quarta-feira, 17 de julho de 2024

SUS Avançando

 


Nesta quarta-feira (17), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, esteve no programa “Bom Dia, Ministra”. Durante a conversa de uma hora, que contou com participação de emissoras de rádio de várias regiões do Brasil, ela falou sobre os avanços na cobertura vacinal, as ações do programa SUS Digital e Mais Acesso a Especialistas para expandir o acesso à saúde, as novas gratuidades do programa Farmácia Popular, entre outros temas. Confira a seguir: 

Aumento na vacinação: Brasil deixa a lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas

Um dos tópicos abordados foi o aumento nos índices de vacinação entre o público infanto-juvenil. Em 2023, foi registrado crescimento na cobertura vacinal de 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil em relação a 2022 – avanços que fizeram com que o Brasil saísse do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo

Mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos no ano passado na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024. “O Brasil precisa voltar a ter o que já teve: as coberturas vacinais necessárias para que nossas crianças e nossos jovens não sofram de doenças que podem ser evitadas pela vacinação”, alertou. 

A ministra da Saúde enfatizou a importância do combate à desinformação, em conjunto com estados e municípios. “É uma estratégia combinada que leva em conta a força do Sistema Único de Saúde e a sua capilaridade nos municípios, onde se dá a vida das pessoas”. 

Rio Grande do Sul:  foco na reconstrução da rede de saúde

Após a crise causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o Ministério da Saúde promoveu ações em diversos setores visando garantir o atendimento à saúde para a população. 

Nísia Trindade relembrou a mobilização dos profissionais da Força Nacional do SUS, a criação de hospitais de campanha e a flexibilização nas regras de alguns programas em função da tragédia climática. Um exemplo foi o Farmácia Popular, que passou a distribuir medicamentos sem a exigência dos documentos oficiais no estado. “Queremos avançar no que entendemos que já é uma nova fase do enfrentamento da emergência sanitária do Rio Grande do Sul: a reconstrução dos equipamentos, com fortalecimento da rede”, contou. 

Nesse sentido, uma das iniciativas é a abertura de 900 leitos. Além disso, em um esforço coordenado com os níveis estaduais e municipais da gestão, foi aberto um cadastro para que gestores apontem os estabelecimentos afetados e a necessidade de reparações. 

Novas gratuidades no Farmácia Popular

Outro ponto abordado foi a inclusão recente de medicamentos para colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite na lista de medicamentos fornecidos pelo programa Farmácia Popular. “Implica numa melhoria na qualidade de atendimento” reforçou. 

A ministra destacou que essa medida, junto à gratuidade total que é direito de todos os beneficiários do Bolsa Família, é um resultado da revisão orçamentária liderada pelo presidente Lula durante o período de transição, que garantiu recursos para os programas sociais. “Assim foi possível retomar não só o Farmácia Popular, mas a vacinação, como deve ser, protegendo a população, a saúde da família, a saúde bucal e todo o nosso programa de assistência farmacêutica”, enumerou. 

Complexo Industrial Econômico da Saúde vai expandir o acesso a medicamentos

Entre os esforços do Governo Federal para ampliar o acesso dos brasileiros a medicamentos, Nísia Trindade mencionou o Complexo Econômico Industrial da Saúde (Ceis), que tem como meta, fazer com que 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS sejam produzidos no Brasil, o que visa fortalecer a indústria nacional e tornar os remédios mais acessíveis. 

Para isso, recentemente, dois programas foram lançados: um de Desenvolvimento em Inovação Local (PDIL) e outro voltado para Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), cujas inscrições foram abertas no último mês. “Essas parcerias serão muito importantes para que o conhecimento produzido nas nossas universidades, institutos de pesquisa e também no setor privado possam chegar à população de uma maneira mais célere”, informou. 

SUS Digital e Mais Acesso a Especialistas

Um dos focos do Ministério da Saúde é a expansão do acesso a consultas, diagnósticos e tratamentos por toda a população, especialmente daqueles que vivem em situação de vulnerabilidade. Entre as iniciativas para aprimorar o atendimento, a titular da Saúde citou o programa SUS Digital, que reúne ações para expandir a saúde digital no Brasil, com investimento para avanço nos estados e mais de 30 funções no aplicativo Meu SUS Digital. “É o nosso canal com as brasileiras e brasileiros”, frisou. 

Para isso, desde o ano passado, ações vêm sendo executadas para expandir os pontos de telessaúde, especialmente para territórios que mais precisam, como comunidades tradicionais e periferias urbanas e rurais. Durante a entrevista, a ministra celebrou a instalação do primeiro ponto de telessaúde em território quilombola. “É um trabalho muito intenso, que certamente aponta para o futuro da saúde e para o bom uso das tecnologias digitais em favor da saúde”, observou. 

