domingo, 15 de janeiro de 2023

Os limites do ajuste fiscal - Piso Salarial da Enfermagem

 


O ministro da Fazenda apresentou na quinta-feira (12) um pacote de medidas fiscais que, segundo os números apresentados, poderia transformar um déficit de 2,16% do PIB em um superávit de 0,1%. Dada a incerteza das projeções e riscos de não cumprimento de metas, o ministro se diz satisfeito com um déficit de até 1% do PIB em 2023.

Na realidade, para chegar a esse 1%, será preciso um esforço de ajuste muito maior. Vários números parecem excessivamente otimistas.

A receita foi reestimada para cima em R$ 36,4 bilhões. Esse ganho só ocorrerá se for mantido o alto nível de preços das commodities no mercado internacional, que é o principal fator responsável pela excelente arrecadação de 2022. É pouco provável, dada a desaceleração da economia internacional.

Há uma previsão de economia de R$ 25 bilhões mediante renegociação de contratos. O gasto não obrigatório (onde estão inseridos esses contratos) é de pouco mais de R$ 100 bilhões ao ano, logo não é factível esperar tamanha economia.

Prevê-se, também, a possibilidade de não executar toda a despesa autorizada na Lei Orçamentária, poupando R$ 25 bilhões. Aqui há uma impossibilidade legal. Desde 2019 o orçamento é impositivo. Só é possível contingenciar despesas se a meta de resultado primário ou o limite do teto de gastos estiverem sob ameaça de descumprimento. Ocorre que a PEC da Transição e a PEC do piso da enfermagem criaram tantas exceções ao primário e ao teto, que se tornou praticamente impossível descumpri-los. Logo, não haverá suporte jurídico para não executar as despesas.

O fim da desoneração dos combustíveis renderia R$ 29 bilhões. Mas o Ministro anunciou que ainda não foi decidido o fim da desoneração. Logo, não poderia estar na conta.

Há, também, a previsão de arrecadação de R$ 70 bilhões por meio de mudança nas regras relativas a passivos tributários em discussão administrativa e a incentivos à regularização fiscal. Não se apresentou fundamentação clara para valores tão elevados.

Outro problema é que o pacote não leva em conta despesas já decididas pelo Congresso e que não constam do orçamento. Aí estão o pagamento do piso salarial da enfermagem, do incentivo à cultura (Lei Paulo Gustavo), de compensação que a União terá que fazer aos estados por conta de um veto derrubado pelo Congresso na lei de redução de alíquotas do ICMS. Também não considera os precatórios devidos que não estão sendo pagos.

Feitas as contas, o déficit de 2023 ficaria em nada menos que 1,8% do PIB. Para chegar ao 1% desejado pelo Ministro, serão necessárias medidas adicionais, tais como a racionalização da despesa do Bolsa Família, a efetiva reoneração dos combustíveis, a reoneração do IPI, a manutenção do salário mínimo em R$ 1.302,00 durante todo ano.

Outro problema é que o pacote é focado em medidas que têm efeito apenas em 2023. De 2024 em diante, mesmo com as medidas adicionais listadas acima, voltaríamos para um déficit de 1,8% do PIB.

Para que a Dívida Líquida do Governo Geral pare de crescer, precisamos de um superávit primário de 2% do PIB. Sair de um déficit de 1,8% para um superávit de 2% requer ajuste de 3,8 pontos percentuais do PIB. Se os estados e municípios ajudarem com 0,8% do PIB, ainda restaria um esforço de 3% do PIB. É impossível fazê-lo sem privatizações, extinção de programas ineficientes, desvinculação de receitas, moderação no reajuste do salário mínimo e dos reajustes a servidores. Boa parte dessas medidas já foi descartada pelo presidente da República.

O Ministério da Fazenda está fazendo o que é possível, dentro da restrição política que lhe foi imposta. O problema é que esse possível está longe de ser o suficiente. A PEC da Transição e outras medidas aprovadas ao final de 2022 agravaram o desequilíbrio. Podemos mudar o nome do gasto público para "investimento", "Joaquim" ou "Manoel". Mas isso não muda a natureza dos fatos.

A boa notícia fica por conta da criação de um comitê de riscos fiscais, para melhorar a defesa da União e reduzir a conta futura de precatórios, e da ênfase em avaliação de políticas públicas que pode, no futuro, ajudar a extinguir ou reformular programas ineficientes.

Fonte_Folha

Novos remédios para obesidade

 


As três últimas décadas de estudos sobre obesidade mostram que emagrecer em uma sociedade como a nossa, pouco ativa e com fácil acesso a alimentos para parte da população, deve ser cada vez mais difícil para quem atingiu marcas de sobrepeso ou já está em um quadro de comorbidade. Por essa razão, a liberação de medicações como o Wegovy, recém-aprovado pela Anvisa, tem sido comemorada por especialistas, que alertam para o uso consciente desse tipo de produto.

O medicamento traz uma nova perspectiva para quem vive uma luta crônica contra a balança e não deve ser usado por quem tem peso normal ou para atingir padrões estéticos.

