quinta-feira, 20 de agosto de 2026

InfoGripe: número de casos de SRAG continua apresentando sinal de queda

 


Divulgada nesta quinta-feira (20/8), a nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua apresentando sinal de queda nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). De acordo com a análise, quase todas as unidades da Federação (UF) estão com tendência de queda ou estabilização dos casos de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas). A atualização é referente à Semana Epidemiológica (SE) 32, período de 9 a 15 de agosto.

De acordo com os pesquisadores, a exceção dessa tendência de queda fica para os estados de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, que mostram leve sinal de crescimento. Os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.

Também é essencial que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando alguns cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara.


Estados e capitais

Segundo o InfoGripe, 11 UF ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Há um sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. Contudo, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul. Os casos graves por influenza B continuam aumentando no Rio Grande do Sul, mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Espírito Santos e Minas Gerais.

Em relação à Covid-19, para todas as UF o número de casos semanais está em um patamar baixo de incidência. Também há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Sergipe, e de rinovírus em Bahia, São Paulo e Espírito Santo, porém sem impacto importante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.

Segundo a atualização, 4 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 32: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre. Além disso, 3 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 5,1% de influenza A, 9,7% de influenza B, 44,6% de vírus sincicial respiratório, 32,5% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 17,9% de influenza A, 17,4% de influenza B, 26% de vírus sincicial respiratório, 31,5% de rinovírus e 5,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 137.551 casos de SRAG, sendo 74.214 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 48.040 (34,9%) negativos, e ao menos 7.328 (5,3%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 18,2% de influenza A, 5,4% de influenza B, 42,2% de vírus sincicial respiratório, 30,1% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações por VSR no país. Na população de 15 a 49 anos, a redução dos casos de SRAG é explicada principalmente pela diminuição das hospitalizações por influenza A e B, enquanto entre os idosos ela decorre sobretudo da redução das hospitalizações por influenza A. Entre crianças de 5 a 14 anos, a queda dos casos de SRAG é impulsionada principalmente pela diminuição dos casos graves por rinovírus.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. O rinovírus também se destaca como a segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de dois anos e idosos.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

Nenhum comentário:

Postar um comentário