quinta-feira, 17 de julho de 2025

Acre avança na vacinação de crianças e adolescentes com mais de 4 mil doses aplicadas nas escolas

 


Com mais de um milhão de doses aplicadas nas escolas de 4,1 mil municípios, o Brasil avança na cobertura vacinal de crianças e adolescentes. No Acre, 4,6 mil foram aplicadas em 68,1% dos municípios. O balanço referente ao primeiro semestre de 2025, divulgado nesta quarta-feira (16) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, faz parte das ações do Programa Saúde na Escola (PSE), que promove vacinação de estudantes de até 15 anos no ambiente escolar. Pela primeira vez, a iniciativa, realizada anualmente pelos ministérios da Saúde e da Educação, registra dados com recorte das doses de vacinas aplicadas no espaço educacional, o que representa uma inovação no acompanhamento vacinal.

O Saúde na Escola teve uma adesão histórica no ciclo 2023/2024, alcançando 5.544 cidades, o que representa 99% do total no Brasil. No Acre, todos os 22 municípios aderiram ao programa. Para fortalecer suas ações, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões a estados e municípios, com foco na ampliação da cobertura vacinal, redução de doenças imunopreveníveis, além de ações de combate à desinformação e conscientização. Desse total, R$ 757 mil serão destinados aos municípios acreanos. A previsão é que mais de 146 mil alunos sejam contemplados pelo PSE no estado.

A mobilização nacional deste ano, realizada dentro das escolas, alavancou a aplicação de doses no país. Em abril, foram registradas 212,1 mil doses aplicadas em crianças e adolescentes, ou seja, 10 vezes mais que as realizadas no mês anterior (20,6 mil). Já o mês de maio responde pelo pico de 583,7 mil doses, o que representa mais de 25 vezes em relação a março.

“Estamos mostrando que já começamos a recuperar esse grande esforço de salvar vidas no Brasil, por meio do nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI). Ultrapassamos um milhão de crianças vacinadas nas escolas. Além disso, das 16 vacinas do calendário nacional, tivemos aumento em 15 e apenas uma manteve-se estável. Até o final do ano, continuaremos intensificando nossas ações de vacinação”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Vinte e cinco tipos de vacinas do calendário nacional - como HPVBCGCovid-19denguefebre amarelameningite, influenzapoliomielitesarampocaxumbarubéola e outras doenças imunopreveníveis - já foram aplicadas em ambiente escolar em estudantes de 4,1 mil municípios, ou seja, 74% das cidades brasileiras.

“Em nome da Unicef, parabenizo o Ministério da Saúde pelos avanços na imunização de crianças e adolescentes no Brasil. Sem sombra de dúvida, o país é uma referência mundial. Como foi apresentado aqui, o Brasil já alcançou a meta de cobertura de alguns imunizantes importantes para a infância e a adolescência. Parabenizo, também, pelas estratégias utilizadas, não apenas pelo microplanejamento, mas por todo o esforço de envolver a educação junto com a saúde”, afirmou a chefe de Saúde e Nutrição da Unicef no Brasil, Luciana Phebo.

Avanços na cobertura vacinal no Brasil    

O avanço da vacinação entre crianças e adolescentes também se reflete fora do ambiente escolar.  

Em 2025, o Brasil registrou aumento na cobertura de 15 das 16 vacinas do calendário nacional, revertendo o cenário de queda desde 2016. Esse progresso foi possível graças à retomada do Programa Nacional de Imunizações (PNI), às grandes mobilizações nacionais - como o Dia D - e à garantia do abastecimento de imunizantes em todo o país.  

O aumento da cobertura das 15 vacinas se refere ao primeiro quadrimestre de 2025 na comparação ao mesmo período de 2024:  

  • Pneumo10 (1º reforço): de 80,66% para 89,13%  
  • BCG: de 63,59% para 88,29%  
  • Pneumo10 (dose inicial): de 79,65% para 85,93%  
  • Meningo C: de 69,72% para 84,31%  
  • Penta: de 82,37% para 84,22%  
  • VOPb: de 74,14% para 79,34%  
  • Febre Amarela: 72,59% para 78,88%  
  • DTP (1º reforço): de 74,49% para 81,97%  
  • Tríplice Viral (dose de reforço): de 61,62% para 72,89%  

Vale destacar que, no ano passado, o Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo como problema de saúde pública (título perdido em 2019) em vista desses avanços, especialmente da vacina tríplice viral, que ultrapassou a meta de 95% de cobertura nacional em 2024, considerando todo o ano.  

Vacinação contra HPV também avança no Brasil 

O Brasil ampliou a vacinação contra HPV na população entre 9 e 14 anos. Em meninas, a cobertura aumentou para 82,77% em 2024 na comparação com 78,38% em 2022. Já nos meninos, esse percentual foi ampliado para 67,21% em 2024 contra 45,43% em 2022.  

