quinta-feira, 31 de maio de 2012

Manifestação pela NÃO Aprovação....

Representantes de Conselhos Federais de Saúde realizaram nesta quarta-feira (30) uma manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF, para pedir a rejeição do Projeto de Lei 268/2002, conhecido como PL do Ato Médico, que tramita há 10 anos no Congresso. Usando camisas pretas, estudantes e profissionais de 12 áreas de saúde pediram mudança no projeto de lei.

O Vice-Presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Dr. Osvaldo Albuquerque Sousa Filho, ressaltou que a regulamentação da medicina não pode ocorrer em detrimento das atividades das outras profissões da área da saúde, resultando em uma hierarquia profissional maléfica para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Estiveram presentes também no evento os Conselheiros Federais Antonio Marcos Freire Gomes, Maria do Rozário de Fátima Borges Sampaio, Ivete Santos Barreto e Amaury Angelo Gonzaga e o representante do Cofen Manoel Carlos Neri da Silva.

O objetivo da mobilização é reivindicar os direitos dos profissionais da saúde pela não aprovação do PL nº 268/2002, que trata da regulamentação do exercício da medicina e, com o texto atual, priva as profissões da saúde do livre exercício de suas atividades.
O problema central que faz os profissionais da saúde estar unidos pela não aprovação do PL é que o projeto ainda traz em seu conteúdo os pontos que ferem a possibilidade de atendimento integral ao cidadão, conforme preconizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A Frente dos Conselhos Profissionais da Área da Saúde (FCPAS) é composta pelos Conselhos Federais de Enfermagem (Cofen), Psicologia (CFP), Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), Biomedicina (CFBM), Biologia (CFBio), Farmácia (CFF), Fonoaudiologia (CFFa), Óptica e Optometria (CBOO) e Assistência Social (CFESS).

Saiba mais:

O projeto tramita no Congresso há 10 anos sem ter alcançado consenso, dado aos graves problemas presentes na proposta. Entre eles, o artigo 4º, que determina serem atividades privativas do médico o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica. Ou seja, diz que só os médicos podem diagnosticar uma doença e decidir sobre o tratamento.
 
O PL encontra-se na Comissão de Educação do Senado e ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Sociais, antes de ir ao plenário.Durante a mobilização será oferecido atendimento gratuito à população, como acupuntura, quiropraxia, teste respiratório, aferição de pressão e glicemia, orientação vocal, avaliação de visão e adaptações das atividades da vida diária.

Para maiores informações acesse ou click no site www.atomediconao.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fique de Olho!

Foi realizado a Oficina de Trabalho, nos dias 23 e 25 de maio na ENSP/FIOCRUZ, Rio de Janeiro, e contou com a presença de representantes da FIOCRUZ, do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, da Associação Brasileira de Enfermagem - ABEN e da Federação Nacional dos Enfermeiros - FNE, além de representantes de todos os CORENs do país, que passam, a partir de agora, a atuar como Coordenadores Estaduais da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil.
Em breve, estarão disponibilizados, no site da pesquisa, os nomes e contatos do seu Coordenador Estadual.
Fique de Olho!
Para mais informações click nos links abaixo:

Quem Somos!

