quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Farmacovigilância de vacinas

 


Amplamente utilizada como intervenção em saúde pública, a vacinação é uma das estratégias mais efetivas na prevenção de doenças. Embora nenhuma vacina esteja totalmente livre de provocar eventos adversos, os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são muito menores do que os das doenças contra as quais elas conferem proteção. 

As vacinas também são medicamentos e, portanto, estão sujeitas ao monitoramento de segurança uma vez disponíveis para uso na população, no escopo da farmacovigilância, cujo objetivo principal é aprimorar o conhecimento da relação benefício-risco desses produtos e minimizar os efeitos nocivos à população. 

A farmacovigilância de vacinas e outros imunobiológicos é o processo de detecção, avaliação, compreensão, prevenção e comunicação de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) ou qualquer outro problema relacionado à vacina ou à imunização. Fundamenta-se na obtenção de dados completos a partir de notificações espontâneas de eventos adversos, de modo a atribuir causalidade em relação ao produto administrado, e comunicar riscos e esclarecimentos à população. 

Antecedentes 

No Brasil, o monitoramento de EAPV tem sido historicamente compartilhado entre o Ministério da Saúde e a Anvisa.  

O Sistema Nacional de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação foi conformado em 1992, pelo Programa Nacional de Imunizações, antes da criação da Anvisa. Com a publicação da 1ª edição do Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, em 1998, e a implantação de sistema de informação, a partir de 2000, essa atividade passou a ser sistemática em todo o País. 

Desde 2008, o Sistema Nacional de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação conta com o Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e outros Imunobiológicos (CIFAVI). Esse comitê avalia os aspectos técnicos e científicos de eventos adversos decorrentes do uso de vacinas, observadas as competências dos órgãos públicos responsáveis pelas ações de farmacovigilância. O CIFAVI é composto por representantes do Ministério da Saúde, Anvisa e Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz). 

  

Título da publicação

Versão/Ano

Manual de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação, Organização Mundial da Saúde

Revisão/2016

Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, Ministério da Saúde

4ª ed./2020

Nota Técnica GFARM nº 49/2020 - Orientação sobre monitoramento de eventos adversos pós-vacinais para clínicas privadas de vacinação

2020 

Portaria GM/MS nº 1.143, de 4 de junho de 2021 - Institui o CIFAVI

2021

Manuais, Informes técnicos e outros comunicados sobre vacinação

Notificações de EAPV 

O que notificar? 

Evento adverso pós-vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação, não possuindo necessariamente uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). 

Como notificar? 

Notificações de EAPV são recebidas pelo sistema de notificação e-SUS Notifica, do Ministério da Saúde, ou pelo sistema da Anvisa, o VigiMed.  

Cidadãos, detentores de registro de medicamentos ou de autorização temporária de uso emergencial, clínicas de vacinação privadas, núcleos de segurança do paciente e gerências de risco devem utilizar o VigiMed

Profissionais de saúde e serviços de saúde vinculados às secretarias de saúde devem utilizar preferencialmente o e-SUS Notifica.

Vacinação contra a Covid-19

Acompanhe medidas sanitárias decorrentes do monitoramento da segurança das vacinas contra Covid-19: 

Vacina

Status

Medidas sanitárias tomadas

Coronavac 

(Sinovac/Butantan) 

Autorização de uso emergencial 

Alteração de bula 

Inclusão sobre possível risco de Síndrome de Guillain-Barré 

Corminaty 

(Whyte/Pfizer) 

Registro 

Alterações de bula 

Inclusão de miocardite e a pericardite na seção de advertências e precauções 

Vacina recombinante 

(Astrazeneca/Fiocruz) 

Registro 

Alterações de bula 

Inclusão de possíveis ocorrências tromboembólicas com trombocitopenia  

Inclusão de contraindicação de uso para pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar  

Inclusão de possível risco de Síndrome de Guillain-Barré 

Vacina recombinante 

(Janssen) 

Autorização de uso emergencial 

Alterações de bula 

Inclusão de possíveis ocorrências tromboembólicas com trombocitopenia 

Inclusão de contraindicação de uso para pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar;  

Inclusão de possível risco de Síndrome de Guillain-Barré 

Inclusão de linfadenopatia, parestesia e hipoestesia, tinido, diarreia e vômitos 

 

Além da tomada de decisão por medidas sanitárias, a comunicação de riscos também é atividade essencial para a Farmacovigilância. Clique aqui e acesse os Comunicados Risco decorrentes do monitoramento.

Conheça documentos de referência sobre a vigilância de eventos adversos pós-vacinação para as vacinas contra a Covid-19: 

Título da Publicação

Ano

Ministério da Saúde e Anvisa – Protocolo de vigilância epidemiológica e sanitária de eventos adversos pós-vacinação. Estratégia de vacinação contra o vírus SARSCoV-2

2020

Anvisa – Plano de Monitoramento de Eventos Adversos de Medicamentos e Vacinas Pós-Autorização Autorização de Uso Emergencial: Diretrizes e Estratégias de Farmacovigilância para o enfrentamento da COVID-19

2021

Organização Mundial da Saúde – Manual de vigilância da segurança de vacinas contra Covid-19

2021

Fonte_ANVISA 

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Halloeew da Vacinação CZS

 


Mais de 11 mil pessoas estão com a segunda dose da vacina contra Covid-19 atrasada no município de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Na última quinta-feira (28), a cidade realizou o "Halloween da Vacinação" para incentivar a imunização.

