dos profissionais de enfermagem no avanço para alcançar o acesso e a cobertura universal de saúde, além da sua extensa contribuição aos sistemas de saúde, as
universidades, os centros penitenciários e as escolas de todos os países da Região, com vistas a impulsionar a atenção primaria à saúde e a saúde universal.
Sua conclusão inclui uma comovente história de dois enfermeiros dos Estados Unidos da América, que, com seu trabalho de enfrentamento da pandemia de COVID-19, põe em destaque o papel vital que estes trabalhadores de saúde desempenham no avanço de saúde para todos.
A obra também inclui muitas histórias interessantes de enfermeiros brasileiros e da região.
Fonte_COFEN

Brasil tem 370 pesquisas científicas sendo realizadas para combater a Covid-19


Especialistas e cientistas em todo mundo trabalham assiduamente para encontrar uma forma eficaz de enfrentar a Covid-19. No Brasil, a situação não é diferente. São 370 estudos e pesquisas científicas relacionadas ao tratamento e combate do Novo Coronavírus sendo realizadas no país. Os dados são da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), conforme boletim publicado na última sexta-feira (29/05).
Os estudos têm características metodológicas diversas e um número variável de participantes, sendo desde uma pessoa (relato de caso), passando por 1.300 (ensaio clínico), até a previsão de inclusão de mais de 14 mil pessoas (estudo epidemiológico de base populacional).
A diversidade de temas abordados nas pesquisas também é grande, sendo estudos com plasma convalescente como alternativa terapêutica, estudos sobre o desenvolvimento de testes sorológicos e evolução da prevalência da infecção no país, dentre outros.
Além da avaliação da eficácia e segurança da administração oral de hidroxicloroquina em associação à azitromicina, a comissão também autorizou pareceres para pesquisas com métodos para minimizar a exposição ao ar durante os procedimentos, ensaios com uso de células-tronco mesenquimais.
Agilidade na avaliação de pareceres – A Conep é a única responsável pela análise ética e autorização dos projetos de pesquisa envolvendo seres humanos no Brasil. Diante da pandemia do Novo Coronavírus e da emergência para enfrentar a doença, a comissão criou ações para agilizar as análises, como o estabelecimento de câmaras técnicas que funcionam em três períodos do dia, durante os sete dias da semana.
Existem protocolos que necessitam de respostas rápidas para projetos urgentes e outros referentes a projetos que apresentarão resultados a médio e longo prazos. Com base nestes critérios, as análises dos pareceres podem ser realizadas diretamente pela Conep ou pelos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP) de origem, num esforço coletivo para que todos os estudos relativos à Covid-19, encaminhados para a análise ética, sejam tratados com a urgência que a situação exige.
“Mantivemos na Conep as análises de pesquisas que necessitam de respostas rápidas, de projetos urgentes que podem causar um impacto agora”, avisa o coordenador da Conep, Jorge Venâncio. “Com estes critérios é possível analisar os pareceres de maneira ágil, para projetos em caráter emergencial”, completa.
Todos os protocolos Covid-19, indicados como prioritários pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/MS), estão sendo analisados imediatamente e todas as audiências solicitadas estão sendo atendidas em curto prazo.
A Conep atualiza os dados sobre os estudos e pesquisas científicas que envolvem a pandemia causada pelo Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19) todas as terças e sextas-feiras. As informações são públicas e os boletins ficam disponíveis no site https://conselho.saude.gov.br/publicacoes-conep
O último boletim apresenta a distribuição das pesquisas por estado. Essa distribuição não está relacionada aos locais onde estão os participantes das pesquisas e sim aos Centros Coordenadores. Ou seja, há pesquisas com mais de cem participantes espalhados em todo o país cujo Centro Coordenador está localizado em um estado específico.
Fonte_COFEN

Distanciamento, máscara e proteção ocular são essenciais contra Covid-19

O periódico científico The Lancet publicou nesta segunda-feira (1º) o artigo mais completo até agora sobre a eficácia do distanciamento social, do uso de máscaras e da proteção dos olhos na prevenção ao novo coronavírus. A equipe, parcialmente financiada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), contou com profissionais de 16 países que analisaram 172 estudos observacionais já publicados sobre a disseminação da Covid-19, da Sars e da Mers.