Já está no ar o site da pesquisa que irá caracterizar o perfil de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem em todo o país, desenvolvida a partir da parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP/Fiocruz, a Federação Nacional dos Enfermeiros - FNE, a Associação Brasileira de Enfermagem - ABEN e o Conselho Federal de Enfermagem - COFEN. O lançamento acontece às vésperas do Dia da Enfermagem (12/5) e possibilitará aos 60 mil profissionais participantes o preenchimento do questionário pela internet. A pesquisa foi lançada em Rondônia e os coordenadores estaduais e regionais do inquérito estarão reunidos na ENSP nos dias 23 e 24 de maio para uma oficina de capacitação.
Na ENSP, a pesquisa é desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde - Nerhus/ENSP e é coordenada pela pesquisadora Maria Helena Machado. O trabalho pretende conhecer a realidade e o perfil dos profissionais que atuam no campo da saúde e levantar dados sobre aspectos sociais, formação profissional, mercado de trabalho, além do nível de satisfação no trabalho – importantes ferramentas para a gestão da saúde. O projeto foi lançado em Rondônia, como forma de homenagear o doutor Manoel Néri por sua atuação no Conselho Federal de Enfermagem.
A oficina, de acordo com a coordenadora adjunta da pesquisa, Ana Luiza Stiebler, possibilitará o treinamento dos coordenadores estaduais e regionais sobre questionário, além de uma apresentação sobre as peculiaridades e situações de trabalho de cada região. “A oficina é uma fase importante de apresentação do questionário e conhecimento das realidades locais. Os coordenadores vão supervisionar as respostas em cada estado e ficarão responsáveis por fazer um ranking semanal das amostras. Além disso, cada região do país tem uma determinada característica e será importante montar estratégias para alcançar os participantes”.
Grupos de trabalho aprofundam temas da enfermagem
A coordenação do projeto também criou sete grupos de trabalho para discussão dos temas. São eles: Conformação da Profissão da Enfermagem; Regulação do Trabalho em Saúde; Formação e Educação Profissional; Mercado de Trabalho e a Enfermagem; Migração, Mercosul e Integração Regional; Promoção da Saúde do Trabalhador da Enfermagem; e Organizações Corporativas e Enfermagem nas Grandes Instituições Empregadoras.
Sobre o questionário em si, a coordenadora Maria Helena destaca que irá contemplar aspectos como faixa etária dos enfermeiros, qualidade da formação, cor, situação econômica e alguns fatores em transição na profissão. “A enfermagem é uma profissão majoritariamente feminina, mas isso vem mudando nos últimos anos com a masculinização da profissão, e o questionário nos dará essa avaliação. Outro aspecto discutido é em relação à família desses profissionais: por exemplo, enfermeiros reproduzem enfermeiros? Sabemos que isso ocorre na medicina, mas também funciona na enfermagem?”, questionou.
O site da pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil pode ser acessado no endereço http://www.ensp.fiocruz.br/perfildaenfermagem/.
No site é possível conhecer outras pesquisas sobre o tema, acessar links de interesse e entrar em contato com os coordenadores da pesquisa.
Em breve o questionário estará disponível para preenchimento online.

Na Luta pela Aprovação....

Foi realizado juntamente com todos os profissionais e estudantes de enfermagem do municipio de Rio Branco, sociedade civil roganizada e cidades adjacentes, uma Marcha de Branco no dia 17 de maio as 08:00h.
O evento teve como ponto de encontro o Hospital de Urgências e Emergências de Rio Branco - UERB e foi como objetivo a reivindicação aos nosso deputados, senadores e governador a aprovação do piso salarial da enfermagem e a aprovação da jornada de trabalho de enfermagem de 30 horas semanais.
O ponto final da marcha foi a Assembléia Legislativa do Acre - ALEAC aonde ocorreu uma audiência pública.
Na ocasião, foi entregue a todos os deputados estaduais do Acre a minuta do Projeto de Lei Estadual que estabelece uma jornada de trabalho semanal de 30 horas para a enfermagem acreana.
 
 
 
 
Coordenador
Jebson Medeiros
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Relatório 30 horas


Nesta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde apresentou um estudo de impacto quantitativo e financeiro da aprovação do PL 2295/2000, que reduz a jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem para 30 horas semanais, tanto para o setor público quanto para o setor privado. O estudo, baseado em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), revelou um impacto total de R$ 331 milhões, sendo R$ 195 milhões no setor privado e R$ 136 milhões no setor público. Se forem considerados os encargos trabalhistas, o impacto total poderia chegar a R$ 609 milhões. A proposta, no entanto, considera uma redução gradativa da jornada de trabalho, durante o período de três anos.