A ação especial ocorreu das 16h às 21h, no Copacabana Shopping. Apesar da ação especial, a secretária de saúde de Cruzeiro do Sul, Valéria Lima, disse que a forte chuva que atingiu a cidade acabou atrapalhando a mobilização e somente 300 pessoas completaram o esquema vacinal com a 2ª dose do imunizante.

Com relação à primeira dose da vacina, somente duas pessoas foram imunizadas. Além disso, 10 idosos com mais de 60 anos receberam a dose de reforço. O reforço é permitido para idosos que tomaram a segunda dose há mais de seis meses. No caso dos imunossuprimidos, o prazo da última dose é de 28 dias.

Fonte_G1

sábado, 23 de outubro de 2021

Nova Diretória FORUM da Enfermagem


A nova coordenação do Fórum Nacional de Enfermagem, eleita para o biênio 2021-2023, tomou posse.

A cerimônia aconteceu por videoconferência, respeitando o distanciamento social na pandemia.

“Vamos continuar trabalhando juntos e construir pontes em prol da valorização da Enfermagem brasileira”, afirmou o representante do COFEN e até então coordenador do Fórum, Daniel Menezes de Souza, que deu boas-vindas à nova coordenadora-geral, Líbia Bellusci, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social - CNTSS.


Composição do Fórum Nacional da Enfermagem

Primeira Coordenação

Federação Nacional dos Enfermeiros - FNE

Primeira Secretaria

Conselho Federal de Enfermagem - COFEN

Segunda Secretaria

Associação Brasileira de Enfermagem - ABEN

Primeira Tesouraria

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde - CNTS

Segunda Tesouraria

Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - ANATEN

Secretaria de Assuntos Estudantis

Executiva Nacional dos Estudantes de Enfermagem - ENEEnF


Fonte_COFEN


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

COREN/AC Móvel, atendimento Outubro


O Conselho Regional de Enfermagem do Acre - COREN/AC, estará realizando atendimento aos profissionais no município de Cruzeiro do Sul nos dias 26 e 27 de Outubro/2021, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde - SINTESAC no município de Cruzeiro do Sul, localizado no bairro da Baixa das 08hs às 11hs e das 14hs às 17hs.

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Brasil quer erradicar sífilis congênita


O Brasil registrou 61.441 casos de sífilis em gestantes em 2020, com 22.065 casos de sífilis congênita. A doença matou 186 brasileirinhos, além de provocar abortos e sequelas ósseas e neurológicas. A detecção e tratamento na Atenção Básica foram debatidos, na abertura da Semana Nacional de Enfrentamento à sífilis e à sífilis congênita, promovida pelo Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico lançado no evento mostra certa estabilidade da sífilis na pandemia, mas o quadro é crítico.

Para o diretor de Atenção Básica, Antônio Braga Neto, “é uma vergonha” que a doença primeira infecção sexualmente transmissível – IST pandêmica, com tratamento eficaz e disponível pelo Sistema Único de Saúde – SUS, ainda precise ser pauta nacional.

Com a presença do secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiro, a abertura do evento reuniu representantes da Organização Panamericana de Saúde - OPAS/OMS, Conselho Estadual de Secretários de Saúde - CONASS e Conselho Municipal das Secretarias de Saúde - CONASEMS, na sede da OPAS/OMS, em Brasília.

O evento é transmitido ao vivo no site http://webinar.aids.gov.br/. Após a abertura, a programação prosseguiu com a apresentação a um público ampliado do Guia para certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV e/ou Sífilis, que busca reconhecer e incentivar políticas públicas eficazes para a erradicação.

Conselheiro Vencelau Pantoja participa de mesa sobre ações integradas para a implementação da certificação e selos de boas práticas, representando o Conselho Federal de Enfermagem – COFEN. Pantoja é o idealizador do projeto de dispensadores de camisinhas, hoje adotado nacionalmente pelo Ministério da Saúde.

A sífilis e o HIV/AIDS acometem pessoas de todas as idades e classes sociais, mas têm perfil epidemiológico similar, com novos casos concentrando-se sobretudo entre jovens (20-29 anos), grupos de baixa renda e escolaridade, sobretudo a população em situação de rua. Para o HIV, a meta é que 95% dos casos sejam detectados, 95% estejam em tratamento antirretroviral e 95% das pessoas em tratamento antirretroviral estejam com a carga viral suprimida.

Teste Rápido – Foram realizados 8,6 milhões de testes rápidos para a detecção da sífilis em 2020, segundo dados apresentados pela Ministério da Saúde. A difusão do teste rápido precisa ser acompanhada da ampliação do tratamento, que já alcança 89,9% das gestantes diagnosticadas (Sinan/MS). O tratamento imediato da gestante e seu parceiro, reduzir o risco de transmissão.

