quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Como proceder em Denuncias no COREN/AC

 

A denúncia é o ato pelo qual a pessoa física imputa a alguém indícios de autoria de infração à legislação de enfermagem, isto é, a comunicação feita ao COREN/AC sobre conduta antiética praticada por profissional de Enfermagem e/ou descumprimento da legislação vigente.

Qualquer cidadão que considere ter constatado falha, erro ou mau atendimento, seja por parte de profissionais de Enfermagem, seja por parte de instituições de saúde no que diz respeito ao atendimento e cuidados da equipe de Enfermagem, pode encaminhar uma denúncia ao COREN/AC.

As denúncias podem ser feitas através do comparecimento do denunciante à sede ou subseções do COREN/AC, carta direcionada à presidência do COREN/AC ou através da Ouvidoria do COREN/AC.

A denúncia ética/disciplinar (contra profissionais de enfermagem) deve ser elaborada com base na Resolução COFEN 370/2010, sendo apresentada por escrito ou, quando verbal, reduzida a termo por servidor ou Conselheiro, contendo os seguintes requisitos:

I- Presidente do Conselho a quem é dirigida;

II- nome, qualificação e endereço do denunciante;

III- narração objetiva do fato ou do ato, se possível com indicação de localidade, dia, hora, circunstâncias e nome do autor da infração;

IV- o nome e endereço de testemunhas, quando houver;

V- documentos relacionados ao fato, quando houver;

VI- assinatura do denunciante ou representante legal.

Importante encaminhar, juntamente com a denúncia, nome de testemunhas, quando houver (com nome completo, profissão, residência e contato) e documentos que comprovem os fatos.

Lembramos que a denúncia é irretratável e irrenunciável, salvo em caso de conciliação, nos termos da legislação vigente.

COVID-19 - CORONAVÍRUS

 


A doença é causada por um novo coronavírus, o SARS-CoV-2, e teve a primeira transmissão registrada em Wuhan, na China, no final de 2019.

Já no início de 2020, a transmissão de pessoa a pessoa e a falta de conhecimento sobre esse novo vírus fez com que a COVID-19 se disseminasse pelo mundo, instalando um quadro de pandemia decretado pela Organização Mundial da Saúde.

Fonte_PFIZZER

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Como solicitar anuidade, posso parcelar?

 

A emissão de boletos, negociação e parcelamento de dívidas referente às anuidades e multas eleitorais são de responsabilidade do Conselho Regionais de Enfermagem do Acre – COREN/AC.

Para requerer o boleto da anuidade de sua inscrição é necessário entrar em contato com o Departamento Financeiro do COREN/AC.

O profissional que quiser negociar e parcelar suas dívidas deverá encaminhar/ protocolar a solicitação diretamente no COREN/AC. Para maiores esclarecimentos sobre as possibilidades de parcelamento entre em contato com o COREN/AC.

Conselho Regional de Enfermagem do Acre – COREN/AC:

(68) 3224.6697 COREN/AC

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Quais são as Atribuições do COFEN e COREN's

 

O Sistema COFEN/Conselhos Regionais foi criado em 12 de julho de 1.973, por meio da Lei 5.905/1.973.

Filiado ao Conselho Internacional de Enfermeiros, em Genebra, o Conselho Federal existe para normatizar e fiscalizar o exercício da profissão de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, zelando pela qualidade dos serviços prestados pelos participantes da classe e pelo cumprimento da lei do Exercício Profissional.

Destacamos as principais atividades do COFEN:

1. Normatizar e expedir de instruções para uniformidade de procedimentos e bom entrosamento dos Conselhos Regionais;

2. Apreciar as decisões dos Conselhos Regionais;

3. Aprovar as contas e propostas orçamentárias, remetendo-as aos órgãos competentes;

4. Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional.

Os Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem constituem um seu conjunto autarquias federais, vinculadas ao Ministério do Trabalho e Previdência Social e tem seu escritório central em Brasília.

A manutenção do Sistema, é feita através de arrecadação de taxas emolumentos por serviços prestados, anuidades, doações, legados e outros, dos profissionais inscritos nos Conselhos. O sistema Cofen/Conselhos Regionais são entidades públicas de direito privado vinculadas ao Poder Executivo, na esfera da fiscalização do exercício profissional. O objetivo primordial é zelar pela qualidade dos profissionais de Enfermagem, pelo respeito ao Código de Ética dos profissionais de enfermagem e cumprimento da Lei do Exercício Profissional.

