sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Boletim Informativo COFEN Julho/2020


48ª edição – 07/2020

São tempos difíceis. Contabilizamos 325 profissionais vítimas da covid-19. Cada número esconde o rosto de uma mãe, um pai, filhos, amigos queridos, colegas que encaravam juntos os plantões e temem por sua vida e de sua família. Não permitiremos que seus nomes caiam no esquecimento e invisibilidade.

O subdimensionamento na resposta à covid-19 é destaque nesta edição do boletim, que traz também as principais pautas da profissão no Congresso, notícias da pandemia e da nossa profissão, que segue na linha de frente do combate à pandemia, sem abandonar outras frentes. Estamos unidos e atuando para reverter o veto presidencial ao PL que garantia indenização aos profissionais de Saúde incapacitados pela covid-19.


Fiscalização aponta subdimensionamento na resposta à covid-19

A insuficiência de pessoal prejudica a resposta à pandemia de covid-19 no Brasil. “Já foram apuradas 7.737 das 8.680 denúncias recebidas pelos Conselhos de Enfermagem, confirmando a situação crítica. O défice das equipes chega a 23.961 pessoas, sendo 8.430 enfermeiros e 15.531 técnicos/auxiliares”, afirma o chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Cofen, Walkírio Almeida.

Os Conselhos de Enfermagem já inspecionaram 16.120 instituições em todo o Brasil, entre levantamentos situacionais e fiscalizações in loco, desde o início da pandemia. Um terço delas é classificada como unidade de referência para a covid-19. Saiba mais.


Conselhos Regionais de Enfermagem terão eleição em novembro

O Conselho Federal de Enfermagem publicou a Resolução Cofen 642/2020, que fixa a data das eleições de 2020 dos Conselhos Regionais de Enfermagem. A votação para compor os plenários regionais será realizada das 8h do dia 8/11 às 8h do dia 9/11, pela internet, nos termos previstos pelo Código EleitoralSaiba mais.

Conselho Nacional de Saúde recomenda suspensão de estágio a distância

O Conselho Nacional de Saúde recomendou formalmente que o Ministério da Educação respeite as normativas do Parecer Técnico nº 162/2020 e se abstenha de promover e regulamentar estágio a distância durante a pandemia. A Recomendação CNS 48/2020 ressalta a importância das habilidades relacionais e práticas na área da saúde. O Cofen e o Conselho Federal de Farmácia entraram com ação civil pública pedindo a revogação da medida de autorização publicada pelo MECSaiba mais.

Cofen realiza distribuição de máscaras de proteção em hospitais do Rio

O Cofen participou da distribuição de máscaras de proteção em diversos hospitais do Rio de Janeiro. A ação é realizada pelo Instituto Bob Burnquist, em parceria com o Grupo Fleury, que doaram um lote de 5 mil máscaras de proteção para unidades da rede estadual de saúde do Rio de Janeiro. Saiba mais.

Clínicas de Enfermagem podem usar crédito do BB subsidiado pelo governo

O Banco do Brasil, com base na Resolução do Banco Central 4798/2020, está disponibilizando uma nova linha de crédito subsidiada pelo Governo Federal, chamada de “PRONAMPE”. Segundo Davi Paiva, gerente do BB Setor Público, é uma oportunidade ímpar para empresas e pessoas jurídicas vinculadas ao Conselho, para que seja possível manter as atividades durante a crise. Saiba mais.

Hospitais de referência para covid-19 recebem certificação do Cofen

Em cerimônia reduzida no HMCamp Anhembi, representantes da Organização Social de Saúde IABAS e da Secretaria Municipal da Saúde receberam o Selo de Qualidade do Cofen, em reconhecimento à excelência da assistência prestada aos pacientes do Hospital Municipal da Brasilândia e do pavilhão do HMCamp Anhembi, ambos sob gestão do IABAS. Saiba mais.

Fiocruz analisa condições de trabalho na linha de frente contra a covid-19

A Fiocruz lançou a pesquisa nacional “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil”. O objetivo do estudo é conhecer as condições de vida e trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas que atuam diretamente na assistência e no combate à pandemia do novo coronavírus. A pesquisa tem parceria dos Conselhos Federais de Enfermagem e de Medicina. Saiba mais.

Profissionais oferecem consultoria gratuita sobre amamentação e covid-19

Puérperas, lactantes e famílias que amamentam têm agora acesso a um serviço confiável para esclarecer dúvidas sobre amamentação e covid-19 durante a pandemia. A Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio do Grupo de Pesquisa Maternidade – saúde da mulher e da criança e do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Antônio Pedro, lançou um canal de orientações sobre aleitamento. Saiba mais.