A apresentação dos dados ocorreu durante a reunião do grupo de trabalho composto por representantes do Ministério da Saúde, Setor Privado, CONASS, CONASEMS, COFEN, ABEn, CNTS e FNE. Durante o encontro, os representantes da iniciativa privada argumentaram que o impacto total seria de R$ 5,7 bilhões e contestaram os dados levantados pelo governo.
“Na reunião ficou claro que o impacto econômico, tanto no setor público quanto privado, é totalmente compatível com os gastos com Saúde. A Nota Técnica do Ministério será nossa maior ferramenta para viabilizarmos a aprovação das 30 horas”, afirmou o Conselheiro Federal, Antonio Marcos Freire.

Durante o encontro, ficou acordado que os representantes das organizações poderão encaminhar seus estudos para servir de subsídio final à elaboração da Nota Técnica pelo Ministério da Saúde. O próximo encontro ocorrerá dia 25 de junho. "Até a próxima reunião, faremos levantamentos em todos os estados e municípios para mostrar que muitos já implantaram as 30 Horas e que a aprovação do projeto é extremamente necessária para a qualidade de vida dos trabalhadores de Enfermagem", afirmou a Presidente do Cofen, Marcia Krempel.
 
Com os resultados da reunião, o Plenário do Conselho Federal de Enfermagem comemorou as informações. "A expectativa é que aprovemos o PL das 30 Horas ainda este ano”, afirmou Manoel Neri, representante do Cofen.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mudando Habitos

