Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje (13/7), no
Diário Oficial da União, o registro da Fluprevli (vacina
influenza trivalente). O imunizante, com vírus fragmentado e inativado, pode
ser usado por adultos e crianças a partir de 6 meses de idade.
A
nova vacina protege contra cepas dos vírus influenza A e B e apresentou
eficácia de 73% nos estudos clínicos com adultos e 65% em crianças.
Apesar
do prognóstico geralmente benigno, a influenza é
uma infecção respiratória de elevada relevância na Saúde Coletiva, altamente
contagiosa, com surtos sazonais, que podem levar a hospitalizações e mortes.
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam
maior risco de desenvolver complicações relacionadas à influenza.
A
vacina contra influenza já está disponível no Programa Nacional de Imunizações,
para crianças até cinco anos, idosos, gestantes e segmentos específicos,
incluindo trabalhadores de Saúde. A vacina atual é segura. Conheça os
principais boatos sobre a vacina e a resposta da Anvisa:
Uso
do mercúrio (Timerosal)
Ao
contrário do que afirmam os boatos, o mercúrio utilizado na vacina (na forma de
timerosal) não representa risco à saúde.
Função: ele atua como
conservante, impedindo o crescimento de bactérias e fungos em frascos que
contêm várias doses.
Segurança: a quantidade é
ínfima e muitos estudos comprovam que essa formulação específica é eliminada
rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins.
Octoxynol-10
(Triton X-100)
As
notícias falsas alegam que este componente causaria doenças autoimunes ou
câncer. A informação não tem base científica.
Função: esta substância
é um detergente usado para fragmentar o vírus durante a fabricação, garantindo
que ele seja inativado (morto) e não cause a doença.
Realidade: apenas traços
residuais permanecem no produto final. O Triton X-100 é amplamente utilizado em
cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de
que cause malformação ou doenças graves.
Formaldeído
(Formol)
A
tentativa de comparar o formaldeído da vacina com o “formol” usado em
concentrações perigosas (como em salões de beleza) é enganosa.
Presença
natural:
o corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das
células. O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração
muito maior da substância do que qualquer vacina.
Risco
de câncer: o
formaldeído só é considerado cancerígeno em exposições industriais altas e
prolongadas. Nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para
inativar o vírus, sendo incapaz de causar leucemia ou outros tumores.
Fonte _ Cofen

Nenhum comentário:
Postar um comentário