Cofen prorroga vencimento das anuidades de 2020

O plenário do Cofen aprovou a prorrogação do vencimento das anuidades por 60 (sessenta) dias, contados a partir de 30 de julho. A prorrogação manterá, inclusive, os descontos de pontualidade adotados pelos Conselhos Regionais. A Resolução 643/2020 leva em consideração a pandemia de covid-19, a gravidade da situação enfrentada pelo Brasil, especialmente pelos profissionais de Enfermagem, e a imprevisibilidade do atual cenário. Saiba mais.


Após ação na justiça, Coren-PR realiza fiscalização em hospital

O Conselho Regional de Enfermagem do Paraná realizou fiscalização no Hospital das Nações, em Curitiba. O departamento jurídico do Coren-PR havia impetrado mandado de segurança junto à Justiça Federal para garantir a entrada da equipe de fiscalização no hospital. Saiba mais.

Justiça obriga prefeitura a fornecer EPIs para os profissionais de saúde

A prefeitura de Rondonópolis foi acionada pela justiça e terá que adotar, nos próximos dias, medidas para melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde que atuam nas unidades do município. Entre as medidas está a disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a garantia de atendimento aos profissionais de saúde contaminados pelo novo coronavírus. Ação civil pública ajuizada pelo MPT se baseou em fiscalizações do Coren-MT. Saiba mais.


Presidente veta auxílio a profissionais incapacitados pela covid-19

O projeto que permite indenização da União de pelo menos R$ 50 mil aos profissionais da saúde incapacitados permanentemente para o trabalho ou mortos pela covid-19 foi vetado nesta terça-feira (4) pelo presidente Jair Bolsonaro. O PL 1.826/2020, dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, em duas sessões, incorporando emendas. Saiba mais.

Profissionais essenciais terão prioridade na realização de teste de covid-19

Profissionais que realizam trabalhos essenciais terão prioridade na realização de teste de covid-19. A Lei 14023/2020, proposta pelo deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), estabelece que o poder público e os empregadores ou contratantes adotem medidas para preservar a saúde e a vida de todos os profissionais essenciais. Saiba mais.

PL propõe jornada semanal de 30h para a Enfermagem

O senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP) apresentou o projeto de lei 3739/2020, que estabelece a jornada de trabalho diária de 6h e semanal de 30h para os profissionais de Enfermagem. O PL propõe que as horas suplementares à duração do trabalho semanal ou diário normal sejam pagas com o acréscimo de 100% sobre o salário-hora normal, independentemente de se tratar de vínculo jurídico de direito público ou privado. Saiba mais.


Coren-RO recebe 100 mil EPIs para serem distribuídos nos municípios

O Coren-RO recebeu 100 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que serão distribuídos entre os profissionais de saúde. A iniciativa é fruto de um convênio firmado entre o Conselho e o Ministério Público do Trabalho, por meio de uma verba repassada no valor de mais de R$ 800 mil para a compra desses materiais. Saiba mais.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Nota técnica aponta medidas para conter mortes maternas associadas à covid-19



Alerta às mortes maternas associadas à COVID-19 no Brasil

Nota Oficial ABENFO, ABEN e COFEN

A Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN) e o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), entidades de enfermagem que atuam nos âmbitos técnico-científico, ético-político e do trabalho em saúde, representando um contingente de mais de 2.300.000 de profissionais da enfermagem no Brasil, vem a público manifestar preocupação com relação ao número de mortes maternas decorrentes do COVID-19, aderindo aos esforços da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e outras dezenas de entidades de saúde que vêm apontando para a gravidade da situação sanitária brasileira, impactando fortemente na saúde das mulheres e na saúde materna e neonatal. Contando, ainda, com o apoio da Internacional Confederation of Midwives (ICM), buscando-se ampliar, mundialmente, o alcance deste alerta.

O impacto da COVID-19 na saúde das mulheres, em especial às gestantes foi demonstrada por meio da publicação no International Journal of Gynecology and Obstetrics, que descreveu a ocorrência de 124 óbitos maternos por COVID-19 no Brasil até 18 junho de 2020, do total de 160 ocorridas no mundo o que já representa 77% da mortes maternas notificadas mundialmente em decorrência desta pandemia, implicando o incremento da já elevada razão de mortalidade materna brasileira.