Distanciamento social – Os cientistas observaram que manter uma distância de mais de 1 metro de outras pessoas realmente está associado a um risco de apenas 3% de contrair a infecção. Quando esse espaço é menor que um metro a probabilidade de contágio sobe para 13%. A modelagem também sugere que para cada “metro extra” de distância (até o limite de 3 metros) a chance de contaminação pode cair pela metade.

Proteção para os olhos – O artigo publicado no The Lancet também evidencia que usar óculos ou aqueles escudos protetivos para os olhos está associado a um risco 6% menor de infecção pelo novo coronavírus (6%). Quem não usa qualquer proteção ocular, está 16% mais propenso a ser contaminado.
Máscaras – A análise evidenciou a importância das máscaras na prevenção de Covid-19. Como explicam os cientistas no estudo, o risco de infecção ou transmissão ao usar o acessório é de 3%; sem ele, esse índice sobe para 17%. Além disso, segundo a pesquisa, a máscara de pano bem projetada deve ter tecido resistente à água, várias camadas e bom ajuste facial.
Já para os profissionais de saúde, as máscaras N95 e outras do tipo respirador estão associadas a uma maior proteção contra o Sars-CoV-2 do que as cirúrgicas e similares. Para o público em geral, esses acessórios específicos também parecem ser mais efetivos. Entretanto os autores observam que eles só são necessários para quem tem contato direto e constante com o vírus, como médicos, enfermeiros e outros profissionais que lidam diariamente com pacientes diagnosticados com a Covid-19.
A professora Raina MacIntyre, da Universidade de New South Wales, na Austrália, que não participou do estudo, escreveu em um comentário (também publicado no The Lancet) que a pesquisa deve levar a uma revisão de todas as diretrizes que recomendam máscaras descartáveis para médicos e enfermeiros. “Embora ofereçam proteção, a saúde e a segurança dos profissionais devem ser a mais alta prioridade”, relatou.
Conclusões – A equipe acredita que seu estudo destaca a importância do distanciamento social para ajudar a “achatar a curva” de infecções pelo Sars-CoV-2, além de evidenciar a importância de medidas profiláticas relacionada à higiene. “Ainda assim, as pessoas devem compreender que usar máscara não é uma alternativa ao distanciamento físico, à proteção ocular ou às medidas básicas, como higiene das mãos”, pondera Derek Chu, um dos autores, em declaração à imprensa.
O cientistas também esperam poder auxiliar na tomada de decisões de governos e comunidades ao redor do mundo. De acordo com Karla Solo, coautora da pesquisa, “este é o primeiro estudo a sintetizar todas as informações diretas da Covid-19”, afirmou, em comunicado. “Portanto, fornece as melhores evidências atualmente disponíveis sobre o uso otimizado dessas intervenções comuns e simples.”
Fonte_COFEN

Governo pagou anúncios em 2 milhões em SITE, BLOG e outros canais com conteúdo 'inadequado', diz relatório de CPI


O governo federal veiculou mais de 2 milhões de anúncios em canais com "conteúdos inadequados", segundo levantamento de consultores legislativos da Câmara dos Deputados a pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

Entre os meios estão sites, aplicativos de celular e canais no Youtube que veiculam, por exemplo, informações falsas, material pornográfico, e difundem jogos de azar e investimentos ilegais.

Fonte_O GLOBO

terça-feira, 2 de junho de 2020

Ministério da Saúde e SESACRE, CZS, ML, RA, PW

O Ministério da Saúde registrou nesta terça-feira (2/6) o total de 223.638 casos de pessoas curadas do coronavírus. O número representa 40,3% do total de casos confirmados atualmente (555.383). Outros 300.546 casos seguem em acompanhamento médico em todo o país. As informações foram atualizadas e repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todos os estados até as 19h.




