quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Registros de clínicas e consultórios de Enfermagem avançam no Brasil



Os consultórios de Enfermagem começam a se tornar uma realidade em diversos estados brasileiros. A consulta de Enfermagem, já prevista e autorizada em legislações anteriores, ganhou força com a Resolução Cofen 568/2018, que normatiza o funcionamento de clínicas e consultórios.

“O consultório de Enfermagem é libertador”, afirma a enfermeira mineira Lucielena Garcia, que atuam em consultório desde 2019, destacando a flexibilidade, a remuneração e a relação com os pacientes. “Sempre foi meu desejo fazer essa consulta fora do ambiente institucional, tanto pelo acolhimento do paciente, quanto pela interpretação equivocada de que exista subordinação entre o enfermeiro e o profissional médico, entre o enfermeiro e a direção da instituição. A hierarquia, quando existe, é administrativa, mas de um ponto de vista técnico e ético, nas condutas de Enfermagem, o enfermeiro se subordina apenas ao Sistema Cofen/Conselhos Regionais”, afirma Lucielena, que também é conselheira do Coren-MG e voluntária do Programa Enfermagem Solidária.

“Quando abri o consultório, minha intenção era atuar como enfermeira generalista, mas a demanda de pacientes por Saúde Mental, área onde eu já atuava, acabou me levando a optar por me fazer uma especialização”, conta Lucielena. Na Saúde Mental, seu trabalho inclui orientação a pacientes e famílias e, muitas vezes, visitas domiciliares para aplicação de medicamentos e melhoria da adesão ao tratamento. “Recebo encaminhamentos de diversos profissionais e, quando necessário, também encaminho meus pacientes para especialidades médicas e de outras áreas”, relata, ponderando que o consultório não exclui a possibilidade de atuação multidisciplinar.

Lucielene avalia que o futuro dos consultórios é “promissor”. “Somos 51 mil enfermeiros registrados em Minas Gerais. Somente na região metropolitana de Belo Horizonte, a população chega a 5 milhões. Há espaço para todos”.

Para o enfermeiro Ricardo Siqueira, integrante da Câmara Técnica de Atenção Básica (CTAB/Cofen) que participou da elaboração da normativa, “a recente criação de consultórios e clínicas de Enfermagem esbarra na ausência de regulamentação pela ANS (Agência Nacional de Saúde), que dificulta a cobertura pelos planos de Saúde”. “Esperamos que com o estruturação da rede e do registro nos Conselhos Regionais, possamos avançar rumo ao reconhecimento da ANS e vinculação aos planos e seguros”, afirma. O registro do consultório é gratuito e não exige CNPJ.

Mais conhecida especialidade entre dos consultórios, por seu papel na humanização do nascimento, a Enfermagem Obstétrica também vem conquistando espaços além do Sistema Único de Saúde (SUS), onde já era um dos pilares da Rede Cegonha. Em Brasília, foi inaugurado em 2019 o Espaço Luz do Candeeiro, com suítes de parto normal. A capital federal conta, ainda, com profissionais que atendem em consultórios, como o Alma de Parteira. A previsão é que São Paulo conte, até o final do ano, com casa de parto particular, além de espaços como a Casa Ângela e a Casa do Parto de Sapopema, que atendem o SUS.

Teleconsultas – Nos últimos meses, com o agravamento a situação sanitária, as teleconsultas emergiram como nova forma de assistência. Por meio de serviços como Fale com a Parteira, enfermeiras voluntárias orientam gestantes. A Universidade Federal Fluminense (UFF) lançou um canal de consultoria sobre aleitamento. Ambos são gratuitos, mas a teleconsulta é permitida também em consultórios particulares durante a pandemia.

Resolução 634/2020 autoriza que os enfermeiros realizem consultas, orientações e encaminhamentos por meios tecnológicos, enquanto durar a pandemia de covid-19. Os meios eletrônicos utilizados para a teleconsulta devem ser suficientes para resguardar, armazenar e preservar a interação entre o enfermeiro e seu paciente, respeitando o Código de Ética.