Governos de todo o mundo vêm travando uma luta contra uma série de inimigos bastante sedutores. Eles são deliciosos, quase irresistíveis, envoltos normalmente em embalagens coloridas e, muitas vezes, bem acessíveis economicamente. Esse grupo de vilões que se instala nas casas de famílias de todas as classes sociais são os alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio, os principais causadores da obesidade, problema que já atinge 300 milhões de pessoas no planeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisadores da renomada Universidade de Oxford, no Reino Unido, defendem uma medida drástica para ajudar a controlar o consumo desses produtos: aplicar altas taxas de impostos sobre os alimentos que fazem mal à saúde.
Segundo o pesquisador britânico Oliver Mytton, um dos autores do artigo que será publicado na edição de hoje do periódico científico British Medical Journal (BMJ), os produtos que vão contra a saúde, como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, muitas vezes são mais baratos que os saudáveis, e essa distorção precisa ser corrigida.
“A evidência mostra cada vez mais impostos sobre alimentos insalubres. Quando são aplicados da maneira correta (os impostos), podem melhorar a dieta das pessoas”, conta o pesquisador, que lembra que a Dinamarca está prestes a adotar uma ação do tipo. “Eu acho que o imposto dinamarquês sobre a gordura vai ter algum efeito na redução do consumo de alimentos ricos em gordura saturada — vamos esperar para ver o que acontecerá lá”, afirma.
Apesar de a proposta defendida pelo grupo de qual faz parte ter sido apelidada de imposto da gordura, o pesquisador alerta que a medida, para ser eficaz, precisa abarcar mais produtos. “Muitas vezes, não é a gordura que deve ser tributada, mas um conjunto mais amplo de itens alimentares”, conta Mytton, que incluiria também na lista alimentos ricos em sal e em açúcar.
“Não se trata apenas de combater a obesidade, mas uma série de outras doenças que também são causadas pela dieta desequilibrada, desde o câncer a doenças cardíacas”, completa o britânico.
Queda nas vendas
Uma série de pesquisas ao redor do mundo vem mostrando que provocar um aumento nos preços de alimentos maléficos à saúde é uma forma eficaz de diminuir o consumo deles. Um estudo-piloto realizado em uma cantina escolar nos Estados Unidos apontou que, ao aplicar um imposto de 35% sobre bebidas ricas em açúcar, aumentando o valor em US$ 0,45, houve uma diminuição de 26% na venda.
Pesquisas de opinião feitas nos EUA afirmam que, entre 37% e 72% da população do país, recordista absoluto em casos de obesidade, apoia as sobretaxas como forma de promoção da saúde, além de incentivo ao consumo de alimentos benéficos ao organismo.
Estudos de projeção matemática também norte-americanos mostraram que o impacto na saúde pública do aumento forçado dos preços das bebidas pode ser ainda mais amplo. Pesquisadores estimam que pelo menos por lá 20% a mais nos impostos das bebidas açucaradas poderiam diminuir em 3,5% o número de casos de obesidade.
No Reino Unido, um estudo semelhante mostrou que 17,5% a mais no IVA — imposto aplicado às mercadorias comercializadas — de alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio podem resultar em até 2,7 mil mortes cardíacas a menos por ano.
Apesar das aparentes vantagens, especialistas internacionais alertam que essa conta não é tão simples de fechar. “A ação poderia ter um efeito positivo, mas sabemos que as pessoas podem simplesmente mudar para gorduras mais baratas”, opina a especialista internacional em políticas de alimentação e saúde pública Corinna Hawkes, da City University, em Londres, no Reino Unido. Ela acredita que a promoção da adoção de hábitos de alimentação saudáveis combinada à prática de exercícios pode ter resultados mais garantidos e duradouros.
Para ela, o grande problema ao serem adotadas tais políticas é a ainda ausente visão dos governos de que a obesidade é uma questão realmente séria, como a violência e a falta de acesso à educação. “O problema da obesidade não foi reconhecido pelo que realmente é: uma questão de má gestão econômica”, afirma a especialista britânica. “Apenas quando for reconhecido como tal é que os governos estarão dispostos a agir”, completa Hawkes.
Mudança de hábito
Uma ação inversa à taxação dos alimentos não saudáveis, ou seja, a promoção econômica daqueles que fazem bem para a saúde, também é apontada como uma possível peça no gigante quebra-cabeça da luta contra a epidemia mundial da obesidade, garante a especialista.
“Precisamos mudar o relacionamento das pessoas com as frutas e as verduras. Precisamos alterar de sobremaneira a disponibilidade, a qualidade, a acessibilidade financeira e a aceitabilidade — particularmente em relação ao gosto — desses alimentos”, enumera Corinna Hawkes. “A melhor maneira de fazer isso seria mudar a forma como frutas e verduras são fornecidas — mais frescas, vindas diretamente dos agricultores e de maneira mais conveniente para as pessoas.”
Segundo dados do IBGE, há cerca de 17 milhões de obesos no Brasil, o que representa 9,6% da população. A política brasileira para o controle do consumo desses alimentos é praticamente baseada na publicação de avisos sobre os efeitos de alguns tipos de alimentos e bebidas.
Em geral, os alertas são direcionados a crianças ou focados em produtos com teor alcoólico. Embora todos os alimentos devam trazer na embalagem tabela de informações nutricionais, não existem políticas que obriguem os fabricantes a limitar ou mesmo a alertar os consumidores dos males do consumo excessivo de gordura, açúcar e sódio.

