quarta-feira, 28 de outubro de 2020

cont..Privatização do SUS?

 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (28) em rede social que revogou o decreto que autorizava o Ministério da Economia a realizar estudos sobre a inclusão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) dentro do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI).

Na postagem, Bolsonaro fala em decreto “já revogado”. Até o horário da publicação, no entanto, a anulação do documento ainda não tinha sido publicada no “Diário Oficial da União”. Segundo a Secretaria-Geral da Presidência da República, a divulgação ocorrerá ainda nesta quarta.

“Temos atualmente mais de 4.000 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 168 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) inacabadas. Faltam recursos financeiros para conclusão das obras, aquisição de equipamentos e contratação de pessoal”, diz Bolsonaro na postagem.

“O espírito do Decreto 10.530, já revogado, visava o término dessas obras, bem como permitir aos usuários buscar a rede privada com despesas pagas pela União”, prossegue.

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Meia hora depois, Bolsonaro editou a publicação e adicionou mais um trecho, em que fala de uma possível reedição do decreto.

“A simples leitura do Decreto em momento algum sinalizava para a privatização do SUS. Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo Decreto o mesmo poderá ser reeditado”, escreveu.

Decreto – O decreto sobre o tema foi publicado na terça (27), assinado por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. O texto permitia que a pasta fizesse estudos para incluir as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dentro do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI).

O PPI é o programa do governo que trata de privatizações, em projetos que incluem desde ferrovias até empresas públicas.

O texto do decreto 10.530 afirma que a “política de fomento ao setor de atenção primária à saúde” estaria “qualificada” para participar do PPI.

Segundo o decreto, os estudos sobre as UBS deveriam avaliar “alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”.

Fonte_COFEN

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Proposta cria piso salarial de profissionais de enfermagem - PL2564

 


O projeto de lei - PL 2564/2020 do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) cria um piso salarial mensal de R$ 7.315 para enfermeiros, com base na jornada de trabalho de 30 horas semanais. Os técnicos de enfermagem deverão receber pelo menos 70% desse valor e, os auxiliares de enfermagem e parteiras, 50%. Se aprovados, os pisos salariais deverão ser aplicados em todo o território nacional.

Segundo Contarato, a proposta pretende restabelecer a dignidade salarial dessas categorias. A reportagem é de Regina Pinheiro, da Rádio Senado.

Fonte_Radio Senado

Privatização do SUS?


 

Em decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), qualificou a política de fomento ao setor de atenção primária à saúde — que inclui as Unidades Básicas de Saúde (UBS) — no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência (PPI).

Segundo o decreto, a qualificação tem “fins de elaboração de estudos de alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios”.

O ato prevê, ainda, que os estudos terão “a finalidade inicial de estruturação de projetos pilotos, cuja seleção será estabelecida em ato da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia”.

Em texto no site do governo federal, as UBS são classificadas como “a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS)”, com objetivo de atender “até 80% dos problemas de saúde da população, sem que haja a necessidade de encaminhamento para outros serviços, como emergências e hospitais”.

Resolução do Conselho – O ato de Bolsonaro é baseado em resolução de 2019 do Conselho do PPI, que opinou favoravelmente a estudos de parcerias com o setor privado no setor de atenção primária à saúde no Brasil.

Na resolução, assinada por Onyx Lorenzoni, então ministro-chefe da Casa Civil, e Martha Seillier, secretária do PPI, é apontada a “necessidade de aproveitar os investimentos realizados na construção das Unidades Básicas de Saúde – UBS que ainda não foram finalizadas ou que, apesar de concluídas, ainda não estão em condições de operação”.

O parecer do conselho também afirma que há “necessidade de aprimorar a utilização das Unidades de Saúde nos municípios brasileiros” e que é necessário “ampliar as oportunidades de investimento e emprego no País e de estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura e dos serviços voltados ao cidadão”.

Considerando a necessidade de ampliar as oportunidades de investimento e emprego no País e de estimular o desenvolvimento econômico nacional, em especial por meio de ações centradas na ampliação e na melhoria da infraestrutura e dos serviços voltados ao cidadão;

Instituído em lei de 2016, o PPI elabora estudos para estimular a desestatização e contratos de parceria entre o Estado a iniciativa privada. O órgão dispõe de um conselho que se reúne quando convocado para emitir opiniões sobre propostas de ministério para a inclusão de empreendimentos no programa.

Fonte_COFEN

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Justiça nega registro a egressa de curso EaD irregular

 


O Tribunal Regional Federal - TRF1 acatou argumentos do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN e do Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia – COREN/RO e negou, por unanimidade, o registro de egressa do curso de Enfermagem do Instituto de Ensino Superior de Minas Gerais - IESMIG oferecido a distância em Rondônia, em parceria com a Unidade de Mediação de Ensino Superior para Amazônia - UMESAM, sem reconhecimento ou autorização do Ministério da Educação.

“É criminoso que grupo educacionais tentem atuar à margem da legalidade, abusando dos sonhos dos estudantes e suas famílias, que também são vítimas”, afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri. “Os Conselhos de Enfermagem atuam em defesa do exercício regular da profissão, da qualidade da formação, que repercute diretamente na qualidade da assistência à população brasileira. Seguiremos vigilantes”.

A decisão reitera que “a autorização do curso pelo Ministério da Educação ou pelo Conselho Estadual de Educação é requisito indispensável para obtenção do registro profissional”.

Em defesa da formação profissional – O curso clandestino da IESMIG/UNISAM foi descoberto na Operação EaD, realizada em 2015 pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais.  O relatório final da operação, encaminhado ao MEC, Ministério da Saúde e Ministério Público, comprovaram a falta de estrutura, mesmo em cursos registrados. Sem laboratórios e bibliotecas sem condições mínimas de apoio, a maioria dos polos se localiza em municípios diminutos, que não ofereciam sequer condições para a prática de estágio supervisionado.

