quinta-feira, 13 de agosto de 2026

InfoGripe: maior parte do país tem tendência de queda ou estabilização de casos de SRAG

 


A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (13/8), mostra que 23 das 27 unidades da Federação (UF) apresentam tendência de queda ou estabilização do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A exceção fica para Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe, que apresentam um leve sinal de crescimento. Quanto ao nível de risco, ainda há 14 das 27 UF com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. A atualização é referente à Semana Epidemiológica 31, período de 2 a 8 de agosto.

Os pesquisadores do InfoGripe voltam a reforçar que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19. Também é essencial, de acordo com os especialistas, que as pessoas que moram nos estados com alta de SRAG continuem tomando alguns cuidados, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas, manter as mãos sempre limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se não for possível fazer o isolamento, o recomendado é sair de casa usando uma boa máscara.


Estados e capitais

A atualização aponta que há sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. Contudo, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.

O período da sazonalidade da influenza A já se encerrou, porém, mesmo com sinal de queda, os casos graves pelo vírus continuam altos em Minas Gerais e Roraima. Os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados do Centro-Sul (Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul), mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Rio de Janeiro e Santa Catarina e queda no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Em relação à Covid-19, há um leve sinal de aumento dos casos graves no Maranhão e Amazonas, mas os casos semanais ainda estão em um patamar baixo de incidência. Também há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco e Amazonas, e de rinovírus em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, porém sem impacto importante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.

Segundo o InfoGripe, 2 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a semana 31: Belém (PA) e Porto Velho (RO). Além disso, 6 capitais também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

Dados epidemiológicos

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 6,5% de influenza A, 9,2% de influenza B, 50,4% de vírus sincicial respiratório, 29% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 20,1% de influenza A, 18,1% de influenza B, 34,7% de vírus sincicial respiratório, 24,3% de rinovírus e 5,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Referente ao ano epidemiológico 2026, já foram notificados 133.709 casos de SRAG, sendo 72.061 (53,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 46.505 (34,8%) negativos, e ao menos 7.372 (5,5%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 18,6% de influenza A, 5,2% de influenza B, 42,2% de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

Incidência e mortalidade

Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução dos casos de SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionada principalmente pela diminuição das hospitalizações por VSR no país. Na população de 15 a 49 anos a redução dos casos de SRAG é explicada principalmente pela diminuição das hospitalizações por influenza A e B, enquanto entre os idosos ela decorre sobretudo da redução das hospitalizações por influenza A. Entre crianças de 5 a 14 anos, a queda dos casos de SRAG é impulsionada principalmente pela diminuição dos casos graves por rinovírus.

A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. A mortalidade é maior entre os idosos, tendo como principal causa o vírus da influenza A. O rinovírus também se destaca como a segunda principal causa de óbitos entre crianças menores de dois anos e idosos.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto nas crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade. A influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos. A incidência de SRAG por Covid-19 continua baixa em todas as faixas etárias.

Período eleitoral

Durante o período eleitoral (de 4 de julho até 25 de outubro), os conteúdos digitais publicados e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) acompanham as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O documento esclarece que é permitida a divulgação de "conteúdo meramente informativo ou de serviço ao cidadão".

Fonte _ FioCruz

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