Utilizados para triagem, os testes são de fácil execução, não exigem infraestrutural laboratorial e ficam prontos em até 30 minutos. Parecer normativo do COFEN autoriza que sejam feitos também por profissionais de nível médio, sob supervisão de enfermeiro.

Enfermagem no combate à sífilis – “O COFEN é parceiro do Ministério da Saúde no enfrentamento da sífilis, com detecção e tratamento na Atenção Básica. O enfermeiro está apto a iniciar o tratamento na UBS, mediante detecção  em teste rápido. O encaminhamento para unidades de referência distantes representa uma barreira de acessibilidade, dificultando o tratamento, que, nos casos das gestantes, é de máxima urgência”, afirma o conselheiro federal Vencelau Pantoja.

Único medicamente comprovadamente capaz de atravessar a barreira placentária e prevenir a sífilis congênita, a penicilina benzatina  pode ser administrada Nas Unidades Básicas de Saúde, mediante prescrição médica ou de enfermeiro.


Fonte_COFEN

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

OMS libera vacinação ampla contra malária em regiões com alta transmissão


Em decisão histórica, a Organização Mundial de Saúde - OMS recomendou nesta quarta-feira (6) a vacinação ampla de crianças contra a malária para populações em regiões com altas taxas de transmissão, como a África Subsaariana.

A indicação foi feita depois da análise dos resultados de um programa piloto que ainda está em andamento em Gana, Quênia e Malaui. Ao todo, o estudo atingiu mais de 800 mil crianças desde 2019 e vai continuar em execução para avaliar o impacto da medida. Mais de 2 milhões de doses de um total de 10 milhões previstos no programa de testes já foram aplicadas.

A indicação da OMS é para aplicação da vacina “RTS,S/AS01” em um esquema de 4 doses em crianças a partir dos cinco meses: o objetivo é prevenir a doença e reduzir o impacto da malária entre os que forem contaminados.

De acordo com a OMS, a vacina é resultado de 30 anos de pesquisa e desenvolvimento da GSK com apoio de entidades e centros de pesquisa africanos. No estágio final das pesquisas, entre 2011 e 2015, os estudos tiveram financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

Medida histórica – “Este é um momento histórico. A tão aguardada vacina contra a malária para crianças é um avanço para a ciência, a saúde infantil e o controle da malária ”, disse o diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Além das ferramentas existentes para prevenir a malária, usar esta vacina pode salvar dezenas de milhares de vidas jovens a cada ano”, disse Tedros. Em seu comunicado, a organização destaca outras medidas que devem ser mantidas, como o uso de mosquiteiros com inseticidas.

A OMS avalia que a vacina teve “alto impacto” na vida real, com redução significativa (30%) nos casos de malária grave e mortal.

De acordo com a OMS, a malária é a principal causa de adoecimento e morte de crianças na África Subsaariana: mais de 260 mil crianças africanas com menos de cinco anos morrem de malária anualmente.

Próximos passos – A OMS afirma que, entre os próximos passos, está definir as fontes de custeio para financiar a distribuição da vacina. Além disso, espera-se a inclusão do imunizante como parte das estratégias nacionais de vacinação. Ainda segundo a entidade, o “programa piloto” da vacinação continuará nos 3 países para avaliar o valor agregado da 4ª dose da vacina e para medir o impacto de longo prazo nas mortes infantis.

Fonte_COFEN


Tudo mais caro!


Em agosto, mais uma vez, a inflação oficial do país veio acima do esperado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, medido pelo IBGE, acelerou para 9,68% no acumulado em 12 meses, levando a uma onda de revisões entre os economistas.

Nesta segunda-feira (13/9), o Boletim Focus do Banco Central, que colhe estimativas entre dezenas de consultorias e instituições financeiras, registrou a 23ª alta consecutiva da mediana das projeções para o IPCA no fim de 2021, que agora está em 8%.

O aumento generalizado de preços é um produto de diferentes causas, muitas delas combinadas. A BBC News Brasil explora algumas por meio da trajetória dos três elementos que mais têm empurrado a inflação para cima nos últimos meses: combustíveis, alimentos e energia elétrica.

O efeito cascata da gasolina

O preço médio da gasolina comum no país chegou a R$ 6 na semana até 11 de setembro, conforme os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O preço máximo, ainda de acordo com a base, passa de R$ 7 em alguns locais.

O preço dos combustíveis no Brasil segue o comportamento dos preços lá fora. Desde 2016, a Petrobras se orienta pelo Preço de Paridade Internacional (PPI), que leva em consideração a cotação do barril de petróleo e o câmbio. Assim, esses dois fatores explicam boa parte do aumento dos combustíveis nos últimos meses.

O preço do barril de petróleo vem em uma sequência de alta forte desde o início deste ano. De um lado, por conta da maior demanda, depois da abertura de muitos países que começaram a vacinar contra a covid. De outro, por conta da própria dinâmica da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep).

