segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mini Curso de Primeiros Socorros - RCP

A Cooperativa dos Trabalhadores em Saúde no Vale do Juruá - CoopSaúdeJuruá, convida a todos os trabalhadores da Área da Saúde, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros, Comunidade Acadêmica e toda sociedade civil organizado a participar do 1° Mini Curso de RCP.
Várias são as vertentes que justificariam um projeto de desenvolvimento das competências de pessoas para dar suporte básico de vida à vitimas de trauma e males súbitos. A mais geral delas refere-se ao momento histórico que vivemos, ou seja, dentro de uma sociedade assim denominada do conhecimento; nesse sentido todos os conhecimentos são bem-vindos.

Períodos:
Ao longo de várias décadas, em uma luta sem fim, tentamos prolongar a vida.

A Reanimação Cardiopulmonar é o exemplo maior desta conquista.
O retorno da respiração e dos batimentos cardíacos após sua interrupção traz para ao ser humano uma satisfação inestimável.


 Conheça alguns resultados destas medidas, muitas vezes bem sucedidas, que prolongam a vida de muitas pessoas quando realizadas em tempo hábil e de maneira correta".
Você não pode perder, Curso de RCP, atualização da literatura, partindo do principio das teorias e as praticas das manobras realizadas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Força Nacional Acreana

Equipes da Força Nacional do Sistema Único da Saúde (FNSUS) estão atuando na frente de emergências do estado do Acre. Ao todo são 27 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais de Vigilância em Saúde fazendo trabalho de assistência, levantamento de possíveis doenças secundárias em virtude das enchentes e de danos à rede de Saúde Pública, além de apoio a coordenação do Estado. A atuação ocorre em cinco municípios: Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Xapuri, Brasiléia e Porto Acre.
O Ministério da Saúde também encaminhou duas toneladas e meia de medicamentos e insumos estratégicos que correspondem a 10 kits para assistência farmacêutica aos atingidos por desastres de origem natural. Cada kit de medicamentos e insumos estratégicos pode suprir a necessidade de até 500 pessoas desabrigadas e desalojadas, por um período de três meses.
A participação das equipes da FNSUS atende a uma solicitação do governo do estado do Acre. O estado está com nove municípios afetados pelas chuvas e conseqüente elevação do nível do rio Acre: Rio Branco, Manuel Urbano, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Porto Acre e Epitaciolândia – este último sem informações precisas sobre danos. Ao todo são 9.304 desabrigados e 57.185 desalojados.
“A Força Nacional do SUS está atuando de forma coordenada e decisiva, sempre que é convocada. Atendemos prontamente à solicitação do governo do Estado, entendo a urgência da população e as necessidades da Rede Pública local que também foi atingida pelas águas”, esclarece Adriano Massuda, secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde.
A FNSUS dá apoio às ações assistenciais imediatas que estão sendo implementadas pelos gestores locais. Os profissionais seguiram para o Acre no último domingo (19) e mais dois técnicos foram nesta quinta-feira (23) para apoiar as atividades de Vigilância em Saúde. Até o próximo domingo (26) mais duas equipes assistências estão embarcando para o Estado, totalizando sete equipes trabalhando.
Além de todo trabalho de assistência, orientação, monitoramento e orientação técnica, a FNSUS está enviando folhetos educativos para abrigos e população afetada por enchentes, busca ativa a pacientes em tratamento com hemodiálise, quimioterapia nas áreas inundadas e de Grávidas, levantamento de doses de vacinas e soros antiofídicos.
O trabalho da FNSUS reúne representantes das Secretarias de Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde - incluindo o Departamento de Saúde Ambiental e do Trabalhador - e Saúde Indígena. Uma das maiores preocupações do Ministério da Saúde é com a população vulnerável dentre eles indígenas e imigrantes haitianos.
Atualmente, sete aldeias estão inundadas (quatro parcialmente e três totalmente), com 94 indígenas desabrigados no município de Santa Rosa do Purus. As equipes do FNSUS estão percorrendo o Rio Purus visitando as aldeias realizando atendimento aos indígenas e ribeirinhos e identificando as maiores necessidades.
FNSUS – a Força Nacional do SUS foi criada ano passado para agir no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico que exijam uma resposta rápida e coordenada, apoio logístico e equipamentos adequados de saúde.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (22), da cerimônia de abertura da Campanha da Fraternidade de 2012, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste ano, a campnha tem como tema a “Fraternidade e Saúde Pública “e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”.
Padilha destacou a escolha do tema pela Igreja Católica, ressaltando que a reflexão do assunto durante a quaresma vai provocar o debate entre a sociedade.  “O SUS só é capaz de tomar passos concretos, que enfrente as desigualdades sociais do nosso país, quando o conjunto da sociedade brasileira abraça a ideia de uma saúde com acesso a todos”, ressaltou.
Durante o evento, o ministro citou os avanços na área da saúde pública, lembrando que o Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal público e gratuito. “O SUS é hoje a única porta aberta na urgência e emergência para 145 milhões de brasileiros, sendo que uma população bem maior é beneficiada com ações de vigilância sanitária”, ressaltou, destacando como exemplo as campanhas de vacinação, promovidas pelo Ministério da Saúde.
CAMPANHA - O texto da campanha da fraternidade enumera alguns desafios a serem enfrentados pelo sistema, especialmente com relação ao acesso – com a melhoria no atendimento – e o financiamento da saúde.  “São significativos as conquistas verificadas nas últimas décadas na área da saúde pública, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de doenças infecto-parasitárias e o tratamento da aids, que conta com um sistema elogiado internacionalmente”, observou o secretário Geral da CNBB, bispo Leonardo Ulrich Steiner. Ele explicou que, com a campanha da fraternidade a Igreja quer sensibilizar a todos (sociedade e autoridades) sobre os problemas que o setor ainda enfrenta.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Carnaval (Des)Necessário