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem liderou ampla mobilização em defesa do ensino presencial e de qualidade, com realização de audiências públicas em Assembleias Legislativas de todo o Brasil, campanhas de esclarecimento e atuação junto ao MEC e ao Congresso Nacional, onde apoia o Projeto de Lei 2891/2015, que exige formação presencial para os profissionais da área de Enfermagem. Os Conselhos Profissionais da Área de Saúde e o Conselho Nacional de Saúde também se manifestaram contra a graduação por EaD.

Fonte_COFEN

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Fato ou Fake? Estudo analisa desinformação frente à pandemia


Métodos caseiros para prevenir o contágio da covid-19 (65%) e curar a doença (20%) são as notícias falsas mais disseminadas nas redes sociais brasileiras, seguidas de golpes bancários (5,7%), golpes/arrecadações para instituições de pesquisa (5%) e negacionismo sobre a existência da pandemia, apresentada como “estratégia política” (4,3%).

As notícias sobre a covid-19 mais disseminadas nas redes sociais brasileiras são objeto de levantamento e análise de pesquisadores da Fiocruz e do Conselho Federal de Enfermagem. O estudo inédito, realizado a partir das notificações recebidas pelo aplicativo brasileiro Eu Fiscalizo, foi publicado nesta edição da Revista Ciência e Saúde Coletiva.

Lançada um mês antes de ser registrado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil, a plataforma que recebia diversas denúncias sobre conteúdos impróprios para crianças e adolescentes na televisão aberta, por assinatura e serviço de streaming, cinema, jogos eletrônicos, espetáculos e publicidades, passou a receber 98% de notificações sobre notícias falsas e a Covid-19.

Fake News e Pós-Verdade- O termo fake news se refere à produção e propagação massiva de notícias falsas, com objetivo de atrair audiência, induzir a erros e manipular a opinião pública, para obter vantagens econômicas e políticas. A crescente influência das fake news sobre o universo offline e o embotamento da distinção entre a materialidade factual e o caráter subjetivo das opiniões caracterizam a chamada pós-verdade.

Para os pesquisadores, “em tempos de Covid-19, acontece a combinação mais perigosa dos dois termos, pois as informações e orientações que contrariam o conhecimento científico disseminam o medo e até a prática de charlatanices, aumentando as chances de avanço da infecção e de mortes”.

Fonte_COFEN

Analise das mortes e das desinformações


 

O Brasil é um dos países com maior número de mortes e casos de Covid-19 e apresenta um cenário ainda mais preocupante de subnotificação. A falta de resposta e despreparo com a doença levou alguns Estados ao colapso do sistema público de saúde, como ocorreu em Manaus, capital do Estado do Amazonas. O livro “Os Desaparecidos da COVID/19” analisa as mortes e a desinformação na pandemia a partir das Ciências Humanas, em diálogo com Ciências Exatas, Biológicas e da Saúde.

A obra aborda temas com a banalização da realidade de uma doença, o problema da falta de diagnósticos e apresenta um estudo de caso sobre os seis primeiros meses da epidemia de Covid-19 em Manaus.

O livro foi desenvolvido pelos pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Renan Albuquerque, Jeremias Leão, Alexander Steinmetz e Jesem Orellana, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Amazônia).

Fonte_COFEN

sábado, 19 de setembro de 2020

Enfermeiros do Pará desenvolvem livro sobre cateterismo

 

O livro “Boas práticas de Enfermagem no cateterismo nasogástrico e nasoenteral em adultos: impactos na qualidade assistencial e segurança do paciente” será lançado em uma live pelo canal do youtube, na próxima segunda (31/08), às 20h.

O objetivo é auxiliar e fundamentar profissionais e acadêmicos de Enfermagem a respeito das técnicas de inserção, manutenção e retirada desses cateteres, bem como, ressaltar as boas práticas na administração de dietas e medicamentos por essa via.

A obra foi desenvolvida pela Aline Cruz, que foi colaboradora do Coren-PA e atualmente é docente da Universidade Federal do Pará, pela egressa Taís Passos, o enfermeiro assistencial atuante na área de terapia nutricional enteral do hospital HUJBB Francisco Ocian e a docente da Universidade Federal do Pará Cintia Aben-Athar.

Para maiores informações, acesse.

Fonte_COFEN

Em nota pública, Conselhos Profissionais da Área de Saúde reforçam sua missão

 A presente nota pública, elaborada pela Comissão de Educação do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS), visa esclarecer a missão dos Conselhos Profissionais da Área de Saúde.

Somos mais de 5 milhões de profissionais (5.771.646) a serviço da população brasileira.

Nossa missão é proteger a vida.

Aos Conselhos Profissionais da Área de Saúde cabe zelar pela prestação da assistência à saúde de qualidade livre de danos e imperícias. Isso só é possível com a assistência qualificada para o serviço.

Nesta habilitação de profissionais qualificados para uma atuação segura à sociedade é imprescindível a participação dos Conselhos Profissionais nos procedimentos de avaliação da formação em saúde, protegendo assim a saúde e o bem viver.

