quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Campanha de carnaval do Ministério da Saúde reforça uso de camisinha na prevenção de doenças
No carnaval de 2026, o Ministério da Saúde reforça a importância do uso de preservativos e outros métodos de prevenção durante todo o ano. Com o mote “Carnaval com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu lado”, a campanha é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, chamando a atenção, especialmente, de jovens e jovens adultos.
Foram
distribuídos 138 milhões de preservativos, nos últimos três
meses, aos estados para reforçar o estoque durante o carnaval,
incluindo as duas novas versões que entraram no SUS em 2025:
texturizada (TEX) e ultrafina (SENSI). A novidade busca
aumentar a adesão ao uso de preservativos, método efetivo na prevenção contra o
HIV, hepatites virais, sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis
(ISTs), além de evitar gestações não planejadas.
Esse
é o primeiro carnaval com a oferta dos novos modelos de
camisinha. “Isso aqui é muito importante: 60% da população não
usa preservativos nas relações sexuais. Tudo o que a gente puder
colocar disponível no SUS para incentivar as pessoas a usarem, nós faremos,
porque previne doenças e protege a nossa população”, destacou o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A
campanha também reforça toda a oferta de proteção às doenças sexualmente
transmissíveis no SUS e que a prevenção pode ocorrer de forma combinada: além
do uso de preservativos, por meio da vacinação contra hepatites, da
testagem rápida, do uso da Prep –
Profilaxia Pré-Exposição e da PEP – Profilaxia Pós-Exposição,
entre outras.
Do
total de preservativos distribuído para reforçar os estoques e
atender a demanda do carnaval, cerca de 132 milhões são externos, texturizados
e ultrafinos, e 3,8 milhões são preservativos internos de látex ou
nitrílica.
Brasil
segue tendência mundial de queda no uso de preservativos
A
diversificação da oferta visa estimular o uso contínuo e correto do
preservativo, tornando-o mais atraente e atendendo às diferentes preferências
da população. Essa ação responde a desafios identificados nos últimos anos: a
queda no uso de preservativos, sobretudo entre jovens.
A
última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo
IBGE com pessoas com 18 anos ou mais de idade, mostrou que nos 12 meses
anteriores à data da entrevista, 22,8% relataram usar preservativo em todas as
relações sexuais. Outras 17,1% afirmaram usar às vezes e 59% dos
entrevistados, nenhuma vez.
A
queda segue tendência mundial. Em 2024, a Organização Mundial de Saúde divulgou
relatório realizado em diversos países europeu, apontou a redução do uso
de preservativos no público jovem.
No
SUS tem prevenção combinada
A
campanha reforça que a prevenção deve acontecer de forma integrada e
permanente, organizada em três momentos fundamentais: Antes da folia, o foco
está na preparação, com o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que prepara o
organismo para enfrentar possível contato com o
HIV; a vacinação contra hepatite A, hepatite B e HPV, além da testagem para HIV, sífilis,
hepatites B e C e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Durante o Carnaval, a campanha incentiva o uso dos preservativos externos SENSI
e TEX, preservativos internos e gel lubrificante. Depois da folia, o cuidado
segue com a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que pode ser
utilizada em até 72 horas após uma situação de risco, além da realização de
autoteste de HIV.
“As
Unidades Básicas de Saúde estão abastecidas com preservativos internos e
externos, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites virais e autoteste de HIV,
vacinas e profilaxias pré e pós exposição. Essas opções, quando
combinadas, protegem ainda mais você e a festa fica mais segura”, informou
Padilha.
Identidade cultural
A campanha “Carnaval
com prevenção. Antes, durante e depois da folia, é o Governo do Brasil do seu
lado” é protagonizada pela cantora Gaby Amarantos, com objetivo de
fortalecer identidade cultural do Carnaval brasileiro. Símbolo de alegria,
diversidade e representatividade, a artista dá voz à mensagem de prevenção e
amplia o alcance da ação em todo o país, ajudando a romper barreiras regionais
e a transformar a prevenção combinada em um movimento vibrante e
acessível.
Brasil
elimina transmissão vertical do HIV e alcança menor taxa de mortalidade
Brasil
apresentou queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, registrando 9,1 mil mortes
no último ano. Pela primeira vez em três décadas, o número ficou abaixo de dez
mil óbitos. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério
da Saúde em dezembro de 2025 e refletem os avanços em prevenção, diagnóstico e
terapias capazes de tornar o vírus indetectável e intransmissível. Essa
combinação também levou à eliminação da transmissão vertical da doença, quando
ocorre da mãe para o bebê.