Respaldo técnico e legal – Realizar consulta de enfermagem é um direito do profissional enfermeiro, assegurado pela Lei 7.498/86, art. 11, inciso I, alínea “i”, pelo Decreto 94.406/87, art. 8º, inciso I, alínea “e”, pelo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e normatizada pela Resolução Cofen 358/2009. A Resolução Cofen 568/2018 regulamenta os consultórios de Enfermagem.

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terça-feira, 11 de agosto de 2020

Em 3 meses, quase triplica número de mortes de enfermeiros no Brasil


O trabalhador do Serviço de Assistência Especializada de Porto Velho, em Rondônia, e membro do Conselho Regional de Enfermagem do estado, Raimundo Socorro Lopes Lamarão, faleceu na noite desta segunda-feira (10) vítima da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Raimundo e mais 9 profissionais da enfermagem, que perderam suas vidas de ontem para hoje, vão elevar o número total de óbitos entre estes trabalhadores de 341 para 350, segundo o Observatório da Enfermagem, site criado pelo Conselho Federal da categoria (Cofen) para concentrar os números de infectados, mortos e internados.

Os óbitos entre estes profissionais quase triplicaram em três meses. Em maio eram 130 e o Brasil já era recordista mundial. A triste e desonrosa – para o país – medalha de ouro ainda é nossa, segundo o Cofen. Os Estados Unidos e a Itália, países que foram epicentros da pandemia do novo coronavírus, juntos, registraram 204 óbitos de enfermeiros, segundo dados de julho do National Nurses United e Federação Nacional dos Enfermeiros da Itália (FNOPI).

A negligência do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) gera comportamentos de risco na sociedade, que tem a sensação de que a doença não é tão grave e intensifica o afrouxamento do isolamento social. Isso aumenta o risco do número de óbitos e casos da doença entre a população e com isso os profissionais de saúde ficam mais expostos, se contaminam e morrem mais.

A afirmação do diretor financeiro do Cofen e enfermeiro em Brasília, Gilney Guerra, sobre o desgoverno de Bolsonaro, vem acompanhada de uma forte opinião de que se o país tivesse mais investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) estes números seriam bem menores.

“Só agora muitas pessoas entenderam o valor do SUS, que mesmo sucateado tem sido determinante para salvar vidas. Se as unidades de saúde tivessem mais equipadas, os profissionais de enfermagem tivessem mais treinamentos e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) fossem de melhor qualidade estes números seriam menores, não só para os trabalhadores da saúde mas para toda sociedade”, afirma.

Em julho, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde, que está sem ministro há quase três meses, investiu apenas 26% dos recursos que recebeu para o combate a pandemia.  E é um dinheiro que poderia ter ajudado a salvar muitas vidas, aponta o enfermeiro.

Os profissionais de enfermagem, segundo Gilney, arriscam suas vidas para salvar outras vidas, muitas vezes, improvisando por falta de estrutura e trabalhando com equipamentos defasados. Além disso, falta tecnologia para monitorar e ter dados precoces do estado de saúde dos pacientes.

Para ler a matéria na íntegra, acesse o site.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Conselho Nacional de Saúde lança petição em apoio ao SUS


O Conselho Nacional de Saúde (CNS) lançou a petição “Você vai deixar o SUS perder mais R$ 35 bilhões em 2021?”. O lançamento oficial será nesta terça-feira (11/08), às 10h, no youtube do CNS.

Estamos vivendo um contexto de calamidade pública negligenciado e desconsiderado pelo governo federal. A Covid-19 já matou dezenas de milhares de pessoas no Brasil e continua gerando a maior crise sanitária da história do país. Em 2021, a regra do orçamento emergencial para enfrentamento à pandemia não existirá mais, ou seja, voltaremos ao sufocamento da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou investimentos em saúde e demais áreas sociais até 2036.

Isso significa dizer que o Sistema Único de Saúde (SUS) perderá R$ 35 bilhões em comparação aos recursos do Ministério da Saúde em 2020, de acordo com a Comissão Intersetorial de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS). O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2021 da União, enviado ao Congresso Nacional, tem a proposta de retomada das regras da EC 95/2016, o que não podemos permitir, pois aprofundam o desfinanciamento progressivo do direito à saúde garantido na Constituição Federal de 1988.