Conselhos Profissionais de Saúde:

Conselho Federal de Biomedicina – CFBM

Conselho Federal de Biologia – CFBio

Conselho Federal de Educação Física – CONFEF

Conselho Federal de Enfermagem – COFEN

Conselho Federal de Farmácia – CFF

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – COFFITO

Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFª

Conselho Federal de Medicina – CFM

Conselho Federal de Medicina Veterinária – CFMV

Conselho Federal de Nutricionistas – CFN

Conselho Federal de Psicologia – CFP

Conselho Federal de Odontologia – CFO

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia – CONTER

Fonte_COFEN

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Polícia Civil Acre lança agendamento eletrônico para expedição de RG

 


O Governo do Acre, por meio da Polícia Civil, irá disponibilizar a partir da próxima segunda-feira, 21, o agendamento eletrônico online para expedição de carteira de identidade em Rio Branco. O objetivo é diminuir as filas e aglomerações, e evitar que as pessoas compareçam à Central de Serviço Público (OCA) e que não consigam senha para atendimento no mesmo dia.

Disponibilizado inicialmente na capital, o cidadão terá à disposição, com data e hora marcadas, sem tumulto e sem fila, o agendamento do serviço por meio do site da Polícia Civil na internet:  http://idpol.ac.gov.br/services .

Após o acesso, o usuário deve escolher o posto de atendimento, a data, preencher o formulário e confirmar o agendamento. Na página, o cidadão será informado em relação aos documentos necessários para obtenção da carteira de identidade e será gerado um protocolo da confirmação do agendamento, com data e hora marcadas.

Ao fim do atendimento presencial, o solicitante receberá um protocolo do atendimento com a previsão de entrega. A informação se a carteira de identidade está pronta, dentro do prazo previsto, poderá ser obtida pelo telefone 3215-2417, das 8 às 13h.

O Instituto de Identificação da Polícia Civil emite desde 2019 o novo formato para emissão da carteira de identidade, seguindo o decreto nº 9.278, de 5 de fevereiro de 2018, no qual é facultativo incluir os documentos abaixo relacionados, lembrando que permanece imprescindível somente a certidão de nascimento, se solteiro, ou de casamento original, se casado:

• Título de eleitor;

• Carteira de trabalho e previdência social;

• Certificado militar;

• Carteira nacional de habilitação;

• Documento de identidade profissional;

• Carteira nacional de saúde;

• Números de NIS/PIS/Pasep;

• Também poderá ser incluído o nome social, sem a necessidade de alteração no registro civil.

Outra novidade é que poderão constar indicativos para pessoas com necessidades especiais e códigos referentes ao Código Internacional de Doenças (CID).

O solicitante deve ser o próprio cidadão. Menores de idade devem estar acompanhados por um dos pais ou por responsável legal. A primeira via da cédula de identidade é isenta de pagamento, já a segunda via tem uma taxa de R$ 57,52.

Para o diretor-geral de Polícia Civil, Josemar Portes, o novo canal vai proporcionar comodidade, agilidade e segurança. “Com o uso da tecnologia, estamos buscando oferecer à população da capital mais conforto e segurança para retirada da carteira de identidade, com um serviço ágil e seguro, evitando aglomerações e respeitando a supremacia do interesse público”, ressaltou.

A Polícia Civil estuda a possibilidade da implantação do serviço online no interior do estado. Atualmente há mais de seis mil carteiras esperando para serem entregues aos proprietários, sendo 2051, de 2017 a 2019; e mais de 4000, de janeiro a agosto de 2020. Para mais informações, entrar em contato pelos telefones 3215-2417 3215-2484, 3215-2449 e 3215-2451 ou por e-mail: iirhm.acre@gmail.com.

Fonte _ Agencia Acre

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Historia dos Desastres Vacinais - USA

 


Especialistas alertam o governo dos Estados Unidos para os perigos de antecipar a liberação de uma vacina contra o novo coronavírus antes que os testes provem que ela é segura e eficaz. Décadas de história mostram por que eles estão certos.

Os alertas surgiram após o comissário da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, em inglês), o médico Steven Hahn, dizer ao jornal Financial Times que o departamento estaria considerando autorizar o uso emergencial de uma vacina contra a Covid-19 antes de todas as fases dos estudos clínicos estarem concluídas.

O comissário tem autoridade para permitir que produtos médicos sem aprovação sejam usados em casos de emergência, quando não há alternativas adequadas ou aprovadas. Ele ressaltou, no entanto, que uma aprovação de uso emergencial não é a mesma coisa que uma aprovação total, e pode ser retirada.

Foi o que aconteceu com a hidroxicloroquina e a cloroquina. A FDA concedeu autorização de uso emergencial para os dois medicamentos – muito elogiados pelo presidente Donald Trump – no dia 28 de março. No entanto, a permissão acabou sendo revogada em junho, depois que estudos apontaram que as substâncias não são eficazes e podem causar sérios problemas cardíacos.

Aprovação da vacina

Para uma vacina ser aprovada por completo pela FDA, cientistas precisam reunir informações suficientes através de testes clínicos realizados com um grande número de voluntários. Com os dados coletados, os conselheiros da agência normalmente passam meses avaliando.

A aprovação de uso emergencial é muito mais rápida. Apenas uma vez a FDA concedeu a uma vacina uma aprovação padrão menor que essa, mas tratava-se de uma circunstância incomum.

Soldados entraram com um processo, alegando que uma vacina obrigatória contra antraz os deixou doentes, e um juiz interrompeu o programa. O Departamento de Defesa solicitou uma autorização de uso emergencial que anulou a decisão do tribunal em 2005, e permitiu que a vacinação dos militares continuasse, agora não mais obrigatória.

As vacinas têm que passar por todo o processo de testes clínicos e pela aprovação da FDA, que pode levar meses ou anos. Quando não segue todas as etapas, costuma haver problemas.

Incidente na Cutter Labs

No dia 12 de abril de 1955, o governo anunciou a primeira vacina para proteger crianças contra a poliomielite. Dentro de alguns dias, os laboratórios produziram milhares de lotes da substância. Os que foram fabricados pela companhia Cutter Labs acidentalmente continham o vírus vivo da doença (em vez de atenuado, como deve ser) e desencadearam um surto.