Estamos próximos da época mais esperada do ano pelo povo brasileiro, época de festa e diversão, onde todos são iguais e brincam juntos, onde não há preconceito e que, sem dúvida, é época da maior festa do mundo, o Carnaval.
Blocos de rua e desfiles por toda à parte, a televisão só mostra a grande festa da "carne" que promove o Brasil pelo mundo inteiro. O Carnaval faz parte da vida do brasileiro, os pais levam seus filhos desde novinhos para a festa, já para irem aprendendo sobre a folia e assim entrarem na tradição.

Dizem que o Brasil começa a funcionar somente depois da Quarta-Feira de Cinzas, quando termina, na maioria do país, o Carnaval.
Imaginem o país sem esta festa tão importante, tanto para o seu povo quanto para a sua economia e governo, seria desastroso e um tempo triste para a nação. O povo não teria alguns dias do ano para sair da rotina e se divertir um pouco.

A economia ficaria estagnada, pois nesta época todos os setores se movimentam. Sem o Carnaval, os hospitais ficariam mais vazios, a polícia teria menos serviço, as estradas teriam menos carros para os acidentes e, pensem no tráfico de drogas, deixariam de ganhar muito dinheiro.
Sem a maior festa do planeta, onde os foliões ficam por horas e horas pulando e festejando, eles que, inclusive, conseguem ficar dias atrás de um trio elétrico, não conseguirão, posteriormente, refrescar os ânimos para esperarem algumas horas numa fila a fim de matricularem o filho na escola.

E andar alguns quilômetros em pé quando pegam o ônibus lotado, também seria muito para aqueles que não conseguiram pular o Carnaval. É triste ver os foliões pagando pesados impostos, um dinheiro que poderia ser muito bem usado para comprar um abadá, em vez de melhorar a saúde do país.
É uma tradição boa para o Brasil, visto que, por causa dos dias de festejos e invasão das ruas por blocos e desfiles, as pessoas se cansam. Cansam-se tanto que não conseguem sair em qualquer outra época do ano para fazerem badernas desnecessárias, relacionadas a coisas menos importantes, como corrupção e direitos básicos de qualquer cidadão. É uma festa que evita problemas para os cidadãos, principalmente com o governo.
O Carnaval é um movimento que mantém o povo na linha, do jeito que uma democracia honesta precisa. Pense nos gastos que o governo teria a mais para satisfazer o povo se não houvesse o Carnaval. Ele teria que gastar com inúmeras outras coisas como saúde, educação, segurança e muitas coisas necessárias.
Não há coisa mais importante do que uma tradição, ainda mais como a do Carnaval. Tradição é uma coisa que atravessa gerações, consequentemente, seus filhos colherão os frutos dessa tradição que está cada vez mais crescendo.
Não se esqueça disso, ensine não só para seu filho, mas para todas as pessoas as quais conhece que a coisa mais importante de tudo é o Carnaval. Desta maneira ajudará a criar uma sociedade mais serena, a qual saberá o seu lugar e aproveitará todas as coisas que um bom governo tem para oferecer. Um Brasil que todos almejam.
Fonte_ELBER LEOMIR SCHREIBER DE SÃO LEOPOLDO (RS)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Arrependimentos Terminais