Assim, precisamos:
Garantir que o PLDO 2021 contemple para o Ministério da Saúde um piso emergencial enquanto um orçamento mínimo no valor de R$ 168,7 bilhões (correspondente ao montante da Lei Orçamentária Anual [LOA] 2020 adicionados os créditos extraordinários e as variações anuais do IPCA, de 2,13%, e da população idosa, de 3,8%).

Revogar a EC 95/2016 para implementar uma outra regra de controle das contas públicas que não fragilize as políticas sociais e traga prejuízos para a população, principalmente para a saúde pública.

Para assinar a petição, acesse o site.

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Podcast da Fiocruz fala sobre o uso abusivo de antibióticos


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou, nesta segunda-feira (10/08), um episódio no podcast Fiocruz no Ar, que trata sobre o “Uso abusivo de antibióticos e os efeitos no aparelho digestivo e em outros órgãos”.

Publicado em 2018, o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que trata da vigilância de consumo de antibióticos no mundo, aponta que, entre os países das três Américas que disponibilizaram seus dados à OMS, o Brasil é o que detém a maior taxa de consumo por dia: 22,75 doses para cada mil habitantes, o que eleva o nosso consumo a mais de 1,7 bilhão de doses. O segundo lugar nessa lista é a Bolívia, com 19,57 doses diárias/1000 habitantes.

O alto consumo de antibióticos pode levar, além da resistência ao medicamento, a problemas graves no aparelho digestivo e outros órgãos do corpo humano. A médica gastroenterologista Fernanda Cristina de Augustinho, do Hospital Santo Antônio (Blumenau), em Santa Catarina, explica como o uso indiscriminado e abusivo de antibióticos pode trazer graves danos ao equilíbrio dos intestinos, ao coração, fígado e rins. Ela é a entrevistada deste episódio do podcast.

Sobre o Projeto Fiocruz no Ar – O Projeto Fiocruz no Ar produz podcasts para serem distribuídos para rádios interessadas em veicular – gratuitamente – informação de qualidade, tendo como referência a expertise de 120 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde. A distribuição do material também é feita pelo Whatsapp, para que a informação chegue a um maior número de pessoas. O Projeto é uma iniciativa da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), da Fundação Oswaldo Cruz/Ministério da Saúde.

Para ouvir o podcast, acesse o site.

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O que se sabe sobre a vacina da Rússia contra a covid-19 e por que é preciso cautela


Se em meados do século passado as grandes potências tinham como objetivo chegar ao espaço, agora a meta é encontrar uma solução para acabar com a pandemia do novo coronavírus. E, assim como na corrida espacial, a Rússia se apressa para deixar a concorrência para trás.

Na semana passada, o Kremlin anunciou que iniciaria em outubro um projeto de vacinação em massa contra a covid-19 com uma injeção. O anúncio, no entanto, foi recebido com desconfiança por boa parte do mundo. Neste vídeo, a repórter Camilla Veras Mota explica o por quê.

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Campanha do CICV alerta sobre profissionais vulneráveis frente à Covid-19


Além de ser o segundo país no mundo em número de contaminados e de óbitos por Covid-19, ultrapassando 100 mil mortes, o Brasil também é um país com elevados casos de profissionais de serviços essenciais afetados pelo novo coronavírus. Com o objetivo de combater a estigmatização e fomentar o respeito e o apoio àqueles que estão na linha de frente no combate à pandemia, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha - CICV lança a campanha “Valorize o Essencial”.

“Reconhecer e valorizar o trabalho das mulheres e homens que estão trabalhando na resposta à pandemia é crucial para que as comunidades superem esta crise sanitária”, afirma a chefe da Delegação do CICV para o Brasil e os países do Cone Sul, Simone Casabianca-Aeschlimann. “Esses profissionais não apenas salvam as pessoas; também garantem a continuidade dos serviços que são essenciais a todos nós, como saúde, assistência social e educação. Eles merecem todo nosso apoio e solidariedade.”