Mais de 200 mil crianças receberam a vacina da pólio, mas em poucos dias o governo teve que abandonar o programa. “40 mil crianças contraíram poliomielite. Algumas tiveram níveis baixos da doença, algumas centenas delas ficaram com paralisia e cerca de dez morreram”, disse o médico Howard Markel, pediatra, professor e diretor do Centro para a História da Medicina da Universidade de Michigan. 

O governo suspendeu o programa de vacinação até que pudesse determinar o que tinha dado errado.

Problema com macacos

De 1955 a 1963, entre 10% e 30% das vacinas contra a poliomielite estavam contaminadas com o vírus símio 40 (SV40).


“A forma que eles cultivavam o vírus era em tecidos de primatas. Esses macaco-rhesus foram importados da Índia, dezenas de milhares deles”, afirmou o médico antropólogo S. Lochlann Jain. “Eles ficaram enjaulados em grupo e, naquelas condições, os que não morreram na viagem. ficaram doentes, e o vírus se espalhou rapidamente”, explicou.

Os cientistas pensaram erroneamente que o composto químico que usavam mataria o vírus. “Ele estava sendo transferido a milhões de norte-americanos”, afirmou Jain.

Alguns estudos mostraram uma possível ligação entre o vírus e câncer. O site do Centro para o Controle de Doenças dos EUA, porém, disse que a maioria das pesquisa indica que não existe essa possibilidade.

Nenhuma vacina atual contém o vírus SV40, segundo o CDC, e não há evidências de que a contaminação prejudicou alguém.

A epidemia que nunca aconteceu

Em 1976, cientistas previram a pandemia de um novo tipo de influenza chamada gripe suína. Mais de 40 anos depois, alguns historiadores chamaram essa de “a epidemia de gripe que nunca aconteceu”.


“O presidente [Gerald] Ford basicamente foi alertado por seus conselheiros que tínhamos uma pandemia de gripe chegando chamada gripe suína, que poderia ser tão ruim quanto a gripe espanhola”, afirmou Michael Kinch, professor de oncologia de radiação na escola de medicina da Universidade de Washington, em St. Louis. O livro mais recente dele, Between hope and fear (Entre esperança e medo, em tradução livre), explora a história das vacinas.

“Ford estava sendo persuadido a apresentar uma vacina que fosse produzida rapidamente. Quando você tem a situação de um novo tipo de vírus como essa, eles tiveram que fazer isso na hora”, disse Kinch. O então presidente tomou a decisão de tornar a imunização compulsória.

O governo lançou o programa em cerca de 7 meses, e 40 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe suína, segundo o CDC. A campanha de vacinação foi posteriormente ligada a casos da deficiência neurológica chamada Síndrome de Guillain-Barré, que pode ser desenvolvida após uma infecção ou, mais raramente, depois de vacinação com um vírus vivo.

“Infelizmente, em razão daquela vacina, e do fato de que foi feita tão precipitadamente, houve centenas de casos de Guillain-Barré, apesar de não ser uma certeza que eles estavam ligados”, afirmou Kinch.

O CDC informou que o risco era de aproximadamente 1 caso de Guillain-Barré para cada 100 mil pessoas que receberam a vacina contra a gripe suína. Em razão desta pequena associação, o governo interrompeu o programa para investigar o caso.

“Foi uma espécie de fiasco”, disse Markel. “A boa notícia é que nunca houve uma epidemia de gripe suína. Então estávamos seguros, mas isso mostra o que poderia ter acontecido.”

Descrença nos EUA

Foram necessários vários incidentes para as pessoas começarem a desacreditar nas vacinas. Mesmo após milhares de crianças ficarem doentes com a primeira vacina de poliomielite, em 1955, quando o programa foi reiniciado, os pais fizeram com que seus filhos fossem vacinados. 

Eles tinham na memória lembranças recentes de epidemias que paralisaram entre 13 mil e 20 mil crianças a cada ano. Algumas tiveram casos tão graves de paralisia que não podiam sequer respirar facilmente sozinhas, e dependiam de máquinas chamadas “pulmões de aço” para ajudá-las.

“As famílias estavam correndo para levar os filhos para serem vacinados contra a pólio porque elas tinham visto epidemias em todo o verão por anos, e viram crianças em pulmões de aço, e estavam aterrorizadas”, contou Markel.

Ele disse que o comportamento das pessoas começou a mudar entre 1955 e 1976, ano do problemático projeto de vacinação contra a gripe suína.

“Você tinha direitos civis, quando as pessoas viam na TV os policiais agredindo a população. Você tinha a Guerra do Vietnã, quando as pessoas começaram ficar enojadas com as mortes. Você tinha o Caso Watergate, quando o presidente literalmente mentiu”, disse Markel. “Tudo isso levou a uma real descrença nas autoridades e no governo federal, e se estendeu a médicos e cientistas. E só aumentou com o passar do tempo.”

Decisão ‘idiota’

Markel contou que a falta de confiança das pessoas no sistema faz da ideia da FDA de antecipar o processo das vacinas “completamente idiota”.

“Essa é uma das coisas mais ridículas que eu já ouvi essa gestão dizer”, disse. “Só é preciso um efeito colateral para basicamente estragar um programa de vacinação que precisamos tão desesperadamente. É uma receita para o desastre.”

O comissário da FDA afirmou que a decisão sobre a vacina será baseada em dados, não em política, mas Kinch pensa como Markel.

“Isso pode causar danos substanciais”, declarou Kinch, que está participando de testes para a vacina. Para ele, o processo de testes clínicos precisa chegar ao fim. A liberação muito cedo de uma vacina pode causar um “cenário de pesadelo” por algumas razões.