As competências do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, órgão normativo e de decisão superior são:

1. Aprovar seu regimento interno e os dos Conselhos Regionais;

2. Instalar os Conselhos Regionais;

3. Elaborar o Código de Deontologia de Enfermagem e alterá-lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos Regionais;

4. Baixar provimentos e expedir instruções, para uniformidade de procedimento e bom funcionamento dos Conselhos Regionais;

5. Dirimir as dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais;

6. Apreciar, em grau de recursos, as decisões dos Conselhos Regionais;

7. Instituir o modelo das carteiras profissionais de identidade e as insígnias da profissão;

8. Homologar, suprir ou anular atos dos Conselhos Regionais;

9. Aprovar anualmente as contas e a proposta orçamentária da autarquia, remetendo-as aos órgãos competentes;

10. Promover estudos e campanhas para aperfeiçoamento profissional;

11. Publicar relatórios anuais de seus trabalhos;

12. Convocar e realizar as eleições para sua diretoria;

13. Exercer as demais atribuições que lhe forem conferidas por lei.

Segundo a mesma normativa, destacamos as competências dos Conselhos Regionais:

1. Deliberar  sobre inscrição no Conselho e seu cancelamento;

2. Disciplinar e fiscalizar o exercício profissional, observadas as diretrizes gerais do Conselho Federal;

3. Fazer executar as instruções e provimentos do Conselho Federal;

4. Manter o registro dos profissionais com exercício na respectiva jurisdição;

5. Conhecer e decidir os assuntos atinentes à ética profissional, impondo as penalidades cabíveis;

6. Elaborar a sua proposta orçamentária anual e  o projeto de seu regimento interno e submetê-los à aprovação do Conselho Federal;

7. Expedir a carteira profissional indispensável ao exercício da profissão, a qual terá fé pública em todo o território nacional e servirá de documento de identidade;

8. Zelar pelo bom conceito da profissão e dos que a exerçam;

9. Publicar relatórios anuais de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados;

10. Propor ao Conselho Federal medidas visando à melhoria do exercício profissional;

11. Fixar o valor da anuidade;

12. Apresentar sua prestação de contas ao Conselho Federal, até o dia 28 de fevereiro de cada ano;

13. Eleger sua diretoria e seus delegados eleitores ao Conselho Federal;

14. Exercer as demais atribuições que lhes forem conferidas por lei ou pelo Conselho Federal.

Recomendamos a leitura da Lei 5.905/1.975 em sua íntegra disponível no site COFEN 

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Abrace a Enfermagem: fortaleça quem está na linha de frente

 


Administrar medicamentos, monitorar o quadro geral de saúde, fornecer amparo e empatia aos familiares e pacientes internados. Assim é a rotina de um profissional da enfermagem, que muitas vezes pode ser esquecida em meio à luta diária para cuidar de dezenas de pacientes internados. É inimaginável prever um cenário da saúde sem esse profissional chave.

Buscando valorizar o trabalho desses profissionais e chamar a atenção da população para seriedade do cenário atual, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) lançou, na última sexta-feira (20/11), a campanha Abrace a Enfermagem, que visa exaltar e valorizar o esforço dos profissionais da área durante a pandemia. Mesmo com todas as dificuldades estruturais e emocionais vividas diariamente, as equipes espalhadas pelo país continuam auxiliando no combate à COVID-19 e ajudando a salvar milhões de vidas.

O movimento Abrace a Enfermagem pretende chegar longe e conscientizar a população do país sobre as dificuldades enfrentadas pela categoria. Até o dia 2 de dezembro, o molde de um boneco enfermeiro ficará exposto na Estação Central do Metrô de Brasília, com o intuito de recolher mensagens de apoio da população do Distrito Federal, que também poderá tirar fotos com a estátua. Em seguida, na quinta-feira (26/11), o Cofen planeja uma grande ação nas redes sociais para promover a hashtag #AbraceAEnfermagem.

Familiares, amigos e ex-pacientes também podem demonstrar o seu apoio acessando:

www.abraceaenfermagem.com.br



O CENÁRIO DA SAÚDE

Os Conselhos Regionais de Enfermagem trabalham para garantir condições de trabalho seguras para esses profissionais. Durante as ações de fiscalização realizadas em todo o país, já foram inspecionadas 16.120 instituições, entre levantamentos situacionais e fiscalizações in loco, desde o início da pandemia. Um terço das instituições visitadas é classificado como unidade de referência para a COVID-19.

“A fiscalização tem por objetivo, sobretudo, propiciar maior segurança aos profissionais de enfermagem quanto à disponibilização de equipamentos de proteção individual em quantidade e qualidade adequadas às demandas da assistência, contribuindo com a estruturação dos serviços e o dimensionamento de recursos necessários”, afirma o chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Cofen, Walkírio Almeida.

Quando questionado o tamanho do esforço, ele responde: “Já foram apuradas 7.737 das 8.680 denúncias recebidas pelos Conselhos Regionais de Enfermagem, confirmando uma situação crítica: o déficit das equipes chega a 23.961 profissionais, sendo 8.430 enfermeiros e 15.531 técnicos/auxiliares”, completa Walkírio Almeida.