Paulo Augusto Carvalho Miranda, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), reforça que a obesidade precisa ser vista como uma doença, e crônica. O avanço no tratamento dela, aliás, está ligado à pesquisa de redução dos danos cardiovasculares na população gerados pelo crescente ganho de peso dos últimos anos.



Diferentemente dos medicamentos para emagrecer dos anos 1990, lançados no mercado sem testes de longo prazo e com pouco ou nenhum resultado duradouro, esta nova geração promete perdas significativas e mais segurança.

Saem de cena as anfetaminas e inibidores de apetite e entram as medicações nas quais emagrecer é só um dos benefícios, uma vez que o objetivo inicial é tratar diabetes, hipertensão, colesterol alto, entre outros fatores que ajudam a reduzir doenças cardiovasculares.

Liberado pela Anvisa, a injeção de Wegovy contém semaglutida, o mesmo princípio ativo do Ozenpic, remédio injetável de menor dosagem empregado para o tratamento da diabetes tipo dois, e do Rybelsus, também para diabetes, mas de via oral.



A diferença do Wegovy é o emprego específico no tratamento da obesidade e sobrepeso, sendo uma opção também para os mais jovens —é indicado a partir dos 12 anos de idade. Também pode ser receitado para pacientes cujo emagrecimento significa controle de comorbidades como hipertensão, diabetes e dislipidemia.

A nova medicação é de uso semanal e ainda não está à venda. "Ainda tem que cumprir um caminho regulatório para que a medicação chegue ao mercado. O uso atualmente para o tratamento da obesidade é 'off label' [fora das condições aprovadas na bula]", afirma Miranda.

Além do controle da glicose, ideal para pacientes com diabetes tipo dois, o Wegovy ajuda a tratar a vontade de comer excessivamente, reduzindo a ingestão calórica ao longo do dia e, com isso, o peso.

"A semaglutida tem ação sobre a regulação da função do trato gastrointestinal, atrasando a velocidade do esvaziamento do estômago. Também atua na modulação da secreção da insulina pelas células pancreáticas e age centralmente aumentando a percepção de saciedade no hipotálamo", explica o presidente da SBEM.

Miranda divide a linha temporal dos emagrecedores em antes e depois das regulamentações americanas para medicamentos do tipo nos anos 2000. "As teorias farmacológicas para a obesidade já tiveram múltiplos campos de estudo. Até a década de 1990, nós tínhamos medicações lançadas no mercado baseadas em estudos de curta duração e que não traziam, muitas vezes, estudos de eficácia e segurança, principalmente cardiovascular."

Fundadora do Ambulatório Clínico de Obesidade Severa do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC/USP), a endocrinologista Alessandra Rascovski está otimista, pois a nova geração de remédios se mostra segura para uso a longo prazo (necessário em casos de obesidade).

"Uma doença crônica na maioria das vezes se trata com medicação crônica. Infelizmente, as pessoas tomam um pouco, emagrecem e depois param. Só que a gente também sabe que a intensidade dos efeitos colaterais piora se você ficar usando de modo intermitente, começa e para", diz Rascovski .

Os novos medicamentos, segundo ela, trazem incômodos apenas da ordem gastrointestinal, sem riscos vasculares ou para saúde mental, por isso são mais viáveis para uso contínuo. Outra vantagem é agirem em centros de dopamina, que regulam o desejo de comer compulsivamente.

Rascovski, que também é médica do Hospital Israelita Albert Einstein, afirma que as medicações dos anos 1990 traziam mais danos que benefícios ao tratamento de obesidade.

"Peguei a época das chamadas ‘bolinhas para emagrecer’, que na verdade eram os derivados de anfetamina. Os efeitos colaterais eram principalmente de alteração de humor e comportamento, e os indivíduos pré-dispostos a quadros psiquiátricos acabavam ficando mais vulneráveis."

A segunda leva, já na entrada dos anos 2000, foram os adrenérgicos, como a sibutramina, ainda utilizados, mas com riscos para o paciente. "Quem toma a sibutramina tem que assinar termo de responsabilidade. Quem está com hipertensão descompensada não pode usar", diz Rascovski.

Outro é o Orlistate, porém seu resultado de emagrecimento é considerado baixo, em torno de 5% a 6% do peso.

"Ele inibe a absorção da gordura do que a gente comeu na dieta. Quando foi lançado, deu muito problema porque, como era vendido sem receita, as pessoas tomavam e iam comemorar na churrascaria e soltava demais o intestino, [mas] ele tem um uso interessante, principalmente para pessoas com colesterol alto, porque acaba tratando as duas coisas", afirma a médica.

No ano passado, a Anvisa liberou o Contrave, uma combinação de bupropiona com naltrexona, que está na fase de liberação comercial, como o Wegovy.

Rascovski destaca ainda que muito do que foi conquistado na atualidade em termos de medicações deriva do conhecimento obtido pelo tratamento cirúrgico.

"É o quanto se aprendeu com cirurgia bariátrica. A perda de peso que acontecia com ela era mais rápida, e a melhora metabólica também. Níveis de glicemia, de insulina, de colesterol… simplesmente porque a pessoa perdeu quilos e diminuiu a ingestão. E aí começou a se estudar bastante as incretinas ou os hormônios gastrointestinais que regulam fome e saciedade", conta a médica.