Primeiro, a vacina pode não ser segura. Segundo, se não for segura, as pessoas perderão a fé nas vacinas. Terceiro, se a vacina não oferecer proteção completa, as pessoas terão uma falsa sensação de segurança e o risco será ainda maior. Quarto, se uma vacina abaixo do padrão conseguir uma aprovação de uso emergencial, uma vacina ainda melhor pode nunca ser aprovada, porque as pessoas ficariam relutantes em participar de testes e contrair um placebo em vez de uma vacina.

“Pessoas vão morrer desnecessariamente se arriscarmos com isso”, afirmou Kinch. “Temos que fazer isso de maneira correta.”

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês.)

Fonte_CNN Brasil / BBC Português

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Crianças e adolescentes são vítimas ocultas da pandemia, segundo UNICEF


 Famílias com crianças ou adolescentes foram as mais impactadas pela crise provocada pela Covid-19 no Brasil. É o que revela a pesquisa Impactos Primários e Secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes, lançada nesta terça-feira (25) pelo UNICEF. Realizada pelo Ibope em todo o País, a pesquisa mostra que os brasileiros que vivem com pessoas menores de 18 anos em casa foram a maioria entre aqueles que tiveram redução de rendimentos, ficaram sujeitos à insegurança alimentar e, inclusive, à fome, entre outros desafios.

“Embora crianças e adolescentes não sejam os mais afetados diretamente pela Covid-19, a pesquisa deixa claro que eles são as grandes vítimas ocultas da pandemia. Suas famílias tiveram as maiores reduções de renda, a qualidade da alimentação que recebem piorou, e muitos de seus direitos estão em risco. É fundamental entender esses impactos e priorizar os direitos de crianças e adolescentes na resposta à pandemia”, afirma Paola Babos, representante adjunta do UNICEF no Brasil.

A pesquisa revela, também, que grande parte das crianças e dos adolescentes – tanto de escolas particulares quanto públicas – continuou tendo acesso à aprendizagem na pandemia. No entanto, 9% não conseguiram continuar a aprendizagem em casa, ampliando a exclusão no País. Entre os 91% das crianças que seguiram com acesso à educação, uma percentagem significativa não consegue estudar de maneira regular. “Os resultados deixam claro que o acesso a direitos ocorre de forma desigual no Brasil. Com a pandemia, as disparidades podem se agravar, impactando fortemente quem já estava em situação de vulnerabilidade”, explica Paola.

Diante desse cenário, o UNICEF reforça o apelo para que o País dê prioridade às crianças e aos adolescentes na resposta à Covid-19. Isso significa destacar e priorizar os direitos e necessidades de meninas e meninos nos orçamentos, programas e projetos, visando mitigar os impactos da crise – em curto, médio e longo prazos – na vida de crianças, adolescentes e suas famílias.

Confira, a seguir, os principais pontos da pesquisa:

Impactos na renda familiar – A crise provocada pela Covid-19 impactou diretamente a renda dos brasileiros. Segundo a pesquisa, 55% afirmam que o rendimento de seus domicílios diminuiu desde o início da pandemia. Os impactos foram maiores nas famílias com crianças e adolescentes. Dessas, 63% viram sua renda diminuir.

A redução também está mais presente nas camadas mais pobres: 67% daqueles com renda familiar de até um salário mínimo tiveram redução de rendimentos, contra 36% daqueles com renda familiar de mais de 10 salários.

O auxílio emergencial foi pedido por 46% dos brasileiros entrevistados. Entre quem vive com crianças e adolescentes, o percentual chegou a 52%. Dos que pediram o auxílio, 25% não foram considerados elegíveis ou ainda não receberam o auxílio. O desemprego também foi maior entre famílias com crianças e adolescentes.

“A pesquisa deixa claro que os impactos econômicos e sociais da pandemia afetam mais crianças, adolescentes e suas famílias. Para além dos benefícios temporários, é importante que os programas regulares de proteção social incluam, de maneira sustentável, todas as famílias vulneráveis. Por isso, precisam ser focalizados nas que mais precisam, aquelas com crianças, que já apresentavam altos índices de vulnerabilidades, acentuadas pela pandemia. Em momentos de planejamento fiscal e orçamentário, é fundamental olhar a proteção social não como um gasto e sim como um investimento no presente e no futuro do País”, afirma Liliana Chopitea, chefe de políticas sociais, monitoramento e avaliação do UNICEF no Brasil.

Segurança alimentar e nutricional – A pandemia tem afetado a segurança alimentar e nutricional no País. Quase metade da população brasileira (49%) reportou mudanças nos hábitos alimentares desde o início da pandemia da Covid-19. Entre as famílias que residem com crianças e adolescentes, o impacto foi ainda maior: 58%.

Entre as mudanças alimentares, o aumento do consumo de alimentos não saudáveis foi fortemente citado. Segundo a pesquisa, 31% das famílias com crianças e adolescentes passaram a consumir mais alimentos industrializados, tais como macarrão instantâneo, bolos, biscoitos recheados, achocolatados, alimentos enlatados, entre outros. Entre as famílias que não residem com crianças e adolescentes, esse aumento no consumo foi de 18%. Outro destaque foi o aumento do consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas e do consumo de alimentos preparados em restaurantes fast-food (hambúrgueres, esfirras ou pizzas).

Ao mesmo tempo, o cenário de insegurança alimentar e nutricional no País ficou acentuado. Segundo a pesquisa, um em cada cinco brasileiros (21%) passou por algum momento em que os alimentos acabaram e não havia dinheiro para comprar mais. Novamente, a situação é mais preocupante entre aqueles que residem com crianças e adolescentes, em que o percentual chegou a 27%. Além disso, 6% disseram que tiveram fome e deixaram de comer por falta de dinheiro para comprar comida (9% entre quem vive com crianças e adolescentes).

