quinta-feira, 17 de setembro de 2026

InfoGripe: Casos de SRAG Estão Em Queda No País

 


A mais nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em queda no cenário nacional, com oscilação na tendência de curto prazo e estabilização na tendência de longo prazo. No entanto, seis estados apresentaram, nas últimas duas semanas, incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento: Maranhão, Pará, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul. Outros quatro estados também registraram incidência de SRAG em níveis que exigem atenção, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Amazonas, Mato Grosso, Roraima e Santa Catarina. 

Divulgada nesta quinta-feira (17/9), a atualização é referente à Semana Epidemiológica (SE) 36, período de 6 a 12 de setembro. No agregado nacional, o aumento de SRAG concentra-se, sobretudo, na faixa etária de 2 a 14 anos e está associado principalmente ao rinovírus. No Rio Grande do Sul, o metapneumovírus também tem contribuído para esse aumento. O Boletim aponta ainda que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o rinovírus e o metapneumovírus se destacam como principais causas de mortalidade em crianças pequenas.

Pesquisadora do Programa de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e Boletim InfoGripe, Tatiana Portella chama atenção que, mesmo com a baixa de casos de SRAG na maior parte do país, é importante que a população de risco verifique se está em dia com o calendário de vacinação. “Idosos e imunocomprometidos precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses, enquanto os demais grupos prioritários devem tomar doses de reforço uma vez ao ano. Também é essencial que todas as gestantes tomem a vacina contra o VSR a partir da 28 semana de gestação”, ressalta.


Estados e capitais

O Boletim também indica que o período de sazonalidade do VSR já se encerrou ou que os casos graves estão em queda. No entanto, os estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram níveis baixos de incidência. 

Em relação à Covid-19, há um leve aumento dos casos graves em São Paulo. Nas demais unidades federativas, os casos de SRAG por Covid-19 estão em um patamar baixo de incidência. 

“Nos estados onde ainda há um aumento de SRAG, é importante que a população também tome alguns cuidados extras, como evitar ter contato próximo com pessoas que estão com sintomas de gripe ou resfriado, lavar as mãos com frequência, e manter uma etiqueta respiratória, como cobrir a boca ou nariz com o braço ou lenço de papel ao tossir ou espirrar”, destaca Portella. “Pessoas que já estão com sintomas de gripe ou resfriado: o ideal é ficar em casa em isolamento, mas, se não for possível, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara”. 

Duas das 27 capitais, Belém (PA) e Florianópolis (SC), apresentaram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento de SRAG até a SE 36.

Dados epidemiológicos

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi 52,4% para rinovírus; 22,2% para VSR; 5,9% para influenza B; 3,9% para influenza A; e 2,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Em 2026, já foram notificados 151.165 casos de SRAG, sendo 81.572 (54%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 53.771 (35,6%) negativos e cerca de 7.255 (4,8%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 41,1% para VSR; 31,4% para rinovírus; 17% para influenza A; 5,5% para influenza B; e 3,8% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Em 2026, já foram registrados 6.663 óbitos por SRAG, sendo 3.112 (46,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 2.904 (43,6%) negativos e ao menos 112 (1,7%) aguardando resultado laboratorial. Verificou-se que, no ano, 35,4% das mortes foram por influenza A; 22,9% por rinovírus; 16,2% por VSR; 14% por Sars-CoV-2 (Covid-19); e 9,3% por influenza B. 

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças menores de 2 anos, em termos de mortalidade, ocorre o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada. 

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os óbitos com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório foi de 28,9% por rinovírus; 26,8% por VSR; 14,8% por influenza B; 12% por influenza A; e 5,6% por Sars-CoV-2 (Covid-19).

Período eleitoral

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Fonte _ FioCruz

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