quinta-feira, 30 de julho de 2026

InfoGripe: Número de Casos de SRAG Continua Caindo Na Maior Parte Do País

 


Divulgada nesta quinta-feira (30/7), a mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta para um cenário bem parecido com o da semana passada: a queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua sendo impulsionada, principalmente, pela diminuição das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), em grande parte do país, e pelos vírus da influenza A e B, em algumas regiões. De acordo com o InfoGripe, apenas 3 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana Epidemiológica 29: Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os especialistas frisam que é importante reforçar que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.  E ressaltam que é essencial que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, além de manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando máscara.


Estados e capitais

De acordo com o InfoGripe, o aumento do número de casos de SRAG no Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se concentra especialmente nas crianças pequenas e tem sido impulsionado principalmente pelo VSR. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina os vírus influenza B, rinovírus e metapneumovírus também têm contribuído para o aumento de SRAG. E há um leve aumento dos casos de SRAG nos idosos no Maranhão, possivelmente associado à Covid-19.

Segundo a análise, muitos estados que estavam com queda de SRAG atingiram uma incidência em níveis de segurança ou baixo risco. É o caso de estados do Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), do Norte (Pará, Rondônia e Tocantins), Sudeste (São Paulo e Espírito Santo) e também o Distrito Federal. Apesar disso, 12 unidades da Federação (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe) ainda estão com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. A alta incidência de SRAG nesses estados está associada principalmente às hospitalizações por VSR e, em algumas regiões, também por influenza A, que, apesar da tendência de queda, ainda permanecem em níveis elevados.

Nos estados de Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe, os casos de SRAG por VSR continuam altos, apesar da tendência de estabilização ou queda. O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou em boa parte do país, contudo, mesmo com sinal de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos no Acre, Minas Gerais, Paraná e Roraima Os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados do Centro-Sul (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), mas mostram sinais de interrupção do crescimento ou início de queda no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Em relação à Covid-19, há um sinal de aumento dos casos graves no Maranhão. No Amazonas, as hospitalizações pelo vírus que estavam com tendência de aumento há algumas semanas, agora estão estáveis e em um patamar baixo. Também há um aumento das hospitalizações por metapneumovírus em todo o Sul, além de São Paulo, Pernambuco e Amazonas, e de rinovírus em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porém sem impacto importante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.

A atualização aponta que 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 29: Rio Branco (AC) e São Luís (MA). Além disso, 12 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ).

Incidência e mortalidade

A incidência e mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade há o inverso, com a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. 

O rinovírus também se destaca como a segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de 2 anos e idosos. Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade.

A influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 7,7% de influenza A, 9,1% de influenza B, 57,7% de vírus sincicial respiratório, 25,4% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 24,7% de influenza A, 16,1% de influenza B, 31,9% de vírus sincicial respiratório, 26,3% de rinovírus e 4,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 19,4% de influenza A, 4,9% de influenza B, 41,8% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 7,7% de influenza A, 9,1% de influenza B, 57,7% de vírus sincicial respiratório, 25,4% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 125.914 casos de SRAG, sendo 67.199 (53,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 43.336 (34,4%) negativos, e ao menos 7.904 (6,3%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

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