EMOÇÃO À FLOR DA PELE

O Cofen faz um monitoramento diário de casos e, até o fechamento desta matéria, o Observatório da Enfermagem registrou 460 óbitos de profissionais de Enfermagem vítimas da Covid-19 durante o exercício de sua profissão, sendo mais de 21 mil os profissionais infectados.

Há 25 anos como enfermeiro, Ricardo Siqueira é servidor público municipal em Fortaleza, onde atua na área de estratégia de assistência à família. O profissional, que já se infectou com a COVID-19, pede mais respeito aos profissionais de enfermagem no Brasil e relata como tem sido esse período de pandemia.

“Infelizmente, a gente teve que provar na prática a importância dessa profissão em uma pandemia. Agora, já estamos mais aptos a lidar com os pacientes”, desabafa Siqueira. Por isso, o enfermeiro pede para que, sempre que alguém sentir sintomas, vá logo às unidades de saúde para ser atendido. “Assim, podemos fazer a avaliação, a testagem, a notificação e, se necessário, o encaminhamento às Unidades de Pronto Atendimento e emergências dos hospitais”, orienta Ricardo.

Quando se infectou, Siqueira passou de profissional para paciente. “Eu precisei dos enfermeiros para fazer tomografia e para me medicar, da forma mais adequada possível, pois ainda não tinha um protocolo específico para tratamento. Hoje, seria um protocolo diferente”, explica.

O enfermeiro pede mais apoio por parte do Estado. “Esperamos que nossos governantes tenham um olhar diferenciado para a enfermagem. É uma profissão que não tem carga horária definida, muitos têm jornada de trabalho dupla e até tripla na maioria das vezes, pois não há piso salarial. A maioria é mulher, que sai da sua casa e trabalha até três períodos. Nós não temos, muitas vezes, local digno nem para descansar. Há profissionais que, nos plantões, dormem no chão ou em cima de um papelão”, protestou.

São horas sem dormir para poder cuidar de todos os pacientes infectados. #EuAbraçoAEnfermagemCofen
Cuidado e olho no olho fazem toda a diferença na hora do trabalho. #EuAbraçoAEnfermagemCofen
E apesar de tudo, ganhamos o carinho de todos eles. #EuAbraçoAEnfermagemCofen
O sorriso por trás dos EPI’s. #EuAbraçoAEnfermagemCofen

Fonte_COFEN


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Conselhos de Enfermagem realizam ação conjunta de fiscalização no Acre



Conselho Regional de Enfermagem do Acre - COREN/ACConselho Regional de Enfermagem de Rondônia - COREN/RO e a Força Nacional de Fiscalização do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN estão realizando uma ação conjunta de fiscalização no Acre. Iniciativa é decorrente de um termo de cooperação entre os Conselhos Regionais com apoio do Cofen. A ação teve início segunda (22) e vai ocorrer até o dia 26.

A segurança dos profissionais durante o exercício da Enfermagem, o dimensionamento do número de profissionais e a adequação dos equipamentos de proteção individual são prioridades da ação que vai verificar também denúncias envolvendo subdimensionamento profissional, Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e condições de atendimento.

A equipe é composta por fiscais e conselheiros do Coren-AC e Coren-RO e fiscais da Força Nacional de Fiscalização. As atividades programadas  vão ocorrer nos municípios de Feijó, Tarauacá, Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul.

Fonte_COFEN


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Enfermagem elege vereadores no Brasil



Profissionais de Enfermagem vão ocupar 1.192 assentos nas Câmaras Municipais e Prefeituras brasileiras. Levantamento do Conselho Federal de Enfermagem com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral - TSE identifica a eleição de 694 enfermeiros, 379 técnicos de Enfermagem e 119 candidatos que, embora não tenham declarado profissão, incluem referências à Enfermagem em seus nomes.

São 44 prefeitos, 79 vice-prefeitos e 1.069 vereadores. Com 853 municípios, o estado de Minas lidera a lista, com 201 profissionais de Enfermagem eleitos, seguido de São Paulo (139) e Bahia (106). A Enfermagem está representada em partidos de todos o espectro político, e o número de profissionais de Enfermagem eleitos aumentou em 18 unidades federativas.

Para o presidente do COFEN, Manoel Neri, o resultado reflete o reconhecimento social da importância da Saúde, impulsionado pela pandemia de covid-19, e um fortalecimento político da profissão.

“A Enfermagem representa mais da metade dos recursos humanos do SUS e, nesta pandemia, demonstrou força e coragem, impedindo o colapso sanitário do país. Parabenizo os eleitos e espero que sua atuação nas Câmaras Municipais de Prefeituras contribua para fortalecer a assistência à Saúde, neste momento tão adverso”, afirmou Neri.