Iniciativa
Ministério da Saúde inicia mobilização contra a obesidade em escolas.
Começou dia 05 de março, a Semana de Mobilização Saúde na Escola, um dos projetos que fazem parte do Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde.
Mais de 22 mil escolas públicas de 1.938 municípios brasileiros recebem especialistas da área da saúde que farão avaliações nutricionais em cerca de 5 milhões de estudantes com idade entre 5 e 19 anos. O projeto ocorre todos os anos e o tema de 2012 é “Prevenção da obesidade na infância e na adolescência”.
Durante a Semana de Mobilização Saúde na Escola, os profissionais do programa irão desenvolver práticas educativas de promoção, prevenção e avaliação das condições de saúde, como: pesar e medir os alunos; calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC); promover palestras com alunos e professores; e fornecer orientações nutricionais aos familiares dos estudantes.
Lanche
O horário de lanche nas escolas é uma das preocupações do programa. Para a Coordenação de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, os pais devem evitar colocar nas lancheiras dos seus filhos alimentos como bolachas recheadas, sucos industrializados, biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, pois possuem pouco valor nutritivo e altos índices de açúcar, sódio e gorduras. “É melhor optar pelo suco da fruta natural ou uma porção de fruta, cortando o alimento em pedaços para facilitar o manuseio da criança” – aconselha a coordenação.
A Semana de Mobilização Saúde na Escola quer alertar aos alunos, pais e diretores que o ambiente escolar pode contribuir para a formação de maus hábitos alimentares, por isso se deve ter o cuidado com o que vender nas cantinas, o que colocar na lancheira e o que servir para os alunos, no caso das escolas que servem o lanche. Para reforçar a prevenção da obesidade na infância e na adolescência, o Ministério da Saúde também está incentivando a inclusão da educação alimentar na grade curricular das escolas.
Dados
Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada entre 2008/2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estão com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. A mesma pesquisa mostra que um em cada cinco adolescentes com idade entre 10 e 19 anos foram diagnosticados com excesso de peso. O Ministério da Saúde quer diminuir esses índices através de campanhas preventivas e constantes, evitando que o problema da obesidade acompanhe os jovens até a fase adulta.
Por Adriano Lesme

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Falta de Educação


Não bastasse o sofrimento de ser agredida por alguém íntimo, a mulher vítima da violência doméstica ainda trava uma batalha no atendimento hospitalar contra o preconceito e o descaso. A conclusão é de um estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP que analisou as percepções de médicos e de enfermeiras da rede pública de saúde sobre esse tipo de crime. A ideia era compreender como os profissionais entendem essas agressões e se as percepções deles interferem no atendimento às pacientes.
De acordo com a autora do estudo, a psicóloga Mariana Hasse, médicos e enfermeiras têm dificuldades em identificar e acolher os casos de violência que chegam às unidades de saúde, mesmo eles sendo tão frequentes e repetitivos. “Cerca de 35% das mulheres que procuram os serviços de saúde já sofreram algum tipo de violência pelo menos uma vez na vida”, diz.
Os profissionais pesquisados associam as agressões contra as mulheres a questões íntimas dos casais e ao uso abusivo de álcool e de drogas. No caso das enfermeiras, o destaque foi para a atuação da mulher no mercado de trabalho. “Isso teria desestruturado as famílias e estimulado a violência. Essa percepção retrata muito a culpa dessas mulheres por duplicarem as jornadas ao irem trabalhar fora”, salienta Hasse. De uma forma geral, segundo a especialista, a postura dos entrevistados sobre a violência doméstica — origem, motivações, tipos e consequências — foi bem parecida.

domingo, 20 de maio de 2012

Semana da Enfermagem pelo Brasil

COREN GOIÁS
Criou uma campanha de divulgação especial de homenagem aos seus profissionais. Cinco goianos, todos profissionais de enfermagem, estampam 27 outdoors e 14 busdoors que circulam pela grande Goiânia. A campanha tem como objetivo destacar o importante trabalho desenvolvido pela enfermagem e ainda anunciar para o grande público o mês que dá destaque aos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.


COREN MATO GROSSO DO SUL
Click aqui para consultar a programação.


COREN TOCANTINS
Divulgação em Outdoors.
Click aqui para consultar a pogramação.


COREN ALAGOAS
Divulgação em Busdoor.




COREN SANTA CATARINA
Programação da 73ª Semana Brasileira de Enfermagem ocorrerá durante todo o mês de maio e está orientada pela temática Compromisso social, participação e lutas da Enfermagem.
Click aqui para consultar a programação.
Dia Nacional de Mobilização pelas 30 horas, a Enfermagem catarinense, mais uma vez, mostrou força e unidade, articulada junto às entidades que compõem o Fórum Catarinense 30 horas Já (Coren/SC, ABEn-SC, SindSaúde/SC, SindPrevs, Fetessesc e diversos sindicatos de todo o Estado). Em Florianópolis, em frente ao Hospital Universitário, profissionais e estudantes realizaram um grande ato, distribuindo material sobre o PL 2295/2000 à população e divulgando para a imprensa a importância da aprovação da regulamentação da jornada da categoria em 30 horas semanais.
Click aqui para acompanhar como foi o Ato.