A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, confirma 139 casos novos de coronavírus nesta terça-feira, 2 de junho. Desse modo, o número de infectados saltou de 6.326 para 6.465 em todo o estado. Até o momento, são 14.244 notificações de infecção por coronavírus, sendo 7.726 (54,2%) descartados e 55 (0,4%) seguem aguardando resultado de exames. Dos 6.465 casos confirmados, 2.845 já receberam alta médicaA Sesacre também informa o registro de mais 4 óbitos por Covid-19: Assim, o número de mortes pela doença aumentou de 161 para 165.
Fonte_SESACRE





Após fiscalizações, conselhos direcionam 4.533 denúncias a órgãos governamentais

Atualmente, o foco das ações de fiscalizações realizadas pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem está no atendimento para casos de COVID-19. Elas visam propiciar maior segurança aos profissionais de Enfermagem quanto à disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em quantidade e qualidade adequadas às demandas da assistência e com a estruturação dos serviços e o dimensionamento de recursos.
Até 31 de maio, foram abordadas quase 11 mil instituições com serviços de Enfermagem para verificar as condições de atendimento aos pacientes com diagnóstico suspeito/confirmado de COVID-19. As ações alcançaram mais de 1 mil profissionais de Enfermagem. Também foram realizados quase 60 mil atendimentos pela fiscalização por telefone e por e-mail para esclarecimentos de dúvidas e orientações aos profissionais que recorreram ao Conselho desde o início da pandemia.

Nas instituições inspecionadas foi constatado um déficit de 19.305 profissionais de Enfermagem, sendo 6.815 Enfermeiros e 12.490 técnicos/auxiliares de enfermagem. Até o momento já foram afastados 22.588 profissionais de enfermagem com sintomas suspeitos de contaminação por COVID-19. Desses, 18.753 foram testados, representando um aumento de 70% de testagens nos últimos 15 dias. Já foram registrados 165 óbitos de profissionais de Enfermagem.
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) têm monitorado os profissionais sintomáticos de todo o Brasil, incluindo casos suspeitos, diagnósticos confirmados e óbitos, com base nas informações fornecidas ao Observatório da Enfermagem, e por isso engloba outras instituições de saúde, além das inspecionadas pela Fiscalização.
Foram recebidas cerca de 7 mil denúncias na Fiscalização, em grande parte referente à falta ou insuficiência de EPI e déficit de profissionais de Enfermagem para atendimento aos casos de COVID-19. Desse número, foram apuradas 4.429 denúncias pela Fiscalização, o que representa um total de 62%.

Após ações da fiscalização, os Conselhos Regionais direcionaram 4.533 denúncias aos Órgãos Governamentais,
incluindo Ministério Público, Vigilância Sanitária, Secretarias estaduais e municipais de saúde, dentre outros. “Esses encaminhamentos, requerendo adoção de providências junto às instituições, para que instituam planos de contingência ao enfrentamento da COVID-19, com quantitativo adequado de pessoal e treinamentos específicos para os profissionais de enfermagem, bem como provimento de EPIs em quantidade e qualidade suficientes à demanda, visam garantir estrutura e segurança para os atendimentos”, observa o chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Cofen, Walkírio Almeida.
Fonte_COFEN

Segundo lote de máscaras compradas pelo COFEN serão entregues aos profissionais


O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) recebeu nesta terça-feira (02/06) o terceiro lote da compra emergencial de máscaras PFF2/N-95. São 86.640 máscaras, que serão encaminhadas aos Conselhos Regionais de Enfermagem para que possam ser distribuídas nos locais de referência no atendimento da COVID-19. Com o terceiro lote, já são 200.160 máscaras distribuídas, das 300 mil adquiridas por meio de edital de chamada pública.
“Nosso compromisso é com a segurança dos profissionais de Enfermagem. Essa compra se soma aos esforços para garantir o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) adequados, em quantidade suficiente, reduzindo o risco de contágio”, afirmou o presidente do Cofen, Manoel Neri.
“A inadequação e insuficiência dos EPIs lideram as denúncias recebidas pelos Conselhos de Enfermagem”, afirma o coordenador do Comitê Gestor da Crise, Walkírio Almeida.
A compra emergencial de máscaras faz parte do esforço do Cofen de reduzir os riscos de contaminação dos profissionais que estão na linha de frente do combate a pandemia. O conselho busca ampliar a aquisição dos equipamentos.
Confira nota técnica atualizada sobre o uso sobre o uso de EPIs em áreas críticas.
Fonte_COFEN