“Vocês estão aqui, vivos, sem paralisia infantil e muitos sem nunca terem tido sarampo porque, um dia, seu pai ou sua mãe levou você para vacinar, enfrentando, muitas vezes, situações muito mais difíceis para isso”, afirmou Padilha, ao reforçar a importância do papel dos pais, das mães e dos responsáveis na vacinação dos filhos. 

Também contribuíram para o avanço da vacinação e da qualificação dos dados no país as ações de vacinação microplanejadas e adaptadas à realidade de cada região, o combate à desinformação e as melhorias nos sistemas de informação e no registro das doses.

Fonte _ Saúde.gov

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Saúde do Acre investiga quatro casos suspeitos de sarampo

 


Quatro casos de sarampo estão em investigação no Acre. Este número foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), que notificou 11 casos suspeitos da doença entre janeiro a julho deste ano. Desse total, sete já foram descartados.

No dia 8, o estado emitiu um alerta reforçando medidas de prevenção para evitar casos de sarampo no estado, após o aumento de registros da doença na Bolívia.

De acordo com a chefe do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis do Acre, Renata Meireles, quando há suspeita da doença, são coletados materiais para analise epidemiológica e laboratorial no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

“São coletadas três amostras, tanto de sangue, swab e urina, do paciente encaminhadas ao Lacen que é o nosso laboratório de referência para análise laboratorial, depois dessa análise laboratorial são emitidos os resultados e nós liberamos aos municípios”, explicou.

Dentre os casos notificados no estado está de um paciente da cidade de Cobija, na Bolívia. “Ele faz tratamento em Rio Branco e o caso foi notificado na Fundação Hospitalar [Fundhacre]. Foram coletadas swab, urina e soro, encaminhadas ao Lacen e teve como resultado não reagente, por isso esse caso está entre os descartados”, detalhou.

Meireles pontuou ainda que a notificação de casos suspeitos é um procedimento normal dentro das unidades de saúde do estado. “Isso mostra um sensibilidade dos profissionais de saúde dentro dos municípios e dentro das unidades de saúde do estado, e mostra que aquele profissional de saúde está preparado na conduta frente a um caso suspeito ou confirmado de sarampo”, concluiu.



Alerta na fronteira

Os municípios de BrasiléiaEpitaciolândia e Assis Brasil, no interior, que ficam na fronteira da Bolívia, intensificaram a vacinação contra o sarampo com mutirões nessa terça-feira (15). A mobilização tem como objetivo reforçar a imunização da população em áreas consideradas estratégicas e impedir a reintrodução da doença no Brasil.

Também na terça, servidores da Saúde do Acre iniciaram uma capacitação com a equipe do Ministério da Saúde (MS) que chegou ao estado para apoiar estratégias de prevenção ao sarampo. O novo boletim aponta que há mais de 100 casos confirmados da doença no país vizinho.

As cidades de Plácido de CastroCapixaba, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil estão em região de fronteira com a Bolívia.

A campanha é parte de uma estratégia nacional do Ministério da Saúde, que intensificou ações nas regiões de fronteira para conter o risco de transmissão. A orientação é vacinar todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos.

Para se vacinar, é necessário apresentar cartão de vacina, cartão do SUS, CPF e documento com foto.



Capacitação e monitoramento

Além da mobilização nos postos de saúde, o estado também realiza nesta semana um seminário de “Imersão sobre Sarampo: aspectos clínicos, epidemiológicos, imunização e diagnóstico”.

Segundo Renata Quiles, coordenadora do Núcleo de Imunizações da Sesacre (PNI-AC), até o momento, o Acre não tem casos confirmados da doença, mas há casos suspeitos sendo monitorados.

A fronteira é considerada uma área sensível devido ao constante fluxo de turistas vindos de países com circulação ativa do vírus.

“Esse seminário prevê um dia inteiro de programação, com sensibilização da vigilância epidemiológica, treinamento das equipes de imunização para ações de atualização vacinal, bloqueio e preparo de outras áreas que possam atuar caso ocorram confirmações”, destacou Renata

As secretarias municipais também apostam em campanhas de conscientização nas redes sociais e em locais públicos.

O sarampo é uma doença grave, altamente contagiosa e pode levar a complicações, principalmente em crianças e pessoas com imunidade baixa. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as unidades básicas de saúde dos municípios envolvidos na campanha.

Sinais e sintomas:

  • Febre alta;
  • manchas vermelhas;
  • tosse seca;
  • irritação nos olhos (conjuntivite);
  • nariz escorrendo (coriza) ou entupido.

Fonte _ G1 Acre

SUS Investiga

 


'Vai amputar só em último caso', diz pai de bebê que sofreu queimaduras após banho em maternidade no AC

Aurora Maria Oliveira Mesquita foi submetida ao procedimento de enxerto nos dedos dos pés na última quarta-feira (9) no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG), onde segue internada desde 25 de junho.