Nas cirurgias, a parte fisiológica do estômago do paciente era mudada e sua atividade posterior trouxe pistas sobre o funcionamento do ganho de peso. "Retirava-se, por exemplo, o fundo gástrico, onde se produz grelina, e se percebia que o efeito principal do resultado cirúrgico também passava por alteração de microbiota e [que], além disso, acabava mudando o GLP-1", relembra Rascovski.

Esse conhecimento não fica restrito às medicações e passa também pelo entendimento da trajetória de peso da vida da pessoa obesa. "Se [o paciente] nunca pesou menos que 70 kg, é mais difícil manter esse peso. A obesidade é uma doença crônica e precisa, sim, ser tratada. É diferente de querer emagrecer ‘dois quilinhos’."

Fonte_Folha

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

CPF será número único de identificação do cidadão, determina lei sancionada

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quarta-feira (11) a Lei 14.534, de 2023, determinando que o número do Cadastro da Pessoa Física (CPF) seja adotado como único número do registro geral (RG) no Brasil. A nova identificação só passará a valer integralmente, no entanto, após adequações feitas por órgãos públicos.

Quando o PL 1.422/2019, que originou a lei, foi aprovado no Senado, em setembro, o relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), afirmou que a medida favorece os cidadãos, especialmente os mais pobres.

— O objetivo é determinar um único número ao cidadão para que possa ter acesso a seus prontuários no SUS, aos sistemas de assistência e Previdência Social, tais como o Bolsa Família, o BPC [Benefício de Prestação Continuada] e os registros no INSS. Também às informações fiscais e tributárias e ao exercício de obrigações políticas, como o alistamento eleitoral e o voto. A numeração do CPF será protagonista, e os indivíduos não mais terão que se recordar ou valer-se de diferentes números para que os diversos órgãos públicos, bases de dados e cadastros os identifiquem. A ideia é mais do que saudável, é necessária, é econômica. Um número único capaz de interligar todas as dimensões do relacionamento do indivíduo com o Estado e com todas as suas manifestações — explicou Amin.

O senador Marcelo Castro (MDB-PI) também manifestou-se favorável.

— É a coisa mais simples, mais lógica, mais racional que se pode fazer: cada cidadão com um número, um CPF para valer para todos os seus documentos.

Amin acrescentou que Santa Catarina adotou de forma pioneira o CPF como número de identificação ainda em 2021.

Como vai funcionar

Pela lei 14.534, o número de inscrição no CPF constará nos cadastros e documentos de órgãos públicos, no registro civil de pessoas naturais ou nos conselhos profissionais (como certidões de nascimento, de casamento ou de óbito); no Documento Nacional de Identificação (DNI); no Número de Identificação do Trabalhador (NIT); no registro do Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); no Cartão Nacional de Saúde; no Título de Eleitor; na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); na Carteira Nacional de Habilitação (CNH); no certificado militar; na carteira profissional; e em outros certificados de registro e números de inscrição existentes em bases de dados públicas federais, estaduais e municipais.

Os novos documentos emitidos ou reemitidos por órgãos públicos ou por conselhos profissionais terão como número de identificação o mesmo número do CPF. Quando uma pessoa requerer sua carteira de identidade, por exemplo, o órgão emissor terá que usar o mesmo número do CPF.

Pela lei, os cadastros, formulários, sistemas e outros instrumentos exigidos dos usuários para a prestação de serviços públicos devem ter um campo para o registro do CPF. O preenchimento será obrigatório e o suficiente para a identificação do cidadão, vedada a exigência de apresentar qualquer outro número. Ou seja, no acesso a serviços e informações, no exercício de direitos e obrigações ou na obtenção de benefícios perante órgãos federais, estaduais e municipais ou serviços públicos delegados, o cidadão terá que apresentar só o CPF ou outro documento com o número do CPF, dispensada a apresentação de qualquer outro documento.

A Lei 14.534 já está em vigor, mas o texto prevê um prazo de 12 meses para que os órgãos façam a adequação dos sistemas e processos de atendimento aos cidadãos. Já o prazo para que os órgãos façam as mudanças para que os sistemas se comuniquem a partir do CPF é de 24 meses.

Vetos

O Executivo vetou o prazo de 90 dias para que o Poder Executivo regulamente a lei. Para o governo, é inconstitucional o Poder Legislativo fixar prazos de regulamentação de leis ao Poder Executivo, pois entende que isso viola o princípio da separação dos Poderes.

Também foi vetado um artigo determinando que a Receita Federal deveria atualizar semestralmente sua base de dados com os resultados obtidos de batimentos eletrônicos realizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visando evitar a concessão em duplicidade de CPF para uma mesma pessoa. O governo lembrou que a Receita já tem um convênio com o TSE desde 2010, em que recebe os dados mensalmente, e também possui acesso on-line à base do TSE. Em contrapartida, a Receita também disponibiliza acesso on-line à base CPF ao TSE. Sendo assim, o prazo de seis meses para o TSE encaminhar dados do cadastro eleitoral à Receita seria um retrocesso ineficaz.