Fonte_COFEN

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Eleições COREN/AC 2020



Foi publicado nesta quinta-feira (3/9), no Diário Oficial da União e aqui no site, o Edital Eleitoral nº 02 relativo às eleições do Coren-ES marcadas para 8 e 9 de novembro deste ano. No edital você confere as chapas deferidas e indeferidas pela Comissão Eleitoral. As chapas indeferidas terão prazo para recorrer.

Todo o processo segue de acordo com o Código Eleitoral dos Conselhos de Enfermagem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

cont..Privatização do SUS?

 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (28) em rede social que revogou o decreto que autorizava o Ministério da Economia a realizar estudos sobre a inclusão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dentro do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI).

Na postagem, Bolsonaro fala em decreto “já revogado”. Até o horário da publicação, no entanto, a anulação do documento ainda não tinha sido publicada no “Diário Oficial da União”. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, a divulgação ocorrerá ainda nesta quarta.

“Temos atualmente mais de 4.000 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 168 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) inacabadas. Faltam recursos financeiros para conclusão das obras, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal”, diz Bolsonaro na postagem.

“O espírito do Decreto 10.530, já revogado, visava o término dessas obras, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União”, prossegue.

‘Obscuro’, ‘apressado’ e ‘inconstitucional’: especialistas analisam decreto sobre privatização de postos de saúde do SUS
Com pandemia e plano de privatizações empacado, leilões do governo agora são promessa para 2021 e 2022

Meia hora depois, Bolsonaro editou a publicação e adicionou mais um trecho, em que fala de uma possível reedição do decreto.

“A simples leitura do Decreto em momento algum sinalizava para a privatização do SUS. Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo Decreto o mesmo poderá ser reeditado”, escreveu.

Decreto – O decreto sobre o tema foi publicado na terça (27), assinado por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto permitia que a pasta fizesse estudos para incluir as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dentro do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI).

O PPI é o programa do governo que trata de privatizações, em projetos que incluem desde ferrovias até empresas públicas.

O texto do decreto 10.530 afirma que a “política de fomento ao setor de atenção primária à saúde” estaria “qualificada” para participar do PPI.

Segundo o decreto, os estudos sobre as UBS deveriam avaliar “alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”.

Fonte_COFEN

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Proposta cria piso salarial de profissionais de enfermagem - PL2564

 


O projeto de lei - PL 2564/2020 do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) cria um piso salarial mensal de R$ 7.315 para enfermeiros, com base na jornada de trabalho de 30 horas semanais. Os técnicos de enfermagem deverão receber pelo menos 70% desse valor e, os auxiliares de enfermagem e parteiras, 50%. Se aprovados, os pisos salariais deverão ser aplicados em todo o território nacional.

Segundo Contarato, a proposta pretende restabelecer a dignidade salarial dessas categorias. A reportagem é de Regina Pinheiro, da Rádio Senado.

Fonte_Radio Senado

Privatização do SUS?


 

Em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), qualificou a política de fomento ao setor de atenção primária à saúde — que inclui as Unidades Básicas de Saúde (UBS) — no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência (PPI).

Segundo o decreto, a qualificação tem “fins de elaboração de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios”.

O ato prevê, ainda, que os estudos terão “a finalidade inicial de estruturação de projetos pilotos, cuja seleção será estabelecida em ato da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia”.

Em texto no site do governo federal, as UBS são classificadas como “a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS)”, com objetivo de atender “até 80% dos problemas de saúde da população, sem que haja a necessidade de encaminhamento para outros serviços, como emergências e hospitais”.

Resolução do Conselho – O ato de Bolsonaro é baseado em resolução de 2019 do Conselho do PPI, que opinou favoravelmente a estudos de parcerias com o setor privado no setor de atenção primária à saúde no Brasil.

Na resolução, assinada por Onyx Lorenzoni, então ministro-chefe da Casa Civil, e Martha Seillier, secretária do PPI, é apontada a “necessidade de aproveitar os investimentos realizados na construção das Unidades Básicas de Saúde – UBS que ainda não foram finalizadas ou que, apesar de concluídas, ainda não estão em condições de operação”.

O parecer do conselho também afirma que há “necessidade de aprimorar a utilização das Unidades de Saúde nos municípios brasileiros” e que é necessário “ampliar as oportunidades de investimento e emprego no País e de estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura e dos serviços voltados ao cidadão”.

Considerando a necessidade de ampliar as oportunidades de investimento e emprego no País e de estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura e dos serviços voltados ao cidadão;

Instituído em lei de 2016, o PPI elabora estudos para estimular a desestatização e contratos de parceria entre o Estado a iniciativa privada. O órgão dispõe de um conselho que se reúne quando convocado para emitir opiniões sobre propostas de ministério para a inclusão de empreendimentos no programa.