Este estudo aponta ainda que 22,6% dos casos fatais não tiveram acesso a um leito de UTI e 36% não chegaram a ser intubadas. Outro estudo deste grupo de pesquisadoras apontou que o risco das mulheres negras foi quase duas vezes maior do que o das brancas (17% contra 8,9%), mostrando que embora a  frequência de comorbidades nos dois grupos tenha sido o mesmo, as mulheres negras chegaram em piores condições com mais necessidade de ventilação mecânica e UTI, não sendo atendidas adequadamente.

Note-se que as mídias e a impressa têm relatado com frequência estes casos e a saga destas mulheres até a morte, enquanto os governos demonstram desinformação e falta de ações concretas para resolver e reverter a alta mortalidade materna evitável no país, considerando que a razão de mortalidade materna já era pelo menos 6 vezes maior que a mortalidade de países desenvolvidos (60/100 mil versus 10/100 mil nascidos vivos, respectivamente).

Desde o início da pandemia no Brasil, ainda que gestantes e puérperas estivessem incluídas nos grupos de risco para a COVID-19, tem-se observado o fechamento de maternidades exclusivas e encaminhamento das gestantes e puérperas para maternidades de hospitais gerais, falhas nas medidas de controle, detecção e tratamento precoces e oportunos de muitas gestantes e puérperas e a elaboração de planos de contingência sem o envolvimento das instituições e entidades da área, nos estados e municípios.

Nesse contexto de complexidade, impõe-se medidas de garantia à vida, à saúde e fortalecimento dos direitos humanos das mulheres, bem como a promoção dos melhores níveis de atenção à sua saúde e de seus filhos, especialmente àquelas que são forte e historicamente, atingidas pelas desigualdades sociais, violência, discriminação, racismo institucional e estrutural, como as mulheres negras.

Pelas razões apresentadas, as organizações que subscrevem esse documento recomendam urgentemente aos órgãos respectivamente competentes:

– A constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a real situação da Mortalidade Materna no País e a atuação das três esferas de governo na atenção à saúde da mulher e na saúde materna, bem como a definição de medidas para seu enfrentamento imediato e pós pandemia.

– A exigência de manter informações detalhadas a partir da investigação e análise dos óbitos de mulheres em idade fértil e dos óbitos maternos e especialmente os óbitos maternos por SRAG e COVID-19 em câmaras técnicas multiprofissionais e interinstitucionais de análise de óbitos, determinando as condições dos óbitos e a fidedignidade aos dados para definição de estratégias locais, municipais estaduais e nacionais para efetiva redução da mortalidade materna.

– A manutenção da rede de atenção à saúde organizada em seus diversos níveis, visto que é constituída por serviços essenciais – a atenção à gestação, parto, pós-parto, aleitamento materno e planejamento reprodutivo, com garantia de acesso, integralidade e humanização do cuidado. Destaca-se a necessidade de fluxos de atendimento específicos às gestantes, parturientes e puérperas, de forma a proteger esta população vulnerável no Brasil em serviços com alas específicas para o seu atendimento e cuidado, priorizando a manutenção de
maternidades exclusivas e a abertura de centros de parto normais (CPN) para mulheres de baixo risco.

– A priorização da linha de cuidado às mulheres no ciclo gravídicopuerperal nos planos de descontingenciamento de recursos financeiros, bem como nos planos de contingências em todos os níveis do sistema de saúde, com participação das entidades científicas das áreas correlatas à saúde das mulheres e crianças, e do movimento organizado de mulheres.

– A inclusão obrigatória de enfermeiras obstétricas e obstetrizes em número adequado em todas as maternidades brasileiras para atuarem na atenção ao parto humanizado e na da detecção precoce de sintomas de Covid-19 para notificação e tratamentos oportuno e na criação e participação das câmaras técnicas de análise da morbimortalidade materna nos hospitais, municípios, estados, e Ministério da Saúde.

Referências:
1. Takemoto MLS, Menezes MD, Andreucci CB, Nakamura-Pereira M, Amorim MMR, Katz L, Knobel R. The tragedy of COVID-19 in Brazil. Internationcal Journal of Gynecology Obstetrics, July, 2020.

2. Folha de São Paulo- reportagem Brasil passa de 200 mortes de grávidas e puérperas por Covid-19. Painel Saúde Coronavirus 20 de julho de 2020.

3. Souza KV de, Schneck SC, Pena ED, Duarte ED, Alves VH. Human Rights of women in childbirth in the context of the covid-19 pandemic: what obstetric nursing has to do. Cogitare enferm. [Internet]. 2020 [30,jul,2020]; 25. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v25i0.73148.