Os vetos do governo serão agora analisados pelo Parlamento, em data a ser definida, e poderão ser derrubados.

Fonte_senado

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Ministra da Saúde, Nísia Trindade, anuncia que Piso salarial da Enfermagem e prioridade

 



Na última semana, durante discurso de posse, Nisia Trindade já havia garantido o comprometimento com o Pagamento do Piso Salarial da Enfermagem, Ministra da Saúde voltou a assegurar o compromisso do Governo Federal com o Piso Salarial da Enfermagem brasileira. Durante reunião nesta terça-feira (10/1) com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, ficou definido que o pagamento do piso será uma das pautas centrais da gestão.



Após o encontro, Trindade realizou uma publicação nas redes sociais apresentando um panorama dos assuntos debatidos. “Reafirmamos também o compromisso com o Piso Salarial da Enfermagem, pois são premissas do nosso trabalho a garantia da sustentabilidade do SUS e do trabalho digno em saúde”, destacou.



Na última semana, durante seu discurso de posse, a nova ministra já havia garantido o comprometimento com o pagamento do piso. Durante a fala, Nisia Trindade destacou a essencialidade dos profissionais da Saúde e vinculou o pagamento do piso às condições de trabalho dignas e a uma prestação de serviços de qualidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Relembre – Após décadas de luta da Enfermagem, a Lei do Piso Salarial, de autoria do senador Fabiana Contarato (PT-ES), foi aprovada por unanimidade no Senado e por ampla maioria na Câmara, unindo parlamentares de diferentes matizes. A implementação da lei foi suspensa pelo STF, em ação direta de inconstitucionalidade movida por entidades patronais.

Ministério da Saúde - Campanha de Vacinação Infantil em fevereiro em escolas

 


A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesta terça-feira (10) que a pasta iniciará em fevereiro uma campanha de vacinação infantil e que quer pontos de aplicação de doses em escolas.

Segundo a ministra, o detalhamento sobre a realização da campanha está sendo fechado nesta terça pela câmara técnica assessora de vacinações.

“Nós temos a tarefa de recuperar a alta cobertura de vacinação de que além da vacina tem que ter toda a estratégia para a vacinação”, disse.

“Estamos falando de Covid, mas também estamos falando das outras coberturas vacinais”, acrescentou. O calendário nacional de vacinação contém 20 vacinas para crianças e adolescentes.

Elevar coberturas vacinais é prioridade, diz novo secretário da Saúde

Durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os articuladores da área da saúde indicaram o plano de incluir pontos de vacinação em escolas para reverter a baixa cobertura vacinal infantil em diversos imunizastes.

Nísia afirmou que pretende fazer a inclusão já nesta campanha de fevereiro. “A ideia é, sim, começar em escolas”, afirmou.

A ministra também disse planejar realizar mutirões de cirurgia com ações em janeiro, fevereiro e março, e “ações mais fortes” a partir de abril. Ainda não há detalhamento sobre o formato dos mutirões e é possível que eles sejam divididos para focar nas necessidades específicas de cada região, a depender das filas de espera.

"A ideia é iniciarmos em fevereiro algumas ações e termos em janeiro, fevereiro e março várias ações para fortalecer o planejamento [do plano emergencial para cirurgias] de modo a ter ações mais fortes a partir de abril", afirmou.

Entre os mutirões planejados está o de diagnóstico de câncer de colo de útero.

Leia também:

Câncer de colo de útero: 6 em cada 10 mulheres não conseguem iniciar o tratamento no prazo legal de 60 dias, aponta estudo

Fonte_G1

domingo, 8 de janeiro de 2023

Vacina contra dengue está em análise pela Anvisa

 


Uma vacina contra dengue produzida pela farmacêutica Takeda está em análise pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uma possível aprovação no Brasil. O imunizante é conhecido como TAK-003 ou Qdenga.

Segundo a empresa, o pedido inicial de liberação foi realizada em abril de 2021, mas a agência pediu esclarecimentos para dar continuidade à análise. A farmacêutica respondeu a um desses requerimentos em dezembro do ano passado, o que fez o processo andar.

Uma reunião entre Anvisa, representantes da Takeda e especialistas de dengue do Brasil deve acontecer nesta terça (10). Ainda não há previsão de quando a avaliação da agência será concluída.

A vacina recebeu autorização da EMA (Agência Europeia de Medicamentos) em dezembro de 2022 para ser utilizada na União Europeia. A Indonésia também já autorizou o fármaco.

O imunizante é do tipo atenuado, ou seja, quando o patógeno é modificado para não causar a doença, mas ainda ocasiona a resposta imune do organismo. Ele tem indicação para pessoas de 4 a 50 anos.

A vacina foi fabricada a partir do sorotipo 2 do vírus que causa a dengue, mas conta com a adição de material genético dos outros três sorotipos. Sendo assim, o imunizante confere proteção para todos os agentes causadores da doença, com respostas imunológicas em grau variado para todo os quatro, conforme estudos clínicos.