Em seu dia a dia de trabalho desde o início da pandemia, os profissionais estão expostos a alto risco de contaminação. Dados do Ministério da Saúde, publicados no boletim de 6 de agosto sobre a COVID-19, mostram que 232.992 profissionais de saúde foram diagnosticados com coronavirus. Desses, 196 morreram oficialmente por Covid-19 e outros casos estão sendo investigados. Mas o número pode ser ainda maior. Segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o total de casos confirmados entre profissionais da categoria é de 32.279 e o número de óbitos chega a 334 apenas entre profissionais de enfermagem.

“As pessoas só descobrem os profissionais de saúde por conta da pandemia. Eles não são valorizados, mas continuam trabalhando. Para além da pandemia, esses profissionais continuam sendo aqueles que estão na frente salvando vidas, e não estão sendo valorizados.” O desabafo é da médica Roma Napoli, de Duque de Caxias (RJ). Com 33 anos de profissão, ela atendia pacientes de Covid-19 quando foi contaminada com o novo coronavírus e teve de ser internada por sete dias. “Todos nós somos muito vulneráveis. Nunca convivemos com uma doença tão severa, tão fatal, emocional e fisicamente.”

De fato, no que diz respeito aos médicos, por exemplo, pesquisa Datafolha divulgada em julho mostra que eles se tornaram os profissionais de maior credibilidade no Brasil em 2020, com 35% de confiança da população. A mesma pesquisa mostra que, embora 51% dos brasileiros acreditem que o trabalho do médico tem recebido a valorização merecida, a população avalia as condições de trabalho oferecidas aos médicos como regulares, ruins ou péssimas.

Embora muitas comunidades tenham demostrando o agradecimento aos profissionais da saúde, em outras há relatos preocupantes de assédio e violência contra aqueles envolvidos na desafiadora resposta à COVID-19. O médico Carlos Moreira afima que, se por um lado se sente respeitado por trabalhar em um hospital de campanha, há também preconceito. “Algumas pessoas, inclusive familiares, sabem que minha esposa e eu somos médicos e têm se afastado”, lamenta. Em tempos de pandemia ou não, ataques a profissionais de saúde, assistência social e educação são muito mais nocivos do que parecem. Afetam a comunidade como um todo, ao deixar a população menos assistida.

“Com a pandemia, todos aprendemos a reconhecer quem e o que é essencial: a saúde de todos nós, os serviços essenciais, os profissionais que estão dia e noite trabalhando para ajudar quem precisa vencer essa batalha. O essencial sempre fez parte da nossa história e faz parte do nosso dia a dia”, sintetiza a responsável técnica do programa Acesso Mais Seguro para Serviços Públicos Essenciais do CICV, Lívia Schunk.

Vertentes – A campanha “Valorize o Essencial” tem duas vertentes. A primeira é dirigida aos profissionais e gestores desses serviços, em especial em contextos afetados pela violência, que são parceiros do CICV, e traz dicas práticas de autocuidado e gestão do estresse. A segunda é voltada à população em geral e busca fomentar a empatia para com esses profissionais, promovendo o apoio às equipe dos serviços essenciais por meio de histórias e depoimentos. Mais informações no site oficial da campanha.

Como valorizamos os profissionais na prática – O CICV já observava a importância de apoiar e proteger na prática os serviços públicos essenciais em contextos de violência armada no Brasil. A organização avalia que a violência não vitima apenas quem é ferido ou morto por episódios como tiroteios. Se um hospital precisa fechar as portas e deixar de atender os pacientes ou se uma criança tem aulas suspensas por episódios violentos, isso também representa um impacto humanitário direto da violência naquela comunidade. Por esta razão, o CICV adaptou a metodologia Acesso Mais Seguro para Serviços Públicos Essenciais (AMS).

Desde que foi implementado, o AMS já beneficiou cerca de 4,5 milhões de pessoas no Brasil e treinou 28 mil profissionais, atuantes em 1,3 mil unidades de serviços em seis municípios brasileiros: Duque de Caxias (RJ), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Vila Velha (ES). É um exemplo de valorização dos serviços essenciais na prática (leia mais sobre o AMS aqui).

