O Ministério
da Saúde iniciou neste mês a distribuição nacional da insulina
glargina para fornecimento gratuito pelo SUS (Sistema
Único de Saúde).
Até esta terça-feira (14) foram distribuídos 358,5 mil tubetes do medicamento
para 21 estados, segundo a pasta.
A
iniciativa faz parte da substituição gradual, no SUS, da insulina NPH, de ação
intermediária e mais antiga, pela insulina glargina, de ação prolongada e mais
moderna. Os contemplados são pacientes de 2 a 17 anos de idade com diabetes tipo
1 e idosos com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.
Quem
tem direito pode retirar o medicamento em qualquer UBS (Unidade Básica de
Saúde), após avaliação clínica e prescrição médica.
A
insulina glargina foi enviada para São Paulo, Amapá, Paraíba, Paraná, Alagoas,
Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe,
Piauí, Minas Gerais e Bahia.
Segundo
a pasta, até o fim de julho serão enviadas remessas para Acre, Mato Grosso,
Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Tocantins.
Em fevereiro e março, quatro unidades da federação receberam insulina glargina em um projeto-piloto de transição da NPH para o novo medicamento: Amapá, Paraíba, Paraná e Distrito Federal. O DF não recebeu novos tubetes neste mês porque já tem estoque suficiente para atender o público elegível.
Embora
a insulina NPH seja classificada como de ação intermediária, seu efeito costuma
não se manter por 24 horas, o que frequentemente exige duas ou até três
aplicações ao longo do dia.
A
glargina, por sua vez, dura aproximadamente um dia inteiro e, na maioria dos
pacientes, é administrada apenas uma vez ao dia. Com menos injeções diárias, o
tratamento tende a ser mais fácil de seguir, contribuindo para a adesão dos
pacientes.
A
insulina glargina foi incorporada ao SUS em 2019. Seis
anos depois, o Ministério da Saúde anunciou que o medicamento chegaria
à rede pública em fevereiro de 2025. A distribuição de fato começa mais de um
ano depois da previsão inicial e sete anos após a incorporação pela Conitec
(Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).
Fonte _ Folha/SP


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