sábado, 28 de novembro de 2015

Próximo CONATENF

A cerimônia de encerramento do IV Congresso Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - CONATEN emocionou o público nesta sexta-feira (27/11), em Salvador. Após três dias de intensas atividades, a palestra do enfermeiro Sérgio Luz convidou os congressistas a encontrarem formas de trazer leveza às suas vidas.
A palestra, marcada por atividades lúdicas e interativas, culminou com a entrega de uma árvore da Natal, decorada com palavras escritas pelos congressistas no início da atividade, descrevendo o que lhe trazia paz e um sorriso no rosto. A árvore foi recebida por Tonny Costa, presidente da ANATEN, entidade que organiza o congresso, patrocinado integralmente pelo COFEN.
Tonny Costa anunciou a sede do próximo CONATEN. Em 2016, Brasília receberá o maior encontro de profissionais de Saúde de nível médio do Brasil. Tonny anunciou, ainda, a formação da nova seção da ANATEN na Paraíba, ao lado do presidente do COREN/PB, Ronaldo Beserra.
Como um terço dos enfermeiros brasileiros, o presidente do COREN/PB iniciou sua trajetória na Enfermagem como profissional de nível médio. “Sou enfermeiro, presidente de COREN, mas não esqueço que também sou auxiliar e técnico de Enfermagem”, afirmou, lembrando da importância dos profissionais, que formam 80% das equipes.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Comissão Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - CONATENF

Os integrantes da Comissão Nacional de Técnicos e Auxiliares de Enfermagem – CONATENF, criada para aperfeiçoar a interlocução com os profissionais de nível médio junto à plenária do COFEN, participaram  de mesa redonda nesta quinta-feira (27/11), no IV Conaten. Amplo debate sobre a representatividade do nível médio seguiu-se à apresentação sobre o processo de criação e os primeiros trabalhos da CONATENF.
A formação da CONATENF, mais de quatro décadas após a criação do sistema COFEN/Conselhos Regionais, marca uma inclusão histórica do nível médio, que representam 80% da equipe de Enfermagem no Brasil. A comissão tem função consultiva e propositiva, podendo fazer uso da fala durante as reuniões de plenárias, instância deliberativa máxima do Cofen.
A articulação de demandas e mobilização  dos profissionais é outro trabalho realizado pela Conatenf, explicou Jairo Saraiva. “Nós conversamos diretamente com os profissionais que compareceram em massa à audiência pública de Porto Velho/RO, reivindicando a revisão das escalas contínuas de trabalho”, contou. O Cofen e o Coren-RO estão dando apoio jurídico e negocial às equipes de Enfermagem das unidades hospitalares privadas de Porto Velho, submetidas a regime de trabalho exaustivo, com risco para a segurança dos pacientes e profissionais.
Consulta Pública – Algumas das demandas apresentadas pelo público exigiriam mudança na lei de criação dos Conselhos de Enfermagem, explicaram os integrantes da Conatenf, que convidaram os profissionais de nível médio a participaram de consulta pública do Cofen sobre proposta de revisão na lei. Após as contribuições na consulta pública, a proposta será revista e, se aprovada pela plenária do Cofen, encaminhada ao Congresso Nacional.
“É a primeira vez que temos representação no Cofen. Se antes falávamos pelos corredores, entre nós, agora temos interlocução direta. É preciso questionar sim, sempre, mas também construir, conhecer o papel do conselho, dos sindicatos, das associações”, afirmou a técnica Aline Soares.
Conheça a composição da CONATENF:
Efetivos
  • Rosângela Fernandes Alves França (coordenadora)
  • Emerson Cordeiro Pacheco
  • Jefferson Erecy Santos
  • Dorly Fernanda Gonçalves
  • Paulo Murilo de Paiva
Suplentes
  • Geraldo Isidoro de Santana
  • Jairo Moraes Saraiva
  • Ademir dos Santos Pimentel Andrade
  • Adriano Araújo da Silva
  • José Antônio da Costa