segunda-feira, 1 de junho de 2020

O Inimigo Invisível: Semana 11 - Conexão Repórter


O Conexão Repórter faz uma volta ao passado recente para entender o atual cenário. Neste episódio da série "O Inimigo Invisível", Roberto Cabrini investiga até que ponto a realização do Carnaval deste ano acelerou a disseminação do Coronavírus no Brasil. Com uma série de dados e depoimentos, o jornalístico também conta com um estudo feito por um dos principais estatísticos brasileiros para mostrar como as populações de cidades que realizaram grandes carnavais foram mais duramente afetadas pela pandemia.
Cabrini recorda fatos da época em que predominava a informação de que não haveria riscos e as festividades estavam liberadas, mostrando que também já havia quem questionasse a realização da festa, uma vez que o estado de emergência já havia sido decretado aqui. Mesmo assim, predominava, inclusive entre especialistas, a noção de que o vírus poderia não chegar a lugares de climas quentes.
O espectador vai ver que o que aconteceria em Manaus, três meses depois, mostra o quanto este pensamento estava errado. O programa faz uma relação entre o Carnaval e o desenvolvimento da pandemia do país, mostrando ainda como o país também está na triste liderança no ranking de enfermeiros mortos.


Ministério da Saúde e SESACRE, CZS, RA

O Brasil registrou nesta segunda-feira (01/06) o total de 211.080 pessoas curadas do coronavírus. O número representa 40,1% do total de casos confirmados atualmente (526.447). Outras 285.430 pessoas seguem em acompanhamento médico. As informações foram repassadas e atualizadas até às 19h desta segunda (01) pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todos os estados brasileiros.


A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, confirma 107 casos novos de coronavírus nesta segunda-feira, 1º de junho. Desse modo, o número de infectados saltou de 6.219 para 6.326 em todo o estado. Até o momento, são 13.739 notificações de infecção por coronavírus, sendo 7.368 (53,6%) descartados e 47 (0,3%) seguem aguardando resultado de exames. Dos 6.326 (46,0%) casos confirmados, 2.677 já receberam alta médica e 95 estão hospitalizados. A Sesacre também informa o registro de mais 13 óbitos por Covid-19: Assim, o número de mortes pela doença aumentou de 148 para 161.
Fonte_SESACRE