Ela concentra cerca de 40% da produção global da commodity e às vezes segura os estoques para valorizar o barril. Em julho, a organização comunicou que voltaria a ampliar gradativamente a oferta, dado o crescimento expressivo dos preços neste ano.

Como a cotação é feita na moeda americana, o dólar também tem impacto direto — e o real segue perdendo valor.

A questão do dólar é um capítulo à parte, que tem inclusive confundido os economistas nos últimos meses, como retratado recentemente pela BBC News Brasil.

De forma resumida, a forte desvalorização do real é reflexo de fatores externos, como a expectativa de crescimento dos Estados Unidos e de aumento dos juros no país, mas também da forte instabilidade interna que o Brasil atravessa.

Os conflitos do presidente Jair Bolsonaro com os demais poderes e a antecipação do debate sobre as eleições de 2022 têm contribuído para construir um ambiente de incerteza que afasta investidores, que preferem levar seus dólares para mercados mais seguros.

De volta aos combustíveis, o impacto do aumento vai bem além de quem precisa encher o tanque. O efeito cascata pressiona custos como o do transporte público e do frete, com reflexo sobre os preços de uma miríade de produtos.

Conta salgada também no supermercado

Inclusive nos preços dos alimentos, que também vêm numa trajetória de alta há meses.

Neste caso, mais uma vez o dólar influencia, e com um duplo efeito.

Como as commodities agrícolas — milho, açúcar, carne, café, trigo, laranja — são cotadas em dólar, sempre que ele sobe, o preço delas em real tende a subir também. Em paralelo, o dólar alto incentiva o produtor a exportar em vez de vender para o mercado interno. Isso reduz a oferta doméstica e também ajuda a empurrar os preços para cima.

Aos dois fatores se soma um outro que tem contribuído para diminuir a disponibilidade interna de alimentos: a seca histórica que afetou o Sudeste e o Centro-Oeste.

A falta de chuvas provocou quebra de safra em importantes regiões produtoras e afetou a cultura do café, da laranja, do milho, da soja, do açúcar, como explicou o gerente de consultoria Agro do Itaú BBA, Guilherme Bellotti.

O milho e a soja, por exemplo, têm uma espécie de efeito cadeia. Eles são matéria-prima para a ração usada na indústria de aves, suínos e bovinos — ou seja, também pressionam o preço das carnes.

O açúcar, por sua vez, é matéria-prima para a produção do etanol — que também é usado na composição da gasolina vendida nos postos.

Energia mais cara e mais escassa

Para além dos alimentos, a seca também ajuda a explicar o aumento da energia elétrica. Com a redução dos níveis dos reservatórios em hidrelétricas importantes neste ano, foi preciso acionar usinas termelétricas, movidas a gás natural, óleo diesel, biomassa e carvão, para compensar a redução da oferta pelas hidrelétricas e, mais recentemente, importar energia de vizinhos como Argentina e Uruguai.

A energia termelétrica não é apenas mais poluente, é também mais cara, daí a razão porque a conta de energia tem vindo com um adicional, a bandeira escassez hídrica, anunciada pelo governo no último dia 31 de agosto.

Até então, o maior valor previsto pelo sistema de bandeiras tarifárias era a bandeira vermelha patamar 2, que estava vigente. A bandeira escassez hídrica vai ser cobrada pelo menos até abril do próximo ano, adicionando R$ 14,20 às contas de luz a cada 100kW/h consumidos. O valor é cerca de 49% maior que o da bandeira vermelha patamar 2, que previa pagamento extra de R$ 9,49 a cada 100kW/h.

Em paralelo, a situação crítica dos reservatórios acendeu um debate sobre os riscos de apagão e de racionamento — e a demora do governo para reagir.

Desde maio, quando o cenário de restrição de chuvas começou a ficar mais claro, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, tem repetido que não existe possibilidade de apagões e racionamento no país. No fim de agosto, quando anunciou a bandeira mais cara, o governo lançou um programa para redução voluntária do consumo de energia.

Dias antes, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informara que, a partir de outubro, a geração seria insuficiente para fazer frente à demanda, sendo necessário aumentar o nível de importação e acionamento de térmicas para evitar apagões.

Mais inflação, menos crescimento

Ao contrário de outros ciclos inflacionários pelos quais o Brasil passou, este não é puxado por uma alta da demanda por parte dos brasileiros, mas por choques do lado da oferta — a seca, o dólar, o petróleo, etc.

De forma geral, os choques causam um aumento de preços temporário e se dissipam. Desta vez, contudo, eles têm sido persistentes e vêm contaminando outros preços, como observou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves. Em relatório enviado a clientes, ele avalia que a inflação, que até o início da pandemia vinha em uma trajetória benigna, “mudou de patamar”.

Como resultado, o Banco Central vem apertando cada vez mais os juros. A Selic mais alta eleva o custo do crédito e contribui para reduzir ainda mais a demanda e desacelerar a economia.

