terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Campanha Carnaval 2012

No ano passado, para cada 16 homossexuais de 15 a 24 anos vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10
Os jovens gays, de 15 a 24 anos, são o principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval deste ano. A ação dá prosseguimento ao tema lançado no Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro. De 1998 a 2010, o percentual de casos na população heterossexual de 15 a 24 anos caiu 20,1%. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de 10,1%, conforme último boletim divulgado.
“Embora as atividades de prevenção ocorram durante todo o ano, em um processo contínuo, o momento da campanha do carnaval é importante. Vamos chamar a atenção para a saúde em situações e momentos específicos nessa grande festa que é o carnaval brasileiro”, ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A campanha, que será lançada nesta quinta-feira, também traz materiais para o público geral e uma chamada inédita para travestis.
O conceito da campanha será: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”. Ela será veiculada em dois momentos: a partir do dia 2, antecipando o carnaval com alertas para o uso responsável do preservativo e, no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste.
“A grande novidade do carnaval deste ano é um pôster dirigido às travestis. É primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval” ressalta Dirceu Greco, Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual.
Os filmes a serem transmitidos pela TV e internet apresentam situações em que os públicos-alvos da campanha: homens gays jovens e um casal heterossexual encontram-se prestes a ter relações sexuais sem camisinha. Em ambos os filmes, surgem personagens fantasiosos – uma fadinha, no caso do filme do casal gay, e um siri, no casal heterossexual – com uma camisinha. Ao final, em ambos os vídeos é apresentada a mensagem: “Na empolgação rola de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua.” Para ver as peças da campanha, acesse o link aids.gov.br/campanhas/2012/carnaval
TEMA -A campanha de carnaval deste ano dá prosseguimento à Campanha do 1º de Dezembro Dia Mundial de Luta contra a Aids, quando os jovens gays de 15 a 24 anos foram indicados como público prioritário. O Boletim Epidemiológico DST/Aids divulgado em dezembro do ano passado mostra que a epidemia tem crescido nessa população nos últimos anos. De 1998 a 2010, o percentual de casos na população heterossexual de 15 a 24 anos caiu 20,1%. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de 10,1%. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.
Na população geral de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia.
AÇÕES REGIONAIS– Em paralelo à campanha de mídia nacional, uma série de ações de mobilização e testagem serão realizadas em oito cidades tradicionais: Salvador/BA, Olinda/PE, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC, Belo Horizonte/MG e Diamantina/MG. Nas cidades de Olinda, Recife e Salvador, postos do Fique Sabendo irão oferecer testagem para a população em pontos estratégicos da festa. Em São Paulo, a mobilização de incentivo à testagem acontecerá antes e após o carnaval.
PRÊMIO CAZUZA – No mesmo evento, serão entregues os prêmios aos primeiros colocados no 1º Prêmio Cazuza de Vídeo. Promovido pela Sociedade Viva Cazuza em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), o concurso teve como objetivo fazer com que a prevenção do HIV/Aids fosse pensada e discutida por jovens, buscando uma linguagem que atingisse de maneira eficiente esse público.
Os três melhores vídeos, escolhidos por um júri composto por pessoas reconhecidas na área, ficarão disponíveis nas redes sociais da Viva Cazuza e dos parceiros, com intuito de dar maior visibilidade aos vencedores. O vídeo vencedor será veiculado em canal de TV na campanha do carnaval 2012.
Os vídeos selecionados serão utilizados na campanha de prevenção ao vírus HIV do Carnaval 2012, promovida pela Viva Cazuza em parceria com a UNAIDS e com o Departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde, e devem guardar relação com o tema prevenção do HIV/Aids, buscando difundir informações sobre os meios de prevenção e estimular o uso de preservativos durante o carnaval. Os três vencedores ganham um notebook cada, além da divulgação dos trabalhos no site da Viva Cazuza e dos parceiros.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Morte por Malária no Mundo

A malária mata mais de 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo anualmente, quase o dobro do que se pensava anteriormente.

Os dados, publicados na revista médica "The Lancet", questiona contagens anteriores da doença que é transmitida por um mosquito.