Após sofrer queimaduras de 2º e 3º graus durante um banho na maternidade de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, a bebê Aurora Maria Oliveira Mesquita deve ter o procedimento de enxerto avaliado nos próximos dias pela equipe médica do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG), onde está internada desde o dia 25 de junho.

A menina passou pelo método cirúrgico nos pés no último dia 9 de julho. Apesar da melhora, o quadro da bebê ainda é delicado e os médicos não descartam a possibilidade de amputação de alguns dedos.

Segundo o pai, Marcos Oliveira, a equipe médica avalia, a cada troca de curativo, se o corpo da criança está aceitando o enxerto.

“Vão ter a certeza amanhã [17] se realmente deu certo. Caso não tenha dado, ela vai passar por outra cirurgia. Também pode acontecer de amputar alguns dos dedinhos”, explicou ele ao g1.

As queimaduras foram profundas e durante os procedimentos de limpeza, os profissionais chegaram a encontrar partes expostas na perna da bebê.

Ainda assim, ele afirma que a equipe está fazendo de tudo para evitar a amputação. “O médico falou que vai amputar só em último caso, se o enxerto não der certo ou se passar alguma bactéria”, disse.

Quadro estável

Apesar de ter deixado a UTI e não estar sedada, Aurora sente desconforto, especialmente nas pernas. “Quase não pode mexer as perninhas, até porque tiraram pele da panturrilha também”, relatou o pai.

Contudo, ela segue estável e toma um medicamento específico para o cérebro, devido à parada cardíaca que sofreu no início do tratamento, quando chegou a ficar 39 minutos sem sinais vitais. Os médicos acompanham a evolução dela com atenção e com o objetivo de evitar sequelas neurológicas.

O resultado sobre a eficácia do enxerto deve sair nesta quinta-feira (17). Caso o corpo da bebê não reaja bem ao procedimento, os médicos vão tentar um novo enxerto antes de considerar a amputação definitiva.

A família segue abalada emocionalmente com a situação. “Psicológico não vale mais nada”, desabafou.

Fonte _ G1 Acre

terça-feira, 15 de julho de 2025

Ministério da Saúde intensifica vacinação em áreas de fronteira para conter avanço do sarampo no Brasil

 


Diante do aumento expressivo dos casos de sarampo nas Américas, o Ministério da Saúde começou a intensificarvacinação em cidades brasileiras localizadas na fronteira com países vizinhos, como a Bolívia, que atualmente enfrenta um surto da doença. Como parte dessa estratégia, o Acre é o primeiro estado a realizar o Dia D de vacinação, nesta terça-feira (15), com o objetivo de prevenir a reintrodução do sarampo no Brasil.

Dos 22 municípios acreanos, sete fazem fronteira com a Bolívia: Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia, Plácido de Castro e Xapuri. A vacinação contra o sarampo está ativa em todo o país, com todos os estados abastecidos com a vacina tríplice viral. Somente em 2025, mais de 12 milhões de doses já foram distribuídas, e 2,4 milhões aplicadas até o momento.

A mobilização no Acre conta com o apoio das gestões estadual e municipais e é conduzida por três frentes principais. A primeira é a intensificação da vacinação com a tríplice viral, a vacinação de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto, o reforço entre adolescentes e jovens, e a atualização vacinal de brasileiros que estudam na Bolívia e retornam ao Brasil durante as férias.

A segunda estratégia consiste na aplicação de uma dose extra da vacina dupla viral, destinada a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias de idade. Essa medida oferece proteção precoce e temporária em locais com grande circulação de pessoas, como as cidades de fronteira. A dose adicional não substitui as vacinas de rotina aplicadas aos 12 e 15 meses, conforme define o calendário de vacinação infantil.

Além da vacinação, o Ministério da Saúde e o estado promovem seminários sobre sarampo focados na prevenção e na resposta rápida a casos. Realizados nesta terça e quarta-feira (15 e 16 de julho) em Rio Branco e Brasiléia, os eventos reúnem profissionais de saúde, autoridades locais e representantes da pasta para capacitar a rede local no manejo clínico de casos suspeitos, vacinação, vigilância nas fronteiras e diagnósticos laboratoriais. Também discutem ações integradas com a Bolívia e o uso de tecnologias para a detecção precoce de casos e rumores.

Além do Acre, a intensificação da vacinação foi recomendada para municípios de outros estados fronteiriços, que terão um Dia D de vacinação contra a doença em 26 de julho: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Brasil livre do sarampo

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação de país livre do sarampo, resultado do fortalecimento da vigilância e da retomada da vacinação. Em 2016, o país já havia alcançado esse status; no entanto, em 2018, as baixas coberturas vacinais permitiram a reintrodução do vírus no país. No último ano, a cobertura da vacina tríplice viral ultrapassou a meta nacional de 95%.