A saúde digital é um dos componentes do programa Mais Acesso a Especialistas, que vai expandir o acesso a diagnósticos, consultas e tratamentos especializados, por meio do telessaúde e da telerregulação, e da criação de um novo modelo de financiamento que prioriza a integralidade do cuidado. “O objetivo deste programa é reduzir esse tempo de espera e organizar de outra maneira os serviços de saúde, de maneira que nós possamos financiar não um exame ou consulta isoladamente e, sim, a partir de um diagnóstico, financiar todo o cuidado que o paciente vai precisar. Um instrumento importantíssimo para isso é a telessaúde”, disse Nísia Trindade.

Saúde na Amazônia demanda ações especiais 

Outro ponto de destaque no bate-papo foram os esforços que a pasta tem conduzido para fortalecer a saúde na Amazônia, com atenção às particularidades do território e da população. “O Ministério da Saúde não vê a Amazônia apenas do ponto de vista das emergências, mas da potência que existe na região, nos seus institutos de pesquisa, nas soluções de saúde e dos possíveis avanços”, revelou Trindade. 

Um dos exemplos dados foi a reversão do calendário de vacinação para a gripe na Região Norte, realizado pela primeira vez, visto que o período de sazonalidade da doença por lá é diferente das outras regiões brasileiras. Para fortalecer as potencialidades, recentemente, foi inaugurado o Centro Âncora da Amazônia do Projeto Genomas SUS na Amazônia que, nesse primeiro ano, vai mapear o genoma de doenças socialmente determinadas entre a população. 

Febre oropouche: Nota técnica para orientar profissionais

febre oropuche é uma doença viral, transmitida também por mosquito, que pode ser confundida com a dengue. Recentemente, foi publicada uma nota técnica que, de forma transparente, visa orientar a sociedade sobre a arbovirose, com informações seguras e de cunho científico.  

“É uma doença que está em vigilância com  a publicação de uma nota técnica que está acessível a todos que queiram mais detalhes. Nós temos uma sala de situação no Ministério da Saúde, não só para dengue, mas para todas as doenças transmitidas por mosquitos e que causem preocupação na nossa sociedade”, afirmou. 

Saúde do homem: baixa procura nos serviços do SUS

A ministra também fez um alerta sobre a importância do cuidado para prevenir e tratar problemas de saúde física ou mental entre a população masculina, apresentando dados que apontam que 70% do público atendido no SUS é composto por mulheres. 

“Precisamos alertar a todos os homens sobre a importância da realização de exames periódicos, do cuidado com a saúde e de procurar também, quando necessário, o atendimento nos nossos centros de atenção psicossocial”, disse. 

Reabertura de leitos no Rio de Janeiro

Ao tratar sobre a rede de hospitais federais do Rio de Janeiro, a ministra abordou o processo de reestruturação das unidades, com atuação do Ministério da Saúde para reabertura de leitos, que vem sendo realizada desde o ano passado. 

“Hoje o importante é que eles voltem a ser hospitais de referência, mas plenamente integrados ao sistema local. Essa é a linha que nós adotamos em todo o Brasil: hospitais usados plenamente pela população através do Sistema Único de Saúde. Estamos trabalhando desde o início para fortalecer parcerias com o município e com estruturas do Governo Federal”, concluiu.

Fonte_Saúde

terça-feira, 16 de julho de 2024

Novas diretrizes SBD 2024: diagnóstico e tratamento do diabetes

 


Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) divulgou na última sexta-feira (12) as novas diretrizes para o diagnóstico de diabetes mellitus e pré-diabetes. Este consenso traz mudanças significativas que impactam tanto a prática clínica quanto os processos seletivos para residência médica.

Entender essas atualizações é fundamental para os profissionais da saúde. Pensando nisso, o Prof. Enio Macedo e a Prof.ª Larissa Montechi destacam os principais pontos e mudanças no consenso sobre avaliação e tratamento da doença renal diabética em duas aulas exclusivas transmitidas em nosso canal do YouTube. Confira os detalhes abaixo!

Diabete mellitus

Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia, resultante da resistência à ação da insulina nos tecidos e/ou do déficit de produção de insulina pelo pâncreas. As causas dessa doença são multifatoriais, abrangendo tanto fatores ambientais relacionados à doença, quanto genéticos, os quais variam de acordo com o tipo específico de diabetes. 

Os dois principais tipos são o Diabetes Mellitus tipo 1, que é uma condição autoimune geralmente diagnosticada na infância ou adolescência, e o Diabetes Mellitus tipo 2, mais comum em adultos e frequentemente associado a hábitos de vida e obesidade. Esses dois tipos representam as formas mais prevalentes da doença na população.

Como eram os critérios de diagnóstico

Tradicionalmente, o diagnóstico do diabetes mellitus se baseava em quatro métodos principais:

Glicemia venosa aleatória: em pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso), uma glicemia venosa acima de 200 mg/dL confirmava o diagnóstico.