Estudos do passado subestimaram as mortes porque assumiram erroneamente que a malária matava basicamente bebês e concentraram as pesquisas em crianças com menos de cinco anos, explica o Instituto para Avaliação e Métrica da Saúde (IHME na sigla em inglês), dos Estados Unidos, responsável pelo número atual.

Segundo o instituto, 42% das mortes são de crianças com idade acima dos cinco anos e adultos.

O número mais elevado de vítimas indica a necessidade de se aumentar os investimentos aplicados no combate da malária.

"Você aprende na faculdade de Medicina que as pessoas expostas à malária na infância desenvolvem imunidade e raramente morrem de malária quando adultos", disse Christopher Murray, que liderou o estudo como diretor do IHME. 

"Descobrimos em registros hospitalares, em certidões de óbito, em pesquisas e em outras fontes que esse não é o caso."

Para o trabalho, um banco de registros mapeou a malária entre 1980 e 2020. Nesse período, mais de 78 mil crianças entre 5 e 14 anos e mais de 445 mil pessoas com 15 anos ou mais morreram de malária em 2010.

Isso significa que mais do que quatro em 10 entre todas as mortes por malária foram de pessoas com mais de cinco anos.

No total, o número de mortes por malária no mundo subiu de 995 mil em 1980 
para chegar a um pico de 1,8 milhão em 2004, e depois cair de novo para 1,2 milhão em 2010.

O mais recente relatório global da OMS (Organização Mundial da Saúde) dizia que o número estimado de mortes por malária havia caído para 655 mil em 2010, quase a metade do número do estudo do IHME.

A malária é endêmica em mais de cem países no mundo, mas pode ser prevenida pelo uso de redes de proteção nas camas e pulverizações em áreas internas para afastar o mosquito que transmite a doença.

Fonte_Folha

Plantas contra Tuberculose

A tuberculose figura no rol das chamadas doenças negligenciadas, ainda que um terço da população mundial esteja infectada pelo bacilo de Koch, seu agente causador, e que a doença mate quase 2 milhões de pessoas anualmente.
Após mais de 50 anos sem o surgimento de novas drogas contra a tuberculose, uma substância extraída do óleo da copaíba (Copaifera sp), planta originária da Amazônia, poderá vir a ser a base de um fitomedicamento a ser usado no tratamento da doença.
O princípio ativo, identificado e isolado, mostrou ser eficaz e apresentou atividade antibacteriana em testes in vitro – feitos em macrófagos (células que fagocitam elementos estranhos ao corpo) infectados – e in vivo, em camundongos.
O estudo, conduzido pela equipe de Maria das Graças Henriques, do Laboratório de Farmacologia Aplicada do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz, encontra-se na etapa chamada de toxicologia aguda. O trabalho é feito em parceria com pesquisadores do Departamento de Farmácia da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto.
Reconhecida como planta medicinal, a copaíba começou a ser pesquisada por sua ação anti-inflamatória. “Isolamos um dos princípios presentes e vimos que ele tinha atividade contra a tuberculose. Fizemos isso por curiosidade, uma vez que estávamos pensando no processo inflamatório da tuberculose”, contou a pesquisadora.
A partir daí, o grupo passou a investigar se a substância mataria a bactéria causadora da doença. “Vimos que sim”, contou Maria das Graças. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores administraram doses por via oral da substância em camundongos e coletaram o material do pulmão dos animais para então fazer um teste bacteriológico.
A equipe pretende, até o fim de 2010, finalizar o dossiê pré-clinico e, então, pedir autorização para começar os testes em humanos, divididos em fase 1 (em torno de 20 voluntários sadios), fase 2 (pacientes geralmente adultos jovens) e fase 3 (testes em centros médicos).
O problema é a resistência existente em relação a fitoterápicos no tratamento da tuberculose. “Tem de haver um controle rígido da matéria-prima. Pode haver mudança na quantidade de matéria-prima presente em cada planta. Muitas vezes, a quantidade da substância que encontramos em uma planta de uma determinada região não é a mesma que encontramos em outra região. As condições climáticas e do ambiente influem e por isso nem se pensa em fitoterápicos para tratamento da tuberculose”, explicou a pesquisadora.
Ela lembra que medicamentos para a tuberculose têm que ser baratos, já que a doença atinge principalmente a população de baixa renda. No Brasil, o controle é feito pelo governo federal, que distribui medicamentos gratuitamente pela rede pública.
A saída para driblar os obstáculos e tornar o medicamento economicamente viável seria encontrar uma maneira de isolar a substância ativa ou de sintetizá-la. “Fitomedicamentos são usados para o câncer, por exemplo, mas são caros. Para a tuberculose, a situação tem que ser diferente, mesmo porque até os testes clínicos são mais difíceis de serem feitos no caso dessa doença, já que temos que rastrear o paciente por meses”, disse Maria das Graças.
“Financiar a parte clínica exige alto investimento, infraestrutura e grande conhecimento técnico”, ressaltou. Por estar um pouco mais adiantada em termos de viabilidade, uma outra substância vem sendo pesquisada por sua equipe, também visando ao tratamento da tuberculose: a chalmugra.
Utilizada na primeira metade do século 20 contra a hanseníase – doença provocada por bactérias da mesma família do bacilo de Koch – a chalmugra, planta da Mata Atlântica, apresentou atividade antibacteriana promissora nos testes realizados.
“Começamos a trabalhar com a chalmugra (Carpotroche brasiliensis) em um resgate histórico e confirmamos sua ação antibacteriana”, disse a bióloga Fátima Vergara, integrante da equipe responsável pelos estudos.
Fonte_Agência FAPESP_Blog da Enfermagem