A
eliminação da transmissão vertical como problema de saúde pública ocorreu
devido à taxa abaixo de 2%. A incidência da infecção em crianças ficou abaixo
de 0,5 caso por mil nascidos vivos. O Brasil também atingiu mais de 95% de
cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes
que vivem com o vírus. Isso significa que o país interrompeu, de forma
sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação,
atingindo integralmente as metas internacionais. Os resultados estão em linha
com os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Cuide-se
Para
curtir o Carnaval de forma tranquila, lembre-se dessas dicas:
- Beba água
para se hidratar
- Use protetor
solar
- Se for viajar
para área de mata, vacine-se contra Febre Amarela
- Previna-se
contra HIV, hepatites B e C, sífilis e outras ISTs
- Se precisar,
procure uma Unidade de Saúde.
Acesse a
campanha Prevenção às ISTs - Carnaval
Fonte _ Saúde.gov
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
InfoGripe destaca baixa circulação de influenza A e VSR na maior parte do país
Divulgada nesta
quinta-feira (12/2), a
nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta para um cenário
nacional em que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
(SRAG) apresenta sinal de queda na maioria dos estados. A análise
sublinha que essa redução é um reflexo da baixa circulação de diversos vírus
respiratórios, como a influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório
(VSR). A atualização é referente à Semana Epidemiológica 5,
período de 1° a 7 de fevereiro.
A exemplo das
últimas semanas, o InfoGripe mostra que apenas 3 das 27 unidades
federativas – Acre, Amazonas e Roraima – têm nível de
atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com
sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas). A alta
incidência de SRAG no Acre e no Amazonas se deve ao recente aumento das
hospitalizações por influenza A nesses estados, que já apresentam sinal de
reversão do crescimento. No Acre, os casos de VSR continuam
aumentando, mantendo assim os casos de SRAG em crianças pequenas em um patamar
alto.
“Além disso, no Acre
e no Amazonas o aumento de SRAG se concentra entre os idosos a partir dos 65
anos e em adultos de 50 a 64”, diz a pesquisadora do Boletim InfoGripe e do
Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella.
Ela ressalta que o
aumento do número de casos de SRAG entre os idosos no Acre e
Amazonas é um padrão característico da Covid-19, mas observa que não há dados
de confirmação laboratorial suficientes para confirmar esse cenário. “O VSR
continua aumentando no Acre, mantendo os casos de SRAG em crianças pequenas em
um patamar alto. A influenza A, que geralmente impulsiona o aumento de SRAG em
jovens, adultos e idosos, já mostra sinais de reversão do crescimento no Acre
e Amazonas”, afirma a pesquisadora. Em Roraima, verifica-se crescimento de SRAG
em crianças de 2 a 4 anos, jovens, em adolescentes e adultos de 15 a 49 anos e
idosos a partir de 65 anos.
Estados e capitais
O InfoGripe mostra
ainda que há um leve aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e
Covid-19 no Rio de Janeiro, porém ainda em níveis baixos, sem impacto nos casos
de SRAG nesses estados. Apenas 2 das 27 capitais brasileiras apresentam nível
de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas,
com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (nas últimas seis semanas)
até a semana 5: Manaus (AM) e Porto Velho (RO).
Dados
epidemiológicos
No país, o cenário
atual sinaliza que que os casos notificados de SRAG apresentam sinal de queda
na tendência de longo prazo e de estabilidade ou oscilação na tendência de
curto prazo. Referente ao ano de 2026, já foram notificados 6.306 casos de
SRAG, sendo 1.905 (30,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 2.767 (43,9%) negativos e cerca 1.154 (18,3%) aguardando
resultado.
Entre os casos
positivos do ano corrente, 33,4% são rinovírus, 21,5% de Sars-CoV-2, 19,3% de
influenza A 1,9% de influenza B e 11,8% de vírus sincicial respiratório. Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos
foi de 33,4% de rinovírus e 22,9% de Sars-CoV-2,19,2% de influenza A, 2,0% de
influenza B e 11,5% de vírus sincicial respiratório.
Incidência e
mortalidade
A incidência e a
mortalidade semanais médias nas últimas oito semanas epidemiológicas mantêm o
padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias
analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças pequenas,
enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos.