Para reverter a queda na cobertura, o Ministério da Saúde investiu na vacinação nas fronteiras e em locais de difícil acesso, além da busca ativa de casos suspeitos, realização do Dia S de mobilização para detecção de casos suspeitos de sarampo, oficinas de resposta rápida frente a esses casos e webinários sobre manejo clínico do sarampo.

Em 2025, como apoio à contenção do surto na Bolívia, o Ministério da Saúde disponibilizou 600 mil doses da vacina contra o sarampo para doação. As vacinas oferecem proteção contra o sarampo, reforçando o compromisso do país com a cooperação internacional em saúde e o enfrentamento das doenças imunopreveníveis na região.

Cenário epidemiológico

Neste ano, o Brasil teve cinco casos isolados registrados, nos estados do Rio de Janeiro (2), São Paulo (1), Rio Grande do Sul (1) e no Distrito Federal (1). Esses casos, por serem importados e isolados, não comprometem a recertificação. A vacinação é segura e eficaz contra o sarampo. Aderir é a principal forma de evitar a reintrodução do vírus no país.

Até 5 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 108 mil casos confirmados de sarampo no mundo. Na região das Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) confirmou 7.132 casos, com 13 mortes. Os números incluem 34 na Argentina, 34 em Belize, 60 na Bolívia, 5 casos isolados no Brasil, 3.170 no Canadá (com um óbito), 1 na Costa Rica, 1.227 nos Estados Unidos (com três mortes), 2.597 no México (com nove mortes) e 4 no Peru.

Fonte _ Saúde.gov

Boas Práticas de Cuidado Integral em Saúde Mental e Bem Viver

 


MOSTRA DE BOAS PRÁTICAS DE CUIDADO INTEGRAL EM SAÚDE MENTAL E BEM VIVER

Serão apresentações onde os profissionais mostrarão as experiências desenvolvidas nos seus territórios.

No dia 3 de apresentações, serão exibidas as experiências dos profissionais de ACRELÂNDIA, BUJARI, CAPIXABA, PORTO ACRE, SENADOR GUIOMARD.

Dia 2

Dia 1

domingo, 13 de julho de 2025

Comer frutas como maçã e banana melhora saúde intestinal e imunidade

 


Enquanto a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o consumo de quatro porções diárias de hortaliças e frutas, algumas dietas da moda pregam a retirada desses alimentos do cardápio. Esses movimentos que invadem as redes sociais, como a onda da "dieta carnívora", estão por trás de prejuízos à saúde. Afinal, os vegetais são redutos de compostos protetores, e não faltam pesquisas atestando seus benefícios.

Uma revisão publicada em abril no periódico científico Food Science & Nutrition reforça os efeitos benéficos das frutas em prol do intestino, com impactos no sistema imunológico. "A combinação de vitaminas, sais minerais e compostos de ação antioxidante favorece a microbiota intestinal", explica o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital Israelita Albert Einstein.

Para completar, vários desses alimentos contêm fibras especiais conhecidas como prebióticas. "Elas contribuem para a proliferação das bactérias do bem", comenta Cukier. Algumas oferecem ainda os polifenóis, que também estimulam o crescimento dessa população bacteriana, sobretudo das bifidobactérias e dos lactobacilos.

Esse conjunto de nutrientes ajuda a combater a disbiose, que é o desequilíbrio na população de micro-organismos, com maior concentração de micróbios patogênicos em comparação com os benéficos. A disbiose afeta a permeabilidade do intestino, permitindo que agentes nocivos viajem pela circulação e desencadeiem inflamações e outros danos.

Por outro lado, há evidências de que manter a harmonia no ecossistema intestinal promova um reforço na imunidade. Entre os mecanismos envolvidos está o aumento na produção de células imunológicas, segundo a pesquisa recente.

Outros trabalhos mostram um elo entre o equilíbrio na microbiota e a regulação da resposta imune, o que pode ajudar a blindar o organismo contra infecções oportunistas, caso de gripes e resfriados.

Vale frisar que tais processos só acontecem de maneira eficaz dentro de um contexto saudável, ou seja, com cardápio equilibrado, atividade física, boas horas de sono e gerenciamento do estresse.

E, como em tudo na alimentação, o ideal é consumir com parcimônia. "Ainda que as frutas apresentem benefícios, não dá para exagerar no consumo", pondera o nutrólogo. Ele enfatiza a necessidade de um maior controle para pessoas com diabetes e problemas renais, que devem ter acompanhamento de médico e nutricionista.

E a frutose?

Nos últimos anos, têm se popularizado discursos acusando as frutas de não serem saudáveis devido à presença de frutose em sua composição. A frutose é um tipo de açúcar que, em excesso, pode desencadear o ganho de peso.