Uma dessas pesquisas é de fase 3 com crianças e adolescentes que vivem em áreas endêmicas para a doença — o Brasil fez parte da amostra. Após 54 meses da aplicação da segunda dose, a vacina teve uma eficácia estimada em cerca de 61%. Para evitar casos graves, a eficácia foi de cerca de 84%.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue passa por um aumento em casos e em mortes no Brasil. Só de casos prováveis foram 1.450.270 até o final de 2022. Para mortes, os números eram 1.016.

Outra vacina para dengue, essa produzida pela Sanofi, existe e chegou a receber autorização para uso no Brasil, mas deixou de ser usada depois que pesquisas mostraram que ela estava associada a efeitos adversos graves em crianças sem histórico de infecção prévia.

Ainda existe um imunizante em estudo pelo Instituto Butantan. A vacina é de dose única e utiliza as quatro cepas virais atenuadas em sua constituição. Chamada de Butantan-DV, ela é uma versão análoga da desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA. A farmacêutica MSD também faz parte do projeto de desenvolvimento do imunizante.

Segundo uma pesquisa, o Butantan mediu a eficácia geral de 79% da vacina, mas também as diferenças vistas entre aqueles que já haviam tido a infecção e outros que nunca tiveram. Naqueles com histórico para dengue, a eficácia foi de cerca de 89%. Já para a outra parcela de participantes sem registro da doença, a proteção conferida pelo imunizante foi menor: 73%.

Fonte_Folha

INVASÃO no Congresso Nacional

 







Manifestantes bolsonaristas radicais furaram um bloqueio, entraram na Esplanada e invadiram o Congresso Nacional, em Brasília, na tarde deste domingo (8).

Os manifestantes conseguiram invadir o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto. Há registros de depredação nas sedes dos três Poderes por criminosos.

À CNN, o STF informou que a equipe de segurança do Supremo e da tropa de choque conseguiu retomar o prédio. Há registros de pessoas detidas na garagem.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal no DF, de acordo com anúncio realizado à imprensa na noite deste domingo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou em publicação no Twitter que conversou há pouco, por telefone, com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem está em contato permanente.

O governador me informou que está concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação. Na ação, estão empenhadas as forças de segurança do Distrito Federal, além da Polícia Legislativa do Congresso. Repudio veementemente esses atos antidemocráticos, que devem sofrer o rigor da lei com urgência.

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado

Em contato com a CNN, o presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira afirmou que precisa se colocar a par dos fatos. “Me deixe trabalhar. Daqui a pouco nos falamos”, afirmou Lira, e desligou.

À CNN, o vice-presidente da Câmara Luciano Bivar afirmou que conversou com o presidente da Câmara e com Anderson Torres, responsável pela segurança pública do DF, ex-ministro da Justiça.

Segundo Bivar, haverá reforço da Polícia Militar, novos contingentes estão sendo enviados neste momento ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto.

Ele considerou essa invasão como “um desrespeito ao Congresso Nacional e ao Poder Legislativo”.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, monitora situação e ligou para Ibaneis para cobrar reforço de segurança. Em publicação no Twitter, Dino afirmou que haverá reforços.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em Araraquara, no interior de São Paulo, neste momento, em viagem por ocasião das chuvas que afetam a cidade paulista.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afirmou à CNN que o Exército deveria ter desmobilizado os acampamentos bolsonaristas em frente aos quarteis.

“O Exército deveria ter acabado com acampamento, e não o fez”, afirmou o governador à CNN, enquanto radicais invadiam o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou em publicação no Twitter que “o governo do DF foi irresponsável frente à invasão de Brasília e do Congresso Nacional”.

“É um crime anunciado contra a democracia, contra a vontade das urnas e por outros interesses. Governador e seu secretário de segurança, bolsonarista, são responsáveis pelo que acontecer”, disse Gleisi.

Em entrevista à CNN, o deputado federal José Guimarães (PT-CE) afirmou que o governo do DF precisa ser responsabilizado.

“Perder a eleição faz parte da democracia, assim como ganhar a eleição. Esses atos ferem frontalmente a democracia e a Constituição Brasileira precisa ser respeitada e estabelecida”. O governo do Distrito Federal precisa ser responsabilizado”, disse Guimarães.

O grupo Esfera Brasil emitiu nota na qual “repudia veementemente a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília e considera que nenhuma divergência política ou ideológica pode servir de justificativa para os atos violentos de vandalismo que aconteceram neste domingo na capital federal. O ataque aos prédios públicos foi uma agressão direta às instituições democráticas do Brasil.”

Força Nacional

O ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou, no sábado (7), o emprego da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios até a próxima segunda-feira (9).

A portaria foi publicada hoje para “proteção da ordem pública e patrimônio público e privado” da Rodoviária de Brasília até a Praça dos Três Poderes.

No sábado, o governo do Distrito Federal também fechou o acesso à Esplanada dos Ministérios e escalou viaturas da Polícia Militar para a região do Setor Militar Urbano.

Fonte_CNNBrasil


Entenda a 'mentalidade de turba', conceito que ajuda explicar a ação de grupos violentos

Os atos golpistas de violência vistos neste domingo (8) contra os prédios e o patrimônio público ocorridos em Brasília foram um comportamento de massa provocados por uma doença social, não necessariamente psíquica.