COREN SÃO PAULO
de 14 a 22 de maio, o Coren promove eventos especiais nas cidades onde existem subseções e no Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem (CAPE), na capital. Todos eles serão gratuitos.
Click aqui para consultar a programação.

Mais informações da Semana da Enfermagem do São Paulo Click aqui.



COREN SERGIPE
Click aqui para consultar a programação.



COREN RONDÔNIA
Click aqui para consultar a programação.


COREN FORTALEZA
O Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Vereador Acrísio Sena, abriu a sessão solene em Homenagem a Semana da Enfermagem, que culminou com a entrega da Medalha Grasiela Barroso a três personalidades da Enfermagem Cearense.
Click aqui para acompanhar a cerimonia.


COREN MARANHÃO
Palestras.
Click aqui para acompanhar o evento.



COREN PARANÁ
Com a proposta de oferecer serviços de orientação à população de Curitiba, acadêmicos e profissionais de enfermagem passaram esta terça e quarta-feira em um stand montado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Paraná - CorenPR, na Praça Osório (Boca Maldita). O serviço faz parte da programação da Semana da Enfermagem, que acontece entre os dias 12 e 20 de maio.
Click aqui para acompanhar o evento.

O COREN/PR e o Conselho Federal de Enfermagem COFEN receberam uma homenagem alusiva às comemorações da Semana da Enfermagem, por proposição do vereador Dirceu Moreira(PSL-PR).
Click aqui para ver a homenagem.

Semana de Enfermagem em Cruzeiro do Sul

Os acadêmicos do curso de Enfermagem do Campus Floresta, da Universidade Federal do Acre - UFAC realizaram entre os dias 11 a 19 de Maio a VII Semana da Enfermagem, um evento com programação diversificada, elaborada pelos docentes e discentes, em conjunto com entidades parceiras com cursos, mini-cursos, palestras, apresentações de trabalhos científicos, de extensão e atividades culturais, objetivando a divulgação, discussão e reflexão do processo de desenvolvimento social, político e científico do profissional de Enfermagem.

A Semana de Enfermagem foi instituída através do Decreto 2.956/1938 do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN que institui o dia 12 de Maio como a data da celebração do dia do Enfermeiro e a Resolução 294/2004 que celebra no dia 20 de Maio o dia dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem.

A abertura da Semana da Enfermagem aconteceu no dia 11 de Maio, no Teatro dos Náuas, com uma Mesa Redonda com o tema Valorização Profissional da Enfermagem. Na ocasião foram homenageados a professora Maria José Francalino, a técnica Antonieta Melo e o enfermeiro Gilmar Gilles.

A professora Maria José Francalino, coordenadora do evento, destacou a importância da Semana da Enfermagem que foi instituída pelo presidente Juscelino Kubitschek e está sendo realizado pelo Campus Floresta desde 2006.

“Na verdade é um evento muito útil para a saúde pública do município e para o enriquecimento científico e do currículo dos acadêmicos, além da confraternização entre os diversos períodos do curso, que normalmente não conseguem se encontrar dentro da universidade, pois a partir do quarto período em diante eles já vão para as unidades da rede básica quanto hospitalar”.
 
“Com certeza tivemos a participação de muitos acadêmicos, profissionais e pessoas da comunidade que vieram ao Campus para prestigiar a Semana da Enfermagem que encerra com uma avaliação muito positiva”, comemorou a coordenadora.

A acadêmica de enfermagem Luciana Braga, que está no 5º período do curso, esperava que tivesse tido uma maior participação da comunidade, principalmente pelas apresentações dos cursos e mini cursos que foram muito ricos de informações importantes para o dia a dia das pessoas.

