quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Recém-nascido morre após receber leite na veia em SP
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Humanizando o SUS!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
A Luta Contunia
Em breve o Fórum estará divulgando a programação deste dia.
Contatos: forumnacional30horasja@hotmail.com
(62) 9311 9699 / 8452 3290 – Wellerson Ribeiro
(91) 8106 6515 - Eliane Santos
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Medicina no Juruá!
Click aqui e acompanhe toda a reportagem.quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Exemplo a ser Seguido
Com uma média de aproximadamente 30 mil inscritos, o Coren/MA busca com esse programa viabilizar o sonho da casa própria de muitos profissionais.
Nesta primeira etapa, o Coren Moradia oferecerá casas com 200 m² e área construída de 60 m², em conjunto Residencial na Estrada de Ribamar, podendo a oferta inicial de imóveis ser aumentada caso haja demanda por parte dos profissionais.
O imóvel será financiado pela Caixa Econômica Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, que dará subsídios de até 17 mil, reduzindo o valor final da casa. O valor inicial das casas para esta primeira etapa será de R$ 85.000,00. A prestação será em torno de R$ 390,00 e é decrescente no decorrer do financiamento.Click aqui e acompanhe as noticias no site do COREN/MA.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Outubro Rosa
Tecnologia Regional
SUS Patrimônio
Os delegados que foram selecionados das Conferências Municipais de Saúde, agora na etapa estadual, criaram 70 propostas que foram votadas em plenário, sendo estas desenvolvidas em grupos durante os quatros dias de reunião, e serão estabelecidas durante os próximos anos com intuito de melhorar a qualidade no acesso ao SUS e as condições de trabalhos dos profissionais de saúde, entre outras.
Também foram votadas 35 propostas a serem defendidas na Conferência Nacional de Saúde, além da eleição de 40 delegados, sendo 20 do seguimento dos usuários, 10 dos gestores e 10 dos trabalhadores em saúde, escolhidos para representar o Acre em Brasília.quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Decesão COFEN 185/2011
DECIDEM:
João Batista de Lima – Enf. – COREN-AC nº 108.925;
Sarajane Rodrigues de Melo – Enf. – COREN-AC nº 73.636;
Pablo José Custódio Bezerra da Silva – Enf. – COREN-AC nº 182.931;
Tais Mota de Oliveira – TE – COREN-AC nº 207.431;
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Vestibular 2011

Em Cruzeiro do Sul, cerca de 5 mil estudantes serão submetidos ao exame. Os candidatos devem ficar atentos ao horário de fechamento dos portões dos locais de provas.
O ENEM em Cruzeiro do Sul será aplicado em 14 unidades, distribuídas desde o centro ao campus da Ufac, na zona rural. A mesma empresa de transporte coletivo que normalmente transporta os alunos do Campus Floresta estará atuando no domingo a partir das 9h30 em direção à UFAC.segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Dia Mundial de Combate à Sífilis Congênita
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se, orienta o Departamento de DST e Aids.
Em 1906, o bacteriologista August Paul von Wassermann desenvolveu a primeira sorologia para sífilis (Lues).
Embora essas descobertas sejam altamente efetivas e muito usadas na prática médica e que o tratamento da sífilis seja uma realidade há pelo menos 50 anos, a doença se mantém como um sério problema de saúde pública em todo o mundo.
A sífilis congênita (SC) tem representado um grande desafio à saúde pública, no Brasil, pela sua elevada prevalência e graves seqüelas perinatais.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que a doença é eliminada quando existe a ocorrência de menos de um caso para cada 1.000 nascidos vivos.
A maioria dos municípios brasileiros está muito longe dessa meta.
O governo brasileiro assinou um protocolo junto à OMS, em 1992, comprometendo-se a eliminar a SC, até o ano 2.000.
A SC é uma doença sentinela. Isto quer dizer que, quando ela está presente, e sem controle, a saúde pública tem sérios erros estruturais.
A SC é o resultado da transmissão da sífilis, da gestante infectada não tratada ou inadequadamente tratada, para o seu bebê, através da placenta. Sabe-se que a transmissão vertical (da mãe para o filho) da doença pode ocorrer em qualquer fase da gestação.