Os psiquiatras ouvidos pela Folha explicam que pessoas mudam de comportamento quando estão, por exemplo, em um grupo violento e agressivo, como vemos em brigas de torcidas organizadas de futebol.

O psiquiatra Alexandre Valverde diz que uma pessoa que não necessariamente teria coragem de quebrar uma vidraça acaba fazendo ao ver outros com a mesma atitude. O especialista explica que o termo tem nome e é chamado de "mentalidade de turba" (mob mentality), quando as pessoas tendem a ter comportamentos similares quando estão em grupo pois sentem que a responsabilidade individual é menor.

Segundo Valverde, a "mentalidade de rebanho", como também é conhecida, caracteriza-se quando as pessoas querem sentir-se parte do grupo pois acreditam que estão todos lutando por um bem em comum.

O psiquiatra diz que os manifestantes têm essas atitudes por acreditarem em uma realidade paralela.

"Eles são pautados por informações falsas e vivem em um mundo fantasioso, que tem a realidade distorcida, onde acreditam que vamos ter um golpe comunista e que as eleições foram fraudadas. São pessoas que não têm senso crítico", diz Valverde, que é especialista em comportamento e doenças psíquicas.

"As pessoas querem sentir parte do grupo, mas não percebem que estão sendo feitas de massa de manobra por políticos e líderes que financiam os atos. Existe aí uma relação abusiva que quem está lá quebrando, sendo preso, não percebe", afirma o médico.

Ele diz que o mesmo aconteceu nos Estados Unidos com a invasão do Capitólio, em janeiro de 2021 após a derrota de Donald Trump. "Eles realmente acreditam em uma teoria da conspiração. A questão é como vencer tamanha desinformação".

O psiquiatra e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Aderbal Vieira Júnior afirma que cada vez mais as pessoas duvidam das informações e preferem ter como realidade o que é enviado no WhatsApp por um amigo. "Muitos desacreditam nas informações oficiais e preferem acreditar naquele que tem um laço afetivo que enviou num grupo. Estamos vendo uma estupidificação, e isso acontece tanto entre radicais de esquerda como de direita", avalia Vieira Júnior.

O docente observa que as redes sociais contribuem para isso. "Somos seres tribais que foram evoluindo, se adaptando e buscando sempre o pertencimento. Nas redes sociais, vivemos nas nossas bolhas para reafirmar aquilo em que você acredita e para que você possa se sentir especial com aquele grupo. Quem participa desses protestos acredita que está lá para salvar a nação. Eles acreditam que estão sendo revolucionários, não vândalos", diz o psiquiatra.

Vieira Júnior afirma ainda que cada vez mais as pessoas precisam encontrar grupos que pensam igual para sentirem pertencimento e se sentirem especiais. "Nas redes sociais você vê todo mundo se dando bem, afinal, todos mostram o sucesso na internet como viagens, restaurantes. Ao encontrar um grupo que pensa como você, você se sente menos medíocre. No caso dos ‘patriotas’, eles passam a sentir que são heróis", diz.

Esse radicalismo, segundo Valverde, fez com que os laços familiares e de amizades fossem rompidos. "Isso vai levar muito tempo para mudar, pois eles vão precisar entender que foram manipulados e ter essa consciência pode levar tempo ou nunca acontecer", diz.

Fonte_Folha

Adeus a Roberto Dinamite

 


Morreu na manhã deste domingo (8), o ex-jogador Roberto Dinamite,. Ele vinha realizando tratamento contra um câncer no intestino desde o final de 2021.

Em campo, era impetuoso, intenso, arrebatador. Era dinamite. Carlos Roberto de Oliveira, ídolo do Vasco, foi o principal artilheiro da história do clube, com 708 gols. Foi o jogador que mais marcou gols no campeonato brasileiro: 190. E também foi o maior goleador do campeonato carioca: 279 gols.

Esses recordes seguem imbatíveis, mesmo três décadas depois da aposentadoria dele.

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O apelido virou nome de família. Está na certidão do filho: Rodrigo Dinamite. E deixou muitos outros legados: gols inesquecíveis, títulos. Torcedores que se tornaram vascaínos por causa do talento do Roberto.

Fonte_G1

sábado, 7 de janeiro de 2023

Ministério da Saúde compra 750 mil doses da Coronavac para vacinação de crianças

 


Ministério da Saúde afirma ter comprado 750 mil doses da CoronaVac, que serão usadas para a vacinação de crianças de 3 a 11 anos contra a Covid-19. Em nota divulgada neste sábado (7), a pasta disse ter assinado, na sexta (6), um aditivo para adquirir os novos lotes junto ao Instituto Butantan, fabricante do imunizante no Brasil.


- No total, 2,6 milhões de doses da CoronaVac serão compradas - todas serão destinadas para o público infantil.

- Um novo aditivo no contrato com o Butantan deverá ser assinado nos próximos dias, de acordo com o governo federal, para garantir as doses.

- As vacinas devem começar a ser distribuídas para estados e Distrito Federal na próxima semana.

"A pasta segue em tratativas com os laboratórios para garantir mais imunizantes para o público infantil o mais breve possível", diz a nota.