Glicemia de jejum: glicemia venosa medida após jejum de 8 horas. Valores entre 100 e 126 mg/dL indicavam pré-diabetes, e acima de 126 mg/dL, diabetes.

Teste oral de tolerância à glicose (TOTG): medição de glicemia duas horas após ingestão de 75g de glicose. Valores entre 140 e 200 mg/dL sugeriam pré-diabetes, e acima de 200 mg/dL, diabetes.

Hemoglobina glicada (HbA1c): reflete o controle glicêmico dos últimos três meses. Valores entre 5,7% e 6,4% indicavam pré-diabetes, e acima de 6,5%, diabetes.

Novas recomendações para o diagnóstico do diabetes

A partir de julho de 2024, a SBD incluiu o teste oral de tolerância à glicose de 1 hora no algoritmo diagnóstico do diabetes mellitus. Estudos publicados na “Diabetes Research and Clinical Practice” destacaram que esse teste oferece melhor sensibilidade e especificidade em comparação ao TOTG de 2 horas, além de ser mais prático e menos custoso.

Interpretação do TOTG de 1 Hora:

Normal: menor que 155 mg/dL.

Pré-diabetes: entre 155 e 208 mg/dL.

Diabetes: maior ou igual a 209 mg/dL.

Para confirmar o diagnóstico de diabetes, dois testes alterados são necessários, independentemente do método utilizado.

Rastreamento do diabetes

Como era o rastreamento

Anteriormente, o rastreamento no Brasil era recomendado para todos os indivíduos acima de 45 anos, em contraste com a American Diabetes Association, que indicava a partir dos 35 anos. Além disso, o rastreamento era aconselhado para:

- Pessoas com histórico de diabetes gestacional.

- Indivíduos com sobrepeso ou obesidade e pelo menos um fator de risco.

- Pacientes com pré-diabetes.

Novas recomendações de rastreamento

A nova diretriz homogeneizou a idade de rastreamento, recomendando que todos os indivíduos a partir de 35 anos sejam rastreados. Outra adição foi a inclusão do Questionário FINDRISC para avaliar o risco de diabetes em 10 anos. Pacientes com pontuação alta ou muito alta devem ser rastreados.

Como funciona o FINDRISC

O questionário avalia fatores de risco como idade, IMC, circunferência abdominal, histórico familiar de diabetes, atividade física, entre outros. A pontuação é classificada da seguinte forma:

Menor que 7: baixo risco.

7 a 11: risco levemente elevado.

12 a 14: risco moderado.

15 a 20: alto risco.

Maior que 20: muito alto risco.

Frequência do rastreamento

Rastreio negativo com menos de três fatores de risco: a cada três anos.

Rastreio negativo com três ou mais fatores de risco ou FINDRISC alto/muito alto: anualmente.

Pré-diabetes: anualmente.

Um exame positivo para diabetes sem confirmação: a cada seis meses.

Ainda, fica recomendado o rastreio de diabetes em pessoas com:

- MAFLD;

- Endocrinopatias;

- Doenças Pancreáticas;

- HIV; e

- Pessoas em uso de Glicocorticóides e/ou Antipsicóticos.

Para crianças e adolescentes os critérios de rastreio de diabetes mellitus tipo 2 foram mantidos. Confira abaixo o gráfico representando o rastreamento e como deve ser interpretado:

Aproveite e confira a aula exclusiva ministrada pelo Prof. Enio Macedo sobre as novidades nas recomendações e rastreio de diabetes mellitus


Risco cardiovascular no tratamento do diabetes

A nova diretriz enfatiza a importância de estratificar todos os pacientes diabéticos quanto ao risco cardiovascular antes de iniciar ou ajustar o tratamento. Isso ajuda a personalizar a abordagem terapêutica e prevenir complicações cardiovasculares.

Categorias de risco

Baixo/Intermediário risco: homens abaixo de 50 anos ou mulheres abaixo de 56 anos, com diabetes há menos de 10 anos e sem fatores de risco, sem biomarcadores de alto risco, sem doença cardiovascular subclínica conhecida, sem doença microvascular conhecida e sem história de eventos cardiovasculares.

Alto risco: homens acima de 50 anos ou mulheres acima de 56 anos, diabetes há mais de 10 anos, ou presença de comorbidades como hipertensão, dislipidemia, ou tabagismo, bem como biomarcadores de alto risco, e presença de doença arterial coronariana (DAC) subclínica ou lesão de órgão alvo.

Muito alto risco: pacientes com três ou mais fatores de risco e que tiveram eventos cardiovasculares prévios (como infarto do miocárdio ou AVC isquêmico) ou lesões graves de órgãos-alvo (como doença renal crônica avançada).

Tratamento Personalizado

Monoterapia com metformina: indicada para pacientes recém-diagnosticados com hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7,5%. A metformina é a primeira linha de tratamento devido ao seu perfil de segurança, eficácia e benefícios cardiovasculares.