É por isso que, em paralelo às revisões das estimativas para a inflação, os economistas também estão revendo para baixo suas previsões para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2022. Entre as casas que reduziram as projeções nesta semana estão J.P.Morgan, de 1,5% para 0,9%; Itaú, de 1,5% para 0,5% e XP, de 1,7% para 1,3%.

Fonte_AC24hs

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Vamos entenda as diferenças entre coligações e federações partidárias

 


As coligações têm natureza eleitoral, são efêmeras e se extinguem após as eleições. Os partidos ainda podem se coligar para lançar candidatos nas eleições majoritárias: para prefeito, governador, senador e presidente da República.

Nas eleições proporcionais (vereador, deputado estadual, deputado distrital e deputado federal), não há possibilidade de coligação. Os partidos que quiserem se unir antes da eleição devem formar federações.

As federações têm natureza permanente — são formadas por partidos que têm afinidade programática e duram pelo menos os quatro anos do mandato. Se algum partido deixar a federação antes desse prazo, sofre punições, tais como a proibição de utilização dos recursos do Fundo Partidário pelo período remanescente.

Federações devem ter abrangência nacional, o que também as diferenciam do regime de coligações, que têm alcance estadual e podem variar de um estado para outro.

Nas próximas eleições, em outubro de 2022, as federações vão valer para as eleições de deputado estadual, distrital (do DF) e deputado federal.

Nas eleições municipais que acontecerem dois anos após a celebração das federações para eleições gerais, as mesmas devem ser levadas em conta no lançamento de candidaturas para vereador, já que essas eleições estarão dentro do prazo de validade das federações.

Fidelidade partidária

Federações são equiparadas a partidos políticos — elas podem, inclusive, celebrar coligações majoritárias com outros partidos políticos, mas não os partidos integrantes de forma isolada.

A lei prevê que todas as questões de fidelidade partidária que se aplicam a um partido se aplicam também à federação — o que significa que, se um parlamentar deixar um partido que integra uma federação, ele estará sujeito às regras de fidelidade partidária que se aplicam a um partido político qualquer.

Federações deverão ter um estatuto, assim como um partido político, que deverá disciplinar questões como fidelidade partidária ou à federação. Esse documento deverá prever eventuais punições a parlamentares que não seguirem a orientação da federação numa votação, por exemplo, lembrando que a expulsão de um parlamentar do partido não implica qualquer prejuízo para o mandato (mas apenas o desligamento voluntário e sem justa causa).

Proporcionalidade partidária

Como são equiparadas a partidos políticos, as federações funcionarão dentro das Casas legislativas por intermédio de uma bancada que, por sua vez, constitui suas lideranças de acordo com o estatuto do partido e com o regimento interno de cada Casa legislativa.

Cada federação deve ser entendida como se fosse um partido. Nesse sentido, para todos os efeitos de proporcionalidade partidária, como a distribuição das comissões, cada federação deverá ser tratada como uma bancada.

Detalhamento da nova lei

Como já previsto no ordenamento jurídico partidário-eleitoral brasileiro, o Tribunal Superior eleitoral (TSE) detém poder normativo e poderá regulamentar (via resolução) a lei recém-aprovada ou responder a consultas formuladas por autoridades federais sobre a interpretação correta de um ponto ou outro.

Além disso, uma revisão da legislação poderá ser feita pelo Congresso Nacional após o pleito de 2022, com validade para os pleitos seguintes, aperfeiçoando um ponto ou outro.

Afinidade ideológica

As coligações em eleições proporcionais, extintas pela Emenda Constitucional 97, de 2017, dificultavam para o eleitor aferir o alcance do seu voto. Ao votar em um candidato, por causa dos mecanismos de transferência de votos do sistema proporcional, poderia ajudar a eleger um outro candidato de outro partido que tinha perfil ideológico totalmente diferente daquele que tinha escolhido, já que as coligações podiam unir partidos ideologicamente diferentes.

Como as federações preveem uma união por todo o mandato, os partidos se unirão a outros com os quais tenham afinidade ideológica, reduzindo o risco de um eleitor ajudar a eleger um candidato de ideologia oposta à sua.

Fonte_Câmara dos Deputados

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

A terceira geração de vacinas no COVID/19

 


Como surge uma vacina?

Uma vacina na qual o corpo não entre em contato com o vírus, tampouco com seu vetor viral, mas o próprio organismo sintetize pequenas proteínas do capsídio do Sars-CoV-2 suficientes para ativar o sistema imunológico contra esse patógeno e deflagrar memória com uma eficácia estimada de cerca de 95% – isso tudo sem a chance mais remota de infecção por covid-19 (ainda para imunossuprimidos).

Essa é a base do desenvolvimento de vacinas de mRNA (RNA mensageiro) – ou terceira geração de vacinas, o que temos de mais inovador na imunologia hoje. Suas representantes em circulação são a BNT162b2 (Pfizer – BioNTech) e a mRNA-1273 (Moderna).

De certo tais premissas trouxeram desconfiança em grande parcela populacional. No entanto, apenas o conhecimento nos mune de discernimento razoável, e compreender o que as pesquisas mais atuais e robustas dizem acerca dos benefícios e danos colaterais da técnica em questão é pauta indispensável no contexto em voga de vacinação em massa.