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vacinação Infantil 2012

O Ministério da Saúde anunciou mudanças no calendário básico de vacinações, com a introdução de duas novas vacinas na rede pública para crianças a partir do segundo semestre deste ano.

Uma vacina pentavalente dará imunidades contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, influenza e hepatite B) numa única dose, em vez das duas picadas administradas atualmente. Já o combate à poliomielite ganhará a vacina injetável, que se alternará com a tradicional dose oral, popularizada pelo Zé Gotinha.

A tendência é que a vacina injetável substitua completamente no futuro a dose oral, que traz algum risco de contágio por usar vírus ativo de baixa intensidade. O ministro Alexandre Padilha explicou que nos últimos vinte anos houve 46 casos de paralisia flácida aguda associada à administração do vírus oral vacinal (VOP), sendo dois deles no ano passado.

O risco era muito pequeno e agora será de zero com o novo formato e a introdução do vírus inativado , disse ele. O ministro explicou que a dose oral foi vital para o Brasil vencer o trauma da paralisia, que atingiu milhares de brasileiros até a década de 1980. Até a descoberta da vacina, conhecida como Sabin, o País registrava mais de 2 mil casos anuais de paralisia infantil, que provocavam mortes ou danos irreversíveis nas crianças.

A dose oral não será logo extinta porque tem outras vantagens: o poder mobilizador do Zé Gotinha e o chamado efeito rebanho da vacina. Depois de expelido, o vírus fraco da vacina se combina com o selvagem na natureza e reduz o risco de contágio na comunidade. Por isso, segundo o ministro, as duas formas vão conviver até que a doença seja erradicada no mundo, por recomendação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A poliomielite, que não ocorre no Brasil há 22 anos, ainda existe em 25 países e em quatro deles de forma endêmica (Índia, Paquistão, Nigéria e Afeganistão). Na prática, a picada a menos que as crianças terão com a vacina pentavalente será compensada com a picada a mais da dose injetável contra a pólio. Esta será administrada na criança aos dois e aos quatro meses de idade, quando é maior o risco de contágio da dose oral. Na terceira dose, aos seis meses, e na de reforço, aos 15 meses, o Zé Gotinha entra em cena.

O secretário de Vigilância da Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que até julho o calendário continua como está. Até lá o governo cuidará da logística de distribuição das vacinas e do treinamento das equipes. Em junho, a primeira etapa anual da campanha de vacinação será igual aos anos anteriores.

Padilha ainda assinou acordo com três grandes instituições públicas (Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Butantan e Fundação Ezequiel Dias, de Minas), para produção de três novas vacinas: contra HPV (papilomavírus humano), causador de câncer do colo do útero, contra a hepatite A e contra a varicela (catapora).
Fonte_COFEN

sábado, 21 de janeiro de 2012

Tropa de Elite!