Falta de vacinas pediátricas

Ethel Maciel, nova secretária de Vigilância e Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, disse nesta sexta que os estoques para o público acima de 12 anos estão em dia, mas que há desabastecimento de vacinas pediátricas contra Covid no país.

Ministério da Saúde diz que faltam vacinas contra Covid para crianças

Além do Butantan, a pasta também negocia com a Pfizer, fabricante de vacinas para bebês e crianças de 6 meses a 4 anos e para a faixa etária de 5 a 11 anos.

Segundo Ethel, o ministério negocia com o laboratório a antecipação da entrega de 3,2 milhões de doses da Pfizer baby, que possui frasco na cor vinho e é destinada os pequenos de 6 meses a 4 anos. Os lotes devem chegar ainda em janeiro.

Para o público de 5 a 11 anos, a secretaria tenta antecipar a chegada de 4,5 milhões de doses da Pfizer pediátrica (vacina que tem frasco na cor laranja).


Reforço

Parte das doses pediátricas da Pfizer que chegarão no Brasil deve ser destinada para o reforço de crianças de 5 a 11 anos. O atual comando do Ministério da Saúde chancelou uma nota técnica feita no final da gestão passada, que liberou a aplicação da terceira dose neste público.

A orientação vale tanto para aqueles que completaram o esquema primário (duas doses) com o imunizante da Pfizer, quanto para os que receberam o ciclo inicial da CoronaVac.

De acordo com especialistas, a terceira dose é a que garante a proteção ideal contra casos de hospitalização e morte frente ao avanço de subvariantes da ômicron.

Até então, a terceira dose estava liberada para adolescentes e adultos a partir dos 12 anos.

Fonte_G1

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Ministério da Saúde informa faltam vacinas contra Covid para crianças

 


A secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, disse nesta sexta-feira (6) que há desabastecimento de vacinas pediátricas (infantis) contra Covid no país, mas que a pasta está em negociação com a Pfizer para antecipar as entregas de imunizantes previstas para o fim deste mês. Os estoques para o público acima de 12 anos estão em dia.

"Recebemos o ministério com desabastecimento de vacinas pediátricas, infantis, e recebemos com abastecimento de vacinas adultas, do público adulto", afirmou em entrevista na sede da pasta para detalhar a situação do combate à doença no país.

Segundo ela, há em torno de 3,2 milhões de vacinas para crianças de 6 meses a 4 anos previstas para serem entregues pela Pfizer até o fim de janeiro e a pasta já está em negociação com o laboratório para adiantar a entrega.

Para o público de 5 a 11 anos, também tem cerca de 4,5 milhões de doses da Pfizer pediátrica que a secretaria tenta antecipar o prazo de entrega.

Veja pontos destacados pela secretária:

- A vacinação é o principal foco do Ministério da Saúde. A cobertura básica com duas doses sem reforço não chega a 80% da população. Já duas doses + reforço não chega a 50% da população;

- O esquema ideal de vacinação HOJE são as duas doses primárias + a dose de reforço (esquema mínimo de proteção e efetividade das vacinas);

- Há um desabastecimento de vacinas pediátricas. O Ministério da Saúde está em contato com a Pfizer para adiantar a entrega dessas doses (6 meses a 11 anos);

- Para o público maior de 12 anos, não há problema de abastecimento de imunizantes. O que há é um problema de distribuição, que a secretaria pretende resolver nos próximos dias.

- O Ministério da Saúde vai retomar as negociações com o Instituto Butantan, visto que a CoronaVac é fundamental para a vacinação do público infantil;

- Restabelecer o fluxo e o diálogo entre municípios, estados e governo federal;

- A vacinação da Covid será incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI).


Nova subvariante

Sobre a identificação do primeiro caso no Brasil da XBB.1.5, ramificação da variante ômicron, a secretaria disse que a prioridade é vacinar as pessoas com doses em atraso.

nova subvariante foi encontrada em uma paciente de 54 anos de Indaiatuba, cidade no interior de São Paulo.

Covid: o que se sabe sobre a XBB.1.5, nova variante da ômicron

"Recebemos a informação que a variante está circulando, a amostra é de novembro. Vamos discutir com a Câmara Técnica. O que temos sobre a nova variante é a alta transmissibilidade e queremos retomar esses esquemas vacinais, pessoas com dose em atraso", disse Ethel Maciel.

De acordo com ela, há mais de 100 milhões de pessoas com doses em atraso, sem as três doses no esquema vacinal considerado ideal. "É nesse foco que o Ministério da Saúde vai atuar", afirmou.

Fonte_G1

Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS esclarecendo PORTARIA GM/MS 4.830, de 30 de Dezembro de 2022


 A Lei Complementar 197/2022 alterou a Lei Complementar 172/2020 de forma a possibilitar atos de transposição e transferência de recursos financeiros, provenientes dos repasses federais dos fundos de saúde até 31 de Dezembro de 2023.

Adicionalmente, estabeleceu que os valores remanescentes das contas bancárias abertas antes de 1º de janeiro de 2018, deverão ser aplicados para o custeio de serviços prestados por entidades privadas sem fins lucrativos, que complementem o SUS, no montante global de até dois bilhões de reais, com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade econômico-financeira dessas instituições na manutenção dos atendimentos, sem solução de continuidade.