“Estamos diante de um cenário preocupante de má nutrição. Por um lado, percebemos o aumento do consumo de alimentos não saudáveis, que contribui significativamente para o aumento do excesso de peso e das doenças crônicas não transmissíveis. Por outro lado, vemos o aumento da insegurança alimentar e nutricional que pode levar à desnutrição e deficiência de micronutrientes. A má nutrição tem impactos preocupantes no desenvolvimento das crianças, em especial nos primeiros anos de vida. Essa situação impacta prioritariamente as populações mais vulneráveis com efeitos a longo prazo. É fundamental atuar imediatamente para reverter esse cenário e garantir o acesso de meninas e meninos a uma alimentação adequada e saudável”, afirma Cristina Albuquerque, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil.

Direito à educação – Na educação, a pandemia mudou a rotina de crianças, adolescentes e famílias. Com o fechamento das escolas, o UNICEF estima que 44 milhões de meninas e meninos ficaram longe das salas de aula no País.

O cenário, no entanto, não quer dizer que todos ficaram sem aulas. Segundo a pesquisa, 91% dos brasileiros que moram com crianças ou adolescentes de 4 a 17 anos que estavam matriculados na escola antes da pandemia afirmaram que eles continuaram realizando, em casa, as atividades escolares durante a pandemia (sendo 89% dos matriculados em escolas públicas e 94% nas particulares). Há, no entanto, 9% de crianças e adolescentes que estavam na escola antes da pandemia e não conseguiram continuar as atividades em casa – ficando excluídos da escola.

Entre quem conseguiu, a maioria dos estudantes (87%) passou a realizar as atividades pela internet – 97% entre estudantes em escolas particulares e 81% nas escolas públicas. No entanto, o nível de frequência mostra divergências significativas. Nos cinco dias da semana anteriores à pesquisa, 63% dos estudantes receberam tarefas e atividades escolares, enquanto 12% não receberam tarefa nenhuma e 6% somente em apenas um dia – ficando assim à margem do processo de aprendizagem.

Tanto nas escolas públicas quanto nas escolas privadas, a comunicação com as famílias se manteve ativa. Segundo a pesquisa, 68% afirmam ter recebido contatos da escola para informar progressos das crianças nas atividades (71% nas particulares e 65% nas públicas). Além disso, 48% afirmam que a escola entrou em contato para saber como estava a situação da casa e das crianças e dos adolescentes. Nesse ponto, o contato foi maior para quem tem filhos em escolas públicas, 51%, versus particulares, 44%.

“A pesquisa reflete o esforço das escolas e redes de ensino em manter o direito de aprender. Mesmo com a pandemia, a maioria das escolas manteve o contato com as famílias, o que é fundamental para entender a situação dos estudantes e aprimorar as atividades oferecidas de forma remota. Por outro lado, a pandemia aumentou as desigualdades. Isso se reflete nos percentuais de meninas e meninos que não conseguiram manter a aprendizagem em casa. Diante da crise provocada pela Covid-19, há que se ter um esforço ainda maior para que a exclusão escolar não aumente no País”, afirma Ítalo Dutra, chefe de Educação do UNICEF no Brasil.

Sobre a pesquisa – A pesquisa Impactos primários e secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes foi realizada pelo Ibope para o UNICEF. A amostra contou com 1.516 entrevistas, representativas da população do País. As entrevistas foram realizadas por telefone, de 3 a 18 de julho de 2020. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte_COFEN

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Pesquisa da Fiocruz investiga saúde de trabalhadores na pandemia



O Brasil conta hoje com um robusto sistema de saúde, o SUS, com mais de 200 mil estabelecimentos de saúde, sejam ambulatoriais ou hospitalares; tem mais de 430 mil leitos e emprega diretamente mais de 3.500.000 profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, odontólogos, nutricionistas e psicólogos, bem como técnicos e auxiliares de enfermagem, de laboratório, RX, etc, que atuam em todos os 5.570 municípios das cinco regiões do país. É com essa estrutura que o Brasil tem enfrentado a pandemia da covid-19, uma equipe multiprofissional de primeira linha.

Dados atualizados do Ministério da Saúde (16/8) mostram que a doença está instalada em todo o país: 3.340.197 casos confirmados e 107.852 óbitos, com 3,4% de letalidade. Por outro lado, informações recentes da mídia nacional e internacional mostram o crescente número de profissionais da saúde que estão se contaminando na linha de frente do combate à pandemia, muitos chegando a óbito.
Apesar desse expressivo contingente atuando no combate à covid-19, lamentavelmente a situação não parece ser animadora, uma vez que há denúncias e relatos de profissionais em situação de precarização do vínculo de trabalho, ausências de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), salários atrasados, superlotação dos hospitais para internação de casos graves decorrentes da covid-19, insegurança e sobrecarga de trabalho, gerando stress, adoecimento e desgastes físicos e psíquicos. Poderíamos afirmar que as premissas preconizadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) quanto ao trabalho decente têm se afastado de nossa realidade e nos aproximado muito mais do trabalho precário, em que profissionais geralmente são mal pagos, inseguros, desprotegidos e com rendimentos insuficientes.