Mas o problema não está nas frutas: ela tem sido amplamente usada na indústria para adoçar produtos ultraprocessados, como refrigerantes, sorvetes, cereais matinais e achocolatados. Essas são as fontes de frutose que devem ser evitadas por quem se preocupa com a própria saúde.

Nos frutos, os teores da substância são muito menores se comparados com esses produtos. Além disso, os vegetais contam com vitaminas, sais minerais, antioxidantes, compostos bioativos e fibras, numa mistura que atenua a velocidade de absorção da frutose, favorecendo o equilíbrio glicêmico.

Portanto, não há motivo para tirar as frutas do cardápio por medo de ingerir frutose em excesso.

Confira os benefícios de algumas das frutas mencionadas no estudo

Banana
Há desde a pequenina banana-ouro até a banana-da-terra, passando pela banana-maçã, pela prata e pela nanica. Além de ofertar fibras, as guardiãs do intestino, as bananas são ricas em vitaminas do complexo B e sais minerais, como o potássio, indispensáveis à saúde muscular.

Frutas vermelhas

Morango, cereja, mirtilo, framboesa e afins são fontes de antioxidantes, sobretudo de antocianinas, as responsáveis pelos tons vermelhos e arroxeados dessas frutinhas. Essas substâncias ajudam a neutralizar os radicais livres — moléculas que, em excesso, estão por trás de prejuízos às células.

Fonte_ Folha

15º Domingo do Tempo Comum | MISSA AO VIVO | Catedral Nossa Senhora da Glória

 


Copa do Mundo de Clubes da FIFA - CHELSEA X PSG | FINAL

 



Chelsea é impecável no 1º tempo contra o PSG e conquista a Copa do Mundo de Clubes

Cole Palmer dá show, João Pedro marca de novo, e time inglês domina o favorito Paris Saint-Germain, com três gols na etapa inicial

Para a história!

O técnico Renato Paiva tinha razão: o cemitério do futebol está cheio de favoritos. Não foi só o Botafogo que chocou o mundo ao superar este Paris Saint-Germain — que havia vencido todas as suas competições na temporada. O Chelsea teve uma atuação impecável no primeiro tempo, ganhou por 3 a 0 e conquistou o título da primeira Copa do Mundo de Clubes. Melhor da partida, o meia-atacante Cole Palmer marcou duas vezes, aos 21 e 29 minutos, em chutes praticamente iguais, e ainda deu a assistência para o belo gol de João Pedro, aos 42. O meia João Neves foi expulso quase no fim do segundo tempo, e houve confusão após o apito final (entenda melhor abaixo).

Como foi o jogo

Dá para dizer que o Chelsea garantiu o título da Copa do Mundo no primeiro tempo. O time inglês teve excelente desempenho sem a bola e não deixou o Paris Saint-Germain jogar. Com ela, foi letal nos ataques. Em seis finalizações, três gols. No segundo tempo, o Chelsea baixou as suas linhas e procurou ficar mais tempo com a bola nos pés. O PSG melhorou um pouco, mas seus principais nomes não brilharam, e não conseguiu fazer um gol sequer. Após o apito final, houve confusão generalizada entre jogadores e membros da comissão técnica. Inclusive do treinador Luis Enrique com o atacante João Pedro.

Mais um título mundial

O Chelsea não era considerado um dos favoritos a terminar como o campeão desta Copa do Mundo de Clubes. Havia outros europeus na frente. Mas o time inglês cresceu de produção no mata-mata, goleou o Benfica, superou Palmeiras e Fluminense, e fechou a campanha com uma atuação de gala contra o PSG. Esse é o segundo título mundial do clube, que também foi campeão na edição de 2021 (no antigo modelo).

O craque do time, da final, do torneio

Cole Palmer foi o grande nome do Chelsea nesta temporada 2024/25. Em 52 jogos, marcou 18 gols e deu 13 assistências. Foi figura importante para o quarto lugar na Premier League, o título na Conference League e agora a conquista da Copa do Mundo de Clubes. Palmer marcou dois gols na final contra o PSG, deu assistência açucarada para o de João Pedro e infernizou a defesa adversária ao longo de todo o jogo. Faturou o prêmio de melhor da final e da Copa do Mundo de ClubesTem muita frieza o inglês!

No lugar certo, na hora certa

João Pedro estava curtindo as férias no Brasil no fim de junho. Até que o Chelsea anunciou a sua contratação junto ao Brighton, por R$ 415 milhões. O atacante brasileiro chegou nos Estados Unidos e, em poucos dias, parece já ter justificado esse valor. Ele foi muito bem contra o Palmeiras, nas quartas de final, marcou duas vezes na semifinal contra o Fluminense e também balançou as redes na final contra o Paris Saint-Germain. Isso sem falar nas outras jogadas que proporcionou. Que estrela!