Nada de desejos como pular de paraquedas ou visitar as pirâmides. Pessoas que estão prestes a morrer arrependem-se de ter trabalhado demais, de não ter encontrado tempo para os amigos ou de ter deixado de viver a vida que, de fato, sonhavam.
Pelo menos é o que retrata a enfermeira australiana Bronnie Ware, especializada em cuidados paliativos, no livro "The Top Five Regrets of the Dying" ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre).
Um texto sobre a obra, publicado no site do jornal "The Guardian", ficou entre os mais acessados na semana passada e repercutiu em vários países.
A maioria das histórias relatadas por Bronnie é de doentes terminais de câncer. Ela esteve ao lado deles nas últimas semanas que antecederam a morte.
A enfermeira diz que a lista de arrependimentos é grande, mas que preferiu se concentrar nos cinco mais comuns.
"As pessoas amadurecem muito quando precisam enfrentar a morte e experimentam uma série de emoções que inclui negação, medo, arrependimento e, em algum momento, aceitação." Segundo ela, todos os pacientes que tratou "encontraram paz antes de partir".
Mas nem sempre é assim, diz a médica Maria Goretti Maciel, uma das pioneiras em cuidados paliativos no Brasil.
"Na vida real, é muito menos hollywoodiano. As pessoas são como foram a vida toda. Não necessariamente se arrependem de coisas ou querem o perdão de alguém."
Goretti coordena a enfermaria de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Estadual. A unidade tem dez leitos para doentes incuráveis. Ali, o tratamento visa diminuir o sofrimento físico, psicológico e espiritual.
"Temos pacientes que negam a própria condição [de incurável] até o fim. Outros retomam conflitos antigos de família. Alguns conseguem resolver, outros, não. Não existe uma regra", explica a psicóloga Paula Coube, que atua na enfermaria.
Para Goretti, é um desafio identificar os conflitos e lidar com eles. "Temos que conter a nossa própria angústia e ouvir o que vem dos doentes. Às vezes, é menos complexo do que a gente imagina."
Quando a pessoa manifesta o desejo de resgatar histórias de vida mal resolvidas, a equipe se empenha em ajudá-la. "Já houve por aqui vários encontros de filhos legítimos e ilegítimos, de mulheres e de amantes."
Para a oncologista Dalva Matsumoto, que dirige a unidade de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Municipal, os brasileiros, em geral, têm mais dificuldade de encarar e aceitar a morte.
"Eles se agarram na esperança de milagre. Assim fica difícil aceitar a finitude e tirar prazer da vida que resta."