Profissionais de saúde interessados em se cadastrar à Força Nacional do SUS têm até o próximo dia 31 para formalizarem a inscrição. Médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e condutores de veículos de serviços de urgência e emergência, além de profissionais de saúde de hospitais universitários, institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal podem se inscrever como voluntários da Força, que atua no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico (surtos de leptospirose após enchentes, por exemplo) que exijam uma resposta rápida e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.
O banco de cadastrados à Força Nacional do SUS é organizado pelo Ministério da Saúde, que poderá acionar os voluntários de acordo com cada situação de emergência. “Essa oportunidade (de participar da equipe) é única no sentido de fazer um trabalho, de maneira organizada e estruturada, que vai ajudar as pessoas e comunidades envolvidas em situações adversas de grande porte”, salienta o coordenador de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso.
A estimativa do governo federal é que cerca de mil voluntários se inscrevam à Força. Os profissionais de saúde cadastrados passam por atividades de capacitação e processo de educação permanente obedecendo a critérios definidos pelo Ministério da Saúde.
Para realizar sua inscrição Click aqui.
Fonte: Zeca Moreira - Agência Saúde

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vetou!

A presidenta Dilma Rousseff vetou 15 dispositivos da lei que regulamenta a chamada Emenda 29, que fixa os gastos mínimos da União, dos estados e municípios com a saúde pública. Um dos vetos impede que o governo federal aplique créditos adicionais. Pela lei, a União deve investir o montante do ano anterior somado à variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB), regra também aprovada pelo Congresso Nacional.
"O Produto Interno Bruto apurado a cada ano passa por revisões periódicas nos anos seguintes, conforme metodologia específica, de modo que a necessidade de constante alteração nos valores a serem destinados à saúde pela União pode gerar instabilidade na gestão fiscal e orçamentária", diz a justificativa do veto, sugerido pelos ministérios do Planejamento e da Fazenda.
A lei estabelece ainda que, em caso de PIB negativo, o valor de investimento não pode ser reduzido no ano seguinte.
Outros dispositivos vetados previam o retorno da Contribuição Social à Saúde (CSS), imposto que foi derrubado durante a votação da regulamentação no Parlamento.
Conforme as regras sancionadas pela presidenta, os estados são obrigados a investir 12% da arrecadação com impostos e os municípios, 15%. O percentual para o Distrito Federal varia de 12% a 15%, conforme a fonte da receita, se é um tributo estadual ou distrital.
Ficou definido também que o dinheiro será investido em "ações e serviços públicos de saúde de acesso universal, igualitário e gratuito" e em metas previstas nos "planos de saúde de cada ente da federação", como programas de controle sanitário e de epidemias, compra de medicamentos e equipamentos médicos, reforma de unidades de saúde, desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoal.
Os recursos não são autorizados para pagamento de aposentadoria e pensões, merenda escolar, limpeza urbana, preservação ambiental e assistência social. Outro trecho da lei prevê como será a fiscalização dos recursos.
A Emenda à Constituição nº 29 foi promulgada em 2007, mas precisava de uma lei de regulamentação para ser executada. A lei foi aprovada em dezembro do ano passado pelo Congresso Nacional. (Agência Brasil)

SUSgestão

Troca de prótese mamária rompida vai ser gratuita

Foram anunciadas novas regras no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde para atender as pacientes que tiverem problemas com as próteses de silicone. A cirurgia para a troca de implantes vai ser de graça, mesmo para as mulheres que colocaram as próteses por motivos estéticos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi uma ordem uma determinação da presidente Dilma Rousseff.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já começou a recolher as próteses da empresa francesa PIP, fabricadas com silicone industrial, impróprio para uso médico. Em todo o país, 19 mil
mulheres colocaram próteses da PIP e sete mil da holandesa Rofil. Ao todo, 39 comunicaram que já trocaram o silicone, porque houve problemas.

As próteses serão substituídas, de graça, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) se exames médicos mostrarem que houve rompimento ou deformação. Quem tem plano de saúde também terá cobertura.

Esse procedimento poderá ser feito pelo SUS e será garantido pelos planos de saúde, porque também garantem a cirurgia reparadora. Mas claro que as mulheres que tiverem interesse em fazer via sistema privado o farão pelo sistema privado, afirma o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Todas as mulheres que têm prótese da PIP e da Rofil serão chamadas para uma avaliação clínica, que vai indicar se é preciso substituir o silicone. O Ministério da Saúde ainda está definindo quais exames serão feitos e em que centros de saúde as pacientes do SUS serão atendidas.

