segunda-feira, 13 de julho de 2026

Anvisa registra nova vacina contra gripe A e B

 


Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou hoje  (13/7), no Diário Oficial da União, o registro da Fluprevli (vacina influenza trivalente). O imunizante, com vírus fragmentado e inativado, pode ser usado por adultos e crianças a partir de 6 meses de idade. 

A nova vacina protege contra cepas dos vírus influenza A e B e apresentou eficácia de 73% nos estudos clínicos com adultos e 65% em crianças. 

Apesar do prognóstico geralmente benigno, a influenza é uma infecção respiratória de elevada relevância na Saúde Coletiva, altamente contagiosa, com surtos sazonais, que podem levar a hospitalizações e mortes. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de desenvolver complicações relacionadas à influenza.

A vacina contra influenza já está disponível no Programa Nacional de Imunizações, para crianças até cinco anos, idosos, gestantes e segmentos específicos, incluindo trabalhadores de Saúde. A vacina atual é segura. Conheça os principais boatos sobre a vacina e a resposta da Anvisa:

Uso do mercúrio (Timerosal) 

Ao contrário do que afirmam os boatos, o mercúrio utilizado na vacina (na forma de timerosal) não representa risco à saúde. 

Função: ele atua como conservante, impedindo o crescimento de bactérias e fungos em frascos que contêm várias doses.

Segurança: a quantidade é ínfima e muitos estudos comprovam que essa formulação específica é eliminada rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins. 

Octoxynol-10 (Triton X-100) 

As notícias falsas alegam que este componente causaria doenças autoimunes ou câncer. A informação não tem base científica. 

Função: esta substância é um detergente usado para fragmentar o vírus durante a fabricação, garantindo que ele seja inativado (morto) e não cause a doença. 

Realidade: apenas traços residuais permanecem no produto final. O Triton X-100 é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves. 

Formaldeído (Formol) 

 A tentativa de comparar o formaldeído da vacina com o “formol” usado em concentrações perigosas (como em salões de beleza) é enganosa. 

Presença natural: o corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das células. O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina. 

Risco de câncer: o formaldeído só é considerado cancerígeno em exposições industriais altas e prolongadas. Nas vacinas, ele é usado em doses residuais mínimas apenas para inativar o vírus, sendo incapaz de causar leucemia ou outros tumores.

Fonte _ Cofen

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