terça-feira, 21 de julho de 2026

Anvisa aprova medicamento para tipo agressivo de linfoma não Hodgkin

 


Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do Columvi (glofitamabe) para o tratamento de um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin, um tipo de câncer do sangue. A medida foi publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento, da farmacêutica Roche, é indicado em combinação com quimioterapia para adultos com linfoma difuso de grandes células B não especificado em recidiva ou refratário —quando a doença retorna ou deixa de responder às terapias anteriores— e que não têm condições clínicas de receber transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a Anvisa, o glofitamabe é um anticorpo biespecífico: liga-se ao mesmo tempo à proteína CD20, presente nas células tumorais, e ao CD3, dos linfócitos T, redirecionando o sistema de defesa do organismo contra o câncer.

A aplicação do medicamento é intravenosa, e o registro na Anvisa abrange duas apresentações, de 2,5 mg e 10 mg.

A aprovação autoriza a venda do produto no país, mas, para chegar ao SUS (Sistema Único de Saúde), o medicamento depende de avaliação posterior da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde).

"A aprovação do glofitamabe no Brasil traz inovação para pacientes inelegíveis ao transplante que, mesmo com pior prognóstico, agora têm uma opção de tratamento com potencial curativo. Por ter duração fixa [12 ciclos determinados pelo protocolo], ele permite resgatar a perspectiva de uma vida normal, livre de terapia", diz Michelle Fabiani, diretora médica da Roche.

O Brasil deve registrar cerca de 12 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença reúne mais de 50 tipos de câncer que têm origem nos linfócitos, células de defesa do organismo, e é o 11º tumor mais frequente no país, excluídos os cânceres de pele não melanoma.

A Anvisa afirma que o linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, "caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas".

Fonte _ Folha/SP

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