A princípio, um dos exames é ultrassonografia de rastreamento. Havendo necessidade, outros exames podem ser utilizados, provavelmente a ressonância e principalmente avaliação clínica do médico responsável, seja clínico geral ou mastologista, explica Rodrigo Pepe, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Representantes da Anvisa e de sociedades médicas decidiram criar um registro nacional de implantes mamários. A agência vai centralizar informações que os médicos vão mandar sempre que um implante for feito. Assim vai ficar mais fácil encontrar pacientes quando houver suspeita de problemas. A Anvisa recomenda que as próteses que não apresentam ruptura sejam mantidas, mas as mulheres vão ser monitoradas.
A qualquer momento que se verificar um problema que justifique a troca, vai entrar no procedimento de troca que o Sistema Único de Saúde vai garantir, acrescenta o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Técnicos da Anvisa afirmam que vão fazer inspeções em fábricas de prótese de silicone no exterior e também no Brasil.
Fonte_COFEN

sábado, 14 de janeiro de 2012

SUSperação

Trabalho conjunto entre Ministério, gestores locais, com reforço dos agentes de saúde, tem como resultado a diminuição de 23% casos de malária na região Norte
Na região Amazônica onde se concentram 99% dos casos de malária no Brasil, a redução de casos, entre janeiro a outubro de 2011, foi de aproximadamente 23% em relação ao mesmo período de 2010. O número total de notificações foi de 217.298, em 2011 e no mesmo período de 2010 foram registradas 281.586. As internações também diminuíram entre os meses de janeiro a setembro de 2010 em comparação ao mesmo período de 2011, representando redução de 17%. O número de internações passou de 3.859 em 2010 para 3.215, em 2011.
“Estamos animados porque vencemos mais uma batalha e conseguimos a diminuição dos casos de malária. Agora, vamos agir antecipadamente para intensificarmos o trabalho nas áreas consideradas endêmicas”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Plasmodium falciparum é um dos três protozoários do gênero que causam a malária na região, provocando a forma grave da doença.
Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a diminuição dos casos de malária é reflexo de três fatores: descentralização das ações de prevenção e controle da doença, a inclusão de derivados de artemisina no tratamento dos pacientes e atendimento até 72 horas depois do aparecimento dos primeiros sintomas. “O engajamento de gestores, agentes de saúde e entidades parceiras, também contribuiu para a diminuição desse quadro”, observa Jarbas Barbosa.
REFORÇO EXTRA: Os 47 municípios mais vulneráveis a malária irão receber do Ministério da Saúde R$ 15 milhões de repasses financeiros. Os recursos são direcionados à instalação de mais de um milhão de mosquiteiros com inseticidas. Além dos recursos, esses municípios já receberam 194 microscópicos para ampliar a rede de diagnósticos da malária, 39 novas caminhonetes e 250 mil testes rápidos para diagnóstico da doença subsidiados pelo Fundo Global de Luta Contra Aids, Tuberculose e Malária. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o mosquiteiro é um objeto fundamental para reduzir cada vez mais os casos de malária no Brasil.
Mais ações: A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) realizou em novembro, treinamento específico para a detecção da malária com a qualificação de 17 técnicos do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari/AM. O treinamento teve o objetivo de garantir o diagnóstico entre a população indígena, mesmo em áreas remotas e de difícil acesso e oferecer o tratamento imediato para os casos positivos de malária.
SOBRE MALÁRIA - É uma doença infecciosa aguda, causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium. A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar o sangue de uma pessoa doente.
Os criadouros preferenciais do mosquito transmissor da malária são os igarapés, por suas características: água limpa, sombreada e parada. Em humanos, se não for tratada, a malária pode evoluir rapidamente para a forma grave e levar a óbito. Entre os sintomas, os mais comuns são dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. O período de incubação varia de oito a 17 dias, podendo, entretanto, chegar a vários meses, em condições especiais.
A malária tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Ainda não existe uma vacina disponível contra a doença. Contudo, algumas medidas de proteção individual contra picadas de insetos devem ser utilizadas, principalmente nas áreas de risco. O uso de mosquiteiro impregnado com inseticida; de telas nas portas e janelas; de repelente e, ainda, evitar locais de banho em horários de maior atividade do mosquito - manhã e final da tarde – são exemplos de medidas que devem ser adotadas para coibir a transmissão.