Novo PL propõe Piso Salarial Nacional e Jornada de 30h para a Enfermagem


Projeto de Lei propondo Piso Salarial Nacional e Jornada de 30h semanais para profissionais de Enfermagem foi apresentado nesta sexta-feira (29/5) à Câmara dos Deputados. O PL 2997/2020, que retoma e fortalece demandas históricas da categoria, é subscrito pelos deputados Reginaldo Lopes  (PT/MG), Jorge Solla  (PT/BA), Marcelo Ramos  (PL/AM) , Bira do Pindaré  (PSB/MA) , Fernanda Melchionna (PSOL/RS), Marília Arraes (PT/PE), Professora Rosa Neide (PT/MT), Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM/TO), Perpétua Almeida (PCdoB/AC) , André Figueiredo (PDT/CE) , Frei Anastacio Ribeiro (PT/PB), Camilo Capiberibe (PSB/AP), Iracema Portella (PP/PI) , Rosangela Gomes (Republicanos/RJ), Alexandre Padilha (PT/SP) , Tereza Nelma (PSDB/AL), Joenia Wapichana (Rede/RR), Gustinho Ribeiro (Solidariedade/SE), Elcione Barbalho (MDB/PA), Léo Moraes  (Podemos/RO), Flávia Arruda (PL/DF), Natália Bonavides (PT/RN), Helder Salomão (PT/ES), Fábio Trad (PSD/MS), Flávia Morais (PDT/GO), Leandre (PV/PR), em uma iniciativa suprapartidária sem precedentes. 
O PL propõe um piso salarial nacional para de R$ 6.000,00 (seis mil reais) mensais para enfermeiros graduados. Para técnicos de Enfermagem, piso proposto é de 70% do valor e para auxiliares de Enfermagem e parteiras, de 50%. O piso será aplicado sobre a jornada de trabalho semanal de 30 horas.
“Com mais de 2,3 milhões de profissionais registrados, a Enfermagem representa a maior categoria de Saúde brasileira e está na linha de frente do combate à pandemia de covid-19. Já passa da hora de romper a inércia do Congresso Nacional e valorizar aqueles que, literalmente, dão suas vidas para fazer funcionar o sistema de Saúde”, afirma o conselheiro federal Gilney Guerra.
O piso salarial nacional e a regulamentação da jornada de trabalho, já estabelecida para outros profissionais de Saúde, é uma reivindicação histórica dos profissionais de Enfermagem. O PL das 30h, apoiado pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e entidades representativas da profissão, alcançou a maioridade sem ir à votação, à despeito dos pareceres favoráveis de todas as comissões, em 2009.
COVID-19 – A proteção aos profissionais de Saúde durante a pandemia de covid-19 também é objeto de Projetos de Lei. A Câmara aprovou programa de apoio aos profissionais que atuam diretamente no combate à doença. Na terça-feira (26/5), o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) apresentou o Projeto de Lei 2901/2020, que amplia a proteção, garantindo estabilidade acidentária por até 12 meses após o retorno ao trabalho, adicional de insalubridade de 50% e o direito de transferência, sem prejuízo da remuneração, dos profissionais integrantes do grupo de risco.
Fonte_COFEN

COFEN atualiza definições da equipe mínima de Enfermagem na pandemia

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) atualizou, na última quinta-feira (28) o parecer normativo que estabelece o quantitativo mínimo da equipe de Enfermagem necessária para a adequada assistência aos pacientes acometidos pela COVID-19.
Dentre o rol de locais, a normativa acrescenta as Unidades de Tratamento Semi-Intensivo/Salas de Estabilização, além dos já listados Hospitais Gerais, Hospitais de Campanha e Unidades de Terapia Intensiva-UTI.
O documento também traz adequações no dimensionamento. Agora, para cada 20 (vinte) leitos, são necessários 17 (dezessete) enfermeiros e 33 técnicos e/ou auxiliares de Enfermagem nos Hospitais Gerais e de Campanha. Nas Unidades de Tratamento Semi-Intensivo/Salas de Estabilização, para cada 8 (oito) leitos são exigidos 1 (um) enfermeiro e 4 (quatro) técnicos de Enfermagem. Já nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o número passou para 1 (um) enfermeiro e 3 (três) técnicos de Enfermagem a cada 5 (cinco) leitos.
Parecer Normativo Nº 002/2020 tem validade nacional apenas para a vigência da pandemia de COVID-19.
Fonte_COFEN

COFEN publica nota sobre Práticas Integrativas e Complementares


Nota de Esclarecimento
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) reforça, diante de materiais inadequados divulgados em redes sociais e de reportagens de veículos de comunicação, a importância das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) para a promoção integral da Saúde. Trata-se de um conjunto de diversas práticas milenares, baseadas em saberes tradicionais, reconhecidas pelo Ministério da Saúde e pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS), que, desde a declaração de Alma-Ata, apoia sua inserção nos sistemas de Saúde.
Aplicadas com responsabilidade, as Práticas Alternativas e Complementares não propõem curas milagrosas, mas atuam na promoção da Saúde e do autocuidado, e na prevenção e tratamento de agravos, podendo inclusive complementar tratamentos medicamentosos, aliviando sintomas.
No Brasil, têm respaldo nas Portarias MS 971/2006, que instituiu a PNPIC, e nas portarias 849/2017 e 702/2018, que ampliam o escopo de práticas.
Reforçamos nosso compromisso público contra fake news em Saúde. O combate às notícias falsas exige, porém, compromisso com a precisão, que nem sempre tem estado presente na cobertura sobre as PICs.
Fonte_COFEN