Geração de vacinas: polêmico desenvolvimento e produção

O argumento de que o desenvolvimento desses imunizantes ocorreu em tempo recorde é absolutamente cabível em caso de descrença. Todavia, embora não existam vacinas de mRNA previamente aprovadas até o eclodir da pandemia de coronavírus, vacinas de igual mecanismo foram testadas em humanos para terapias oncológicas por quase uma década (a NCT01684241), e idem para doenças infecciosas por mais de 3 anos.

Foi em meio ao cenário conturbado de grande infecção por covid-19, contudo, que, em 8 meses de pesquisas, a candidata a vacina da Pfizer – BioNTech, seguida da Moderna, foram aprovadas pela Food and Drug Association (FDA) e, posteriormente, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil em 23 de fevereiro deste ano de 2021.

O acelerado desenvolvimento das vacinas se justifica devido à própria natureza da produção da vacina de mRNA e à toda bagagem de conhecimento prévio do campo da imunologia unida à genética.

Todo o necessário para a elaboração delas foi o conhecimento da sequência gênica do antígeno, neste caso, a proteína spike (S) do SARS-CoV-2. Após sua síntese in vitro, essas vacinas passaram por todas as etapas de revisão da FDA pelas quais todos os medicamentos passam até sua aprovação para comercialização.

O processo de revisão foi mais rápido do que em situações ordinárias por conta da urgência imposta pela pandemia atual. Nenhuma etapa foi omitida neste processo, no entanto.

Mecanismos de funcionamento e eficácia

A síntese do mRNA em laboratório é realizada mediante a enzima fago RNA polimerase e DNA molde. Todavia, o RNA exógeno é tido como um Padrão Molecular Associado a Patógeno (PAMP) reconhecido pelos Receptores Semelhantes a Toll (TLR3, TLR7 e TLR8) de nossas células da imunidade inata. Uma vez que isso ocorra, é desencadeada uma forte reação imunológica, caracterizada por inflamação importante, com grandes chances de evolução para sepse e morte.

Diante dessa situação, o mRNA utilizado na profilaxia sofre uma modificação de seus nucleosídeos – a uridina é substituída pela pseudouridina – o que é capaz de suprir a atividade imunoestimuladora do mRNA tornando-o seguro.

Além disso, por se tratar de uma molécula instável, o mRNA é envolto em uma cápsula de nanopartículas lipídicas, evitando que se degrade. As duas vacinas circulantes diferem-se em especial nas nanopartículas lipídicas empregadas como adjuvantes, porém a eficácia de ambas é muito similar e beiram os 93,7% em infeções no geral, sendo, ainda, 88,0% eficaz contra a nova variante delta.

Garantidos os dois fatores acima listados, o mRNA purificado e encapsulado em nanopartículas lipídicas (mRNA-LNPs) é capaz de induzir resposta imune, conduzir a troca de classe de imunoglobulina, garantir a maturação de afinidade e memória de células B de longo prazo. Assim, embora a durabilidade da proteção não seja definitivamente conhecida, doses de reforço podem ser administradas no futuro, se necessário, garantindo a imunização.

Efeitos adversos estudados até o momento

As informações a esse respeito ainda são nebulosas, estudos ainda estão em curso e muitos dos publicados até então são inconclusivos.

O que há de informação disponível aponta que, na vacina BNT162b2, os principais eventos adversos potenciais identificados incluíram um risco excessivo de linfadenopatia (78,4 eventos por 100.000 pessoas), infecção por herpes zoster (15,8 eventos), apendicite (5,0 eventos) e miocardite (2,7 eventos). Outro evento adverso relacionado à vacina que recentemente recebeu atenção na literatura médica é a paralisia de Bell.

Para contextualizar esses riscos, foi eleito um comparativo no qual estudou-se os dados de mais de 240.000 pessoas infectadas por SARS-CoV-2 para averiguar seus efeitos na incidência dos mesmos eventos adversos.

Nessa óptica, a infecção por SARS-CoV-2 não apresentou efeito significativo sobre a incidência de linfadenopatia, infecção por herpes zoster ou apendicite, contudo estimou-se um risco considerável de miocardite (11,0 eventos por 100.000 pessoas).

A infecção pelo vírus também parece aumentar expressivamente o risco de diversos eventos adversos para os quais a vacinação não aumentou a incidência, como em arritmia (166,1 eventos por 100.000 pessoas), lesão renal aguda (125,4 eventos ), embolia pulmonar (61,7 eventos), trombose venosa profunda (43,0 eventos), infarto do miocárdio (25,1 eventos), pericardite (10,0 eventos).

Alguns efeitos inesperados foram observados ainda. Aparentemente a vacina BNT162b2 pode proteger contra anemias e hemorragia intracraniana, possíveis complicações da infecção por SARS-CoV-2.

O risco em gestantes é considerado, porém carecendo, ainda, de estudos longitudinais a esse respeito, as pesquisas preliminares são inconclusivas, porém a recomendação é a suspensão da vacinação desse grupo com as vacinas de mRNA.

