Divulgada
nesta quinta-feira (30/7), a
mais recente edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta para um
cenário bem parecido com o da semana passada: a queda no número de casos de Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua sendo impulsionada,
principalmente, pela diminuição das hospitalizações pelo vírus sincicial
respiratório (VSR), em grande parte do país, e pelos vírus da influenza
A e B, em algumas regiões. De acordo com o InfoGripe,
apenas 3 das 27 unidades federativas apresentam incidência de SRAG em nível de
alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na
tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana
Epidemiológica 29: Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Os especialistas frisam que é importante reforçar que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19. E ressaltam que é essencial que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, além de manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando máscara.
Estados
e capitais
De
acordo com o InfoGripe, o aumento do número de casos de SRAG no
Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se concentra especialmente nas
crianças pequenas e tem sido impulsionado principalmente pelo VSR. No Rio
Grande do Sul e em Santa Catarina os vírus influenza B, rinovírus e
metapneumovírus também têm contribuído para o aumento de SRAG. E há um leve
aumento dos casos de SRAG nos idosos no Maranhão, possivelmente associado à
Covid-19.
Segundo
a análise, muitos estados que estavam com queda de SRAG atingiram uma
incidência em níveis de segurança ou baixo risco. É o caso de estados do
Nordeste (Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), do
Norte (Pará, Rondônia e Tocantins), Sudeste (São Paulo e Espírito
Santo) e também o Distrito Federal. Apesar disso, 12 unidades da Federação (Acre,
Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe) ainda estão com incidência de
SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. A alta
incidência de SRAG nesses estados está associada principalmente às
hospitalizações por VSR e, em algumas regiões, também por influenza A, que,
apesar da tendência de queda, ainda permanecem em níveis elevados.
Nos
estados de Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de
Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe, os casos de SRAG por VSR continuam
altos, apesar da tendência de estabilização ou queda. O período da sazonalidade
da influenza A já se encerrou em boa parte do país, contudo, mesmo com
sinal de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos no Acre,
Minas Gerais, Paraná e Roraima Os casos graves por influenza B continuam
aumentando em alguns estados do Centro-Sul (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio
de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), mas mostram sinais de
interrupção do crescimento ou início de queda no Ceará, Distrito Federal,
Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Em
relação à Covid-19, há um sinal de aumento dos casos graves no Maranhão. No
Amazonas, as hospitalizações pelo vírus que estavam com tendência de aumento há
algumas semanas, agora estão estáveis e em um patamar baixo. Também há um
aumento das hospitalizações por metapneumovírus em todo o Sul, além de São
Paulo, Pernambuco e Amazonas, e de rinovírus em Minas Gerais e Rio Grande do
Sul, porém sem impacto importante nos casos de SRAG em boa parte desses
estados.
A
atualização aponta que 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG
em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento
de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 29: Rio
Branco (AC) e São Luís (MA). Além disso, 12 capitais também apresentam
incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de
crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo
Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT),
Curitiba (PR), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS) e Rio de
Janeiro (RJ).
Incidência
e mortalidade
A
incidência e mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas
epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das
faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais
elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade há o inverso, com a
população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, tendo como
principal causa o vírus da influenza A.
O
rinovírus também se destaca como a segunda principal causa de óbitos entre
crianças menores de 2 anos e idosos. Em relação aos casos de SRAG por influenza
A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos,
enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de
idade.
A
influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos,
enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os
idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas
etárias.
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 7,7% de influenza A, 9,1% de influenza B, 57,7% de vírus sincicial
respiratório, 25,4% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 24,7% de influenza A, 16,1% de influenza B, 31,9% de vírus
sincicial respiratório, 26,3% de rinovírus e 4,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Dentre
os casos positivos do ano corrente, observou-se 19,4% de influenza A, 4,9% de
influenza B, 41,8% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4,2% de
Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a
prevalência entre os casos positivos foi de 7,7% de influenza A, 9,1% de
influenza B, 57,7% de vírus sincicial respiratório, 25,4% de rinovírus e 1,8%
de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Referente
ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 125.914 casos de SRAG, sendo
67.199 (53,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 43.336 (34,4%) negativos, e ao menos 7.904 (6,3%) aguardando
resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão
sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de
notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham
as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é
permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao
cidadão".
Fonte _ FioCruz


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