A
nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira
(16/7), destaca que os casos de vírus sincicial respiratório (VSR),
que atingem principalmente crianças de até 2 anos, estão diminuindo em boa
parte do país, mas ainda se mantêm em níveis altos em muitos estados. O VSR é
umas principais causas de bronquiolite nas crianças pequenas. A análise mostra
também que, no cenário nacional, as ocorrências de Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de queda nas tendências de longo
prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). A
atualização refere-se à Semana Epidemiológica 27, período de 5 a
11 de julho.
Os
dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG
entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das
hospitalizações por VSR em boa parte do país. Os pesquisadores do InfoGripe
alertam, por outro lado, para o aumento de casos graves associados ao VSR em
alguns estados. Entre jovens, adultos e idosos, a queda é explicada
principalmente pela redução das hospitalizações por influenza A. Em crianças de
5 a 14 anos, ela decorre sobretudo da diminuição dos casos graves por
rinovírus.
Os
pesquisadores pontuam que a queda dos casos de SRAG é impulsionada
principalmente pela diminuição do número de hospitalizações por VSR em boa
parte do país, embora os casos graves provocados pelo vírus ainda estejam altos
em muitos estados. Diante desse contexto, destacam a importância da adoção de
medidas preventivas.
Segundo os especialistas, é importante manter medidas de higiene respiratória, como lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado. Mas, se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando máscara. E, o mais importante, manter a vacinação em dia.
Estados
e capitais
No
cenário nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de queda nas tendências de
longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas).
Cinco das 27 unidades da Federação apresentam incidência de SRAG em nível de
alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo
prazo até a semana epidemiológica 27: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O
InfoGripe verificou ainda que 17 unidades da Federação também apresentam
incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de
crescimento na tendência de longo prazo: Acre, Alagoas, Amapá,
Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato
Grosso, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo.
De
acordo com a investigação, os casos de SRAG por VSR continuam aumentando em
toda a Região Sul (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), além de Minas
Gerais e Maranhão, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda
no restante do país. Nos estados de Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito
Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro,
Roraima, São Paulo e Sergipe, os casos de SRAG por VSR continuam altos, apesar
da tendência de estabilização ou queda. Em relação à Covid-19, o estudo
sinaliza um leve aumento das hospitalizações no estado do Amazonas, porém ainda
em níveis baixos de incidência.
Observa-se
que 5 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou
alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência
de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 27: Aracaju (SE), Campo Grande
(MS), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).
Influenza
A e B
Embora
o período de sazonalidade da influenza A já tenha se encerrado em boa parte do
país, mesmo com sinal de queda, os casos graves provocados pelo vírus continuam
altos em Minas Gerais, Paraná e Roraima. Os casos graves por influenza B
continuam aumentando em alguns estados da região Centro-Sul (Distrito Federal,
Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), mas já
mostram indícios de interrupção do crescimento ou queda no Ceará, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Incidência
e mortalidade
O
estudo revela ainda que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas
últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto
nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG
apresenta impacto mais elevado nas crianças de até 2 anos, a mortalidade é
maior na população com 65 anos ou mais.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como
principal causa o vírus influenza A.
Em
relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior
impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior
impacto na população com 65 anos ou mais. Já a influenza B também apresenta
maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é
mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos.
Dados
epidemiológicos
O
quadro nacional revela queda nas tendências de longo prazo (últimas seis
semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Em 2026, já foram notificados
115.203 casos de SRAG, sendo 60.200 (52,3%) com resultado laboratorial positivo
para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) negativos e, pelo menos, 8.218
(7,1%) aguardando resultado laboratorial.
Entre os casos positivos registrados no ano, observou-se que 20,8% são de
influenza A, 4,5% de influenza B, 40,2% de vírus sincicial respiratório, 30,2%
de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas
epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 10,6% de
influenza A, 8,2% de influenza B, 57,2% de vírus sincicial respiratório, 24,6%
de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias
(AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O
documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente
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Fonte _ FioCruz


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