Governo
do Brasil deu mais um passo para fortalecer o Sistema Único de
Saúde (SUS) e democratizar o acesso aos serviços digitais.
Nesta segunda-feira (11), os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e das
Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, anunciaram estratégia para levar
conectividade a até 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), em 26 estados e no
Distrito Federal, principalmente em regiões remotas. O processo para a
contratação das conexões está nos editais lançados hoje, Fust Direto 3 e Acessa
Crédito Telecom, e se soma às ações já em curso por meio do Termo de Execução
Descentralizada entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Comunicações. O
novo edital prevê investimento de até R$ 100 milhões e integra os esforços do
programa Agora Tem Especialistas, criado para agilizar
diagnósticos, reduzir filas e acelerar atendimentos especializados na rede
pública.
“São
mais de 6 milhões de atendimentos por Telessaúde no Brasil hoje, graças a todo
o impulsionamento feito pelo Governo do Brasil. Hoje, 85% das equipes de Saúde
da Família utilizam o prontuário eletrônico, já marcam consultas especializadas
e já podem usar o próprio prontuário para realizar teleconsultas. Onde essa
estratégia está funcionando, há redução de até 30% nas filas para o atendimento
especializado. Batemos o recorde de cirurgias eletivas pelo SUS em 2025: foram
14,9 milhões de cirurgias, 42% a mais do que em 2022. Essa expansão da
Telessaúde vai permitir encaminhar melhor quem precisa fazer cirurgia e
resolver problemas na Unidade Básica de Saúde. Então, é um passo fantástico,
sobretudo nas áreas mais remotas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha.
Na
prática, o investimento se reflete em benefícios diretos ao cidadão: com
internet estável e redes internas de Wi-Fi nas UBS, torna-se possível expandir
a oferta de Telessaúde, teleconsultas, telediagnósticos e o uso de equipamentos
conectados. Além disso, a iniciativa impulsiona o uso do prontuário eletrônico
e a integração de dados clínicos por meio da Rede
Nacional de Dados em Saúde (RNDS), garantindo mais agilidade, segurança
e continuidade no cuidado, especialmente para populações rurais, indígenas,
ribeirinhas e de periferias urbanas.
CPF
como identificador
A
Saúde Digital no Brasil consolidou-se como um pilar fundamental para ampliar o
acesso da população ao cuidado e qualificar a gestão do SUS. Com a higienização
do Cadastro Nacional de Usuários do SUS, o CadSUS, o Ministério da Saúde
avançou na consolidação do CPF como identificador prioritário do cidadão na
saúde pública. Até abril de 2026, o sistema alcançou 233,2 milhões de cadastros
ativos e reduziu a diferença entre a base do CadSUS e a da Receita Federal para
1,84%, resultado que fortalece a identificação correta dos usuários, amplia a
segurança cadastral, reduz inconsistências e contribui para a continuidade do
cuidado em toda a rede do SUS.
Esse
avanço se soma à expansão da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS),
que já reúne 4,6 bilhões de registros e se consolida como infraestrutura
estratégica para a integração segura de informações clínicas em todo o país. A
rede permite que dados de diferentes pontos de atenção sejam compartilhados de
forma qualificada, apoiando profissionais, gestores e serviços na tomada de
decisão e na continuidade do cuidado.
Essa
transformação também é ampliada pelas entregas do Novo
PAC Saúde, com a distribuição de cerca de 3 mil equipamentos de
telessaúde em todo o território nacional. O país já ultrapassou 6 milhões de
atendimentos nessa modalidade. Hoje, a tecnologia não é apenas um suporte, mas
uma via concreta para conectar municípios, profissionais e usuários a um SUS
mais integrado, acessível e resolutivo.
Infraestrutura
estruturante e tecnologia de ponta
O
edital Fust Direto 3 foca na implementação de infraestrutura de alta
capacidade, com possibilidade de conexão por fibra óptica ou satélite, além da
instalação de redes internas de Wi-Fi nas unidades contempladas. Essa
conectividade é um pilar estratégico para a qualificação do atendimento,
permitindo o uso pleno de sistemas como o e-SUS APS, a ampliação de
diagnósticos em tempo real e o fortalecimento da Telessaúde na Atenção
Primária.
“A
parceria entre o MCom e o Min Saúde garante que a infraestrutura a ser criada
represente conectividade significativa de alto impacto para as ações e serviços
de saúde. É a primeira vez que recursos do Fust são destinados à saúde”,
explica a secretária de Informação
e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.
Esta
nova etapa complementa as ações do Novo PAC. Enquanto a conexão satelital
atende localidades de difícil acesso geográfico, a nova etapa apoiada pelo Fust
amplia os instrumentos para garantir conectividade às UBS e consolidar a base
tecnológica necessária para a Saúde Digital em escala nacional. Em 2023, o país
ainda tinha 5.184 UBS sem conectividade adequada.
A
combinação entre fibra óptica, satélite, Wi-Fi interno, prontuário eletrônico,
Telessaúde e equipamentos digitais cria as condições para ampliar o acesso à
Saúde Digital em escala nacional, especialmente nos territórios onde a
conectividade ainda é um obstáculo para o cuidado.
Fonte _ Saúde.gov

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