O estudo verificou
também que a incidência de SRAG por Sars-CoV-2 e influenza A é maior entre
crianças pequenas e idosos, enquanto a mortalidade tem maior impacto entre os
idosos. Em relação aos demais vírus com circulação relevante no país, o impacto
nos casos de SRAG tem se concentrado entre as crianças pequenas e está
associado principalmente ao rinovírus, metapneumovírus e VSR.
O Boletim
InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao
monitoramento de casos de SRAG no país. A iniciativa oferece suporte às
vigilâncias em saúde na identificação de locais prioritários para ações,
preparações e resposta a eventos em saúde pública.
Fonte _ FioCruz
Ministério da Saúde inicia vacinação de 6,8 mil profissionais de saúde contra a dengue no Acre
Ministério
da Saúde iniciou, nesta semana, a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde
da Atenção Primária, com a
previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). As
primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados. No Acre, a ação deve
beneficiar 6.852 profissionais de saúde, com 2.966 doses já encaminhadas ao
estado e novas remessas previstas para as próximas semanas.
A
estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo
Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional, representando um
avanço importante para a autonomia do país e oferta de proteção à população. O
início da vacinação pelos profissionais da Atenção Primária é um passo
estratégico para proteger quem atua próximo à população - médicos, enfermeiros,
técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde das Unidades Básicas de
Saúde.
“A
vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS.
São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se
tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização.
Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando
tem casos de dengue”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A
ampliação para outros públicos - pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais
velhos - está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o
aumento da capacidade produtiva pelo Instituto Butantan. Com investimento de R$
368 milhões, o Ministério da Saúde fechou a compra de 3,9 milhões de doses,
aquirindo todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo
realizada com as primeiras entregas.
O
Ministério da Saúde adotou também estratégia de vacinação para avaliar o
impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, está em
curso, desde janeiro, uma ação de aceleração da vacinação em três
municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas
localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59
anos.
O
público prioritário para a vacina foi definido após reunião técnica com
especialistas da área, conforme recomendação da Câmara Técnica de
Assessoramento de Imunização (CTAI), responsável pelas análises e pela
definição das estratégias. A nova vacina é capaz de proteger contra os quatro
sorotipos da dengue.
Com
parceria internacional, oferta da vacina deve crescer em até 30 vezes
A vacinação da
população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma
parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia
nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi
Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em
até 30 vezes.
O
início da estratégia será pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação
gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. A
vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12
a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.
Investimentos,
produção nacional e transferência de tecnologia
O
desenvolvimento da vacina contra a dengue contou com investimento de R$ 130
milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além
de aportes permanentes do Ministério da Saúde - pelo Novo PAC Saúde serão investidos R$ 1,3
bilhão na reforma e construção de quatro fábricas do Instituto Butantan.
O
SUS também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada
para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a
incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e
2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas.
Público-alvo
Profissionais
de saúde assistenciais e de prevenção:
- Médicos
- Enfermeiros
- Técnicos de
enfermagem
- Odontólogos
- Equipes
multiprofissionais (eMulti)
- Agentes
comunitários de saúde (ACS)
- Agentes de
combate às endemias (ACE)
Trabalhadores
administrativos e de apoio das unidades de saúde:
- Recepcionistas
- Seguranças
- Profissionais
da limpeza
- Motoristas de
ambulância
- Cozinheiros
- Outros
trabalhadores atuantes nas unidades básicas de saúde (UBS)
Cenário
epidemiológico
Em
2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da
redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate
ao Aedes aegypti devem ser
mantidas em todo o território nacional.
Ao
longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente
a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda
significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em
comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A
principal forma de combate à dengue, Chikungunya e Zika segue sendo a eliminação dos
criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle
vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.
Fonte _ Saúde.gov
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Hipervitaminose: vitaminas em excesso colocam pacientes em risco e já levam a internações graves no Brasil
As vitaminas estão em alta, mas médicos alertam que a moda pode trazer riscos sérios. Quando consumidas em excesso, elas deixam de ser aliadas da saúde e passam a provocar uma “toxicidade silenciosa”, conhecida como hipervitaminose. Casos recentes no Brasil mostram complicações graves após tratamentos com doses elevadas de suplementos.