Nas gestantes, com sífilis recente não tratadas, a taxa de transmissão vertical é de 70% a 100%, e na tardia de 30% a 40%, podendo ocorrer abortamento, natimorto ou morte perinatal em aproximadamente 40% das crianças infectadas.
Mais de 50% das crianças infectadas não apresentam sintomas ao nascer, porém pode levar a graves seqüelas, daí a importância da triagem sorológica da mãe na gravidez e parto.
No Brasil a taxa de prevalência de sífilis em gestantes é 1,6%. Com essa prevalência, em três milhões de partos realizados a cada ano calculam-se cerca de 48.000 gestantes com sífilis e a ocorrência de 12.000 casos de SC. Apesar de ser um agravo de notificação compulsória, apenas 30% desses são notificados por ano no Brasil.
O exame para sífilis é um direito da mulher durante o pré-natal e no parto, assegurado pelas portarias ministeriais 569/00 e 766/04, porém a maioria das mulheres desconhece esse direito.
No Brasil, no período de 2000 a 2005 houve 24.761 crianças internadas por SC, o que custou ao País mais de R$ 10 milhões, gastos esses que poderiam ter sido minimizados.
Em janeiro deste ano nova portaria (GM 156 de 19/01/06) determina a utilização da penicilina pelas Unidades Básicas de Saúde e demais unidades do SUS.A despeito de tudo que foi descrito, o controle da SC continua sendo um desafio para os gestores e profissionais de saúde.
Em suma, são necessárias ações para o fortalecimento do Dia Nacional de Combate à Sífilis Congênita: caminhando para a eliminação da sífilis congênita, porque:
apesar de:
- existir protocolo para o manejo clínico laboratorial da doença,
- ser uma doença de fácil diagnóstico,
- existir a disponibilidade do diagnóstico na rede pública de saúde,
- ser uma doença curável com tratamento eficaz e de baixo custo,
- a medicação específica está disponível na rede pública de saúde,
- o pré-natal tem cobertura de mais de 90% no país,
ainda:
- existe a invisibilidade da sífilis como um problema de saúde pública,
- a população desconhece sinais e sintomas da sífilis,
- a população desconhece a gravidade e complicações da infecção para a criança,
- os profissionais nem sempre cumprem os protocolos estabelecidos,
- uma parcela considerável de gestores não mantém uma qualidade da atenção ao pré natal com fluxos de acesso a exames, resultados e tratamentos burocratizados, lentos ou inexistentes.
eliminação da sífilis congênita no Brasil – Eliminasífilis.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Hoje e Dia!

Parece
que foi ontem. Correria no Hospital Geral de Cruzeiro do Sul. Tensão. Situação
adversa por alguns motivos especiais. Mas ele chegou, tranquilo. E se
chamou Joel Neto por merecimento.
Depois
iluminou nossas vidas, no agitado cotidiano de uma família a procura
de seu espaço. Foram vários destinos, como se fossemos hospedes do acaso.
No
primeiro momento a falta de tempo era o maior vilão da história. Mas logo
mostrou que tinha personalidade própria. Fomos construindo as lacunas que se
deixará aberta para trás.
Na
escola era a atração principal. Me esbaldava com as frases curtas do inglês
aprendido na semana. Ou do ensaio para as frequentes festas organizadas pela
escola em apresentação aos pais.
Aos
9 anos, fez sua primeira de muitas viagens a capital do estado do acre.
Embalado por suas excelentes notas na extraordinária passagem pela Escola São
José.
Te amo, filho. Amo D+ !!!... Beijos
Reconhecendo a Luta!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Dia das Crianças
Na década de 1920, o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.Fonte:
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Caderneta de Saúde
sábado, 8 de outubro de 2011
O lado real do filme "O Jardineiro Fiel"
Farmacêuticas
de países ricos usam cada vez mais nações pobres para testar seus remédios — e
são acusadas de experimentos antiéticos por Felipe Pontes
BHOPAL – ÍNDIA – Em 1984, 40 toneladas de gases letais vazaram da fábrica da Dow Chemical (foto), matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil com doenças crônicas. O hospital fundado para tratar as vítimas é acusado de receber dinheiro de farmacêuticas para testar remédios em seus pacientes debilitados sem o conhecimento deles.