Terapia dupla: requerida para pacientes com HbA1c entre 7,5% e 9% ou pacientes HbA1c acima de 9% porém assintomáticos. A combinação de metformina com outro agente antidiabético (como inibidores da SGLT2 ou análogos de GLP-1) é recomendada para melhorar o controle glicêmico.

Terapia baseada em insulina (com ou sem metformina): necessária para pacientes com HbA1c acima de 9% sintomáticos, especialmente se apresentarem sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso) ou níveis de glicose muito elevados. Nestes casos, pode ser considerado o uso de formulações combinadas de Insulina Basal + AGLP1-R para minimizar o ganho de peso que pode ocorrer.

Escolha do segundo antidiabético

Pacientes DCV estabelecida ou com alto ou muito alto risco cardiovascular: preferência por inibidores da SGLT2 (como empagliflozina ou dapagliflozina) ou análogos de GLP-1 (como liraglutida ou semaglutida), devido aos benefícios cardiovasculares comprovados.

Doença renal do diabetes: inibidores da SGLT2 são recomendados mesmo em pacientes com clearance de creatinina acima de 20 mL/min, devido à sua eficácia na redução da progressão da doença renal e melhora dos desfechos cardiovasculares.

Obesidade: análogos de GLP-1 são preferidos para pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 27, devido ao seu efeito adicional de perda de peso.

Doença renal do diabetes

A diretriz define metas de hemoglobina glicada diferenciadas para pacientes com diferentes estágios de nefropatia diabética:

Clearance maior que 60 mL/min com albuminúria positiva: meta de HbA1c entre 6,5% e 7%.

Clearance menor que 60 mL/min: meta de HbA1c entre 7% e 7,9%.

Uso de semaglutida: Em pacientes com clearance de creatinina maior que 25 mL/min e albuminúria acima de 200 mg/g, que já está em uso do inibidor da SGLT2, a semaglutida pode ser considerada para reduzir desfechos renais adversos e melhorar o controle glicêmico.

Hiperglicemia hospitalar

A nova diretriz também simplificou a definição e o manejo da hiperglicemia em ambientes hospitalares, focando em metas glicêmicas menos rigorosas para melhorar a segurança do paciente.

A diretriz atualizada define hiperglicemia hospitalar como glicemia persistente >180 mg/dL. As metas glicêmicas para pacientes internados estáveis são manter glicemia abaixo de 140 mg/dL, reduzindo o risco de mortalidade intra-hospitalar.

Para informações detalhadas, confira também a aula exclusiva ministrada pela Prof.ª Larissa Montechi.




Fonte_Estratégia Med

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Mutirão de vacinação contra gripe em Cruzeiro do Sul/Acre

 




Em Cruzeiro do Sul, o mutirão de vacinação contra a gripe, realizado na última sexta-feira (12), imunizou apenas 600 pessoas, mas o secretário municipal de saúde, Aureo Neto, considerou o evento como um sucesso. O mutirão, que começou às 8 horas e se estendeu até as 17:00 horas, aplicou 600 doses de vacina contra a gripe e mais 200 doses de vacinas de rotina.

Apesar de não ter alcançado o público desejado, o secretário destacou que o evento antecipou a campanha de vacinação e permitiu que as doses fossem aplicadas de forma organizada. Já nesta segunda-feira (15), as doses restantes foram entregues nos postos de saúde tanto na zona urbana quanto na zona rural.

A orientação é que as pessoas procurem os postos de saúde e se vacinem, prioritariamente crianças e idosos, que estão mais suscetíveis a contrair a doença. Nesse primeiro momento, o foco é imunizar crianças de seis meses a um ano e idosos com mais de 60 anos, além dos trabalhadores da saúde.

Fonte_Juruaonline

domingo, 14 de julho de 2024

Copa America 2024 - Final

 




Está definida a grande decisão da Copa América de 2024! Nesta quarta-feira (10), após vitória por 1 a 0 sobre o Uruguai, a Colômbia garantiu vaga na final e vai enfrentar a atual campeã Argentina. O duelo acontece no próximo domingo (14), em Miami, nos Estados Unidos, às 21h (de Brasília).

Para ir à final, os Cafeteros quebraram um tabu de 23 anos, quando disputaram uma decisão de Copa América pela última vez. E que terminou em título inédito para o país.

Já a Albiceleste, pode cororar Lionel Messi, que já está em tom de despedida da seleção, com mais um título pelo país. Assim como Ángel Di María, que já confirmou a sua aposentadoria da Argentina após esta Copa América.

Argentina e Colômbia se enfrentam neste domingo (14), às 21h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, Flórida, Estados Unidos, sede da Copa América 2024.

Ao todo a Conmebol distribuirá US$ 72 milhões (cerca de R$ 395 milhões, nas cifras atuais) ao longo de todo a competição, que reúne ao todo 16 seleções.