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Inclusão

Inscrições para seleção de  voluntários a Anjos da Enfermagem de Rondônia 2012. A seleção encerra dia 13 de fevereiro. Os candidatos podem se inscrever na Coordenação da Faculdade São Lucas em Porto Velho, nos horários das 16h às 17h e das 19h às 21h.
De acordo com Coordenadora Estadual do Núcleo Anjos da Enfermagem de RO, Lilian Samara, a seleção vai acontecer nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, durante o dia todo na Faculdade São Lucas, onde serão escolhidos 8 voluntários e 8 suplentes, que irão atuar no Programa Anjos da Enfermagem: Educação em Saúde Através do Lúdico, desenvolvido pelo Instituto Anjos da Enfermagem em parceria com o Coren-RO , COFEN e a Faculdade São Lucas, no período de um ano.
Poderão concorrer às vagas somente estudantes de enfermagem que comprovadamente preencham os seguintes requisitos: Maior de 18 anos; residir no município para o qual irá concorrer; estar devidamente matriculado na universidade parceira; ter disponibilidade de 10 horas semanais para se dedicar às atividades previstas pelo projeto e não estar participando de nenhum projeto de extensão.
Se você é estudante de enfermagem participe desta Seleção e seja um voluntário do bem, fazendo parte desse grande projeto social! Confira o edital na página www.coren-ro.org.br
Anjos da Enfermagem o que é?
O projeto Anjos da Enfermagem: educação e saúde através do lúdico faz parte dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Anjos da Enfermagem em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem e Conselhos Regionais de Enfermagem. O programa tem como missão, articular  ações que promovam o exercício da cidadania dos estudantes e profissionais de enfermagem, de todo território nacional, com a perspectiva de apoio a crianças com câncer e humanização da saúde.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Curso de Reanimação CardioPulmonar - RCP

A Cooperativa dos Trabalhadores em Saúde no Vale do Juruá - CoopSaúdeJuruá, convida a todos os trabalhadores da Área da Saúde, Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros, Comunidade Acadêmica e toda sociedade civil organizado a participar do 1° Mini Curso de RCP.
Períodos:
Dia 16 de Fevereiro das 18:30hs as 22:00hs, atualização para Técnicos de Enfermagem;
Dia 17 e 18 de Fevereiro das 18:30hs as 22:00hs, atualização para Enfermeiros e Acadêmicos.
Palestrante: Jose Arthur, Medico do Hospital Regional do Juruá e Operacional do SAMU.
Local: Auditório do Quartel da Policia Militar de Cruzeiro do Sul.
Ao longo de várias décadas, em uma luta sem fim, tentamos prolongar a vida.

A Reanimação Cardiopulmonar é o exemplo maior desta conquista. O retorno da respiração e dos batimentos cardíacos após sua interrupção traz para ao ser humano uma satisfação inestimável.

Conheça alguns resultados destas medidas, muitas vezes bem sucedidas, que prolongam a vida de muitas pessoas quando realizadas em tempo hábil e de maneira correta".
Você não pode perder, Curso de RCP, atualização da literatura, partindo do principio das teorias e as praticas das manobras realizadas.



Informações:
Enfermeira Alcione no setor da AIAH do Hospital do Juruá;
Enfermeiro Cleiton no PS do Hospital do Juruá;
Técnica de Enfermagem Djanira na Sala de Medicação do Hospital do Juruá.
joelacre@hotmail.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Campanha Carnaval 2012