Durante a pandemia, o CICV promove ações para reforçar o respeito e os cuidados com a saúde física e mental dos profissionais, especialmente nas seis capitais brasileiras que têm parcerias na implementação da metodologia do CICV “Acesso Mais Seguro”. O apoio à prevenção da COVID-19 entre os trabalhadores do Serviço Público Essencial é prestado, também, por meio de doações. O CICV forneceu equipamentos de proteção individual (EPIs) e álcool em gel para as cidades parceiras do AMS.

Fonte_COFEN

sábado, 8 de agosto de 2020

Consorcio de Jornais, SESACRE, CZS


O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (8).



O país registrou 841 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 100.543. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 990 óbitos, uma variação de -8% em relação aos dados registrados em 14 dias.

Em casos confirmados, já são 3.013.369 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 46.305 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.499 por dia, uma variação de -5% em relação aos casos registrados em 14 dias.


No total, 4 estados apresentaram alta de mortes: RS, SC, MG e MS.

Em relação a sexta (7), RR estava com a média de óbitos em estabilidade e, hoje, está em queda. PE passou de queda para estabilidade e RN passou de alta de casos para estabilidade.

Brasil, 8 de agosto
Total de mortes: 100.543
Registro de mortes em 24 horas: 841
Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 990 por dia (variação em 14 dias: -8%)
Total de casos confirmados: 3.013.369
Registro de casos confirmados em 24 horas: 46.305
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 43.499 por dia (variação em 14 dias: -5%)
(Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 99.743 mortes e 2.967.634 casos; e às 13h, com 99.959 mortes e 2.975.444 casos confirmados. Excepcionalmente, também foi divulgado um boletim extra, às 13h34, quando o números de mortes superou a marca de 100 mil)

Estados
Subindo: RS, SC, MG e MS.
Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: SP, DF, GO, MT, AC, AM, TO, BA, PE e RN.
Em queda: ES, RJ, AP, PA, RO, RR, AL, CE, MA, PB, PI e SE.
Não atualizou os dados: PR

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).



A Secretaria de Estado de Saúde do Acre, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, registra 122 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no estado, neste sábado, 8. Assim, o número de infectados pela Covid-19 saltou de 21.376 para 21.498, nas últimas 24 horas.

O Acre, até o momento, registra 51.586 notificações, sendo 29.876 casos descartados. Ainda, 212 testes seguem aguardando análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Acre – Lacen e pelo Centro de Infectologia Charles Mérieux. O número de pessoas que receberam alta médica da doença é de 14.924, enquanto 166 encontram-se hospitalizadas.

O total de óbitos subiu de 556 para 559 em todo o estado.

Fonte_SESACRE





O Brasil atingiu, e ultrapassou, a triste marca de 100 mil mortos pela covid-19. Isso ocorre quase cinco meses depois da primeira morte causada pelo novo coronavírus no país, no dia 12 de março. É uma perda que se espalha pelo território nacional, apesar de ser mais concentrada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Pará. A grandeza do Brasil pode tornar difícil compreender o tamanho da perda. Por isso, neste vídeo a repórter Camilla Costa mostra como seria se essas 100 mil pessoas fossem sepultadas em um mesmo lugar, no coração de quatro capitais brasileiras.

Leia a reportagem:


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Piso salarial, 30h e descanso digno: acompanhe os PLs no Congresso



O Conselho Federal de Enfermagem vai divulgar o monitoramento de Projetos de Lei de interesse da categoria no Congresso Nacional, para facilitar o acompanhamento pelos profissionais. O Piso Salarial, a Jornada de 30h semanais e Descanso Digno são os primeiros temas incluído no monitoramento. Saiba em que comissões estão os PLs, que outros projetos foram apensados, e como fortalecer as pautas juntos a seus parlamentares.

“A pandemia de covid-19 colocou em evidência a importância da Enfermagem, historicamente negligenciada pelos governantes. Os profissionais que estão na linha de frente do combate a pandemia, literalmente dando a vida para cuidar da saúde do povo brasileiro, precisam ter voz Congresso Nacional e, para isto, precisam estar bem informados”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri.