“Eticamente impossível.” Esse é o nome do relatório divulgado em 12 de setembro pela Comissão de Bioética da Presidência dos Estados Unidos sobre testes científicos conduzidos pelo governo do país que infectaram com sífilis e gonorreia 700 pessoas na Guatemala entre 1946 e 1948. Não foram apenas os abusos do passado que preocuparam os especialistas convocados por Barack Obama para investigar o caso. A comissão admite que é necessário mais transparência e melhor regulação para garantir os direitos de pessoas que participam dos testes de medicamentos. Especialmente os voluntários de países pobres, cada vez mais usados como cobaias por empresas das nações mais ricas.
Susan
Reverby, a historiadora responsável por descobrir os arquivos que mostram os
experimentos nos quais 83 guatemaltecos morreram, alerta que o perigo da
“importação” dos voluntários de estudos continua. “É muito preocupante ver a
globalização dos testes clínicos. É mais fácil encontrar pessoas que aceitem
participar fora dos Estados Unidos porque elas são ingênuas.” Para ela e outros
estudiosos de bioética, testes eticamente questionáveis que expõem a população
de nações subdesenvolvidas a grandes riscos continuam ocorrendo.
Não
faltam denúncias contra esse tipo de prática. Nos últimos 7 anos, um hospital
na Índia testou remédios de multinacionais farmacêuticas em pacientes que dizem
não ter sido informados que participavam de um experimento, causando pelo menos
10 mortes. Em 2008, 12 crianças morreram na Argentina após participarem de
experimentos para a fabricação de uma vacina contra pneumonia, enquanto os
pais, analfabetos, diziam não ter sido avisados sobre o teor da pesquisa. No
Brasil, comunidades ribeirinhas do Amapá foram deliberadamente picadas com
mosquitos infectados pela malária como parte de um estudo de uma universidade
dos EUA, em 2006. Em 1996, 11 crianças nigerianas em estado de saúde precário
morreram e outras sofreram danos cerebrais após testarem uma droga contra
meningite. A principal diferença entre esses casos e os relatos históricos na
Guatemala é que, agora, em vez de governos, os acusados pelos abusos são
grandes empresas farmacêuticas.
BHOPAL – ÍNDIA
– Ramadhar Shrivastav (de azul) diz que recebeu pílulas desconhecidas para
tomar depois que médicos pediram para que ele assinasse um documento em inglês,
idioma que não sabe falar. Ele afirma ter sido um “voluntário forçado” de
pesquisas.
COBAIA IMPORTADA
As
denúncias aparecem num contexto de crescimento do uso de estrangeiros em testes
de medicamentos nos Estados Unidos e países europeus. Só em 2008 (último ano
com dados compilados), 78% dos pacientes que participavam de pesquisas para
drogas aprovadas pela agência americana responsável por fiscalizar remédios
(FDA) estavam fora dos EUA. Naquele ano, houve 20 vezes mais testes conduzidos
em países estrangeiros que em 1990.
Na
Europa, entre 2005 e 2009, 61% dos testes clínicos eram de locais fora do
continente. “Tanto o FDA quanto a Emea (agência europeia) inspecionam menos de
1% dos lugares onde são feitos os testes clínicos. As autoridades locais podem
não ter os recursos e expertise técnica para cuidar dos problemas”, alerta
David Ross, professor de medicina da George Washington University que trabalhou
durante 10 anos no FDA analisando remédios.
Essa
regulação falha pode estar por trás de uma briga judicial de 13 anos entre a
Pfizer e o governo da Nigéria. A farmacêutica testou em 1996 um antibiótico
contra meningite em crianças nigerianas com a doença em estado avançado.
Durante a experiência, 11 morreram e outras desenvolveram problemas cerebrais.