4. International Confederation of Midwives (ICM). Women’s rights in childbirth must be upheld during the coronavirus pandemic. [Internet]. [acesso em 02 ago 2020]. Disponível em: https://www.internationalmidwives.org/assets/files/news-files/2020/03/icmstatement_upholding-womens-rights-during-covid19-5e83ae2ebfe59.pdf

Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – ABENFO

Associação Brasileira de Enfermagem – ABEn

Conselho Federal de Enfermagem – COFEN

Fonte_COFEN

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Consorcio de Jornais, SESACRE, CZS


O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira (5).

O país registrou 1.322 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 97.418 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.033 óbitos, uma variação de -2% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Em casos confirmados, já são 2.862.761 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 54.685 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.892 por dia, uma variação de 12% em relação aos casos registrados em 14 dias.

No total, 8 estados apresentaram alta de mortes: PR, RS, SC, MG, MS, AC, BA e RN.

Brasil, 5 de agosto
Total de mortes: 97.418
Registro de mortes em 24 horas: 1.322
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.033 por dia (variação em 14 dias: -2%)
Total de casos confirmados: 2.862.761
Registro de casos confirmados em 24 horas: 54.685
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 43.892 por dia (variação em 14 dias: 12%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 96.113 mortes e 2.809.321 casos; e às 13h, com 96.326 mortes e 2.817.473 casos confirmados.)

Estados
Subindo: PR, RS, SC, MG, MS, AC, BA e RN.
Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: RJ, SP, DF, GO, MT, RR, TO, AL e PI.
Em queda: ES, AM, AP, PA, RO, CE, MA, PB, PE e SE.
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).




A Secretaria de Estado de Saúde do Acre, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, registra 323 novos casos de contaminação por novo coronavírus no estado, nesta quarta-feira, 5. Assim, o número de infectados pela Covid-19 saltou de 20.710 para 21.033, nas últimas 24 horas.

Até o momento, o estado registra 50.303 notificações, das quais 28.913 foram descartadas. Outras 357 amostras seguem em análise pelo Laboratório Charles Mérieux e pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Acre, o Lacen-AC. O número de pessoas que obtiveram alta da doença é de 14.704, enquanto 137 seguem hospitalizados.

Total de óbitos de 545 subiu para 547 em todo o estado.

Fonte_SESACRE



Presidente da frente em defesa da Enfermagem quer derrubada de veto



O presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem, deputado federal Célio Studart (PV-CE), recebeu com indignação o veto integral do presidente da República ao projeto de lei 1826/2020, dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), aprovado com expressivo apoio tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

O parlamentar afirma que espera que o Congresso Nacional seja convocado o mais breve possível para votar e derrubar este veto. “Assim, os parlamentares poderão se debruçar sobre as razões apontadas pelo governo federal, que, a nosso ver, são contestáveis diante do estado de calamidade em curso e da promulgação da PEC do orçamento de guerra, que dá mais flexibilidade para os gastos do governo para o combate à pandemia do coronavírus”, completou.

O projeto de lei em questão faz justiça aos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate ao COVID-19, salvando milhares de vidas. Desde o início da epidemia essas pessoas vêm trabalhando na assistência aos pacientes, se expondo a riscos, muitos sem os devidos equipamentos de proteção individual, e sem poderem fazer isolamento social.

“O sentimento de indignação é ainda maior por conta do nosso mandato ter apresentado o Projeto de Lei 2000/20, que prevê a indenização no valor de R$ 50 mil para dependentes dos profissionais de saúde que morrerem no combate à COVID-19. A ideia foi incorporada ao substitutivo apresentado pelo relator do PL 1826/2020, deputado Mauro Nazif”, explicou o parlamentar.

Vítimas fatais –  Segundo dados do Observatório da Enfermagem, atualizado pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), 325 profissionais perderam a vida na luta contra a COVID-19 e mais de 31 mil foram infectados em todo o país.

O presidente do Cofen, Manoel Neri, também expressou contrariedade: “O veto mostra a ausência de preocupação do governo federal com os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate a pandemia, literalmente dando a vida para cuidar da saúde do povo brasileiro”, afirmou.

O deputado lembrou que a atuação dos profissionais de saúde foi fundamental para a recuperação de milhares de pacientes contaminados pelo coronavírus e para que o país não tivesse números ainda mais alarmantes de notificações e mortes. “A cada profissional de saúde envolvido nesta luta, o sentimento é de profunda gratidão”, destacou Célio Studart. Para ele, tanto a indenização por incapacidade quanto aquela a ser paga aos familiares dos que morreram representam o mínimo que o governo deveria fazer diante da atuação desses profissionais.

