Imuniza SUS

segunda-feira, 30 de março de 2026

Fiocruz atua na definição da formulação da vacina contra influenza

 


Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. E a Fiocruz desempenha um importante papel na formulação do imunizante.

Mas por que tomar a vacina todo ano?  

Com subtipos capazes de infectar células humanas e/ou animais, o vírus influenza se multiplica fazendo cópias de si mesmo dentro do organismo. Durante esse processo podem ocorrer falhas. Em vez de cópias perfeitas, pequenos erros acontecem e modificam características do vírus, incluindo proteínas de superfície, responsáveis pela "aparência" do vírus para o sistema imunológico. É o que chamamos de mutações. Enquanto umas preocupam pouco, outras requerem muito cuidado e atenção redobrada.

É aí que entram cientistas espalhados pelo mundo, muitos deles do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). Como "detetives", eles se dedicam a investigar vírus influenza que podem estar "disfarçados" e em livre circulação.

No âmbito do IOC, as atividades são conduzidas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais, referência nacional na análise de vírus respiratórios. O setor é responsável por identificar, caracterizar geneticamente e monitorar a circulação de diferentes variantes do influenza no país.

À frente do laboratório, que também atua como referência brasileira junto à rede internacional de vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS), está a pesquisadora Marilda Siqueira. Ela e sua equipe monitoram quais "versões" do vírus estão circulando no país.

“Em um grande esforço conjunto com o Ministério da Saúde, o Instituto Evandro Chagas e o Instituto Adolfo Lutz, nós produzimos relatórios que subsidiam recomendações da OMS sobre a composição da vacina para os hemisférios Norte e Sul, a partir de análises virológicas e genômicas de centenas de amostras. No Brasil, essas diretrizes orientam o Ministério na definição da estratégia de imunização e na encomenda das doses”, explica Siqueira.  

Ao conectar pesquisa laboratorial, vigilância epidemiológica e cooperação global, o IOC consolida sua posição como um dos principais pilares da resposta brasileira às doenças respiratórias. Esta é a base essencial para a atualização anual da vacina e para a resposta oportuna a cenários epidemiológicos em constante transformação.

A mobilização liderada pelo Ministério da Saúde em favor da campanha nacional de vacinação contra a influenza prioriza grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Fonte _ FioCruz

Nenhum comentário:

Postar um comentário