A companhia não obteve o consentimento de todos os participantes por escrito,
foi acusada em reportagem do jornal Washington Post de ter falsificado
documentos para conseguir a aprovação dos estudos e foi processada pelo governo
nigeriano. Em 2009, pagou US$ 75 milhões ao país para arquivar a disputa, sem
admitir culpa. A empresa afirmou a Galileu que a droga não matou, pelo
contrário, salvou vidas e foi mais efetiva que o tratamento existente na época para
a doença. Quanto à falta de autorização dos participantes, diz que “por conta
das altas taxas de analfabetismo da Nigéria, nem sempre foi possível obter
consentimento por escrito”. Os argumentos não convencem David Ross. “É
arriscado experimentar em crianças cronicamente doentes que fazem parte de uma
população vulnerável. Um teste desses dificilmente seria aprovado nos EUA.”
A
falta de consentimento também foi denunciada em testes clínicos realizados de
2004 a 2011 na cidade de Bhopal, na Índia. O local foi vítima de um dos maiores
desastres químicos da história, quando 40 toneladas de gases letais vazaram de
uma fábrica de agrotóxicos em 1984, matando 8 mil pessoas e deixando 150 mil
com doenças crônicas. O Bhopal Memorial Hospital Research Centre, criado
especialmente para tratar os afetados pelo desastre, é acusado por pacientes de
receber dinheiro de companhias farmacêuticas como a AstraZeneca para testar
remédios nos indivíduos debilitados sem que eles tivessem sido avisados. Dos
participantes, pelo menos 10 morreram, de acordo com o jornal indiano IBN. Em
documentário sobre o tema lançado em julho pela TV Al Jazeera English, um
indiano chamado Ramadhar Shrivastav (em foto na pág. anterior) alega que
médicos pediram para que assinasse um documento em inglês e depois lhe
entregaram duas garrafas de pílulas de remédios desconhecidos para tomar. “Se
gastar meu dinheiro processando o hospital não terei como alimentar meus
filhos”, disse à Al Jazeera.
KANO – NIGÉRIA – O governo
nigeriano processou a Pfizer e recebeu US$ 75 milhões em 2009 após acusá-la de
conduzir testes clínicos de um antibiótico em 1996 sem obter consentimento dos
participantes. Abaixo, familiares de crianças que morreram após a
pesquisa.
LEI DO MELHOR PREÇO
A
razão pela qual as farmacêuticas têm aumentado a terceirização de testes em
países onde há menor escolaridade e maior concentração de pobres é financeira.
Em 2008, Jean-Pierre Garnier, então executivo da GlaxoSmithKline (GSK),
escreveu na revista Harvard Business Review que uma companhia que faz uso de 60
mil pacientes em testes clínicos poderia poupar até US$ 600 milhões por ano ao
relocar 50% das suas pesquisas para locais como a Índia e a América Latina.
Segundo Garnier, um centro médico de altíssima qualidade na Índia cobraria
“apenas” US$ 1,5 mil a US$ 2 mil por paciente em cada teste, enquanto o mesmo
sairia por US$ 20 mil num lugar de segunda linha nos EUA.
Há
outro grande atrativo nos países pobres: uma burocracia menos rígida, que reduz
o tempo de uma pesquisa e aumenta a chance de ela ser aprovada. Bioéticos dizem
que um exemplo disso são testes feitos com grávidas portadoras do HIV em Uganda
durante a década de 1990, com financiamento do governo americano.
Enquanto
um grupo recebeu o antiviral AZT, outro recebeu placebo, mesmo já sabendo que o
AZT poderia proteger os recém-nascidos. “Onde existe uma terapia médica que
funciona comprovadamente, testes controlados com placebo são antiéticos”,
afirma Kevin Schulman, diretor do instituto de pesquisas clínicas da Duke
University e autor de dois relatórios sobre ética de pesquisas.
“É
muito mais fácil convencer pacientes de países pobres a se submeterem a esse
tipo de coisa. Para as farmacêuticas, pessoas de outros países são vistas como
materiais crus que podem ser garimpados”, complementa David Ross. A questão vai
além do consentimento. “Mesmo que uma pessoa entenda os riscos, ela pode não
ter escolha. Muitos não têm dinheiro para pagar o tratamento padrão”, afirma o
médico Amar Jesani, fundador do Centro para Estudos em Ética e Direitos da
Índia. Assim, diz Jesani, viram cobaias para ter acesso a médicos, por mais que
seja por um tempo reduzido (de semanas ou meses) ou por dinheiro.