De janeiro a outubro de 2010/2011
2010
2011
% variação
1. ACRE
28.125
17.176
-38,9%
2. AMAZONAS
65.291
50.253
-23,0%
3. AMAPÁ
11.814
12.764
8,0%
4. MARANHÃO
3.509
2.919
-16,8%
5. MATO GROSSO
1.948
1.406
-27,8%
6. PARÁ
117.174
95.681
-18,3%
7. RONDÔNIA
35.711
25.093
-29,7%
8. RORAIMA
17.927
11.945
-33,4%
9. TOCANTINS
87
61
-29,9%
Fonte_Thaís Assunção_Agência Saúde

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Vacinação 2012

Brasília – Além de manter em dia as vacinas das crianças, os adultos também devem ficar atentos para a atualização da própria caderneta de imunização. É preciso se proteger contra a hepatite B, a difteria, o tétano, a febre amarela, o sarampo, a caxumba e a rubéola.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir dos 20 anos quatro vacinas devem ser tomadas. A trílplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, por meio de dose única. A vacina dupla adulto protege contra a difteria e o tétano, sendo necessária uma dose a cada dez anos. A vacina contra a febre amarela também deve ser aplicada uma vez a cada dez anos.

Já a vacina contra a hepatite B, a partir de 2012, terá a faixa etária limite ampliada de 24 anos para 29 anos. A imunização só é eficaz quando as três doses são administradas - com intervalos de um mês após a primeira dose e de seis meses após a segunda dose.

Além da vacinação de rotina, a população adulta também deve ficar atenta para as campanhas nacionais, que acontecem no país desde 1980. Em 2011, foram realizadas três campanhas: contra a influenza ou gripe sazonal, contra a poliomielite e contra o sarampo.

Fonte_Paula Laboissière_Agência Brasil

Paludismo

Malaria a transmissão da doença não respeita cor da pele, sexo, idade ou classe social......

Em quatro meses, 25 militares brasileiros contraíram malária no Haiti.

Morre diplomata brasileira que contraiu malária na África
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/12
Malária matou 6025 até Out/11 em Angola
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.asp
Malária em Manaus-Brasil
http://semsa.manaus.am.gov.br
Malária em Roraima-Brasil
http://www.roraimahoje.com.br
A malária brasileira fora da Amazônia
http://www.infectologia.org.br
Epidemiologia do glamour em navios de passageiros.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Investimentos Adicionais

O governo federal aprovou os projetos de combate à dengue de 1.159 municípios, que irão receber 20% a mais do que os repasses regulares do Teto de Vigilância e Promoção à Saúde para o combate à doença. Ao todo, serão R$ 92,8 milhões adicionais. Segundo o Ministério da Saúde, as ações beneficiarão mais de 100 milhões de pessoas.

O número de municípios selecionados é 17% maior do que os 989 previstos em outubro do ano passado, quando foi lançando o conjunto de ações estratégicas para enfrentamento da dengue neste verão. Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos do Distrito Federal e Municipais de Saúde.
“Os municípios selecionados assinam um termo de adesão. É um comprometimento, junto com o Ministério da Saúde, de ampliar as ações de combate ao mosquito transmissor, a vigilância dos casos e notificações e organização da assistência aos pacientes”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dados do Ministério indicam que até o final de novembro de 2011, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também registraram diminuição nos casos de dengue. A maior redução – de 77% – foi registrada na Região Centro-Oeste. Foram 211.695 casos, em 2010, contra 48.524, em 2011.

Confira aqui a tabela de municípios contemplados e valores.