Fonte_COFEN

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Justiça nega registro a egressa de curso EaD irregular

 


O Tribunal Regional Federal - TRF1 acatou argumentos do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN e do Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia – COREN/RO e negou, por unanimidade, o registro de egressa do curso de Enfermagem do Instituto de Ensino Superior de Minas Gerais - IESMIG oferecido a distância em Rondônia, em parceria com a Unidade de Mediação de Ensino Superior para Amazônia - UMESAM, sem reconhecimento ou autorização do Ministério da Educação.

“É criminoso que grupo educacionais tentem atuar à margem da legalidade, abusando dos sonhos dos estudantes e suas famílias, que também são vítimas”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. “Os Conselhos de Enfermagem atuam em defesa do exercício regular da profissão, da qualidade da formação, que repercute diretamente na qualidade da assistência à população brasileira. Seguiremos vigilantes”.

A decisão reitera que “a autorização do curso pelo Ministério da Educação ou pelo Conselho Estadual de Educação é requisito indispensável para obtenção do registro profissional”.

Em defesa da formação profissional – O curso clandestino da IESMIG/UNISAM foi descoberto na Operação EaD, realizada em 2015 pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais.  O relatório final da operação, encaminhado ao MEC, Ministério da Saúde e Ministério Público, comprovaram a falta de estrutura, mesmo em cursos registrados. Sem laboratórios e bibliotecas sem condições mínimas de apoio, a maioria dos polos se localiza em municípios diminutos, que não ofereciam sequer condições para a prática de estágio supervisionado.

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem liderou ampla mobilização em defesa do ensino presencial e de qualidade, com realização de audiências públicas em Assembleias Legislativas de todo o Brasil, campanhas de esclarecimento e atuação junto ao MEC e ao Congresso Nacional, onde apoia o Projeto de Lei 2891/2015, que exige formação presencial para os profissionais da área de Enfermagem. Os Conselhos Profissionais da Área de Saúde e o Conselho Nacional de Saúde também se manifestaram contra a graduação por EaD.

Fonte_COFEN

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Fato ou Fake? Estudo analisa desinformação frente à pandemia


Métodos caseiros para prevenir o contágio da covid-19 (65%) e curar a doença (20%) são as notícias falsas mais disseminadas nas redes sociais brasileiras, seguidas de golpes bancários (5,7%), golpes/arrecadações para instituições de pesquisa (5%) e negacionismo sobre a existência da pandemia, apresentada como “estratégia política” (4,3%).

As notícias sobre a covid-19 mais disseminadas nas redes sociais brasileiras são objeto de levantamento e análise de pesquisadores da Fiocruz e do Conselho Federal de Enfermagem. O estudo inédito, realizado a partir das notificações recebidas pelo aplicativo brasileiro Eu Fiscalizo, foi publicado nesta edição da Revista Ciência e Saúde Coletiva.

Lançada um mês antes de ser registrado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil, a plataforma que recebia diversas denúncias sobre conteúdos impróprios para crianças e adolescentes na televisão aberta, por assinatura e serviço de streaming, cinema, jogos eletrônicos, espetáculos e publicidades, passou a receber 98% de notificações sobre notícias falsas e a Covid-19.

Fake News e Pós-Verdade- O termo fake news se refere à produção e propagação massiva de notícias falsas, com objetivo de atrair audiência, induzir a erros e manipular a opinião pública, para obter vantagens econômicas e políticas. A crescente influência das fake news sobre o universo offline e o embotamento da distinção entre a materialidade factual e o caráter subjetivo das opiniões caracterizam a chamada pós-verdade.

Para os pesquisadores, “em tempos de Covid-19, acontece a combinação mais perigosa dos dois termos, pois as informações e orientações que contrariam o conhecimento científico disseminam o medo e até a prática de charlatanices, aumentando as chances de avanço da infecção e de mortes”.

Fonte_COFEN

Analise das mortes e das desinformações


 

O Brasil é um dos países com maior número de mortes e casos de Covid-19 e apresenta um cenário ainda mais preocupante de subnotificação. A falta de resposta e despreparo com a doença levou alguns Estados ao colapso do sistema público de saúde, como ocorreu em Manaus, capital do Estado do Amazonas. O livro “Os Desaparecidos da COVID/19” analisa as mortes e a desinformação na pandemia a partir das Ciências Humanas, em diálogo com Ciências Exatas, Biológicas e da Saúde.

A obra aborda temas com a banalização da realidade de uma doença, o problema da falta de diagnósticos e apresenta um estudo de caso sobre os seis primeiros meses da epidemia de Covid-19 em Manaus.

O livro foi desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Renan Albuquerque, Jeremias Leão, Alexander Steinmetz e Jesem Orellana, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Amazônia).