Trump e a Fifa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistiu a final da Copa do Mundo de Clubes ao lado do mandatário da Fifa, Gianni Infantino. A cerimônia pré-jogo teve ainda a execução do hino nacional dos EUA, além da queima de fogos de artifícios nas cores do país e o voo de aviões de caça. O presidente também permaneceu no palco na hora da entrega do troféu. Trump anunciou nesta semana tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros no mercado americano, a partir de 1º de agosto.

Fonte _ GE

sábado, 12 de julho de 2025

FILME - Um Homem no Limite

 


Man on a Ledge

Enquanto um ex-policial condenado se equilibra perigosamente na beira de um hotel de luxo em Manhattan, uma multidão se reúne nas ruas abaixo. Para todos, parece ser apenas mais uma tentativa desesperada de chamar atenção. Mas a psicóloga da polícia, chamada para convencê-lo a desistir, pressente que há algo mais por trás de seus olhos determinados.

À medida que a tensão aumenta a cada minuto no alto do prédio, em outra parte da cidade, um ousado assalto a um diamante lendário está em andamento. Com precisão milimétrica e execução impecável, o roubo mais audacioso da década avança sem obstáculos — protegido pela distração provocada no céu de Nova York.

Neste jogo de manipulações e verdades escondidas, cada segundo conta. O homem na beira do abismo não é apenas um desesperado — ele é a peça central de um plano brilhante. Mas será que ele conseguirá enganar todos até o fim... sem cair?

Justiça condena atriz Daniela Escobar a pagar R$ 50 mil por ofensas a enfermeiras em podcast

 


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou, em primeira instância, a atriz Daniela Escobar por declarações ofensivas às enfermeiras durante entrevista no podcast Papagaio Falante. A decisão, resultado de ação movida pela Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE) e pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), determinou o pagamento de R$ 50 mil por danos morais coletivos, além da exclusão do conteúdo da plataforma YouTube.

O caso ocorreu em 4 julho de 2023, quando, na companhia do apresentador e humorista Sérgio Mallandro, a atriz comentou que enfermeiras usariam cílios postiços e unhas produzidas no ambiente de trabalho para “catar médico”. A publicação ganhou repercussão nacional e provocou forte reação das entidades de Enfermagem e de profissionais da saúde. 

Em resposta, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e os Conselhos Regionais de Enfermagem (Corens) publicaram nota de repúdio, classificando as declarações como desrespeitosas e prejudiciais à imagem da categoria.

Na sentença assinada pela juíza Delma Santos Ribeiro, foi determinado que o valor da indenização deverá ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD). A magistrada também destacou a ausência de retratação por parte da ré e ressaltou o impacto negativo da declaração sobre a imagem da Enfermagem.

“Em nenhum momento Daniela Escobar apresentou arrependimento por sua declaração, mesmo tendo sido feita em um programa transmitido ao vivo e com grande repercussão. Dessa forma, a requerida demonstra desrespeito às trabalhadoras da categoria, pois a forma de suas vestimentas ou aparência estética, nos termos destacados, não pode ser confundida com a assistência que prestam em seu ambiente de trabalho.”

Para a deputada federal e conselheira do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Ana Paula Brandão, essa decisão simboliza a luta contra a sexualização da Enfermagem. “Não é possível admitir esse tipo de comentário desrespeitoso, pois ele contribui para o aumento dos índices de assédio e violência contra as mulheres da nossa categoria. A Enfermagem é uma profissão séria, e exigimos respeito.”

Fonte _ Cofen

FILME - Crash – No Limite

 


Em Los Angeles, as vidas de diversos personagens de diferentes origens étnicas e classes sociais se entrelaçam após um incidente de violência.

O filme aborda temas como preconceito, intolerância e empatia, mostrando como pequenos eventos podem desencadear grandes mudanças na vida das pessoas.

Com um elenco estelar, Crash – No Limite é um retrato poderoso das complexidades das relações humanas na sociedade contemporânea.

Crash – No Limite (Crash)

Enfermeiros capacitados podem inserir implante anticoncepcional no SUS

 


Implanon, o implante contraceptivo que dura até 3 anos, estará disponível para as brasileiras no Sistema Único de Saúde (SUS) até o final deste ano. Na rede privada, o implante custa até R$ 4 mil. “É uma excelente notícia! Estudos controlados demonstram a maior segurança e eficácia de métodos contraceptivos de longa duração, como o Dispositivo Intrauterino (DIU) e o Implanon. O implante tem taxas de eficácia igual ou até superior a laqueadura”, afirma o conselheiro federal Renée Costa, coordenador da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

Enfermeiros devidamente capacitados podem realizar a inserção do implanon, conforme o Parecer 277/217 e a resolução Cofen 690/2022. Inserido logo abaixo da pele do braço, o Implanon é um pequeno bastão de plástico, com 4 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, que contém 68 mg de etonogestrel e vai sendo liberado em pequena quantidade continuamente na corrente sanguínea. A ação impede que o óvulo seja liberado do ovário e também altera a secreção do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozoides.