Para a final as cifras são generosas. Enquanto o campeão vai embolsar US$ 18 milhões (R$ 99 milhões), o vice fica com US$ 9 milhões (R$ 49 milhões).

Para Canadá e Uruguai, que ficaram para trás nas semifinais, quem terminar em 3° fica com US$ 7 milhões (R$ 38 milhões), enquanto o 4° colocado com US$ 6 milhões (R$ 33 milhões).

Na fase de grupos, a Argentina encabeçou o grupo A e teve 100% de aproveitamento, terminando na liderança.

Foram vitórias sobre Canadá (2x0), Chile (1x0) e Peru (2x0). Já nas quartas, a Albiceleste encarou o Equador e, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, avançou na loteria dos pênaltis.

Já na semi, os argentinos reencontraram a seleção canadense e repetiu o mesmo placar da estreia, com direito ao primeiro gol de Messi na competição.

A Colômbia, por sua vez, também foi líder do grupo D e não perdeu. E a seleção caiu na mesma chave do Brasil.

Na estreia, vitória por 2 a 1 sobre o Paraguai, seguido por um novo triunfo, por 3 a 0, sobre a Costa Rica. Já no último compromisso da fase de grupos, empate por 1 a 1 com a seleção brasileira.

Nas quartas, os colombianos tiveram o Panamá pela frente e golearam por 5 a 0. Até que na semi, despacharam a Celeste por 1 a 0.

O jogo entre Argentina x Colômbia será transmitido pela:

TV Globo (canal aberto),

Sportv (canal fechado) e

Globoplay (Streaming)

Fonte_ESPN


EuroCopa 2024 - Final

 


Chegou a hora! Depois de 30 dias de tirar o fôlego, a tão aguardada final da Eurocopa 2024 terá o seu pontapé inicial dado. E entre as 24 seleções, restaram somente Espanha e Inglaterra, que farão um duelo à altura da importância da competição continental e que acontece neste domingo (14), a partir das 16h (de Brasília).



Enquanto a Fúria chegou à decisão depois de eliminar a favorita França de Kylian Mbappé nas semifinais, o English Team também teve um desafio complicado do outro lado da chave e deixou a Holanda para trás.

Esta, inclusive, será a primeira final de Euro protagonizada entre as duas seleções, que não se esbarravam no mata-mata da competição desde 1996, quando se enfrentaram nas quartas de final.

Espanha e Inglaterra se enfrentam neste domingo (14), às 16h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Berlim, na capital da Alemanha, sede da Euro 2024.

A Uefa anunciou que distribuirá um total de 331 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) entre as 24 seleções que disputaram a Euro na Alemanha. Na final, o campeão garante um bônus de 8 milhões de euros (R$ 42,4 milhões), enquanto o vice 5 milhões de euros (29,33 milhões). Abaixo, veja a divisão da premiação.

- Cota de participação: 9,25 milhões de euros (R$ 49,1 milhões)

- Bônus por jogo na fase de grupos: 1 milhão de euros (R$ 5,3 milhões) por vitória e 500 mil euros (R$ 2,6 milhões) por empate.

- Oitavas de final: 1,5 milhão de euros (R$ 8,8 milhões)

- Quartas de final: 2,5 milhões de euros (R$ 14,6 milhões)

- Semifinal: 4 milhões de euros (R$ 23,4 milhões)

A seleção espanhola é a única nesta Euro ainda com 100% de aproveitamento e venceu todos os 6 jogos que disputou até o momento.

Na fase de grupos, a Espanha foi líder do grupo B com 9 pontos e venceu Croácia (3x0), Itália (1x0) e Albânia (1x0).

Nas oitavas, goleada por 4 a 1 sobre a sensação Geórgia e, nas quartas, despachou a anfitriã Alemanha por 2 a 1, com vitória selada apenas na prorrogação.

Já na semi, triunfo por 2 a 1, de virada, sobre a França, e vaga garantida na decisão.

Os ingleses, por sua vez, começaram a Euro aos trancos e barrancos e avançaram ao mata-mata com apenas 5 pontos somados no grupo C.

Na estreia, vitória por 1 a 0 contra a Sérvia. Porém, nos compromissos seguintes, empates contra Dinamarca (1x1) e Eslovênia (0x0). Ainda assim, a Inglaterra terminou em primeiro, seguida dos dinamarqueses, com 3 pontos.

Nas oitavas de final, o English Team levou um verdadeiro susto e ia sendo eliminada pela Eslováquia até os acréscimos do segundo tempo. Porém, Jude Bellingham balançou as redes com uma linda bicicleta e, na prorrogaçãoHarry Kane decidiu.

Na fase seguinte, após empate por 1 a 1 com a Suíça, a vaga veio na loteria dos pênaltis. Já na semi, virada por 2 a 1 sobre a Holanda.