Investimentos Pesados

Para reforçar ações de prevenção e controle da obesidade, o Ministério da Saúde liberou R$ 10,3 milhões para compra de equipamentos que vão identificar casos de excesso de peso em unidades de saúde e em academias da saúde,espaços públicos destinados à prática de atividades físicas e promoção de hábitos saudáveis. O repasse foi estabelecido pelas portarias 3156 e 3157, publicadas nesta semana no Diário Oficial da União. A pasta ainda preparar um plano nacional contra a obesidade, que deve ser divulgado no início de 2012.
Serão contempladas com o repasse unidades de saúde em 1.796municípios com adesão homologada ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB). Essas unidades de saúde terão antropômetros - instrumentos para aferir altura –, balanças pediátricas para crianças menores de 2 anos, balanças com maior capacidade de mensuração, adequadas para diagnóstico de obesidade mórbida além de fitas antropométricas. A portaria 3156 habilita os municípios a receber R$ 3 mil por Unidade Básica de Saúde. Para incluir esses equipamentos nas unidades de saúde serão alocados R$ 10,176 milhões.
As academias da saúde que já estão em funcionamento e que começarão a receber o incentivo de custeio do Ministério da Saúde passarão a contar também com antropômetros, balanças e fitas antropométricas. A portaria 3157 habilita os municípios a receber recursos para a estruturação da Vigilância Alimentar e Nutricional, no valor de R$ 1,5 mil por polo do Programa Academia da Saúde. Os polos receberão ao todo R$ 133,5 mil reais para a compra desses equipamentos.
“Trata-se de mais um esforço para prevenir e controlas a obesidade e as doenças crônicas relacionadas”, ressalta o coordenador adjunto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson. Ele lembra que no Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis, que têm como fatores de risco a inatividade física, a alimentação não saudável, o sobrepeso e obesidade, respondem por 72% das mortes.

Números preocupantes – A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2008-2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica que metade dos adultos brasileiros apresentam excesso de peso e que 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres são obesos. A obesidade relaciona-se com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. A obesidade também está ainda associada a, doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteosclerose), além de problemas ortopédicos, asma, apnéia do sono, alguns tipos de câncer, esteatose hepática e distúrbios psicológicos. A doença é, também, fator de risco para problemas de pele e infertilidade.

Além disso, a pesquisa aponta que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. O percentual de jovens de 10 a 19 anos com excesso de peso passou de 3,7%, em 1970, para 21,7%, em 2009.

Fonte_Debora Pinheiro_Agência Saúde_Ascom/MS

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012

Novos desafios, novos negócios, novas oportunidades…
Não deixe que as barreiras do limite obstrua o seu modo de pensar…
Acredite nas capacidades infinitas para VOCÊ evoluir sempre.
Cultive a perseverança, a compreensão dos fatos na direção de seus interesses!
Lamentações, restrições e reclamações são improdutivas.
Solucionamos nossos problemas quando não fugimos deles e os resultados aparecem quando VOCÊ acredita que VOCÊ é quem faz a possibilidade do possível acontecer.
Busque frases sorridentes e amigas para as situações inevitáveis e, procure sempre celebrar as pequenas vitórias que VOCÊ conquistará ao longo deste ano…
“Feliz Ano Novo” em vários idiomas
Alemão – “Gutes Neues Jahr”
Catalão – “Bon Any Nou”
Chinês Mandarim – “Xin nian yu kuai”
Espanhol – “Feliz Ano Nuevo”
Esperanto – “Bonan Novjaron”
Finlandés – “onnellista Uutta Vuotta”
Francês – “Bonne Année”
Galês – “Blwyddyn Newydd Dda”
Grego – “Kainourios Chronos”
Hebreu – “Shanah Tovah”
Holandês – “Gelukkig Nieuwjaar”
Húngaro – “Boldog Ujevet”
Indonesiano – “Selamat Tahun Baru”
Islandês – “Farsflt Komandi Ar”
Italiano – “Buon Capo d’Anno”
Japonês – “Akemashite Omedetou Gozaimasu”
Latim – “Annum Faustum”
Norueguês – “Godt Nytt Ar”
Polonês – “Szczesliwego Nowego roku”

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Informativo

O COREN-AC comunica a todos os profissionais de enfermagem do estado do Acre que o recesso de final de ano do Regional começará no dia 19.12.2011 e se estenderá até o dia 29.12.2011.
No dia 30.12.2011 será realizado atendimento aos profissionais de enfermagem que precisam renovar a inscrição provisória ou requerer, pela primeira vez, a sua inscrição provisória. O atendimento começará as 08:00 e se estenderá até as 16:00.
As atividades normais serão retomadas no dia 02 de janeiro de 2012, em horário normal.