Divulgado
nesta quinta-feira (24/9), o
novo Boletim InfoGripe da Fiocruz constata que, no cenário nacional, os
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mantêm sinal
de queda na tendência de longo prazo, (últimas semanas) e de estabilização
ou oscilação na tendência de curto prazo (últimas três semanas). Mas quatro
unidades da Federação (UF) - Acre, Maranhão, Rio Grande do Sul e
Sergipe - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco
nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento na até a Semana
Epidemiológica (SE) 37.
O
estudo destaca também que cinco UF - Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Roraima e Santa Catarina - apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta,
risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo
prazo. A atualização é referente à SE 37, período de 13 a 19 de
setembro.
Os
pesquisadores do Boletim InfoGripe, produzido pelo Programa de
Computação Cientifica da Fiocruz, esclarecem que o aumento de SRAG nesses
estados está associado, em grande parte, ao rinovírus e, em Sergipe e no Rio
Grande do Sul, também ao metapneumovírus. Ambos atingindo especialmente crianças
e adolescentes. O estudo aponta também para um incremento de SRAG por Covid-19
no Acre e sinal de retomada do crescimento da influenza B no Rio
Grande do Sul.
Segundo
os pesquisadores, para as pessoas que moram nas unidades com aumento de SRAG é
fundamental manter etiqueta respiratória, como cobrir a boca e o nariz com
lenço de papel ou com o braço ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos com
frequência e manter distância de pessoas com sintomas de gripe ou resfriado.
Para quem está com sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é ficar em casa em
isolamento, mas se não for possível, o recomendado é sair de casa usando uma
boa máscara. Por fim, é fundamental manter a vacinação em dia.
Estados
e capitais
Os
casos de SRAG por VSR seguem em queda ou estáveis em níveis baixos de
incidência na maior parte do país. Apenas em Roraima os casos de SRAG por VSR
estão em um patamar ainda elevado de incidência, apesar da tendência de queda.
Em relação à Covid-19, há um leve aumento dos casos graves no Acre, porém em
níveis ainda baixos de incidência.
O InfoGripe constatou que 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 37: Porto Alegre e Rio Branco.
Dados
epidemiológicos
No
quadro nacional, o cenário atual aponta que os casos notificados de SRAG
mostram queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de
estabilização ou oscilação` na tendência de curto prazo (últimas três semanas).
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi 3,9% de influenza A, 6,7% de influenza B, 20,4% de vírus sincicial
respiratório (VSR), 51,6% de rinovírus e 3,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre
os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 13,5% de influenza A, 12,8% de influenza B, 24,1% de VSR, 33,8%
de rinovírus e 9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
No
ano epidemiológico 2026, até o momento já foram notificados 154.358 casos de
SRAG, sendo 83.260 (53,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 55.256 (35,8%) negativos, e ao menos 7.101 (4,6%) aguardando
resultado laboratorial. Dentre os casos positivos, observou-se 16,7% de
influenza A, 5,5% de influenza B, 40,8% de vírus sincicial respiratório, 31,7%
de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Incidência
e mortalidade
A
incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas
epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das
faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais
elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com
a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR e rinovírus. Por outro lado, a mortalidade é maior entre
os idosos, tendo como principal causa o VSR, rinovírus e influenza A.
Em
2026, já foram registrados 6.866 óbitos de SRAG, sendo 3.190 (46,5%) com
resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 3.008 (43,8%)
negativos, e ao menos 113 (1,6%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os
óbitos positivos do ano corrente, observou-se 35,1% de influenza A, 9,3% de
influenza B, 16,5% de vírus sincicial respiratório, 23% de rinovírus e 13,8% de
Sars-CoV-2 (Covid-19).
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN)
acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece
que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de
serviço ao cidadão".
Fonte _ FioCruz


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