sábado, 24 de janeiro de 2015

Dia Mundial do Hanseniano

A hanseníase (lepra, mal de Hansen) é uma doença infecciosa, de evolução crônica (lenta), que afeta nervos e pele, provocando danos severos. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento de pacientes, devido às deformidades que causava. Felizmente hoje isso já não existe mais, pois ela pode ser tratada e curada.
A hanseníase é uma patologia endêmica (específica de uma região) em certos países tropicais, particularmente na Ásia. O Brasil inclui-se entre os países de elevada prevalência, com uma média superior a um caso por mil habitantes.

Causas

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobactrrium leprae. A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germens eliminados pelo portador e que são inalados por outras pessoas, penetrando no organismo através da mucosa do nariz. Outra forma é o contato direto da pele com a ferida de doentes. É necessário, entretanto, que este contato seja íntimo e prolongado para que haja contaminação, daí a necessidade de examinar sempre os familiares de pacientes com hanseníase. Felizmente, a maioria dos pacientes que têm contato com a bactéria não manifesta a doença, pois são capazes de eliminá-la por meio de suas defesas imunológicas.

Sintomas

O tempo de incubação varia de dois a cinco anos. Um dos primeiros efeitos da lepra, devido ao acometimento dos nervos, é a perda da sensação térmica, definida como a incapacidade de diferenciação entre o quente e o frio no local afetado.
Outras manifestações dependem da resposta imune do paciente ao bacilo. Com o teste de Mitsuda é possível se classificar o tipo de defesa, formando formas clinicas como: hanseníase indeterminada (inicial), hanseníase tuberculoide (benigna e localizada), hanseníase borderline ou dimorfa (com manchas extensas) e hanseníase virchowiana ou lepromatosa (em que a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito).

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é clínico e laboratorial. Onde a lepra é endêmica e não se dispõe de recursos laboratoriais, o diagnóstico é feito somente pelos sintomas.
A biópsia realizada para identificar o bacilo pode ser feita nos lóbulos das orelhas e dos cotovelos. Também são úteis para o diagnóstico a biópsia dos nervos e a pesquisa do bacilo diretamente na linfa, líquido que circula no sistema linfático do paciente.

Tratamento

Procurar um médico aos primeiros sinais da doença é fundamental para a indicação do melhor tratamento para cada caso. Somente o médico poderá orientar o paciente em relação aos procedimentos adequados e ao uso de remédios.
A hanseníase tem cura. A terapêutica no Brasil é feita nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento.
A lepra é tratada com antibióticos, mas, como o tratamento é longo, apenas profissionais especialmente treinados para tal devem prescrever e acompanhar o tratamento. A hanseníase pode acarretar invalidez severa e/ou permanente se não for tratada a tempo. Para alguns pacientes o uso de próteses torna-se necessário, como também intervenções ortopédicas e calçados especiais.

Prevenção

Uma das formas de prevenção da hanseníase consiste no diagnóstico e tratamento precoces, para que os pacientes não transmitam a doença. Indivíduos que convivem com pacientes contaminados devem ter uma proteção mais específica e receber a vacina contra tuberculose (BCG). Ambientes lotados, condições ruins de higiene e desnutrição também favorecem a disseminação do bacilo.

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