Onde assistir a Espanha x Inglaterra

TV: Globo e SporTV

Streaming: Cazé TV, Twitch e Amazon

 Fonte_ESPN

Mapa Colaborativo ganhará plataforma online e reunirá iniciativas para fortalecer o SUS

 


Construir um SUS mais forte e democrático exige a participação de todos. Com esse objetivo, o Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), avança na construção do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde (MapaMovSaúde). Nos dias 4 e 5 de julho, representantes das instituições parceiras se reuniram no Rio de Janeiro para a oficina de governança do projeto, pactuando um plano de trabalho para a implementação da plataforma Wiki. A iniciativa tem como meta um SUS mais participativo, que valoriza a força dos movimentos sociais. 

Lançado em 2023, durante a 17ª Conferência Nacional de Saúde, o Mapa Colaborativo já conta com a participação de movimentos sociais de todo o país, que compartilharão suas histórias de luta e resistência em prol da saúde. Agora, o projeto se prepara para inaugurar uma plataforma Wiki, um espaço virtual que reunirá esses saberes e práticas, dando-lhes visibilidade e permitindo que os próprios movimentos sociais alimentem e atualizem o conteúdo de forma colaborativa. O lançamento do mapa está previsto para 11 de setembro, durante a reunião ordinária do CNS, em Brasília. 

Para a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Saúde e coordenadora do projeto, Lucia Souto, a ferramenta reconhece a importância histórica dos movimentos sociais na construção do direito universal à saúde no Brasil. "É fundamental que a gente dê visibilidade a essa histórica participação dos movimentos sociais em saúde", ressalta. 

Plataforma Wiki

Construída com base no software livre MediaWiki, o mesmo da Wikipédia, o objetivo é que mapa seja um espaço vivo, em constante construção, e que reflita a diversidade e a riqueza das iniciativas populares em saúde.
"A escolha de uma plataforma livre, no caso a MediaWiki, é importante porque traz alguns aspectos que a tornam coerente com a nossa proposta de fazer um processo aberto e participativo de mobilização dos movimentos sociais", explica Marcelo Fornazin, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz e coordenador da equipe técnica do projeto. 

A opção por ferramentas open source demonstra o compromisso do Ministério da Saúde e parceiros com a democratização do acesso à informação e tecnologia. A plataforma Wiki, permite que os colaboradores não apenas contribuam com conteúdo, mas também participem do desenvolvimento e aprimoramento da ferramenta. 

Comunicação, participação social e democracia

Conectar os movimentos sociais, facilitar a troca de experiências e fortalecer a atuação conjunta em defesa do SUS também são objetivos centrais do Mapa Colaborativo. Para isso, a comunicação do projeto terá papel fundamental, utilizando diferentes formatos para alcançar o público e engajá-lo na construção da plataforma.

Heliana Hemetério, conselheira nacional de saúde pela Rede Nacional de Lésbicas e Bissexuais Negras Feministas (Candaces), destaca a importância de comunicar com clareza e acessibilidade: "O foco [da comunicação] é trazer a importância dos movimentos sociais para dentro do SUS. Tem que mostrar a importância do SUS, que não é somente atendimento médico como a maioria pensa", pontua. 

"A participação social capilarizada, com a força da articulação entre os movimentos sociais conectados por meio do Mapa Colaborativo, pode crescer e vir a incidir na democratização do Estado, com a luta pela garantia de direitos e em prol da defesa do SUS como sistema de acesso universal a serviços de saúde", afirma a conselheira nacional de saúde pela Associação Brasileira de Enfermagem (Aben), Francisca Valda da Silva. 

Mapa Colaborativo e PNS

O Mapa Colaborativo dialoga diretamente com o Plano Nacional de Saúde (PNS) 2024-2027, que reforça a participação social como eixo estruturante na construção de um SUS mais justo, equânime e democrático. O PNS, elaborado a partir de amplo debate com a sociedade, reconhece a importância de integrar os saberes e as práticas populares às políticas públicas de saúde. 

Nesse sentido, ele cumpre um papel fundamental ao dar visibilidade às iniciativas dos movimentos sociais, demonstrando como a participação popular contribui para o fortalecimento do SUS em diversas áreas, desde a promoção da saúde mental até a luta por melhores condições de saneamento básico. 

A plataforma Wiki será um espaço de construção coletiva, guiado pelos princípios de respeito, colaboração, empoderamento, solidariedade, transparência, ética e inclusão, segundo a Carta de Princípios da plataforma. Os movimentos sociais podem cadastrar suas iniciativas e participar da construção do Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde neste link.

Fonte_Saúde

sábado, 13 de julho de 2024

Programa Farmácia Popular celebra 20 anos e amplia acesso a medicamentos no Acre

 


Em comemoração aos 20 anos do programa Farmácia Popular, a partir desta quarta-feira (10), o Ministério da Saúde vai passar a oferecer 95% dos medicamentos e insumos de forma gratuita para toda a população. Com isso, remédios indicados para o tratamento de colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite poderão ser retirados de graça pela população de todo o país. A expectativa é que, pelo menos, 3 milhões de pessoas que já utilizam o programa sejam impactadas, o que deve gerar uma economia para os usuários de até R$ 400 por ano. 