Fonte_COFEN

De 'mofo no pulmão' a infecção no coração: sequelas do coronavírus ameaçam 'recuperados'


Segundo os dados do Ministério da Saúde, já são dois milhões de pessoas recuperadas da covid-19 no Brasil. Entre elas, está o presidente Jair Bolsonaro.

Mas as descobertas feitas pela ciência desde que a doença apareceu lançam um debate: quando considerar que um paciente realmente se recuperou? A verdade é que mesmo que um paciente seja declarado livre da doença, o coronavírus pode provocar sequelas. Confira, com Adriano Brito, algumas delas.

Leia mais:

Estudos citados:

Boletim Informativo COFEN Julho/2020


48ª edição – 07/2020

São tempos difíceis. Contabilizamos 325 profissionais vítimas da covid-19. Cada número esconde o rosto de uma mãe, um pai, filhos, amigos queridos, colegas que encaravam juntos os plantões e temem por sua vida e de sua família. Não permitiremos que seus nomes caiam no esquecimento e invisibilidade.

O subdimensionamento na resposta à covid-19 é destaque nesta edição do boletim, que traz também as principais pautas da profissão no Congresso, notícias da pandemia e da nossa profissão, que segue na linha de frente do combate à pandemia, sem abandonar outras frentes. Estamos unidos e atuando para reverter o veto presidencial ao PL que garantia indenização aos profissionais de Saúde incapacitados pela covid-19.


Fiscalização aponta subdimensionamento na resposta à covid-19

A insuficiência de pessoal prejudica a resposta à pandemia de covid-19 no Brasil. “Já foram apuradas 7.737 das 8.680 denúncias recebidas pelos Conselhos de Enfermagem, confirmando a situação crítica. O défice das equipes chega a 23.961 pessoas, sendo 8.430 enfermeiros e 15.531 técnicos/auxiliares”, afirma o chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Cofen, Walkírio Almeida.

Os Conselhos de Enfermagem já inspecionaram 16.120 instituições em todo o Brasil, entre levantamentos situacionais e fiscalizações in loco, desde o início da pandemia. Um terço delas é classificada como unidade de referência para a covid-19. Saiba mais.


Conselhos Regionais de Enfermagem terão eleição em novembro

O Conselho Federal de Enfermagem publicou a Resolução Cofen 642/2020, que fixa a data das eleições de 2020 dos Conselhos Regionais de Enfermagem. A votação para compor os plenários regionais será realizada das 8h do dia 8/11 às 8h do dia 9/11, pela internet, nos termos previstos pelo Código EleitoralSaiba mais.

Conselho Nacional de Saúde recomenda suspensão de estágio a distância

O Conselho Nacional de Saúde recomendou formalmente que o Ministério da Educação respeite as normativas do Parecer Técnico nº 162/2020 e se abstenha de promover e regulamentar estágio a distância durante a pandemia. A Recomendação CNS 48/2020 ressalta a importância das habilidades relacionais e práticas na área da saúde. O Cofen e o Conselho Federal de Farmácia entraram com ação civil pública pedindo a revogação da medida de autorização publicada pelo MECSaiba mais.

Cofen realiza distribuição de máscaras de proteção em hospitais do Rio

O Cofen participou da distribuição de máscaras de proteção em diversos hospitais do Rio de Janeiro. A ação é realizada pelo Instituto Bob Burnquist, em parceria com o Grupo Fleury, que doaram um lote de 5 mil máscaras de proteção para unidades da rede estadual de saúde do Rio de Janeiro. Saiba mais.

Clínicas de Enfermagem podem usar crédito do BB subsidiado pelo governo

O Banco do Brasil, com base na Resolução do Banco Central 4798/2020, está disponibilizando uma nova linha de crédito subsidiada pelo Governo Federal, chamada de “PRONAMPE”. Segundo Davi Paiva, gerente do BB Setor Público, é uma oportunidade ímpar para empresas e pessoas jurídicas vinculadas ao Conselho, para que seja possível manter as atividades durante a crise. Saiba mais.