Afinal, elas têm potencial para interagir ou modificar o genoma humano?

Embora haja uma preocupação justa de que as vacinas de ácidos nucleicos que utilizam o DNA se integrem ao genoma da célula, utilizando o mRNA a probabilidade de que isso ocorra é praticamente nula. O mRNA das vacinas comporta-se como o mRNA de qualquer síntese proteica fisiológica. Sua tradução ocorre, portanto, no citoplasma celular (fora do núcleo – onde o material genético está alojado), logo essa interação entre mRNA das vacinas e genoma humano é especialmente inviável.

Conclusão

As vacinas com a tecnologia de mRNA são promissoras e seguras. Não demandam um grande tempo de desenvolvimento, sendo, portanto, de grande valia em contextos pandêmicos como o atual cenário de infecções por covid-19. Estudos estão em curso para  avaliar os seus eventos adversos em grande escala populacional, no entanto, nenhuma evidência sugere efeitos colaterais importantes que justifiquem a suspensão de sua aplicação – salvo na população gestante.

Fonte_SANAR

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Cofenplay serviços e informações para os profissionais da Enfermagem

 


Os Conselhos de Enfermagem lançarão, na segunda-feira (27/9), a multiplataforma digital Cofenplay by Cofen/Coren. De olho no futuro, a plataforma traz conteúdos educacionais, informação, entretenimento e serviços, reunindo, no mesmo ambiente, projetos e iniciativas do Cofen e Conselhos Regionais.

“Nosso objetivo é facilitar o acesso dos profissionais, que terão os serviços dos Conselhos de Enfermagem na palma da mão, além de disponibilizar conteúdos confiáveis ligados a Enfermagem e Saúde”, explica a presidente do Cofen, Betânia Santos.

Além de serviços, a plataforma reúne centenas de livros da área de Enfermagem e Saúde, jornais, revistas, vídeos, podcasts, audiolivros e muito mais. O CofenPlay prevê expansão, com acesso aos cursos do Programa Proficiência e do programa Pós TEC Enfermagem.

Projeto inédito no país, de iniciativa da Ascom/Cofen, o Cofenplay será lançando na abertura do 23º CBCENF e estará disponível por computador, tablet e celular, com acesso gratuito para todos os profissionais inscritos nos Corens.

Para fazer seu primeiro acesso, baixe o CofenPlay gratuitamente no seu celular ou acesse o site cofenplay.com.br. Digite seu CPF, confirme os dados e insira a senha enviada por sms ou e-mail. Depois, aproveite a plataforma.

Fonte_COFEN

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

COREN/MS recebe projeto CONATENF/COFEN

 


Nesta terça-feira (15), a Comissão Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - CONATENF/COFEN visitou a sede do Conselho Regional de Enfermagem do Mato Grosso do Sul - COREN/MS, em Campo Grande. Na ocasião, houve o debate sobre três eixos de trabalho que a Comissão atua: Científico, Ético e Administrativo. Também foi destacada a necessidade da aprovação da jornada de 30 horas semanais e o piso salarial dos profissionais de Enfermagem no estado.

Além da capacitação visando o conhecimento científico dos conselheiros, o cenário pandêmico atual foi um dos temas discutidos. O Coren-MS também apresentou um relatório das atividades exercidas. “Somos gratos pelas visitas do Cofen ao Mato Grosso do Sul. Esses encontros, além das auditorias realizadas periodicamente, são importantes para as nossas equipes”, disse o tesoureiro do Coren–MS, Cleberson Paião.

Durante a reunião, o secretário do Conatenf, Emmerson Cordeiro, agradeceu a parceria firmada entre Cofen e Coren-MS. “Além de uma equipe bem treinada, conseguimos atender 100% da fiscalização no Mato Grosso do Sul no último ano, devido a essa parceria”, afirmou.

O vereador da cidade de Maracaju (MS), Oséias Carvalho, que é profissional de Enfermagem, estava presente na reunião. “É unanimidade entre todos nós que a Enfermagem precisa de um piso salarial aprovado por lei, além da regulamentação das 30 horas semanais de trabalho. Por isso, construímos  um diálogo contínuo com o governador do estado”, comentou o vereador, que também reivindicou maior participação de profissionais da saúde no Congresso Nacional.

O coordenador da Comissão Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Conatenf/Cofen), Jefferson Caproni, também esteve presente na reunião.

Fonte_COFEN

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Saúde Mental dos profissionais de enfermagem afirmaram ter desenvolvido sofrimento durante a pandemia

 


O Coren-SP lançou nesta quinta-feira (9/9) a sondagem “Percepção do sofrimento mental dos profissionais de enfermagem em meio à pandemia da Covid-19”, que destaca que 62,1% dos profissionais de enfermagem afirmaram ter tido algum tipo de sofrimento mental durante a pandemia. Esse é um dos principais números mostrados pelo levantamento, que foram divulgados em primeira mão na edição desta quinta-feira (9/9) na coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo.