Segundo o Ministério da Saúde, até 2026, serão distribuídos 1,8 milhão de dispositivos. Após a publicação da portaria que a incorporação ao SUS, as áreas técnicas terão 180 dias para efetivar o acesso, que envolve etapas de atualização das diretrizes clínicas e também a compra e a distribuição do insumo.

Alta eficácia

Métodos contraceptivos que dependem de conduta ativa dos usuários têm altas taxas de insucesso a longo prazo. Em 10 anos, com o uso típico de camisinha, 9 em cada 10 mulheres engravidam. Seis em cada 10 mulheres que usam contraceptivo oral engravidam ao longo de 10 anos. Com o implante hormonal, a taxa de gravidez ao longo de uma década é de 1 em 100. O levantamento considerou o uso típico, incluindo falha humana.

O Implanon já era disponibilizado para públicos específicos no SUS, incluindo mulheres com HIV/AIDS em uso de dolutegravir; mulheres em uso de talidomida; privadas de liberdade; trabalhadoras do sexo; e em tratamento de tuberculose em uso de aminoglicosídeos.

Fonte _ Cofen

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Como o SUS virou exemplo de saúde pública no Reino Unido



A médica brasileira Maitê Gadelha, de 29 anos, não esconde sua paixão pela saúde pública. Nascida em Belém e formada pela Universidade do Estado do Pará, ela confessa que teve alguma dificuldade para encontrar uma especialização após terminar o curso de Medicina.

“Sempre me envolvi com organizações não governamentais e trabalhos sociais para entender como é lidar com a saúde fora dos consultórios”, diz a médica, que foi uma das coordenadoras do UK Brazil Forum 2025, um evento realizado em junho que debateu questões brasileiras na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Essa vontade fez com que Gadelha atuasse em uma clínica itinerante, que visitou dezenas de cidades paraenses durante a pandemia de covid-19, para prestar assistência às comunidades ribeirinhas e quilombolas.

Após concluir uma residência em Medicina da Família e da Comunidade e um MBA no Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, a médica ganhou uma bolsa do governo britânico e mudou-se para a Escócia, onde foi fazer um mestrado em Saúde Pública na Universidade de Edimburgo.

“Minha ideia era vir para o Reino Unido e aprender mais sobre o sistema de saúde do país, para depois voltar ao Brasil com essa bagagem de conhecimento e aplicar os aprendizados na nossa realidade”, conta ela.

A médica lembra que o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, criado no final dos anos 1980, é inspirado no Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) britânico, que existe desde 1948.

“Queria conhecer como as coisas funcionam por aqui [no Reino Unido] e como eles conseguiram construir esse sistema de saúde pública”, detalha ela.

Mas teve uma coisa que Gadelha não esperava.

“Me surpreendi ao ver o Brasil e o SUS como exemplos de saúde pública na universidade na Escócia”, conta ela.

“Isso foi algo que me orgulhou muito”, confessa a médica.

Segundo o relato dela, muitas das discussões que ela acompanhou em sala de aula giravam em torno da ideia do que outros países podem aprender com o Brasil, com o modelo de saúde implantado no país.

Gadelha diz que o conhecimento sobre o sistema brasileiro entre colegas de classe variava bastante. Entre alunos, que, como ela, vinham de vários cantos do mundo, alguns não sabiam detalhes sobre o funcionamento do SUS — e chegavam a questionar como era possível prestar um nível de assistência médica amplo num país tão grande como o Brasil.

“Agora, entre professores, principalmente aqueles que pesquisam sistemas de saúde, há um reconhecimento do nosso país como um modelo”, diferencia ela.

O que o SUS pode ensinar ao mundo?

Na avaliação de Gadelha, uma das joias da coroa do SUS é a Estratégia Saúde da Família (ESF).

Esse modelo, implantado em boa parte do território nacional, depende do trabalho dos agentes comunitários de saúde, que visitam as casas das famílias e fazem um acompanhamento de sintomas, incômodos, doenças crônicas e outros aspectos que podem impactar a vida e o bem-estar das pessoas.

Aliás, essa estratégia começou a ser replicada em projetos pilotos de outros países, inclusive no próprio NHS do Reino Unido, como detalhou a BBC News Brasil nesta reportagem de junho de 2023.

“A gente tem tanto a ensinar… Hoje em dia, muito se fala sobre a implementação de projetos com agentes comunitários de saúde e sobre o envolvimento das comunidades nos programas de atenção básica”, explica Gadelha,

“Existe todo um trabalho da Organização Mundial da Saúde sobre esse tema, que é algo que o Brasil faz de uma forma muito fácil e tranquila, enquanto os outros países ainda estão pensando em formas de implementar iniciativas do tipo”, complementa ela.

Mas os exemplos positivos que vêm do SUS não param por aí.

“O sistema de saúde brasileiro tem princípios muito sólidos, principalmente quando se fala de universalidade”, acrescenta a médica.