Hospitais de referência para covid-19 recebem certificação do Cofen

Em cerimônia reduzida no HMCamp Anhembi, representantes da Organização Social de Saúde IABAS e da Secretaria Municipal da Saúde receberam o Selo de Qualidade do Cofen, em reconhecimento à excelência da assistência prestada aos pacientes do Hospital Municipal da Brasilândia e do pavilhão do HMCamp Anhembi, ambos sob gestão do IABAS. Saiba mais.

Fiocruz analisa condições de trabalho na linha de frente contra a covid-19

A Fiocruz lançou a pesquisa nacional “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil”. O objetivo do estudo é conhecer as condições de vida e trabalho de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas que atuam diretamente na assistência e no combate à pandemia do novo coronavírus. A pesquisa tem parceria dos Conselhos Federais de Enfermagem e de Medicina. Saiba mais.

Profissionais oferecem consultoria gratuita sobre amamentação e covid-19

Puérperas, lactantes e famílias que amamentam têm agora acesso a um serviço confiável para esclarecer dúvidas sobre amamentação e covid-19 durante a pandemia. A Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio do Grupo de Pesquisa Maternidade – saúde da mulher e da criança e do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Antônio Pedro, lançou um canal de orientações sobre aleitamento. Saiba mais.

Cofen prorroga vencimento das anuidades de 2020

O plenário do Cofen aprovou a prorrogação do vencimento das anuidades por 60 (sessenta) dias, contados a partir de 30 de julho. A prorrogação manterá, inclusive, os descontos de pontualidade adotados pelos Conselhos Regionais. A Resolução 643/2020 leva em consideração a pandemia de covid-19, a gravidade da situação enfrentada pelo Brasil, especialmente pelos profissionais de Enfermagem, e a imprevisibilidade do atual cenário. Saiba mais.


Após ação na justiça, Coren-PR realiza fiscalização em hospital

O Conselho Regional de Enfermagem do Paraná realizou fiscalização no Hospital das Nações, em Curitiba. O departamento jurídico do Coren-PR havia impetrado mandado de segurança junto à Justiça Federal para garantir a entrada da equipe de fiscalização no hospital. Saiba mais.

Justiça obriga prefeitura a fornecer EPIs para os profissionais de saúde

A prefeitura de Rondonópolis foi acionada pela justiça e terá que adotar, nos próximos dias, medidas para melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde que atuam nas unidades do município. Entre as medidas está a disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a garantia de atendimento aos profissionais de saúde contaminados pelo novo coronavírus. Ação civil pública ajuizada pelo MPT se baseou em fiscalizações do Coren-MT. Saiba mais.


Presidente veta auxílio a profissionais incapacitados pela covid-19

O projeto que permite indenização da União de pelo menos R$ 50 mil aos profissionais da saúde incapacitados permanentemente para o trabalho ou mortos pela covid-19 foi vetado nesta terça-feira (4) pelo presidente Jair Bolsonaro. O PL 1.826/2020, dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, em duas sessões, incorporando emendas. Saiba mais.

Profissionais essenciais terão prioridade na realização de teste de covid-19

Profissionais que realizam trabalhos essenciais terão prioridade na realização de teste de covid-19. A Lei 14023/2020, proposta pelo deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), estabelece que o poder público e os empregadores ou contratantes adotem medidas para preservar a saúde e a vida de todos os profissionais essenciais. Saiba mais.

PL propõe jornada semanal de 30h para a Enfermagem

O senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP) apresentou o projeto de lei 3739/2020, que estabelece a jornada de trabalho diária de 6h e semanal de 30h para os profissionais de Enfermagem. O PL propõe que as horas suplementares à duração do trabalho semanal ou diário normal sejam pagas com o acréscimo de 100% sobre o salário-hora normal, independentemente de se tratar de vínculo jurídico de direito público ou privado. Saiba mais.


Coren-RO recebe 100 mil EPIs para serem distribuídos nos municípios

O Coren-RO recebeu 100 mil Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que serão distribuídos entre os profissionais de saúde. A iniciativa é fruto de um convênio firmado entre o Conselho e o Ministério Público do Trabalho, por meio de uma verba repassada no valor de mais de R$ 800 mil para a compra desses materiais. Saiba mais.