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - ANATEN/ACRE

A abertura do IV Congresso Nacional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem - CONATEN, na noite de quinta-feira (26/11), em Salvador, destacou a necessidade de união dos profissionais para  fazer avançar políticas que beneficiem a Enfermagem e a Saúde Coletiva. Com mais de 500 inscritos, o congresso organizado pela ANATEN com patrocínio do COFEN é o maior evento dos profissionais de Saúde de nível médio.
“O objetivo deste congresso é proporcionar um momento de discussão não apenas em aspectos científicos, mas sociais e políticos. Por isto a importância desta mesa completa, com representantes das associações, sindicatos e dos Conselhos de Enfermagem”, afirmou o presidente da ANATEN, Tonny Costa. A mesa teve participação da ANATEN, do COFEN, COREN/BA,  MuNEAN, Sintefem, Sindate-BA,  SEEB.
Presente na mesa de abertura, a deputada enfermeira Rejane (PC do B – RJ) destacou o papel do presidente do COFEN, Manoel Neri, na organização da Enfermagem brasileira, buscando a união das categorias e das organizações profissionais para fazer avançar os temas que afetam a Enfermagem e a Saúde Coletiva.
“Quem alimenta lutas fratricidas pode servir ao próprio ego, mas nunca à Enfermagem. Não sejamos adversários de nós mesmos. Nossos adversários são outros, são aqueles que impedem avanços e promovem retrocessos nos direitos conquistados pelos trabalhadores, pelas mulheres, pelos negros, pelos indígenas. Quem acompanha a tramitação dos projetos de lei que estabelecem o Piso Salarial, a Jornada de Trabalho, sabe como vota a bancada BBB (da Bala, da Bíblia e do Boi), colocando o lucro empresarial acima dos interesses dos trabalhadores e do povo brasileiro”, afirmou o presidente do COFEN, Manoel Neri, sob aplausos.
A deputada enfermeira Rejane ressaltou os graves problemas na Saúde brasileira, o subfinanciamento e a entregue do SUS às organizações sociais, que atuam como empresas, intensificando a exploração dos profissionais. “A pesquisa Perfil da Enfermagem (COFEN/Fiocruz) mostra quem somos. Somos uma profissão majoritariamente de mulheres, negras e exploradas com salários aviltantes e difíceis condições de trabalho. É sob esta perspectiva que devemos nos organizar politicamente”, disse a deputada.
A abertura destacou, ainda, a necessidade de combater a banalização da formação em Enfermagem, com cursos de má qualidade, inclusive por Educação à Distância. Em agosto deste ano, o COFEN propôs projeto de lei que proíbe a formação por EaD em Enfermagem, apresentado na Câmara dos Deputados por Orlando Silva (PC do B – SP), e projeto de lei dispondo sobre condições dignas de descanso para profissionais de Enfermagem, apresentado pelo senador Valdir Raupp (PMDB – RR).
Representatividade do Nível Médio – Melhorar a interlocução com o nível médio é um dos objetivos da atual gestão do COFEN (2015-2017), que, em sua primeira plenária, criou a Comissão Nacional de Técnicos e Auxiliares de Enfermagem – CONATENF. Com função consultiva e propositiva, a comissão atua como representante dos profissionais de nível médio junto ao COFEN. Os integrantes da CONATENF participarão de mesa redonda.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Profisão, Cuidador..

O COFEN participou, nesta terça-feira (3/11), da audiência pública da Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei que regulamenta a profissão de cuidador de idosos. A audiência destacou a importância social da regulamentação, especialmente com o envelhecimento da população, e a necessidade de ajustar o projeto, delimitando as atribuições do profissional, tanto para evitar o choque com áreas já regulamentadas, como a Enfermagem e Nutrição, quanto para evitar que o acúmulo, indevido de tarefas do serviço doméstico.
O COFEN é favorável ao PL originalmente aprovado pelo Senado, sem o substitutivo da senadora Martha Suplicy, que amplia o escopo de atuação dos profissionais, incluindo unidades de Saúde. “A regulamentação é importante para assegurar direitos ao trabalhador e garantir parâmetros mínimos de assistência e de formação dos cuidadores. Entendemos, porém, que os cuidadores de idosos devem atuar em residências e nas instituições de longa permanência, sem invadir prerrogativas dos profissionais de Enfermagem”, afirma o presidente Manoel Neri.
Os conselheiros federais Luciano Silva e Nádia Ramalho representaram o Cofen na audiência, que contou ainda com participação do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN/RJ). “Não temos dúvidas quanto à importância da regulamentação, mas há pontos do PLS 284 que precisam ser modificados. A administração de medicamentos, prevista no projeto, já é atribuição do profissional de Enfermagem, que têm a habilidade e a formação necessárias, com carga teórica e prática”, explica o conselheiro Luciano.
“Outra questão grave diz respeito ao local de atuação. Nas unidades de Saúde, o cuidado não deve ser empírico, mas baseado em evidências científicas, exigindo um outro grau de formação”, afirmou. “Além disto, é preocupante o texto excessivamente genérico do projeto, que atribui aos cuidadores prerrogativas como a de realizar ‘outros procedimentos de Saúde’. ‘Outros procedimentos de Saúde’ podem ir desde neurocirurgia à troca de um curativo no dedo do pé”, ressaltou o conselheiro.
Risco de Fragmentação – Preocupação similar foi expressa pelo diretor do Departamento de Gestão e Regulação do Trabalho em Saúde, Ângelo D’Agostin, que representou o Ministério do Trabalho na mesa de audiências. D’Agostin ressaltou a importância social da regulamentação, mas alertou para o risco de fragmentar as profissões de Saúde, evidente na atual versão do PLS 284. “Quanto mais ampliarmos o âmbito de trabalho, maior a necessidade de especificar as atribuições”, afirmou.
Visão integral do cuidado – Mantidas as atuais tendências, em 2050 o Brasil terá uma população de 63 milhões de pessoas com mais de 60 anos, segundo projeções do IBGE. O número corresponde a 164 para cada 100 jovens, uma inversão do atual predomínio de adultos jovens na população brasileira. Para Ana Lúcia Santos, da Associação dos Cuidadores de Pessoa Idosa, da Saúde Mental e com Deficiência do Estado do Rio de Janeiro, “o diferencial da profissão e sua especificidade é o olhar diferenciado sobre as necessidades do idoso e a manutenção de sua autonomia”.
Fonte_COFEN

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