Na
Bahia, a empresária Perinalva Dias da Silva buscou ajuda médica por cansaço e
recebeu indicação de um soro chamado “da imunidade”. Após as aplicações,
começou a passar mal. “Eu comecei a fazer xixi escuro, senti também que os meus
membros inferiores não estavam funcionando mais. Estava intoxicada com a
soroterapia”, contou. Ela ficou 28 dias em coma e precisou de tratamento
intensivo para intoxicação por vitamina D.
Em
São Paulo, a corretora de imóveis Ana Paula Fernandes também enfrentou
complicações após receber implantes hormonais e injeções de vitamina B12 e
D. Ela já passou por quatro cirurgias para tratar as sequelas.
“Na
terceira injeção, começaram os problemas. Dor, muita dor ao andar e me mexer.
Minha vida de um ano para cá realmente modificou muito”, disse.
Outro
caso é o de Tecla Maria Sena Silva, aposentada, que buscava tratamento para
dores atribuídas à osteoporose e recebeu, de um dentista, uma combinação de
oito vitaminas. Após dois meses, sofreu uma intoxicação severa, quase
precisou de hemodiálise e passou dois meses na UTI. “Foi muito grave”, relatou. Segundo
os médicos, a dose que ela recebeu era quatro vezes superior ao recomendado
para tratamento de deficiência.
O
fenômeno também chegou às redes sociais. O chamado “protocolo superbebê” propõe
aplicar vitaminas e aminoácidos em gestantes para aumentar o QI e a imunidade
dos bebês. A técnica, porém, não tem base científica e representa riscos para a
mãe e para a criança. A Organização Mundial da Saúde recomenda apenas ácido
fólico e ferro durante a gravidez.
A
Anvisa registrou 240 notificações de problemas com suplementos vitamínicos
desde o ano passado, sendo 28% de efeitos graves. Além disso, mais de 62 mil
anúncios irregulares foram retirados da internet.
É
uma indústria que movimenta mais de R$ 4 bilhões por ano.
“Excesso
de vitamina pode alterar a função renal, causar lesão hepática e até ser
fatal”, afirma o endocrinologista Clayton Macedo, do Hospital das Clínicas.
O
hepatologista Raimundo Paraná também alerta que a prática se tornou um mercado
lucrativo e sem respaldo científico. “Milhões de brasileiros utilizam
suplementos sem informações adequadas, e as pessoas acabam adoecendo”, afirmou.
Estudo
da Sociedade Brasileira de Endocrinologia mostra que a moda já atinge hospitais
públicos. “Isso se tornou um problema de saúde pública. Temos pacientes
intoxicados em unidades de diálise e UTIs”, disse Macedo.
No
consultório, especialistas reforçam que a suplementação só deve ser feita em
situações de deficiência comprovada. O nutrólogo Alfio Borghi Souza resume:
“Suplementação sem orientação médica coloca pacientes em risco”.
A
recomendação é simples: frutas, verduras, legumes, feijão, arroz e carnes já
oferecem os nutrientes necessários. “Quanto mais cor você encontrar no prato,
mais vitaminas você terá ali”, explicou Souza.
A
população pode acessar o Inotivisa, o Sistema de Notificações para
a Vigilância Sanitária para registrar e acompanhar eventos adversos e queixas
técnicas relacionados a produtos e serviços que possam afetar a saúde da
população. Acesse aqui.
Fonte _ G1
Anvisa aprova nova indicação para vacina contra o HPV
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para a vacina Gardasil 9. Agora, o imunizante também atua na prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço.
A
nova indicação foi aprovada para crianças, homens e mulheres de 9 a
45 anos de idade. O ideal é que a imunização contra o HPV seja
feita antes do início da vida sexual, já que o vírus é transmitido por meio de
relações sexuais.
A
vacina já era usada na prevenção de cânceres do colo do
útero, da vulva, da vagina e do ânus; lesões pré-cancerosas
ou displásicas; verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo
papilomavírus humano (HPV).
A
nova indicação é fundamentada na prevenção da infecção persistente pelos tipos
de HPV oncogênicos, reconhecidos como principais causadores desses
cânceres, bem como na demonstração de resposta imunológica robusta contra esses
tipos virais.
Fonte _ Anvisa
domingo, 8 de fevereiro de 2026
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Atendimento especializado em hospital do Butantan reverte quadro grave de paciente picado por jararaca: “a ciência salva”
Registro da família Braga durante a trilha em Garopaba (SC)
O mar cristalino e a natureza exuberante da praia da Ferrugem encantaram a família Braga, que havia deixado o urbano bairro do Jabaquara, na capital paulista, para passar as festas de fim de ano em Garopaba, no litoral catarinense.