Fonte_COFEN

sábado, 19 de setembro de 2020

Enfermeiros do Pará desenvolvem livro sobre cateterismo

 

O livro “Boas práticas de Enfermagem no cateterismo nasogástrico e nasoenteral em adultos: impactos na qualidade assistencial e segurança do paciente” será lançado em uma live pelo canal do youtube, na próxima segunda (31/08), às 20h.

O objetivo é auxiliar e fundamentar profissionais e acadêmicos de Enfermagem a respeito das técnicas de inserção, manutenção e retirada desses cateteres, bem como, ressaltar as boas práticas na administração de dietas e medicamentos por essa via.

A obra foi desenvolvida pela Aline Cruz, que foi colaboradora do Coren-PA e atualmente é docente da Universidade Federal do Pará, pela egressa Taís Passos, o enfermeiro assistencial atuante na área de terapia nutricional enteral do hospital HUJBB Francisco Ocian e a docente da Universidade Federal do Pará Cintia Aben-Athar.

Para maiores informações, acesse.

Fonte_COFEN

Em nota pública, Conselhos Profissionais da Área de Saúde reforçam sua missão

 A presente nota pública, elaborada pela Comissão de Educação do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), visa esclarecer a missão dos Conselhos Profissionais da Área de Saúde.

Somos mais de 5 milhões de profissionais (5.771.646) a serviço da população brasileira.

Nossa missão é proteger a vida.

Aos Conselhos Profissionais da Área de Saúde cabe zelar pela prestação da assistência à saúde de qualidade livre de danos e imperícias. Isso só é possível com a assistência qualificada para o serviço.

Nesta habilitação de profissionais qualificados para uma atuação segura à sociedade é imprescindível a participação dos Conselhos Profissionais nos procedimentos de avaliação da formação em saúde, protegendo assim a saúde e o bem viver.

Conselhos Profissionais de Saúde:

Conselho Federal de Biomedicina – CFBM

Conselho Federal de Biologia – CFBio

Conselho Federal de Educação Física – CONFEF

Conselho Federal de Enfermagem – COFEN

Conselho Federal de Farmácia – CFF

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO

Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFª

Conselho Federal de Medicina – CFM

Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV

Conselho Federal de Nutricionistas – CFN

Conselho Federal de Psicologia – CFP

Conselho Federal de Odontologia – CFO

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia – CONTER

Fonte_COFEN

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Polícia Civil Acre lança agendamento eletrônico para expedição de RG

 


O Governo do Acre, por meio da Polícia Civil, irá disponibilizar a partir da próxima segunda-feira, 21, o agendamento eletrônico online para expedição de carteira de identidade em Rio Branco. O objetivo é diminuir as filas e aglomerações, e evitar que as pessoas compareçam à Central de Serviço Público (OCA) e que não consigam senha para atendimento no mesmo dia.

Disponibilizado inicialmente na capital, o cidadão terá à disposição, com data e hora marcadas, sem tumulto e sem fila, o agendamento do serviço por meio do site da Polícia Civil na internet:  http://idpol.ac.gov.br/services .

Após o acesso, o usuário deve escolher o posto de atendimento, a data, preencher o formulário e confirmar o agendamento. Na página, o cidadão será informado em relação aos documentos necessários para obtenção da carteira de identidade e será gerado um protocolo da confirmação do agendamento, com data e hora marcadas.

Ao fim do atendimento presencial, o solicitante receberá um protocolo do atendimento com a previsão de entrega. A informação se a carteira de identidade está pronta, dentro do prazo previsto, poderá ser obtida pelo telefone 3215-2417, das 8 às 13h.

O Instituto de Identificação da Polícia Civil emite desde 2019 o novo formato para emissão da carteira de identidade, seguindo o decreto nº 9.278, de 5 de fevereiro de 2018, no qual é facultativo incluir os documentos abaixo relacionados, lembrando que permanece imprescindível somente a certidão de nascimento, se solteiro, ou de casamento original, se casado:

• Título de eleitor;

• Carteira de trabalho e previdência social;

• Certificado militar;

• Carteira nacional de habilitação;

• Documento de identidade profissional;

• Carteira nacional de saúde;

• Números de NIS/PIS/Pasep;

• Também poderá ser incluído o nome social, sem a necessidade de alteração no registro civil.

Outra novidade é que poderão constar indicativos para pessoas com necessidades especiais e códigos referentes ao Código Internacional de Doenças (CID).

O solicitante deve ser o próprio cidadão. Menores de idade devem estar acompanhados por um dos pais ou por responsável legal. A primeira via da cédula de identidade é isenta de pagamento, já a segunda via tem uma taxa de R$ 57,52.

Para o diretor-geral de Polícia Civil, Josemar Portes, o novo canal vai proporcionar comodidade, agilidade e segurança. “Com o uso da tecnologia, estamos buscando oferecer à população da capital mais conforto e segurança para retirada da carteira de identidade, com um serviço ágil e seguro, evitando aglomerações e respeitando a supremacia do interesse público”, ressaltou.