“Ficamos tristes com a pouca participação de pessoas da comunidade, pois foram apresentadas muitas informações importantes para o cotidiano, mas foi um aprendizado muito bom a apresentação dos diversos painéis, palestras, trabalhos científicos reforçaram nosso aprendizado”.

A Acadêmica de enfermagem Jocileide Queiroz, do 5º Período, parabenizou a coordenadora do evento e os acadêmicos pela vasta programação com cursos e mini cursos de muita importância para os acadêmicos que participaram das atividades.

Jocileide enfatiza que a Semana da Enfermagem deveria ser mais bem aproveitada pelos outros acadêmicos e pela comunidade pela apresentação de experiências, painéis e exposições que deixaram grande aprendizado a avaliou que o curso está sendo concluído de forma boa, pois a maioria dos professores são doutores e mestres e o Campus Floresta cresceu muito com a ampliação dos novos cursos.

“A Enfermagem tem mercado na nossa cidade e agora as pessoas da terra estão se formando para exercer a profissão e contribuir com o desenvolvimento da região. É um curso focado nos problemas da região, como a malária e tivemos um estágio muito bom no Hospital Regional do Juruá, na Maternidade e nas Unidades Básicas de Saúde”.

A professora e enfermeira Kleyniane Costa, que ministra a disciplina Saúde da Mulher, foi responsável pela coordenação da mostra científica e destacou que a Semana da Enfermagem foi dividida em duas partes: a de cursos e mini cursos e a de mostra científica.

“A Semana da Enfermagem é de suma importância não só para os acadêmicos, mas também para todos os profissionais da área e a comunidade. Destaco a parte cultura, de cursos e mini cursos e a científica que foi realizada hoje onde os alunos e professores apresentaram resultados de pesquisas desenvolvidas em Cruzeiro do Sul, que engrandecem a comunidade acadêmica e profissional que passam a ter em mãos resultados a partir de experiências vividas e avaliação de dados epidemiológicos muitas vezes coletados, mas não analisados. A partir desses resultados podemos inclusive auxiliar os gestores na elaboração de políticas públicas mais direcionadas para os problemas locais”.

Kleyniane destacou as diversas palestras voltadas para a saúde da mulher – aborto, sexualidade, exames copocitológicos, microbiológicos, gravidez na adolescência – saúde mental e Controle da Tuberculose no Alto Juruá, entre outras.

A palestrante Maria Rafaela Costa, enfermeira formada pela Ufac, fez uma avaliação do Programa de Controle Epidemiológico da Tuberculose nos cinco municípios do Alto Juruá, resultado de uma pesquisa na região, orientada pela Professora Mestra Kleyniane Costa.

“Nossa pesquisa fez uma avaliação verificando o funcionamento do programa que apesar de algumas falhas tem conseguido uma boa quantidade de curas, casos notificados, abandono de tratamento e incidência da tuberculose. Foi observado que ainda existem dificuldades, mas apesar de tudo o número de altas por cura é grande, os pacientes tem diminuído o abandono do tratamento e quantidade de curas é grande, apesar de ainda ter que melhorar o programa”.
 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Homenagem aos Anjos de Branco do Juruá

De 12 a 20 de Maio, uma semana dedicada aos profissionais de Enfermagem. Profissão que nasceu do desejo de servir ao próximo. Embora ainda há muitas pessoas que pessam se tratar de uma profissão neófita, é bom sabermos que a profissão é uma das mais antigas. Do período colonial.

No Brasil nasceu de uma simples prestação de cuidados aos doentes, realizada por um grupo formado, na sua maioria, por escravos, que nesta época trabalhavam nos domicílios.

São verdadeiros anjos, trabalham para amenizar o sofrimento. Mas quando o paciente conquista sua cura, muitas vezes passam despercibidos, no entanto, ao ver o convalescimento dos pacientes já recebem seu maior bônus.


Desde os tempos do Velho Testamento, a profissão da enfermagem já era reconhecida por aqueles que cuidavam e protegiam pessoas doentes, em especial idosos e deficientes, tais atitudes garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência.