Em
20 de dezembro de 2025, o pai José, de 69 anos, a mãe Maria, de 66 anos, e a
filha Amanda, de 37 anos, se instalaram em uma pousada no município localizado
a 90 km ao sul da capital Florianópolis, ansiando por explorar o encontro do
mar azul com a lagoa cor de ocre, que dá nome à famosa praia.
No
dia seguinte, com roupas de banho e chinelos nos pés, decidiram fazer uma
trilha por um dos morros locais, rodeados de Mata Atlântica, que chegaria até a
praia. Tudo ao redor parecia maravilhoso e um convite para dezenas de selfies.
Mas, no meio do caminho, tinha uma serpente, e o que aconteceu depois disso a
família nunca mais vai esquecer.
“Estávamos
apreciando aquele lugar lindo, mas, de repente, senti uma picada no dedo
mindinho do pé esquerdo. Como não doeu muito, eu segui. Depois de uns 20 metros
senti a vista escurecer e precisei parar”, conta José Cavalcanti Braga, que é
representante comercial de uma distribuidora de medicamentos em São Paulo.
Imprecisão
no diagnóstico atrasa tratamento
Ninguém
tinha certeza de que se tratava de uma cobra, mas a família preferiu levar
Braga, como o pai é conhecido, à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) mais
próxima. A hipótese de acidente ofídico foi descartada pela equipe médica, e o
cearense natural de Mauriti recebeu um analgésico intravenoso, além de uma
receita de antibiótico, e foi liberado.
No
dia seguinte, o patriarca, sempre disposto, estava prostrado, com o pé esquerdo
inchado e hematomas espalhados pelo corpo. A família retornou à unidade de
saúde, onde outro médico pediu um exame de sangue que não teria apresentado
nenhuma anormalidade. “O médico mudou o antibiótico e acrescentou um corticoide
e um anti-inflamatório. Comprei os remédios na farmácia, mas senti que o corpo
e as mãos começaram a ficar mais doloridos e roxos”, relembra.
A imprecisão no diagnóstico desesperou a família, que resolveu voltar para São Paulo para ouvir outra opinião médica. Em um hospital particular, Braga já apresentava sangramentos pelo corpo e na urina, dificultando a realização de novos exames. Um médico que analisou o quadro desconfiou de envenenamento por inseto e ligou na noite do dia 23/12 para o Hospital Vital Brazil (HVB), localizado no Instituto Butantan, o único do país especializado no atendimento de acidentes causados por animais peçonhentos.
Somente
o soro cura envenenamento
A
equipe do HVB analisou fotos e exames e constatou que as equimoses extensas, o
distúrbio de coagulação e os dois pontos de picada no pé de Braga condiziam com
uma picada de jararaca. Por isso foi recomendada a remoção do representante
comercial para a unidade. O patriarca chegou de ambulância no dia 24/12, por
volta das 6h.
“Era
um quadro potencialmente grave. Se ele tivesse continuado sem o soro, poderia
evoluir para complicações renais ou hemorragias graves. Nesses casos, não
adianta tentar corrigir só os sintomas, usar antibiótico, porque somente o soro
neutraliza o veneno e interrompe todo o processo do envenenamento”, afirma a
infectologista Roberta Piorelli, médica do HVB que atendeu José Braga.
O
representante comercial ficou impressionado com o atendimento do hospital
público. “A doutora Roberta me acolheu, me examinou e falou ‘o senhor foi
picado por uma jararaca e vamos aplicar seis ampolas de soro antibotrópico’.
Ela sabia o que estava fazendo, senti uma segurança muito grande”, conta.
Braga
também se surpreendeu com a sua rápida recuperação após receber o antídoto. “O
soro tirou toda aquela dor com a mão. Em poucas horas eu saí da emergência e
fui para o quarto. Tive alta no dia seguinte.”
Geralmente,
pacientes que sofrem acidente por animal peçonhento ficam mais tempo no
hospital em observação. Mas, dada a ótima recuperação de Braga, a equipe médica
do HVB o liberou para passar o Natal em casa, desde que ele voltasse para
algumas consultas ambulatoriais. Depois de um mês, e algumas idas ao hospital,
ele já havia se recuperado totalmente.