A Polícia Civil estuda a possibilidade da implantação do serviço online no interior do estado. Atualmente há mais de seis mil carteiras esperando para serem entregues aos proprietários, sendo 2051, de 2017 a 2019; e mais de 4000, de janeiro a agosto de 2020. Para mais informações, entrar em contato pelos telefones 3215-2417 3215-2484, 3215-2449 e 3215-2451 ou por e-mail: iirhm.acre@gmail.com.

Fonte _ Agencia Acre

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Historia dos Desastres Vacinais - USA

 


Especialistas alertam o governo dos Estados Unidos para os perigos de antecipar a liberação de uma vacina contra o novo coronavírus antes que os testes provem que ela é segura e eficaz. Décadas de história mostram por que eles estão certos.

Os alertas surgiram após o comissário da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês), o médico Steven Hahn, dizer ao jornal Financial Times que o departamento estaria considerando autorizar o uso emergencial de uma vacina contra a Covid-19 antes de todas as fases dos estudos clínicos estarem concluídas.

O comissário tem autoridade para permitir que produtos médicos sem aprovação sejam usados em casos de emergência, quando não há alternativas adequadas ou aprovadas. Ele ressaltou, no entanto, que uma aprovação de uso emergencial não é a mesma coisa que uma aprovação total, e pode ser retirada.

Foi o que aconteceu com a hidroxicloroquina e a cloroquina. A FDA concedeu autorização de uso emergencial para os dois medicamentos – muito elogiados pelo presidente Donald Trump – no dia 28 de março. No entanto, a permissão acabou sendo revogada em junho, depois que estudos apontaram que as substâncias não são eficazes e podem causar sérios problemas cardíacos.

Aprovação da vacina

Para uma vacina ser aprovada por completo pela FDA, cientistas precisam reunir informações suficientes através de testes clínicos realizados com um grande número de voluntários. Com os dados coletados, os conselheiros da agência normalmente passam meses avaliando.

A aprovação de uso emergencial é muito mais rápida. Apenas uma vez a FDA concedeu a uma vacina uma aprovação padrão menor que essa, mas tratava-se de uma circunstância incomum.

Soldados entraram com um processo, alegando que uma vacina obrigatória contra antraz os deixou doentes, e um juiz interrompeu o programa. O Departamento de Defesa solicitou uma autorização de uso emergencial que anulou a decisão do tribunal em 2005, e permitiu que a vacinação dos militares continuasse, agora não mais obrigatória.

As vacinas têm que passar por todo o processo de testes clínicos e pela aprovação da FDA, que pode levar meses ou anos. Quando não segue todas as etapas, costuma haver problemas.

Incidente na Cutter Labs

No dia 12 de abril de 1955, o governo anunciou a primeira vacina para proteger crianças contra a poliomielite. Dentro de alguns dias, os laboratórios produziram milhares de lotes da substância. Os que foram fabricados pela companhia Cutter Labs acidentalmente continham o vírus vivo da doença (em vez de atenuado, como deve ser) e desencadearam um surto.


Mais de 200 mil crianças receberam a vacina da pólio, mas em poucos dias o governo teve que abandonar o programa. “40 mil crianças contraíram poliomielite. Algumas tiveram níveis baixos da doença, algumas centenas delas ficaram com paralisia e cerca de dez morreram”, disse o médico Howard Markel, pediatra, professor e diretor do Centro para a História da Medicina da Universidade de Michigan. 

O governo suspendeu o programa de vacinação até que pudesse determinar o que tinha dado errado.

Problema com macacos

De 1955 a 1963, entre 10% e 30% das vacinas contra a poliomielite estavam contaminadas com o vírus símio 40 (SV40).


“A forma que eles cultivavam o vírus era em tecidos de primatas. Esses macaco-rhesus foram importados da Índia, dezenas de milhares deles”, afirmou o médico antropólogo S. Lochlann Jain. “Eles ficaram enjaulados em grupo e, naquelas condições, os que não morreram na viagem. ficaram doentes, e o vírus se espalhou rapidamente”, explicou.

Os cientistas pensaram erroneamente que o composto químico que usavam mataria o vírus. “Ele estava sendo transferido a milhões de norte-americanos”, afirmou Jain.

Alguns estudos mostraram uma possível ligação entre o vírus e câncer. O site do Centro para o Controle de Doenças dos EUA, porém, disse que a maioria das pesquisa indica que não existe essa possibilidade.

Nenhuma vacina atual contém o vírus SV40, segundo o CDC, e não há evidências de que a contaminação prejudicou alguém.