Durante muitos séculos, a enfermagem estava associada ao trabalho feminino, caracterizado pela prática de cuidar de grupos nômades primitivos.

Com o passar dos tempos, as práticas de saúde evoluíram e, entre os séculos V e VIII, a Enfermagem surge como uma prática leiga, desenvolvida por religiosos como se fosse mais um sacerdócio. Sendo assim, tornou-se uma prática indigna e sem atrativos para as mulheres da época, pois consideravam o trabalho como um serviço doméstico, o que atestava queda dos padrões morais que sustentavam, até então, o trabalho da enfermagem.

Mesmo com essa crise da profissão, a evolução do trabalho associado ao reconhecimento da prática, em meados do século XVI, a Enfermagem já começa a ser vista como uma atividade profissional institucionalizada e, no século XIX, vista como Enfermagem moderna na Inglaterra.

A partir daí, foram catalogadas definições e padrões para a profissão e a ANA (American Nurses Association) define a Enfermagem como "uma ciência e uma arte, levando em consideração que o objetivo principal do trabalho é o de cuidar dos problemas reais de saúde, por meio de ações interdependentes com suporte técnico –científico, bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para saúde, ter habilidades em prever doenças e o cuidado individual e único do paciente".

Matriarcas

Florence Nightingale
Nascida a 12 de maio de 1820, em Florença, Itália, possuía inteligência incomum, tenacidade de propósitos, determinação e perseverança - o que lhe permitia dialogar com políticos e oficiais do Exército, fazendo prevalecer suas idéias. Dominava com facilidade o inglês, o francês, o alemão, o italiano, além do grego e do latim. Em 1845, em Roma, no desejo de realizar-se como enfermeira, estudou as atividades das Irmandades Católicas e, em 1849, fez uma viagem ao Egito, onde decide servir a Deus, trabalhando em Kaiserswert, Alemanha, entre as diaconisas. Seu primeiro papel como enfermeira de guerra foi em 1854, na Guerra da Criméia.

Durante os combates da Guerra da Criméia, os soldados fizeram de Florence o seu anjo da guarda pois, de lanterna na mão, percorria as enfermarias dos batalhões e acampamentos, atendendo os doentes, o que a fez ficar conhecida mundialmente como Lady With The Light.

Ao retornar em 1856, adoentada pelo tifo, Florence recebe um prêmio em dinheiro do governo inglês, em reconhecimento ao seu trabalho. Ela usa o dinheiro e dá início à Primeira Escola de Enfermagem, fundada no Hospital Saint Thomas, em 1859, e que passou a servir de modelo para as demais escolas que vieram depois.



Ana Néri
Ana Justina Ferreira nasceu em 1813, na Cidade de Cachoeira, na Bahia. Sua vocação como enfermeira começou em meados de 1864, quando seus dois filhos, um médico militar e um oficial do Exército, foram convocados para a Guerra do Paraguai (1864-1870). Ana Néri não resiste à separação da família e coloca-se à disposição do governo para ir à guerra, sendo considerada a primeira enfermeira voluntária do Brasil.

A atuação de Ana Néri na guerra, junto aos feridos, foi incansável. Desdobrou-se como enfermeira, ministrando medicamentos e proporcionando alívio e conforto aos doentes.
 
Após cinco anos de guerra, Néri retorna ao Brasil e o Governo Imperial lhe concede uma pensão, além de medalhas humanitárias e de campanha; e no período já republicano, o nome Ana Néri foi dado à primeira Escola de Enfermagem oficializada pelo Governo Federal, em 1923, pertencente à Universidade do Brasil. Ana Néri faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de maio de 1880, aos sessenta e seis anos.



Parabéns enfermagem! Uma semana de reconhecimento merecido, pois são verdadeiros heróis abdicam tantos momentos de lazer, para tratar não somente com medicamentos mas também com amor, carinho e dedicação.


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