Divulgado
nesta quinta-feira (8/10), o
novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que, no cenário nacional, os
casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam
sinal de oscilação ou estabilização nas últimas seis semanas e de crescimento
na tendência de curto prazo nas últimas três semanas. Em relação aos casos de
SRAG por vírus respiratório, observa-se que o rinovírus,
metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência
de aumento em nível nacional. No entanto, os novos casos semanais de SRAG por
Covid-19 ainda estão baixos no país.
Segundo
os pesquisadores do InfoGripe, “apesar da baixa de casos de SRAG na
maior parte do país, é importante que a população prioritária verifique se está
em dia com a vacinação contra a Covid-19. No caso das gestantes, é fundamental
também se vacinar contra o VSR”, ressaltam. Em nível nacional, observa-se um
leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG nas crianças e
adolescentes de 2 a 14 anos e estabilização dos casos nas demais faixas
etárias.
“Os casos de SRAG por rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. Contudo, os novos casos semanais de SRAG por Covid-19 ainda estão baixos. As ocorrências de SRAG por VSR e influenza B estão em queda e as hospitalizações por influenza A estão estáveis em níveis baixos de incidência”, informam os pesquisadores.
Estados
e capitais
Em
nível regional, observa-se que 3 das 27 unidades federativas - Alagoas, Roraima
e Sergipe - apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto
risco nas últimas duas semanas com indícios de crescimento nas últimas seis
semanas até a Semana Epidemiológica 39.
Segundo
a atualização, o aumento de SRAG nesses estados ocorre principalmente em
crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe esse incremento está associado ao
metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para determinar o
vírus responsável.
O
estudo aponta ainda que cinco unidades também apresentam incidência de SRAG em
níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na
tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande
do Sul e Santa Catarina.
Cinco
das 27 capitais - Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória -
apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas
últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG nas últimas seis
semanas, até a Semana 39.
Dados
epidemiológicos
Nas
quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos
foi de 2,7% de influenza A, 6,5% de influenza B, 15,8% de vírus sincicial
respiratório, 52,5% de rinovírus e 4,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os
óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte
temporal foi de 10,9% de influenza A, 14,7% de influenza B, 15,5% de vírus
sincicial respiratório, 37,2% de rinovírus e 9,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Os
casos notificados de SRAG sinalizam estabilização ou oscilação nas últimas 6
semanas e crescimento na tendência de curto prazo nas últimas três semanas.
No
ano epidemiológico 2026 já foram notificados 161.053 casos de SRAG, sendo
86.534 (53,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus
respiratório, 58.143 (36,1%) negativos e cerca de 7.270 (4,5%) aguardando
resultado laboratorial. Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se
16,2% de influenza A, 5,5% de influenza B, 40% de vírus sincicial respiratório,
32,5% de rinovírus e 3,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Os
casos de SRAG por metapneumovírus têm aumentado em diversos estados das regiões
Sul (Paraná e Santa Catarina), Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito
Santo), Nordeste (Alagoas, Bahia, Paraíba. Pernambuco e Sergipe) e no Mato
Grosso do Sul. Os casos de SRAG por rinovírus têm aumentado no Acre,
Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul
e Santa Catarina. Em relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos
graves no Acre, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e em São
Paulo, porém ainda em níveis baixos de incidência.
Incidência
e mortalidade
A
incidência e mortalidade semanal média - nas últimas oito semanas
epidemiológicas - mantém o cenário típico de maior impacto nos extremos das
faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais
elevado nas crianças até 2 anos, em termos de mortalidade temos o inverso, com
a população a partir de 65 anos sendo a mais impactada.
A
incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada
principalmente ao rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é maior
entre os idosos, tendo como principal causa o VSR, rinovírus e influenza A. O
VSR e o rinovírus também se destacam como principais causas de mortalidade nas
crianças pequenas. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as
faixas etárias.
Período
eleitoral
Durante
o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais
publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham
as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é
permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao
cidadão".
Fonte _ FioCruz


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