O Ministério
da Saúde publicou nesta quinta-feira (26) uma portaria sobre a
incorporação do teste rápido de dengue à tabela oficial de procedimentos
do SUS (Sistema
Único de Saúde).
O exame detecta um antígeno do vírus da dengue no sangue, soro ou plasma e é
usado para auxiliar no diagnóstico da doença.
A
pasta afirma que desde 2024 realiza a aquisição e distribuição dos insumos aos
estados.
O
teste rápido de dengue NS1 detecta uma proteína produzida pelo vírus durante a
fase aguda da infecção e é indicado para uso nos primeiros cinco dias após o
início dos sintomas, quando o vírus está em replicação ativa no organismo.
Segundo
a Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária), a proteína NS1 está presente nos quatro
sorotipos da dengue. Um resultado positivo confirma a infecção aguda, mas um
resultado negativo não exclui o diagnóstico. O diagnóstico mais rápido da
dengue facilita o início do tratamento adequado.
Embora
a dengue tenha desacelerado
em relação aos anos anteriores, a doença provocou a morte de 28 pessoas
no Brasil em 2026 (até 10 de março), segundo o Painel de Monitoramento das
Arboviroses do Ministério da Saúde.
Há
outros métodos disponíveis para o diagnósico da dengue autorizados pela Anvisa.
Os testes de sorologia detectam anticorpos produzidos pelo sistema imunológico
e são recomendados a partir do sexto dia de sintomas. São úteis para
identificar se o paciente já teve contato com o vírus no passado, mas têm
limitações para distinguir os quatro sorotipos da doença.
Já o
RT-PCR é uma técnica molecular capaz de identificar o material genético do
vírus e diferenciar os sorotipos, com alta sensibilidade mesmo nos estágios
iniciais da infecção —embora possa ter dificuldades quando a carga viral é
baixa.
Fonte _ Folha/SP

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