É imperioso conhecer a real situação das condições de trabalho desses profissionais da linha de frente, buscando compreender melhor essas repercussões em sua vida profissional e pessoal, e as consequências de toda essa vivência. A pesquisa “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19 no Brasil” é um estudo transversal, cuja população-alvo é constituída por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, odontólogos, nutricionistas, farmacêuticos/bioquímicos, psicólogos entre outros, além de técnicos/auxiliares de enfermagem, de diagnóstico, de apoio à assistência – todos voltados para o combate a pandemia. É um estudo com abordagem quantitativa e qualitativa, de abrangência nacional, sendo capaz de gerar resultados que permitirá conhecer a realidade brasileira, regionalmente. O protocolo desta pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP-ENSP), e o questionário, totalmente disponível online, é de fácil e rápido preenchimento (www.bitly.com/PesquisaFiocruz).

A pesquisa é uma iniciativa da Fiocruz, por meio da Escola Nacional de Saúde Pública Srrgio Arouca (Ensp) e do Centro de Estudos Estratégicos (CEE), que busca contemplar parcerias com instituições acadêmicas e entidades profissionais, assegurando assim a participação ativa em todas as etapas da pesquisa. O estudo tem financiamento do Edital Inova Covid-19, promovido pelas Vice-Presidências de Produção e Inovação em Saúde (VPPIS), Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e Gestão e Desenvolvimento Institucional (VPGDI) da Fiocruz.

Hoje, além das Unidades da Fiocruz envolvidas na coordenação da pesquisa, contamos com uma rede institucional de parceiros/apoiadores, dentre eles: Cofen, CFM, Conass, Conasems, Ufam, UFPA, Nescon/UFMG, FCMMG-FELUMA, ICICT-Fiocruz, IAM- Fiocruz-PE, Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil/Academia Nacional de Farmácia, Assobrafir, Abramurgem,  SBPT, SBI, Abefaco, ASFOC-SN, Sinmed-RJ, Sinmed-MG, Simesp, ISP-Brasil, Sobrasp, Cebes, etc. E esperamos mais apoios nesse estratégico estudo sobre os trabalhadores da saúde.

Temos a convicção que “o Brasil tem dois patrimônios no âmbito da saúde: o SUS e os mais de 3 milhões e meio de Profissionais de Saúde que nele atuam”, e é exatamente o que essa pesquisa busca: dar voz a essa legião de profissionais que salvam vidas com coragem, bravura e profissionalismo.

Maria Helena Machado, Antônio Ivo de Carvalho e Francisco Eduardo de Campos são coordenadores da pesquisa “Condições de Trabalho dos profissionais de saúde no contexto da Covid-19 no Brasil”

Fonte_COFEN

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Pesquisa avalia o uso de EPI pelos profissionais de saúde



A pesquisa “Uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais de saúde no combate à COVID-19” está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de São João del-Rei, do Instituto de Pesquisa René Rachou e da Aarhus University.

O objetivo do estudo é avaliar a adesão e uso de EPI por profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) e por profissionais vinculados a programas de residência na área da saúde no combate à pandemia da COVID-19.

Segundo os pesquisadores, estes esforços são provenientes de buscas por evidências que possam contribuir para melhor adesão e uso correto dos equipamentos, impactando positivamente na assistência ofertada e maior segurança dos profissionais.

Para a coleta de dados, serão aplicados questionários online, de acordo com o perfil do participante, que podem ser acessados diretamente através dos seguintes links:

Se você for profissional da Atenção Primária à Saúde, participe através deste link.

Se você for Profissional vinculado a programa de residência na área da saúde, participe através deste link.

Sua participação e/ou contribuição com a divulgação é de grande importância! Para maiores informações, acesse o site.

Fonte_COFEN

Atendimento COREN/AC Setembro



O COREN/AC estará realizando atendimento a todos os profissionais durante os dias 02, 03 e 04 de Setembro/2020, no auditório da maternidade de Cruzeiro do Sul das 08hs às 12hs e das 14hs às 17hs.

Compareçam ao atendimento!

IBGE divulga resultado de pesquisa sobre covid-19



Cerca de 13,3 milhões de pessoas (6,3% da população) realizaram algum teste para diagnóstico da Covid-19 até julho. Desse total, 2,7 milhões (20,4%) testaram positivo para a doença causada pelo novo coronavírus. Esses dados são da PNAD COVID19 mensal, divulgada hoje (20) pelo IBGE, que nesta edição traz seis novos temas relativos à pandemia, além das questões sobre o mercado de trabalho e sintomas de síndrome gripal.

Entre os testes para diagnóstico da doença, as pessoas poderiam ter realizado o exame com material coletado na boca ou nariz com o cotonete (swab); o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo; ou o exame com sangue retirado da veia do braço.

“Os testes foram realizados por homens e mulheres na mesma proporção (6,2% e 6,4%, respectivamente), mas, principalmente, por pessoas de 30 a 59 anos de idade (9,1%). Quanto maior o nível de escolaridade e a renda, maior foi o percentual de pessoas que fez algum teste”, acrescentou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

O Distrito Federal (16,7%) foi a unidade da federação com o maior percentual de testes realizados desde o início da pandemia, seguido por Amapá (11,0%) e Piauí (10,5%). Por outro lado, Pernambuco registrou o menor percentual (4,1%) de exames realizados, assim como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, os três estados com 4,5%.

22,4% da população tinham alguma comorbidade em julho
A pesquisa também constatou que 47,2 milhões de pessoas tinham alguma comorbidade que pode agravar o quadro clínico de um paciente com a Covid-19. Hipertensão foi a mais frequente (12,8%). As outras foram asma ou bronquite ou enfisema (5,7%); diabetes (5,3%); depressão (3,0%); doenças do coração (2,7%) e câncer (1,1%). “O percentual de pessoas com alguma dessas doenças crônicas que testou positivo foi de 1,6%”, acrescentou Maria Lúcia.