A epidemia que nunca aconteceu

Em 1976, cientistas previram a pandemia de um novo tipo de influenza chamada gripe suína. Mais de 40 anos depois, alguns historiadores chamaram essa de “a epidemia de gripe que nunca aconteceu”.


“O presidente [Gerald] Ford basicamente foi alertado por seus conselheiros que tínhamos uma pandemia de gripe chegando chamada gripe suína, que poderia ser tão ruim quanto a gripe espanhola”, afirmou Michael Kinch, professor de oncologia de radiação na escola de medicina da Universidade de Washington, em St. Louis. O livro mais recente dele, Between hope and fear (Entre esperança e medo, em tradução livre), explora a história das vacinas.

“Ford estava sendo persuadido a apresentar uma vacina que fosse produzida rapidamente. Quando você tem a situação de um novo tipo de vírus como essa, eles tiveram que fazer isso na hora”, disse Kinch. O então presidente tomou a decisão de tornar a imunização compulsória.

O governo lançou o programa em cerca de 7 meses, e 40 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe suína, segundo o CDC. A campanha de vacinação foi posteriormente ligada a casos da deficiência neurológica chamada Síndrome de Guillain-Barré, que pode ser desenvolvida após uma infecção ou, mais raramente, depois de vacinação com um vírus vivo.

“Infelizmente, em razão daquela vacina, e do fato de que foi feita tão precipitadamente, houve centenas de casos de Guillain-Barré, apesar de não ser uma certeza que eles estavam ligados”, afirmou Kinch.

O CDC informou que o risco era de aproximadamente 1 caso de Guillain-Barré para cada 100 mil pessoas que receberam a vacina contra a gripe suína. Em razão desta pequena associação, o governo interrompeu o programa para investigar o caso.

“Foi uma espécie de fiasco”, disse Markel. “A boa notícia é que nunca houve uma epidemia de gripe suína. Então estávamos seguros, mas isso mostra o que poderia ter acontecido.”

Descrença nos EUA

Foram necessários vários incidentes para as pessoas começarem a desacreditar nas vacinas. Mesmo após milhares de crianças ficarem doentes com a primeira vacina de poliomielite, em 1955, quando o programa foi reiniciado, os pais fizeram com que seus filhos fossem vacinados. 

Eles tinham na memória lembranças recentes de epidemias que paralisaram entre 13 mil e 20 mil crianças a cada ano. Algumas tiveram casos tão graves de paralisia que não podiam sequer respirar facilmente sozinhas, e dependiam de máquinas chamadas “pulmões de aço” para ajudá-las.

“As famílias estavam correndo para levar os filhos para serem vacinados contra a pólio porque elas tinham visto epidemias em todo o verão por anos, e viram crianças em pulmões de aço, e estavam aterrorizadas”, contou Markel.

Ele disse que o comportamento das pessoas começou a mudar entre 1955 e 1976, ano do problemático projeto de vacinação contra a gripe suína.

“Você tinha direitos civis, quando as pessoas viam na TV os policiais agredindo a população. Você tinha a Guerra do Vietnã, quando as pessoas começaram ficar enojadas com as mortes. Você tinha o Caso Watergate, quando o presidente literalmente mentiu”, disse Markel. “Tudo isso levou a uma real descrença nas autoridades e no governo federal, e se estendeu a médicos e cientistas. E só aumentou com o passar do tempo.”

Decisão ‘idiota’

Markel contou que a falta de confiança das pessoas no sistema faz da ideia da FDA de antecipar o processo das vacinas “completamente idiota”.

“Essa é uma das coisas mais ridículas que eu já ouvi essa gestão dizer”, disse. “Só é preciso um efeito colateral para basicamente estragar um programa de vacinação que precisamos tão desesperadamente. É uma receita para o desastre.”

O comissário da FDA afirmou que a decisão sobre a vacina será baseada em dados, não em política, mas Kinch pensa como Markel.

“Isso pode causar danos substanciais”, declarou Kinch, que está participando de testes para a vacina. Para ele, o processo de testes clínicos precisa chegar ao fim. A liberação muito cedo de uma vacina pode causar um “cenário de pesadelo” por algumas razões.

Primeiro, a vacina pode não ser segura. Segundo, se não for segura, as pessoas perderão a fé nas vacinas. Terceiro, se a vacina não oferecer proteção completa, as pessoas terão uma falsa sensação de segurança e o risco será ainda maior. Quarto, se uma vacina abaixo do padrão conseguir uma aprovação de uso emergencial, uma vacina ainda melhor pode nunca ser aprovada, porque as pessoas ficariam relutantes em participar de testes e contrair um placebo em vez de uma vacina.

“Pessoas vão morrer desnecessariamente se arriscarmos com isso”, afirmou Kinch. “Temos que fazer isso de maneira correta.”

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês.)

Fonte_CNN Brasil / BBC Português