MUMBAI – ÍNDIA – Farmacêuticas
de países ricos contratam empresas como a indiana Life San, especializada em
recrutar pessoas de países pobres para teste de remédios.
ÀS CLARAS
Os
testes clínicos são essenciais para o desenvolvimento de remédios efetivos e
devem continuar. “Mas os países capazes de oferecer um bom atendimento de saúde
devem tomar a frente. Não lugares como a Índia, que falhou em oferecer o acesso
mínimo de educação e saúde ao seu povo”, diz Jesani.
O
Brasil tenta evitar esse problema proibindo que voluntários sejam pagos. “As
pessoas participam por altruísmo ou por entender que não existem mais recursos
para a sua saúde fora do mundo da pesquisa”, afirma Gyselle Saddi Tannous,
coordenadora da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Os pesquisadores
somente podem pagar as despesas que o voluntário tem nos dias em que ele
participa dos testes, como transporte e alimentação.
Mesmo
assim, problemas acontecem. Em 2006, foi descoberto que moradores das
comunidades ribeirinhas de São Raimundo do Pirativa e São João do Matapim, no
Amapá, recebiam até R$ 30 por dia para serem picados por mosquitos com malária
em pesquisa elaborada pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
O
caso foi denunciado no Ministério Público Federal e não houve punição até agora,
e o estudo foi interrompido pelo Conep. “E muitos protestaram porque queriam o
dinheiro oferecido”, diz Gyselle, sublinhando a importância de leis para
proteger candidatos a cobaias em países pobres. Ela afirma haver pressão da
indústria internacional para que o Brasil afrouxe suas normas. “É preciso pesar
o avanço da ciência, mas não devemos fazer isso à custa de vidas.”
KANO – NIGÉRIA
– Abu Madaki segura a filha Firdausi Madaki, de 11 anos. A mãe acusa a
Pfizer de ter causado problemas cerebrais na criança, que foi cobaia de um de
seus medicamentos
TESTE DE CONFIANÇA
Conheça
alguns dos experimentos contestados por países pobres e o que alegam as
companhias farmacêuticas
TROVAN
Em
1996, a Pfizer testou um antibiótico em crianças com meningite grave em Kano,
na Nigéria. Onze morreram e outras tiveram problemas cerebrais. A companhia foi
acusada de forjar documentos e não obteve consentimento por escrito de todos os
participantes.
RESPOSTA DA EMPRESA: A pesquisa
foi conduzida de maneira consistente com a lei nigeriana e explicada para cada
paciente em inglês e na língua local, hausa, por enfermeiras bilíngues. A
empresa admitiu dificuldade em obter consentimento por escrito de todos e diz
que o índice de sobrevivência para os participantes que receberam o tratamento
foi de 94,4%, enquanto que para os pacientes tratados sem a droga foi de 89,9%.
TICAGRELOR
Segundo
a agência de notícias indiana Indi-Asian News Service, a farmacêutica
AstraZeneca fez testes do remédio para tratar ataques cardíacos em pacientes
debilitados de um hospital da cidade de Bhopal sem que eles soubessem que
estavam participando de um experimento.
RESPOSTA DA EMPRESA: Alguns
pacientes não foram devidamente informados. Esses erros foram descobertos por
meio de processos de monitoramento que a AstraZeneca usa para todos os nossos
estudos clínicos e prontamente corrigidos pelo pesquisador.
SYNFLORIX
Em
2008, o laboratório GlaxoSmithKline fez testes da vacina Synflorix, para tratar
pneumonia e infecções no ouvido em 13 mil crianças na Argentina. Ao menos 12
morreram durante os testes, 7 na província de Santiago Del Estero, uma das
regiões mais pobres do país. Os pais, alguns analfabetos, dizem ter deixado
seus filhos participarem sem ter entendido que eles fariam parte de um teste
clínico.
RESPOSTA DA EMPRESA: De acordo
com a autoridade regulatória da Argentina (Anmat), órgão equivalente à Anvisa
naquele país, não há relação entre o uso da vacina e os óbitos ocorridos. A
vacina continua, inclusive, a ser comercializada na Argentina.
Fonte_JornalGGN


