“Um tema relevante no mundo globalizado que vivemos hoje é a falta de acesso à saúde quando você vai visitar um outro país. Há uma grande discussão sobre como garantir isso de forma universal, para todos.”

“E isso é algo que já existe no nosso país. Independentemente se você for brasileiro ou estrangeiro, não vai ficar desamparado se precisar de uma assistência por meio do SUS”, destaca a especialista.

Gadelha também aponta para o modelo de financiamento do SUS e a forma como os serviços são oferecidos sem custos diretos à população.

“Em muitos países, há o chamado out of pocket, ou a necessidade de a pessoa que precisar de algum serviço de saúde ter que pagar por isso, ao menos por uma parte.”

“Existe uma grande preocupação de quantas catástrofes financeiras você pode causar numa família por conta disso”, observa ela.

Na visão de Gadelha, outro ponto que coloca o SUS na vanguarda são as parcerias público-privadas, que envolvem a contratação de equipamentos e serviços de empresas para prestar assistência à população.

“Isso é algo que o NHS, por exemplo, começou a implantar recentemente para reduzir as filas de espera por exames, consultas e procedimentos”, diz ela.

O conhecimento sobre a realidade dos problemas de saúde também é algo que faz o Brasil ganhar uma posição de destaque, acredita a médica.

“Uma aula sobre tuberculose, por exemplo, é muito mais rica no nosso país, porque a gente consegue realmente entender os motivos de um problema desses persistir e qual o papel dos determinantes sociais da saúde”, diferencia ela.

“Sabemos que lidar com doenças como essa não depende apenas da medicação. Compreendemos melhor como o ambiente pode propiciar a disseminação de certas condições.”
Para Gadelha, o sistema brasileiro já entendeu faz tempo que a promoção de saúde é “algo multifatorial, que precisa da parceria com áreas como assistência social, educação e outros setores”.

O que o SUS pode aprender com o mundo?

Mas nem tudo são boas notícias para o Brasil — e, certamente, há coisas a melhorar no sistema público de saúde, pondera a especialista.

“Um dos artigos apresentados nas aulas aqui na universidade foi sobre comunicação. E um exemplo a não ser seguido foi a forma como nosso país conduziu a pandemia de covid-19”, lembra ela.

“O debate ali era como um país com um sistema tão capilarizado, tão forte, conseguiu ter uma comunicação tão ruim naquele período.”

“Em contrapartida, durante a emergência de saúde pública, o SUS conseguiu chegar em locais muito difíceis, inclusive para a vacinação”, argumenta ela.

Outro ponto em que, na visão de Gadelha, a saúde pública brasileira está em descompasso com o restante do mundo é em termos de sustentabilidade e mudanças climáticas.

“Recentemente participei de um evento com um representante do NHS e ele falou muito sobre a transição energética, sobre a substituição de 100% das ambulâncias para veículos elétricos até 2030, sobre oferecer alimentos em hospitais cujos ingredientes vêm de produtores locais, sobre diminuir as emissões de carbono…”

“Essa discussão ainda está muito incipiente no Brasil e é algo que precisamos fazer, ainda mais com a realização da COP 30 em Belém do Pará, no final deste ano”, sugere ela.

A médica também chama a atenção para a necessidade de investir em educação continuada dos profissionais que atuam no SUS.

“Na minha turma de saúde pública da Universidade de Edimburgo, havia muitos alunos que eram funcionários do NHS. Precisamos dar prioridade a isso, para que colaboradores do SUS tenham mais acesso a treinamento, capacitação, aprendizado e pesquisa”, acredita Gadelha.

Um último ponto que a especialista vê necessidade de aprimoramento é diminuir a carga de trabalho burocrático que recai sobre os ombros de médicos, enfermeiros e assistentes de enfermagem.

“Esse é um dos grandes pesos, principalmente para quem atua com Medicina da Família e da Comunidade”, lamenta ela. “Precisamos realizar muitas tarefas administrativas, fazer toda uma gestão do paciente, que demanda muita energia e tempo, além de diminuir o espaço para o atendimento assistencial.”

“Se a gente conseguisse formar trabalhadores para atuar nesse setor administrativo e deixar o profissional de saúde fazer aquilo para o qual se formou, teríamos um ganho enorme”, sugere ela.

Gadelha agora planeja a volta ao Brasil, para dar continuidade à carreira — e traz na bagagem novos conhecimentos e muitos sonhos.

“Nosso país tem muita capacidade, possui times super treinados e profissionais que entendem a fundo sobre o local onde trabalham. Se a gente integrar tudo isso, vamos conseguir promover ainda mais saúde à população brasileira.”

“Volto com a sensação de que temos o SUS como um sistema muito sólido, com toda a possibilidade de seguir adiante com nossas próprias capacidades”, conclui ela.

Fonte _ Cofen