49,2 milhões de pessoas seguiram o isolamento social rigorosamente
Em julho, 4,1 milhões de pessoas não tomaram nenhuma medida restritiva de isolamento para evitar o contágio pelo coronavírus. Já 64,4 milhões reduziram o contato físico, mas continuaram saindo de casa, enquanto 92,0 milhões ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas. Cerca de 49,2 milhões, ou 23,3% da população, ficaram rigorosamente isolados.

“Essas medidas mais restritivas de isolamento foram seguidas, sobretudo, pelas mulheres, crianças até os 13 anos e idosos. Cerca de 84,5% dos idosos ficou rigorosamente em casa ou só saiu em caso de necessidade”, disse a coordenadora da pesquisa.

19,1% dos estudantes não realizaram nenhuma atividade escolar
A PNAD COVID19 também verificou que 8,7 milhões de estudantes que frequentavam escola ou universidade, na faixa etária dos 6 aos 29 anos, não tiveram nenhuma atividade escolar em julho, isso corresponde a 19,1% do total. Já 72,0% dos estudantes, ou 32,6 milhões, tiveram atividades escolares. O restante (8,9%) estava de férias no período.

Entre os 45,3 milhões de estudantes, 60,5% frequentavam o ensino fundamental, 21,1% o ensino médio e 18,4% do ensino superior.

“A pesquisa mostra grandes diferenças entre as regiões do país. No Norte, quase 40% dos estudantes do ensino fundamental e quase metade das do ensino médio ficaram sem atividades escolares em julho. Por outro lado, no Sul, 91,7% dos que estavam no fundamental e quase 90% das do ensino médio realizaram atividades escolares. Quanto menor a renda da família, maior o percentual de estudantes que não tiveram atividades escolares durante a pandemia”, observa Maria Lúcia Vieira.

Quase todos os domicílios possuem máscara e itens de higiene
A pesquisa também mostra que, em julho, quase todos os 68,5 milhões de domicílios tinham itens básicos de higiene e proteção contra a Covid-19, como sabão ou detergente para higienizar as mãos (99,6%), máscara (99,3%) e água sanitária ou desinfetante (98,1%) para limpeza da casa.

O álcool 70%, indicado para uso contra o vírus, estava presente em 95,8% dos domicílios. Já as luvas descartáveis em somente 43,2% dos lares. Esses dois itens eram menos comuns nas casas de menor renda e nas regiões Norte e Nordeste.

3,3 milhões obtiveram empréstimos para enfrentar a pandemia
Em cerca de 4 milhões dos domicílios (5,9%) algum morador solicitou empréstimo para enfrentar a pandemia, mas em 762 mil, o empréstimo não foi concedido. Em 3,3 milhões de domicílios a solicitação foi atendida, ou seja, foram atendidos cerca de 82% dos domicílios em que algum morador solicitou empréstimo.

“Entre os que solicitaram e não conseguiram empréstimo, 59,2% pertencem as duas classes de rendimento mais baixas, que recebem menos de um salário mínimo”, observa Maria Lúcia.

A maior fonte de empréstimos foram os bancos e outras instituições financeiras (75,7%). Em 23,6% domicílios algum morador conseguiu empréstimo com amigos ou parentes.

Taxa de desocupação sobe e soma 12,3 milhões desempregados
Já em relação ao mercado de trabalho, a PNAD COVID19 revela que, em julho, a taxa de desocupação subiu de 12,4% para 13,1%, atingindo 12,3 milhões de pessoas. Mais 438mil pessoas ficaram sem emprego, na comparação com junho. Com isso, a população ocupada reduziu para 81,5 milhões de trabalhadores.

Entre os ocupados, cerca de 3,2 milhões estavam sem a remuneração do trabalho, o que representa 32,4% do total de pessoas afastadas do trabalho. No mês anterior, quase metade dos afastados (48,4%) ficou sem remuneração.

Ainda entre 9,7 milhões que estavam afastados do trabalho, 6,8 milhões estavam nessa situação devido ao distanciamento social, queda 42,6% em relação ao total de pessoas afastadas em junho. “Isso corresponde a menos da metade das pessoas que estavam afastadas em maio, quando a pesquisa começou. Elas retornaram ao trabalho ou podem ter sido demitidas”, explicou Maria Lúcia.

No grupo dos não afastados do trabalho, 8,4 milhões estavam trabalhando de forma remota, ou 11,7% da população ocupada que não estava afastada.

Auxílio emergencial beneficia mais 813 mil lares em julho
Em julho, 30,2 milhões de domicílios brasileiros, ou 44,1% do total, receberam algum auxílio emergencial relacionado à pandemia. Isso corresponde a mais 813 mil lares beneficiados, na comparação com o mês anterior (43,0%).

O percentual de domicílios recebendo o auxílio aumentou em todas as grandes regiões, sendo os maiores no Norte (60,6%) e Nordeste (59,6%). No Sul, 30,9% dos lares receberam o benefício. O valor médio do auxílio subiu de R$ 885 para R$ 896.

Número de pessoas com sintomas conjugados cai em julho
A pesquisa revela ainda que caiu para 2,1 milhões o número de pessoas que se queixaram de sintomas conjugados relacionados à síndrome gripal e que podiam estar associados à Covid-19: perda de cheiro ou sabor (1,8 milhão de pessoas); febre, tosse e dificuldade de respirar (666 mil); e febre, tosse e dor no peito (540 mil). Em junho, eram 2,4 milhões com sintomas conjugados.

Em julho, 1,3 milhão de pessoas, entre aquelas que apresentaram algum dos sintomas conjugados, procuraram atendimento em estabelecimento de saúde, 200 mil a mais que o mês anterior. A maioria dessas pessoas (75,7%) procurou atendimento em estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 71 mil ficaram internadas em hospitais.

Fonte_COFEN