Maria Cavalcanti Braga lembra com gratidão do atendimento que o marido teve no HVB. “Eles salvaram a vida dele e temos que ser gratos. Chega a ser emocionante porque foi um susto e tanto. Temos que confiar no SUS [Sistema Único de Saúde] e na ciência. A ciência salva”, diz.
O
que fazer e o que não fazer se for mordido por serpente
Roberta
Piorelli alerta que o uso de calçados inadequados é um dos principais fatores
de risco de acidentes com serpentes. “O ideal é não andar em trilhas de chinelo
ou descalço. Mesmo um sapato fechado não impede totalmente a picada, mas reduz
bastante a gravidade da lesão”, orienta.
A
infectologista também destaca a importância de observar atentamente o solo, já
que as serpentes se camuflam na mata, e de procurar imediatamente um serviço de
saúde em caso de acidente.
“Se
for possível e seguro, tire uma foto do animal. Cada região tem uma fauna
diferente, e as características da picada nos ajudam a orientar os colegas
médicos desde o primeiro atendimento”, explica.
Roberta
reforça que práticas populares podem agravar o quadro e devem ser evitadas:
“Não
façam torniquete. Isso não impede o veneno de se espalhar e ainda piora
a circulação, aumentando o risco de necrose. Não façam cortes, não tentem sugar
o veneno, não passem substâncias caseiras como álcool, querosene, urina,
plantas ou qualquer outro produto no ferimento”, alerta.
A
recomendação correta é simples: lave o local com água e sabão e busque
atendimento médico o mais rápido possível.
“O
mais importante é não perder tempo e, na dúvida, ligar para o Hospital
Vital Brazil. Recebemos fotos da lesão, do animal, os exames e orientamos a
condução do caso, além de indicar onde há soro disponível. Informação e rapidez
salvam vidas”, conclui.
Telefones:
(11) 2627-9528 / 2627-9529 / 2627-9530 /
hvb.administracao@butantan.gov.br
Endereço:
Av. Vital Brasil, 1.500, ao lado do heliponto.
24hs - Assistência médica gratuita
Fonte _ Butantan
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
FioCruz atua na preparação do SUS para eventual resposta ao vírus Nipah
Em
sintonia com a avaliação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e
do Ministério da Saúde (MS) sobre o baixo risco de uma pandemia
causada pelo vírus Nipah (NiV), a Fiocruz atua no
apoio à preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) nos campos do
diagnóstico e da assistência. Com dois casos confirmados na Índia e sem
registro de circulação do vírus fora do Sudeste Asiático, o cenário atual não
apresenta evidência de disseminação internacional ou risco para a população
brasileira.
“Até
o momento, o vírus só circulou no Sul e Sudeste da Ásia”, assegura a
coordenadora de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz,
Tânia Fonseca. “Eventualmente, surgem surtos de Nipah. Isso já aconteceu na
Malásia, em Singapura, na Índia, em Bangladesh, nas Filipinas e, atualmente, de
novo na Índia. O vírus está na lista de patógenos prioritários da OMS, ao lado
de outros com provável potencial pandêmico e/ou de gravidade acentuada”,
enfatiza Fonseca ao explicar que não há qualquer indicação de risco no Brasil e
que é papel da Fiocruz deixar sua estrutura e conjunto de especialistas
preparados diante de uma possibilidade.
No
país, a eventual análise de amostras suspeitas será centralizada no Laboratório
de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergenciais Virais (IOC/Fiocruz),
nomeado como Laboratório de Referência do MS para o vírus Nipah. O Instituto
Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), por sua
vez, assume o papel de unidade hospitalar de referência para assistência em
casos suspeitos.
Transmissão
zoonótica
Com
transmissão associada principalmente a morcegos frugívoros da família
Pteropodidae, conhecidos como raposas-voadoras, o transbordamento do vírus e
consequente infecção pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados por
contato com saliva ou urina dos morcegos ou, mais raramente, por contato direto
entre pessoas ou com superfícies contaminadas. Esses morcegos, considerados os
hospedeiros naturais do vírus Nipah, não estão presentes no Brasil.
O
coordenador-executivo da Fiocruz Mata Atlântica, Ricardo Moratelli, explica que
as espécies hospedeiras ocorrem na Ásia, Oceania, Madagascar e algumas regiões
da África. “Não existem raposas-voadoras no Brasil e nem nas Américas. Além
disso, não há qualquer evidência de circulação do vírus Nipah nas espécies que
ocorrem aqui no Brasil”, comentou.
