sexta-feira, 9 de março de 2012

Saúde da Mulher

Mulheres que fazem acompanhamento do pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS) dispõem atualmente de 23 exames, sendo que 14 deles foram acrescidos à lista com a implantação da Rede Cegonha, lançada pelo governo federal em 2011. Mesmo com esta cobertura, os cuidados para garantir uma gravidez saudável devem começar antes da fecundação, alerta o Ministério da Saúde durante a semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher.  Em 2011, foram realizadas cerca de 20 milhões de consultas pré-natais pelo SUS, o que equivale a alta de 133% em relação aos 8,6 milhões de procedimentos de 2003.
Exames globais para investigar anemia, problemas de pressão e de tireóide são fundamentais. “Além disso, é preciso investigar as doenças sexualmente transmissíveis. Nesse caso, o parceiro também deve ser examinado”, afirma a coordenadora nacional da Saúde da Mulher, Esther Vilela.
A infecção por rubéola na gravidez pode acarretar em inúmeras complicações para os recém-nascidos, como malformações congênitas. A vacina dupla viral, disponível na rede pública, é eficaz contra sarampo, rubéola e caxumba. “Para quem não está grávida, a rubéola é relativamente simples. Do contrário, pode levar ao óbito do feto”, afirma.
Para evitar malformação da medula óssea e da meninge – membrana que reveste e protege o Sistema Nervoso Central (SVC),é recomendado fazer uso de ácido fólico três meses antes de engravidar. Os cuidados com a alimentação também devem ser anteriores à gravidez. “O ideal é que a mulher alimente-se corretamente. O cardápio precisa ser rico em frutas, vegetais e proteínas de alta qualidade. Gorduras e produtos industrializados devem ser evitados, além das bebidas alcoólicas, do fumo, uso de drogas e café”, alerta a coordenadora nacional da Saúde da Mulher, Esther Vilela.
Alimentos crus -O risco de contaminação por toxoplasmose exige atenção redobrada no consumo de alimentos crus ou mal cozidos, como vegetais ou carnes, principalmente quando os procedimentos de higienização são desconhecidos. “Os problemas são variados e podem ser transmitidos ao feto. Há possibilidade de cegueira e microcefalia – quando não há desenvolvimento completo do cérebro ou da caixa craniana, por exemplo”.
Estética – A maior capacidade de desenvolver alergias durante a gestação restringe o uso de produtos cosméticos. Produtos com ácido retinoico e vitamina A na fórmula, por exemplo, não podem ser usados.  Escova progressiva, alisamentos e tinturas também devem ser evitados. “Toda escova progressiva tem formol. Não tem como fugir disso. Esses são produtos com potencial tóxico. Há uma hipersensibilização neste período. Então, o recomendado é deixar de usar”, afirma a coordenadora nacional da Saúde da Mulher.
Atividades físicas – Na gravidez, o exercício físico deve ser leve ou moderado. A rotina de atividades depende do perfil de cada gestante. “Se a mulher nunca fez atividade física, não é recomendado que de uma hora para outra ela passe a fazer. É preciso ter cuidado para que seja de maneira gradual e suave”, explica Esther Vilela.
As caminhadas são uma boa opção, pois ativam a circulação, principalmente das pernas, e auxiliam o processo digestivo. “A mulher precisa encontrar um exercício prazeroso e que traga tranquilidade. Além disso, é importante evitar movimentos bruscos e abdominais”.
Exames solicitados para acompanhamento pré-natal:
• Grupo sanguíneo e fator Rh (quando não realizado anteriormente);
• Sorologia para sífilis (VDRL)
• Urina tipo I
• Hemoglobina e hematócrito (Hb/Ht);
• Glicemia de jejum
• Teste anti-HIV com aconselhamento pré-teste e consentimento da mulher
• Sorologia para hepatite B (HBsAg)
• Sorologia para toxoplasmose
• Colpocitologia oncótica, quando houver indicação.
Com a Rede Cegonha, foram acrescidos os seguintes exames:
•Teste rápido de gravidez
•Teste rápido de sífilis
•Teste rápido de HIV
•Cultura de bactérias para identificação (urina)
•Acréscimo de mais um exame de hematócrito, hemoglobina
•Ampliação do ultrassom obstétrico para 100% das gestantes
•Proteinúria (teste rápido)
•Teste indireto de antiglobulina humana (TIA) para gestantes que apresentarem RH negativo
Exames adicionais para gestantes de alto-risco:

•Contagem de plaquetas
•Dosagem de proteínas (urina 24 horas)
•Dosagens de uréia, creatinina e ácido úrico
•Eletrocardiograma
•Ultrassom obstétrico com Doppler
•Cardiotocografia ante-parto

Fonte_Thássia Alves_Agência Saúde

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