Fonte_COFEN

terça-feira, 4 de agosto de 2020

53% das crianças são amamentadas no primeiro ano de vida no Brasil



Mais da metade (53%) das crianças brasileiras continuam sendo amamentadas no primeiro ano de vida, e mais de 45% das menores de seis meses recebem leite materno exclusivo. É o que mostra a pesquisa ENANI (Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil) encomendada pelo Ministério da Saúde e lançada nesta terça-feira (4). Os dados apresentam evolução dos índices de amamentação nos últimos 34 anos no Brasil.

A pasta informa que foram avaliadas 14.505 crianças menores de cinco anos entre fevereiro de 2019 e março de 2020. Os dados apontam que entre as crianças menores de seis meses o índice de amamentação exclusiva é de 45,7%. Já nas menores de quatro meses, este índice é de 60%.

O último levantamento do tipo foi realizada em 2006. Estes dados, apresentados pelo MS, são preliminares. O estudo completo está em fase final de consolidação e será divulgado em setembro, segundo o ministério.

Os dados do Enani foram comparados com inquéritos nacionais anteriores, com base em indicadores de amamentação propostos pela OMS, diz a pasta. Antes, este dado era atrelado à PNDS (Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher), realizada nos anos de 2006, 1996 e 1986.

De acordo com este cruzamento de dados, todos os indicadores melhoraram no Brasil. Segundo a pasta, é possível comparar as amostras porque as bases de cálculos são as mesmas e seguem diretrizes de órgãos internacionais.

O último dado de 2006 da PNDS, em comparação com os do Enani de 2020, aponta aumento de 15 vezes na prevalência de aleitamento materno exclusivo entre as crianças menores de 4 meses, e de 8,6 vezes entre crianças menores de 6 meses.

Já na comparação com os últimos 34 anos, houve aumento de quase 13 vezes no índice de amamentação exclusiva em crianças menores de 4 meses e de cerca de 16 vezes entre crianças menores de 6 meses.

Em relação ao indicador de aleitamento materno continuado, ou seja, até 24 meses da criança, o aumento registrado foi de 22,7 vezes no primeiro ano de vida e de 23,5 em menores de dois anos, em comparação com os dados de 1986.

O estudo foi encomendado pelo Ministério da Saúde, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e coordenação da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ; da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); da Universidade Federal Fluminense - UFF e da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz.

Segundo a pasta, o inquérito nacional de alimentação e nutrição infantil foi aplicado por meio de questionários, além da avaliação antropométrica e da coleta de sangue de crianças menores de cinco anos para a avaliação do estado nutricional e deficiências nutricionais.

O objetivo da segunda fase da pesquisa é especificar outros dados, atualizar os indicadores nacionais referentes ao estado nutricional, consumo alimentar e carências nutricionais infantis; além de subsidiar as políticas públicas desenvolvidas pelo Ministério da Saúde.

Campanha do ministério visa apoiar amamentação

A campanha publicitária “Apoie a amamentação: proteger o futuro é um papel de todos” também foi lançada nesta terça. A intenção destas ações é marcar o início da SMAM (Semana Mundial do Aleitamento Materno), que ocorre na primeira semana de agosto, em mais de 150 países.

A campanha recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os primeiros 6 meses de vida – e que crianças sejam amamentadas de forma complementar até os 2 anos de idade ou mais.

O MS ainda reforçou que, durante a pandemia, a amamentação deve ser mantida mesmo em caso de contaminação pelo vírus. A transmissão vertical do vírus não foi comprovada. Especialistas dizem que benefícios da amamentação superam os riscos potenciais de transmissão através do leite materno.

Raphael Câmara, que foi nomeado recentemente como secretário de Atenção Primária à Saúde, afirmou em coletiva de imprensa que o Brasil “está no caminho certo” quando o assunto é o incentivo à amamentação. “Como ginecologista e obstetra esta é uma pauta de toda a minha vida”, disse.

Em sua fala, Câmara citou que a amamentação é capaz de reduzir até 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de 5 anos e, a cada ano que a mulher amamenta, o risco de desenvolver câncer de mama reduz 6%.