O
especialista destaca ainda que “os morcegos desempenham importantes serviços
ecossistêmicos como dispersores de sementes, polinizadores, predadores de
insetos que são pragas agrícolas ou vetores de agentes infecciosos que causam
doenças em humanos e animais e, como qualquer outro grupo animal, têm
importante papel na manutenção de ecossistemas”.
O
fluxo operacional e os protocolos de diagnóstico para o vírus Nipah foram
alinhados pela Fundação e pelo MS em caráter preventivo. O planejamento
estratégico, que assegura a disponibilidade de kits diagnósticos em eventual
necessidade, foi validado junto à Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde
Pública (CGLAB).
Fonte _ FioCruz
Ministério da Saúde inicia transição de tratamento de diabetes no SUS com ampliação do uso de insulina mais moderna
O Ministério
da Saúde iniciou o processo de transição do uso da insulina humana (NPH) para a
insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no SUS.
A iniciativa representa um avanço histórico para o cuidado de pessoas que vivem
com Diabete Melito no Brasil e
amplia as opções terapêuticas na rede pública de saúde. É um medicamento mais
moderno, de ação prolongada, que facilita a rotina dos pacientes.
O
projeto-piloto será realizado inicialmente no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito
Federal, contemplando crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com
diabetes tipo 1, e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A
estimativa é que mais de 50 mil pessoas sejam contempladas nessa primeira fase.
“A
expansão da oferta de tratamentos para diabetes no SUS é um exemplo concreto da
importância do fortalecimento do nosso complexo industrial. Isso é parte de uma
política do governo federal, do presidente Lula, de usar o poder de compra do
SUS para aumentar o desenvolvimento industrial brasileiro a fim de garantir
medicamentos gratuitos e assistência farmacêutica à população”, destaca o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Depois de duas décadas, o Brasil voltou
a produzir insulina no país. Isso traz garantia e segurança para os pacientes”,
reforça.
A
glargina é uma insulina de ação prolongada – de até 24 horas, facilitando a
manutenção dos níveis de glicose – e de aplicação única no dia. A transição
será feita de forma gradual, a partir da avaliação de cada paciente. Nos quatro
estados, o Ministério da Saúde está promovendo treinamento para auxiliar os
profissionais de saúde da Atenção Primária. Após os primeiros meses,
será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de
expansão para os demais estados do país.
O
tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250, para dois meses, na
rede privada. A ampliação da sua oferta no SUS está alinhada às melhores
práticas internacionais.
Desenvolvimento
tecnológico e autonomia do SUS
A
expansão do uso da insulina glargina no SUS é resultado de Parceria para o
Desenvolvimento Produtivo (PDP) envolvendo o laboratório público
Bio-Manguinhos, da Fiocruz, com a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a
chinesa Gan & Lee. A iniciativa prevê a transferência desta tecnologia para
o Brasil, reforçando o compromisso do atual governo com o fortalecimento da
soberania nacional na produção de medicamentos, vacinas e demais insumos de
saúde.
Em
2025, por meio desta parceria, foram entregues mais de 6 milhões de unidades do
medicamento, com investimento de R$ 131 milhões. A previsão é chegar ao final
de 2026 com capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes para o
abastecimento do SUS.
A
autonomia na produção de insulina é fundamental diante de cenário de escassez
global deste insumo. Além da parceria para produção de insulina glargina, o
Ministério da Saúde promoveu também parceria para a fabricação nacional da
insulina NPH e regular, em frascos e tubetes. A parceria envolve a farmacêutica
indiana Wockhardt, o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a
Biomm. A transferência de tecnologia entre as empresas já teve início, com
contrato que prevê a produção e entrega de 8 milhões de unidades até 2026.
Dessas, quase 2 milhões já foram entregues, com investimento de R$ 142 milhões
do governo federal.
Monitoramento
contínuo na rede pública
A
transição é resultado do Grupo de Trabalho da Insulina, implementado pelo
Ministério da Saúde em novembro de 2025, que realizou diversos estudos para
oferecer mudanças e melhorias na insulinoterapia do SUS, considerando o cenário
de restrição global na produção de insulina NPH e regular.