Artigo aborda ação do Cofen na saúde mental dos profissionais na pandemia


A pandemia da Covid-19 intensificou ainda mais o estresse – já habitualmente enfrentado – no contexto do trabalho dos profissionais da Enfermagem. O desgaste físico e psíquico destes profissionais motivou o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por meio da Comissão Nacional de Enfermagem em Saúde Mental, a criar e aplicar o programa de apoio emocional ‘Enfermagem Solidária’.
Com o intuito de refletir sobre o assunto, Dorisdaia Humerez e Rosali Barduchi Ohl, membros da Comissão de Saúde Mental, juntamente com Manoel Neri da Silva, presidente do Cofen, escreveram o artigo ‘Saúde Mental dos Profissionais de Enfermagem do Brasil no contexto da Pandemia Covid-19: ação do Conselho Federal de Enfermagem’. O sétimo artigo, publicado na biblioteca digital da Universidade Federal do Paraná (UFPR) finaliza a série de trabalhos relacionados ao tema, mostrando a contribuição do Cofen ao implantar este importante projeto durante a pandemia.
“Os profissionais da Enfermagem fazem parte de um dos grupos mais afetados, expostos ao risco de contágio e da dor emocional que afeta consideravelmente a saúde mental”, afirmou Rosali. “Por isso, o Cofen e a Comissão de Saúde Mental tiveram a ideia de criar um espaço de atendimento efetivo a esses profissionais que se encontram na linha de frente na atuação da pandemia”, finalizou.
Para ler este artigo na íntegra acesse o site.
Fonte_COFEN

CNS divulga nota explicativa sobre Práticas Integrativas em Saúde


Nota Explicativa do CNS
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) reforça aos veículos de comunicação que a recomendação n° 41/2020, publicada em 21 de maio, pede ao Ministério da Saúde (MS) que proceda ampla divulgação das evidências científicas referentes às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) durante a pandemia. Em nenhum momento há orientação, por parte do CNS, em propor as PICS como tratamento medicamentoso em substituição aos protocolos definidos internacionalmente pela comunidade científica para Covid-19.
Ao mesmo tempo, o CNS criticou, em nota técnica publicada dia 22 de maio, o documento do MS sobre a Cloroquina e a Hidroxicloroquina, que carece de respaldo técnico-científico para a indicação de tais medicamentos na prevenção ou nos estágios iniciais da doença. A justificativa é simples: até o momento, não existem evidências robustas sobre estes medicamentos que possibilitem a indicação de uma terapia farmacológica específica com os mesmos. O CNS também levou em conta os resultados de pesquisas que demonstram a possibilidade de severos efeitos colaterais.
Portanto, reivindicamos que os veículos de comunicação não publiquem a narrativa equivocada, que dá a entender que o controle social na Saúde está propondo PICS no lugar da Cloroquina e Hidroxicloroquina ou no lugar de qualquer outro medicamento. Isso abre margem para mais difusão de fake news sobre o tema e induz ao erro. As PICS, durante a pandemia, são aplicadas para melhoria da qualidade de vida, com resultados evidentes no autocuidado, equilíbrio mental e emocional em tempos de isolamento, podendo ser utilizadas pelas equipes que assistem os pacientes, familiares e profissionais; e não como método de cura, como tem sido induzido em algumas matérias publicadas recentemente.
A recomendação das PICS pede que o MS disponibilize a produção de materiais de comunicação para gestores, trabalhadores e usuários com informações atualizadas sobre o uso adequado das PICS neste momento, considerando a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, de 2006, e as evidências científicas produzidas pela Rede de Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas (MTCI) Américas, pelo Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (Cabsin) e pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/Opas/OMS) sobre o uso das práticas neste momento de pandemia.
O CNS segue reafirmando a importância da verdade em meio a um cenário onde notícias falsas podem comprometer a saúde da população.
Fonte_COFEN