No ano passado, para cada 16 homossexuais de 15 a 24 anos vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10
Os jovens gays, de 15 a 24 anos, são o principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval deste ano. A ação dá prosseguimento ao tema lançado no Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro. De 1998 a 2010, o percentual de casos na população heterossexual de 15 a 24 anos caiu 20,1%. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de 10,1%, conforme último boletim divulgado.
“Embora as atividades de prevenção ocorram durante todo o ano, em um processo contínuo, o momento da campanha do carnaval é importante. Vamos chamar a atenção para a saúde em situações e momentos específicos nessa grande festa que é o carnaval brasileiro”, ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A campanha, que será lançada nesta quinta-feira, também traz materiais para o público geral e uma chamada inédita para travestis.
O conceito da campanha será: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”. Ela será veiculada em dois momentos: a partir do dia 2, antecipando o carnaval com alertas para o uso responsável do preservativo e, no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste.
“A grande novidade do carnaval deste ano é um pôster dirigido às travestis. É primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval” ressalta Dirceu Greco, Diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual.
Os filmes a serem transmitidos pela TV e internet apresentam situações em que os públicos-alvos da campanha: homens gays jovens e um casal heterossexual encontram-se prestes a ter relações sexuais sem camisinha. Em ambos os filmes, surgem personagens fantasiosos – uma fadinha, no caso do filme do casal gay, e um siri, no casal heterossexual – com uma camisinha. Ao final, em ambos os vídeos é apresentada a mensagem: “Na empolgação rola de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua.” Para ver as peças da campanha, acesse o link aids.gov.br/campanhas/2012/carnaval
TEMA -A campanha de carnaval deste ano dá prosseguimento à Campanha do 1º de Dezembro Dia Mundial de Luta contra a Aids, quando os jovens gays de 15 a 24 anos foram indicados como público prioritário. O Boletim Epidemiológico DST/Aids divulgado em dezembro do ano passado mostra que a epidemia tem crescido nessa população nos últimos anos. De 1998 a 2010, o percentual de casos na população heterossexual de 15 a 24 anos caiu 20,1%. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de 10,1%. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.
Na população geral de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia.
AÇÕES REGIONAIS– Em paralelo à campanha de mídia nacional, uma série de ações de mobilização e testagem serão realizadas em oito cidades tradicionais: Salvador/BA, Olinda/PE, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Florianópolis/SC, Belo Horizonte/MG e Diamantina/MG. Nas cidades de Olinda, Recife e Salvador, postos do Fique Sabendo irão oferecer testagem para a população em pontos estratégicos da festa. Em São Paulo, a mobilização de incentivo à testagem acontecerá antes e após o carnaval.
PRÊMIO CAZUZA – No mesmo evento, serão entregues os prêmios aos primeiros colocados no 1º Prêmio Cazuza de Vídeo. Promovido pela Sociedade Viva Cazuza em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), o concurso teve como objetivo fazer com que a prevenção do HIV/Aids fosse pensada e discutida por jovens, buscando uma linguagem que atingisse de maneira eficiente esse público.
Os três melhores vídeos, escolhidos por um júri composto por pessoas reconhecidas na área, ficarão disponíveis nas redes sociais da Viva Cazuza e dos parceiros, com intuito de dar maior visibilidade aos vencedores. O vídeo vencedor será veiculado em canal de TV na campanha do carnaval 2012.
Os vídeos selecionados serão utilizados na campanha de prevenção ao vírus HIV do Carnaval 2012, promovida pela Viva Cazuza em parceria com a UNAIDS e com o Departamento de HIV/AIDS do Ministério da Saúde, e devem guardar relação com o tema prevenção do HIV/Aids, buscando difundir informações sobre os meios de prevenção e estimular o uso de preservativos durante o carnaval. Os três vencedores ganham um notebook cada, além da divulgação dos trabalhos no site da Viva Cazuza e dos parceiros.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Morte por Malária no Mundo

A malária mata mais de 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo anualmente, quase o dobro do que se pensava anteriormente.

Os dados, publicados na revista médica "The Lancet", questiona contagens anteriores da doença que é transmitida por um mosquito.

Estudos do passado subestimaram as mortes porque assumiram erroneamente que a malária matava basicamente bebês e concentraram as pesquisas em crianças com menos de cinco anos, explica o Instituto para Avaliação e Métrica da Saúde (IHME na sigla em inglês), dos Estados Unidos, responsável pelo número atual.

Segundo o instituto, 42% das mortes são de crianças com idade acima dos cinco anos e adultos.

O número mais elevado de vítimas indica a necessidade de se aumentar os investimentos aplicados no combate da malária.

"Você aprende na faculdade de Medicina que as pessoas expostas à malária na infância desenvolvem imunidade e raramente morrem de malária quando adultos", disse Christopher Murray, que liderou o estudo como diretor do IHME. 

"Descobrimos em registros hospitalares, em certidões de óbito, em pesquisas e em outras fontes que esse não é o caso."

Para o trabalho, um banco de registros mapeou a malária entre 1980 e 2020. Nesse período, mais de 78 mil crianças entre 5 e 14 anos e mais de 445 mil pessoas com 15 anos ou mais morreram de malária em 2010.

Isso significa que mais do que quatro em 10 entre todas as mortes por malária foram de pessoas com mais de cinco anos.

No total, o número de mortes por malária no mundo subiu de 995 mil em 1980 
para chegar a um pico de 1,8 milhão em 2004, e depois cair de novo para 1,2 milhão em 2010.

O mais recente relatório global da OMS (Organização Mundial da Saúde) dizia que o número estimado de mortes por malária havia caído para 655 mil em 2010, quase a metade do número do estudo do IHME.