Socorro Gross, representante da Opas (Organização Panamericana de Saúde), viculada à OMS (Organização Mundial da Saúde), presente na coletiva de imprensa, disse que amamentar é um ato saudável, mas também complexo.
“Estamos falando de um ato que tem pouco custo, mas que não é simples. Amamentar não é simples. É um ato que envolve dor e muito cansaço. É um ato que requer muito apoio da sociedade.”

Dados de relatório publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef e pela Organização Mundial da Saúde - OMS em 2018 mostra que apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses na região das Américas e só 32% continuam até os 24 meses.

A especialista também citou a importância de investir em bancos de leite humanos. “Ter um banco de leite faz diferença para um bebê que nasce e não tem a possibilidade de ser amamentado por diversos motivos. Manter esses bancos de leite em todos os cantos do Brasil faz diferença.”

Fonte_COFEN

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Consorcio de Jornais, SESACRE, CZS


O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta segunda-feira (3).

O país registrou 572 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 94.702 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 995 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias. A última vez que o país tinha registrado média de menos de mil mortes foi em 2 de julho.

Em casos confirmados, já são 2.751.665 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 18.043 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.610 por dia, uma variação de 30% em relação aos casos registrados em 14 dias.

No total, 6 estados apresentaram alta de mortes: PR, RS, SC, MS, AC e TO.

Brasil, 3 de agosto
Total de mortes: 94.702
Registro de mortes em 24 horas: 572
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 995 por dia (variação em 14 dias: -5%)
Total de casos confirmados: 2.751.665
Registro de casos confirmados em 24 horas: 18.043
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 43.610 por dia (variação em 14 dias: 30%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 94.145 mortes e 2.733.735 casos; e às 13h, com 94.226 mortes e 2.736.298 casos confirmados.)

Estados
Subindo: PR, RS, SC, MS, AC e TO.
Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: MG, RJ, SP, DF, GO, MT, RO, RR, BA, PI, RN e SE.
Em queda: ES, AM, AP, PA, AL, CE, MA, PB e PE.
Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).




A Secretaria de Estado de Saúde do Acre, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, registra 373 novos casos de contaminação por novo coronavírus no estado, nesta segunda-feira, 3. Assim, o número de infectados pela Covid-19 saltou de 19.966 para 20.339, nas últimas 24 horas.

Até o momento, o estado registra 48.941 notificações, das quais 27.661 foram descartadas. Outras 941 amostras seguem em análise pelo Laboratório Charles Mérieux e pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Acre, o Lacen-AC. O número de pessoas que obtiveram alta da doença é de 14.370.

Mais 2 mortes foram registradas, desse modo, o total de óbitos subiu de 537 para 539, em todo o estado.
Fonte_SESACRE



Epigenética


Nem tudo está escrito nos nossos genes. Nesse vídeo, contamos como os cientistas descobriram que alguns marcadores químicos podem ativar e desativar partes do nosso genoma de acordo com o ambiente em que vivemos nossos hábitos e nossas experiências.

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App “Eu fiscalizo” combate conteúdos abusivos em meios de comunicação



O aplicativo “Eu fiscalizo” foi criado pela pesquisadora Claudia Galhardi, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e permite que qualquer pessoa avalie conteúdos veiculados nos meios de comunicação e entretenimento, apontando casos como nudez e violência em horário inapropriado, violação de direitos humanos e disseminação de fake news. A parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) consiste na troca de conteúdos referentes à Enfermagem para divulgação nos canais existentes.

A ferramenta permite que a sociedade participe ativamente, notificando conteúdos impróprios, criando e aperfeiçoando mecanismos de controle social, além de ser um banco de dados para diagnósticos e desenvolvimento de políticas públicas no setor audiovisual, oferecendo também subsídios para otimizar estudos empíricos e experimentais no campo da Comunicação e Saúde Pública.

“O app foi construído numa linguagem fácil. Mas não é apenas uma forma de denunciar conteúdos nocivos: é também um canal de comunicação entre sociedade, academia e órgãos reguladores”, descreveu Claudia Galhardi.

“O Cofen já possui um forte compromisso contra as fake news na área de Saúde, pelos riscos que trazem à população e aos próprios profissionais de Saúde. Essa parceria, portanto, soma esforços no contexto da pandemia e na luta contra o desserviço para a sociedade”, afirmou Manoel Neri, presidente do Cofen.

Além de registrar conteúdos inapropriados, o “Eu fiscalizo” informa as datas das notificações e permite o envio de fotos, vídeos e mensagens de texto, assim como sugestões, elogios e reclamações. Baixe o app pela Apple store ou Play store e comece a notificar hoje mesmo!

Fonte_COFEN