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quarta-feira, 3 de junho de 2026

InfoGripe: número de casos de SRAG mantém crescimento no país

 


Divulgada nesta quarta-feira (3/6), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz sinaliza aumento, em todo o território nacional, do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este cenário é causado principalmente pelo crescimento do número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), e em algumas regiões do país, também pela influenza A e pelo rinovírus.

A análise destaca que todas as unidades da Federação estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo que 18 delas também têm indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 21: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. A análise é referente à Semana Epidemiológica 21, de 24 a 30 de maio.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, o estudo aponta que a incidência tem impactado mais as crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é maior na população a partir de 65 anos de idade. “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus respiratórios que causam SRAG, como VSR, influenza e Covid-19, é a vacinação. Portanto, é essencial que a população de maior risco e elegível para receber essas vacinas esteja em dia com a vacinação. Vale lembrar que a vacina contra o VSR é aplicada em gestantes para que elas produzam e transmitam anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de vida”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.


Estados e capitais

O InfoGripe mostra que os casos de SRAG por VSR continuam aumentando na maioria dos estados das regiões Norte (Acre, Amapá, Pará e Roraima), Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

“Mesmo com tendência de estabilização ou queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos no Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Paraíba”, observa a pesquisadora.

Segundo a atualização, as hospitalizações por influenza A estão em queda ou se estabilizaram em níveis baixos de incidência em boa parte do país. No entanto, continuam aumentando em toda a Região Sul, em alguns estados do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) e Norte (Roraima e Acre), além do Rio Grande do Norte.

O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG, especialmente entre crianças e adolescentes, em alguns estados do Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe), Sudeste (Minas Gerais e Rio de Janeiro) e Sul (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além de Goiás. Os casos de SRAG por doença causada pela Covid-19 estão em baixa na maior parte do país, mas continuam crescendo no Ceará, Maranhão e Pará.

A atualização verificou que 15 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 21. As capitais são Aracaju (Sergipe), Belém (Pará), Belo Horizonte (Minas Gerais), Boa Vista (Roraima), Brasília (Distrito Federal), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Curitiba (Paraná), Florianópolis (Santa Catarina), Goiânia (Goiás), João Pessoa (Paraíba), Macapá (Amapá), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Rio Branco (Acre), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Luís (Maranhão).

Casos e óbitos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 21,9% de influenza A, 5,1% de influenza B, 48,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 24,3% de rinovírus e 2,1% de Sars-CoV-2 (Covid -19).

Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos e no mesmo recorte temporal foi de 49% de influenza A, 8,2% de influenza B, 16,6% de VSR, 16,9% de rinovírus e 9% Sars-CoV-2 (Covid -19).

Em 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial.

Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 25% de influenza A, 2,9% de influenza B, 31,6% de vírus sincicial respiratório, 33,1% de rinovírus e 6% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e ao menos 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Incidência e mortalidade

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A incidência SRAG a causada pelo coronavírus de 2019 continua baixa em todas as faixas etárias.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações, preparações e resposta a eventos em saúde pública.

Fonte _ FioCruz

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