A malária é endêmica em mais de cem países no mundo, mas pode ser prevenida pelo uso de redes de proteção nas camas e pulverizações em áreas internas para afastar o mosquito que transmite a doença.

Fonte_Folha

Plantas contra Tuberculose

A tuberculose figura no rol das chamadas doenças negligenciadas, ainda que um terço da população mundial esteja infectada pelo bacilo de Koch, seu agente causador, e que a doença mate quase 2 milhões de pessoas anualmente.
Após mais de 50 anos sem o surgimento de novas drogas contra a tuberculose, uma substância extraída do óleo da copaíba (Copaifera sp), planta originária da Amazônia, poderá vir a ser a base de um fitomedicamento a ser usado no tratamento da doença.
O princípio ativo, identificado e isolado, mostrou ser eficaz e apresentou atividade antibacteriana em testes in vitro – feitos em macrófagos (células que fagocitam elementos estranhos ao corpo) infectados – e in vivo, em camundongos.
O estudo, conduzido pela equipe de Maria das Graças Henriques, do Laboratório de Farmacologia Aplicada do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz, encontra-se na etapa chamada de toxicologia aguda. O trabalho é feito em parceria com pesquisadores do Departamento de Farmácia da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto.
Reconhecida como planta medicinal, a copaíba começou a ser pesquisada por sua ação anti-inflamatória. “Isolamos um dos princípios presentes e vimos que ele tinha atividade contra a tuberculose. Fizemos isso por curiosidade, uma vez que estávamos pensando no processo inflamatório da tuberculose”, contou a pesquisadora.
A partir daí, o grupo passou a investigar se a substância mataria a bactéria causadora da doença. “Vimos que sim”, contou Maria das Graças. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores administraram doses por via oral da substância em camundongos e coletaram o material do pulmão dos animais para então fazer um teste bacteriológico.
A equipe pretende, até o fim de 2010, finalizar o dossiê pré-clinico e, então, pedir autorização para começar os testes em humanos, divididos em fase 1 (em torno de 20 voluntários sadios), fase 2 (pacientes geralmente adultos jovens) e fase 3 (testes em centros médicos).
O problema é a resistência existente em relação a fitoterápicos no tratamento da tuberculose. “Tem de haver um controle rígido da matéria-prima. Pode haver mudança na quantidade de matéria-prima presente em cada planta. Muitas vezes, a quantidade da substância que encontramos em uma planta de uma determinada região não é a mesma que encontramos em outra região. As condições climáticas e do ambiente influem e por isso nem se pensa em fitoterápicos para tratamento da tuberculose”, explicou a pesquisadora.
Ela lembra que medicamentos para a tuberculose têm que ser baratos, já que a doença atinge principalmente a população de baixa renda. No Brasil, o controle é feito pelo governo federal, que distribui medicamentos gratuitamente pela rede pública.
A saída para driblar os obstáculos e tornar o medicamento economicamente viável seria encontrar uma maneira de isolar a substância ativa ou de sintetizá-la. “Fitomedicamentos são usados para o câncer, por exemplo, mas são caros. Para a tuberculose, a situação tem que ser diferente, mesmo porque até os testes clínicos são mais difíceis de serem feitos no caso dessa doença, já que temos que rastrear o paciente por meses”, disse Maria das Graças.
“Financiar a parte clínica exige alto investimento, infraestrutura e grande conhecimento técnico”, ressaltou. Por estar um pouco mais adiantada em termos de viabilidade, uma outra substância vem sendo pesquisada por sua equipe, também visando ao tratamento da tuberculose: a chalmugra.
Utilizada na primeira metade do século 20 contra a hanseníase – doença provocada por bactérias da mesma família do bacilo de Koch – a chalmugra, planta da Mata Atlântica, apresentou atividade antibacteriana promissora nos testes realizados.
“Começamos a trabalhar com a chalmugra (Carpotroche brasiliensis) em um resgate histórico e confirmamos sua ação antibacteriana”, disse a bióloga Fátima Vergara, integrante da equipe responsável pelos estudos.
Fonte_Agência FAPESP_Blog da Enfermagem

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