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domingo, 14 de junho de 2026

Brasil na Copa do Mundo: duas gerações

 


Começa aqui a caminhada rumo ao hexa?

Sábado (13/6), o Brasil fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 contra o Marrocos. Um adversário que chega com a moral em alta, após a histórica campanha de 2022, quando se tornou a primeira equipe africana a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.

Por outro lado, os comandados de Carlo Ancelotti chegam com a moral abalada e cercados de incertezas. Mas essa não é a primeira vez que a estreia do Brasil carrega tantas expectativas.

Em 1978, na edição 509, VEJA estampava em sua capa: “Brasil x Suécia – Como foi a nossa estreia”. A Seleção Canarinho chegava cercada de dúvidas para aquela Copa do Mundo na Argentina. O Brasil vinha do quarto lugar em 1974 e ainda tentava encontrar um caminho após o fim da Era Pelé.

O time era comandado por Cláudio Coutinho e contava no elenco com craques geracionais como Emerson Leão, Toninho, Zico, Rivellino, Reinaldo, Toninho Cerezo e Roberto Dinamite. Ou seja, as expectativas eram altas para saber como o Brasil se sairia em sua estreia contra os suecos.

Mas, infelizmente, a festa foi adiada. O jogo terminou em um empate amargo, mas ficou marcado por uma polêmica que até hoje revolta muitos torcedores.

Aos 45 minutos do segundo tempo, Nelinho cobrou escanteio para o Brasil e Zico empurrou de cabeça para o gol. O árbitro, porém, apitou o fim da partida antes de a bola entrar. O gol foi anulado. Um erro que ficou para a história do futebol mundial. Quase cinquenta anos depois, o contexto é diferente. Mas as perguntas são parecidas.

Em 1978, a dúvida era se o Brasil conseguiria voltar a ser protagonista sem Pelé. Em 2026, a dúvida é se a Seleção conseguirá encerrar um jejum que já dura mais de duas décadas. Sem falar em toda a novela envolvendo Neymar Júnior.

Naquela época, o adversário era a Suécia. Agora, o desafio é o Marrocos, com estrelas como Hakimi e Brahim Díaz. Se em 1978 o Brasil entrava em campo para provar que continuava gigante, em 2026 a missão é mostrar que ainda é preciso respeitar a única seleção pentacampeã do mundo.

Porque as Copas mudam. Os adversários mudam. As gerações mudam. Mas uma coisa continua exatamente igual: o mundo inteiro para ver a Seleção Brasileira.

Fonte _ Veja

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