O Coren-SP ouviu 10.329 profissionais, entre enfermeiros, obstetrizes, técnicos e auxiliares de enfermagem, entre os dias 10 a 22 de agosto, por meio de uma questionário online. Dos profissionais respondentes, 87% são do sexo feminino, 55% atuam na rede pública de saúde e 46,6% atuam na rede privada.

Outros dados importantes revelados pelo levantamento mostram que entre os 62,1% que revelaram ter apresentado sofrimento mental desde o início da pandemia, e, dentre eles, 70,2% tiveram sintomas físicos como fraqueza, tonturas, dores em geral, problemas para respirar, dormência, formigamentos, dificuldade de concentração e esgotamento físico e/ou cansaço. Além disso, sintomas emocionais, como medos, sentimentos de culpa, pânico e esgotamento mental e/ou pensamentos ruins, surgiram em 64,5% das respostas.

Dentre os participantes da sondagem, 43,9% dos profissionais que afirmaram ter sofrimento mental desde o início da pandemia também responderam que os sintomas aumentaram com o decorrer do tempo. Além disso, 71,4% relacionaram o sofrimento mental à sobrecarga de trabalho, 39,4% relacionaram os sintomas à ausência de local adequado para descanso e 28,5% a agressões verbais.

Outro ponto importante revelado pelo levantamento foi o fato de 52,7% dos profissionais que revelaram ter tido sofrido mental não terem pedido ajudada. Dentre os que não pediram ajuda, 41,8% não o fizerem por medo de julgamento, mudança de setor ou demissão; 41,4% acharam que poderiam lidar com o sofrimento sem ajuda dos outros e 31% têm vergonha de falar desses problemas. 26,2% não sabiam a quem recorrer.

Dentre as principais conclusões, estão:

– A presença de níveis de ansiedade e/ou estresse relacionados à exaustão e distanciamento do trabalho podem vulnerabilizar o profissional de enfermagem quanto a transtornos mentais.

– Há a necessidade de intervenções imediatas de prevenção promoção e do bem-estar mental aos profissionais de enfermagem expostos à Covid-19, por se encontrarem na linha de frente, exigindo atenção especial.

– Quando há o enfrentamento e a implementação de habilidades como empatia, iniciativa e motivação, estudos apontam que podem ser como protetoras para a saúde mental.

O conselho também destaca algumas ações que estão sendo tomadas com a intenção de mitigar os problemas levantados:

– Fiscalização contínua das instituições de saúde, com foco no dimensionamento e nas condições adequadas para assistência.

– Continuidade do projeto Cuidando de Quem Cuida, de favorecimento ao autocuidado e à saúde mental, e que já contou com quase 6.000 inscritos nos últimos seis meses.

– Divulgação do edital de Reconhecimento de Experiências Exitosas em promoção da saúde mental da enfermagem.

– Fortalecimento das ações do Grupo de Trabalho de Saúde Mental.

Esta é a terceira sondagem que investiga questões de adoecimento mental dos profissionais de enfermagem feita pelo Coren-SP. As outras duas foram feitas em 2019, antes da pandemia e em abril de 2020, logo após o início da pandemia.

Download da sondagem

A apresentação da sondagem “Percepção do sofrimento mental dos profissionais de enfermagem em meio à pandemia da Covid-19”, com todos os dados, está disponível para download. Clique aqui para baixar o PDF.

Evento de lançamento

A sondagem “Percepção do sofrimento mental dos profissionais de enfermagem em meio à pandemia da Covid-19” será lançada oficialmente às 19h de hoje (9/9) na abertura da Jornada de Saúde Mental do Coren-SP – evento relacionado ao Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção ao suicídio e ao adoecimento mental. O evento será transmitido ao vivo.

Fonte_COREN/SP

COREN/ES recebe projeto CONATENF/COFEN

 


O Espírito Santo, nesta quarta-feira (9/9), o projeto da Comissão Nacional de Técnicos de Enfermagem - CONATENF/COFEN, Abrace a Enfermagem. O programa tem foco na valorização dos profissionais de enfermagem médio e técnico e reconhecimento dos seus exercícios frente a pandemia de Covid-19.

A edição 2021, é possuidora para aprimoramento dos conselheiros 4 eixos: ético, administrativo cientifico e político. O Abrace a apoiar os novos gestores que assumiram a responsabilidade de criar os conselhos ainda de Enfermagem, os pareceres, promoverem leis de enfermagem e apoiam os novos gestores do Código de Ética e Conselhos Regionais.

“É nesse diálogo fraterno, franco e construtivo que vamos empoderar a Enfermagem. Discordamos porque buscamos o melhor, convergimos porque sabemos que estamos do mesmo lado, trabalhando juntos”, disse o membro do Cofen Antônio José Coutinho.

Marcaram a presença no encontro dos membros da Conatenf Douglas Lírio, Christiane, Kelly e Joel, além dos conselheiros Sandra Cavati, Irineu Lauvers, Silvio Frias, Felipe Bahiense e Priscila Noaves.

Fonte_COFEN