O programa oferta 41 itens, entre fármacos, fraldas e absorventes e, até a implementação dessa medida, somente medicamentos indicados para pessoas com diabeteshipertensãoasma, osteoporose e anticoncepcionais eram gratuitos. Para os outros, o Ministério da Saúde pagava até 90% do valor de referência dos medicamentos e o cidadão pagava o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia. Com essa atualização, 95% dos medicamentos e insumos podem ser retirados de forma gratuita, o que equivale a 39 dos 41 itens de saúde distribuídos, ampliando o acesso a saúde para população de todo o Brasil. 

Histórico e retomada do programa: 70 milhões de pessoas atendidas em duas décadas

O programa Farmácia Popular foi criado pelo Governo Federal em 2004 para disponibilizar medicamentos e outros insumos de saúde para a população. Foi relançado pelo presidente Lula no ano passado, com a inclusão de novas gratuidades - remédios para osteoporose e anticoncepcionais - e, em 2024, a distribuição de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública de ensino. Em 20 anos, mais de 70 milhões de cidadãos brasileiros foram beneficiados.

Seis meses após o relançamento do programa, em junho de 2023, essa extensão dos benefícios fez com que a iniciativa chegasse ao melhor resultado dos últimos quatro anos, com acesso de 22 milhões de brasileiros, que podiam se tratar com custos menores ou inexistentes. Isso significa um aumento de 8,8% em relação a 2022, com recuperação de cerca de dois milhões de pessoas que haviam deixado de ser atendidas nos anos anteriores. 

Além disso, em junho do ano passado, 55 milhões de brasileiros que são beneficiários do Bolsa Família passaram a ter acesso gratuito a todos os medicamentos disponíveis no programa. Desde então, 4,6 milhões de beneficiários foram contemplados, o que significa mais medicamentos de graça para pessoas que não tem condição de arcar com os custos. 

A iniciativa está presente em 85% das cidades brasileiras, o que equivale a 4,7 mil municípios, conta com mais de 31 mil estabelecimentos credenciados em todo o país e tem capacidade para atender 96% da população brasileira. Desde junho do ano passado, 560,4 mil mulheres acessaram medicamentos gratuitos para anticoncepção e osteoporose. 

A expectativa do Ministério da Saúde é universalizar o programa, cobrindo 93% do território nacional. Já foram credenciadas 536 novas farmácias em 380 novos municípios de referência do Programa Mais Médicos, com 352 cidades do Norte e Nordeste recebendo a primeira unidade cadastrada. Para alcançar a meta, o credenciamento de novas farmácias e drogarias foi aberto em 811 cidades de todas as regiões do país, com prioridade para os municípios que participam do Mais Médicos – uma estratégia que visa a diminuição dos vazios assistenciais.

Fonte_Saúde

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Ministério da Saúde disponibiliza Projetos para Construção das Maternidades – Porte I

 


O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), anuncia a disponibilização dos documentos relativos ao projeto referenciado para construção das Maternidades Porte II, objeto de financiamento do NOVO PAC. Esses documentos, fundamentais para o aprimoramento dos serviços de saúde da atenção especializada oferecidos à população, estão agora disponíveis para consulta pública e de profissionais do setor, no Portal FNS.

Os projetos referenciados para construção das Maternidades Porte I podem ser acessadas por meio do seguinte link: .

Neste endereço, a documentação disponibilizada inclui detalhamentos importantes das instalações, que serão essenciais para a melhoria da infraestrutura e da qualidade do atendimento nas unidades de saúde especializadas.

O Ministério esclarece que esses projetos e documentos que compõem o projeto padronizado, atendem os termos do inciso XVII art. 2º do Decreto 7.983/2013.

Para mais informações, dúvidas ou esclarecimentos, a equipe do Ministério da Saúde está à disposição através dos canais oficiais de comunicação do Portal FNS.

Fonte_FNS

terça-feira, 9 de julho de 2024

Força Nacional do SUS vacina comunidades indígenas do Acre

 


Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) aplicou 548 doses da vacina contra a influenza em comunidades indígenas de Assis Brasil (AC). Uma missão do grupo reforça o atendimento na região após aumento de casos de gripe e diarreia. A vacinação tem contribuído para a prevenção de novos casos. 

Desde 1º de julho, uma equipe da Força Nacional do SUS — composta por dois médicos, dois enfermeiros e dois técnicos — está na região. Além dos atendimentos, tem sido feito a investigação e o controle de casos de Síndrome Gripal (SG), Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Doenças Diarreicas Agudas (DDA).  