A
escolha dos territórios considerou critérios de representatividade regional e
capacidade de implementação, permitindo a avaliação de diferentes realidades do
país.
Todo
o processo de transição será acompanhado pelo Ministério da Saúde por meio de
monitoramento contínuo de dados e capacitações das equipes das Secretarias
Estaduais e Municipais de Saúde. As formações iniciais, realizadas em parceria
com a Fiocruz e a Biomm, abordam o uso adequado das canetas aplicadoras de
insulina e a administração correta do medicamento.
Os
treinamentos iniciaram no dia 27 de janeiro e devem encerrar até meados de
fevereiro. Ao final deste ciclo, as equipes de saúde, diretamente envolvidas na
condução da transição, estarão aptas para iniciar o processo em seus
territórios.
SUS
oferta tratamento integral aos pacientes com diabetes
O
SUS garante assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico,
e monitoramento até o tratamento, conforme o quadro clínico de cada paciente. A
Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada e o responsável pelo
acompanhamento contínuo realizado por equipes multiprofissionais. Atualmente,
são ofertados quatro tipos de insulina: humanas NPH e Regular, e análogas de
ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais para o tratamento do
diabetes mellitus.
Fonte _ Saúde.gov
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Casos de sarampo crescem 32 vezes nas Américas e Opas emite alerta
O
aumento na quantidade de casos de sarampo no
continente americano fez a Opas (Organização
Pan-Americana de Saúde) emitir
um alerta para os países. O número cresceu 32 vezes entre 2024 e 2025.
O
comunicado do escritório regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma
que os números da doença em 2025 e no começo de 2026 são um indicativo de que
os Estados precisam agir imediatamente e de maneira coordenada.
Segundo
a Opas, em 2025 foram registrados 14.891 casos de sarampo nas Américas,
incluindo 29 óbitos –dos quais 22 (73%) ocorreram na população
indígena. "Esse total representa um aumento de 32 vezes em
comparação com os 466 casos notificados em 2024", afirma a organização. Em
2026, já são mais de 1.031 casos.
O
ano de 2025 teve o maior número de casos confirmados desde 2019, quando foi
registrado o maior número dos últimos 22 anos, com 23.269 registros.
"A
Opas insta os Estados Membros a reforçarem, com caráter prioritário, as
atividades de vigilância e vacinação de
rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos",
diz trecho do alerta epidemiológico.
A
organização também indica aos Estados atividades complementares de vacinação,
isto é, além das que já são desenvolvidas rotineiramente.
Diversos
países das Américas têm reportado aumento de casos de sarampo, uma doença que
já foi considerada extinta. O aumento das infecções é resultado na queda de
imunização, um movimento a nível global que ganhou força a partir de 2019, com
a pandemia de Covid.
Autoridades
de saúde do continente adotam diferentes estratégias para tentar elevar os
percentuais de vacinação. A província de Mendoza, na Argentina,
é um exemplo. Denunciou 15 pessoas por não vacinarem seus filhos, o que é
obrigatório por lei naquele país. A cidade de São Paulo registrou dois casos de
sarampo no ano passado.
A
Opas afirma que o aumento de casos confirmados em 2025 é puxado por comunidades
com baixa aceitação vacinal em vários países. A faixa etária mais atingida é de
10 a 19 anos, respondendo por 24% do total.
No
Brasil foram confirmados 38 casos, distribuídos por seis estados e Distrito
Federal. Dez foram contraídos fora do país.
Os
casos foram confirmados em Tocantins (25), Mato Grosso (6), Rio de Janeiro (2),
São Paulo (2), Rio Grande do Sul (1), Maranhão (1) e Distrito Federal (1).
Casos
de sarampo em países americanos
- Argentina: 36
- Belize: 44
- Bolívia: 597
- Brasil: 38
- Canadá: 5.436 - 2
mortes
- Costa Rica: 1
- El
Salvador:
1
- Estados
Unidos:
2.242 - 3 mortes
- Guatemala: 1
- México: 6.428 - 24
mortes
- Paraguai: 49
- Peru: 5
- Uruguai: 13
Nos
Estados Unidos, a situação é epidêmica, com um surto na Carolina do Sul que já
ultrapassa 600 casos. O surto, o pior do país em mais de 30 anos, acontece em
meio à desconfiança pública com as vacinas, movimento encabeçado pelo grupo
político de Donald Trump.
Fonte _ Folha/SP






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