Segundo
dados do Ministério da Saúde, entre 2024 e 2025 Sabará
contabilizou 590 casos de chikungunya; Congonhas registrou 73
casos; Maracanaú teve 18 casos; e Simão Dias, 30
casos
Nesta
segunda (23/2), os municípios de Sabará (MG), Congonhas
(MG), Maracanaú (CE) e Simão
Dias (SE) começam a vacinar sua população contra a
chikungunya. A iniciativa faz parte de uma estratégia piloto realizada com o
apoio do Ministério da Saúde e que utiliza o imunizante produzido pelo
Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. A
campanha é gratuita e a vacinação é realizada nos postos de saúde municipais.
Poderão
se vacinar pessoas de 18 a 59 anos que sejam moradoras das cidades
participantes da estratégia e que atendam aos seguintes critérios: não ser
gestante e/ou lactante; não possuir imunodeficiências ou imunossupressão; não
estar fazendo quimioterapia ou radioterapia, nem ter feito transplante; não
possuir comorbidades mal controladas, ou mais de uma comorbidade, entre outros.
As
principais reações adversas que podem ocorrer após a aplicação da vacina são
dor de cabeça, enjoo, cansaço, dor muscular, dor nas articulações, febre e
reações no local da injeção (sensibilidade, dor, vermelhidão, endurecimento,
inchaço).
Durante
e após a estratégia, o Instituto Butantan vai monitorar os casos positivos e
negativos de chikungunya que ocorrerem nos municípios participantes, a fim de
avaliar a efetividade do imunizante no mundo real. Também serão realizados
estudos com o objetivo de monitorar a segurança da vacina a longo prazo.
Segundo
dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde,
entre 2024 e 2025 Sabará contabilizou 590 casos de chikungunya; Congonhas
registrou 73 casos; Maracanaú teve 18 casos; e Simão Dias, 30 casos.
Essa
é a segunda etapa da estratégia vacinal, que foi iniciada em Mirassol (SP), em
2/2. Além dos cinco municípios já divulgados, o piloto incluirá outras cinco
cidades de Sergipe, Ceará e Minas Gerais. Os territórios envolvidos foram
selecionados a partir de um estudo epidemiológico, que utilizou um modelo
matemático para predizer as regiões com maior risco de apresentar surtos de
chikungunya entre 2025 e 2027.
Sobre
a chikungunya e a vacina do Butantan
A
chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes
aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika. Ela pode ser assintomática, ou
causar reações como febre alta (39-40°C), dor intensa e inchaço nas
articulações, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo. A dor crônica nas
articulações é sua principal sequela, e pode perdurar por meses ou anos. Em
pessoas que possuem outras comorbidades, como hipertensão, diabetes, doenças do
coração ou do rim, a chikungunya pode gerar quadros clínicos mais graves,
descompensando as enfermidades pré-existentes e podendo levar a óbito.
A
vacina do Butantan é a primeira do mundo a ser disponibilizada para prevenir a
doença. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em
abril de 2025, ela teve sua segurança e capacidade de gerar anticorpos
comprovadas em estudos clínicos feitos nos Estados Unidos e publicados na revista científica The Lancet. Dos 4 mil
voluntários adultos que participaram da pesquisa, 98,9% produziram anticorpos
neutralizantes. Além do Brasil, o produto já foi aprovado para uso no Canadá,
Reino Unido e Europa.
Fonte _ Butantan
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