Nesta
quarta-feira (29), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
aprovou o registro de cinco novos medicamentos compostos pelo princípio ativo
semaglutida, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A
decisão ocorre após o Ministério da Saúde solicitar, em agosto de 2025,
prioridade na análise desses produtos para ampliar o acesso da tecnologia à
população e fortalecer o mercado nacional, iniciativa que também integra a
estratégia da pasta para avaliar a futura incorporação desses medicamentos ao
Sistema Único de Saúde (SUS).
Esse
é a maior quantidade de aprovações concedidas pela Anvisa em uma única vez. Os
medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e são
indicados para o tratamento de diabetes. Entre os produtos anunciados, dois
(Zempneo e Semavy) têm expectativa de produção nacional após a conclusão da
transferência de tecnologia para empresas brasileiras. Confira a lista:
- Owozy – Ávita
Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
- Seemasun – Sun
Farmacêutica do Brasil Ltda.
- Zempneo –
Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
- Semavy –
Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
- Orsema –
Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
Em
2025, a Anvisa implementou um plano de ação voltado à redução das filas de
registro de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. O processo
envolve a avaliação de estudos clínicos, da documentação apresentada pelas
empresas e a inspeção das linhas estéreis de produção. Após o início das
atividades, já foram realizados oito registros desses fármacos apenas em 2026.
Estudo
com semaglutida no SUS
Paralelamente
à análise regulatória, o Ministério da Saúde iniciou um protocolo para
acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo
Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. A iniciativa prevê avaliar
cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras comorbidades e
com indicação para cirurgia bariátrica. A expectativa da pasta é que os
primeiros resultados, previstos para 2027, ajudem a definir como esse
tratamento pode ser implementado na rede pública.
Atualmente,
os medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, ainda
não são oferecidos pelo SUS. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias
no Sistema Único de Saúde (Conitec) analisa um pedido de incorporação da
semaglutida.
Fortalecimento
da Produção Nacional
Além
de ampliar as opções disponíveis no mercado, a aprovação abre espaço para o
fortalecimento da indústria farmacêutica brasileira. Entre os medicamentos
registrados até o momento pela Anvisa, dois já são produzidos em território
nacional pelas empresas EMS e Germed Farmacêutica. A produção nacional
contribui para ampliar a oferta desses medicamentos, reduzir a dependência de
importações, estimular a concorrência e favorecer a redução dos preços.
Fonte _ Saúde.gov

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