Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 11.527, de 9 de junho de 2026, que institui a Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente (PNQSP). A iniciativa estabelece diretrizes para promover um cuidado seguro, de qualidade, equitativo e centrado nas pessoas em todos os serviços que integram o Sistema Único de Saúde (SUS).
A
nova política representa um marco para a saúde pública brasileira ao consolidar
uma visão ampliada da qualidade do cuidado e da segurança do paciente, com foco
em qualificar toda a jornada do usuário na Rede
de Atenção à Saúde, desde o primeiro atendimento até o acompanhamento
contínuo do tratamento.
Para
o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência
(DAHUD), Fernando Figueira, a política consolida uma mudança importante
na forma de pensar e organizar o cuidado em saúde.
“A
qualidade e a segurança do paciente não são responsabilidades de um único
profissional ou serviço. Elas precisam estar presentes em toda a trajetória
assistencial. Esta política fortalece uma cultura de cuidado baseada no
respeito às pessoas, na prevenção de riscos e na busca permanente por melhores
resultados em saúde. É um avanço importante para que cada cidadão se sinta
acolhido, protegido e seguro ao utilizar o SUS”, destaca Fernando Figueira.
A
implementação da PNQSP ocorrerá de forma progressiva e pactuada entre União,
estados e municípios, respeitando as diferentes realidades dos territórios
brasileiros. O objetivo é consolidar uma cultura permanente de melhoria da
qualidade, capaz de gerar resultados mais seguros, eficientes e humanizados
para toda a população.
Cuidado
seguro em toda a rede
A
PNQSP reconhece que a segurança do paciente deve estar presente em todos os
serviços de saúde, desde a Atenção Primária à Saúde até
os hospitais de alta complexidade, passando pelos ambulatórios especializados,
serviços de urgência e emergência, atenção domiciliar, atenção materno-infantil
e demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.
Isso
significa promover práticas que contribuam para um cuidado mais seguro, como a
identificação correta dos pacientes, a prevenção de infecções relacionadas à
assistência, a segurança no uso de medicamentos, a redução de riscos em
procedimentos e cirurgias e a melhoria da comunicação entre profissionais de
saúde.
Também
garante que as informações acompanhem o paciente ao longo do tratamento e que
as transições entre os diferentes serviços ocorram de forma coordenada,
contribuindo para o acesso oportuno e melhores resultados em saúde.
Além
disso, prevê o fortalecimento dos Núcleos de Segurança
do Paciente, estruturas responsáveis por promover ações de prevenção,
monitoramento e melhoria contínua da qualidade nos serviços de saúde. Além
disso, estabelece estratégias para qualificação permanente dos profissionais,
incentivo à inovação, uso de tecnologias digitais e monitoramento de
indicadores capazes de orientar decisões e aprimorar o cuidado.
Para
a coordenadora-geral de Atenção Hospitalar, Luisa Frazão, a política reforça um
compromisso permanente com o fortalecimento do Cuidado Centrado na Pessoa.
“A
Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente amplia a compreensão de
que qualidade e segurança não são atributos de um serviço isolado, mas de toda
a Rede de Atenção à Saúde. Nosso desafio é garantir que cada pessoa receba um
cuidado seguro, coordenado e resolutivo, independentemente do local onde acessa
o SUS. Para isso, fortalecemos a participação dos pacientes, a gestão de
riscos, o uso de evidências e a integração entre os serviços de saúde”, destaca
Luisa Frazão.
Qualidade
e acesso lado a lado
A
instituição da Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente dialoga
diretamente com os esforços do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da
população aos serviços especializados por meio do Programa
Agora Tem Especialistas.
O
programa tem promovido a ampliação da oferta de consultas, exames, cirurgias e
tratamentos especializados em todo o país, reduzindo o tempo de espera e
fortalecendo a capacidade de atendimento do SUS. Nesse cenário, a nova política
surge como uma ferramenta estratégica para assegurar que a expansão do acesso
aconteça acompanhada de qualidade, segurança e coordenação do cuidado.
Fonte _ Saúde.gov
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