Com o objetivo de definir as regras para as citadas transferências o Ministério da Saúde publicou a Portaria 4.830/2022.

O auxílio financeiro destinado às entidades sem fins lucrativos é composto pelos valores de saldos financeiros, apurados em contas dos entes subnacionais, abertas antes de 1º de janeiro de 2018 e por valores do orçamento da União a serem transferidos pelo Ministério da Saúde no exercício de 2023.

Os valores financeiros remanescentes das contas bancárias abertas antes de 1º de janeiro de 2018 estão divulgados no painel do Fundo Nacional de Saúde, disponível em:

https://painelms.saude.gov.br/extensions/LC_Saldos_197/LC_Saldos_197.html

 

Entidades privadas sem fins lucrativos que complementam o SUS, pré-classificas ao recebimento do auxílio financeiro com recursos remanescentes nas contas dos fundos de saúde subnacionais, estão listadas no anexo da Portaria 4.830/2022 disponível em:

https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-4.830-de-30-de-dezembro-de2022-455342408

 

AS ENTIDADES PRÉ-CLASSIFICAS RECEBERÃO O AUXÍLIO FINANCEIRO SE:

- Estiverem ativas no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde - SCNES, na competência novembro de 2022 e que prestem serviços ambulatoriais ou hospitalares ao SUS.

- Registrarem produção de média e alta complexidade ambulatorial ou hospitalar nos respectivos sistemas de informação no exercício de 2022.

- Comprovarem que não têm débitos com o sistema da seguridade social por meio de Certidão Negativa de Débitos - CND ou de Certidão Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos (CPEND) com a Seguridade Social.

 

PROCEDIMENTOS QUE DEVERÃO SER ADOTADOS PARA VIABILIZAR OS REPASSES:

Os gestores deverão realizar adesão por meio de cadastro da proposta no Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS), no período de 3 a 10 de janeiro de 2023, acompanhada de declaração do gestor da adesão e de Certidão Negativa de Débitos - CND ou de Certidão Positiva com Efeitos deNegativa de Débitos (CPEND) com a Seguridade Social.

A partir de 03 de janeiro de 2023 o SAIPS terá local exclusivo para adesão disponível em:

https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/saips

 

APÓS O PRAZO FINAL PARA O CADASTRAMENTO OS VALORES TOTAIS A SEREM REPASSADOS AS ENTIDADES FILANTRÓPICAS SERÃO CALCULADOS, CONSIDERANDO OS SEGUINTES CRITÉRIOS:

- Aplicação do índice percentual proporcional à totalidade da produção de serviços de média e alta complexidade, registrada nos Sistemas de Informações Ambulatorial e Hospitalar (SIA/SIH/SUS) nos processamentos do exercício de 2019, pelas entidades aptas a receberem o auxílio financeiro.

- Na totalidade da produção de serviços, serão considerados os valores relativos aos procedimentos financiados pela Média e Alta Complexidade - MAC e pelo Fundo de Ações Estratégicas e Compensação - FAEC, segundo a gestão atual de cada estabelecimento.

 

VALORES DOS REPASSES:

- Os valores máximos a serem recebidos pelas entidades, inclusive com recursos exclusivamente da União, serão objeto de ato específico da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, após o prazo de adesão estabelecido para os gestores.

- O valor mínimo a ser recebido por entidade será de R$ 1.000,00 (mil reais).

 

IMPORTANTE RESSALTAR:

- Os fundos de saúde estaduais, distrital e municipais deverão dar ampla publicidade à razão social e ao número de inscrição no CNPJ das entidades beneficiadas pelo disposto no caput deste artigo.

- As entidades beneficiadas deverão prestar contas da aplicação dos recursos aos respectivos fundos de saúde estaduais, distrital ou municipais.

- Recomendamos que o ente (estado ou município gestor do prestador) deverá formalizar instrumento para o repasse dos recursos, por meio de termo aditivo ao instrumento já firmado anteriormente ou um novo processo individual.

Após o repasse do auxílio financeiro às entidades privadas sem fins lucrativos os recursos remanescentes nas contas bancárias abertas antes de 1º de janeiro de 2018 poderão ser transpostos ou transferidos a outras finalidades em ações e serviços públicos de saúde, observando:

- Inclusão dos recursos financeiros transpostos e transferidos na Programação Anual de Saúde e na respectiva Lei Orçamentária Anual, com indicação da nova categoria econômica a ser vinculada.

- Necessidade de ciência do respectivo Conselho de Saúde.

- Registro no respectivo Relatório Anual de Gestão - RAG.

Importante registrar que os valores residuais nas contas anteriores a 2018, sejam os redirecionados às entidades filantrópicas ou aos atos de transposição e transferência, estão dispensados do cumprimento dos objetos e dos compromissos previamente estabelecidos em atos normativos específicos expedidos pela direção do SUS, inclusive os provenientes de emendas parlamentares.

Dúvidas e esclarecimentos:

Procure o apoiador do seu município ou o COSEMS do seu estado.

Elaboração:
Equipe técnica CONASEMS