A missão está concentrada nas aldeias do Rio Iaco, no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Alto Rio Purus. Ao todo, foram registrados mais de 266 casos de gripe e diarreia. Duas crianças morreram.  

“Constatamos que as diversas aldeias estavam enfrentando um aumento súbito de influenza tipo A. Em virtude disso, a gente propôs uma campanha de vacinação na região. Montamos uma estratégia e começamos a imunizar toda aquela população. A melhor forma de prevenção é a vacinação”, salienta o coordenador da FN-SUS, Rodrigo Stabeli.  

Como reforço, o Ministério da Saúde enviou caixas térmicas e insumos para estruturar as ações de imunização no local. Além disso, um freezer foi encaminhado para a aldeia Jatobá e Extrema, para fortalecer a rede de frio local.  

A ação de vacinação é uma parceria do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde do Acre, que disponibilizou as doses. A meta é imunizar 2 mil indígenas. Segundo a secretaria, as notificações têm mostrado que crianças de 1 a 5 anos e idosos acima de 60 anos são desproporcionalmente afetados com as doenças.  

Assis Brasil é um município acreano de mais de 7 mil habitantes. A cidade está localizada na tríplice fronteira entre o Brasil, o Peru e a Bolívia. O Sistema de informação da Atenção à Saúde indígena (SIASI) registra que duas etnias — Jaminawa e Manchineri — residem na localidade, totalizando 2,1 mil indígenas, distribuídos em 32 aldeias.

Fonte_Saúde

Ministério da Saúde construirá 36 maternidades com recursos do Novo PAC

 


Ministério da Saúde segue empenhado em melhorar a qualidade dos serviços essenciais da rede pública. Estabelecimentos de cuidados à saúde estão sendo transformados em estruturas de excelência, tornando-se referência não só em estrutura física, mas em um modelo assistencial focado em boas práticas e na humanização da atenção à população pelo SUS. Entre as modalidades de referência, estão 36 novas maternidades que serão construídas em 21 estados, com um investimento de R$ 4,76 bilhões. As obras serão financiadas pelo Eixo Saúde, do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Os empreendimentos impactarão mais de 26 milhões de mulheres, ao proporcionarem até 583 mil atendimentos por ano e se somarão a uma série de outras iniciativas do Governo Lula destinadas à melhoria das condições de vida das mulheres e saúde das crianças.  As maternidades serão localizadas, prioritariamente, em macrorregiões de saúde com maiores índices de mortalidade materna e com necessidade de leitos.


Estrutura

De acordo com Mirela Pessatti, arquiteta responsável pelos projetos, serão construídos estabelecimentos de saúde de média e alta complexidade que prestarão assistência à gestante, puérpera e ao recém-nascido.  As unidades serão divididas em porte 1, com 8.200m2 e capacidade para até 100 leitos; e porte 2, com 10.150m2 e capacidade para até 150 leitos.

As maternidades ofertadas serão de alto risco e contemplarão os seguintes setores assistenciais: centro de parto normal intra-hospitalar; ala de suítes de pré-parto, parto e pós-parto; centro cirúrgico e obstétrico; alojamentos conjuntos; quartos de internação de alto risco; unidade de terapia intensiva neonatal; unidade de cuidados intermediários; unidade de canguru; unidades de terapia intensiva materna; suítes de expectação para mulheres em situações emergenciais; áreas privativas para mulheres vítimas de violência; unidade de urgência e emergência; diagnóstico por imagem com radiologia; tomografia; ultrassonografia; cardiotocografia; laboratório de análises clínicas; áreas de apoio técnico; banco de leite; apoio logístico e administrativo: além de um ambulatório e casa da gestante bebê e puérpera.

“O objetivo é priorizar o atendimento humanizado e a privacidade da mulher, desde as gestantes de risco habitual até as de alto risco e, principalmente, as que necessitam de um cuidado maior, como as vítimas de violência”, afirma Mirela. “Estamos mudando paradigmas, ao oferecer um modelo assistencial focado em boas práticas e na humanização da atenção aos partos e nascimentos. Serão serviços de incorporação tecnológica importantes, saúde digital, ensino e pesquisa”, explica o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Nilton Pereira Júnior.

 

Projetos arquitetônicos e de engenharia

Os projetos arquitetônicos e de engenharia, dos dois portes de maternidade, serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde para facilitar a execução das obras e instalação dos equipamentos, colocando-os à disposição da população rapidamente.

O conjunto de materiais disponibilizados será composto pelos projetos de arquitetura e engenharia em nível executivo com seus respectivos memoriais, caderno de encargos e especificações e planilha orçamentária. Todos os projetos foram elaborados em metodologia BIM, que se baseia em modelos 3D para dar aos profissionais de arquitetura, engenharia e construção a perspectiva e as ferramentas necessárias para a construção.

Assista ao vídeo e saiba como serão as maternidades

Fonte_Saúde